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Notícias da Região de Barroso
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| Vendas e número de visitantes | 2010/ 01/29 22:11 |
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«Foi a melhor Feira do Fumeiro de sempre»
As previsões quer em termos de vendas quer em termos de visitantes da XIX Feira do Fumeiro do Barroso foram ultrapassadas. Para satisfazer a procura, alguns produtores tiveram de vender as «reservas» que tinham para consumo próprio. “Foi a melhor Feira de sempre”, garante o presidente da Câmara, que associa o sucesso do certame ao esforço promocional que foi feito. O presidente da Câmara Municipal de Montalegre, Fernando Rodrigues, não tem dúvidas que o investimento que este ano foi feito para publicitar a Feira do Fumeiro do Barroso terá contribuído largamente para a enchente que o certame registou. Especial impacto terá tido o programa da RTP que, no sábado, foi transmitido a partir do local da Feira e que, durante quatro horas, mostrou e falou do fumeiro do Barroso. Durante a manhã do mesmo dia, foi a rádio TSF transmitir desde o Montalegre o programa “Terra a Terra” e a falar, obviamente, dos produtos da feira e da gastronomia do concelho. “A apreensão face à propalada crise do país, promoveu um maior esforço por parte da organização, a fim de garantir mais gente na feira e assegurarmos o mesmo negócio. Apostámos na promoção e conseguimos, desta feita, maior número de visitantes e superior volume de negócio”, confirmou o autarca, acrescentando: “confirma-se aquilo que nós tínhamos pensado: trata-se da melhor Feira do Fumeiro de sempre”. Opinião semelhante tem o presidente da Associação de Produtores de Fumeiro da Terra Fria Barrosã, Boaventura Moura. “Foi a maior e melhor feira de todas até hoje. Vendeu-se muito produto, houve pontos de venda totalmente vazios e os produtores estão muito satisfeitos com o negócio conseguido”, recordou o dirigente. Aliás, alguns produtores tiveram que vender as reservas que tinham guardadas para consumo próprio. De acordo com o presidente da Câmara, o volume de negócios terá ultrapassado o inicialmente previsto. “Pela apreciação que fizemos junto dos produtores, ultrapassamos o milhão de euros, valor que estava definido como meta ambiciosa”, garante Fernando Rodrigues. Pelas contas da organização, o volume de negócios, dentro e fora da feira, terá chegado aos 1,8 milhões de euros. Em termos de fumeiro, também houve um reforço nas vendas. Venderam-se mais dez mil quilos que o previsto, chegando-se assim aos 70 mil quilos. Orlando Alves, vice-presidente da Câmara Municipal de Montalegre, fala em o “êxito” e que o mesmo pode ser aferido pela “opinião que expressaram os produtores”, mas também “pelo mar de gente que esteve presente neste certame”. “A nossa feira tem adquirido um estatuto de relevância nacional. Está a crescer de ano para ano e com ela tem aumentado também a qualidade do fumeiro. Esse facto deixa-me muito satisfeito”, concluiu, apelando aos produtores para que produzam ainda mais, “tentando sempre aperfeiçoar a qualidade”. Margarida Luzio, Semanário Transmontano, 2010-01-29 |
| Despiste seguido de colisão fez um morto e um ferido grave | 2009/ 11/27 20:46 |
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Em Sendim
Para retirar os passageiros, os bombeiros tiveram que desencarcerar o carro Um despiste, que culminou com uma violenta colisão contra um posto de transformação eléctrica, provocou um morto e dois feridos, um grave e um ligeiro. Os ocupantes, todos naturais do concelho de Montalegre, teriam ido às compras a Espanha. Estão a cargo do Núcleo de Investigação Criminal de Acidentes de Viação da GNR (NICAV) as causas que, na passada terça-feira à tarde, terão estado na origem de um despiste que provocou a morte a um homem de 51 anos, residente em Serraquinhos. O acidente, que ocorreu em Sendim, mesmo junto à fronteira com a Galiza, provocou ainda ferimentos graves ao condutor da viatura, de 53 anos, e ferimentos ligeiros à irmã, de 59, que viajava ao seu lado e seria companheira da vítima mortal. Ao que tudo indica, Diamantino e a companheira, Maria de Fátima, e o irmão desta, José Maria Fernandes, terão ido às compras a uma localidade do lado de lá da fronteira. No regresso, depois de uma curva ligeiramente acentuada, o carro, um Ford Escord, entrou em despiste. Depois de sair da estrada, a viatura entrou no relvado de um parque do restaurante de um posto de combustível existente no local e só parou quando embateu violentamente contra um posto de transformação de energia, a cerca de 70/80 metros do local onde terá iniciado o despiste. Ao final da tarde, a bomba e o restaurante continuavam sem energia. Os funcionários e os poucos clientes que se encontravam no restaurante só se terão apercebido do acidente depois do estrondo. Ninguém conseguia perceber o que se passou. No local, ouviam-se apenas suposições. “Deve ter dado alguma coisa ao condutor e ele em vez de travar acelerou. Não me parece que fosse velocidade”, supunha o dono da bomba. Uma fonte da GNR admitia que o condutor tivesse sido encandeado pelo sol. Hipóteses que agora o NICAV terá que tirar a limpo. A vítima mortal viajava no banco de trás e ainda foi alvo de várias tentativas de reanimação, que acabaram por não surtir efeito. Os dois feridos foram transportados para o Hospital de Chaves. O ferido grave tinha prognóstico reservado. Teria várias fracturas. Maria de Fátima estaria apenas em choque pelo que aconteceu. In Semanário Transmontano - Margarida Luzio |
| “Porta” do Parque ainda sem data para abrir | 2009/ 11/27 20:44 |
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Edifício já está concluído mas ainda não funciona
Já deveria estar aberta, mas continua fechada a “porta” de Montalegre do Parque Nacional Peneda Gerês (PNPG). As portas do parque foram idealizadas há cerca de 40 anos por Lagrifa Mendes, o primeiro director do PNPG, o único parque nacional do país, e têm como principal objectivo dar apoio aos visitantes deste espaço natural. Foram projectadas cinco, número equivalente ao de municípios que integram o parque. Neste momento, só a de Lindoso (Ponte da Barca) e a de Montalegre continua por abrir. A abertura da de Lindoso está prevista “até princípios de 2010”. Em Montalegre, a Câmara não sabe quando é que a “porta”, situada na aldeia de Paradela do Rio, abrirá. Construí-do de raiz, o edifício já existe, mas continua fechado. E a degradar-se. Para já, a divulgação deste espaço natural está, provisoriamente, a ser feito na sede do concelho, numa sala do Pavilhão Multiusos. No entanto, como reconhece o vice-presidente da Câmara de Montalegre, Orlando Alves, o que existe em Montalegre é uma “unidade administrativa do parque, uma espécie de serviços descentralizados”. Quanto à abertura da porta de Paradela, que Orlando Alves diz ser um centro difusor do conceito do parque, nas suas vá-rias vertentes, (arqueológica, paisagística...), o autarca não avança com nenhuma data. “A estrutura existe, está a degradar-se, mas ainda não funciona. Haverá uma ou outra dificuldade. Não sei o que se passa”, afiança Orlando Alves, admitindo que “o Instituto Nacional da Conservação da Natureza possa estar à espera do novo orçamento para concluir o que está feito e dinamizar o edifício, com recurso a novas tecnologias, que é o que está previsto”. De acordo com o vice-presidente de Câmara de Montalegre, o edifício da “porta” do Parque, em Paradela, custou cerca de 500 mil euros, investimento também comparticipado pela autarquia. Para Orlando Alves, trata-se de uma obra “vanguardista”, que, “aparentemente não se encaixa muito bem no espaço”. “Mas não vou pôr em causa as opções dos arquitectos”, conclui o autarca. In Semanário Transmontano - Margarida Luzio |
| Tribunal arresta bens à cooperativa para garantir salários em atraso | 2009/ 11/16 21:21 |
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Acção foi interposta por cinco trabalhadores
A operação de arresto durou quase toda a manhã A Cooperativa Agrícola de Montalegre viu, na passada terça-feira, arrestados alguns bens por ordem do Tribunal de Trabalho de Vila Real. A acção cautelar foi interposta por cinco trabalhadores, que tinham rescindido contrato de trabalho por falta de pagamento de salários. Ao que o Semanário TRANS-MONTANO conseguiu apurar, os bens em causa chegaram a ser carregados numa viatura. No entanto, ao final da manhã, acabaram por não ser removidos das instalações e libertados, depois de a advogada dos trabalhadores ter tido garantias do Tribunal do Trabalho do arresto, para este fim, de um subsídio a favor da Cooperativa do Instituto de Financiamento da Agricultura e Pescas (IFAP), no valor de mais de 39 mil euros, e de um outro proveniente da Câmara Municipal de Montalegre, este no valor de mais de 14 mil euros. No total, o valor reclamado pelos funcionários é de 53 mil euros. Antes do “apreensão” dos subsídios, a advogada dos trabalhadores tentou arrestar uma conta bancária da Cooperativa no Banif. No entanto, a conta estava a descoberto. Na acção principal, que já está a decorrer no Tribunal de Trabalho de Vila Real, além dos salários e dos subsídios de férias e Natal em atraso, e da antiguidade, a advogada dos trabalhadores vai também exigir que aos funcionários venham a receber retroactivos respeitantes à sua categoria de trabalho. É que, até agora, os trabalhadores recebiam todos por igual (515 euros, valor actual), independentemente da categoria. Os funcionários em causa estavam afectos à Organização de Produtores Pecuários (OPP), uma secção da Cooperativa de Montalegre, presidida por José Justo. A “guerra” entre trabalhadores e Cooperativa começou no passado mês de Março, com a intervenção do Sindicato da Agricultura, Alimentação e Florestas. Na altura, os funcionários tinham em atraso 5 vencimentos, além de subsídios de Natal e de férias e ameaçaram suspender funções no mês seguinte, caso a dívida não fosse saldada. Na data estipulada, José Justo conseguiu apenas pagar três dos salários em atraso. Irredutíveis, os trabalhadores mantiveram a suspensão de funções. E, mais tarde, rescindiram contrato por justa causa. No local, Boaventura Santos, da direcção da Cooperativa, criticava a actuação dos trabalhadores, justificava a situação com as dificuldades económicas da Cooperativa e garantia que “tudo se haveria de resolver”. In Semanário Transmontano - Margarida Luzio |
| Várias - In Semanário Transmontano | 2009/ 10/04 19:20 |
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Falhas têm sido denunciadas nos relatórios anuais
Serviços do Ministério Público sem fax, sem fotocopiadora... O bom estado do exterior do edifício do tribunal contrasta com as defiências existentes no interior Os serviços do Ministério Público em Montalegre não têm linha telefónica, fax, nem fotocopiadora. São usados os da secretaria judicial. Além disso, o serviço funciona numa única sala, onde se fazem diligências e se atende o público. As deficiências têm sido descritas nos relatórios que são enviados anualmente à Procuradoria Geral da República. No entanto, até ao momento, os problemas persistem. Para tirar uma simples fotocópia, os funcionários do Ministério Público (MP) do Tribunal de Montalegre têm que dar 90 passos. Como o serviço não tem fotocopiadora, são obrigados a recorrer à fotocopiadora da secretaria judicial, que se encontra no outro extremo do edifício. Além disso, também não têm linha telefónica própria. As chamadas caem na secretaria judicial e só depois são encaminhadas para o MP. O mesmo se passa com o fax. São ali recebidos e depois levados ao MP por um funcionário da secretaria judicial. A situação, além de provocar um “funcionamento desajustado” do serviço, “não salvaguarda devidamente os processos que se encontram em segredo de justiça”, pondo um maior número de pessoas em contacto com informações processuais. A opinião é de vários procuradores que já passaram por Montalegre nos últimos anos e está expressa nos relatórios anuais do serviços enviados à Procuradoria-Geral da República, incluindo o de 2008. Os documentos em causam realçam também o facto de, apesar das lacunas serem repetidas anualmente, “até hoje”, não ter sido tomada “qualquer resolução”. No entanto, a falta de meios de comunicação próprios, é apenas uma das falhas que constam dos relatórios ignorados, pelo menos, na prática. Nos mesmos documentos constam há anos outras queixas, nomeadamente em relação às condições físicas do espaço ocupado pelo serviço. A exiguidade é um exemplo. O serviço tem apenas ao dispor uma pequena sala, que, por isso, é multifuncional. Funciona como sala de instrução, onde são ouvidas testemunhas e constituídos arguidos, e como balcão de atendimento. Mas sem balcão. A situação provoca vários constrangimentos. Além de tornar o atendimento menos seguro e menos eficaz, não possibilita a privacidade exigida neste tipo de situações. Qualquer pessoa que ali se dirija para solicitar uma informação, por exemplo, poderá ficar a saber que alguém está a ser ouvido num processo. Além de que a entrada de pessoas interrompe o raciocínio dos funcionários, que têm de suspender a diligência para evitar fugas de informação e salvaguardar a privacidade da pessoa em causa. Além disso, a sala, com “mobiliário antiquado”, ainda é usada para arquivo. Isto porque parte da sala destinada ao efeito está ocupada com material apreendido e com produtos de limpeza. Mas há mais falhas apontadas. O sistema eléctrico, em todo o edifício, é “obsoleto”, o que leva a corte frequentes de energia e a quebras de produção. “Às vezes basta ligar mais uma vareta de um aquecedor para deitar a luz abaixo”. O sistema de aquecimento também tem merecido reparos. O que existe é insuficiente para os rigorosos Invernos de Barroso. Há funcionários que trabalham de luvas e de capote. Focado nos relatórios tem sido o facto de o procurador ter de se deslocar uma vez por semana à vila de Boticas, afecta a esta comarca, “com prejuízo” para o trabalho prestado em Montalegre. A todos estes problemas junta-se o da falta de segurança, uma vez que o edifício não possui qualquer sistema de vigilância. Por: Margarida Luzio Ecomuseu cria rota para rentabilizar produção de Vilar de Perdizes, Solveira e Santo André Em Barroso também há boa fruta Além de maçãs, a rota também inclui paragens por terrenos com pereiras Colhe, pesa e paga. Hoje e amanhã, os “pomares” do Barroso vão estar de portas abertas, uma espécie de mercado ao ar livre, onde o cliente pode escolher a fruta na árvore. A iniciativa é do Ecomuseu do Barroso, que, desta forma, pretende valorizar a identidade das várias freguesias do concelho e, ao mesmo tempo, ajudar a escoar uma produção que normalmente acaba por ficar estragada. Quando passa por Solveira e vê maçãs e pêras “tão boas” espalhadas pelo chão, o director do Ecomuseu do Barroso, David Teixeira, fica “doente”. E quem diz por Solveira, diz pelas aldeias vizinhas de Santo André e de Vilar de Perdizes. Beneficiando de um clima mais ameno que outras aldeias do concelho de Montalegre, as três localidade serão, por ventura, aquelas onde existirá maior produção de fruta, nomeadamente de pêra e de maçã. No entanto, o que acontece é que as populações das aldeias em causa não tiram qualquer proveito da situação, ou, nas palavras de David Teixeira, “não levam esta produção a sério”. A fruta ou é dada a amigos, ou vai para os animais ou fica espalhada a apodrecer no pé da árvores. Não tem que ser assim. Esta é a perspectiva do director do Ecomuseu do Barroso, que defende o aproveitamento económico e turístico desta produção. É, aliás, neste sentido que, já amanhã e no domingo, vai ter lugar a “Rota da Fruta”. O circuito passa pelas três aldeias, onde, explica David Teixeira, as pessoas que se inscreverem “colhem a fruta que lhes interessa, pesam, pagam e vão embora”. A iniciativa inscreve-se, obviamente, na estratégia de promoção do concelho por parte do Ecomuseu. “Depois de termos ganho a batalha do património etnográfico, queremos dar mais um passo, abrimo- -nos a todo o território, aproveitando as realidades de cada local”, explica David Teixeira, revelando que é necessário “dizer às pessoas que só se preserva a paisagem se se produzir alguma coisa”. Além disso, para este responsável é também importante que os produtores passem a ter expectativa na rentabilização económica deste tipo de produção. Para os turistas a mensagem é a de que Montalegre tem produtos diferentes, que não há só bom fumeiro, boa carne ou boa batata. Também há boa fruta. As inscrições são gratuitas e o ponto de encontro para a “Rota da Fruta” é na sede doEcomuseu de Barroso, junto ao Castelo de Montalegre. Por: Margarida Luzio Detido indivíduo de 82 anos NIC de Chaves voltou a apreender armamento Na passada segunda-feira, dia 28, pelas 19h30, no âmbito de uma operação especial de prevenção criminal, o Núcleo de Investigação Criminal (NIC) da GNR de Chaves deteve um homem de 82 anos, residente em Peneda do Meio, Covelo do Gerês, Montalegre. Foi apreendido, durante uma busca domiciliária, uma pistola de marca Astra, calibre 6,35mm, com dois carregadores e 47 munições, uma caçadeira de canos paralelos, calibre 12mm, uma pistola de alarme, que, suspeita-se, iria ser adaptada para calibre 6,35mm, vários utensílios para o fabrico de cartuchos e munições, várias embalagens de pólvora de diversas qualidades, dezenas de cartuchos de fabrico artesanal, bem como diversas munições. O detido, que foi interrogado pelo NIC, vai aguardar procedimento judicial com Termo de Identidade e Residência (TIR). In Semanário Transmontano |
| O Povo de Barroso - 426 | 2009/ 10/02 15:08 |
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Opinião/Política
Postes, batatas, pneus e Políticos redondos Admite-se que se façam estradas onde os postes de iluminação estão colocados diante dos railes? Na opinião do nosso Presidente da Câmara sim, desde que os postes sejam redondos. Isto acontece na nova e pomposa variante, que faz a ligação da "rotunda do Ecomarche" até à "rotunda da batata". Por um lado, ainda bem que lá fizeram uma estátua a simular o cultivo da batata, porque a avaliar pelo caminho que vamos, o seu cultivo tende a acabar, por isso homenagens como esta são sempre bem-vindas. Por outro lado, não seria melhor deixar uma rotunda simples e usar esse dinheiro no incentivo ao cultivo e comercialização da própria batata? Só de pensar que no tempo do meu avo eram às 40 toneladas por produtor, e agora, será que a terra deixou de dar batatas? Já agora, e mudando de assunto, gostaria de saber o que é que os "Antónios" e "José Rodrigues" deste concelho pensam sobre o caso da acumulação de lugares por duas pessoas quando se podiam empregar pelo menos quatro. Não lhes parece pouco justa a distribuição dos mesmos? E os salários auferidos por esses mesmos, não lhes parecem ser bastante elevados? Ainda bem que o PSD denunciou esse caso acabando com esses favorecimentos. E o que acham do custo exorbitante de cada pneu que entra no BMW da Câmara?! E depois de tudo isto, que se passa com o abalo do partido socialista, ainda vêm dizer que há candidato para queimar? Eu sei que o ódio é grande, e o rancor enorme, por haverem pessoas a fazer perguntas chatas, mas olhem um bocadinho para o que se passa no Partido Socialista e vejam se o seu voto esta bem entregue. Opinião de David Destaque 2 Medicina popular faz homenagem póstuma à "Tia Pitinha" Decorreu do dia 3 a 5 de Setembro a XXIII.ª edição do Congresso de Medicina Popular de Vilar de Perdizes, que conta na organização com o Padre Lourenço Fontes a quem a autarquia, por reconhecimento, nomeou patrono do Ecomuseu – Espaço Padre Fontes. Foi aberto pelo vereador da cultura, Orlando Alves, que referiu que "Vilar de Perdizes é cultura. O congresso é cultura. Como sempre digo, Vilar tem que ser o que sempre foi. Vilar é medicina popular. Tem que valorizar aquilo que as pessoas ainda hoje praticam: a cultura do chá, o que a horta dá, tudo aquilo que é uma prática da medicina popular"; e confessou que ele próprio é consumidor e partidário da medicina popular. Vinte e seis anos depois, a grande diferença é relativa à diminuição de pessoas (paira sobre o Congresso um futuro incerto quando não poderá contar na organização com a figura tutelar do Padre Fontes) e a essa viragem da autêntica medicina popular para as medicinas alternativas de duvidoso talento. Na verdade, cada vez menos o Congresso é de medicina Popular; cada vez mais é um espaço aberto a cartomantes, tarôs, curandeiros e profissionais de duvidosa qualidade. Mestre Alves revela que tem a cura: "Para a Gripe A, a solução é ter uma pedra destas sempre à mão, que vem de Marrocos e já passou por algumas pestes com sucesso". E mostra uma pequena pedra de cristais. Eduardo Garcia, terapeuta hipnótico e especialista em regressões a vidas passadas, garante que não há nada como uma boa hipnose para deixar de fumar. "Quando a pessoa entra num estado de consciência alterado, dou-lhe sugestões de carácter repulsivo". Vamos aos exemplos…: "Se for dada a sugestão ao cliente que o cigarro vai saber a gasolina, da próxima vez que a pessoa for fumar, vai-lhe saber a gasolina...!". Mas não vá o diabo tecê-las, para que não haja a possibilidade da cura falhar, Eduardo vai mais ao fundo: "Por norma uso mais a porcaria...dizendo mesmo o nome... uso porcaria de fossa.". E, garante, a vontade de fumar vai por água abaixo. Por vinte euros, João Almeida faz disparar a máquina. "A fotografia da aura, é uma análise do nosso campo bio-magnético. As cores que podem surgir dependem da fase da vida em que estamos...". Vermelho, laranja, amarelo...um arco-íris de revelações para o auto-conhecimento. Com um vestido preto, cabelos espalhados pelas costas, Maria Escaleira mostra um pequeno expositor com incensos, uns pacotinhos onde se pode ler "feitiços" e um pote com pedrinhas para escolher à sorte e ler o destino. Para a má disposição, chás há poucos. As ervas medicinais começam a perder lugar. Este ano, há um espaço em branco no recinto da feira. A "Ti Ana Pitinha", a senhora de lenço preto que durante 22 anos apanhou e vendeu ervas medicinais no Congresso, e que sabia de cor todas as soluções da natureza para os males do corpo e da mente, morreu em Fevereiro. Para a homenagear, o Eco Museu do Barroso montou uma exposição com fotografias, pertences e ervas que a senhora colheu ainda este ano. Se os chás vão diminuído, as poções mágicas vão aumentando. Destaque Estrada Montalegre-Chaves/A24: As pessoas só acreditam quando virem Depois de várias promessas antigas de rectificação da famosa Estrada Nacional 103, feitas pelo Presidente da Câmara (que chegou a por o seu lugar em causa pela estrada) e pelo Governo, da mesma cor partidária, e que ainda estão por cumprir; eis que agora, em tempo de dupla campanha eleitoral, se lança para a comunicação social nova promessa, a de requalificação do acesso Norte (por Vilar e Soutelinho da Raia) Montalegre-Chaves e A24, e que permitiria fazer o percurso em 15-20 minutos. Mas os Portugueses em geral, e os Barrosões em particular, já estão fartos de promessas e propagandas enganosas e agora, tal como S. Tomé, só acreditam vendo. Já por várias vezes a construção da estrada Montalegre-Chaves/A24 por Vilar de Perdizes foi anunciada e outras tantas desmentida. O mesmo se passa com a estrada 103 que liga Montalegre a Braga: por várias vezes a Câmara anunciou uma boa estrada (já que era um compromisso assumido com a região pelo Primeiro Ministro José Sócrates), com via de lentos nas subidas para fácil ultrapassagens, com um grande viaduto em Ruivães (no valor de 25 milhões de Euros), mas nada, nada. De Montalegre aos Pisões estava prevista o corte de 3 grandes curvas, mas já não vão ser cortadas. A prova está na colocação do recente tapete em toda a sua extensão. Se fossem curvas para cortar não se justificava estarem a pôr um recente tapete betuminoso. Isso é enganar o povo. Agora vem a Câmara mais uma vez, em vésperas de eleições, anunciar com pompa e circunstância a remodelação daquele troço, e que Montalegre vai ficar a apenas 15/20 minutos de Chaves e da rede de auto-estradas nacionais. As pessoas só acreditam quando virem porque já não têm confiança na Câmara. Tem todo o aspecto de uma manobra eleitoral, porque "ainda não há financiamento comunitário assegurado" e a autarquia está fortemente endividada em 16 milhões de Euros. Como pode estar a Câmara tão certa da remodelação da estrada se não existe financiamento? Contudo, Fernando Rodrigues diz que não tem medo e que já arriscou com «obras mais complicadas» e, que depois, conseguiu o dinheiro rematando, ao seu estilo: «se não se fizer é que não há obra nem dinheiro». Segundo a Autarquia, esta importante obra vai ser executada em duas fases, havendo, segundo garantia de Fernando Rodrigues, presidente da autarquia barrosã, o compromisso do presidente da Câmara de Chaves de avançar com o melhoramento de alguns troços do seu concelho. Relativamente ao projecto elaborado, da parte de Montalegre, haverá uma estrada nova de Solveira aos limites do concelho, sendo beneficiada desde Montalegre nos sítios onde o pavimento se encontra mais degradado. Do lado de Chaves, embora não seja toda beneficiada de imediato, a estrada vai ter uma grande intervenção que poupa em tempo e que ganha em comodidade e segurança. Com isto, a estrada segue de Solveira pela Porrinha, vai à curva antes da ponte existente, que é feita de novo, mais alta e mais larga, segue pela Assurreira, onde vai ser construída uma nova ponte que vai ser adjudicada, e segue pelo caminho que se vê da estrada de Meixide. Antes de chegar a Soutelinho da Raia, inclina à direita, para não entrar nas hortas e lameiros da aldeia, e entronca na estrada velha, seguindo por trás do cemitério, encaixando, novamente, na existente. Em Bustelo é construída uma variante para acabar com aquela subida aos cotovelos imprópria de uma estrada moderna. A nova ponte da Assurreira já vai ser entregue ao empreiteiro tendo um prazo de execução de seis meses. A obra vai custar 450 mil euros, sendo financiada pelo programa Interreg e co-financiada pelos dois municípios (Montalegre e Chaves). O restante troço do município de Montalegre também já está a concurso com valores, em orçamento, na ordem dos 2,7 milhões de euros. A obra vai realizar-se em 12 meses. In O povo de Barroso |
| Mais de dez mil visitantes em dois meses | 2009/ 09/11 13:01 |
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Espaço tornou-se num dos principais motivos de atracção da sede da vila
No dia da inauguração, o ministro da Cultura mostrou-se impressionado com as novas tecnologias presentes no Ecomuseu O núcleo sede do Ecomuseu de Barroso, em Montalegre, já recebeu mais de dez mil visitas desde que abriu ao público dia 9 de Junho, tornando-se, assim, numa referência turística da sede da vila. O director da estrutura, David Teixeira, diz que se trata de um feito “fantástico”. O edifício, que resultou da remodelação de antigas casas existentes junto ao Castelo da vila, foi batizado com o nome do Padre Fontes, numa homenagem da autarquia ao pároco, pelo seu trabalho na divulgação do concelho. A inauguração oficial do museu teve lugar um mês depois da abertura pelo ministro da Cultura, Pinto Ribeiro, que elogiou a obra e se mostrou impres-sionado com as novas tecnologias ao dispor do visitante no local. À entrada, por exemplo, existe uma mesa interactiva, onde o visitante poderá, desde logo, conhecer a sede da vila e o concelho a três dimensões, visualizando alguns pontos de interesse. Por sua vez, em ecrãs interactivos são exibidas imagens e sons das várias tradições do Barroso, como a matança do porco, por exemplo. E, no último piso, um chão interactivo, com um mexer de pé ou de mão, permite ver imagens de rostos do Barroso ou conhecer o calão local. Mas há mais. Na sala onde funciona o Posto de Turismo, uma das janelas também é interactiva. Mesmo com o museu encerrado, ao tocar-lhe os turistas poderão aceder a uma série de informação. “ao contrário dos outros museus, aqui o lema é toque”, lembra David Teixeira, referindo-se ao facto de as novas tecnologias obrigarem a uma forte interacção por parte dos visitantes. Os pólos do museu também têm registado um significativo número de visitantes. Em Salto, em meio ano, o espaço já teve 5.000 visitas. Em Pitões das Jú-nias, a média é de 3.000 pessoas por ano. In Semanário Transmontano |
| Um ferido grave em acidente de trabalho em Ladrugães | 2009/ 08/18 14:40 |
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Um operário da construção civil de 31 anos ficou gravemente ferido depois de ter caído de um telhado com cerca de 6 metros na aldeia de Ladrugães, em Montalegre. A vítima, Vítor Manuel Martins, era natural de Caniçada, no concelho vizinho de Vieira do Minho. A queda ter-lhe-á provocado várias fracturas. “Foi tudo muito rápido. Estávamos em cima de um telhado e caiu de repente. Penso que escorregou... alguma distracção talvez embora o telhado fosse muito inclinado. É um colega com muita experiência. Fazemos este tipo de trabalho várias vezes”, contou, à Rádio Montalegre, um colega da vítima. Os Bombeiros de Salto foram os primeiros a chegar ao local, no entanto, depois de ver o estado de Vítor Martins, acabaram por pedir uma ambulância de Suporte Imediato de Vida. Entretanto, a vítima foi transportada até ao Estádio Municipal de Montalegre, onde um helicóptero do INEM (Instituto Nacional de Emergência Médica) aterrou para levar o jovem para o Hospital Pedro Hispano, em Matosinhos.
In Semanário Transmontano - Margarida Luzio |
| Ministro da Cultura inaugura Arquivo Municipal e Ecomuseu do Barroso | 2009/ 07/15 18:51 |
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A sede do Ecomuseu resultou da recuperação de um edifício junto ao Castelo de Montalegre
O ministro da Cultura, José António Pinto Ribeiro, vai passar o dia de hoje em Chaves e em Montalegre. Na cidade flaviense irá inaugurar o Arquivo Municipal, instalado num edifício recuperado no centro histórico. Em Montalegre, vai cortar a fita à sede do Ecomuseu do Barroso. O espaço vai chamar-se Padre Fontes, tributo da Câmara a uma das figuras que mais tem contribuído para a defesa e divulgação da cultura da região. O Arquivo Municipal de Chaves, instalado num edifício recuperado no centro histórico (Rua Bispo Idácio) vai ser inaugurado hoje às 11h00. A cerimónia vai ser presidida pelo ministro da Cultura, José António Pinto Ribeiro. O edifício tem dois pisos e conta com compartimentos destinados a recepção, uma sala de leitura e consulta, gabinetes técnicos e respectivas áreas de apoio, bem como uma sala de exposições. O investimento rondou os 726 mil euros. Depois da inauguração, às 11h45, o ministro visitará o Baluarte do Cavaleiro, estando também prevista visita às descobertas arqueológicas do Arrabalde, onde irá ser construído um museu. Depois, o governante passará ainda pela exposição do mestre Nadir Afonso, a “Emoção da Geometria”, patente na Biblioteca Municipal, e ainda pela mostra de alguns dos melhores trabalhos que este ano concorreram ao Festimage. Ao início da tarde, o governante deverá reunir com os presidentes de Câmara da região. A seguir, o ministro seguirá para Montalegre, onde irá inaugurar a sede do Ecomuseu, um espaço aberto ao público há cerca de um mês e que irá chamar-se “Espaço Padre Fontes”. “Achamos que era justo atribuir o nome do Padre Fontes ao pólo principal do Ecomuseu de Barroso. Estamos a falar de uma figura de muito prestígio nesta área da cultura e da promoção. É um estudioso (...) é uma das principais peças do Ecomuseu de Barroso. Toda a gente reconhece que o Padre Fontes é aquele que melhor interpreta a nossa história e a nossa cultura e que mais projecção lhe dá”, justificou, na altura em que a decisão foi anunciada, o presidente da Câmara de Montalegre. A sede do Ecomuseu do Barroso resulta da requalificação de um edifício situado no centro histórico da vila, junto ao Castelo. Será ali que será feita toda a gestão do projecto, que inclui já três pólos (Tourém, Pitões e Salto). Um dos espaços emblemáticos do local será a “Sala dos Cinco Sentidos”, dedicada à descoberta sensitiva do Barroso. Será neste local, onde os visitantes poderão ter contacto com imagens audiovisuais sobre o concelho, ouvir histórias e contos relacionados com a região ou mesmo provar alguns dos mais típicos produtos locais. Além disso, terá também uma sala de orientação onde o turista poderá obter informação para escolher a forma como poderá descobrir o Barroso. O edifício dispõe igualmente de uma loja turística onde serão vendidos produtos da região. Por: Margarida Luzio In Semanário Transmontano |
| João Botelho filma documentário no Barroso | 2009/ 06/26 17:44 |
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Cineasta transmontano quer captar a “alma” deste povo
A especificidade da cultura barrosã entusiasmou João Botelho O conhecido cineasta João Botelho está a filmar em Barroso desde o passado domingo. Quer “colocar em imagens a alma e a cultura” deste povo. Os primeiros a ver o resultado do trabalho serão precisamente os barrosões, mas a ideia é que o documentário, “Para Que Este Mundo Não Acabe”, circule em festivais nacionais e internacionais. Também deverá ser comercializado em DVD. A Direcção Regional de Cultura (DRC) do Norte e as Câmaras de Boticas e de Montalegre vão comparticipar a realização de um documentário que, desde o passado domingo, João Botelho está a levar a cabo na região de Barroso. De acordo com uma nota da DRC do Norte, o documentário pretende “colocar em imagens a alma e a cultura da região do Barroso”. “Além da divulgação da cultura tradicional, dentro de um contexto antropológico, filosófico e religioso, este projecto procura também alcançar uma dimensão reflexiva”, explica ainda a Direcção Regional de Cultura. Os primeiros a ver o resultado da produção serão os próprios barrosões, uma vez que a estreia está prevista para ocorrer no pavilhão multiusos do Parque de Exposições e Feiras de Montalegre. A exibição do documentário “estará enquadrada em conjunto com uma série de conferências e actividades sobre a especificidade cultural da região”. Mas o trabalho não vai ficar apenas no Barroso. O objectivo é que o filme “circule nos mais relevantes festivais de cinema documental, nomeadamente no Festival de Marselha e no DocLisboa”. De resto, foi o que aconteceu com o último documentário de João Botelho, “A Terra Antes do Céu”, também filmado em Trás-os-Montes. Mostras e Universidades internacionais são outros dos palcos por onde o documentário poderá passar. Paralelamente, a intenção é converter este documentário num DVD, composto por uma trilogia ainda por concluir e que é o produto de uma reflexão de João Botelho, realizador transmontano, sobre esta região. A trilogia incluirá “A Terra Antes do Céu”, filmado na região de Vila Real, este, “Para Que Este Mundo Não Acabe”, a filmar na região do Barroso, e, finalmente, um terceiro, ainda por preparar, na região do planalto Mirandês. Para além do circuito comercial, este DVD contará com uma distribuição nos pontos museológicos, nomeadamente nos Ecomuseus da região. A rodagem decorrerá até 4 de Julho e é da responsabilidade da produtora Ar de Filmes. In Semanário Transmontano |
| PS com dificuldade em arranjar candidato à Câmara de Boticas | 2009/ 06/26 17:40 |
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Federação estará a fazer contactos individuais
O presidente da distrital do PS tem nas mãos Está a revelar-se difícil a escolha do candidato à Câmara Municipal de Boticas. Por falta de interessados. A Comissão Política Concelhia está em gestão há cerca de dois anos e não se tem mostrado disponível para encontrar um nome. A tarefa está agora nas mãos da Federação Distrital, presidida por Rui Santos. Ao que o Semanário TRANSMONTANO (ST) conseguiu apurar, na quinta-feira da semana passada o dirigente distrital reuniu com os militantes do concelho, mas ninguém se terá mostrado interessado em encabeçar uma lista. Rui Santos estará agora a fazer contactos individuais, no sentido de convencer alguém a aceitar a missão de concorrer contra o social-democrata Fernando Campos, que concorre a um quinto mandato. “Neste momento, não temos ninguém. É a Federação que tem que descalçar a bota. Ele [Rui Santos] tem carta branca para a actuar”, disse ao ST o presidente da Concelhia Política em gestão, Américo Barroso. Já Rui Santos nega qualquer tipo de dificuldade. “São processos morosos quando se quer escolher os melhores. É o que está acontecer em Boticas”, garantiu o dirigente. O Semanário TRANSMONTANO sabe, no entanto, que a falta de candidatos tem a ver com o facto da concelhia política local estar “zangada” com o partido. Os socialistas de Boticas não terão perdoado a José Sócrates e ao ministro da presidência, Pedro Silva Pereira, o facto de terem mantido uma pessoa da confiança política do PSD na administração da Resat, a empresa de recolha e tratamento de lixo do Alto Tâmega, sedeada em Boticas, cuja maioria de capital pertence ao Estado. Por: Margarida Luzio In Semanário Transmontano |
| In Semanário Transmontano | 2009/ 06/21 12:46 |
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Santo António regressou ao seu nicho
Aldeia em festa para celebrar a recuperação de santo roubado Depois da procissão houve festa na aldeia de Gralhós No passado sábado, a aldeia de Gralhós festejou como nunca a festa de Santo António. Houve procissão, vitela assada, concertinas e chega de bois. Antes havia só missa. Tudo para festejar o aparecimento do santo padroeiro roubado no passado dia 29. António Dias quando ouve falar em Santo António até lhe “choram os olhos”. Tem muita fé no padroeiro da aldeia. Tanta que, apesar de também ele se chamar António, deu o mesmo nome ao filho. “ É o Santo, sou eu, é o meu filho”. O filho não herdou apenas o nome do pai. Herdou a devoção. Em 1993, por causa de uma série de problemas foi a quem se agarrou. Prometeu que, se as coisas melhorassem, erguia um nicho em honra do Santo. Assim foi. Com o consentimento do padre da freguesia, em 2002, o empreiteiro colocou-o o nicho no estaleiro que possui na aldeia. “Toda a gente que lá passava ia lá pôr flores e velas, e os motoristas benziam-se ao passar no local. Toda a gente tinha muita devoção”. António fala no passado porque no dia 29 do último mês, à semelhança do que aconteceu com outras imagens colocadas em vários nichos do concelho, Santo António, classificado como arte sacra, foi roubado. No passado sábado, mais de 15 dias depois, a imagem foi devolvida ao nicho. Foi recuperada no bairro da Várzea, em Chaves, pela Polícia Judiciária do Porto, onde António Augusto a foi buscar. Grato pelo “milagre” do aparecimento do Santo, em dia de Santo António, o empreiteiro fez uma festa como nunca se fez na aldeia para celebrar a festa do padroeiro. Antes havia apenas uma missa. Ontem, houve procissão em volta da aldeia, vitela assada para toda a gente, concertinas e uma chega de bois. “É um espécie de agradecimento pelo aparecimento do santo. Eu nunca pensei que fosse possível”, dizia António Augusto, que arcou com a despesa. Vinda de uma aldeia vizinha, Maria Paula também não cabia em si de alegria porque reza “muitos responsos [ espécie de oração ]” a este Santo. “Tenho muitos animais e sempre que algum tem algum problema responso-o a Santo António e sou muito ouvida”, garantia, lembrando que, a pedido do dono nicho, tinha rezado um respondo para que o santo aparecesse. “E, está a ver, apareceu! E por isso que a gente cada vez tem mais fé”, dizia. Na missa, o padre pediu para que “nunca mais ninguém se atreva a tocar em objectos consagrados ao senhor, porque nunca terá descanso na vida”. Vítima de Pedrário não corre perigo de vida Entregou-se depois de ter baleado um vizinho com três tiros José Carvalho Esteves ainda está hospitalizado mas já se encontra fora de perigo Um homem de Pedrário, no concelho de Montalegre, foi, na passada segunda-feira, alvejado com três tiros por um indivíduo da mesma aldeia. A vítima está internada, mas já não corre perigo de vida. O alegado autor do crime acabou por entregar-se à GNR durante a madrugada. O incidente estará relacionado com o facto de, há cerca de 15 dias, o suspeito ter sido agredido pela vítima. José Carvalho Esteves, de 48 anos, suspeitaria que Ilídio V., solteiro, de 52 anos, andariam “atrás” da filha, de apenas 14 anos. Aliás, no dia que o agrediu tê-lo-á surpreendido, a esconder-se, num monte onde a rapariga se encontrava. O pai da menina teria sido avisado que alguém, “que aparentava cerca de 45 anos, a andaria a vigiar a sua filha”. “Ora, quando o via ali, a esconder-se, desconfiei logo que era ele”, disse, ao Semanário TRANSMONTANO, a vítima dos dísparos. A rapariga negará, porém, qualquer envolvimento. Na passada terça-feira, tudo terá acontecido por volta das 21h00, quando José foi de carro até perto da casa de Ilídio para “espreitar uma vaca que estava para parir”. “Estacionei o carro ao pé do cemitério e quando saí, acho que nem tive tempo de fechar a porta, dei com ele a apontar-me o revólver”, recordou José, alvejado com um tiro no cotovelo e dois nas virilhas. Segundo garante, não houve qualquer troca de palavras. “Não me disse nada, nem uma palavra mais alta nem mais baixa”, garante José, revelando que, quando se lhe acabaram as balas, Ilídio fugiu. “Eu meti-me no carro e fui para casa”. Ao que foi possível apurar, o alegado autor dos disparos ter-se-á entregado no posto da GNR de Chaves cerca das 05h00. No dia seguinte foi presente a tribunal para primeiro interrogatório judicial. Vai aguardar julgamento em liberdade, mas está obrigado a apresentações periódicas. Até à data de fecho desta edição não foi possível ouvir o alegado autor dos disparos. Incidente deixou chocada população de Solveira Autarca a monte depois de dar quatro tiros ao vizinho Hilário Calado está internado no Hospital de Chaves O presidente da Junta de Freguesia de Solveira, em Montalegre, é suspeito de ter dado quatro tiros a um vizinho, com quem andaria desavindo há já algum tempo. A vítima está internada em Chaves, mas já não corre perigo de vida. O autarca nunca mais foi visto. A Polícia Judiciária de Vila Real está a investigar uma tentativa de homicídio em Solveira. Na tarde do passado dia 9, um homem de 53 anos foi atingido com quatro tiros: numa perna, num braço e nas nádegas. Hilário Calado, de 53 anos, encontra-se internado no Hospital de Chaves, já não corre perigo de vida e acusa do acto o presidente da Junta, Alberto Ferreira, de 60 anos, com quem andaria desavindo há já algum tempo, alegadamente por questões políticas. O autarca está desaparecido desde então. Suspeita-se que possa ter fugido para França onde já esteve emigrado e tem familiares directos. O crime terá ocorrido num baldio nas imediações da aldeia. Não há testemunhas oculares, mas o presidente da Junta terá sido visto a dirigir-se de carro para o local. Hilário estaria no sítio em causa para despejar um reboque de entulho quando foi surpreendido pelo autarca. “Eu estava a abrir o taipal quando o vi descer da carrinha já com a mão no bolso. Perguntou-me por que estava a vazar o entulho e disse-me que não o podia fazer. Eu perguntei-lhe porquê, se toda a gente podia”, recordou Hilário. A seguir, terão ainda trocada mais duas frases. O autarca ter-lhe-á dito: “Olha que eu não te tenho medo”. “Eu só lhe disse: e por que me havias de ter medo e virei-lhe as costas”. Terá sido então que Alberto Ferreira disparou seis tiros de revólver, suspeita-se. Hilário ainda terá tentado esconder-se atrás do reboque, mas acabou alvejado com quatro disparos. “Quando se lhe acabaram as balas, meteu-se na carrinha e foi embora. Eu só lhe disse: Ah ladrão!”, recorda. Hilário tinha o telemóvel na mão, mas, quando foi para tentar ligar à mulher, caiu-lhe e já não se conseguiu baixar para o apanhar. Acabou por ir pedir auxílio à casa mais próxima. “Fui devagarinho, chamei, mas não me ouviam, a sorte foi que a dona da casa veio à janela”. Vizinhos e familiares que o visitam falam em “milagre”. “Agora não vás à missinha de vez em quando agradecer”, brincava uma vizinha. Alberto Ferreira, eleito pelo PS, nunca mais foi visto. Quando a GNR foi a casa, a mulher mostrou-se surpreendida. Terá dito que não sabia onde ele estava e que não acreditava que o marido tivesse feito isso. Cinco pistolas apreendidas e seis indivíduos detidos O Núcleo de Investigação Criminal (NIC) da GNR de Chaves deteve seis homens e apreendeu cinco pistolas e uma espingarda na sequência de três buscas domiciliárias levadas a cabo no bairro dos Pisões, em Montalegre. Os indivíduos em causa, com idades compreendidas entre os 24 e os 50 anos, são suspeitos de uso ilegal e tráfico de armas de fogo. Depois de interrogados pela própria GNR foram constituídos arguidos. Vão aguardar julgamento em liberdade. Segundo as autoridades, dois dos detidos estão referenciados e são suspeitos da autoria de vários furtos na zona de Montalegre, onde são mesmo dados como perigosos e temidos pela população. Além das armas, quatro pistolas de calibre 6, 35, uma 7, 65, um punho americano e uma espingarda, foram também apreendidas diversas munições. In Semanário Transmontano |
| O Povo de Barroso Nº 417 | 2009/ 05/08 17:14 |
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Desporto
Dobradinha Ainda é Possível O CDC Montalegre, depois de ter amealhado a conquista do campeonato distrital (e consequente subida à 3ª divisão nacional), aposta agora tudo na conquista da Taça da Associação de Vila Real, o que seria uma dobradinha inédita no seu historial. Para já as suas aspirações mantêm-se intactas depois de na passada sexta-feira Santa ter recebido e batido o Fiolhoso por 2-0, resultado que lhe garantiu a passagem às meias-finais. Entretanto, o sorteio desta fase já foi realizado e a turma barrosã teve a sorte de conseguir jogar em casa (recebe o Atei) e evitar as outras duas equipas mais fortes ainda em prova (Régua e Abrambres). Os jogos serão disputados no próximo dia 5 de Maio. O jogo com o Fiolhoso foi na senda do jogo do fim-de-semana anterior a contar para o campeonato frente ao Murça (mesmo resultado e tudo), ou seja, um bocado mal jogado, fruto talvez já de alguma descompressão dos atletas barrosões depois da conquista do campeonato e também da incerteza que já começa a pairar quanto ao futuro do treinador José Manuel Viage (um treinador da terra e que em dois anos tão bons resultados alcançou). Ainda assim, foi sempre o Montalegre que dominou na tarde fria e chuvosa que assolou a região, mas as oportunidades foram escassas, sobretudo na primeira parte. O Fiolhoso provou em Montalegre o porque de estar a fazer uma época tranquila, sobretudo pela boa defesa e meio campo muito combativo e foi aguentando o 0-0 quase até final. Quando se aproximava o minuto 80, Palhares acabaria por marcar o 1-0 na sequência de um lance confuso na área do Fiolhoso, após pontapé de canto. A perder, o Fiolhoso foi obrigado a ir à procura, pelo menos, do empate que daria prolongamento, mas acabou por abrir espaços na sua defesa que o Montalegre soube aproveitar para contra-atacar. E foi já ao cair do pano, num destes contra-ataques que Vítor Dias, recém entrado, ganhou espaço pela direita e cruzou para a área onde apareceu um corte com o braço e a respectiva grande penalidade, convertida como sempre, com toda a classe por João Pedro. No campeonato, como já referimos, o Montalegre recebeu e venceu o Murça por 2-0 a contar para a 27ª jornada, mantendo a possibilidade de acabar o campeonato sem derrotas (faltam apenas 3 jornadas). Mas a sensação da 27ª jornada acabou por ser o vizinho Boticas, que foi a casa do Pedras Salgadas vencer por 3-0 e dar um passo decisivo rumo à manutenção e à garantia de uma equipa do Barroso nesta competição na próxima época. Política 1) Como se gasta mal os dinheiros públicos O PSD denunciou aquilo que considera um escândalo, relativamente ao exorbitante custo de uma muda de pneus do carro do Presidente da Câmara, no valor de 2063,78 euros. Na altura, o caso foi exposto em Assembleia Municipal, e o Presidente reagiu à sua boa maneira, nada explicando, e a todos tratando mal. Um ano volvido, vem-nos dar razão, uma vez que a nova muda de pneus, apenas custou 1178,54 euros, e convém frisar que se trata exactamente da mesma marca e características de pneus. Sabendo que no ano em que gastou mais, havia um contrato e que nada baixou de preço no país, consideramos que se trata de má gestão dos dinheiros públicos e desafiamos o Presidente da Câmara a justificar-se e a retratar-se publicamente por esta incompreensível situação. O PSD congratula-se contudo, de verificar que vale a pena fazer oposição e criticar publicamente actos de esbanjamento de dinheiros públicos, pois com isso conseguimos moralizar e garantimos expectativas de confiança à população na nossa capacidade para vir a governar a Câmara. Deixamos neste artigo, os documentos comprovativos desta situação, porque estamos na política com VERDADE e frontalidade! 2) Câmara de Montalegre faz uma boa promoção da terra, mas a que preço! Na última "Sexta-feira 13", em Março, a vila de Montalegre poderá ter registado a maior enchente de gente da sua história, vinda da região, concelhos limítrofes e outras zonas do país. É certo que isso é uma promoção da terra e lucro para os poucos restaurantes e casas de turismo. Esse facto também confirma a Câmara como sendo boa a organizar festas, festanças e festarolas. Se alguém tem dúvida acerca dessa capacidade, ficou desenganado. Todavia, tudo isso tem um preço e ao que parece bem elevado, que prejudica o desenvolvimento sustentável de outras áreas bem mais importantes. Quanto pagou a Câmara pela realização desse evento? Vai ou não apresentar contas sérias ou vai calar como fez com a Pista? Fala-se em 500 mil Euros. O povo tem direito a saber a verdade. Não há dúvida que esteve muito dinheiro em jogo. Foi contratada uma equipa de teatro profissional da Póvoa de Lanhoso que andou nos ensaios cerca de oito dias; foram mobilizados cenários sofisticados, inúmeros adereços, maquilhagens, caracterizações, luzes (de néon e de archotes), música, sons amplificados, malabaristas, contorcionistas, fogo de artifício diversificado e prolongado, jogadores de pau e, não podia faltar, uma grande jantarada no Multiusos para os eleitos da Câmara. Está bem, mas é preciso apresentar contas. Como os mordomos de uma festa, no final apresentam-se contas e as deste evento já tardam. Mas isso pode trazer-lhes azar. Nota: Comunicados PSD Montalegre Região 1) Correria à pesca de trutas na barragem dos Pisões Em Janeiro havia sido largamente divulgado que o temporal que assolou a região havia destruído as redes do viveiro de truta salmonada da barragem dos Pisões. Milhares delas invadiram a barragem, ainda que a empresa proprietária Quinta do Salmão tivesse capturado grande parte. Inclusive, o Ministério da Agricultura autorizou-a a capturar, durante três dias, o peixe "foragido". Por isso, em dia de abertura oficial de pesca à truta (1 de Abril), era de esperar uma enchente de pescadores, sobretudo minhotos. E assim aconteceu. A barragem dos Pisões foi invadida por milhares deles, bem cedo. Para garantir lugar, houve quem não dormisse. Às primeiras horas da manhã, as margens da albufeira estavam já cheias de adeptos da modalidade, vindos sobretudo da zona do Minho e do Porto. Quem não andavam satisfeitos eram os Barrosões, exceptuando, naturalmente, os proprietários dos restaurantes que circundam a Barragem. Primeiro, porque o Ministério da Agricultura não devia permitir a recaptura do peixe, já que o Seguro da empresa havia pago todo o prejuízo; depois porque os Minhotos "comem tudo e não deixam nada". Vêm com o farnel às costas, o dinheiro da licença não fica em Montalegre e, no final do dia, regressam à sua terra deixando no terreno todo o lixo. 2) Sensibilização Rodoviária em Montalegre A Rádio Montalegre, promoveu numa operação STOP efectuada pela GNR e levada a cabo pelo Agrupamento de Escuteiros 1115 de Montalegre uma acção de sensibilização rodoviária com o objectivo de alertar os automobilistas sobre a importância do cumprimento das regras de segurança na estrada. Eram 15h00 e estava tudo a postos no cruzamento de S. Vicente da Chã - Montalegre, cerca de 15 escuteiros, com idades compreendidas entre os 6 e 18 anos, abordaram os automobilistas oriundos de diversas zonas do país e da vizinha Espanha, onde através da distribuição de panfletos e apelos incisivos no controlo da velocidade, excesso de álcool e substâncias psicotrópicas, uso de telemóvel e falta de utilização de cintos de segurança nos bancos da frente e traseiros, além do uso devido das cadeiras para crianças; alertas para as boas práticas a ter em conta enquanto se conduz. Por sua vez, os destinatários desta acção mostraram-se agradavelmente surpreendidos, e cerca de 80 % dos inquiridos referiram que esta prática é pouco comum, mas muito bem-vinda. Recorde-se que a Rádio Montalegre tem promovido no terreno diversas acções promotoras da segurança rodoviária, destinadas a públicos distintos, desde crianças do pré-escolar, à 3ª idade com recolhimento de registos áudio para posterior emissão em programas específicos sobre o tema. Estas iniciativas inserem-se no âmbito de um protocolo assinado com esta estação emissora e o Governo Civil do Distrito de Vila Real. (Noticia MJA) 3) Montalegre na Feira de Nanterre Realizou-se de 3 a 5 de Abril em Nanterre, França, a já tradicional Feira de Nanterre. Como já vem sendo hábito, a Câmara de Montalegre faz-se representar nesta Feira com farta comitiva, mas este ano ainda mais. Por certo que não há Câmara no país que aplique tantos recursos neste certame como a de Montalegre, porque nenhuma outra tem iguais objectivos. Sob a aparência de uma feira de divulgação de produtos da terra junto dos emigrantes e de uma feira de convívio que serve para "reforçar o orgulho barrosão", a verdade é que esta feira esconde objectivos bem mais profundos e subtis: serve sobretudo para, "in loco", ampliar contactos e reforçar uma rede de apoiantes e angariadores que na altura das eleições autárquicas virão votar no PS, e à custa dos quais a actual autarquia se tem perpetuado no poder. E sem pagar nada, porque os objectivos declarados é de promoção de Barroso. O PSD também aí este presente, mas pagou tudo do seu bolso. "Saímos daqui mais portugueses" No seu discurso empolgado, Fernando Rodrigues afirmou que saía de Nanterre mais português em virtude do apoio e calor humano que sentiu. É provável. Tal como é provável que saia de lá com mais umas dezenas ou centenas de votos para as próximas eleições autárquicas. "O presidente dos emigrantes" Noutra parte do seu discurso, Fernando Rodrigues afirmou: "Dizem que eu sou o presidente dos emigrantes ... pois quero dizer-vos que sinto muita honra e muito orgulho". E sem dúvida que é o "Presidente dos emigrantes". Primeiro, porque nenhuma outra Câmara do país goza do benefício de, em altura das eleições autárquicas (só das autárquicas!), ter inúmeros votantes a deslocarem-se de tão longe, com tantos meios de transporte e tão bem organizados. Mas ainda há outra razão para, com justa razão, ser apostrofado de "o presidente dos emigrantes": pela quantidade de gente do seu concelho que teve de emigrar para França e Suiça, por na sua terra não terem meios de sobrevivência. São poucos os privilegiados que não precisaram de emigrar. Destaque 2 Até onde vai a Crueldade Humana sobre os Animais No passado dia 6 de Abril "presenciamos" uma das cenas mais cruéis alguma vez praticadas sobre um animal, e que por isso agora denunciamos. Através de um amigo nosso fomos chamados ao Ecocentro da Resat, no termo de Codeçoso, mas conhecido por Ecocentro do Baldoso, para ver uma cadela que ali tinha sido abandonada depois de primeiro ter sido barbaramente violentada. De facto, alguém terá decidido divertir-se, de uma forma muito cruel, com aquele pobre bicho, por sinal prestes a ser mãe. Talvez fosse um dono insatisfeito ou apenas alguém que faz mal por prazer, o que é típico de muitos seres (des) humanos. Podia arranjar muitas formas de se "desfazer" da cadela mas optou por amarrá-la pelo pescoço ao seu carro ou carrinha e arrastá-la várias centenas de metros até ao referido ecocentro, deixando um rasto de sangue e terror ao longo da Estrado Nacional 308. Mas como a pobre sobreviveu, mesmo numa possa de sangue e com fracturas e vários ossos dos membros bem à vista e o resto do corpo cheio de queimaduras do "arrastão", decidiu amarrá-la a um poste da rede do Ecocentro e abandoná-la ali, num sofrimento agonizante à espera da morte. Terá aguentado perto de 24 horas e só padeceu depois de uma eutanásia de misericórdia. Assim, pede-se a alguém que reconheça este animal (cadela tipo pastora pequena, castanha clara/amarela – ver foto) para denunciar o dono ou para entrar em contacto com o jornal que nós o faremos. Quem faz isto a uma animal (sabe-se lá do que será capaz) deve ser punido. O mesmo se passa para a quem andou no último mês a espalhar veneno por toda a Vila e arredores de Montalegre e que acabou por matar dezenas de animais, alguns deles, como filhos para os seus donos. Se alguém não está satisfeito com cães abandonados, ou até com o cão solto do vizinho, não deve ser esta a maneira de actuar. Além de ser proibida é cruel e perigosa até para as crianças, que podem apanhar um isco e morrer por engano. Sabemos que as autoridades municipais nesta área não trabalham como deve ser, mas devemos todos colaborar e actuar com responsabilidade. O mesmo se passa com as autoridades policiais a quem pedimos atenção para estas situações. Destaque Queima do Judas vai Sobrevivendo à Agonia das Tradições Pascais A Páscoa é, por excelência, a maior das celebrações Cristãs, porque simboliza a vitória de Cristo sobre a morte através da Ressurreição. Assim, é uma data plena de tradições para os católicos. No entanto, também a religião parece atravessar uma crise e por isso vê agonizar algumas das suas mais importantes tradições desta época: é o caso dos "Autos da Paixão" de Cristo, a Bênção das casas (cada vez mais rara), entre outras. Só a Queima do Judas, uma tradição mais recente, parece estar a ganhar força a cada ano que passa. Será por conseguir juntar de forma quase perfeita o sagrado e o profano? No passado dia 11, sábado à noite, junto ao Castelo de Montalegre, a tradição voltou a ser renovada, com a realização da Queima do Judas. A Câmara havia desafiado a população para apresentar o melhor "Judas" (e, para o efeito, publicou um regulamento), e as pessoas aderiram. Como já é hábito para outras iniciativas, a concentração de "judas" ocorre na Praça do Município, pelas 20 horas, e depois dá-se o desfile pelo centro da Vila em direcção ao Castelo, onde tem lugar a certame da escolha do melhor Judas e a sua queima. Queima do Judas: uma tradição popular e quaresmal "Personificado por um tosco boneco que é ciclicamente imolado num auto-de-fé popular, proporcionando deste modo uma catársica e regeneradora destruição, a insólita "Queima do Judas" consubstancia ainda uma inegável sátira à abstinência quaresmal que, na morte do Iscariotes, encontra a vingança há tanto tempo ansiada. O "apóstolo maldito" serve, deste modo, de bode expiatório dos malefícios da obrigatória frugalidade da Quaresma, bem como de arquétipo daquilo que é velho e gasto e se rejeita ritualmente destruindo-se pelo fogo, pela espada, pelo apedrejamento, pelo afogamento, pelo enterramento! Como em outros costumes semelhantes, também aqui simbologias arcanas se aditam a funcionalidades críticas diversas, conjugando-se tudo para fazer destas práticas modelos tradicionais susceptíveis de se perpetuarem até aos nossos dias." In http://www.opovodebarroso.blogspot.com/ |
| O Povo de Barroso Nº 416 | 2009/ 04/12 15:08 |
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Desporto - Destaque 2
CDC Montalegre sobe à 3ª Divisão O CDC Montalegre está de parabéns pois conseguiu o tão ambicionado regresso à 3ª Divisão do futebol Português (uma dezena de anos depois) ao sagrar-se campeão distrital a 4 jornadas do fim do Campeonato. O feito ainda tem mais relevo porque foi conseguido em casa do adversário mais directo, o Régua, através de um empate arrancado a ferro nos últimos minutos do encontro. A anterior jornada já tinha sido de loucos pois o Montalegre sofreu a bom sofrer para empatar em casa com o Alijoense a duas bolas. Apesar de ter marcado primeiro por Jorge Fidalgo aos 16´ os barrosões viram o Alijoense, uma das equipas mais fortes do distrito, dar a volta para 1-2 ainda antes do intervalo. Na segunda parte o treinador José M. Viage arriscou mas o Alijoense defendeu-se muito bem e parecia que estava sentenciada a 1ª derrota no campeonato e logo em casa (onde ainda não tinha perdido pontos esta época). Mas a estrela da sorte, que normalmente acompanha as equipas campeãs, sorriu ao Montalegre que marcou o 2-2 já no final dos descontos pelo inevitável João Pedro. Este resultado, somado à derrota do Régua em Vidago (elevando para 12 pontos a diferença entre 1º e 2º), fez acreditar que a subida podia acontecer já em casa do maior rival na jornada seguinte, e por isso uma grande falange de barrosões (mais de uma centena), acompanhou a equipa até à Régua no passado Domingo. Mas a equipa local estava determinada a não permitir a festa no seu reduto e entrou muito forte na partida, aproveitando algum nervosismo normal dos barrosões, e chegou com naturalidade ao golo por Schuster à passagem da meia hora, resultado que valeria ao intervalo. Na segunda parte o Montalegre começa a dar um ar da sua graça e, com 3 substituições quase de rajada aos 60´, equilibra a partida. Mas os comandados de José Manuel Viagem tardavam em criar as oportunidades que o Régua ia desperdiçando em contra-ataque. Aos 70´ Jardel vê o 2º amarelo e o Montalegre fica a jogar com menos 1 jogador, mas só 8 minutos, pois Barroso, do Régua, solidário com a terra com o mesmo nome, é expulso também com 2º amarelo. O jogo ia-se aproximando do final e a festa parecia adiada, até que a 3 minutos do fim, o imparável João Pedro, a quem a idade não parece afectar, foge na direita após passe de Leonel Costa e com a sua habitual calma de matador, marca o seu 20º golo esta época, e aquele que levaria ao delírio jogadores, corpo técnico e adeptos presentes na bancada. A festa começava e ia estender-se pela tarde (na viagem de regresso) e noite adentro já na vila de Montalegre, no largo do Município onde o autocarro da equipa foi recebido por centenas de adeptos e muito fogo à espera de rebentar há muito tempo. Os nosso desejos de parabéns e sorte para a próxima época para: Jogadores - Diogo, Francês, Marco Guerra, Vaskes, Leonel, Márcio, Leonel Fernandes, Victor Dias, Cândido, Palhares, Freitas, Chiquinho, Carlitos, João Tunes, Guilherme, Bruno Santos, João Pedro, PTT, Jorge Fidalgo, Bruno Madeira, Jaime Ribeiro e Georges Jardel; Equipa técnica e dirigentes - José Manuel Viagem, Otelo Nuno, Francisco Freitas, Carlos Rodrigues, Paulo Viagem, António Joaquim Alves, Luis Rodrigues, Renato Monteiro e o Luís roupeiro. "Eis o Homem" - PSD Apresenta Candidato à Câmara de Montalegre Realizou-se no passa-do dia 22 de Março, pelas 15 horas no Hotel Quality Inn em Montalegre, um Plenário do PSD aberto a militantes e simpatizantes, a todos os que participaram nas listas do PSD nas últimas eleições autárquicas e aos muitos descontentes com o actual poder. A ordem de trabalhos era a seguinte: 1) Análise da situação política do concelho; 2) Trabalho realizado pela Comissão Política no último ano; 3) Eleições autárquicas de 2009; 4) Outros assuntos. O PSD congratulou-se pela excelente adesão ao plenário de militantes e simpatizantes, que numa soalheira tarde de domingo ali se deslocaram para debater o futuro do concelho. A adesão superou todas as melhores expectativas, e a sala encheu. Os temas abordados, permitiram efectuar uma análise aos últimos anos de governação socialista, a forma de fazer politica em Montalegre e as perspectivas de futuro para o PSD e, simultaneamente, traçar o perfil daquele que será o candidato às eleições autárquicas pelo partido. Foi ainda feita uma ampla análise ao desenvolvimento do concelho nos últimos anos, e elucidou-se os presentes com os baixos índices de desenvolvimento económico e social, que colocam Montalegre na cauda do desenvolvimento nacional. Foi feito um resumo de todo o trabalho produzido pela actual comissão politica: As câmaras de vigilância "ilegais", a compra de pneus para o BMW que custaram mais de 2000 euros, os azulejos caríssimos para o multiusos e parque do Cávado, a compra de três carros de gama alta para a autarquia, o encerramento da escola de Vilar de Perdizes, a variante e a reportagem da SIC, os salários chorudos a familiares, os investimentos megalómanos sem retorno à vista, a não reclassificação dos funcionários da Câmara, etc. Foi também comunicado a todos os presentes que o PSD deu conhecimento à Policia Judiciária, Procurador Geral da República, e Inspecção Geral das Finanças, de determinados actos da autarquia que parecem ilícitos e ilegais, tendo-se solicitado que aqueles organismos exerçam fiscalização e caso se justifique, punição. Foi ainda anunciada a reactivação da estrutura da JSD, um dos objectivos a que esta comissão política se havia proposto aquando da tomada de posse. Entrados no terceiro ponto da ordem de trabalhos, tomou a palavra Adelino Bernardo, para anunciar a todos os presentes, que como já havia dito, não se recandidatava, e que o novo candidato do PSD teria de ser um jovem, numa aposta de mudança para o presente imediato e futuro, tendo anunciado o nome de José Duarte Gonçalves, como o novo candidato do PSD à Câmara Municipal de Montalegre. Seguiu-se a intervenção do candidato, que apelou à união de todos os sociais-democratas, militantes e simpatizantes, em torno da sua candidatura. "Uma candidatura que simboliza a mudança, e que é ao mesmo tempo uma resposta clara a todos aqueles que acusavam o PSD de ser um partido moribundo e incapaz de se renovar". Esta candidatura simboliza ainda a ruptura com a política do passado, e uma aposta na juventude: "o futuro é dos jovens, e eles devem ser chamados a construir o seu próprio futuro. Se não apostamos na juventude... não teremos futuro algum! Pois nós não herdamos a terra dos nossos antepassados... desenganem-se... apenas a tomamos emprestada dos nossos filhos... chama-se a isto governar com visão de futuro... a qual tem faltado a Fernando Rodrigues e ao Partido Socialista." A candidatura do PSD tem um rumo, um projecto para Barroso, e uma estratégia clara que será divulgada em tempo oportuno, no seu programa de campanha. Contudo o candidato deixou já claro qual será a aposta de governação: "temos de colocar a prioridade nas pessoas, e nos seus problemas... chega de megalomanias... como presidente nunca quererei o meu nome perpetuado numa qualquer placa...mas sim no coração dos Barrosões!" Os militantes e simpatizantes presentes na sala, aplaudiram de pé e aclamaram o candidato! A onda de mudança começou! Duarte Gonçalves, de 27 anos, licenciado em Gestão de Empresas, natural de Meixedo, é o eleito pela Comissão Política do PSD para assumir a candidatura do PSD às eleições autárquicas 2009, que se realizarão no mês de Outubro. É jovem com formação adequada na área da Economia e traz consigo a força, vitalidade e sensibilidade que têm os jovens. Além da formação adequada para as responsabilidades de gestão de um município, Duarte Gonçalves tem tido uma intervenção cívica de relevo ao escrever na imprensa regional sobre temas económicos. Também tem tido uma postura interventiva, p. ex., ao denunciar os erros e responsabilidades que o actual Presidente da Câmara teve na circular de Montalegre e ao apontar uma melhor solução para aquele infeliz traçado. Poderia, terminado o curso, instalar-se no litoral (como fazem muitos outros), mas acredita na sua terra e é nela que se quer instalar e nela introduzir o que de bom aprendeu na Universidade. A sua candidatura promete trazer mudança, vitalidade e a luta por soluções a um concelho deprimido. Há nele sobretudo uma enorme vontade de mudança, porque é bem visível que, com a actual presidência, o Município não passa de cepa torta, está a perder terreno, quando comparado com os concelhos vizinhos, e regista índices de desenvolvimento baixíssimos, que fazem dele um dos concelhos mais atrasados do país. A sua candidatura e a sua pessoa não têm os vícios nefastos do actual Presidente da Câmara, que largamente têm sido divulgados pelos jornais e continuarão a ser divulgados. Nº 416 (31/03/2009) Sexta-feira, Março 27, 2009 Barroso em Resumo 1) Educação Ambiental na Chã A RESAT e a Associação Chã Criativa estão a promover um projecto de educação ambiental na Freguesia de Chã, pertencente ao município de Montalegre, com o objectivo de sensibilizar a população para a importância da reciclagem, incentivando a redução e reutilização dos resíduos. No decorrer do ano 2009, a Associação Chã Criativa em colaboração com a RESAT vão levar a cabo um projecto de educação ambiental na Freguesia de Chã do município de Montalegre com diversas acções de sensibilização para toda a população dessa Freguesia. A primeira iniciativa deste projecto efectuou-se no passado dia 01 de Março de 2009 com a realização de uma acção de sensibilização sobre o ambiente, na qual foi focado assuntos relacionados com a actividade da RESAT, explicação daquilo que é a triagem dos RSU realizada pela RESAT, sensibilizando os presentes para a importância da separação dos resíduos e da sua reciclagem. A acção foi realizada na Junta de Freguesia de Chã e contou com a presença de cerca de 40 pessoas pertencentes às 12 aldeias que constituem a Freguesia de Chã do município de Montalegre. No final da acção de sensibilização, a RESAT ofereceu um ecoponto doméstico a cada pessoa que separou 8 kg de embalagens usadas de vidro, plástico/metal e papel/cartão. Foram entregues 20 ecopontos domésticos e ainda foram distribuídos brindes e folhetos informativos sobre a separação correcta dos resíduos nos ecopontos a todos os presentes. Para terminar esta actividade de forma primorosa, todos os presentes dirigiram-se ao ecoponto mais próximo para depositar cerca de 200 kg de embalagens usadas, promovendo a implementação de boas práticas de separação. Com esta iniciativa, a RESAT pretendeu contribuir para o aumento da deposição dos resíduos nos ecopontos e para a consciência ambiental no que diz respeito à redução dos resíduos, à cidadania e à qualidade de vida das populações dessa Freguesia. 2) Anúncio publicitário do concurso Euromilhões sobre Montalegre afinal foi gravado em Boticas A nova série de anúncios promocionais do Euromilhões, que todos os dias "entram" nas nossas casas através da televisão, foi integralmente gravada no concelho de Boticas, tendo sido utilizadas para tal as instalações do quartel dos Bombeiros Voluntários de Boticas e as imediações da igreja românica de Covas do Barroso (ver foto em cima). Esta série de anúncios retratam a história de um "euromilionário" de Montalegre, o Sr. Nuno Cabral, que, depois de ter acertado nos números e nas "estrelinhas" mágicas deste concurso, decide monopolizar os meios de comunicação, comprando uma estação de televisão e passando apenas a transmitir folclore transmontano. A equipa que produziu esta série de anúncios encontrou em Boticas as condições ideais para a sua realização, contribuindo, assim, para a divulgação de toda a região e da sua cultura, destacando-se o folclore transmontano e a raça barrosã, tão bem representada nestes anúncios. 3) Sexta 13 - "Noite das Bruxas" Depois de Fevereiro, a magia voltou a Montalegre, capital do misticismo. "O Cálice da Alegria": foi assim denominado o espectáculo teatral que saiu às ruas de Montalegre na noite de ontem, sexta-13. Foi uma co-produção da Câmara Municipal de Montalegre / Centro de Criatividade – Póvoa de Lanhoso, encenação de Moncho Rodriguez e com música de Narciso Fernandes. O elenco do espectáculo foi constituído por actores do Centro de Criatividade Póvoa de Lanhoso a juntar a mais de uma centena de participantes, entre actores, bailarinos, acrobatas e figurantes. A encenação teve mais de 100 participantes, entre actores, bailarinos, acrobatas e figurantes. Para isso a organização lançou o desafio às associações, Juntas de Freguesia e particulares para participarem no espectáculo como figurantes. O Cálice da Alegria narrou a saga de alguns cómicos medievais que chegaram às portas de Montalegre à procura do elixir da alegria. Recebidos por duendes, diabos, bruxas e outras assombrações, passam uma louca aventura até chegarem ao Castelo, lugar onde dizem que feiticeiras guardam o líquido poderoso que queima as goelas e produz delirantes efeitos do riso. O Centro de Criatividade preparou para esta encenação efeitos gigantescos de grande plasticidade, dragões que cospem fogo, carroças que voam pelo ar, pássaros gigantescos que sobrevoaram a noite de festa da sexta 13 de Março na vila de Montalegre. Toda a encenação foi acompanhada por efeitos musicais, e projecções de imagens arrepiantes. Algumas unidades hoteleiras (Hotel Rural Casas Novas, em Casas Novas, Quinta da Mata em Vila de Nantes, e Hotel Casino de Chaves) assinalaram esta sexta-feira 13 de Março com algumas propostas para Montalegre, de duas noites, incluindo uma "Queimada das Bruxas", e "ceia no pote negro". Os preços variavam entre os 133,50 e os 154 Euros. 4) INEM atribuiu uma nova ambulância a Montalegre Das 45 novas ambulâncias do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) entregues no passado dia 27 de Fevereiro para renovação do parque de viaturas de emergência médica em todo o País, cinco viajaram até Trás-os-Montes. Os concelhos de Mesão Frio, Vila Real, Valpaços, Montalegre e Vimioso foram contemplados com veículos equipados com material de suporte básico de vida para os seus Postos de Emergência Médica. A cidade de Vila Real tem três viaturas INEM, distribuídas pelas suas duas corporações. Segundo o presidente dos bombeiros de Montalegre, António Eduardo, as ambulâncias do INEM devem ser substituídas ao fim de cinco anos, mas na corporação que dirige chegaram com cinco anos de atraso. "Esta viatura veio substituir a que já existia há dez anos e que já começava com alguns problemas mecânicos, por causa do desgaste." Depois de ter em sua posse os relatórios regulares a dar conta desta situação, o INEM "viu que era uma questão de necessidade". Com uma área de actuação que ronda os 400 quilómetros quadrados, sendo Vilar de Perdizes, Tourém e Pisões as localidades mais distantes, a corporação montalegrense acorre com frequência a sinistros rodoviários e de acidente vascular cerebral (AVC). "Trata-se de uma ambulância nova, já com outro tipo de equipamento, que vem dar resposta às nossas necessidades", frisou o presidente. 5) Festas do Concelho 2009 Já foi tornado público o programa das Festas do Concelho. A recomendação deixada, no ano passado, pelo O Povo de Barroso de que as festas do concelho não devem ser marcadas para os fins-de-semana porque estragam as festas das aldeias, foi em parte acatada. Muitos mordomos de festas queixaram-se (e com razão) da Câmara por lhe ter estragado a festa, depois de tanto dinheiro gasto e de tanto trabalho. Este ano, a nível de programação as coisas estão melhores, mas, ainda assim, não são as ideais. JULHO: - Maratona de Futsal - IV Torneio de Futebol de Salão - VIII Campeonato Pesca Desportiva (Barragem de Sezelhe) – Clube de Caça e Pesca "Os Barrosões" 26 – Domingo: 16H00 – Campeonato de Chegas de Bois Barrosões – Meias-finais. AGOSTO: 01 – Sábado: 16H00 – Corrida de Cavalos no Campo do Rolo; 22H00 – Arraial na Praça do Município com IMPÉRIO SHOW; 24H00 – Sessão de fogo de artifício; 02 – Domingo: 10H00 – Procissão; 12H30 – Merendas no Senhor da Piedade; 15H00 - BANDA MUSICAL DE PARAFITA e BANDA MUSICAL DE LOUSADA; 18H30 – 2 Chegas de Bois; 22H00 – Arraial na Praça do Município: BANDA MUSICAL DE PARAFITA e BANDA MUSICAL DE LOUSADA; Orquestra ROCONORTE; 24H00 – Espectáculo Piro Musical; 05 – Quarta-feira: 22H00 – Arraial na Praça do Município com SANTA MARIA; 07 – Sexta-feira: 22H00 – Música Popular / Grupos Locais (Auditório Municipal); 08 – Sábado: CONCENTRAÇÃO DE CONCERTINAS E CANTARES AO DESAFIO; 12H00 – Convívio no recinto do Senhor da Piedade; 15H00 – Actuações em vários locais da vila de Montalegre (grupo e cantadores); 16H00 – Chega de Bois (4 bois); 20H00 – Jantar; 22H00 – Actuação na Praça do Município; 11 – Terça-feira: 22H00 – Baile na Praça do Município com TRIO BOÉMIOS; 24H00 – Espectáculo musical com CLAVE 13 – Quinta-feira - DIA DO EMIGRANTE: 11H00 – Feira do Prémio; 11H00 – Desfile dos Gaiteiros Pitões das Júnias; 17H00 – Chegas de bois (Final do Torneio de Chegas de Bois); 22H00 – Arraial na Praça do Município com JOSÉ MALHOA; 24H00 – Espectáculo musical com SOL NASCENTE; 18 – Terça-feira: 22H00 – Arraial na Praça do Município com QUIM BARREIROS SETEMBRO: 03 a 06 – 5.ª a Domingo: XXIII Congresso Medicina Popular Vilar de Perdizes Destaque 2 Estrada do Rio: em ano de Eleições, tapam-se "misérias" Fernando Rodrigues, presidente da Câmara de Montalegre, anunciou, na última Assembleia Municipal, que a "Estrada do Rio" (antiga estrada nacional 308), que liga Montalegre a Parada, vai ser beneficiada com um novo tapete. E é bem merecido, pois a estrada está cheia de buracos. Há cerca de nove anos, foi ratificada em alguns troços pela Câmara, a qual também a alargou e corrigiu. A antiga JAE (Junta Autónoma Estradas), contra a vontade da Câmara, aplicou um tipo de tapete inconveniente em zonas húmidas e frias e, em consequência, depressa a estrada se encheu de buracos. A Câmara foi tapando esses buracos, mas agora era necessário um novo piso. Fernando Rodrigues garante que a estrada «vai ter um piso novo nas zonas degradadas e vai ser pintada de Montalegre a Parada». Um investimento que é superior a 500 mil euros. As obras de melhoramento devem estar concluídas no próximo mês de Agosto (só se espera que pelo menos em ano de eleições, se cumpram as promessas). Destaque Em tempos de Crise Granimonte aposta forte no mercado da Pedra Todos os dias as televisões nos trazem notícias de uma crise que veio para ficar e que parece não ter limites. O nosso país, sendo pequeno e mal estruturado, ainda sente mais profundamente os efeitos dessa crise. E um dos seus maiores reflexos está no desemprego que não pára de alastrar, levando a incerteza, quanto ao futuro, a milhares de portugueses. Ora, no nosso concelho, um dos mais desertificados e mal governados do país, há muito que a crise do desemprego está instalada (excepto, é claro, para alguns privilegiados que o nosso jornal já tem denunciado). No entanto, nos últimos tempos, tem-se acentuado o encerramento de algumas das poucas e pequenas empresas existentes em Montalegre. Desde a hotelaria à restauração, desde o comércio à construção civil, e até a única gráfica com existência legal (esta fruto da concorrência desleal há muito conhecida). Foi neste contexto difícil que decidimos entrevistar o Sr. Manuel Costa, conhecido por "Brasileiro", um dos maiores empresários e empregadores do concelho. Esta "conversa" também se impunha na sequência de outra, ocorrida há perto de 3 anos, na qual o Sr. Manuel já prenunciava a difícil situação actual em que se encontra Montalegre. PB: Caro Manuel "Brasileiro", a tão falada crise está à vista de todos e parece afectar toda a gente. Em que situação se encontram as suas empresas? MB: Para já não tem havido dificuldades de maior. Por um lado, graças à internacionalização das nossas empresas que conseguiram nestes últimos anos a conquista de vários mercados na Europa. Por outro lado, em Montalegre/Portugal, as nossas marcas e serviços são reconhecidas e valorizadas por todos, até por um passado de muito orgulho de 30 anos de existência da CASA BRASILEIRO. E isto mantém-se para 2009, onde já temos encomendas praticamente para todo ano. Inclusive, a GRANIMONTE tem cedido algumas encomendas a outras empresas do mesmo sector. PB: O nosso concelho, mal governado e quase isolado do resto do país, ainda sofre mais. Qual é o seu ponto de vista acerca disso? MB: O concelho, está à vista de todos, está praticamente paralisado. E, infelizmente, tudo o que eu temi e disse na entrevista de há 3 anos está a acontecer. As empresas que vieram investir em Montalegre também não trouxeram nada de novo. PB: Nessa entrevista de há 3 anos o senhor denunciou uma espécie de "perseguição" a si e a outros empresários Barrosões, que, sem dúvida, teriam de ser mais acarinhados e protegidos da concorrência vinda de fora. Essa situação ainda se mantém? MB: Na questão da "perseguição", falei em meu nome pessoal e não em nome de outros empresários. Acho que houve um certo aproveitamento político de algumas partes e eu fui apanhado no meio sem ter culpa nenhuma, mas isso já é passado. Quanto à situação das empresas de fora serem protegidas e até preferidas, acho que nem é preciso responder pois os casos recentes são bem conhecidos. Por outro lado, continuo a achar que as pessoas da terra que investiram e criaram riqueza e postos de trabalho mereciam mais carinho e apoio. PB: Na altura deu como exemplo a possível abertura de uma grande superfície comercial na sede do concelho, o que se veio a confirmar. Acha que é por este caminho que o nosso concelho se tornará mais sustentável e criará mais riqueza? MB: Pois! Na altura já sabia que essa grande superfície iria a abrir, mas pelo que se nota não trouxe nada de especial e não veio ensinar nada aos que já cá estavam primeiro. Também me parece que o investimento foi feito de uma forma algo precipitada, sem um estudo prévio, ou um levantamento da população do concelho. Além disso, neste sector acho que já estávamos bem servidos. E pelo que se consta, passados só 3 meses desde a abertura da mesma superfície, e já há funcionários a trabalhar a meio tempo. Assim, nem a eles lhe veio trazer riqueza e bem-estar. PB: O futuro do nosso concelho, cada vez mais pobre e desertificado, parece ser negro. Vê alguma saída para esta crise, tem algum concelho a dar? MB: Não sou político. Isso compete aos políticos "da terra", que devem ter ideias para explorar as nossas inúmeras riquezas, e fixar investidores que criem, de facto, mais valias como postos de trabalho seguros e duradouros. Por exemplo, temos pessoas de Montalegre que são grandes empresários noutros locais e que deviam "ser convencidos" a investir aqui, tentar mostrar-lhes que isso, de facto, valia a pena. Quanto à desertificação, é normal, pois quando não há empregos seguros para os nossos jovens, eles são obrigados a procurar outros lugares onde consigam governar a sua vida. PB: E no seu caso? Continua a aposta noutros mercados que nos falou há 3 anos, ou tem algum novo projecto em mente para Montalegre? MB: A nossa estratégia no estrangeiro já está consolidada há quase 20 anos, e onde hoje temos um mercado bastante alargado. Para Montalegre temos um projecto que arrancará ainda este ano e que passa pela ampliação da GRANIMONTE. Já foi solicitado um lote ao Município na zona industrial para esse efeito. As perspectivas apontam para a criação de 20 novos postos de trabalho até 2010. Trata-se de uma grande esforço da nossa parte devido ao investimento que iremos fazer e que pode ultrapassar 1 milhão de euros. PB: Quer explicar melhor esse projecto? MB: A GRANIMONTE vai ser reestruturada e passar a trabalhar também na área da construção civil. Isto acontece devido à grande procura que temos tido pelos nossos serviços. A qualidade dos nossos trabalhos já é reconhecida por todos e para respondermos melhor às solicitações de vários clientes fomos quase "obrigados" a dar este passo. Inicialmente vamos criar 8 novos postos de trabalho em obras já contratadas em França, e que devem arrancar para Maio ou Junho deste ano. PB: Quer dizer que já pôs totalmente de parte a ideia de vender a Granimonte? MB: Não totalmente. A ideia mantém-se, mas como actualmente nos sentimos limitados, por espaço, área, maquinaria, etc., tivemos que tomar esta decisão. Este projecto é essencial para nos mantermos viáveis e respondermos às exigências do mercado, como já referi antes. Por outro lado, a GRANIMONTE é uma empresa de bem, estável, com 14 elementos no seu quadro e com todos os ordenados e regalias sociais em dia. O mesmo acontece junto do estado (Finanças e Segurança social), situações de que nos podemos orgulhar. PB: Muito obrigado e felicidades para si e para as suas empresas. MB: Obrigado e boa sorte para vocês. Quero aproveitar esta oportunidade para agradecer aos nossos clientes e amigos espalhados pelo mundo e que nos tem ajudado ao longo destes 30 anos de existência. Sem eles nunca conseguiríamos ser quem somos. Por isso, para eles o nosso muito obrigado. Manuel Costa e Familia In http://www.opovodebarroso.blogspot.com |
| Produtores de pecuária em risco | 2009/ 03/31 00:31 |
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Os produtores de pecuária (ovinos, caprinos e bovinos) do concelho de Montalegre correm o risco de ficar sem o apoio sanitário ao seu gado.
Esse risco deve-se ao facto do gado poder deixar de contar com os técnicos da Cooperativa Agrícola de Montalegre que, em todo o concelho, procede à vacinação de doenças endémicas, tais como a brucelose de pequenos ruminantes e bovinos, a doença da língua azul; às colheitas de sangue para despiste de doenças, com vista a análise e acompanhamento; à identificação dos animais, para efeitos de controlo sanitário e de produção; à desparasitação e a todas as actividades inerentes ao controle sanitário do gado dos agricultores associados e, consequente, qualidade alimentar. Os trabalhadores da Cooperativa Agrícola de Montalegre, que exercem a sua actividade na respectiva OPP (Organização de Produtores de Pecuária, ex-ADS), estão fartos de promessas não cumpridas, pelo que esta semana resolveram fazer uma conferência de imprensa para dizerem “basta à exploração”. Segundo os trabalhadores, não recebem “salário desde Setembro passado, nem os respectivos subsídio de férias e de Natal, apesar da OPP ser subvencionada com largas dezenas de milhares de euros por ano, para o pagamento destas despesas de recursos humanos e outras inerentes a esta função. Além disso, só em 2008, recebeu, também para esta actividade mais de 250.000 € da própria Câmara Municipal, a título apoio ao mundo rural”. Os trabalhadores da OPP da Cooperativa Agrícola de Montalegre deram um prazo final até hoje, sexta-feira, para que lhes sejam pagos na totalidade os salários em atraso. Se isso não acontecer, prometem tomar medidas “drásticas e definitivas que conduzirão, nos termos legais, à suspensão de todas as actividades, relacionadas com a sanidade animal no Concelho de Montalegre, já infestado com um surto de Brucelose e, no qual também, a doença da língua azul começa a grassar”. Diga o que pensa sobre este Artigo. O seu comentário será enviado directamente para a redacção do Voz de Chaves. In www.avozdechaves.com |
| Produtores de pecuária em risco | 2009/ 03/31 00:30 |
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Os produtores de pecuária (ovinos, caprinos e bovinos) do concelho de Montalegre correm o risco de ficar sem o apoio sanitário ao seu gado.
Esse risco deve-se ao facto do gado poder deixar de contar com os técnicos da Cooperativa Agrícola de Montalegre que, em todo o concelho, procede à vacinação de doenças endémicas, tais como a brucelose de pequenos ruminantes e bovinos, a doença da língua azul; às colheitas de sangue para despiste de doenças, com vista a análise e acompanhamento; à identificação dos animais, para efeitos de controlo sanitário e de produção; à desparasitação e a todas as actividades inerentes ao controle sanitário do gado dos agricultores associados e, consequente, qualidade alimentar. Os trabalhadores da Cooperativa Agrícola de Montalegre, que exercem a sua actividade na respectiva OPP (Organização de Produtores de Pecuária, ex-ADS), estão fartos de promessas não cumpridas, pelo que esta semana resolveram fazer uma conferência de imprensa para dizerem “basta à exploração”. Segundo os trabalhadores, não recebem “salário desde Setembro passado, nem os respectivos subsídio de férias e de Natal, apesar da OPP ser subvencionada com largas dezenas de milhares de euros por ano, para o pagamento destas despesas de recursos humanos e outras inerentes a esta função. Além disso, só em 2008, recebeu, também para esta actividade mais de 250.000 € da própria Câmara Municipal, a título apoio ao mundo rural”. Os trabalhadores da OPP da Cooperativa Agrícola de Montalegre deram um prazo final até hoje, sexta-feira, para que lhes sejam pagos na totalidade os salários em atraso. Se isso não acontecer, prometem tomar medidas “drásticas e definitivas que conduzirão, nos termos legais, à suspensão de todas as actividades, relacionadas com a sanidade animal no Concelho de Montalegre, já infestado com um surto de Brucelose e, no qual também, a doença da língua azul começa a grassar”. Diga o que pensa sobre este Artigo. O seu comentário será enviado directamente para a redacção do Voz de Chaves. In www.avozdechaves.com |
| Barroso em Resumo | 2009/ 03/28 02:52 |
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Sexta-feira, Março 27, 2009
Barroso em Resumo 1) Educação Ambiental na Chã A RESAT e a Associação Chã Criativa estão a promover um projecto de educação ambiental na Freguesia de Chã, pertencente ao município de Montalegre, com o objectivo de sensibilizar a população para a importância da reciclagem, incentivando a redução e reutilização dos resíduos. No decorrer do ano 2009, a Associação Chã Criativa em colaboração com a RESAT vão levar a cabo um projecto de educação ambiental na Freguesia de Chã do município de Montalegre com diversas acções de sensibilização para toda a população dessa Freguesia. A primeira iniciativa deste projecto efectuou-se no passado dia 01 de Março de 2009 com a realização de uma acção de sensibilização sobre o ambiente, na qual foi focado assuntos relacionados com a actividade da RESAT, explicação daquilo que é a triagem dos RSU realizada pela RESAT, sensibilizando os presentes para a importância da separação dos resíduos e da sua reciclagem. A acção foi realizada na Junta de Freguesia de Chã e contou com a presença de cerca de 40 pessoas pertencentes às 12 aldeias que constituem a Freguesia de Chã do município de Montalegre. No final da acção de sensibilização, a RESAT ofereceu um ecoponto doméstico a cada pessoa que separou 8 kg de embalagens usadas de vidro, plástico/metal e papel/cartão. Foram entregues 20 ecopontos domésticos e ainda foram distribuídos brindes e folhetos informativos sobre a separação correcta dos resíduos nos ecopontos a todos os presentes. Para terminar esta actividade de forma primorosa, todos os presentes dirigiram-se ao ecoponto mais próximo para depositar cerca de 200 kg de embalagens usadas, promovendo a implementação de boas práticas de separação. Com esta iniciativa, a RESAT pretendeu contribuir para o aumento da deposição dos resíduos nos ecopontos e para a consciência ambiental no que diz respeito à redução dos resíduos, à cidadania e à qualidade de vida das populações dessa Freguesia. 2) Anúncio publicitário do concurso Euromilhões sobre Montalegre afinal foi gravado em Boticas A nova série de anúncios promocionais do Euromilhões, que todos os dias "entram" nas nossas casas através da televisão, foi integralmente gravada no concelho de Boticas, tendo sido utilizadas para tal as instalações do quartel dos Bombeiros Voluntários de Boticas e as imediações da igreja românica de Covas do Barroso (ver foto em cima). Esta série de anúncios retratam a história de um "euromilionário" de Montalegre, o Sr. Nuno Cabral, que, depois de ter acertado nos números e nas "estrelinhas" mágicas deste concurso, decide monopolizar os meios de comunicação, comprando uma estação de televisão e passando apenas a transmitir folclore transmontano. A equipa que produziu esta série de anúncios encontrou em Boticas as condições ideais para a sua realização, contribuindo, assim, para a divulgação de toda a região e da sua cultura, destacando-se o folclore transmontano e a raça barrosã, tão bem representada nestes anúncios. 3) Sexta 13 - "Noite das Bruxas" Depois de Fevereiro, a magia voltou a Montalegre, capital do misticismo. "O Cálice da Alegria": foi assim denominado o espectáculo teatral que saiu às ruas de Montalegre na noite de ontem, sexta-13. Foi uma co-produção da Câmara Municipal de Montalegre / Centro de Criatividade – Póvoa de Lanhoso, encenação de Moncho Rodriguez e com música de Narciso Fernandes. O elenco do espectáculo foi constituído por actores do Centro de Criatividade Póvoa de Lanhoso a juntar a mais de uma centena de participantes, entre actores, bailarinos, acrobatas e figurantes. A encenação teve mais de 100 participantes, entre actores, bailarinos, acrobatas e figurantes. Para isso a organização lançou o desafio às associações, Juntas de Freguesia e particulares para participarem no espectáculo como figurantes. O Cálice da Alegria narrou a saga de alguns cómicos medievais que chegaram às portas de Montalegre à procura do elixir da alegria. Recebidos por duendes, diabos, bruxas e outras assombrações, passam uma louca aventura até chegarem ao Castelo, lugar onde dizem que feiticeiras guardam o líquido poderoso que queima as goelas e produz delirantes efeitos do riso. O Centro de Criatividade preparou para esta encenação efeitos gigantescos de grande plasticidade, dragões que cospem fogo, carroças que voam pelo ar, pássaros gigantescos que sobrevoaram a noite de festa da sexta 13 de Março na vila de Montalegre. Toda a encenação foi acompanhada por efeitos musicais, e projecções de imagens arrepiantes. Algumas unidades hoteleiras (Hotel Rural Casas Novas, em Casas Novas, Quinta da Mata em Vila de Nantes, e Hotel Casino de Chaves) assinalaram esta sexta-feira 13 de Março com algumas propostas para Montalegre, de duas noites, incluindo uma "Queimada das Bruxas", e "ceia no pote negro". Os preços variavam entre os 133,50 e os 154 Euros. 4) INEM atribuiu uma nova ambulância a Montalegre Das 45 novas ambulâncias do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) entregues no passado dia 27 de Fevereiro para renovação do parque de viaturas de emergência médica em todo o País, cinco viajaram até Trás-os-Montes. Os concelhos de Mesão Frio, Vila Real, Valpaços, Montalegre e Vimioso foram contemplados com veículos equipados com material de suporte básico de vida para os seus Postos de Emergência Médica. A cidade de Vila Real tem três viaturas INEM, distribuídas pelas suas duas corporações. Segundo o presidente dos bombeiros de Montalegre, António Eduardo, as ambulâncias do INEM devem ser substituídas ao fim de cinco anos, mas na corporação que dirige chegaram com cinco anos de atraso. "Esta viatura veio substituir a que já existia há dez anos e que já começava com alguns problemas mecânicos, por causa do desgaste." Depois de ter em sua posse os relatórios regulares a dar conta desta situação, o INEM "viu que era uma questão de necessidade". Com uma área de actuação que ronda os 400 quilómetros quadrados, sendo Vilar de Perdizes, Tourém e Pisões as localidades mais distantes, a corporação montalegrense acorre com frequência a sinistros rodoviários e de acidente vascular cerebral (AVC). "Trata-se de uma ambulância nova, já com outro tipo de equipamento, que vem dar resposta às nossas necessidades", frisou o presidente. 5) Festas do Concelho 2009 Já foi tornado público o programa das Festas do Concelho. A recomendação deixada, no ano passado, pelo O Povo de Barroso de que as festas do concelho não devem ser marcadas para os fins-de-semana porque estragam as festas das aldeias, foi em parte acatada. Muitos mordomos de festas queixaram-se (e com razão) da Câmara por lhe ter estragado a festa, depois de tanto dinheiro gasto e de tanto trabalho. Este ano, a nível de programação as coisas estão melhores, mas, ainda assim, não são as ideais. JULHO: - Maratona de Futsal - IV Torneio de Futebol de Salão - VIII Campeonato Pesca Desportiva (Barragem de Sezelhe) – Clube de Caça e Pesca "Os Barrosões" 26 – Domingo: 16H00 – Campeonato de Chegas de Bois Barrosões – Meias-finais. AGOSTO: 01 – Sábado: 16H00 – Corrida de Cavalos no Campo do Rolo; 22H00 – Arraial na Praça do Município com IMPÉRIO SHOW; 24H00 – Sessão de fogo de artifício; 02 – Domingo: 10H00 – Procissão; 12H30 – Merendas no Senhor da Piedade; 15H00 - BANDA MUSICAL DE PARAFITA e BANDA MUSICAL DE LOUSADA; 18H30 – 2 Chegas de Bois; 22H00 – Arraial na Praça do Município: BANDA MUSICAL DE PARAFITA e BANDA MUSICAL DE LOUSADA; Orquestra ROCONORTE; 24H00 – Espectáculo Piro Musical; 05 – Quarta-feira: 22H00 – Arraial na Praça do Município com SANTA MARIA; 07 – Sexta-feira: 22H00 – Música Popular / Grupos Locais (Auditório Municipal); 08 – Sábado: CONCENTRAÇÃO DE CONCERTINAS E CANTARES AO DESAFIO; 12H00 – Convívio no recinto do Senhor da Piedade; 15H00 – Actuações em vários locais da vila de Montalegre (grupo e cantadores); 16H00 – Chega de Bois (4 bois); 20H00 – Jantar; 22H00 – Actuação na Praça do Município; 11 – Terça-feira: 22H00 – Baile na Praça do Município com TRIO BOÉMIOS; 24H00 – Espectáculo musical com CLAVE 13 – Quinta-feira - DIA DO EMIGRANTE: 11H00 – Feira do Prémio; 11H00 – Desfile dos Gaiteiros Pitões das Júnias; 17H00 – Chegas de bois (Final do Torneio de Chegas de Bois); 22H00 – Arraial na Praça do Município com JOSÉ MALHOA; 24H00 – Espectáculo musical com SOL NASCENTE; 18 – Terça-feira: 22H00 – Arraial na Praça do Município com QUIM BARREIROS SETEMBRO: 03 a 06 – 5.ª a Domingo: XXIII Congresso Medicina Popular Vilar de Perdizes # posted by PB @ 16:54 0 comments links to this post |
| Barroso em Resumo | 2009/ 03/28 02:51 |
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Sexta-feira, Março 27, 2009
Barroso em Resumo 1) Educação Ambiental na Chã A RESAT e a Associação Chã Criativa estão a promover um projecto de educação ambiental na Freguesia de Chã, pertencente ao município de Montalegre, com o objectivo de sensibilizar a população para a importância da reciclagem, incentivando a redução e reutilização dos resíduos. No decorrer do ano 2009, a Associação Chã Criativa em colaboração com a RESAT vão levar a cabo um projecto de educação ambiental na Freguesia de Chã do município de Montalegre com diversas acções de sensibilização para toda a população dessa Freguesia. A primeira iniciativa deste projecto efectuou-se no passado dia 01 de Março de 2009 com a realização de uma acção de sensibilização sobre o ambiente, na qual foi focado assuntos relacionados com a actividade da RESAT, explicação daquilo que é a triagem dos RSU realizada pela RESAT, sensibilizando os presentes para a importância da separação dos resíduos e da sua reciclagem. A acção foi realizada na Junta de Freguesia de Chã e contou com a presença de cerca de 40 pessoas pertencentes às 12 aldeias que constituem a Freguesia de Chã do município de Montalegre. No final da acção de sensibilização, a RESAT ofereceu um ecoponto doméstico a cada pessoa que separou 8 kg de embalagens usadas de vidro, plástico/metal e papel/cartão. Foram entregues 20 ecopontos domésticos e ainda foram distribuídos brindes e folhetos informativos sobre a separação correcta dos resíduos nos ecopontos a todos os presentes. Para terminar esta actividade de forma primorosa, todos os presentes dirigiram-se ao ecoponto mais próximo para depositar cerca de 200 kg de embalagens usadas, promovendo a implementação de boas práticas de separação. Com esta iniciativa, a RESAT pretendeu contribuir para o aumento da deposição dos resíduos nos ecopontos e para a consciência ambiental no que diz respeito à redução dos resíduos, à cidadania e à qualidade de vida das populações dessa Freguesia. 2) Anúncio publicitário do concurso Euromilhões sobre Montalegre afinal foi gravado em Boticas A nova série de anúncios promocionais do Euromilhões, que todos os dias "entram" nas nossas casas através da televisão, foi integralmente gravada no concelho de Boticas, tendo sido utilizadas para tal as instalações do quartel dos Bombeiros Voluntários de Boticas e as imediações da igreja românica de Covas do Barroso (ver foto em cima). Esta série de anúncios retratam a história de um "euromilionário" de Montalegre, o Sr. Nuno Cabral, que, depois de ter acertado nos números e nas "estrelinhas" mágicas deste concurso, decide monopolizar os meios de comunicação, comprando uma estação de televisão e passando apenas a transmitir folclore transmontano. A equipa que produziu esta série de anúncios encontrou em Boticas as condições ideais para a sua realização, contribuindo, assim, para a divulgação de toda a região e da sua cultura, destacando-se o folclore transmontano e a raça barrosã, tão bem representada nestes anúncios. 3) Sexta 13 - "Noite das Bruxas" Depois de Fevereiro, a magia voltou a Montalegre, capital do misticismo. "O Cálice da Alegria": foi assim denominado o espectáculo teatral que saiu às ruas de Montalegre na noite de ontem, sexta-13. Foi uma co-produção da Câmara Municipal de Montalegre / Centro de Criatividade – Póvoa de Lanhoso, encenação de Moncho Rodriguez e com música de Narciso Fernandes. O elenco do espectáculo foi constituído por actores do Centro de Criatividade Póvoa de Lanhoso a juntar a mais de uma centena de participantes, entre actores, bailarinos, acrobatas e figurantes. A encenação teve mais de 100 participantes, entre actores, bailarinos, acrobatas e figurantes. Para isso a organização lançou o desafio às associações, Juntas de Freguesia e particulares para participarem no espectáculo como figurantes. O Cálice da Alegria narrou a saga de alguns cómicos medievais que chegaram às portas de Montalegre à procura do elixir da alegria. Recebidos por duendes, diabos, bruxas e outras assombrações, passam uma louca aventura até chegarem ao Castelo, lugar onde dizem que feiticeiras guardam o líquido poderoso que queima as goelas e produz delirantes efeitos do riso. O Centro de Criatividade preparou para esta encenação efeitos gigantescos de grande plasticidade, dragões que cospem fogo, carroças que voam pelo ar, pássaros gigantescos que sobrevoaram a noite de festa da sexta 13 de Março na vila de Montalegre. Toda a encenação foi acompanhada por efeitos musicais, e projecções de imagens arrepiantes. Algumas unidades hoteleiras (Hotel Rural Casas Novas, em Casas Novas, Quinta da Mata em Vila de Nantes, e Hotel Casino de Chaves) assinalaram esta sexta-feira 13 de Março com algumas propostas para Montalegre, de duas noites, incluindo uma "Queimada das Bruxas", e "ceia no pote negro". Os preços variavam entre os 133,50 e os 154 Euros. 4) INEM atribuiu uma nova ambulância a Montalegre Das 45 novas ambulâncias do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) entregues no passado dia 27 de Fevereiro para renovação do parque de viaturas de emergência médica em todo o País, cinco viajaram até Trás-os-Montes. Os concelhos de Mesão Frio, Vila Real, Valpaços, Montalegre e Vimioso foram contemplados com veículos equipados com material de suporte básico de vida para os seus Postos de Emergência Médica. A cidade de Vila Real tem três viaturas INEM, distribuídas pelas suas duas corporações. Segundo o presidente dos bombeiros de Montalegre, António Eduardo, as ambulâncias do INEM devem ser substituídas ao fim de cinco anos, mas na corporação que dirige chegaram com cinco anos de atraso. "Esta viatura veio substituir a que já existia há dez anos e que já começava com alguns problemas mecânicos, por causa do desgaste." Depois de ter em sua posse os relatórios regulares a dar conta desta situação, o INEM "viu que era uma questão de necessidade". Com uma área de actuação que ronda os 400 quilómetros quadrados, sendo Vilar de Perdizes, Tourém e Pisões as localidades mais distantes, a corporação montalegrense acorre com frequência a sinistros rodoviários e de acidente vascular cerebral (AVC). "Trata-se de uma ambulância nova, já com outro tipo de equipamento, que vem dar resposta às nossas necessidades", frisou o presidente. 5) Festas do Concelho 2009 Já foi tornado público o programa das Festas do Concelho. A recomendação deixada, no ano passado, pelo O Povo de Barroso de que as festas do concelho não devem ser marcadas para os fins-de-semana porque estragam as festas das aldeias, foi em parte acatada. Muitos mordomos de festas queixaram-se (e com razão) da Câmara por lhe ter estragado a festa, depois de tanto dinheiro gasto e de tanto trabalho. Este ano, a nível de programação as coisas estão melhores, mas, ainda assim, não são as ideais. JULHO: - Maratona de Futsal - IV Torneio de Futebol de Salão - VIII Campeonato Pesca Desportiva (Barragem de Sezelhe) – Clube de Caça e Pesca "Os Barrosões" 26 – Domingo: 16H00 – Campeonato de Chegas de Bois Barrosões – Meias-finais. AGOSTO: 01 – Sábado: 16H00 – Corrida de Cavalos no Campo do Rolo; 22H00 – Arraial na Praça do Município com IMPÉRIO SHOW; 24H00 – Sessão de fogo de artifício; 02 – Domingo: 10H00 – Procissão; 12H30 – Merendas no Senhor da Piedade; 15H00 - BANDA MUSICAL DE PARAFITA e BANDA MUSICAL DE LOUSADA; 18H30 – 2 Chegas de Bois; 22H00 – Arraial na Praça do Município: BANDA MUSICAL DE PARAFITA e BANDA MUSICAL DE LOUSADA; Orquestra ROCONORTE; 24H00 – Espectáculo Piro Musical; 05 – Quarta-feira: 22H00 – Arraial na Praça do Município com SANTA MARIA; 07 – Sexta-feira: 22H00 – Música Popular / Grupos Locais (Auditório Municipal); 08 – Sábado: CONCENTRAÇÃO DE CONCERTINAS E CANTARES AO DESAFIO; 12H00 – Convívio no recinto do Senhor da Piedade; 15H00 – Actuações em vários locais da vila de Montalegre (grupo e cantadores); 16H00 – Chega de Bois (4 bois); 20H00 – Jantar; 22H00 – Actuação na Praça do Município; 11 – Terça-feira: 22H00 – Baile na Praça do Município com TRIO BOÉMIOS; 24H00 – Espectáculo musical com CLAVE 13 – Quinta-feira - DIA DO EMIGRANTE: 11H00 – Feira do Prémio; 11H00 – Desfile dos Gaiteiros Pitões das Júnias; 17H00 – Chegas de bois (Final do Torneio de Chegas de Bois); 22H00 – Arraial na Praça do Município com JOSÉ MALHOA; 24H00 – Espectáculo musical com SOL NASCENTE; 18 – Terça-feira: 22H00 – Arraial na Praça do Município com QUIM BARREIROS SETEMBRO: 03 a 06 – 5.ª a Domingo: XXIII Congresso Medicina Popular Vilar de Perdizes # posted by PB @ 16:54 0 comments links to this post |
| Caixa de Crédito entrou com acção de penhora contra o matadouro | 2009/ 03/26 00:32 |
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Por atrasos nas amortizações de empréstimo de quase 500 mil euros
Em menos de um ano, esta é a segunda acção de penhora que recai sobre o matadouro, sedeado no Barracão O Matadouro Regional do Alto Tâmega e Barroso, sedeado no Barracão, em Montalegre, está outra vez a braços com uma acção de penhora. Em causa estão atrasos na amortização de um empréstimo contraído à Caixa de Crédito Agrícola Mútuo no valor de cerca 500 mil euros. A Caixa de Crédito Agrícola Mútuo do Alto Corgo, Tâmega e Barroso entrou com um processo de execução contra o Matadouro Regional do Alto Tâmega e Barroso. Ao que o Semanário TRANSMONTANO conseguiu apurar, a acção foi desencadeada depois de o conselho de administração do equipamento, presidido por José Justo, que já presidiu à direcção da CCAM de Montalegre (agora integrada na do Alto Corgo e Tâmega), não ter conseguido pagar amortizações supe-riores a cem mil euros, que dizem respeito a um empréstimo no valor de 484.513 euros. Apesar de várias tentativas, o Semanário TRANSMONTANO não conseguiu obter nenhuma reacção do presidente do conselho de administração do Matadouro. Mas, ao que foi possível apurar, Justo terá tentado impedir a entrada da acção com um ofício onde pediria mais algum tempo para poder resolver a situação. No entanto, o pedido terá chegado tarde de mais. Já teriam expirado todos os prazos dados pela instituição bancária para a resolução da dívida. Em menos de um ano, esta é segunda acção de penhora que o Matadouro enfrenta. Em Junho do ano passado, o equipamento foi colocado à venda, por um preço base de venda de 245 mil e 497 euros. Em causa estavam taxas e impostos em dívida às Finanças e ao Ministério da Agricultura. A venda acabaria suspensa a menos de uma semana de terminar o prazo de entrega de propostas e depois de parte dos impostos em dívida terem sido pagos, cerca de cem mil euros. Por sua vez, a Direcção Regional de Agricultura e Pescas (DRAP) do Norte concordou em suspender o processo depois de a administração do matadouro se ter comprometido a pagar em 60 prestações a dívida em causa. O montante ascendia aos 190 mil euros e prende-se com a falta de pagamento de taxas sanitárias àquele organismo. Inaugurado em 1995, o matadouro custou perto de 5 milhões de euros e a maioria das acções pertencem ao Estado, que, no entanto, já anunciou que pretende aliená-las. Além da Cooperativa Agrícola de Montalegre e da própria Câmara Municipal, algumas acções do equipamento pertencem a um conjunto de investidores particulares. In Semanário Transmontano - Margarida Luzio |
| Ruas sem nome e casas sem número impedem obtenção do cartão de cidadão | 2009/ 03/26 00:26 |
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A falta de nomes nas ruas e de números nas habitações está a atrasar a obtenção do cartão de cidadão a alguns moradores de algumas aldeias do concelho de Montalegre. Foi o que aconteceu, na passada terça-feira, a Ana Maria Ferreira Gonçalves, de Lamachã, que viu interrompido o processo para a obtenção do documento na Conservatória do Registo Civil, em Montalegre, no momento em foi confrontada com questões ligadas à morada, nomeadamente o nome da rua e o número da porta. Ao que o Semanário TRANSMONTANO conseguiu apurar, os serviços consideram a informação em causa fundamental para possibilitar o cruzamento de informações nas bases de dados das várias instituições que estão envolvidas no processo (Segurança Social, Finanças, Conservatória...).
Ao que o Semanário TRANSMONTANO conseguiu apurar, a compra das placas com os nomes das ruas para a aldeia de Lamachã foi autorizada pela Câmara em Maio do ano passado. De resto, as placas já se encontram na Junta de Freguesia de Negrões. Contactado pelo Semanário TRANSMONTANO, o presidente da Junta garantiu que a sua colocação será feita em “breve”. “Estamos à espera de um funcionário da Câmara para o efeito”, garantiu o autarca. No resto do concelho, a grande maioria das aldeias está toponimicamente ordenada. In Semanário Transmontano - Margarida Luzio |
| Agricultores revoltados com normas para movimentação de animais | 2009/ 03/26 00:23 |
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Queixam-se do tempo que perdem e dos custos envolvidos
Joaquim Moura não se conforma com tanta burocracia Os produtores de gado do concelho de Montalegre estão a ficar desesperados com as novas regras relacionadas com as movimentações de animais. Queixam-se do tempo que perdem e do dinheiro que gastam para cumprir todas as normas. A feira de gado já há duas semanas que não conta com um único exemplar. Na passada segunda-feira, só para tratar das guias de trânsito para levar sete vitelos ao matadouro, José Manuel, produtor e negociante de gado, passou quase “meio dia”. Joaquim Moura, que, ao contrário de José Manuel, não tem carro, quando vende algum animal para abate ainda se vê mais aflito. Perde um dia para “tirar e enviar” a guia de trânsito para o matadouro, onde tem de chegar 24 horas antes do animal, e outro para “dar baixa” ao documento. A recente burocracia à volta do processo de deslocações de animais está a deixar revoltados os agricultores do concelho de Montalegre, que criticam também a obrigatoriedade dos chamados testes de pré-movimentação quando os animais vão para feiras ou mudam de exploração. Os testes em causa, análises sanguíneas para despistar determinadas doenças, além de serem válidos por apenas 30 dias, são custeados pelos agricultores. Em média cada teste custa ao produtor mais de 40 euros. “Então isto é que apoiar a agricultura? Por amor de Deus!”, desabafava, ao Semanário TRANSMONTANO, Joaquim Moura, produtor de gado no Cortiço. O veterinário Municipal, Domingos Moura, está do lado dos agricultores. “Do ponto de vista técnico, o processo é lógico, mas, na prática, torna a vida muito complicada aos nossos agricultores”, disse, lembrando que, por causa destas questões, há duas edições que na feira de gado de Montalegre não aparece “um único exemplar”. O presidente da Federação das Associações de Raças Autóctones, Rui Dantas, garantiu que já houve reuniões com o Director Geral de Veterinária. Em vão. “O que nos foi dito foi que enquanto não estivessem controladas certas doenças seria muito difícil levantar esta regulamentação”, revelou Rui Dantas, reconhecendo que a situação penaliza muito os produtores. Preocupado com a situação mostrou-se também o presidente da Associação de Gado de Raça Maronesa, Virgílio Alves, questionando, aliás, se ainda haverá razões para manter as medidas restritivas. Por outro lado, o dirigente critica também o facto de os custos destas medidas estarem a ser suportadas pelos produtores. “Não há nenhuma justificação para que os custos sejam imputados aos agricultores quando se trata de medidas impostas pelo Estado”, defende Virgílio Alves. “Não há quem tire um vitelo” A par da burocracia, os agricultores estão também preocupados com a falta de escoamento dos vitelos. “Eu tenho quatro já prontos para abate e não tenho quem mos compre. Não há quem tire um vitelo”, lamenta o criador António Rodrigues. Joaquim Moura queixa-se do mesmo e do preço das rações. “Quando me casei, o saco da farinha custava 4 euros. Hoje, custa 12. O preço do quilo da vitela, era pago a 4,25, e hoje, é igual e, se o comprador mandar só 3,5 euros, leva-o na mesma porque não podemos ficar com eles em casa”, explicou, desanimado, o criador pecuário. In Semanário Transmontano - Margarida Luzio |
| Anúncio do Euromilhões gravado em Covas do Barroso | 2009/ 03/06 23:09 |
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A nova série de anúncios promocionais do Euromilhões, que todos os dias “entram” nas nossas casas através da televisão, foi integralmente gravada no concelho de Boticas, tendo sido utilizadas para tal as instalações do quartel dos Bombeiros Voluntários de Boticas e as imediações da igreja românica de Covas do Barroso.
Esta série de anúncios, a cargo da produtora Take It Easy, retratam a história de um “euromilionário” que, depois de ter acertado nos números e nas “estrelinhas” mágicas deste concurso, decide monopolizar os meios de comunicação, comprando uma estação de televisão e passando apenas a transmitir folclore transmontano. A equipa que produziu esta série de anúncios encontrou em Boticas as condições ideais para a sua realização, contribuindo, assim, para a divulgação de toda a nossa região e da sua cultura, destacando-se o folclore transmontano e a raça barrosã, tão bem representada nestes anúncios. In site da CMB |
| Anúncio do Euromilhões gravado em Covas do Barroso | 2009/ 03/06 23:09 |
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A nova série de anúncios promocionais do Euromilhões, que todos os dias “entram” nas nossas casas através da televisão, foi integralmente gravada no concelho de Boticas, tendo sido utilizadas para tal as instalações do quartel dos Bombeiros Voluntários de Boticas e as imediações da igreja românica de Covas do Barroso.
Esta série de anúncios, a cargo da produtora Take It Easy, retratam a história de um “euromilionário” que, depois de ter acertado nos números e nas “estrelinhas” mágicas deste concurso, decide monopolizar os meios de comunicação, comprando uma estação de televisão e passando apenas a transmitir folclore transmontano. A equipa que produziu esta série de anúncios encontrou em Boticas as condições ideais para a sua realização, contribuindo, assim, para a divulgação de toda a nossa região e da sua cultura, destacando-se o folclore transmontano e a raça barrosã, tão bem representada nestes anúncios. In site da CMB |
| Apreendidas 4 armas de fogo - Jipe roubado | 2009/ 03/06 23:03 |
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Em duas buscas domiciliárias
O Núcleo de Investigação Criminal da GNR de Chaves apreendeu, na quinta-feira da semana passada, quatro armas de fogo e diversas munições, na sequência de duas buscas domiciliárias levadas a cabo no concelho de Montalegre. Os alegados proprietários das armas, um homem de 61 anos e outro de 82, foram constituídos arguidos. O mais novo, além de posse ilegal de armas é suspeito de tráfico deste tipo de material. Ao que foi possível apurar, as armas apreendidas ao sexagenário, duas pistolas e um revólver de alarme, em fase de adaptação, estariam escondidas no meio de lenha num anexo da casa. Além disso, também lhe foram apreendidas várias peças (corrediças, carregadores, cavilhas, percutores...) que indiciam que o indivíduo se dedicaria à transformação e conserto de armas. Para as pintar, usaria tinta de sapatos, que também foi confiscada pelas autoridades. Ao octogenário, residente na aldeia de Firvidelas, foi-lhe apreendida uma espingarda e várias munições. A investigação que conduziu às buscas foi desencadeada em Novembro, na sequência de queixas sobre ameaças com armas de fogo apresentadas por parte dos homens agora consti-tuídos arguidos. * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * Jipe roubado em Espanha apareceu na barragem de Sezelhe Na quinta-feira da semana passada, a GNR e os Bombeiros de Montalegre resgataram da barragem de Sezelhe, em Montalegre, um jipe de matrícula espanhola, que terá sido roubado na localidade galega de Xinzo de Limia. A viatura tinha o volante preso e um macaco hidráulico em cima do acelerador, duas técnicas usadas pelos alegados autores do roubo para que o jipe fosse em parar à água. A GNR de Montalegre foi alertada por um popular, que terá avistado o carro na barragem. In Semanário Transmontano - Margarida Luzio |
| Esquema de rega perdura há mais de 50 anos | 2009/ 03/03 22:30 |
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Em Paredes do Rio, a rega dos lameiros tem hora marcada. O esquema foi criado há mais de 50 anos por um homem com a quarta classe para evitar «zangas» entre a população e depois de o melhor advogado da vila ter recusado a tarefa por entender que era impossível conciliar os interesses de toda a gente. Agora, o trabalho faz parte de uma tese de doutoramento.
Teresa Moura só tem um lameiro. Uma semana, rega de dia, duas horas e meia. Na outra, rega de noite, outro tanto tempo. Mas os “grandes herdeiros” [com muitos pastos] regam aos meios-dias”. Seguindo o mesmo esquema, uma semana de dia e outra de noite. Em Paredes do Rio, em Montalegre, o uso da água pública da Corga da Ameixeira, o maior curso de água da aldeia, tem regras definidas há mais de 50 anos. O esquema foi criado por um elemento da Junta de Freguesia de então, João Moura, depois de o mais conhecido advogado do concelho ter recusado a tarefa, argumentando que “era impossível conciliar os interesses de toda a gente”. Na acta onde descreveu o esquema, em 1953,o autor justificou a sua necessidade para “evitar zangas”. “Havia pessoas que passavam noites inteiras a guardar a água ao frio e à neve. Morreu muita gente com doenças que apanharam nessas esperas”, recorda, Senhorinha Lourenço, de 64 anos. A população da aldeia está-lhe reconhecida. No passado sábado à noite, no dia em que a Associação Social e Cultural de Paredes do Rio festejou o dia do pastor, João Moura foi homenageado a título póstumo. Mas o trabalho de João Moura não conta apenas com o reconhecimento do povo. O seu esquema serviu de base a uma tese de doutoramento da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (FCUP) num “estudo sobre lameiros e a importância da água neste tipo de pastagens”. “Mais de cinquenta anos depois, este esquema continua actual e funcional, o que mostra a capacidade de visão deste homem”, disse Isabel Poças, doutoranda, na FCUP, e “menina dos lameiros”, em Paredes. Em forma de agradecimento e homenagem ao autor da chamada Aviação da água da Ameixeira, Isabel Poças ofereceu à aldeia dois painéis. Um com o esquema da rega e outro com a acta onde o João Moura descreveu o funcionamento e justificou o sistema. “Fizemos apenas a actualização de registos”, explicou a técnica, referindo-se à actualização dos proprietários dos lameiros. O presidente da Câmara de Municipal de Montalegre, Fernando Rodrigues, referiu, por sua vez, que a homenagem a João Moura é um “tributo à cultura” do concelho. O homem dos sete ofícios João Moura não ficou apenas conhecido pelo esquema de rega. O “Tio João de baixo”, como recordou o presidente da Associação Cultural de Paredes, José Moura, foi artesão, poeta, “médico” e “veterinário”. “Dava injecções em animais e em pessoas”. Também a ele se deve a compra do relógio da aldeia, necessário após a invenção do esquema de rega por horas. Para arrecadar o dinheiro, organizou dois cortejos e leilões de produtos doados pela população. Foi intermediário entre a população e o Parque Nacional Peneda Gerês e também se lhe deve a indemnização que aldeia recebeu por perda de água na altura da construção das barragens. 50 contos por moinho. Trocava correspondência com o filósofo Agostinho da Silva. “Era uma pessoa muito educada e muito sabida”, recordou a moradora Senhorinha Lourenço. Tinha apenas a quarta classe, mas “bem feita”. “Já sabia a regra de três simples, que agora só se aprende no terceiro ciclo”, lembrou a neta Alda Moura. In Semanário Transmontano - Margarida Luzio |
| O Povo de Barroso Nº 413 | 2009/ 02/25 15:35 |
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Barroso em Resumo
1) Barroso foi das regiões mais afectadas pela neve Alguma neve é agradável; muita neve é aborrecida e fastidiosa. As pessoas não se recordam de ver em Barroso tanta neve. Já são cerca de nove nevões; já não tem graça quando neva. Diz a sabedoria popular que serão 12 nevões. Não falta muito. Apesar disso, as estadas principais mantêm-se limpas e as pessoas podem deslocar-se e fazer a sua vida normal. As aldeias mais afectadas são sempre Pitões e Tourém; e, de entre os habitantes, são os alunos das nossas escolas (que em Portugal são os que fazem deslocações maiores e mais demoradas para ir à escola) os mais afectados, com perdas graves de rendimento. Na altura dos exames terão de competir com todos os outros e a questão da neve não servirá de atenuante. É um acto de bravura ser um bom aluno em Montalegre! O excesso de neve também tem provocado transtornos em Boticas, especialmente a interrupção das aulas, mas nada que se compare a Montalegre. Só em anos excepcionais frios como o deste ano isso acontece. 2) Barragem dos Pisões invadida por trutas de viveiro Nunca a barragem dos Pisões teve tantas trutas. As fortes rajadas de vento que por alturas da Feira do Fumeiro assolaram o concelho levaram ao rebentamento de grande parte das jaulas do viveiro de trutas, que a empresa Quinta do Salmão, com sede na Póvoa de Varzim, explora na barragem dos Pisões. Foram sobretudo as estruturas mais antigas (e que estavam em vias de ser substituídas) que, com a violência do temporal, se deslocaram e cederam, rompendo-se as redes e levando à fuga das espécies. Como consequência, milhares de trutas saíram para a albufeira e agora fazem parte da fauna piscícola da barragem, uma vez que os funcionários da empresa só conseguiram recapturar entre 4 a 5 mil quilos. Os donos da exploração, que vende 90 por cento da truta salmonada consumida no país, falam num prejuízo de 500 mil euros. A exploração não está coberta por nenhum seguro. "Ao contrário do que acontece em Espanha, cá não há seguros para este tipo de actividade. Já tentamos fazer um seguro de responsabilidade civil com outra exploração em Sines, mas não conseguimos", lamentou a empresária. Agora os funcionários da empresa estão a consertar as redes destruídas e a pôr em pé a exploração, que funciona há 25 anos e emprega sete pessoas. A desgraça de uns é a sorte de outros. Quando o facto foi conhecido, não faltavam pescadores nas margens da albufeira, perto do viveiro, uns com canas improvisadas, outros com a cana com que pescam habitualmente. Também não faltaram aqueles que dizem que não gostam de peixe do viveiro. Em três dias, o Núcleo de Protecção Ambiental da GNR de Chaves deteve 13 pessoas por pesca ilegal, uma vez que esta é a época de defeso da espécie. Agora incorreram em multas de centenas de euros. 3) O Entrudo em Barroso Três aldeias do nosso concelho, Tourém, Vilar de Perdizes e Pitões, dão continuidade à tradição do Entrudo. Este ano o evento realiza-se no dia 24 de Fevereiro, terça-feira, começando com um desfile alegórico por volta das 15h. As quadras satíricas e as gargalhadas são um dos elementos deste Entrudo descaracterizado. É importante revitalizar o Entrudo Barrosão tradicional, que assumia diferentes modalidades em Barroso e não aquele Carnaval que se vê na televisão e que não nos diz nada. Nalgumas aldeias, p. ex., a festa do Entrudo tinha o nome de Serrada da Velha. Era feito pela rapaziada da aldeia que envergavam ao pescoço um ou mais chocalhos das vacas (geralmente um grande chocalho) e andava pela aldeia a "serrar" os idosos, lembrando-lhes a condição de velho. Um ou outro não se importava com a "serração", mas havia sempre alguns velhos ou velhas mal-humorados que puxavam do cajado e... zás! Mas ninguém levava a mal. 4) "Os Limites da Ciência" – Na Escola Bento da Cruz Os alunos do curso EFA Secundário do grupo Dupla Certificação, promovem dia 18 de Fevereiro às 20h30 nas instalações da Escola Secundária de Montalegre um debate subordinado ao tema: "Os Limites da Ciência". Trata-se da primeira actividade integradora, que tem como objectivo reflectir e debater certos temas polémicos, que geram movimentos discordantes quanto ao progresso da ciência, e ao princípio da vida. Recorde-se que o ano passado, uma outra turma, igualmente do curso EFA, pesquisou as lendas e tradições de Barroso, cuja recolha terminou numa exposição num jantar cuja ementa se centrou nos produtos locais, e num serão à maneira antiga, onde o Prof. José Dias Baptista, partilhou alguns dos contos, até caricatos, do Barroso de outrora. Este ano, os temas prendem-se com a ética, clonagem, células estaminais onde são colocados frente a frente a igreja e a ciência. Como convidados estão presentes professores da escola e o pároco de Montalegre, Vítor Pereira. Os prós e os contras da ciência, em debate dia 18 de Fevereiro às 20h30 na Escola Bento da Cruz, uma iniciativa aberta a todos aqueles que queiram participar. (Notícia MJA) Destaque 2 Festa da Banda de Parafita Foi em clima de confraternização e de irritação que decorreu a comemoração de mais um aniversário da Banda de Parafita. Um convívio que juntou dezenas de pessoas, entre elas, caras bem conhecidas, mas nem todos estavam felizes. O presidente da Associação Cultural de Parafita, Avelino Gonçalves, amargurado, pediu ao município empenho e celeridade na resolução das obras da futura sede da Banda e que seja ultrapassada a actual situação de impasse. O executivo do Município de Montalegre compareceu em peso e, como sempre, Fernando Rodrigues é o que mais fala: «A Banda de Parafita é um orgulho para todo o concelho. É um cartaz do concelho de Montalegre. Tem prestígio em termos regionais mas também em termos nacionais. É um trabalho de todos, e só assim se consegue este resultado». «A Banda de Parafita é como que um milagre, por isso quero deixar aqui o meu reconhecimento. Há aqui uma motivação excepcional. Há aqui gente que tem a vida lá fora, mas que está aqui quando é preciso, por isso muito obrigado a todos». «Isto é um milagre mas não cai do céu! É o esforço de cada um, um esforço pensado, atempado, programado...é um percurso inteligente e de mérito». O autarca também falou do impasse das obras da sede: «A Câmara já cumpriu com a sua obrigação. Cumpriu com o que prometeu. Contudo, há questões estruturais na obra que têm que ser resolvidas a bem ou a mal. É uma vergonha! Não é problema de dinheiro. Já disse que é fácil arranjar dinheiro. Não é por falta de dinheiro que qualquer associação deste concelho desenvolve a sua actividade. Até se estraga o dinheiro. Dinheiro não falta! Importa é que os problemas sejam resolvidos para bem de todos». Vítor Silva, adjunto do novo Governador Civil, Alexandre Chaves, referiu que a «Banda de Parafita é um milagre». No final, garantiu: «Contem connosco para estas iniciativas porque até final do mandato este Governo Civil traçou 3 pilares: protecção civil, acção social e desenvolvimento económico, sendo aqui que entra a componente cultural, como é o caso da Banda de Parafita». Destaque Sexta-Feira 13: "Noite das Bruxas" Decorreu na passada sexta-feira a primeira das três sextas-feiras 13 do ano. As restantes terão lugar em Março e Novembro. Este espectáculo já mereceu simpatia e admiração de milhares de pessoas que fazem de Montalegre a capital do misticismo e, pela regularidade e qualidade com que é feito, está a ganhar notoriedade e até já faz parte dos espectáculos da região Norte. O espectáculo estev mais uma vez a cargo do grupo de teatro Filandorra que muito tem animado a vila de Montalegre neste tipo de eventos. Esta festa, onde estiveram presentes efeitos gigantescos, supreendeu pela disparidade: dragões que cospem fogo, carroças que voam pelo ar e pássaros gigantes, acompanhados por efeitos musicais, e projecções de imagens arrepiantes. Narraram a saga de alguns cómicos medievais que chegaram às portas de Montalegre à procura do elixir da alegria. Recebidos por duendes, diabos, bruxas e outras assombrações, passam uma louca aventura até chegarem ao Castelo, lugar onde dizem que feiticeiras guardam o líquido poderoso que queima as goelas e produz delirantes efeitos do riso. A 13 de Março a animação está a cargo do Centro de Criatividade da Póvoa de Lanhoso com o tema “O Cálice da Alegria”. In http://www.opovodebarroso.blogspot.com/ |
| O Povo de Barroso Nº 413 | 2009/ 02/25 15:27 |
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Destaque - Desporto
Montalegre "Soma e Segue" * Montalegre 4 / Valpaços 0 (18/01/2009 - 16ª jorn.) *Ribeira Pena 2 / Montalegre 3 (25/01/2008 - 17ª jorn.) O CDC Montalegre continua imparável no campeonato maior da AF Vila Real, a Divisão de Honra, averbando mais duas vitórias nos últimos 2 jogos. Primeiro em casa com goleada frente ao Valpaços por 4-0 e depois fora em Ribeira de Pena por 3-2. Com estes 6 pontos averbados e com a ajuda do seu vizinho Boticas, que travou o Régua à 16ª jornada (ver tabela ao lado), os Barrosões aumentaram para 7 pontos a vantagem sobre o 2º lugar, vendo assim mais perto o sonho da subida aos nacionais. O jogo em casa com o Valpaços avizinhava-se difícil, uma vez que os visitantes vinham de uma vitória moralizadora em casa do candidato Vidago. No entanto, uma exibição muito conseguida dos comandados de José Manuel Viage e um endiabrado Jorge Fidalgo, autor de um hattrick, tornaram o jogo fácil. O Montalegre entrou a todo o gás, como tem sido seu timbre esta época, e colocou-se a vencer aos 18 minutos por Jorge Fidalgo, já depois de ter desperdiçado algumas boas hipóteses. Depois do 1-0 o Montalegre continuou a carregar no acelerador mas, fruto da referida ineficácia, não conseguiu marcar mais nenhum golo até ao intervalo. Mesmo em cima do intervalo ainda viu o central Leonel Costa ser expulso com vermelho directo após falta em jogada perigosa do Valpaços. Devido a esta contrariedade, os barrosões presentes no estádio Dr. Diogo Vaz Pereira ainda chegaram a temer pelo pior na 2ª parte. No entanto, a garra dos atletas barrosões veio ao de cima e com algumas boas alterações operadas pelo treinador José Viage, o Montalegre até parece que jogou com mais elementos, tal a superioridade demonstrada e que foi coroada com a obtenção de mais 3 golos: Aos 60 minutos Fidalgo bisou, ao 82´ João Pedro marcou de livre directo e aos 85´ o inevitável J. Fidalgo marcou pela 3ª vez no jogo após grande jogada de Bruno Madeira, entrado na 2ª parte. No passado Domingo, a contar para a 17ª jornada o Montalegre deslocou-se ao terreno do Ribeira de Pena, onde acabou por vencer com alguma sorte a turma local por 3-2. Numa autêntica tarde invernal, com condições do terreno muito adversas, o jogo foi muito disputado e nem sempre bem jogado. A 1ª vítima do tempo foi o árbitro designado para o encontro que não compareceu devido à intempérie com chuva torrencial, ventos fortes, neve e gelo. Acabou por ser um fiscal de linha a ter que substituir o árbitro, tendo mesmo assim realizado uma boa actuação. O Montalegre, a defender a liderança, impôs o seu futebol não primeiro tempo e acabou por chegar ao intervalo a vencer naturalmente por 2-0. Golos de Guilherme, que aproveitou da melhor forma uma falha colectiva da defesa local (guarda redes incluído) e do artilheiro J. Pedro, qual "vinho do porto, quanto mais velho…", de grande penalidade, o seu 14º da temporada. No entanto, o intervalo parece ter feito mal aos barrosões, que entraram na 2ª parte algo moles e convictos que a vitória estava assegurada, e viram o Ribeira de Pena "fazer das tripas coração" em busca dos pontos em jogo. O 1-2 surgiu aos 54´, por Hugo, também de penalty, e abalou as hostes barrosãs, que viram o empate surgir quase de seguida, aos 57´ por Fraga. Este golo ainda fez acreditar mais a motivada equipa da casa, que partiu para cima do Montalegre em busca do 3º. No banco, José Manuel Viage viu o comandante do distrital tremer, algo por culpa própria, diga-se, e recorreu ao banco para dar um abanão na equipa. O Montalegre foi equilibrando o jogo na batalha do meio campo, mas os barrosões pareciam cansados e sem ideias no ataque. Eis que surge a estrelinha da sorte, que sempre acompanha os campeões. Primeiro, aos 82´, o guarda-redes do R. Pena, Kikas, é expulso por jogar a bola com a mão fora de área. Depois é o recém entrado guarda-redes Hélder que, ainda quase a frio, oferece a vitória ao Montalegre com um monumental frango após livre de Leonel Fernandes. Destaque XVIII Feira do Fumeiro e do Presunto aquém das expectativas Decorreu entre os dias 22 e 25 de Janeiro a XVIII edição da Feira do Fumeiro e Presunto de Montalegre, evento que mais dinamiza a região e que mais receitas gere, especialmente às gentes das aldeias que são as que mais precisam. A inauguração foi apadrinhada pelo Secretário de Estado da Saúde, Manuel Pizarro, que não escondeu a «satisfação» pelo impacto da Feira do Fumeiro. A cerimónia foi realizada no Auditório Municipal onde Fernando Rodrigues, presidente da autarquia barrosã, declarou que estamos perante «uma feira de sucesso, de progresso e de inovação». O edil referiu, exagerando, que este evento «transformou totalmente o concelho e a região». As esperanças eram muitas, como está bem patente nestas palavras hiperbólicas proferidas pelos promotores: "Em Portugal há duas coisas boas: a Nossa Senhora de Fátima e a Feira do Fumeiro de Montalegre"; "é a melhor feira do país" (Orlando Alves); "estes são sempre, como se diz na gíria popular, quatro dias de desbunda, de animação, de convívio e de intensa actividade comercial" (Orlando Alves); "com neve o número de visitantes poderá chegar aos 60 mil"; "O certame é responsável por uma facturação que ultrapassa 1 milhão de euros e mais de 5 milhões são realizados fora da feira" (Gabinete de Imprensa); "A Câmara Municipal de Montalegre suporta por inteiro as despesas do certame no valor de 100 mil Euros" (Orlando Alves), parte do qual foi gasto em publicidade na televisão e na rede Multibanco; "a Feira do Fumeiro mudou radicalmente o concelho e a região em termos turísticos e gastronómicos"; "hoje chega-se aos 60 mil quilos de produto vendido"; "são muitos empresários" (Fernando Rodrigues). No entanto, tal como nos anos anteriores, a realidade foi bem diferente, porque uma coisa é a propaganda da Câmara, que lhe têm trazido bons dividendos, e outra coisa é a realidade dos números e aquilo que se vê e sente. Nos dias de quinta e sexta, o número de visitantes foi escasso, chegando em muitos momentos a serem mais os vendedores do que os visitantes. No dia de sábado esteve bastante gente e o melhor dia é sempre o domingo. As pessoas, especialmente os "minhotos", aproveitam a tarde de domingo para dar um passeio, visitar a feira e comprar umas chouriças. É raro ver alguém a comprar um presunto, muito mais raro é ver alguém a comprar uma barriga ou uma cabeça de porco. É provável que seja da crise que assola o país. Barrigas gordas, cabeças de porco e patas têm mais um efeito decorativo. Não é para comprar, é mais para decorar a tenda. Se alguém as compra é às escondidas. Calcula-se que tenham visitado o certame cerca de 15 mil pessoas, um número muito distante daquele que a Câmara apresentou. Além disso é impossível que se transaccionem na feira 60 mil quilos de produto. Quanto ao valor de imposto gerado pelos "empresários" para o Estado, em termos de IVA e IRC, é desconhecido, nem algum dia a Câmara abordou tal assunto. Mas seja como for, é a Feira que mais cativa as pessoas e que mais receitas gere e é aquela que mais beneficia as pessoas das aldeias. Quanto ao espaço interior, onde decorre o certame, estava ordenado, limpo e bem concebido. Toda a tenda tinha a sua balança e a sua estrutura era feita de bons materiais. No geral, os produtores põem na mesa de venda gente muito nova, como estratégia comercial. Não quem fez o fumeiro, mas quem o pode vender melhor. Uma pessoa nova (filho ou sobrinho) inspira mais confiança aos visitantes. Por vezes as pessoas, desconfiadas, pedem conselho a amigos onde comprar, como aconteceu connosco. Ainda há muita desconfiança. "À margem da Feira" Paulo Portas na Feira do Fumeiro O líder do CDS/PP, tal como sucedeu em anos anteriores, visitou a Feira do Fumeiro de Montalegre onde revelou satisfação pelo que encontrou. Atrás de Portas, muitos jornalistas em busca de um comentário, do homem forte dos centristas, sobre o alegado envolvimento de José Sócrates no caso Freeport. A resposta foi lacónica: «À justiça o que deve ser tratado na justiça». Mostrou-se antes preocupado com a situação decadente do país e não com a situação do Primeiro-Ministro: "aquilo que me preocupa é a situação do desemprego, é a situação das pequenas e médias empresas, é o abandono dos agricultores, é a insegurança crescente, é a falta de paz nas escolas, é a carga fiscal a mais, ... e são essas políticas pelas quais eu responsabilizo José Sócrates". Estrada 103 esteve cortada Uma ventania forte fez com que a estrada 103, que liga Braga a Montalegre, estivesse cortada na Venda Nova, junto à escola, entre as 8.30 e as 9.45 horas de sexta-feira. Eram quatro árvores derrubadas, mas só uma impedia efectivamente o livre-trânsito das pessoas. A quase totalidade das pessoas, sabendo como funciona a Protecção Civil, optou por ir por Salto ou por Paradela. Quem decidiu esperar pelos bombeiros de Salto, cujo quartel é ali ao lado, teve de esperar pouco mais de uma hora. No local ouviam-se os comentários de indignação contra os Bombeiros de Salto, por este e outros momentos. Luz falhou constantemente Durante a Feira do Fumeiro, a luz falhou constantemente, quer na Vila, quer nas aldeias. Nalgumas aldeias a luz faltou 59 horas, como é o caso de parte de Gralhas. As pessoas tiveram de recorrer à luz da candeia como antigamente. Os bens alimentares das arcas estragaram-se. São muitos os que estão a pedir indemnizações à EDP. Boticas fez melhor por menos dinheiro Na semana anterior tinha sido a Feira do Fumeiro de Boticas. A organização deste certame, pelos números que apresenta, parece ter conseguido resultados iguais ou melhores do que os de Montalegre, mas com muito menos dinheiro em publicidade. Exposição Sobre a Agricultura de Barroso: Passado e Presente No interior do pavilhão Multiusos e ao lado da entrada pela Avenida D. Nuno Alvares Pereira, destaque para uma interessante exposição sobre a Agricultura do Barroso denominada: "Viver o presente, relembrando o passado", cuja organização esteve a cargo dos formandos do curso EFA (Educação e Formação de Adultos) organizado pela AATBAT (Associação dos Agricultores das Terras do Barroso e Alto Tâmega) e pela empresa de Formação Profissional Consultua, e que chamou muito à atenção dos visitantes, incluindo os Governantes na Inauguração e o programa da RTP1 Portugal no Coração. In http://www.opovodebarroso.blogspot.com |
| Feira do Fumeiro com muita gente e neve | 2009/ 02/02 10:10 |
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Produtores satisfeitos com as vendas
Apesar da crise, os produtores da Feira do Fumeiro e do Presunto do Barroso não tiveram queixa A crise parece não se ter reflectido na Feira do Fumeiro do Barroso, que decorreu no passado fim-de-semana. “A minha mulher nunca trouxe os cestos tão vazios para casa como este ano”, revelou o presidente da Associação de Produtores de Fumeiro da Terra Fria Barrosã. Apesar da badalada crise, os produtores presentes na Feira do Fumeiro e do Presunto do Barroso, que decorreu em Montalegre no passado fim-de-semana, parece não terem queixa. “Lá pode haver um outro, mas no geral acho que ficou tudo satisfeito”, revelou, ao Semanário TRANSMONTANO , o presidente da Associação de Produtores Fumeiro da Terra Fria Barrosã, Boaventura Moura. “A minha mulher nunca trouxe os cestos para casa tão vazios como este ano”, frisou o mesmo responsável. Segundo Boaventura Moura, este ano, “o melhor dia para os produtores em termos de vendas foi a sexta-feira. “Foi a melhor sexta-feira de todos os anos em que se realiza a Feira”, revelou, adiantando que o sábado também correu bem. No domingo, a neve, que costuma ser um atractivo suplementar, acabou por “estorvar”. “Com medo de ficarem retidas, as pessoas acabaram por ir embora mais cedo”, explicou Boaventura, aproveitando para lembrar que todos os expositores presentes na feira estavam licenciados, através da legislação de excepção para produtos tradicionais que criou a figura das “cozinhas domésticas”. No sábado, uma das atracções da Feira foi, sem dúvida, o líder do CDS/PP, Paulo Portas, que, acompanhado pelos três canais de televisão, visitou todos os stands. A Feira do Fumeiro e do Presunto do Barroso realizou-se, pela primeira vez, em 1992. Na altura, os 35 produtores presentes venderam pouco mais de 1.200 quilos de fumeiro e o volume de negócios cifrou-se nos 2.400 contos. Hoje as contas são outras. Segundo dados da organização, são vendidos mais de 60 mil quilos de fumeiro e o volume de negócios é superior a um milhão de euros. In Semanário Transmontano - Margarida Luzio |
| Feira do Fumeiro com muita gente e neve | 2009/ 02/02 10:10 |
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Produtores satisfeitos com as vendas
Apesar da crise, os produtores da Feira do Fumeiro e do Presunto do Barroso não tiveram queixa A crise parece não se ter reflectido na Feira do Fumeiro do Barroso, que decorreu no passado fim-de-semana. “A minha mulher nunca trouxe os cestos tão vazios para casa como este ano”, revelou o presidente da Associação de Produtores de Fumeiro da Terra Fria Barrosã. Apesar da badalada crise, os produtores presentes na Feira do Fumeiro e do Presunto do Barroso, que decorreu em Montalegre no passado fim-de-semana, parece não terem queixa. “Lá pode haver um outro, mas no geral acho que ficou tudo satisfeito”, revelou, ao Semanário TRANSMONTANO , o presidente da Associação de Produtores Fumeiro da Terra Fria Barrosã, Boaventura Moura. “A minha mulher nunca trouxe os cestos para casa tão vazios como este ano”, frisou o mesmo responsável. Segundo Boaventura Moura, este ano, “o melhor dia para os produtores em termos de vendas foi a sexta-feira. “Foi a melhor sexta-feira de todos os anos em que se realiza a Feira”, revelou, adiantando que o sábado também correu bem. No domingo, a neve, que costuma ser um atractivo suplementar, acabou por “estorvar”. “Com medo de ficarem retidas, as pessoas acabaram por ir embora mais cedo”, explicou Boaventura, aproveitando para lembrar que todos os expositores presentes na feira estavam licenciados, através da legislação de excepção para produtos tradicionais que criou a figura das “cozinhas domésticas”. No sábado, uma das atracções da Feira foi, sem dúvida, o líder do CDS/PP, Paulo Portas, que, acompanhado pelos três canais de televisão, visitou todos os stands. A Feira do Fumeiro e do Presunto do Barroso realizou-se, pela primeira vez, em 1992. Na altura, os 35 produtores presentes venderam pouco mais de 1.200 quilos de fumeiro e o volume de negócios cifrou-se nos 2.400 contos. Hoje as contas são outras. Segundo dados da organização, são vendidos mais de 60 mil quilos de fumeiro e o volume de negócios é superior a um milhão de euros. In Semanário Transmontano - Margarida Luzio |
| Actividades festivas suspensas para compensar aulas perdidas por causa da neve | 2009/ 01/26 22:16 |
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O conselho executivo do Agrupamento de Escolas de Montalegre decidiu cancelar as actividades extra-curriculares e festivas, como o desfile de Carnaval, por exemplo, para compensar os alunos pelas aulas perdidas por causa da neve. Só esta semana, os estudantes ficaram sem aulas dois dias, terça e quarta-feira. No entanto, desde o final do ano passado, são já, pelo menos, seis os dias em que as escolas do concelho encerraram.
“Em 30 anos de serviço nunca me lembro de a escola ter fechado tantas vezes por causa do gelo”, disse, à Rádio Montalegre, o presidente do conselho executivo do Agrupamento de Escolas de Montalegre. In Semanário Transmontano - Margarida Luzio |
| Obra vai custar dois milhões de euros | 2009/ 01/26 22:13 |
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Câmara vai pagar mais do dobro que o Governo para a Unidade de Cuidados Continuados
O equipamento será construído em frente à actual Escola Secundária Bento da Cruz A futura Unidade de Cuidados Continuados que vai ser construída em Montalegre vai contar apenas com 750 mil euros do Governo. O restante, mais do dobro, será financiado pela Câmara, que terá que irá contrair um empréstimo à banca para o efeito. Já foi assinado o protocolo com o Governo para a construção da futura Unidade de Cuidados Continuados, que irá ser gerida pela Santa Casa da Misericórdia. O concurso público para a adjudicação da obra deverá ser lançado “em breve”. A obra será erguida nas costas do novo Centro Escolar de Montalegre, em construção. Será também neste local, fronteiro à Escola Secundária Bento da Cruz. Segundo o que ficou acordado, o Governo irá custar menos de metade do custo total do investimento, ou seja, 750 mil euros dos 2 milhões de euros previstos. O restante será assumido pela Câmara Municipal de Montalegre, que arcará também com a parte que cabia à Misericórdia, que doará pouco mais que o terreno. “Trata-se de um imperativo moral investir nesta área para se cuidar dos doentes e dos que mais precisam. Para além do serviço social que esta unidade presta, merece referência o elevado número de empregos que vai criar na nossa terra”, justifica o presidente da Câmara, Fernando Rodrigues, repetindo o que dissera na Assembleia Municipal: “Não endivido a Câmara para fazer um saneamento para 30 utentes, mas acho que um caso destes justifica”. “Além da questão social de e saúde, promove o emprego”, frisa Rodrigues, reconhecendo que “é pouco” o valor atribuído pelo Governo. Em termos de postos de trabalho directos criados com o equipamento, as previsões apontam para 45, vinte e quatro enfermeiros e técnicos superiores e 21 auxiliares de acção médica. Depois de adjudicada, o prazo de conclusão da obra é de um ano. As Unidade de Cuidados Continuados destinam-se a doentes que, apesar de não já não precisarem dos cuidados prestados num hospital, também não estão em condições de voltar para casa. In Semanário Transmontano - Margarida Luzio |
| Obra vai custar dois milhões de euros | 2009/ 01/26 22:12 |
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Câmara vai pagar mais do dobro que o Governo para a Unidade de Cuidados Continuados
O equipamento será construído em frente à actual Escola Secundária Bento da Cruz A futura Unidade de Cuidados Continuados que vai ser construída em Montalegre vai contar apenas com 750 mil euros do Governo. O restante, mais do dobro, será financiado pela Câmara, que terá que irá contrair um empréstimo à banca para o efeito. Já foi assinado o protocolo com o Governo para a construção da futura Unidade de Cuidados Continuados, que irá ser gerida pela Santa Casa da Misericórdia. O concurso público para a adjudicação da obra deverá ser lançado “em breve”. A obra será erguida nas costas do novo Centro Escolar de Montalegre, em construção. Será também neste local, fronteiro à Escola Secundária Bento da Cruz. Segundo o que ficou acordado, o Governo irá custar menos de metade do custo total do investimento, ou seja, 750 mil euros dos 2 milhões de euros previstos. O restante será assumido pela Câmara Municipal de Montalegre, que arcará também com a parte que cabia à Misericórdia, que doará pouco mais que o terreno. “Trata-se de um imperativo moral investir nesta área para se cuidar dos doentes e dos que mais precisam. Para além do serviço social que esta unidade presta, merece referência o elevado número de empregos que vai criar na nossa terra”, justifica o presidente da Câmara, Fernando Rodrigues, repetindo o que dissera na Assembleia Municipal: “Não endivido a Câmara para fazer um saneamento para 30 utentes, mas acho que um caso destes justifica”. “Além da questão social de e saúde, promove o emprego”, frisa Rodrigues, reconhecendo que “é pouco” o valor atribuído pelo Governo. Em termos de postos de trabalho directos criados com o equipamento, as previsões apontam para 45, vinte e quatro enfermeiros e técnicos superiores e 21 auxiliares de acção médica. Depois de adjudicada, o prazo de conclusão da obra é de um ano. As Unidade de Cuidados Continuados destinam-se a doentes que, apesar de não já não precisarem dos cuidados prestados num hospital, também não estão em condições de voltar para casa. In Semanário Transmontano - Margarida Luzio |
| Detido suspeito de ter morto agricultor a tiro | 2009/ 01/26 22:08 |
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A PJ de Vila Real deteve, na passada segunda-feira, um homem de 44 anos suspeito de ter sido o autor da morte de um agricultor de Parafita, em Montalegre. O alegado homicídio remonta ao dia 2 de Outubro do ano passado. João Batista Morais, de 76 anos, foi encontrado morto, com uma perfuração na zona lombar, num caminho agrícola de acesso ao lameiro onde tinha ido apascentar as vacas. O idoso foi atingindo a tiro de caçadeira, segundo viria a revelar a autópsia. Inicialmente, ainda terá sido colocada a hipótese de a vítima poder ter sido atacada por uma das vacas. Aliás, a PJ terá ido ainda essa noite verificar os cornos dos animais, no sentido de encontrar eventuais vestígios de sangue, o que não se viria a verificar. O indivíduo agora detido pela PJ, funcionário num posto de abastecimento de combustível num aldeia vizinha à de Parafita, foi, desde logo, o suspeito indicado à PJ pela família da vítima. No entanto, os inspectores só agora terão reunido as provas que lhe permitiram proceder à detenção. Ao que foi possível apurar, o mau relacionamento entre alegado homicida e a vítima terá por trás um complexa história. Além de, há cerca de 3 anos, o suspeito ter sido acusado de agredir violentamente um filho de João Morais, que ficou com graves sequelas a nível cerebral, manteria uma relação amorosa com a mulher do mesmo. Relação da qual, aliás, terá nascido uma criança, que o filho de João Morais quereria perfilhar, mas que o idoso estaria a tentar evitar a todo o custo. O idoso entenderia que deveria ser o verdadeiro pai a assumir a responsabilidade e, antes de ser morto, estaria, à revelia do suspeito, a tentar que fosse isso que acontecesse. O suspeito é casado e pai de duas filhas menores.
In Semanário Transmontano - Margarida Luzio |
| Boticas vai ter Pousada da Juventude sem apoio do Governo | 2009/ 01/13 23:48 |
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Obra será financiada por fundos comunitários
A pousada da juventude vai ficar instalada na antiga residência de estudantes A autarquia de Boticas anunciou que vai começar ainda este ano as obras para a construção de uma pousada de juventude no concelho. O anúncio foi feito na terça-feira, aquando da apresentação da 11ª Feira do Porco de Boticas, que decorre de 16 a 18 deste mês. Esta é uma ambição antiga do concelho, que, no último Governo PSD, viu o seu desejo satisfeito, com a deslocalização da pousada de juventude de Alijó para Boticas. No entanto, este acordo ficou-se pelo papel, uma vez que com a tomada de posse do Governo de Sócrates, o projecto de construção da pousada da juventude voltou novamente e em definitivo para o concelho de Alijó. Apesar da Movijovem, empresa que gere as pousadas de juventude do país, ter dito, por diversas ocasiões, que duas pousadas na região seriam incomportáveis, o facto é que o concelho de Boticas insistiu na ideia e já conseguiu apoios comunitários para o efeito. “Não vai depender em nada do Governo”, garante a autarquia. O investimento é de mais de um milhão de euros e o concurso público será lançado “dentro em breve”. O autarca Fernando Campos considera que este equipamento é essencial para o desenvolvimento do turismo no concelho, uma vez que também está para breve a abertura do “Parque Aventura de Animação Turística”. A pousada da juventude vai ficar instalada na antiga residência de estudantes, no centro da vila, um edifício que vai ser reabilitado, e terá alojamento para 54 pessoas, com nove quartos múltiplos, oito quartos duplos e um quarto especial para pessoas com mobilidade reduzida. In Semanário Transmontano - Sónia Domingues |
| Venda Nova - Montalegre | 2009/ 01/13 23:08 |
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Assalto remonta a Setembro do ano passado
Detido suspeito de roubar prendas enquanto os noivos casavam A GNR de Chaves deteve na semana passada, em Braga, um indivíduo sujeito a Termo de Identidade e Residência que se ausentou do país sem autorização. O homem em causa é suspeito de ter roubado prendas de casamento quando os noivos “davam o nó” na igreja de Venda Nova, em Montalegre. O assalto remonta 27 de Setembro, dia em que um grupo de assaltantes aproveitou a hora da missa de um casamento, entre as 11h e as 14h00, para roubar a casa dos pais da noiva, em Venda Nova, no concelho de Montalegre. Além de várias peças em ouro, um plasma de grandes dimensões, um computador portátil e ainda uma arma, os ladrões levaram 14 mil euros em dinheiro, parte do qual dado como prenda de casamento aos noivos pelos convidados da cerimónia. Para entrar na moradia, os assaltantes rebentaram uma porta das traseiras da casa, situada em frente ao Motel da Venda Nova, também propriedade do pai da noiva. No interior da vivenda, os assaltantes percorreram várias divisões, que reviraram de pernas para o ar à procura do dinheiro, do ouro e das armas. Nessa mesma noite, o Núcleo de Investigação Criminal (NIC) da GNR de Chaves ainda conseguiu recuperar parte dos objectos roubados, nomeadamente o plasma, o ouro e o portátil e uma das armas, uma shot gun, documentada, que acabou por ser descoberta perto da casa. Do dinheiro perdeu completamente o rasto. Mas, quatro dias mais tarde, conseguiu, deter um dos principais suspeitos do assalto, um indivíduo, na casa dos trinta anos e natural da zona onde teve lugar o roubo. Na altura, depois de interrogado, a GNR constituiu-o arguido e aplicou-lhe como medida de coação o Termo de Identidade e Residência. No entanto, o suspeito ter-se-á ausentado do país, para o Brasil, ao que tudo indica, sem informar as autoridades competentes. Agora, teria regressado para passar a quadra natalícia. Os elementos do NIC da GNR de Chaves surpreenderam-no à entrada de uma garagem, em Braga, cidade onde o indivíduo passaria muito tempo. Foi detido e trazido para o posto da GNR fla-viense onde passou a noite. No dia seguinte, foi ouvido no Tribunal de Montalegre. O juiz aplicou-lhe como medida de coacção apresentações periódicas. In Semanário Transmontano - Margarida Luzio |
| 18.ª FEIRA DO FUMEIRO - Montalegre (22 a 25 Janeiro) | 2009/ 01/08 19:54 |
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Último encontro antes da Feira do Fumeiro
Produtores do "fumeiro" em reunião Último encontro a escassos dias da 18.ª Feira do Fumeiro e do Presunto de Barroso. Orlando Alves, principal "rosto" do evento, referiu no final que foi feita "uma lavagem ao cérebro dos produtos" com o fim de fazerem «mais e melhor» em prol do maior cartaz turístico do concelho de Montalegre. A 18.ª edição da Feira do Fumeiro e do Presunto de Barroso, evento que irá decorrer na vila de Montalegre de 22 a 25 deste mês, vai ter 58 produtores. Um número que vem diminuindo em relação a anos anteriores, facto que tem desgostado a organização. Orlando Alves, vice-presidente da Câmara Municipal de Montalegre, não escondeu este sentimento: «o que está a acontecer é algo que não se entende. Eu vejo isto como o facto das pessoas não acreditarem no futuro e não quererem trabalhar. Nós fizemos o mais difícil. Toda a gente foi atrás de nós a copiar. O que vejo agora é que parece que toda a gente está bem na vida e não quer trabalho». PRODUTORES AUMENTAM PREÇOS A organização, a cargo da Divisão Sócio Cultural da Câmara Municipal de Montalegre e da Associação dos Produtores de Fumeiro da Terra Fria Barrosã, lançou a pergunta aos produtores sobre se achavam por bem o aumento ou a manutenção dos preços dos produtos. Por maioria ficou decidido aumentar, em 1 euro, o preço do presunto (agora 12€kg), das chouriças (agora 21€kg) e das alheiras (agora 13€kg). Os restantes produtos (ex: chouriço, sangueira, farinheira, barriga, pé, salpicão) continuam com os preços da edição anterior. «LAVAGEM AO CÉREBRO» No estilo que o caracteriza, Orlando Alves voltou a adoptar um discurso frontal não poupando palavras no sentido de alertar os produtores para esta realidade:«eles têm obrigação de agarrar esta dinâmica porque está provado que o fumeiro dá lucro. Ninguém ainda me provou o contrário. Nesta reunião deixamos alguns alertas que foram partilhados e assumidos por todos». «MELHOR FEIRA DO PAÍS» Por fim o autarca anunciou que a decisão de aumentar o preço de alguns produtos (presunto, chouriça e alheira) foi tomada pelos produtores, veredicto que foi compreendido: «assistimos ao aumento de vários produtos como é o caso dos cereais e das tripas. É natural que os preços aumentem. Foi igualmente sensato só aumentar alguns». A rematar, Orlando Alves revelou total confiança na «melhor feira do país» que deve voltar a convocar mais de 50 mil pessoas. PREÇOS DE ALGUNS PRODUTOS Presunto - 12€/kg Chouriça - 21€/kg Alheira - 13€/kg Presunto desossado - 20€/kg Salpicão - 30€/kg Pão centeio - 2€/unidade Bola de carne - 5€/unidade Folar - 10€/unidade N.º DE PRODUTORES Fumeiro - 58 Pão - 3 Mel - 3 Licores e Chãs - 1 In site CMM |
| 18.ª FEIRA DO FUMEIRO - Montalegre (22 a 25 Janeiro) | 2009/ 01/08 19:53 |
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Último encontro antes da Feira do Fumeiro
Produtores do "fumeiro" em reunião Último encontro a escassos dias da 18.ª Feira do Fumeiro e do Presunto de Barroso. Orlando Alves, principal "rosto" do evento, referiu no final que foi feita "uma lavagem ao cérebro dos produtos" com o fim de fazerem «mais e melhor» em prol do maior cartaz turístico do concelho de Montalegre. A 18.ª edição da Feira do Fumeiro e do Presunto de Barroso, evento que irá decorrer na vila de Montalegre de 22 a 25 deste mês, vai ter 58 produtores. Um número que vem diminuindo em relação a anos anteriores, facto que tem desgostado a organização. Orlando Alves, vice-presidente da Câmara Municipal de Montalegre, não escondeu este sentimento: «o que está a acontecer é algo que não se entende. Eu vejo isto como o facto das pessoas não acreditarem no futuro e não quererem trabalhar. Nós fizemos o mais difícil. Toda a gente foi atrás de nós a copiar. O que vejo agora é que parece que toda a gente está bem na vida e não quer trabalho». PRODUTORES AUMENTAM PREÇOS A organização, a cargo da Divisão Sócio Cultural da Câmara Municipal de Montalegre e da Associação dos Produtores de Fumeiro da Terra Fria Barrosã, lançou a pergunta aos produtores sobre se achavam por bem o aumento ou a manutenção dos preços dos produtos. Por maioria ficou decidido aumentar, em 1 euro, o preço do presunto (agora 12€kg), das chouriças (agora 21€kg) e das alheiras (agora 13€kg). Os restantes produtos (ex: chouriço, sangueira, farinheira, barriga, pé, salpicão) continuam com os preços da edição anterior. «LAVAGEM AO CÉREBRO» No estilo que o caracteriza, Orlando Alves voltou a adoptar um discurso frontal não poupando palavras no sentido de alertar os produtores para esta realidade:«eles têm obrigação de agarrar esta dinâmica porque está provado que o fumeiro dá lucro. Ninguém ainda me provou o contrário. Nesta reunião deixamos alguns alertas que foram partilhados e assumidos por todos». «MELHOR FEIRA DO PAÍS» Por fim o autarca anunciou que a decisão de aumentar o preço de alguns produtos (presunto, chouriça e alheira) foi tomada pelos produtores, veredicto que foi compreendido: «assistimos ao aumento de vários produtos como é o caso dos cereais e das tripas. É natural que os preços aumentem. Foi igualmente sensato só aumentar alguns». A rematar, Orlando Alves revelou total confiança na «melhor feira do país» que deve voltar a convocar mais de 50 mil pessoas. PREÇOS DE ALGUNS PRODUTOS Presunto - 12€/kg Chouriça - 21€/kg Alheira - 13€/kg Presunto desossado - 20€/kg Salpicão - 30€/kg Pão centeio - 2€/unidade Bola de carne - 5€/unidade Folar - 10€/unidade N.º DE PRODUTORES Fumeiro - 58 Pão - 3 Mel - 3 Licores e Chãs - 1 In site CMM |
| Programa comunitário com balanço “positivo” | 2008/ 12/25 16:28 |
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6 milhões de euros em projectos com apoio Leader +
Ascenso Simões disse que têm sido “mal gastos” os fundos comunitários em termos de política agrícola Nos últimos seis anos, o programa comunitário Leader + financiou, em todo o Alto Tâmega, projectos nos valor de cerca de 6 milhões de euros, apoio atribuído a fundo perdido. O balanço foi dado a conhecer na sexta-feira da semana passada, em Montalegre, onde teve lugar o encerramento nacional do programa . A partir de agora, o programa deixará de ter autonomia, passará a integrar um eixo do Programa de Desenvolvimento Rural (Proder). Além de inúmeros projectos de turismo rural, foi no âmbito do Leader que foi financiada a Rede de Tabernas do Alto Tâmega, ou revitalizado o forno do povo de Paredes do Rio, em Montalegre. Além disso, foi também com o apoio desta iniciativa comunitária que surgiram várias publicações, a última das quais, por exemplo, um CD com receitas ancestrais que estavam em vias de desaparecer. No caso de Trás-os-Montes, ficou registada uma receita de Couscos, normalmente associada ao países árabes. Também foi no âmbito do Leader que nasceram quase meia centena de associações de desenvolvimento local, tal como a Associação de Desenvolvimento Regional do Alto Tâmega (ADRAT), citada como um “bom exemplo de maturidade” no que a este tipo de organizações diz respeito. Além do gestor nacional do programa, o director da Direcção- -Geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural, José Augusto Estevão, e o director da Direcção Regional de Agricultura e Pescas do Norte, António Ramalho, o encontro contou com a presença do secretário de Estado do Desenvolvimento Rural, Ascenso Simões, que lembrou que existe um reforço de verba no Proder para este tipo de iniciativas. O governante reconheceu, no entanto, que têm sido “mal gastos” os fundos comunitários em termos de política agrícola. E lamentou que, apesar dos 19 mil milhões de euros que, desde a adesão à Comunidade Europeia, vieram para Portugal o “produto agrícola tenha estacionado”. “Esse é que é o problema. Esse é que é o nosso drama”, reconheceu, crente que a situação se irá alterar com o Plano de Desenvolvimento Rural definido pelo seu Governo. O presidente da Câmara de Montalegre, Fernando Rodrigues, aproveitou a ocasião para pedir um “simplex” no que diz respeito às comparticipações financeiras deste tipo de programas, para evitar que os promotores dos projectos estejam tanto tempo à espera de receber os apoios. Além disso, reivindicou mais uma vez melhorias nos acessos a Braga e a Chaves. In Semanário Transmontano - Margarida Luzio |
| A Festa do Colégio | 2008/ 12/04 17:05 |
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A neve, e que nevão á moda antiga, ia fazendo das suas. Contribuiu para que muitos interessados não se pusessem a caminho. Entre a aventura de pisar a neve ou ficar no sofá, muitos foram os que optaram pela segunda hipótese. Mas, atenção, a Festa do Colégio fez-se com o cumprimento de quase todo o programa e, deixai que vos diga, com grande animação.
Concentração com uns a chegar e a contar as suas aventuras, o Capelão antigo aluno, António Diogo Martins, bloqueado na Senhora da Saúde, o José Manuel Ferreira Vaz, "o lisboeta"lembram-se? com dificuldades em sair da casa dos pais em Gralhas, a Mimi, de Chaves, com o carro a ser empurrado e que ainda acabou por bater, o Sarmento Lameirão, todo feliz porque veio de Chaves, da casa da mãe e não teve dificuldades com o seu "bolinhas", etc. etc. O Carlos Antunes, da Comissão Organizadora, bloqueado em Penedones e em falta com afazeres em espera. Bom, mas a Missa cantada, a romagem ao cemitério e depois o almoço convívio pela tarde adiante e noite fora não podiam correr melhor. A Dra Margarida prendada. Uma rica tela, obra de Carlos Antunes que, pensamos, a deixou satisfeita. Depois, a bailação, mas que alegria a daqueles animados barrosões com o Victor afonso a adiantar-se a todos. Está um bailarino feito, o Victor! A Lena Teixeira, a Luiza... eh, eh, eh.... Finalmente parece que ali todos se esqueceram da neve. Um caldo verde e o leitão culminaram com a Festa que teve cerca de 80 presenças, algumas pela primeira vez na Festa do Colégio. Para o ano, se Deus quiser, há mais... porque uma Comissão foi eleita para tratar do caso. In http://omontalegrense.blogspot.com/ |
| PSD acusa Câmara de ser agência de emprego para família do presidente | 2008/ 12/01 14:05 |
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Autarca promete levar a tribunal “mentiras” do boletim social-democrata
O boletim foi dedicado ao que o PSD considera serem dois “tachos” criados pela Câmara para dois familiares do presidente O PSD de Montalegre escreveu no último boletim que a Câmara é a agência de emprego da família do presidente. E para exemplificar publicou o que diz ser as remunerações “principescas” do filho e de um sobrinho do autarca socialista. O presidente da Câmara reagiu com um comunicado onde desmente os valores apresentados pelo PSD e onde garante que vai exigir em tribunal que “o PSD diga publicamente que mentiu”. O PSD de Montalegre parece ter saído definitivamente do estado de hibernação em que se manteve mais de três anos, sem líder e em gestão corrente. Regressou irónico e satírico como prova o segundo boletim que se encontra no blog e distribuiu pela população do concelho. O documento foi inteiramente dedicado ao que o PSD considera serem dois “tachos” criados pela Câmara para dois fami-liares do presidente: um filho e um sobrinho. Na primeira página do boletim, o PSD ficcionou mesmo os requisitos de admissão do concurso, que incluíam, por exemplo, o de ser família do presidente da Câmara. “Os anúncios seguintes nunca foram publicados. São pura ficção. Brinca-se para não chorar”, lê-se na publicação, ilustrada com a fotografia de dois tachos. Na página seguinte, o PSD compara mesmo a Câmara a uma agência de emprego para familiares do presidente. “Esta Câmara mais parece uma agência de emprego para os familiares do presidente. Há vários casos, mas concentremo-nos em dois: o filho do presidente e de apenas um dos sobrinhos”. A seguir, o PSD relata pormenorizadamente o percurso de cada um dos jovens - licenciados em Ensino Básico, vertente Educação Física - na autarquia e que começou por um estágio profissional. Mas, de acordo com o PSD, agora, ou pelo menos até há pouco tempo, ambos os jovens auferiam duas avenças: uma, no valor de 1.095 euros, relativos a aulas de educação física ao primeiro ciclo e outra de1.069 euros relativa a um contrato para prestação de serviços de educação física, que incluíam as funções de “concepção, coordenação e desenvolvimento de actividades de animação desportiva no pavilhão desportivo, bem como a direcção técnica da piscina coberta municipal, parques infantis e recintos de jogos do concelho”. No caso do sobrinho do presidente, as funções são idênticas, sendo que apenas dizem respeito ao pavilhão desportivo/ginásio. “E o povo com os filhos em casa ou a emigrar”, lê-se, em jeito de conclusão, no boletim. A reacção do presidente da Câmara não se fez esperar. Num comunicado, Fernando Rodrigues, nega os valores apresentados pelo PSD e classifica a publicação como uma “folheca de propaganda”. O estilo, diz, é “baixo e rasca”. Quanto aos valores assegura que os quatro professores de educação física pagos pela autarquia dão todos o mesmo número de aulas e que recebem, “em média, 540 por mês”. “Nunca receberam 1.095 euros por um só mês como o PSD acusa”, garante. Além disso, Rodrigues recorda que, os prestadores de serviços em causa têm de pagar segurança social por sua conta, não têm direito a subsídio de férias e que, até Setembro de 2008, tinham que se deslocar por sua conta. “Não merecem assim tanta inveja”, frisa Quanto às outras avenças, Rodrigues justifica: “Trabalham aos sábados, às vezes ao domingo e muitas vezes fazem trabalho nocturno. E também aqui as verbas pagas pela Câmara são semelhantes a outras ‘avenças’ de outros técnicos que correspondem a 50 por cento do horário de trabalho e, portanto, a 50 por cento do vencimento. Não ganham subsídio de férias, nem subsídio de Natal, nem têm as regalias da função pública”. O presidente da Câmara conclui dizendo que “este serviço não é inventado para dar emprego a alguém, pois é obrigatório, por lei, existir um técnico responsável, quer da piscina, quer do pavilhão”. “Não está em causa a Lei . Mas a moral também precisa de ser respeitada”, defende, por sua vez, o presidente da concelhia política do PSD, Adelino Bernardo, garantindo que os valores resultam de documentos fornecidos pela própria Câmara. In Semanário Transmontano - Margarida Luzio |
| Notícias de Barroso | 2008/ 11/25 14:16 |
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19/Nov/2008
Notícias Padornelos Secretário da Junta em Lisboa O caso é objecto de crítica de toda a gente, mas ninguém gosta de “dar a cara”. Receio de represálias de diversa índole poderão estar na origem das atitudes que as pessoas tomam, mas injustificadamente porque neste mundo há lugar para todos e todos podem livremente expressar-se desde que tenham como limite a dignidade dos demais. Então o caso é que o Secretário da Junta de Freguesia de Padornelos, de seu nome José de Oliveira Gomes, faz toda a sua vida em Lisboa e só aparece em Padornelos nos finados e no Verão em gozo de férias durante um mês. A situação já se mantém desde 2002, portanto desde há anos a esta parte (dois manadatos). José Gomes é reformado da Polícia marítima mas arranjou uma ocupação em Lisboa que o mantém por lá, descurando por completo, conforme dizem os da oposição, os afazeres que são próprios da Junta de Freguesia. E o que diz a lei? A lei não obriga os eleitos, mesmo os executivos, a residir na autarquia por donde foram eleitos. Nem tão pouco há qualquer irregularidade no caso porque, segundo a lei orgânica nº 1/2001, de 14 de Agosto, o que conta para ser eleito é o cidadão ter capacidade eleitoral, podendo assim um indivíduo de Santo André concorrer à Junta de Cabril ou, como é o caso, um residente em Lisboa ser eleito por Padornelos. No entanto, também diz a lei que os executivos (presidentes, secretários e tesoureiros das Juntas e veradores das Câmaras com funções delegadas), para o cabal desempenho das suas funções, devem acompanhar todos os actos administrativos da autarquia, assistir às reuniões e substituir o presidente na impossibilidade deste, etc.etc. Para que tal aconteça com alguma normalidade, os executivos (vereadores e membros das Juntas) devem ou residir na freguesia ou, em caso de impossibilidade, em local donde possam acompanhar os actos administrativos do orgão. Ora, no caso em apreço, não é de se acreditar que alguém que reside em Lisboa possa desempenhar com zelo as funções inerentes. A assembleia de freguesia pode denunciar tal situação como anormal e o povo tirar do caso as ilações que achar por mais convenientes. Pois o que aqui acontece é tão somemte um aproveitamento pessoal em manifesto prejuizo da autarquia, que paga serviços sem receber qualquer contrapartida em troca. Montalegre Faleceu no dia de finados no Cemitério Quando decorria a missa de sufrágio pelas almas sepultadas no Cemitério de Montalegre que, tal como vem sendo costume, as pessoas aproveitam para acompanhar a celebração junto das campas dos seus entes queridos, a Tia Judite, como todos a tratavam em Montalegre, teve um ataque supostamnente do coração que a prostou sobre terra. Acudindo de pronto as pessoas presentes, logo telefonaram para os Bombeiros de Montalegre que pouco tempo depois compareceram no local. A “Tia Judite” ainda saiu com vida do cemitério mas quando deu entrada no Centro de Saúde de Montalegre, os técnicos presentes mais não fizeram do que confirmar o seu óbito. Pessoa de bem, mãe de 9 filhos, Judite Rodrigues era natural de Montalegre onde morava na Rua da Costa,e estava casada com Amadeu Dias Rodrigues da Fonte Salto Pólo do Ecomuseu de Salto no "Portugal em directo". O conhecido programa da RTP "Portugal em directo" mostrou a todo o mundo o Polo do Ecomuseu de Barroso de Salto numa reportagem alargada que serviu para dinamizar, ainda mais, a identidade cultural do concelho de Montalegre. Foram feitos três directos, conduzidos pelo jornalista Rui Sá, e ilustrados com um leque de imagens captadas no interior do museu. Vários minutos de promoção de um espaço que é um verdadeiro «emblema do concelho», disse, no final, David Teixeira, director do Ecomuseu de Barroso. Com 200 objectos expostos e mais de 1000 em reserva, o Pólo do Ecomuseu de Salto, com esta reportagem, ficou com maior visibilidade. Isto mesmo reconhece David Teixeira: «quisemos com este desafio divulgar este projecto não só para as gentes de fora do concelho como também para aqueles, que residem cá, que ainda não tiveram oportunidade de visitar este local». João Azenha, antropólogo e quadro da Câmara de Montalegre, afirmou que é importante que «a população se reveja neste espaço» porque estamos perante um projecto «de valor local, regional e mesmo internacional». “Barroso merece” Conhecedor da região, o jornalista Rui Sá não escondeu a satifação pelo trabalho realizado: «correu tudo bem, aliás tudo que se passa no Barroso corre bem. Quisemos mostrar uma nova face do Ecomuseu com estes pólos inaugurados e temos coloborado desde há muitos anos. Hoje tivemos quase 20 minutos de directo. Barroso merece. Barroso merece ser divulgado e ser mais conhecido. Isso é serviço público e é o que a RTP está a fazer». RM Publicado por Carvalho de Moura em 23:26 Crime em Parafita João Morais morto no caminho de Botrigo No passado dia 2 de Novembro, cerca das 19,30 horas, a GNR de Montalegre procedia ao isolamento dum dos caminhos que da barragem dão até Parafita. Todas as pessoas se benziam, nem acreditavam, porque, nesta pacata aldeia da freguesia de Viade de Baixo, tinha aparecido uma pessoa morta, no caminho rural denominado Botrigo, a cerca de 100 metros das habitações. O caso reveste todas as características de crime porque João Baptista Morais, casado, com Maria Pires Barroso Morais, pai de dois filhos maiores, João e Goreti, agricultor, apareceu estendido no caminho, deitado de bruços, com uma perfuração de bala nas costas. Ao lado, um molho de erva que se destinava ao burro e uma forquilha que normalmente levava consigo para o monte. João Morais, homem pacato, tinha 76 anos de idade e regressava a casa atrás das vacas. Eram mais ou menos 16,30 horas quando tudo aconteceu. Porém, só só mais tarde, quando a sua esposa, Maria Pires Barroso, notou a falta do João é que dois vizinhos que a acompanharam até ao referido caminho, descobriram o João Morais já sem vida. Como é da lei, a GNR contactou de imediato a Polícia Judiciária que procedeu às primeiras averiguações no local. O processo foi logo entregue à Polícia Judiciária de Vila Real que já procedeu a diligências várias com vista a encontrar vestígios sobre o caso em investigação. Feita a autópsia, espera-se pelos seus resultados mas as fotografias tiradas ao cadáver não deixam dúvidas de que a perfuração, uns dizem de bala outros de cumbo de caçadeira, penetrou nas costas tendo-se alojado nos rins. Sobre o caso a Pj já ouviu um suspeito desconhecendo-se, nesta altura, ulteriores desenvolvimentos do processo. Duas notas mais. Ninguém ouviu nenhum tiro, muito embora certas pessoas tivessem visto passar as vacas, caminho acima, atravesar a estrada nacioal 103 e seguir até à corte. Além disso, a bala terá sido disparada de bem perto, à queima roupa, mas ficou alojada dentro do corpo, o que parece inacreditável. Depois, como se tão má sorte não bastasse ao infeliz do João Morais, a Polícia Judiciária, segundo testemunhos presenciais, quando chegou junto do corpo, rasgou as vestes do cadáver, despiu completamente o Morais e deixou-o naquele estado como se de um qualquer farrapo se tratasse. Miséria! Já não há respeito por parte de quem tem o dever de disciplinar a comunidade. Nem sequer pelos mortos! Ao que nós chegámos! CdMoura 4/Nov/2008 Paredes do Rio Na continuidade das visitas guiadas pagas a esta aldeia, no fim de semana de 25 e 26 de Outubro, fomos invadidos por turistas que queriam conhecer as maravilhas de Barroso e seus usos e costumes, tendo ficado maravilhados com a reconstrução dos moinhos, canastros, forno comunitário, igreja, pisão, arruamentos e utensílios agrícolas em desuso que se encontram em exposição na aldeia, bem como com o contacto directo com a população e sua cultura. No sábado, como em todos os fins de semana, tivemos a visita do grupo de turismo senior, trazido pela CTVR. Este grupo de 50 pessoas saiu daqui deslumbrado, pois acabaram por reviver a sua infância, dando especial valor ao espírito de comunitarismo e de interajuda que ainda se mantém vivo nesta aldeia. No Domingoo, os visitantes eram outros. 60 “cavaleiors de asfalto” deslocaram-se da Maia em 35 motos de alta cilindrada, só sendo possível esta visita devido ao trabalho conjunto entre a Associação Social e Cultural de Paredes do Rio e o “Grupo Motard da Madalena”. Este grupo foi esperado e sensibilizado por membros da Associação, que conduziram as Motos pelo Centro da Aldeia, estacionando todas as viaturas em locais que não pudessem prejudicar de alguma forma os seus habitantes. A população teve uma boa aceitação, colaboração e muita curiosidade com este evento. Ao contrário da impressão que tinhamos sobre os motards, estes surpreenderam-nos pela positiva, tendo demonstrado um grande interesse pelo que viram, apresentando-se bastante organizados e muito respeitadores, quer para com os habitantes quer para com os animais. Terminou em grande este fim de semana com a despedida dos motards, enchendo de orgulho Paredes do Rio pela aposta nas visitas guiadas pagas, que cada vez trazem mais forasteiros que procuram o que de tão especial nós aqui temos: a nossa simplicidade, o trabalho comunitário e o orgulho em sermos Barrosões. O Presidente da Associação, José Carlos Moura Publicado por Carvalho de Moura em 00:29 1 Vilar de Perdizes Halloween O Halloween foi celebrado, este ano, na conhecida aldeia de Vilar de Perdizes e juntou um número considerável de curiosos que não perderam a oportunidade de viver uma noite diferente. Os restaurantes encheram-se de gente vinda um pouco de todo o lado a par de uma encenação muito bem conseguida pela companhia de teatro Filandorra. Um teatro de rua que juntou curiosos, primeiro no largo da aldeia, depois junto à igreja com a queimada esconjurada pelo Padre Fontes. Fátima Crespo, líder da Associação de Defesa do Património de Vilar de Perdizes, falou em nome da organização (em conjunto com a Junta de Freguesia e Câmara Municipal de Montalegre) referindo que foi uma iniciativa «muito bem conseguida porque houve envolvimento da comunidade». O Dia das Bruxas (Halloween, nome original na língua inglesa) é um evento de cariz tradicional e cultural, que ocorre nos países anglo-saxónicos, com especial relevância nos Estados Unidos, Canadá, Irlanda e Reino Unido, tendo como base e origem as celebrações pagãs dos antigos povos celtas. RM Montalegre Papaventos organiza percuso Pelo nosso Barroso desconhecido! Organizado pelo Papaventos - Clube de Desportos de Montanha de Montalegre, decorreu no Domingo, 19 de Outubro, um percurso pedestre que começou a ser elaborado por alguns associados, quando há cerca de ano e meio,movídos pela curiosidade de ver uns moínhos entre Bustelo e Friães que pessoas locais lhe terão falado, nasceu aí o sonho de revitalizar aquela zona já muito degradada. Os caminhos eram intransponiveis, aos poucos uniram esforços para poderem concretizar o tal sonho de poder circular entre eles. Ficam sítuados num local muito bonito, em que os moínhos e o regato ficam envolvidos por penhascos de rara beleza. Aos poucos conseguiram minimamente o seu objectivo. É claro que o sonho não acabou aqui, falta o mais difícil: uma limpeza mais aprofundada e a reconstrução e restauro de alguns moínhos serão necessários para que este belo local não morra, terá que haver intervenção das entidades locais, (Câmara, Junta de Freguesia e propriétarios, etc.). Eles irão certamente fazê-lo, aí o sonho ficará concretizado e o Nosso Barroso mais rico. No percurso estiveram presentes meia centena de pessoas vindas de vários pontos do país. O encontro deu-se ás 9h00 junto do Restaurante Sol e Chuva nos Pisões. Ás 9h30m partímos a pé da Senhora da Saúde em Friães para percorrer os cerca de 5 Kms de percurso por caminhos e carreiros rodeados de muros de pedra e lameiros, na direcção de Bustelo, daí na direcção dos moínhos, onde nos esperava uma agradável surpresa: O Miguel Moura e o Zé Carlos de Parêdes, auxiliados pelo Ferreira, a Carla e a Paula, foram às 7h00 da manhã montar um slide nos penhascos, para presentear cerca de trinta pessoas com um "voo" por cima dos moínhos, o qual maravilhou quem o fez e também o resto dos presentes. Ao mesmo tempo, o Zé Manel Barroso e a sua mulher com muita amabilidade presenteava-nos com o moínho a funcionar, pois já fazia 3 anos que tal não acontecia. OBRIGADO ZÉ! Fomos acabar de fazer a visita aos outros moínhos e rumamos por Friães na direcção da Senhora da Saúde. Ainda antes de almoçar,fomos fazer uma visíta guiada á Central da Barragem dos Pisões pelos simpáticos técnicos, os Srs. Alcino e Afonso. Ás 14h00 fomos almoçar ao Restaurante Sol e Chuva que tão bem nos recebeu e serviu. Todos os presentes ficaram maravilhados pelo evento, ficaram com vontade de repetir, quer seja pelas nossas maravilhas, quer seja pelo convívio. Venham mais eventos destes, Barroso agradece!!! Publicado por Carvalho de Moura em 00:24 II Jornadas Culturais de Barroso Nações Unidas2008 Ano Internacional da Batata A batata e o desenvolvimeento económico do concelho A sessão que a organização das Jornadas Culturais de Barroso promoveu para o passado dia 31 de Dezembro, no Auditório Municipal, teve uma assistência significativa. Tendo em conta que nesse mesmo dia e horas o Halloween se festejava em Vilar de Perdizes e também em Montalegre, muitos jovens estiveram presentes. Cabril e Paredes do Rio também apareceram em força, o que dá boas indicações da forma como nestas localidades se encaram os problemas do futuro da nossa terra. Entre a assistência, pessoas conhecidas de Montalegre e outras que, não sendo cá residentes, deslocaram-se desde Vila Real, Guimarães, do Porto e de Lisboa para estar presentes na discussão dos problemas que nos dizem respeito, facto que a ninguém passou despercebido e a nós nos deu como que uma certa compensação do grande esforço feito com a execução deste projecto de servir desinteressadamente a nossa terra. Referimo-nos concretamente ao Cor. Dias Vieira, Dr. Barroso da Fonte, Dr. António Freitas, Dr. Bento da Cruz, Engº Poças de Almeida, pedindo desculpas pela omissão de alguém a merecer idêntica nomeação. O painel de convidados também levava a acreditar num serão bem passado com intervenções que teriam o maior interesse para todos. No fim da sessão verificou-se que a sobrecarga de intervenções acabaram por, em parte, prejudicar os resultados que se esperavam. Mas, a organização só tem motivos para se sentir orgulhosa por ter trazido a Montalegre personalidades ilustres da UTAD e de Ourense (Galiza) que deram um contributo precioso aos objectivos das Jornadas. Depois da apresentação da parte recreativa em que André Varandas exibiu a peça “Montesalegres” e um grupo improvisado entoou cantigas da nossa terra, arreliadoras avarias nos computadores obrigaram a alterar a ordem de aprensentação das intervenções. E assim o Prof. Dr. Fernando Martins, da UTAD, ultrapassou as dificuldades das tecnologias que persistiam na mesa e começou, com obstáculos à mistura, a explanar o tema “A produção de batata em Portugal”. Ouviu-se então a história da batata no mundo e a sua entrada na Europa trazida pelos espanhóis. Em Portugal entrou nos finais do século XIX e daí em diante alternou períodos de grande expansão com outros de menor força. As variedades e as doenças que minam a produção do tubérculo também foram abordadas pelo catedrático afirmando que o míldio terá sido uma doença devastadora que arrasava campos inteiros tornando-os inférteis. O Prof. Fernando Martins falou também do interesse que a nível mundial tem a batata, um dos alimentos mais consumidos depois do arroz, do trigo e do milho. Com as dificuldades de ligação dos computadores ainda não completamente resolvidas, José Manuel Rodriguez apresentou-se a identificar o INORDE (Instituto Ourensano de Desenvolvimento Económico) que é o motor de desenvolvimento da província. Dependente da Diputacion de Ourense, o Inorde actua em todos os sectores do desenvolvimento económico desde o agropecuário ao turismo. O objectivo deste organismo é oferecer aos empresários assistência e informação. Presta assistência e dá informação acerca das ajudas e subvenções dos fundos comunitários e dá a posibilidade de utilizar a sua própria base documental, asim como a conexão com as bases temáticas mais importantes. Desta forma oferece ao empresário a informação necessária para canalizar investimentos e ajudas aos seus projectos da melhor forma possível. O Inorde colabora ainda com as empresas da província na promoção e divulgação dos seus produtos, através de feiras e organizando viagens e missões comerciais. Valendo-se de meios audiovisuais, mostrou imagens elucidativas do seu funcionamento nos quais se viu que a província tem bem demarcadas as zonas das suas diferentes características, o que configura os inúmeros estudos realizados. Referiu-se aos investimentos que têm sido feitos pelo Inorde na província com o fim de facilitar a vida aos empresários. Em Xinzo onde recentemente se realizou o I Salão Monográfico da Batata foi construido um Centro Agrogandeiro onde os empresários agrícolas podem obter os apoios de que necessitam tanto no que se refere às técnicas de produção como aos apoios em diferentes âmbitos. Em Riós, disse, será em breve inaugurado outra infraestrutura semelhante mas virada para a castanha, o azeite e os cogumelos. Conclui a parte das intervenções o Dr. António Chaves que falou sobre o desenvolvimento rural do concelho de Montalegre, tendo apresentado casos de sucesso e abordando ao de leve outros que estão a aparecer na Galiza. Dado o adiantado da hora, a organização pela voz do moderador da mesa, Carvalho de Moura, decidiu terminar os trabalhos sem que tivesse havido o debate que certamente estava a ser aguardado porventura com expectativa por parte de muitos dos presentes ansiosos por ver esclarecidas algumas questões ali abordadas. In http://omontalegrense.blogspot.com/ |
| Notícias de Barroso | 2008/ 10/23 19:17 |
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Notícias
Trás-os-Montes e Alto Douro Grande Cancioneiro do Alto Douro Altino Moreira Cardoso, antigo elemento da Tuna Académica da Universidade de Coimbra e da sua Orquestra de Câmara Carlos Seixas, apresentou, em projecção multimédia, o seu livro Grande Cancioneiro do Alto Douro, no dia 4 de Outubro de 2008, no Auditório da Fundação, à Rua Tenente Valadim, 325, Porto. A obra terá 3 grandes volumes, de que já estão publicados os dois primeiros, num total de 1280 páginas e 1150 cantigas. Fez uma intervenção acerca da Obra o Professor Doutor Levi Leonido, do Departamento de Artes da UTAD (Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro). Actuou o Coral de Letras da Universidade do Porto, sob a regência do Maestro Borges Coelho. Montalegre Actor Pedro Giestas O conhecido actor Pedro Giestas esteve nos dias 9, 10 e 11 de Outubro no concelho de Montalegre para efectuar um trabalho de pesquisa de memórias populares. Junto das gentes da terra, Pedro ouviu 'estórias', sentiu o silêncio da vida e da solidão. Com esta pesquisa, ele pretende auxiliar a montagem do espectáculo "A Visita", uma produção do Centro de Criatividade - Póvoa de Lanhoso e do Teatro Invisível, que assim quer desafiar os preconceitos do mundo artístico contemporâneo, para com o teatro que se referencia na cultura popular. O espectáculo "A Visita" será o resultado de uma pesquisa no imaginário fabuloso do universo rural e quer chamar a atenção para a problemática do homem diante da desertificação das aldeias em Portugal, o abandono de uma cultura com identidade própria, o esquecimento daquilo que somos. Recursos florestais em debate na Cooperativa A Asflobar e a Cooperativa Agrícola de Montalegre realizaram dia 11 de Outubro no auditório desta, uma sessão de esclarecimentos com o Presidente da Autoridade Florestal Nacional (AFN) no âmbito do programa PRODER (Programa de Desenvolvimento Rural) no que concerne a medidas de apoio ao desenvolvimento do espaço florestal. Para José Justo, Presidente da Cooperativa Agrícola de Montalegre, várias medidas do PRODER não se ajustam à realidade de Barroso, e é necessário ajustá-las uma vez que «a legislação já saiu e há algumas medidas que não têm aplicabilidade, é preciso que a lei nacional tenha uma componente regional, em especial às áreas do interior, e este é o principal recado que queremos que seja transmitido, e resolvido”. Em relação a esta questão António Rego, Presidente da AFN «o realinhamento deste novo serviço com as Nutes II tem subjacente uma ideia muito forte de tentar ter uma cobertura do terreno, do território muito mais eficaz que anteriormente. Teremos nesse sentidode atender às necessidades regionais na medida do possível.” afirmou. Recorde-se que a Autoridade Florestal Nacional veio substituir a Direcção Regional dos Recursos Florestais passando a acompanhar todos os investimentos e aplicação de fundos públicos nas reservas florestais cabendo-lhe ainda a missão de promover o desenvolvimento sustentável dos recursos florestais e dos espaços associados e ainda dos recursos cinegéticos, apícolas e aquícolas das águas interiores e outros directamente associados à floresta e às actividades silvícolas, através do conhecimento da sua evolução e fruição, garantindo a sua protecção, conservação e gestão, promovendo os equilíbrios intersectoriais, a responsabilização dos diferentes agentes e uma adequada organização dos espaços florestais, assim como a melhoria da competitividade das indústrias que integram as várias fileiras florestais, bem como a prevenção estrutural, actuando de forma concertada no planeamento e na procura de estratégias conjuntas no domínio da defesa da floresta, assumindo as funções de autoridade florestal nacional. Pisões Residência para idosos Por todo o próximo mês vai abrir nos Pisões uma nova Residência para idosos. Situada no lugar de Pisões, no largo do Devesa, a nova residência tem capacidade para acolher 22 utentes em regime de internamento e Centro de Dia. Devido à sua localização, poderá muito bem servir a população não só da freguesia de Viade de Baixo como também Fervidelas, Chã e ainda quase toda a bacia do Rabagão. A residência é privada e o seu funcionamento vai criar 10 postos de trabalho. As inscrições já estão a decorrer. Meixide “A herança no Barroso” No passado dia 4 de Outubro, foi apresentado pela 1.ª vez em Meixide um filme realizado pelo jornalista Luís Ribeiro. O argumento é da autoria de João Domingos Sanches e a produção assinada pela Televisão Transmontana.com, com sede em Vila Real. A narração anda à volta de um contrabandista que, forçado a emigrar, nunca mais voltou à terra. Os seus netos, passados 70 anos, quiseram conhecer a terra e os bens que o avô ali teria deixado. Contudo, começam a ver que a dita herança bem como os terrenos, prédios e um tesouro em libras de ouro terão sido roubados. O realizador fez o trabalho em escassos 40 dias, durante as últimas férias, aproveitando a estadia dos emigrantes. O elenco dos actores são os próprios habitantes da aldeia mais um jovem casal de namorados, estudantes da UTAD (Universidade de Trás-os-Montes) que protagonizam cenas amorosas perseguidas de perto por uma outra jovem que morre de ciúmes pelo suposto seu namorado. A “Herança no Barroso” reflete os usos e costumes de uma aldeia de Barroso onde se pode ver as vezeiras, as mandas de vacas e outros costumes característicos das terras de Barroso. Festa do Colégio de Montalegre A V I S O É dia 29 de Novembro o dia que foi escolhido para a realização da Festa do Colégio. A alteração da data que, neste jornal e noutros meios de comunicação social foi indicada, fica a dever-se a razões de ordem prática e pessoal invocadas por alguns “militantes” do Colégio com as suas residências fora de Montalegre. A organização informa que estão abertas as inscrições (30,00 €) que podem ser feitas através de transferência bancária na CO da CGD nº 0501 018301600 aberta em nome de Carvalho de Moura, Manuel Duarte e João da Silva Carvalho, e devendo para o efeito usar-se o seguinte NIB: 0035 0501 000 18301600 93. Estes citados membros da organização também se responsabilizam pelas inscrições daqueles que as queiram fazer directa e pessoalmente. Festa do Colégio2008 Rua Dr. Victor Branco, Edif. do Colégio, Sala 2 5470-Montalegre Blogue: colegioomontalegre.blogfacil.net Montalegre, 2008-10-14 Caro(a)s Amigo(a)s Estamos a dar-vos conhecimento de algumas novidades que temos nesta altura e das quais esperamos que delas tomeis boa conta. Primeira, a Comissão Organizadora da Festa do Colégio2008 decidiu que, a pedido de “várias famílias” que residem fora de Montalegre, a nossa Festa do Colégio se irá realizar no próximo dia 29 de Novembro, como forma de continuarmos a lembrar as muitas traquinices que, por estas alturas, alguns faziam naqueles memoráveis tempos de há meio século atrás. Depois, o programa, este ano, com algumas novidades: 10,00 – Concentração no Colégio e/ou arredores 10,30 – Inauguração da sede da Comissão Organizadora com descerramento de lápide comemorativa 11,30 - Missa solene na Igreja do Castelo, seguida de Romagem ao Cemitério de Montalegre com o fim de honrar os N/mortos do Colégio 13,00 – Almoço de confraternização no Restaurante Terra Fria2 seguido de animação a cargo do Grupo do Colégio “CLAVE” Como é da praxe, avisamos que o programa poderá estar sujeito a eventuais alterações. Por último, o custo que foi acordado é de 30,00 €, podendo as inscrições ser feitas através de transferência bancária na CO da CGD nº 0501 018301600 aberta em nome de Carvalho de Moura, Manuel Duarte e João da Silva Carvalho, e devendo para o efeito usar-se o seguinte NIB: 0035 0501 000 18301600 93 ou através de cheque passado à ordem de José António Carvalho de Moura e outro. Enviamos cumprimentos amigos e saudações cordiais, P’ A Comissão Organizadora, PS - O Colégio de Montalegre tem blogue“colegiomontalegre.blogfacil.net” Participa, ele também é teu, é de todos os barrosões que gostam de Montalegre In Notícias de Barroso |
| Pólo de Salto do Ecomuseu já está aberto | 2008/ 10/12 15:03 |
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Antiga Casa do Capitão poderá transformar-se na maior atracção turística da vila
A memória da exploração de volfrâmio é uma das várias vertentes do espaço Guardar dentro de quatro paredes a cultura barrosã não é fácil, mas também não é impossível. A Casa do Capitão, em Salto, é o mais recente pólo do Ecomuseu do Barroso e recria, através de objectos e imagens, muito da vida deste singular povo. Depois de Paredes do Rio, Pitões das Júnias e Tourém, no passado sábado foi a vez de abrir portas ao público o pólo de Salto do Ecomuseu do Barroso, um projecto de preservação e valorização do cultura barrosã e em constante construção. Para o ano, além da sede, em Montalegre, irá também abrir portas o pólo de Vilar de Perdizes, que irá ser dedicado ao contrabando e à medicina popular. Mas porque se trata de um museu de território, explica o director do projecto, David Teixeira, não faria sentido excluir a outra parte do Barroso: o concelho de Boticas. No concelho vizinho estão já programados dois pólos temáticos, um na aldeia de Alturas do Barroso e outro na própria sede, dedicado ao vinho dos mortos. Instalado naquela que era uma da casas mais abastadas do Barroso, a Casa do Capitão, o pólo de Salto, aberto oficialmente no passado sábado, na sequência da visita do ministro da Administração Interna, Rui Pereira (ver texto em cima), está especialmente voca-cionado para os ofícios tradicionais, desde o ciclo da lã e do linho. Mas também retrata, por exemplo, a matança do porco e outras tradições barrosãs. A memória da exploração de volfrâmio é outra vertente do espaço, que dá também especial atenção à raça autóctone da região: a raça barrosã. Além disso, para dinamizar o espaço, no mesmo edifício estão instalados serviços culturais e sociais da própria Câmara, onde a população da maior freguesia poderá, por exemplo, aceder à Internet ou tratar do rendimento de inserção social. Também há serviço de biblioteca. Além disso, existe um espaço para venda de produtos locais e um auditório para 50 pessoas, onde os visitantes poderão ver pequenos documentários representativos da vida barrosã, mas que poderá igualmente servir para realizar reuniões e colóquios. O vereador da cultura da Câmara, Orlando Alves, está confiante nas potencialidades turísticas do espaço e confiante de que o pólo irá trazer “muita gente à região”. In Semanário Transmontano - Margarida Luzio |
| Novo quartel inaugurado 20 anos depois | 2008/ 10/07 17:39 |
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Bombeiros de Salto
Já há casas de banho, as mulheres já têm camaratas, as viaturas garagem, já não entra chuva e os serviços administrativos já não estão num lar. O quartel de Salto foi inaugurado ontem, após duas décadas de «calvário». A cerimónia foi presidida pelo ministro da Administração Interna, Rui Pereira, que presidiu também à assinatura dos protocolos que vão permitir a criação das duas primeiras duas Equipas de Intervenção Permanente no distrito de Vila Real. Um total de dez elementos (bombeiros) que, em permanência, estarão disponíveis para intervir na área da protecção e socorro das populações do concelho e cujos vencimentos serão assegurados, em partes iguais, pela Autoridade Nacional da Protecção Civil e pela Câmara Municipal de Montalegre. Uma das equipas ficará afecta aos Bombeiros de Salto e outra aos de Montalegre. Visivelmente emocionados, nos discursos, o presidente e o comandante dos Bombeiros lembraram ao ministro o \"penoso calvário\" que \"hoje [ontem] chegou ao fim\". Não era para menos. Desde que a obra começou a ser idealizada até à sua conclusão passaram quase 20 anos. \"Foi [o quartel de Salto] campeão de prateleira\", disse o comandante da corporação dos Bombeiros, que, em 2004, e depois do concurso para a construção da obra ter sido cancelado pelo então secretário de Estado, ameaçou montar uma tenda na estrada, levar para lá os seus homens, instalados há anos nas traseiras de um prédio, sem o mínimo de condições. Não foi preciso. Uma semana depois, o Governo prometeu ir a Salto assinar o protocolo de financiamento do quartel. E foi, mas antes cancelou duas datas agendadas. Numa das vezes, e porque o fez com apenas uma noite de antecedência, mesmo sem protocolo e sem governante, o banquete que estava preparado aconteceu na mesma. \"Com ou sem dinheiro do Governo, a obra vai ser feita\", reagiu, irritado, na altura, o presidente da Câmara de Montalegre, o socialista Fernando Rodrigues. Mas a má sina do quartel não terminou aqui. Pouco depois de ter começado a obra, o empreiteiro faliu, obrigando a nova adjudicação. Águas passadas, contudo. \"Apesar da novelística desta casa, hoje temos o mais lindo e funcional dos quartéis de Portugal\", regozijou-se o comandante Orlando Alves, enumerando, quase um por um, os que contribuíram para a obra. A Câmara de Montalegre, onde é vereador, foi a que mais contribuiu. Além do que lhe cabia no protocolo, 150 mil euros, pagou a parte da corporação (outros 150 mil), pagou o terreno o projecto e ainda as melhorias que foram introduzidas em termos de materiais. \"Bem podemos dizer que estamos perante um quartel municipal\", referiu Orlando Alves. O ministro preferiu falar numa \"parceria feliz\" entre administração central e local. A cerimónia foi também aproveitada para homenagear a \"dona Maria\", a telefonista que, numa central feita de taipas e à mercê do frio e da chuva que passavam pela porta, \"passou noites sem conta sem ir à cama só para estar mais próxima do telefone\". \"Mil vezes obrigada!\", disseram-lhe, agora que a sua idade já não lhe permite \"atinar\" com a moderna central do novo quartel. Margarida Luzio in JN, 2008-10-05 |
| GNR já recuperou ouro mas dinheiro não apareceu | 2008/ 10/06 18:32 |
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Aproveitaram hora da missa para roubar casa da noiva
No passado sábado, um grupo de assaltantes aproveitou a hora da missa para roubar a casa do pai da noiva, situada na Venda Nova, em Montalegre. Na mesma noite, o Núcleo de Investigação Criminal da GNR de Chaves consegui recuperar o ouro roubado, um plasma de grandes dimensões, um computador portátil e ainda uma arma. Mas perdeu o rasto aos mais de 14 mil euros também furtados. Parte do dinheiro era prenda de casamento. O assalto terá ocorrido entre as 11h00 e as 14h00, período durante o qual convidados, familiares e noivos estiveram na igreja, que fica relativamente afastada da casa roubada. Para entrar na moradia, os assaltantes rebentaram uma porta das traseiras da casa, situada em frente ao Motel da Venda Nova, também propriedade do pai da noiva. No interior da vivenda, os assaltantes percorreram várias divisões, que reviraram de pernas para o ar à procura do dinheiro, do ouro e das armas. Uma das armas roubadas, uma shot gun, documentada, acabou por ser descoberta perto da casa. O ouro foi recuperado já de madrugada. In Semanário Transmontano - Margarida Luzio |
| Aldeia já tem instalados 40 painéis | 2008/ 09/27 23:15 |
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Vila da Ponte aderiu à energia solar para poupar no gás e no gasóleo
Vila da Ponte transformou-se na aldeia com mais panéis solares por habitante A população da aldeia de Vila da Ponte está a aproveitar o sol para poupar em gás e gasóleo. Neste momento, são já 40 o número de painéis solares instalados. Metade destinam-se a produzir energia que irá ser vendida à EDP e colocada na rede de distribuição. O professor Alcino Moura tem as contas feitas. Antes da instalação de quatro painéis solares, gastava cerca de três mil litros de gasóleo para aquecer a casa e ter água quente. Agora, com o sistema solar a funcionar em paralelo com a caldeira tradicional, gasta apenas mil. Ao certo, o proprietário do Restaurante Residencial a Cista só vai saber quanto vai poupar quando tiver de voltar a encher o depósito de gasóleo da caldeira. Mas, porque desde que os painéis solares estão a funcionar, o sistema anterior funciona “muito menos”, acredita que a economia venha a ser significativa. Aliás, tenciona mesmo reforçar o sistema que aproveita a luz do sol. No centro da aldeia, Maria Alves também aderiu aos painéis que transformam energia solar em energia eléctrica. “O meu é só para os banhos”, explica. E dá resultado? A água sai quente? “Ai dá! Até dá para pelar as galinhas”, responde. A vizinha, também Maria, mostra-se igualmente satisfeita com o investimento. Abre a torneira da cozinha para mostrar que a água sai a “escaldar”. O contador instalado no local exibe mais de 70 graus. Neste momento, na aldeia da Vila da Ponte, em Montalegre, são já 40 os painéis solares instalados. Metade são térmicos e a outra metade fotovoltaicos, ou seja, destinam-se à produção de energia que irá ser comprada pela EDP e integrada na rede de distribuição. Neste momento, Alcino Alves aguarda apenas uma última vistoria para começar a vender a energia que vai produzir a partir dos dispositivos colocados no telhado da própria casa. Entrará, assim, na restrita lista de pessoas que fazem microgeração, ou seja, consumidores que geram energia através com equipamentos de pequena escala. A inscrição nas vagas abertas pelo Governo é feita via Internet no portal “Renováveis na Hora”. “Tive sorte. Mal fui aceite, o sistema fechou passados dois minutos”, recorda. A quota de produção de Alcino é de 3,68 Kw. Apesar dos apelos e incentivos constantes à protecção do ambiente, não foi por este motivo, nem por força da Lei (ver caixa), que a Vila da Ponte de transformou, por ventura, na aldeia com mais painéis solares por habitante. Foi graças aos apelos de um filho da terra que abriu, em Braga, uma empresa de comercialização e montagem deste tipo de sistema. João Alves decidiu começar a mostrar as vantagens dos peinéis na terra natal. Sobretudo, económicas. “Eu puxo sempre pela parte económica, mas mesmo assim não é fácil”, lembra o jovem, que garante aos conter-râneos que gastem duas botijas de gás por mês, que conseguirão reaver o investimento em três anos. Para abastecer de água quente uma família de quatro pessoas, o sistema de painéis solares, instalação incluída, custa cerca de 2.000 euros. No entanto, cerca de um terço do investimento é dedutível em IRS. “É compensatório”, conclui João Alves. Painéis solares obrigatórios desde Julho A instalação de painéis solares para produção de águas quentes é obrigatória desde 1 de Julho de 2008, altura em que entrou em vigor o Decreto-Lei nº 80/2006 de 4 de Abril, que aprova o Regulamento das Características de Comportamento Térmico dos Edifícios (RCCTE). A obrigatoriedade aplica-se quer a habitações construídas de novo, quer a reabilitações. No entanto, na aldeia da Vila da Ponte não foi por imposição legal que a população aderiu à energia térmica. Os 40 painéis solares estão instalados em habitações existentes antes do referido decreto-lei entrar em vigor. In Semanário Transmontano - Margarida Luzio |
| Cadáver estaria já em estado de decomposição | 2008/ 09/27 23:13 |
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Homem encontrado morto em casa.
Na passada segunda-feira, um homem de 64 anos, residente na aldeia de Medeiros, em Montalegre, foi encontrado morto em casa. O cadáver já se encontrava em estado de decomposição, o que faz supor que o corpo estaria no local há já vários dias. As circunstâncias da morte deverão ser esclarecidas pela autópsia. No entanto, parece afastada a hipótese de crime. Gonçalo Moura Rodrigues teria regressado de França, onde esteve emigrado, há apenas alguns meses. Aliás, a mulher e a filha ainda vivem nesse país. A casa onde morava ficaria distan-ciada do povo, o que explicará o facto de não ter sido encontrado mais cedo. Ao que foi possível apurar, o ex-emigrante foi encontrado por um primo que estranhou a sua ausência e decidiu ir a sua casa. Ao ver que não respondia ao seu chamado e que tinha a chave na porta, o familiar decidiu espreitar pela janela da cozinha. Foi nessa altura que viu o corpo do primo prostrado no chão. Além da GNR, estiveram no local, os Bombeiros de Montalegre, que transportaram o corpo para o gabinete de medicina legal do hospital de Chaves, a fim de ser autopsiado. O caso foi também comunicado à Polícia Judiciária. No entanto, tudo leva a crer que se tenha tratado de morte natural. Essa é, de resto, a convicção da população de Medeiros, que lamenta a sorte do conterrâneo. “Coitado, pouco gozou a reforma”, desabafava um morador. In Semanário Transmontano - Margarida Luzio |
| Congresso de Medicina Popular arranca no próximo dia 4 | 2008/ 09/04 14:24 |
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Iniciativa comemora 25 anos de existência
O já tradicional Congresso de Medicina Popular de Vilar de Perdizes, que este ano comemora os 25 anos de existência, vai realizar--se de 4 a 7 de Setembro. A cerimónia de abertura, está marcada às 21h00, com uma retrospectiva do percurso do congresso, por Telma Teixeira. De seguida, está previsto um período de animação com a Escola de Música e o Rancho Folclórico de Vilar de Perdizes. Durante o segundo dia, a tarde será recheada de palestras, com Maria Escaleira (“Lava-pés e Defumadouros”), Helena Costa (“Saberes, sabores e aromas das plantas”) e Jorge Lage (“A sua saúde”). À noite, das 21h00 às 24h00, serão apresentadas duas teses de mestrado: “Etnografia e Medicina Popular”, de Paula Alexandra Gonçalves, e “Medicina Popular a Caminho da Índia”, de Inês Manso. Na mesma noite, será ainda apresentado o tema “Osteopatia e Massagens”, por Fernando Correia. Mais tarde, actuará o grupo de teatro “Bruxas e Diabos à solta”. Para sábado, espera-se também um dia muito preenchido em termos de comunicações. À noite, não faltará a habitual queimada e esconjuro, realizada pelo padre Fontes. No último dia, está programada uma missa em memória dos participantes, às 11h00, seguida das conclusões dos 25 anos do Congresso de Medicina Popular. O programa encerra com um piquenique no Santuário da Nossa Sr.ª da Saúde. Além das palestras, e à semelhança dos anos anteriores, no recinto da escola primária, estarão instalados stands para venda de produtos naturais e “consultórios” que prometem cura para todo o tipo de maleitas. Em termos de animação, estão previstas visitas guiadas a vários pontos de interesse do Barroso e à Rota do Contrabando de Vilar de Perdizes. In Semanário Transmontano - Ana Ribeiro |
| Penhora sobre o matadouro foi suspensa | 2008/ 08/20 23:05 |
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Montalegre
Impostos em dívida às Finanças já foram pagos José Justo conseguiu evitar a venda do equipamento penhorado às finanças por uma dívida de cerca de 360 mil euros A acção de penhora que pendia sobre o Matadouro Regional do Alto Tâmega e Barroso foi suspensa. O processo de venda do equipamento levado a cabo pelas finanças locais foi interrompido a menos de uma semana de terminar o prazo de entrega de propostas e depois de parte dos impostos em dívida terem sido pagos. O presidente do conselho de administração do Matadouro Regional do Alto Tâmega e Barroso, José Justo, conseguiu evitar a venda do equipamento penhorado às finanças locais por uma dívida de cerca de 360 mil euros. No passado dia 1, a administração do matadouro conseguiu saldar a dívida dos impostos (IRS, IRC, IVA e IMI) devidos às finanças (cerca de cem mil euros), bem como que a Direcção Regional da Agricultura do Norte (DRAN) suspendesse o processo de execução por dívidas relacionas com a falta de pagamento de taxas relacionadas com inspecções sanitárias, somadas no mesmo processo. Ao que foi possível apurar, o pagamento à DRAN irá ser feito em prestações, no âmbito de um protocolo estabelecido entre ambas as instituições. O Semanário TRANSMON-TANO questionou o gabinete de imprensa do Ministério da Agricultura sobre o assunto, no sentido de conhecer pormenores sobre o acordo estabelecido. No entanto, a informação não foi enviada em tempo útil. O contacto, via telemóvel, com o presidente do conselho de administração do matadouro também se mostrou infrutífero. O processo de venda do matadouro foi desencadeado no passado dia 5 de Junho, via electrónica. O preço base de venda era de 245 mil e 497 euros e a entrega de propostas, em carta fechada, estava prevista para o passado dia 7 de Agosto. Na altura, em declarações ao Semanário TRANSMONTA-NO, o presidente do conselho de administração, que representa a Cooperativa Agrícola de Montalegre e um conjunto de agricultores, José Justo, garantiu que conseguiria saldar a dívida. “Está tudo encaminhado. Não é isso que me tira o sono”, disse, então. Inaugurado em 1995, o matadouro custou perto de 5 milhões de euros e a maioria das acções pertencem ao Estado, que, no entanto, já anunciou que pretende aliená-las. Aliás, os restantes accionistas, onde se inclui a própria Câmara Municipal de Montalegre, já foram notificados, no sentido de querem exercer o direito de preferência. In Semanário Transmontano - Margarida Luzio |
| O Notícias de Barroso | 2008/ 08/07 19:52 |
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31/Jul/2008
Notícias Adão Lopes condenado a 18 anos de cadeia O ex-GNR de Montalegre que, há cerca de um ano, disparou mortalmente sobre o vizinho e feriu gravemente a mulher, na sequência de uma discussão motivada por um galinheiro, foi condenado a 18 anos de cadeia e ao pagamento de uma indemnização. O advogado vai recorrer da decisão. Adão Lopes, um ex-guarda fiscal de 74 anos, foi condenado, em cúmulo jurídico, a 18 anos de cadeia efectiva. Estava acusado de dois crimes: um de homicídio qualificado e outro de homicídio na forma tentada. Os crimes remontam a Junho do ano passado. E terão surgido na sequência de uma discussão entre o alegado autor dos disparos e o casal vizinho. Na origem da contenda estaria um galinheiro cujo cheiro incomodaria o agressor. A vítima mortal, Daniel Carneiro Afonso, de 65 anos, terá tido morte imediata. A mulher, de 64, foi evacuada de helicóptero para um hospital do Porto, onde esteve internada em coma. Recuperou, mas ficou com os movimentos bastantes reduzidos e, por isso, dependente de terceiros. O ex-GNR alegou legítima defesa. Terá dito que também foi agredido e que lhe foi lançado um spray que o deixou em “pânico” e que o levou a disparar. O advogado vai recorrer do acórdão, por “não se ajustar à verdade processual”. Para José Augusto Branco, no que se refere ao crime de homicídio na forma tentada, o colectivo de juizes não teve em conta a “legítima defesa”, que diz ter ficado provada. “Há provas de que não houve premeditação de nada e de que ele também foi agredido ”, frisou. A indemnização a pagar incidirá sobre uma terça parte da reforma do condenado. Fernando Luís apanhou 15 anos de cadeia e 140.000 € de indemnização No mesmo dia foi também conhecida a pena aplicada ao emigrante que em Agosto de 2006, na aldeia de Torgueda, disparou mortalmente sobre outro emigrante da mesma aldeia na sequência de uma rixa que terá envolvido vários indivíduos e que terá começado por causa de um boi. Fernando Luís, de 48 anos, foi condenado a 15 anos de prisão efectiva e ao pagamento de uma indemnização de cerca de 140 mil euros à filha menor da vítima. O advogado ainda está a estudar o acórdão para avaliar se irá ou não recorrer. O homicídio de Torgueda terá acontecido já quase à noite. A vítima teria ido passear o boi com um primo e Fernando Luís terá ficado irritado com a poeira provocada pela passagem do animal junto à sua casa e terá começado a lançar-lhe pedras e a exigir a sua retirada. A discussão terá começado de seguida. Entretanto, terão entrado em cena o irmão e o cunhado de Fernando Luís, que terá ido a casa buscar a caçadeira e disparado sobre Joaquim. A seguir, juntamente com o irmão e o cunhado, terá fugido, tendo-se apresentando na GNR no dia seguinte. ML Vilar de Perdizes O passado e o presente nos carreiros do contrabando" A Associação de Defesa do Património de Vilar de Perdizes, promove no dia 9 de Agosto uma jornada cultural que invoca uma das mais memoráveis práticas do passado: o contrabando. Os interessados em participar podem inscrever-se pelo preço simbólico de 5 Euros. Organizada pela Associação de Defesa do Património de Vilar de Perdizes, conta com o apoio do Ecomuseu de Barroso, Junta de Freguesia de Vilar de Perdizes, do Padre Fontes e da Rádio Montalegre. Recorde-se que recentemente o Município de Montalegre inaugurou a Rota do Contrabando de Vilar de Perdizes, mais uma aposta do concelho na vertente turística. Tourém Noite de Contrabando A iniciativa é da Junta de Freguesia de Tourém que assim recupera uma das práticas ancestrais da raia fronteiriça. É no próximo dia 11 de Agosto e prevê uma encenação a recriar o espírito "vagabundo" do Barroso antigo. A "Noite de Contrabando", acção organizada pela Junta de Freguesia de Tourém com o apoio do projecto camarário Ecomuseu de Barroso e da Rádio Montalegre, inicia-se, pelas 20 horas, no coração da aldeia, mais concretamente no Largo do Cruzeiro. Acto contínuo, dá-se a saída dos "contrabandistas" que vão fazer um périplo mítico por aquela aldeia fronteiriça: passagem pelo marco 100, visita à aldeia galega de Randín e, por fim, convívio no centro de Tourém. Montalegre Festa da Juventude Integrada no programa das Festas Concelhias 2008, a Festa da Juventude realiza-se no dia 8 de Agosto no Castelo de Montalegre. Trata-se duma jornada de animação e convívio que os jovens podem desfrutar no recinto do Castelo. A Festa da Juventude com jogos e concertos promete muita “animação, boa onda e sempre a top”, como tem de ser. Corrida de Camiões na Pista de Rallys Evento, promovido pela Desigual Eventos, acontece nos dias 9 e 10 de Agosto na Pista Automóvel de Montalegre. Fim de semana promete ser de pura adrenalina. Presença confirmada de Paulo Martinho que efectuará algumas sessões de Freestyle. Bilhetes à venda no Posto de Turismo de Montalegre. A Pista Automóvel de Montalegre recebe nos próximos dias 9 e 10 de Agosto, o 1º Camião Cross Internacional de Montalegre, evento promovido por Pedro Amado/Desigual Eventos que conta na organização (direcção técnica da prova) com o Clube Automóvel de Vila Real em estreita colaboração com o Município de Montalegre, que assim continua a sua aposta de promoção da região barrosã através do desporto motorizado. A juntar à vertente competitiva, há outros atractivos como é exemplo a já confirmada presença da Paddock Competições, que estará presente em Montalegre com os seus pilotos e veículos do Dakar, os quais proporcionarão algumas sessões de co-drive, e ainda de Paulo Martinho, que efectuará algumas sessões de Freestyle. Na componente social, sublinhe-se a presença da APCC (Associação Portuguesa de Paralisia Cerebral), entidade à qual será proporcionada um dia diferente no seio da competição automóvel. Entre os inscritos, com as cores nacionais, refira-se os nomes de Eduardo Rodrigues, José Rodrigues, Bruno Neto, José Fernandes e Avelino Reis. Aliás, como é sabido, a familia Rodrigues está recheada de êxitos. Em suma, Montalegre vai, desta forma, voltar a apreciar as corridas dos «monstros» da estrada, que estavam arredadas, deste circuito, desde o final do Campeonato de Camião Racing, que terminou, lembre-se, em 2003. PROGRAMA Dia 9 - Sábado 14H30 – Treinos livres e cronometrados 16H30 – 1ª Manga de qualificação Dia 10 - Domingo 10H00 – 2ª Manga de qualificação 11H00 – Espectáculo de Freestyle por PAULO MARTINHO com Ferrari, Smart, Peugeot 3000 V6, Motas e Quad – 1ª Sessão 14H00 – 3ª Manga de qualificação. 15H00 – Baptismo de convidados entre o publico para uma volta ao circuito em camiões de corrida. 15H15 – Freestyle por PAULO MARTINHO – 2ª sessão 15H45 – Finais Francesas 16H45 – Finais Franco-Portuguesas Os bilhetes de entrada encontram-se à venda no Posto de Turismo de Montalegre RM Boticas Andreia Rio fadista A barrosã de Sapiãos, Andreia Rio, aluna da Escola de Enfermagem Dr. José Timóteo Montalvão Machado, foi a grande vencedora da Grande Noite do Fado, organizada pela Casa da Imprensa. O concurso foi realizado no Teatro S. Luís e Andreia Rio conseguiu impor-se entre setenta concorrentes de todo o país. Andreia Rio cantou o fado “Cansaço” de Amália Rodrigues e encantou com a sua voz um selecto juri que lhe atribuiu o honroso 1.º lugar. O Dr. Artur Monteiro do Couto, também natural de Sapiãos, traçou na A Voz de Chaves o perfil da nova fadista que ganhou o 1.º lugar por mérito próprio. À Andreia sorri agora um mundo de sonhos que, logo de seguida à sua consagração, começou a gozar. O pelouro da Cultura da Câmara Municipal de Lisboa convidou-a a cantar num dos eléctricos de turistas. Parabéns à Andreia e Viva Barroso! Boticas e Outes geminados No passado dia 19 de Julho, Boticas e Outes celebraram um acordo de geminação. A cerimónia decorreu no Salão Nobre da Câmara de Boticas esperando-se entre ambos os municípios uma estreita colaboração da qual poderão advir importantes benefícios económicos, culturais, sociais, desportivos e outros para as suas populações. Outes é um concelho situado a poucos quilómetros de Ourense, sendo atravessado pela EN 525. Xinzo Concurso de pratos de batata Em Xinzo de Lima decorre um concurso original que tem como objectivo principal a promoção da batata limiana e num segundo plano o aperfeiçoamento e a seleção de pratos cozinhados com batatas. Assim, qualquer visitante que se desloque a Xinzo, poderá ter oportunidade, conforme o restaurante ou o bar escolhido, de apreciar umas tapas de batatas recheadas com vitela, cozinhadas com rãs, con milhos e berenjelas, rebuçadas com salsa e de múltiplas formas originais. Aderiram a este tipo de promoção 25 Restaurantes e Bares de Xinzo onde aos clientes, depois de saborear, se lhes pede que preencham um boletim de voto com o valor atribuido ( de 1 a 10) à respectiva apreciação. A campanha mantém-se até 15 de Outubro, após o que o Salão Monográfico da Batata aproveitará a seleção das melhores para de seguida fazer a sua promoção durante a respectiva feira. Publicado por Carvalho de Moura em 00:08 17/Jul/2008 Notícias Aldeia Nova Um Tractor na autoestrada António Manuel Cabeleira Costa recebeu em sua casa uma notificação da Via Verde Portugal para identificação do condutor que transpôs a barreira da portagem sem ter pago as taxas devidas por lei. O veículo referenciado pela matrícula 73-70-RO é nem mais nem menos um tractor marca Hurlimann, da Agro-Reparadora, de Joaquim Costa, que pertence ao António e que por conseguinte não poderia ter incorrido numa transgressão destas. De acordo com a documentação anexa à carta de notificação, verifica-se que a infracção ocorreu na Autoestrada A9, na saida de Queluz, pelas 12,48 horas do dia 24 de Novembro passado. A notificação foi enviada por carta registada com aviso de recepção com data de 25 de Junho de 2008 e dirigida ao António Manuel Cabeleira Costa, Rua dos Lanos, 1 Aldeia Nova 5470-062Chã. Afinal como é que funcionam os serviços da Brisa. Como é possível uma coisa destas? Carro roubado com matrícula falsa ou erro de captação dos dados identificativos da matrícula? Mas o que realmente surpreende é a forma algo prepotente como a referida notificação se refere ao notificado afirmando que “se não proceder à solicitada identificação será considerado responsável pelo pagamento da coima e do montante de portagem em dívida, etc…”. E se se trata de um simples lavrador com pouca cultura (que não é o caso), lá terá de se deslocar a Montalegre, se calhar pedir a alguém que responda ao questionário, pagar o respectivo serviço e nisto tudo perde um dia de trabalho. A Brisa terá de rever os seus métodos de trabalho. Barracão Jogos populares No dia 20 de Julho, a Associação "A Colmeia"realiza os Jogos Populares e para tal conta com vários apoios, entre eles, da Câmara Municipal de Montalegre. Os jogos são os seguintes: malha, jogo do galo, pau ensebado, malhão, tracção à corda, jogo da choca, entre outros. Refira-se que o Barracão já, em tempos idos, realizou este tipo de festa tendo dela desistido por falta de apoios. Agora, eis que está de volta uma iniciativa muito querida da população de Barroso. Trata-se de reavivar memórias e tradições do espírito comunitário das nossas gentes. Montalegre Jogos ao ar livre Com o apoio da Câmara Municipal de Montalegre, tem lugar, de 7 a 18 de Julho, uma série de actividades desportivas ao ar livre para jovens com idades compreendidas entre os 7 e os 15 anos. A organização conta, com esta acção, entre outros objectivos, «proporcionar a toda a comunidades escolar o contacto com actividades de natureza e lazer, transferindo a sua prática para o “ exterior” como forma de ocupação dos tempos livres; Incentivar a prática de exercício físico através de actividades ao ar livre bem como esenvolver a capacidade de observação, atenção, reflexão e poder de decisão». Ao longo destes dias serão realizadas as seguintes actividades: •Natação (jogos de água) •Jogos Colectivos (basquetebol, voleibol, futebol, hokey, andebol) •Habilidades motoras (perícias e deslocamentos) •Percursos pedestres •Jogos lúdicos e tradicionais •Orientação (teórica e prática) •Desportos radicais •Passeios e visitas guiadas com piqueniques •Canoagem •Filmes (desenhos animados) •Jogos de mesa (cartas, ping-pong, jogos de concentração, etc) Junta de Freguesia distingue os idosos A Junta de Freguesia de Montalegre juntou mais de uma centena de idosos no Parque do Cávado, no dia 13, Domingo passado. A iniciativa contou com a presença do pároco de Montalegre, Vítor Pereira, que celebrou Missa e dirigiu palavras de muita oportunidade aos idosos. Também o Presidente da Junta, Armando Duarte, se mostrou satisfeito em promover este tipo de convívio, de resto já realizado em anos passados, e que considerou importante para quem precisa de solidariedade, como é o caso dos mais idosos. Encontro de concertinas No dia 5 de Julho, por iniciativa de Tony Mourão, emigrante de Meixide a trabalhar em França, haverá em Montalegre uma grandiosa concentração de Concertinas. Assim, pelas 14.00 horas, os tocadores começam a juntar-se na Praça do Município após o que seguem em desfile por algumas das principais ruas da vila. O convívio segue depois para o Parque do Santuário do Sr. da Piedade de cujo programa se destacam as desgarradas entre os cantadores mais afamados sendo eles o Cunha de Vila Verde, a Sargaceira, o Carlos Ribeiro, o Carvalho da Cucana, o Lopes de Cabeceiras, o Celorico, a Maria Celeste, a Adília de Arouca e o Duarte da Póvoa, para além de outras entre voluntários. A culminar o Encontro terão lugar no Campo de Chegas do Sr da Piedade, duas Chegas de bois com entrada livre. A organização bem como o patrocínio é da responsabilidade da Câmara Municipal e, segundo dados que nos foram fornecidos, deverão juntar-se em Montalegre, nesse referido dia 5, alguns milhares de pessoas. Em perspectiva, um dia grande das Festas Concelhias. (ver Cartaz P16) Santarém Éguas de Barrosão na Feira Nacional Como já vem sendo hábito, mais uma representação barrosã competiu com os maiores criadores de cavalos. Vai para 15 anos que o barrosão de Fírvidas, António Dias, radicado lá para as bandas saloias de Lisboa deu em criar e tratar éguas de raça e com alguma dose de ousadia levá-las à Feira Nacional de Agricultura onde se reúnem os maiorais deste tipo de criações e apresentá-las a concurso. Todos os anos, e nós daqui acompanhamos o desafio, a Cudelaria de Lúcia Dias, sua estremosa filha, não só se perfila na representação como também arrebata honrosas e sonantes classificações. Este ano, na Feira Nacional de Agricultura que decorreu entre 7 e 15 de Junho, estiveram representadas a nível nacional 52 éguas afilhadas. A cudelaria da Dra Lúcia Dias averbou o 4.º lugar, o que não pode deixar de se registar no periódico da região para conhecimento dos barrosões. Prova de que há barrosões de tal forma destemidos que onde se metem normalmente saiem-se bem, como foi o caso. Parabéns! Boticas Vinho dos mortos Acaba de ser finalmente lançado no circuito comercial o tão conhecido e já mediático Vinho dos Mortos, por muitos considerado um ícone da gastronomia Botiquense. Desde tempos remotos cultivado em extensos vinhedos à época existentes na freguesia de Boticas e na sua congénere da Granja encontra-se a sua produção actualmente confinadas a duas ou três propriedades agrícolas exclusivamente situadas na sede do concelho. Anteriormente já comercializado sob aquela designação, que apenas lhe correspondia na versão popular, conquistou recentemente o estatuto oficial com a certificação de denominação de origem VINHO DOS MORTOS, na Classe Vinho Regional Transmontano. O obreiro deste rigoroso, intrincado e minucioso processo foi o produtor Armindo de Sousa Pereira, apaixonado compulsivo pela agricultura e proprietário de uma extensa vinha situada na encosta da Poça da Cruz. Dinâmico e perspicaz, ousou enfrentar com estóica persistência e inflexível teimosia todas as fases que o regulamento impõe para a certificação de produtos de consumo e muito especialmente os alimentares. Desde a adaptação aos métodos de tratamento das uvas na fase de desenvolvimento, à selecção das castas, ao acondicionamento em cubas inox hermeticamente fechadas, ao engarrafamento com rótulo identificativo e ao selo de registo de produtor, todas estas condicionantes foram escrupulosamente cumpridas, sob pena de ter de enfrentar as consequências decorrentes das normas legais e regulamentares que regem este procedimento. Fazendo uso das novas técnicas saídas da modernização agrícola e de equipamento da última geração, criou na sua unidade de confecção uma autêntica linha de engarrafamento em série. O recipiente de comercialização e constituído por garrafa de 750 ml, com rótulo identificativo do conteúdo, de formato esbelto e esguio, a desafiar a arquitectura do design mais avançado. A embalagem de transporte consta de uma caixa de cartão timbrado com a capacidade para três unidades, de fácil e cómodo manuseamento. Como recompensa de toda esta panóplia burocrática e logística foi pela Entidade competente declarado o Sr. Armindo de Sousa Pereira o único produtor/Engarrafador registado oficialmente para comercializar esta marca de vinhos. Os pontos privilegiados de venda deste produto genuíno de Boticas serão agora, além do próprio produtor, o supermercado Mini-Preço e outras superfícies comerciais a quem o mesmo conceder tal prerrogativa, nas condições que reciprocamente vierem a ser acordadas. Informações detalhadas sobre as características e qualidades deste néctar dos deuses poderão ser colhidas no posto de Turismo de Boticas e Repositório do Vinho dos Mortos à entrada da Granja. Quem tiver paladar afinado e ousar ingeri-lo, não terá dúvidas de que este delicioso vinho não ressuscitará os mortos, mas garantidamente prolongará a vida dos vivos!... JAdegas Informação útil Foram inaugurados no dia 15 do mês de Junho p.p. os radares de controlo de velocidade em todas as Vias Verdes. O limite de velocidade é de 60 km/hora. As infracções por excesso de velocidade têm as seguintes penalizações: - Apreensão de Carta - Multa de € 150,00 Publicado por Carvalho de Moura em 22:39 16/Jul/2008 Rectificação de notícia O Encontro de Concertinas é no dia 5 de Agosto e não no 5 de Julho como se indica na notícia respectiva. Com pedido de desculpas, jacmoura Publicado por Carvalho de Moura em 02:32 Novo Provedor da Santa Casa da Misericórdia Abel Rodrigues Afonso Após o falecimento de Manuel António Pereira, nos termos do respectivo Compromisso, Abel Rodrigues Afonso passou a exercer as funções de Provedor. Abel Afonso, de 53 anos de idade, é figura pública bem conhecida no meio montalegrense. Nascido em Vilaça, freguesia de Contim, casou com Maria Margarida Afonso do Gonçalo, de Criande, tem dois filhos e fixou residência em Montalegre. Iniciou a sua actividade na Cooperativa Agrícola, da qual passou para a actividade bancária. Começou no Crédito Predial Português, transferindo-se para a Caixa de Crédito Agrícola com as funções de gerente, cargo que ocupou durante 16 anos. Foi presidente da Assembleia Municipal em dois mandatos das Câmaras do PSD presididas por Carvalho de Moura e vereador social demcrata na Câmara socialista de Fernando Rodrigues. Homem de consensos, trabalhador, muito respeitado por todos os que o conhecem, vai trabalhar com a equipa do saudoso Manuel Pereira e dar continuidade aos projectos que estavam planeados pela provedoria, um novo edifício para cuidados contnuados de saúde, um novo Lar para idosos e nova Creche que substituirá as actuais instalções que serão entregues à autarquia, equipamentos concentrados no sítio das Mós, perto da Escola Secundária. Outros títulos de interesse do Notícias de Barroso, Nº 314: Chegas de bois Vilar de Perdizes festa em Rameseiros Borralha junta centena e meia de amigos Entrevista a Carlos Machado, um trabalho da jornalista Maria José Afonso Os resultados dos exames do ensino secundário, do Duarte Gonçalves Coisas de Antanho, de Dias Vieira Morreu Mário Carneiro, de Barroso da Fonte Publicado por Carvalho de Moura em 00:58 3/Jul/2008 As Chegas do Verão de 2008 Este Verão, em Barroso, as Chegas prometem. Para além do Torneio das Chegas de Bois barrososos já em curso, todos os Domingos no Campo do Sr. da Piedade, muitas outras vão ser realizadas para gáudio dos aficionados do desporto rei de Barroso. Entre os bois cruzados de diferentes raças com predominância para o mirandês, tivemos a oportunidade de referenciar cerca de três dezenas de bois “campeões”. Portanto, bois que nunca ficaram mal e que estão disponíveis para lutar. Estamos a falar de bois de muita qualidade, bois turradores, de peso igual ou superior em muitos deles à tonelada. Exemplares bem tratados, ainda novos nos quais os criadores estão a apostar muito forte, não se poupando a esforços para levar até aos campos de Chegas o espectáculo mais apetecido de todos nós. António Gonçalves Dias, mais conhecido por Calbô, de Soutelinho da Raia, é o que se destaca nesta paixão pelas Chegas de Bois. Só dele são sete, cinco dos quais “campeões”, de bom trato e com idades que não vão além dos seis anos. Possui um campo de Chegas próprio em Soutelinho e tem investido muito não só em bois como em terrenos para dar aos seus animais as melhores condições para se desenvolverem. Anda agora numa roda viva porque é o organizador da maior parte das Chegas que reparte por Vilar de Perdizes e Soutelinho. Tony Mourão é outro apaixonado pelos bois. Dele foi a iniciativa de trazer da Suiça as vacas pretas alpinas mas cujo espectáculo não resultou como era seu desejo. Os barrosões, nestas coisas de Chegas preferem os bois. Sempre ele ele tem investido em bois ou isoladamente ou em parceria com os seus amigos de Meixide e Pedrário. Outros investidores em bois e amigis das Chegas há por todo o concelho de Montalegre designadamente em Aldeia Nova onde encontrámos dos melhores bois da região. O Cândido de Meixide, o Miranda de Arcos, o Tó do Lano, o Pedro do Lano, o Júlio e o Nelson Costa, da Aldeia Nova, o António Pinto e os “Padeiros” de Vilar de Perdizes, o António Duarte, o Nuno Duarte mais o José Carlos, o Luís de Penedones, o Domingos de Fiães, os manos José e Jaime, da Portela, o Mano e o Zé Catita, de Montalegre, depois o Farraulas de Santo André e o Alberto de Sendim, só para citar dos tratadores dos bois cruzados, por sinal os que, nos últimos anos, têm proporcionado as chegas mais espectaculares. O primeiro dos bois (na foto), o "Cordeiro" do Chico de Mourilhe, custou 20.000 €uros, é um boi temível e no dia 27 de julho vai ter pela frente o "Zorro" do Calbô (foto nº2)o, uma Chega fantástica em perspectiva. Contudo, este ano, como acima se diz, muitos outros há que vão proporcionar grandes Chegas. No que respeita aos "portugueses" há menos e o Torneio dos Barrosos, este ano de 2008, exceptuando o 1.º Domingo, não tem corrido favoravelmente. No nº 313, de 30 de Junho, pblicamos as fotos e as características de 24 Bois Campeões. Publicado por Carvalho de Moura em 01:03 16/Jun/2008 Os bois Campeões - 1 O "Cachelo" do Chico de Mourilhe Dono: Chico de Mourilhe Nascido e driado em Cepeda Raça: indeterminada Peso: 1.450 Kgs Cornadura: crescimento anormal CAMPEÃO Custo: 7.500 € Próxima Chega: 27 de Julho promotor da Chega: Calbô na próxima edição do Notícias de Barroso, vamos dar a conhecer os bois CAMPEÔES da região e perspectivar a campanha do Verão. Publicado por Carvalho de Moura em 00:23 15/Jun/2008 Notícias de Barroso Casas Novas Hotel de turismo rural No próximo dia 28 de Junho será inaugurada em Casas Novas, localidade situada a 12 kilómetros de Chaves, um hotel de turismo rural numa edificação do século XVIII que, no passado, pertenceu a uma condesa. O empresário, dono da obra, Fernando Moura, é natural do Cortiço, freguesia de Cervos, de Montalegre, conseguiu apoios financeiros para os trabalhos de recuperação e adaptação do imóvel cujas obras duraram quatro anos. Fica situada nas Casas Novas junto à EN 103 e relativamente perto da A24, conta con 27 quartos e uma área de três hectares na qual instalou um campo de tenis, caminhos para a prática de senderismo e passeios a cavalo. O edifício dispõe de restaurante e serviços de ‘spa’ (sauna, banho turco e piscinas). Vila Real Festas de Santo António Tradicionalmente, celebra-se Santo António de forma popular: folguedos e arraial. Mas este Santo, de quem se diz que, se desaparecessem todos os exemplares da Bíblia, seria capaz de a reescrever com todas as letras e sinais gráficos, tal era a sua cultura, também pode e deve dar pretexto para altas expressões culturais. A pensar nisto, a Vigararia Episcopal da Cultura da Diocese de Vila Real sugeriu e a Câmara Municipal aceitou de bom grado promover uma conferência intitulada “Santo António de Lisboa e o franciscanismo nascente”, plea Professora Doutora Cândida Pacheco, da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, considerada a maior especialista portuguesa na obra antoniana. Tal aconteceu na Sé de Vila Real, no dia 12/06, véspera da celebração litúrgica do Santo. No final da conferência, apresentou-se ao público de Vila Real o “Cappella Douro, Ensemble”, vocal de recente criação, único na zona. É constituído por doze vozes, todas ligadas à zona do Douro, sob a direcção artística do Maestro Tadeu Filipe e acompanhamento a órgão da Profª Helena Loureiro. Barracão- Cervos Fazer rally no lameiro Isto já não é recente, mas valerá a pena relatar para se dar a conhecer até onde vai a falta de respeito e a nítida intenção de prejudicar os outros ignorando os mais elementares deveres cívicos. Em Fevereiro passado, cinco jeeps seguindo a caminho de Chaves entraram no lameiro do Crasto, situado no Barracão, propriedade de Fernando Abel Lima de Moura, e ali se divertiram a fazer rally durante um bom par de minutos. No dito lameiro que andava a regar, os ocupantes dos jeeps com os faróis ligados (eram 18.00 horas) deram-se ao desplante de ensaiar manobras como peões e outras piruetas deixando o espaço completamente desfigurado, mais parecendo uma terra de lavradio. (Ver imagem ainda que deficiente) Avisado por um vizinho, Fernando Abel acorreu de imediato e ainda conseguiu fazer parar o último dos carros, depois de atravessar a sua carrinha na estrada 103. Conseguiu apurar a identificação daquele condutor, Jorge da Costa Vilar, de Vila Nova de Gaia, donde também eram residentes os donos dos restantes carros que se puseram em fuga. Fernando Abel, como é natural, apresentou queixa à GNR e exigiu uma indemnização por invasão de propriedade e danos materiais, caso que ainda não foi aceite pelo tal sujeito. Depois de todo o tempo passado, entrou uma queixa crime no Tribunal da Comarca de Montalegre no passado dia 11 do corrente mês de Junho. Ao que chegou a desfaçatez desta gente da cidade. Vêm por aí acima e ou se julgam donos do mundo ou julgam que Barroso é terra de ninguém. Estão bem enganados. Em Barroso, terra de gente hospitaleira, também há quem faça ver a esses sujeitinhos que aqui tem de haver respeito. Que pena um “pau de marmeleiro” ou um estadulho em cima deles! Que repitam a façanha e depois se queixem que os de Barroso não são para brincadeiras! Desta vez, tiveram a sorte pelo seu lado. Friães – Viade de Baixo Inaugurado Nicho a Sto António Na povoação de Friães, da freguesia de Viade de Baixo, existe uma particular devoção a Santo António. E também, como em todos os lugares, há pessoas dedicadas que preservam estas boas práticas que fazem parte da nossa cultura. Ainda bem que assim é porque deste modo as tradições que fazem parte dessa nossa cultura lá se vão mantendo. Assim, em Friães, uma Comissão de homens bons do lugar zela por se fazer a Festa de Santo António, prática que já vem de tempos muito antigos e que, durante décadas, Domingos Afonso, seguia com toda a sua sabedoria. Uma festa exclusivamente religiosa com missa, procissão em volta da Capela e no final o tradicional arremate das cabeças e orelheiras do porco e outros produtos que os populares davam ao Santo de promessa. Desde 1950 que consta de um livro de notas o movimento das contas com a dita festa, registadas anualmente e assinadas pelos membros da respectiva Comissão. Tem conta aberta na Caixa Geral de Depósitos e nos dias de hoje continua com alguma actividade traduzida numa obra que é a alegria de muitos devotos do Santo. A actual Comissão constituida por Joaquim Augusto de Moura, Vasco António Machado Gonçalves de Cima e Rui Miguel Pires de Moura mandou construir um Nicho situado no monte a norte da Capela de Nossa Senhora da Saúde de Friães que custou 2.587,50 € e cuja inauguração ocorreu no passado dia 8 de Junho. Presentes, além do pároco, António Joaquim, que presidiu à cerimónia da benção, muitas pessoas da freguesia com destaque para o Presidente da Junta de Freguesia que colaborou com a Comissão. No acto, Joaquim Augusto de Moura, presidente da Comissão, agradeceu a todos os paroquianos e à Junta de Freguesia. Montalegre “Educar os nossos filhos” A Associação de Pais de Montalegre, promoveu na noite de 6 de Junho um serão dedicado à educação, subordinado ao tema: “ Como estamos a Educar os nossos filhos” incluído na Feira do Livro, onde estiveram presentes encarregados de educação e professores. Alexandre Favaios, psicólogo, através da leitura de um texto: “ Receita para um filho problemático”, procurou focar os comportamentos parentais e as suas implicações no desenvolvimento da criança e do adolescente. No seu entender, o papel principal na educação cabe aos pais e referiu tópicos importantíssimos para não deseducar um filho: . Importância dos valores (o Ser em vez de Ter), dos limites, do carinho, da palavra, da verdade, da expressão de sentimentos, etc. Uma noite, que deixou muitas alíneas em aberto, para uma próxima discussão. Livro “Bitcho Bravo” Chama-se Bitcho Bravo um novo livro que retrata a experiência que Francisco Álvares, biólogo, teve durante 10 anos com um animal outrora temido e actualmente protegido, o lobo. O livro, foi apresentado na IX edição da Feira do Livro, dia 9 de Junho em Montalegre. À descoberta de Barroso (5 e 6 de Julho) A Câmara Municipal de Montalegre está a lançar um desafio intitulado "À Descoberta do Barroso". Trata-se de um fim de semana (5 e 6 de Julho) onde a autarquia oferece transporte, serviço de guias e lanche nas olas de Santa Marinha. O roteiro (consultar programa na imagem anexa) passa pela realização de percursos pedestres (sábado, 5 de Julho, a partir das 9h30) e visita, em autocarro, à aldeias de Paredes do Rio, Pitões das Júnias e às paisagens do Gerês (Sábado, 5 de Julho, às 14h00 e Domingo, 6 de Julho, às 09h30). A concentração dos passeios é na Praça do Município e os interessados devem contactar o Posto de Turismo de Montalegre através do telefone 276 511 010. Peirezes O lume ainda apetece No passado dia 12 de Junho, João Pinto, de Peirezes, emigrante que foi nos Estados Uunidos da América, carregava a mala do seu carro com toros de lenha para reabastecer a lareira. E o Ti João tem carradas de razão porque o frio, este ano, não nos larga. Exceptuando meia dúzia de dias, vindos quase sem se contar, as temperaturas têm andado muito abaixo do que seria normal para esta época do ano. Ervas e fenos não vão escassear, mas as sementeiras estão atrasadas e, ao que nos dizem, as fruteiras não vão dar nada. 3º FÓRUM CETS O Parque Nacional da Peneda-Gerês e a ADERE-PG, no âmbito de uma candidatura à medida 1.4 do ON., juntamente com os seus parceiros institucionais, as Câmaras Municipais de Arcos de Valdevez, Melgaço, Montalegre, Ponte da Barca e Terras de Bouro, a Entidade Regional de Turismo, as Associações de Desenvolvimento Local LEADER e a Direcção Regional de Agricultura e Pescas do Norte, estão a preparar a revalidação da “Carta Europeia de Turismo Sustentável” (CETS) das Regiões do PNPG, atribuída em 2002. Revalidar a CETS obriga a estabelecer um novo Plano de Acção para os próximos anos de 2007/2011 que coincide com a entrada em funcionamento do novo Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN) e, como tal, importa ter claro o que se pretende fazer neste território e garantir a prioridade dos investimentos nesta área. Esta revalidação da CETS é uma oportunidade única para nos mantermos integrados na rede europeia onde constam cerca de 40 Parques certificados pela Carta e, por outro lado, permite-nos rentabilizar os benefícios da Marca Parques Com Vida, já que os seus aderentes podem beneficiar de uma visibilidade maior junto dos potenciais visitantes. A Carta Europeia aplica-se à totalidade dos 5 concelhos e não apenas à zona classificada do Parque, pelo que a participação de todos é fundamental, seja a sua actividade exercida ou não no Parque. Nesse sentido está previsto realizar-se o terceiro Fórum da CETS para apresentar o Plano de Acção, constituído pelo conjunto de Fichas de Acção que estão a ser elaboradas tendo por base a operacionalização das linhas de actuação identificadas e classificadas no 2º fórum. Este 3º fórum é a culminar de um processo continuado de desenvolvimento participado e um compromisso público entre parceiros e agentes na vontade de se trabalhar junto em prol de um turismo sustentável no território. Para este Fórum são convidados os agentes económicos ligados aos sectores do alojamento, restauração, empresas de animação, lojas de artesanato e produtos agroalimentares, bem como as entidades públicas e privadas que actuam para as Regiões do PNPG e que têm participado activamente em todo processo. Assim e dada importância da participação de todos os que actuam no sector do turismo e em prol do desenvolvimento local, vimos por este meio convidar todos os interessados a participar neste 3º Fórum da CETS, no próximo dia 18 de Junho de 2008 na Porta de Lamas de Mouro no concelho de Melgaço. A participação deverá ser confirmada para a ADERE-PG por telefone (258452250) ou fax (258452450) ou email cristina.azevedo@adere-pg.com Calvos de Randín Confusão no Concelho Aquilino Valencia, alcalde de Calvos de Randín, tem tido muitos problemas no funcionamento do orgão devido à demissão do seu tenente Alcalde, José Manuel Andrade. Com efeito, este depois de se demitir do partido que o elegeu, coligou-se com os membros do PP com o fim de derrubar a Câmara eleita nas últimas eleições. No dia 10 de Junho, dia do plenário em que se devia apresentar uma moção de censura à Câmara, tal não se concretizou devido à oposição de populares que impediram o normal funcionamento da reunião. Xinzo de Lima Expolimia dá lugar ao Salão Monográfico da Batata Depois de realizada 10 anos, a Feira mostra Expolimia vai desaparecer para dar lugar ao denominado Salão Monográfico da Batata. Já foi constituido um grupo de trabalho que assumirá a organização e que é integrado pelo Conselho Regulador de Indicação Geográfica Protegida Batata da Galiza, o Meio Rural e o Concelho de Xinzo. Assim, vamos ter uma Feira da Batata, na qual se vai apostar na gastronomia, na investigação e formação. A inovação estará presente com a participação da Polónia e Hungria, paises com os quais o Inorde tem convénios. Também Portugal e França poderão vir a participar nesta nova Feira cuja data da sua realização também poderá passar para o mês de Outubro. Para Daniel Blanco, Tenente alcalde do concelho, “trata-se de renovar um certame que estava ser muito repetitivo e a perder interesse”. Outros títulos: Coisas de antanho - 1, do Cor. Dias Vieira E porque Dia 9 de Junho foi feriado municipal..., de Maria José Afonso, E se Vilar de Perdizes me fosse contado, do dr. Helder Alvar Como vai este país, de Duarte Gonçalves Obviamente improvável, de José Duarte Noite das Bruxas, reportagem de CdMoura e ... Outros trabalhos de aquém e além mar. In http://omontalegrense.blogspot.com/ |
| O Povo de Barroso Nº 402 | 2008/ 08/07 19:44 |
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Terça-feira, Agosto 05, 2008
Barroso em Resumo 1) Encontro de Concertinas, Festa da Juventude e Celtirock 2008 São vários os acontecimentos lúdicos/culturais no nosso concelho durante o mês de Agosto ou não fosse esta a época do ano em que o Barroso tem mais população. Para além desse aspecto, Montalegre ainda conta com uma Câmara que governa mais para os emigrantes do que para os que cá vivem o ano inteiro. Mas nem todos os eventos têm a mesma atenção, que o diga o Celtirock. Concentração de Concertinas Integrada nas festas do Concelho e uma das maiores apostas deste ano do Município, realiza-se hoje, dia 5 de Agosto a 1º Concentração de concertinas de Montalegre. Um dia que se prevê de festa com vários nomes conhecidos deste género musical como é o caso do Cunha de Vila Verde, Sargaceira, Carlos Ribeiro, Carvalho da Cucana, Lopes de Cabeceiras, Celorico, Maria Celeste, Adília de Arouca, Duarte da Póvoa, entre outros. Festa da Juventude Nos últimos tempos o que mais tem havido é festas e excursões de idosos, que são o que mais abunda por estes lados; e ainda há dias se realizou um encontro deles no Senhor da Piedade. De tal forma que, sempre que se fala em juventude ou encontro de jovens neste concelho envelhecido, é motivo para fazer uma festa e dar a notícia. Integrada no programa das Festas Concelhias 2008, a Festa da Juventude realiza-se no dia 8 de Agosto no Castelo de Montalegre com um leque de desafios que, por certo, vão convencer os muitos jovens que por esta altura habitam no concelho de Montalegre. Será no dia 8 de Agosto, e o Castelo de Montalegre é o palco de jogos e concertos. De acordo com o programa, a juventude é desafiada a dar asas à imaginação, desfrutando de um dia diferente, composto por "animação, boa onda e música sempre a top!". Celtirock 2008 Apesar de ser o festival mal-amado do município, de tal forma que nem sequer é mencionado ou incluído no programa das festas concelhias 2008, o Celtirock, Festival Internacional de Música Celta, é uma certeza para este Verão, já com data marcada para 16 e 17 de Agosto na característica e famosa aldeia de Vilar de Perdizes, que tão bem o acolheu já em 2007. De facto, não se percebe porque tanto desprezo para o acontecimento musical de mais qualidade do nosso concelho. Não nos parece que os adeptos deste tipo de música sejam todos "do contra" e que, por isso, não dê votos apoiar este evento, mas há escolhas que são mesmo incompreensíveis. O programa deste ano ainda não está totalmente delineado mas há garantias de várias bandas nacionais e internacionais de qualidade, além outras actividades que primam pela diferença, como workshops, mercado de produtos biológicos, artesanato, licores, etc. 2) Segada e Malhada em Paredes do Rio Se há necessidade de fazer uma segada e malhada tradicionais, é porque há consciência de que estas actividades rurais já não se praticam no ambiente natural e, por isso, é preciso recriá-las. É isso o que mais uma vez vai acontecer nos dias 9 e 10 de Agosto de 2008, na aldeia de Paredes do Rio. A Segada e Malhada tradicionais levarão a aldeia a reavivar os velhos tempos. Trata-se de uma organização da Associação Social e Cultural de Paredes do Rio, apoiada pelo Ecomuseu de Barroso, pelo PNPG e Rádio Montalegre e que tem por trás a figura tutelar do Presidente da Junta, Acácio Moura. "Este Presidente é que puxa para Paredes!", afirma o povo reconhecido. A Segada terá lugar no dia 9, enquanto que a Malhada será no dia seguinte. Todavia, estas actividades não surgem isoladas. Os visitantes poderão participar numa merenda animada pelo Grupo de Acordeões de Paredes do Rio; e, mais interessante, poderão percorrer a rota dos artesãos no dia 10. Da rota constam a tecedeira, a dobadeira, o cesteiro, o ferreiro, o escultor, o carpinteiro, o croceiro, o pedreiro, o molhelheiro, o serrinhas, os padeiros e o carabunhador, enfim, uma série de profissões que ou estão em risco de desaparecer ou já estão extintas e, por isso, é preciso recriá-las. Recorde-se ainda que esta aldeia que é das mais bem preservadas do Concelho e, culturalmente, a mais activa, só agora (de pois de muitos rogos, insistência e ameaças) é que está dotada de saneamento e, mesmo assim, foi feito à custa das pesadas taxas lançadas ao povo, como é do conhecimento geral. Foi um caso excepcional de investimento em saneamento, porque a política da Câmara não está para aqui virada. A Câmara está virada para os grandes projectos da Pista Automóvel e do Pavilhão Multiusos, o monstro. Aldeia é para acabar. 3) Celebrações do Dia dos Avós No passado dia 25 de Julho, celebrou-se o Dia Internacional dos Avós e a Santa Casa da Misericordia de Montalegre não deixou passar este dia em claro. Juntamente com outras 7 instituições sociais do concelho convidadas, proporcionou um dia diferente aos nossos idosos. Foi pena o S. Pedro não ter ajudado, pois não permitiu várias actividades ao ar livre previstas para o recinto do Senhor da Piedade, à semelhança do que já aconteceu em anos anteriores. Mesmo assim, a animação reinou, com uma missa e almoço de confraternização nas instalações da Santa Casa. A concentração deu-se pelas 10h30m antes da missa uma hora depois e do almoço oferecido pela Santa Casa. Durante a tarde o convívio ocorreu nas instalações da instituição com música ambiente com concertinas e boa disposição constante. Para o sr. Domingos, que veio do lar de Salto , este "foi o dia mais feliz da minha vida, andei a dançar, comi e bebi bem fui à missa, hoje o dia esteve muito bonito". Também a biblioteca municipal de Montalegre, decidiu assinalar este dia com um teatro alusivo à data, no seu auditório, depois de já no dia anterior ter desafiado alguns avós a participarem em várias actividades com os livros. 4) Associação Chã Criativa promove actividades A Associação Chã Criativa, sob a presidência de Manuela Duarte, conta com dois anos de existência e é constituída por jovens da Freguesia de Chã. Promove várias actividades ao longo do ano e, para este Verão, tem já elaborado o seu plano. Organizou no dia 20 de Julho a Festa dos Avós na Sede da Junta com peças de teatro, poemas e músicas de concertinas dos alunos da Escola de Música, que foi recentemente criada. As aulas decorrem todas as quintas-feiras e, apesar de recente, conta com um número significativo de alunos. Têm sido muitos os curiosos que se deslocam à Sede da Junta para assistir aos ensaios e vê-los actuar. Nos dias 1 e 2 de Agosto, decorrerá o Acampamento no Ourigo e será animado por jogos tradicionais. Nos dias 9 de Agosto decorrerá um Torneio de Voleibol e no dia 10 uma Gincana de Bicicletas. Destaque 2 Boi Mais Caro do País Derrotado Realizou-se no passado dia 27, no campo de Chegas da Senhora da Saúde, em Vilar de Perdizes, a primeira das designadas "Chegas de Campeões" deste Verão. Numa excelente tarde de sol e algum calor foram perto de um milhar os fanáticos do "desporto-rei" do Barroso que acolheram ao referido santuário, e não era para menos, ou não fosse "liar", o boi mais caro de sempre, o Cordeiro do Chico de Mourilhe, comprado no final do Verão passado por 20 mil euros (4 mil contos na moeda antiga). No entanto, antes do "prato principal" ainda foram servidas duas chegas, uma das quais bem interessante e que opôs o boi de Montalegre propriedade dos CTT ao boi do Abel de Salto, dois bonitos e fortes animais cruzados de Limousine. Logo no primeiro instante em que os animais "deram a cabeça", o boi de Salto fugiu alguns metros, mas perante a insistência do público, e do próprio dono, regressou à luta que acabou por ganhar ao fim de quase vinte minutos. Apesar disso o boi dos CTT merecia melhor sorte pois dominou quase sempre, acabando por esgotar as suas forças perante o boi de Salto mais pesado e experiente, que apesar de dominado soube esperar o momento certo para dar o golpe fatal no adversário. Seguiu-se a chega mais aguardada e que opôs o referido Cordeiro do Chico (vermelho na foto) ao boi Zorro do Calvô (preto na mesma foto), responsável pela organização. Quase todos apostavam no boi dos "4 mil contos", por ser mais pesado e por ser um grande "liador", mas inesperadamente a vitória acabaria por sorrir ao Zorro, e em apenas meia dúzia de minutos. O Cordeiro teve uma entrada de gigante e o Zorro defendeu-se como pôde, sem poder usar a sua famosa "galha". Por duas vezes o boi do Chico ameaçou tombar o boi do Calvô que mostrou uma coragem incrível e soube reagir à entrada de rompante do primeiro, sem se deixar derrubar ou encostar ao muro. A determinada altura os papeis inverteram-se e foi o Cordeiro que ficou mais perto do muro de pedra (foto), acabando mesmo, e algo estranhamente, por se deixar encostar (apesar de ser mais pesado e forte). Encostado "às cordas" e bem preso pelos cornos do Zorro, o boi mais caro da história vacilou, e com o seu próprio peso acabou por se ferir no corno esquerdo na tentativa de se libertar. Foi bem audível entre os presentes o estalar da "galha". Quando os animais voltaram a encostar as cabeças, o Cordeiro não terá aguentado as dores e fugiu, entregando a vitória e o fogo ao Zorro e ao Calvô, que ficou visivelmente emocionado. Com o fim de um mito, nasce outro e aí está o Zorro, campeão e à espera de novos desafios. Destaque Tourém e Vilar de Perdizes: duas aldeias unidas pelo signo do contrabando O contrabando contribuiu durante largos séculos para o desenvolvimento económico da aldeia fronteiriça de Barroso. Duas das melhores aldeias do concelho, Vilar de Perdizes e Tourém, devem justamente essa prosperidade relativa a esta actividade. Isso mostra como o contrabando é fomentador de desenvolvimento e que, se calhar, em vez de reprimido, devia ser incentivado, mesmo hoje, em tempo de fronteiras abertas. E, se calhar, em vez de as pessoas andarem a brincar aos contrabandistas, deviam antes exercer o contrabando. Pois bem, duas aldeias, fazendo jus à fama, vão recriar a actividade do contrabando. O passado e o presente nos carreiros do contrabando em Vilar de Perdizes Dia 9 de Agosto a aldeia de Vilar de Perdizes vive uma jornada que invoca uma das mais memoráveis práticas do passado: o contrabando. Esta iniciativa, sob o lema "O passado e o presente nos carreiros do contrabando", vai ser organizada pela Associação de Defesa do Património de Vilar de Perdizes e contará com o apoio do Ecomuseu de Barroso, Junta de Freguesia, do Padre Fontes e da Rádio Montalegre. Esta actividade servirá também para tentar desanuviar o clima de tensão que se vive entre o Presidente da Câmara e a aldeia, por o Ministério da Educação decretar o fecho da escola e o Presidente vir a terreiro declarar-se inequivocamente contra o povo e a favor do Ministério. O Presidente da Junta que, com o seu silêncio, tomou partido a favor da Câmara e contra o povo, procurará também tirar dividendos do encontro como se o honrado povo fosse de memória curta ou se vendesse por "dez vinténs de mel coado". Esta iniciativa surge pouco depois de o Município ter inaugurado a Rota do Contrabando de Vilar de Perdizes. Para participar é preciso pagar 5 euros. Noite de Contrabando em Tourém Também em Tourém, uma das mais bem conservadas aldeias do Concelho e como Vilar, terra ligada ao contrabando (e também terra onde a escola vai fechar), a sua Junta de Freguesia, com o apoio do Ecomuseu de Barroso e da Rádio Montalegre, vai organizar a "Noite de Contrabando". Será no dia 11 à noite e diz-se que terá encenação surpreendente. A viagem por este imaginário inicia-se, pelas 20 horas, no coração da aldeia, mais concretamente no Largo do Cruzeiro. Acto contínuo, dá-se a saída dos "contrabandistas" que vão fazer um périplo mítico por aquela aldeia fronteiriça: passagem pelo marco 100, visita à aldeia galega de Randín e, por fim, convívio no centro da aldeia. Sexta-feira, Agosto 01, 2008 Quinta-feira, Julho 31, 2008 Faleceu Rogério Borralheiro Docente e investigador de mérito confirmado Faleceu dia 26 de Julho, Rogério Capelo Pereira Borralheiro, nascido em Salto, em 10 de Janeiro de 1952. Era sobrinho do Padre João Evangelista Pereira Borralheiro (1870-1994) que paroquiou várias freguesias, incluindo Braga, onde tem o seu nome numa rua São Pedro D’Este. Rogério Borralheiro fez o curso do Magistério Primário que exerceu até se aposentar. Radicou-se em Braga e, sem nunca deixar de ser Professor do Ensino Primário, licenciou-se em História e em Ciências Sociais e fez o Mestrado, na Universidade do Minho, na área da História das Populações. Leccionou no Instituto de Estudos Superiores de Fafe, entre 1999 e 2004. Foi vereador, pelo PSD, na Câmara Municipal e membro da Assembleia de Montalegre, sempre com posições moderadas, privilegiando os interesses dos Barrosões, mais do que os partidários. Esteve ligado a várias associações culturais e de beneficência, quer do concelho quer de Braga. Foi, nomeadamente, Presidente da Direcção dos Bombeiros Voluntários de Salto terra que sempre enalteceu por testemunhos vivos, nomeadamente, através da escrita que exerceu ao longo dos anos, ora em revistas, ora em jornais. Depois de obter formação superior na UM, onde conheceu José Viriato Capela, Henrique Matos e Carlos Prada Oliveira, dedicou-se com eles (e com outros) à elaboração de obras monumentais que fizeram desses investigadores, nomes a permanecer na historiografia portuguesa. Mormente na elaboração de sete volumes sobre as Memórias Paroquiais de 1758 (2003), do Alto Minho (2005), de Vila Real (2006), de Bragança (2007) e mais três volumes já em preparação (Porto, Aveiro e Viseu). Em Março do ano em curso, sempre sob a orientação do catedrático Viriato Capela, Rogério Borralheiro, mais Henrique Matos, trouxeram a público o I de três volumes sobre O Heróico Patriotismo das Províncias do Norte – Os concelhos na restauração de Portugal de 1808. O nome de Rogério Borralheiro vai, obviamente, manter-se nas vultuosas obras da colecção: Territórios, Culturas e poderes do Núcleo de Estudos Históricos da UM, cuja edição foi planeada e conseguida pela dupla: José Viriato Capela e Rogério Borralheiro. Mas não se limitou aos estudos conjuntos. Também produziu, sozinho, As memórias de Montalegre, o Couto de Dornelas, um concelho extinto e o Município de Chaves entre o Absolutismo e o Liberalismo (1790/1834). Nos últimos anos e já na situação de aposentado, passava o seu tempo a pesquisar, de Biblioteca em Biblioteca, contributos para as obras anunciadas e ainda não editadas e outras de cariz regional, além de preparar artigos científicos, conferências, apresentação de livros. Era uma espécie de jeireiro permanente da historiografia regional. Muito havia a esperar do seu saber, da sua propensão para a escrita e dos seus hábitos de trabalho. Por outro lado era um académico empenhado, um Barrosão orgulhoso, um Amigo que valia a pena conhecer. Dia 29 de Julho todos os caminhos foram dar a Salto, onde nasceu e quis ser sepultado. Estou certo de que a Câmara de Montalegre saberá reconhecer o mérito deste Barrosão e que a Junta de Freguesia não deixará de consagrar num espaço público o nome deste modelar Professor e investigador. Sentidos pesâmes à Família. (Barroso da Fonte) N.R. O jornal "O Povo de Barroso" associa-se, deste modo, ao luto da família a quem endereça os mais sentidos pêsames. Aproveita ainda para agradecer a colaboração de enorme qualidade, mas sempre desinteressada, que o Dr. Rogério Borralheiro teve para com este jornal ao longo de muitos anos, lamentando profundamente a perda tão precoce de tão ilustre barrosão. Homenagem lhe seja feita. Paz à sua alma. Sexta-feira, Julho 25, 2008 Opinião A Banda de Parafita e o Miguel Torga Em Braga: Quando se quer arranja-se sem-pre motivo. Mais uma vez tive o grato prazer de acompanhar no S. João de Braga, a Banda de Música de Parafita, que nós por cá, chamamos de Banda de Montalegre. Não sei se é por gostar muito de bandas filarmónicas, se é por apelo da terra mãe, certamente as duas coisas juntas, a verdade é que, a presença da Banda me entusiasma e me conduz em invocações bucólicas para os lameiros de Oliveira onde, no Verão guardava o milho, algumas vezes mal, das vacas que teimavam em rejeitar a erva do lameiro para assaltar, em vagas de autêntica cavalaria, as tenras crochas dos milheiros. Uma vez foi uma razia tal que o meu tio Afonso ralhou ao meu avô, seu pai e meu companheiro na pastorícia sazonal das férias grandes que, do outro lado do lameiro tinha tanta atenção, às vezes ao gado como eu. Ficou como história para contar, zurzir e rir sempre que a maré surgia que não é o caso. Voltemos à banda. Já descrevi, em traços breves, no número anterior, os caminhos da Banda por Braga. Agora venho, no rescaldo da festa acabada, mostrar outra dimensão da passagem da Banda de Música de Parafita por Braga e não é menos dignificante para Parafita e concelho de Montalegre. Para além do espectáculo, ou melhor das diversas actuações na romaria do S. João, por obrigação do contrato, a banda, em percurso sabiamente elaborado, chegou a vários sítios e instituições da cidade marcando indelevelmente a sua passagem. Desde o Asilo de S. José, passando pelo Feira Nova e Cardoso da Saudade à Casa Transmontana não deixou de encontrar disponibilidade para de modo generoso levar alegria a quem precisa e animação a quem a procura. A Banda de Parafita e o seu autocarro, bem identificado de Montalegre e da Câmara, deram um inequívoco e precioso contributo para o reforço da coesão do povo imenso de Barroso em Braga, e acicataram o seu orgulho regional. A forma competente e particularmente simpática como se movimentam e comunicam é um excelente veículo divulgador da sua terra em particular e do concelho de Montalegre em geral. Sabemos que está a Banda de Parafita num momento crucial do seu percurso. Com a construção da sua sede social e com os investimentos na escola da música, as exigências são cada vez maiores aumentando as dificuldades. É hoje que precisa de mais força e persistência dos seus directores, mas também do apoio das gentes de Montalegre e das autoridades. O papel social e o desenvolvimento intelectual das populações que através da Associação Cultural e da Banda de Música se vem tecendo, justifica plenamente o investimento político das forças vivas do concelho com a Câmara Municipal na dianteira, como creio está a acontecer. Todos saem a ganhar. E o Torga o que tem a ver com a Banda de Música, o S. João de Braga de 2008 e a política de incentivo cultural? É um devaneio apenas e pretexto para juntar dois símbolos muito diferentes é certo, da cultura que se pratica e passa por Barroso. Tenho a certeza que Torga gostaria de ver a Banda de Música em Braga, a tocar à desgarrada com outra, a de Cabreiros, também conhecida por Banda de Braga, no mesmo palanque! Não lembra ao diabo ou é mesmo sinal de que os tempos mudam. Por duas bandas em despique lado a lado. Em outros tempos era por o lume à beira da estopa. Certamente o Torga, experimentado em outras lides, estaria sempre na expectativa que acontecesse como no longínquo ano de 1956, a 28 de Junho, na Feira do Prémio de Montalegre que ele viveu e descreveu deste modo que proponho aos leitores: Feira do prémio. As elegâncias bovinas da região num concurso de beleza. Mas coisa a sério! Cada vedeta examinada e medida com um rigorismo de meter Hollywood num chinelo. Torci quanto pude por uma bezerra ruiva - Deus me perdoe a oculta transposição antropomórfica que se estaria a operar no meu subconsciente, fiz de jarrão à mesa do júri, apertei a mão aos donos das beldades eleitas, e, no fim, quando esperava ver coroada com uma chega de toiros a minha abnegação pecuária, arma-se tamanho sarilho entre as duas povoações donas das bisarmas à altura da façanha, que parecia o fim do mundo. No meio de negociações complicadas, em que pus toda a diplomacia de que sou capaz - a escolha do terreno da luta, a verificação de que não havia navalhas de ponta e mola embutidas nas hastes dos cornúpetos, etc.,etc.-, insofrida, a virilidade humana antecipou-se à virilidade dos animais. Nas barbas da autoridade, dispensou galhardamente os actores contratados e, em vez duma turra de bois, ofereceu-me o espectáculo mais sensacional ainda de uma turra de gente. Com esta vantagem para mim: metido também na dança. Atónito no meio da insólita floresta de varapaus, tratei de me defender como pude das bordoadas, sem medir a grandeza da gene rosidade, e até propenso a considerá-la abusiva. Mas logo que a tempestade amainou, e tive de estancar o sangue no lanhaço de um dos heróis, testemunhei-lhe o meu alarmado reconhecimento. A resposta veio num simples sorriso sibilino, que interpretei desta cândida maneira: já que eu estava tão interessado em conhecer as coisas por dentro... ("Diário VIII", 3ª edição revista, págs. 42/3) Outros tempos claro. Como já vimos em Braga não houve guerra nem amuos, pelo contrário, as duas bandas terminaram a "desgarrada" com a interpretação em conjunto do Hino de Braga. Tudo em tranquila concórdia, mas a verdade é que também não havia varapaus para dar corpo a algum bairrismo mais exacerbado. Braga, 25 de Junho de 2008 Opinião de Rogério Borralheiro Terça-feira, Julho 22, 2008 1) VI Encontro de Idosos de Montalegre A tarde do passado domingo, dia 13, foi aproveitada pela Junta de Freguesia de Montalegre para a tradicional realização do Encontro de Idosos de Montalegre, evento que já vai na 6ª edição. Este ano a organização contou com o apoio incansável dos escuteiros locais. Como também é habitual o local escolhido para este encontro foi o parque do Cavado. Antes das várias actividades lúdicas, os idosos escutaram uma missa campal celebrada pelo pároco da vila, o P.e Vítor, que realçou a importância do evento, caso raro no nosso concelho. De seguida, e enquanto se foi preparando a mesa, o caldo verde foi fervendo na lareira improvisada no local, enquanto as febras iam assando no grelhador. Já passava das 16 horas quando foi servido o lanche convívio, temperado com muita animação de gente mais nova, com música ao vivo com acordeões e desgarrada. Uma tarde bem passada pelos perto de 150 idosos presentes e que promete regressar para o ano. 2) Novo banco em Montalegre Pouco depois da Caixa de Crédito Agrícola ter mudado de instalações para a Avenida, frente aos CTT e Repartição de Finanças, um lugar mais airoso e onde não passa despercebida a quem passa (ao contrário do antigo balcão), a instituição bancária BPI abriu de raiz um balcão em Montalegre. Situado na Rua General Humberto Delgado, em lugar central e vistoso, perto da Câmara e da Biblioteca, figura no lote dos quase 700 existentes por todo o país. O balcão dá emprego a quatro colaboradores, todos naturais do concelho, uma aposta, sublinhou Rui Correia, «que deve ser encarada como um factor de confiança para a credibilidade do negócio» e que só por si, numa terra onde carece a oferta e criação de emprego, é merecedor dos maiores elogios. Foi um investimento significativo que prova a atractividade do município como terra de elevados depósitos bancários, em grande parte fruto das poupanças dos emigrantes, e onde, felizmente, as pessoas têm hábitos de poupança. Naturalmente que as instituições bancárias estão interessadas em captar e rentabilizar esses depósitos. Quem tem também a ganhar com o aumento da oferta e com a melhoria das instalações, no caso da Caixa Agrícola, são os Barrosões. O aumento da concorrência se não traz aumento das rentabilidades das taxas de juro poupança, traz pelo menos melhorias na prestação de serviços. 3) Centro Escolar de Montalegre O futuro Centro Escolar de Montalegre foi recen-temente aprovado pelo Governo numa sessão no Porto. A obra está enquadrada no QREN (Quadro de Referência Estratégico Nacional), e terá um financiamento significativo de uma estrutura avaliada em cerca de dois milhões e meio de euros. O Centro Escolar EB1/JI de Montalegre disporá dos seguintes espaços: 12 salas de aula para EB1; 6 salas de actividades para JI; Biblioteca/Informática; Sala Polivalente; Cozinha e instalações acessórias; Áreas administrativas; Sala de Professores; Instalações Sanitárias; Espaços comuns e áreas de recreio coberto e descoberto. A Estrutura será erguida junto à Escola Secundária de Montalegre. Trabalhos arrancam este Verão. Espera-se que o ano lectivo 2009/2010 (Jardins de Infância e Ensino Básico) já seja no novo espaço. As previsões indicam que o novo Centro Escolar de Montalegre irá acolher 18 docentes, 23 não docentes e 6 espaços comuns. O pré-escolar terá capacidade para receber 150 alunos, 6 turmas e 6 salas ao passo que o 1.º Ciclo os números falam em 288 alunos, 12 turmas espalhadas por 12 salas. 4) Parque Nacional da Peneda-Gerês aderiu a rede das áreas naturais de excelência da Europa O Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG) aderiu no final do passado mês de Junho à PAN Parks, uma rede que integra as áreas naturais mais importantes da Europa, o que lhe poderá valer um «incremento substancial» do afluxo de turistas estrangeiros Com a certificação PAN Parks, é de esperar um incremento substancial do afluxo de turistas estrangeiros, nomeadamente do norte da Europa, pois irá permitir integrar o PNPG no roteiro dos grandes operadores turísticos especializados em turismo de natureza», explicou fonte do Ministério do Ambiente. A PAN Parks é uma fundação sem fins lucrativos que visa a criação de uma rede de excelência, com as melhores áreas naturais da Europa, aumentando o seu conhecimento e ajudando a protegê-las. A partir de agora, o PNPG passa a ser a primeira área natural ibérica a integrar a rede PAN Parks, mas o Parque Natural do Xurês, do lado espanhol, está também a estudar a possibilidade de se candidatar à mesma rede, o que iria permitir a criação do primeiro parque transfronteiriço certificado pela PAN Parks. «A adesão do PNPG irá consolidar a estratégia de se manter uma zona de ambiente natural sem qualquer intervenção humana, a qual poderá ser um verdadeiro banco de ensaio para se testar a sucessão ecológica», sublinhou ainda a fonte do Ministério do Ambiente. As áreas protegidas candidatas à certificação PAN Parks são sujeitas a um «rigoroso» processo de auditoria independente, onde são considerados vários critérios, como a qualidade do ambiente e dos valores naturais, a gestão da conservação da natureza e da biodiversidade, a gestão dos visitantes e o desenvolvimento do turismo sustentável. Para poderem obter esta certificação, as áreas protegidas têm de cumprir vários requisitos, como possuírem uma área não inferior a 20.000 hectares, integrarem uma zona sem intervenção humana com uma área mínima de 10.000 hectares e disporem de um plano de gestão de visitantes. O PNPG abrange os concelhos de Arcos de Valdevez, Montalegre, Ponte da Barca, Terras de Bouro e Melgaço, totalizando uma área de 70.290 hectares. É a única área protegida nacional que possui a categoria de Parque Nacional, o nível mais elevado de classificação das áreas protegidas. 5) Encontro do Idoso do Concelho de Boticas 2008 O passado dia 29 de Junho, um Domingo, foi o dia escolhido para a realização do Encontro do Idoso do Concelho de Boticas 2008, que este ano se realizou pelo décimo segundo ano consecutivo, contando com a organização da Câmara Municipal de Boticas e o apoio da Santa Casa da Misericórdia de Boticas, do agrupamento de Escuteiros 1148 e do núcleo local da Cruz Vermelha Portuguesa. Num clima de verdadeira festa e coincidindo na data com as tradicionais festividades do S. Pedro, perto de mil e quinhentos idosos marcaram presença no Pavilhão Multiusos, num dia marcado pelo convívio, pelo reviver de velhos amigos e, claro está, pela festa que todos ajudaram a construir e que faz deste encontro um dos eventos de maior significado entre os muitos promovidos pela autarquia. O programa comemorativo deste XII Encontro do Idoso do Concelho de Boticas arrancou com uma Missa Solene realizada no recinto e celebrada pelo Monsenhor Silvério Guimarães, pároco de Boticas, contando com a participação de todos os idosos e vivida dentro de um clima e ambiente próprios de uma eucaristia, ou seja, em silêncio e em reflexão. Pouco depois de terminada a eucaristia foi servido o almoço a todos os presentes no Pavilhão Multiusos, altura aproveitada pelo Presidente da Câmara, Fernando Campos, para, um a um, cumprimentar pessoalmente todos os idosos e oferecer-lhe uma pequena lembrança alusiva a este dia, como todos os anos acontece, num gesto de carinho e atenção que os idosos tanto apreciam. Ao início da tarde, e muito embora as altas temperaturas fossem pouco convidativas a grandes esforços, os idosos participaram num animado e muito concorrido baile, ao som das músicas populares levadas ao palco pelo agrupamento Duo Sol, um conjunto musical do concelho. No decorrer do baile, tempo ainda para a dona Almerinda Afonso, de Vilarinho Seco, subir ao palco e, ao jeito de "cantares à desgarrada", entoar algumas quadras construídas de improviso e alusivas a este dia de festa. Uma "actuação" ouvida atentamente e merecedora de rasgados aplausos. Terminado o baile foi hora do regresso a casa, na certeza de que foi um dia bem passado e do agrado de todos os idosos. Quinta-feira, Julho 17, 2008 Destaque 3 "Vinho dos Mortos" já é uma realidade no mercado Acaba de ser finalmente lançado no circuito comercial o tão conhecido e já mediático VINHO DOS MORTOS, por muitos considerado um ícone da gastronomia Botiquense. Desde tempos remotos cultivado em extensos vinhedos á época existentes na freguesia de Boticas e na sua congénere da Granja encontra-se a sua produção actualmente confinadas a duas ou três propriedades agrícolas exclusivamente situadas na sede do concelho. Anteriormente já comercializado sob aquela designação, que apenas lhe correspondia na versão popular, conquistou recentemente o estatuto oficial com a certificação de denominação de origem VINHO DOS MORTOS, na Classe Vinho Regional Transmontano. O obreiro deste rigoroso, intrincado e minucioso processo foi o produtor ARMINDO DE SOUSA PEREIRA, apaixonado compulsivo pela agricultura e proprietário de uma extensa vinha situada na encosta da Poça da Cruz. Dinâmico e perspicaz, ousou enfrentar com estóica persistência e inflexível teimosia todas as fases que o regulamento impõe para a certificação de produtos de consumo e muito especialmente os alimentares. Desde a adaptação aos métodos de tratamento das uvas na fase de desenvolvimento, à selecção das castas, ao acondicionamento em cubas inox hermeticamente fechadas, ao engarrafamento com rótulo identificativo e ao selo de registo de produtor, todas estas condicionantes foram escrupulosamente cumpridas, sob pena de ter de enfrentar as consequências decorrentes das normas legais e regulamentares que regem este procedimento. Fazendo uso das novas técnicas saídas da modernização agrícola e de equipamento da última geração, criou na sua unidade de confecção uma autêntica linha de engarrafamento em série. O recipiente de comercialização e constituído por garrafa de 750 ml, com rótulo identificativo do conteúdo, de formato esbelto e esguio, a desafiar a arquitectura do design mais avançado. A embalagem de transporte consta de uma caixa de cartão timbrado com a capacidade para três unidades, de fácil e cómodo manuseamento. Como recompensa de toda esta panóplia burocrática e logística foi pela Entidade competente declarado o Sr. Armindo de Sousa Pereira o único produtor/Engarrafador registado oficialmente para comercializar esta marca de vinhos. Os pontos privilegiados de venda deste produto genuíno de Boticas serão agora, além do próprio produtor, o supermercado Mini-Preço e outras superfícies comerciais a quem o mesmo conceder tal prerrogativa, nas condições que reciprocamente vierem a ser acordadas. Informações detalhadas sobre as características e qualidades deste néctar dos deuses poderão ser colhidas no posto de Turismo de Boticas e Repositório do Vinho dos Mortos à entrada da Granja. Quem tiver paladar afinado e ousar ingeri-lo, não terá dúvidas de que este delicioso vinho não ressuscitará os mortos, mas garantidamente prolongará a vida dos vivos!... Destaque 2 Projecto "Aldeia-Viva" Desafia Turistas a Visitarem Pitões das Júnias A Iniciativa intitulada "Aldeia-Viva" que já há muito é realizada com sucesso em Paredes do Rio, a cargo do seu Presidente da Junta, Acácio Moura, vai ser agora reproduzida noutra aldeia, Pitões das Júnias, organizada pelo Pólo de Pitões do Ecomuseu de Barroso. Estender-se-á por cinco fins-de-semana durante o presente Verão e será necessário proceder a inscrição obrigatória para nela participar (consultar proposta em anexo). Incluídas no preço estão ainda as refeições com produtos locais, a dormida e uma noite animada com a actuação dos Gaiteiros de Pitões em taberna típica. Além das propostas que já existiam de visita à Igreja do Mosteiro de Sta. Maria das Júnias, cascata e núcleo rural: pólo, moinho e forno do povo, surge agora um novo projecto bem mais difícil de concretizar com o intuito de dinamizar esta "Aldeia-Viva": os fins-de-semana onde se encontram integradas todas as entidades da aldeia. Havendo interesse e número suficiente de inscritos, o programa poderá ser realizado em qualquer outra altura. Basta para isso contactar a organização. Como forma de melhor servir o visitante, durante os meses de Julho e Setembro, para além do horário normal do fim-de-semana (10h30-12h30 e 14 às 17/18 horas, horário de Verão), o Pólo estará aberto de terça a sexta-feira das 14 às 18 horas. Destaque Há Fome e Miséria em Montalegre Triste sina a de um Povo que tem uma Câmara destas. Em 30/04/2008, sexta feira, os serviços de acção social da Câmara foram informados que na localidade de Covêlo do Gerês existia uma família, constituída por pais e três filhos menores, em situação de vulnerabilidade económica, tendo constatado que, durante os fins de semana as três crianças estavam a ser mal alimentadas (apenas comiam batatas que lhe tinham sido oferecidas). É do conhecimento pessoal de responsáveis da Câmara a situação social daquela família e, aquelas três crianças têm a decorrer um Processo de Promoção e Protecção no Tribunal de Montalegre, exactamente por negligência parental. Por indicação já do tribunal, esta família deveria pedir o RSI, na Segurança Social não o tendo feito até à altura. Com data de 10/05/2008 (dois fins de semana depois), um estabelecimento comercial de Covêlo do Gerês emitiu um recibo processado por computador no valor de 53,35 euros (10.695$71), com o seguinte: 1 frango, 1 embalagem de ovos, 6 litros de leite meio gordo, 2 de arroz, 4 de cotovelos, 1 de congelados (peixe), 1 planta, 2 de óleo, 1 de azeite, 4 de iogurtes, 1 de congelados (carne) e 40 pães. A fome está naquela família e verifica-se que não há gente no terreno para tomar conhecimento e prevenir outros casos. A exclusão e a miséria levam à fome, mas o pior que pode acontecer a este Povo é ter uma Câmara que não tem uma politica de apoio social condigna, que julga que matando a fome durante um dia e ficando à espera que a família peça e receba o RSI, resolve os problemas de quem nada tem, a começar pela estabilidade psicológica, social e responsabilidade familiar. Quatro iogurtes e seis litros de leite, desaparecem enquanto o diabo esfrega um olho, em famílias desta dimensão remediadas ou até abastadas sem passarem privações, quanto mais numa que aos fins de semana só tem batatas porque lhas deram. E os outros dias? Com tanta irresponsabilidade e negligencia, quem assegura que as crianças vão ter acesso prioritário aos alimentos? Quanto tempo dura a carne, o peixe, o óleo, o arroz, a massa e o azeite? Resolveu-se o problema de um fim de semana, tarde apesar de tudo. O que é que se fez nos restantes dias da semana e nos restantes fins de semana? Quem se preocupa em saber o que vai por essas aldeias e vilas do concelho? A distribuição de bens alimentares é privilégio dos anos eleitorais? Não se sabe se os responsáveis pelos destinos deste Povo podem dormir descansados e de consciência tranquila. Esperemos que despertem. Não se quer que a Câmara mantenha vadios, calaceiros ou marginais. Apenas se exige que as crianças desta terra possam viver mais felizes e sem privações. Que se encontrem soluções para que os chefes de família possam exercer as suas responsabilidades como pais. Não se dê o peixe, dê-se condições para pescar. Apesar de tudo, uma mudança de pneus do BMW da Câmara que o Presidente utiliza (2063.78 euros), daria para alimentar esta família durante uma grande parte do ano. Os 50.000,00 euros de azulejos pintados à mão que a Câmara mandou colocar no multiusos, eram mais bem empregues em benefícios sociais às famílias carenciadas. Os 21.808,50 euros que pagou pelas duas câmaras de videovigilância que colocou na rotunda da Corujeira e na da saída para Meixedo, fariam a felicidade de muitas crianças e jovens. O apoio que dá às colectividades e associações é um bom principio, mas deveria ter regras bem definidas e não apenas servir para as manter caladas ou do seu lado politico. O cartaz de campanha eleitoral do Presidente da Câmara dizia: "Este é dos nossos". Quem teve esta infeliz ideia ou já está arrependido, ou é da família, ou ainda é dos poucos que o servem para se manterem à mesa do poder. Os Barrosões não são assim. São solidários. Haja vergonha. O dinheiro da Câmara é para servir o Povo nestas e noutras coisas e não para mediocridades supérfluas ou vaidades individuais. Um caso destes nunca deveria acontecer nesta terra. Esperemos que não haja outros tão ou mais dramáticos e que se tal acontecer quando a informação chegar não seja tarde demais. (PSD Montalegre) In http://www.opovodebarroso.blogspot.com/ |
| Emigração a "salto" retratada em documentário | 2008/ 08/07 19:34 |
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Realizador Carlos Domingomes está a filmar no Barroso
Carlos Domingomes está em negociações com a estação de televisão pública, no sentido de o trabalho vir a ser exibido em quatro episódios Um jovem realizador está a recolher imagens no concelho de Montalegre. As filmagens vão integrar um documentário que Carlos Domingomes está a produzir há cinco anos sobre a emigração a “salto” para França nas décadas de 50, 60 e 70. “Au Revoir Portugal” deverá ficar pronto no final deste ou no início do próximo ano e poderá ser exibido na RTP se as negociações entre a estação de televisão e o realizador se concretizarem. Quando o avó morreu, Carlos Domingomes percebeu o quanto é efémera a memória humana e a importância de a reter. Foi assim que o jovem realizador, residente em Lisboa, mas com raízes na Guarda, iniciou o projecto que agora está prestes a finalizar: a realização de um documentário sobre a forma como milhares de portugueses emigraram para França nas décadas de 50/60/70. Esta semana, o também professor na Escola Secundária Especializada em Ensino Artístico Antonio Arroio, em Lisboa, e filho de pais emigrantes, esteve a recolher imagens e testemunhos no concelho de Montalegre, que irão, sobretudo, servir para retratar o modo de vida de então. O contrabando será um dos temas abordados. E a aldeia de Vilar de Perdizes, onde a prática tinha grande expressão, foi um ponto de passagem do realizador. Carlos Domingomes está em negociações com a estação de televisão pública, no sentido de o trabalho vir a ser exibido em quatro episódios. Não seria a estreia do realizador no grande ecrã. Já em 2005, um outro documentário do realizador, “Lá em cima bem perto do céu”, foi exibido na RTP2, no programa Onda Curta. Em declarações ao Semanário TRANSMONTANO, Carlos Domingomes considerou que o tema “continua muito actual” e que o fenómeno da emigração está a “ressurgir”. No entanto, é de opinião que o assunto ainda é “um universo muito desconhecido” e que há ainda muita dificuldade por parte das pessoas em relembrar essas vivências. E, por isso, acredita que este trabalho seja “o mais profundo” que exista sobre a emigração para França. In Semanário Transmontano - Margarida Luzio |
| As Chegas do Verão de 2008 | 2008/ 07/11 19:33 |
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Este Verão, em Barroso, as Chegas prometem. Para além do Torneio das Chegas de Bois barrososos já em curso, todos os Domingos no Campo do Sr. da Piedade, muitas outras vão ser realizadas para gáudio dos aficionados do desporto rei de Barroso. Entre os bois cruzados de diferentes raças com predominância para o mirandês, tivemos a oportunidade de referenciar cerca de três dezenas de bois “campeões”. Portanto, bois que nunca ficaram mal e que estão disponíveis para lutar. Estamos a falar de bois de muita qualidade, bois turradores, de peso igual ou superior em muitos deles à tonelada. Exemplares bem tratados, ainda novos nos quais os criadores estão a apostar muito forte, não se poupando a esforços para levar até aos campos de Chegas o espectáculo mais apetecido de todos nós. António Gonçalves Dias, mais conhecido por Calbô, de Soutelinho da Raia, é o que se destaca nesta paixão pelas Chegas de Bois. Só dele são sete, cinco dos quais “campeões”, de bom trato e com idades que não vão além dos seis anos. Possui um campo de Chegas próprio em Soutelinho e tem investido muito não só em bois como em terrenos para dar aos seus animais as melhores condições para se desenvolverem. Anda agora numa roda viva porque é o organizador da maior parte das Chegas que reparte por Vilar de Perdizes e Soutelinho.
Tony Mourão é outro apaixonado pelos bois. Dele foi a iniciativa de trazer da Suiça as vacas pretas alpinas mas cujo espectáculo não resultou como era seu desejo. Os barrosões, nestas coisas de Chegas preferem os bois. Sempre ele ele tem investido em bois ou isoladamente ou em parceria com os seus amigos de Meixide e Pedrário. Outros investidores em bois e amigis das Chegas há por todo o concelho de Montalegre designadamente em Aldeia Nova onde encontrámos dos melhores bois da região. O Cândido de Meixide, o Miranda de Arcos, o Tó do Lano, o Pedro do Lano, o Júlio e o Nelson Costa, da Aldeia Nova, o António Pinto e os “Padeiros” de Vilar de Perdizes, o António Duarte, o Nuno Duarte mais o José Carlos, o Luís de Penedones, o Domingos de Fiães, os manos José e Jaime, da Portela, o Mano e o Zé Catita, de Montalegre, depois o Farraulas de Santo André e o Alberto de Sendim, só para citar dos tratadores dos bois cruzados, por sinal os que, nos últimos anos, têm proporcionado as chegas mais espectaculares. O primeiro dos bois (na foto), o "Cordeiro" do Chico de Mourilhe, custou 20.000 €uros, é um boi temível e no dia 27 de julho vai ter pela frente o "Zorro" do Calbô (foto nº2)o, uma Chega fantástica em perspectiva. Contudo, este ano, como acima se diz, muitos outros há que vão proporcionar grandes Chegas. No que respeita aos "portugueses" há menos e o Torneio dos Barrosos, este ano de 2008, exceptuando o 1.º Domingo, não tem corrido favoravelmente. No nº 313, de 30 de Junho, publicamos as fotos e as características de 24 Bois Campeões. Publicado por Carvalho de Moura em 01:03 In http://omontalegrense.blogspot.com |
| O Povo de Barroso Nº 400 | 2008/ 07/11 19:29 |
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Sexta-feira, Julho 11, 2008
Opinião E o Povo é Que Paga Está em cima da mesa uma proposta para que os clientes da EDP passem a pagar os calotes e atrasos de pagamentos dos clientes incumpridores, e demais deficiências de tesouraria. Agora paga o justo pelo pecador! Onde já se viu tamanho disparate?... Só em Portugal se admitem sequer propostas ridículas destas. Num país credível e defensor dos cidadãos isto era simplesmente impensável, aliás, seria motivo de sobra para fazer rolar muitas cabeças! Ao que parece, temos um funcionamento da EDP assente numa empresa produtora e numa empresa distribuidora. Ora a distribuidora paga a energia à produtora e faz com que ela chegue a casa das pessoas. O problema parece residir no facto de a empresa distribuidora ter problemas de tesouraria, devidos a atrasos de cobranças e, sobretudo, ao facto de os pagamento serem desfasados no tempo. Ou seja, a EDP distribuição compra a energia, tem custos com a distribuição, e só passados dois meses (factura bimensal) é que recebe dos clientes, isto quando estes pagam a tempo e horas. Portanto a solução encontrada por esses senhores de uma entidade reguladora que não deve "regular lá muito bem" foi propor que o povo pague uma taxa para financiar as necessidades de fundo de maneio da EDP. Isto é rídiculo! Quantas e quantas empresas têm uma tesouraria deficitária? Não me consta que elas apliquem taxas a clientes regulares para cobrir créditos de fornecimento ou incobráveis! Mas, segundo sei, o grupo EDP no seu todo gera milhões de euros de lucro por ano! Isto é manifestamente gozar com o "ceguinho"! O Povo é que paga - parte 2 É verdade, o filme acima tem sequela! Também no que respeita à água que consumimos andamos a pagar o que não devíamos. Saiu uma nova lei que proíbe a cobrança de quaisquer taxas de aluguer de contador, por se tratar de um serviço público essencial. Muitas autarquias, Montalegre inclusive, apenas "mudaram o nome aos bois" e continuam a cobrar o dito valor. Apesar de o legislador ter previsto essa situação, as autarquias continuam a cometer abusos, mudando apenas o nome da taxa para "taxa de disponibilidade" ou outro nome do género! Isso é Ilegal e a associação de defesa dos consumidores prometeu estar atenta a essa situação. A ver vamos se um dia seremos ressarcidos ou não desses montantes, acrescidos dos respectivos juros, pois nós quando nos atrasamos no pagamento também temos de "os pagar e não bufar". Por agora resta-nos abrir a carteira e pagar mais esse abuso, como se a vida económica dos portugueses andasse de muito boa saúde! Por Duarte Gonçalves Terça-feira, Julho 08, 2008 Opinião Torga: 52 anos depois de visitar Boticas A Câmara de Boticas assinalou dia 19 Junho a primeira visita de Miguel Torga a essa ridente e prazenteira vila do Baixo Barroso, com o descerramento de uma sugestiva lápide, junto à sede autárquica com a mensagem que aí lhe saiu em 7/9/1973. No auditório José Sousa Fernandes decorrera uma sessão para apresentar o livro «Entre quem é» de Maria Assunção Morais, acto presidido pelo Engº Fernando Campos e com dissertação do académico Rogério Borralheiro e da autora. Meia centena de participantes que olhavam para o relógio por causa do jogo que nos afastou do Euro: Portugal-Alemanha. Ficámos todos com vontade de mais porque o tema Torguiano dá para muitas horas sem que canse ouvir-se falar dele. Durante cerca de 60 anos Miguel Torga andou por ali, «de terra em terra, com as tripas na mão. E a este Barroso vim parar! O problema, agora, é estar à altura das alturas, onde me encontro». Escreveu isto em 17 de Junho de 1956, em Carvalhelhos, porque «a doença tem-me dado muitas horas amargas». Nos anos anteriores frequentara as termas do Gerês. E numa dessas incursões, em 28/5/1955, já ele descobrira Negrões, onde exarou a primeira mensagem Barrosã: «Nada existe aqui de notável a testemunhar uma vida humana superior ou singular. Seres esquemáticos, num ambiente esquematizado... Talvez seja a própria pobreza do meio que, despindo-os de todo o acessório, lhes evidencie a essência...» Talvez tenha sido em Barroso, onde Miguel Torga mais humanizou as Gentes transmontanas que fizeram dele e da sua obra, a epopeia telúrica que desafiará séculos e que deixará remorsos no Júri da Academia Sueca por não atribuir a essa obra, o Prémio Nobel que foi ter a mãos impuras e a mentes diabolizadas. As Câmaras de Montalegre e de Boticas (que foram as medievais Terras de Barroso) tiveram o bom gosto de dar as mãos, num projecto conjunto e original: reunir num pequeno livro (de 48 páginas) a cores e em papel de luxo, os 28 «diários» que entre 28 de Maio de 1955 e 1 de Setembro de 1991, escreveu e localizou em diversas aldeias (e nas duas vilas). São outras tantas reflexões universais que o poder político actual esculpiu em bronze encastoado no granito e, que já foram, ou vão ser fixadas, no centro de todas essas aldeolas de Barroso que Torga registou. Um roteiro simbólico que honra os seus naturais, residentes ou ausentes e também os visitantes e investigadores mais rigorosos do pensamento Torguiano. Nas palavras introdutórias desse roteiro escrevemos nós: «entendemos condensar nestas páginas as referências que Torga eternizou nos seus (16) Diários. Desde há vários anos era nosso desejo propiciar aos Barrosões esta recolha em que cada parágrafo é um hino à grandeza telúrica e humana das Terras de Barroso. O Prof. Orlando Alves, vereador da Cultura da Câmara de Montalegre, corroborou a ideia. O Dr. Fernando Rodrigues, Presidente da mesma autarquia, acolheu-a e ele próprio, num gesto de ancestral familiaridade telúrica, fez questão em partilhá-la com a Câmara de Boticas, cujo Presidente, Engº Fernando Campos, prontamente aceitou, numa indesmentível fraternidade que Miguel Torga teria aplaudido, se fosse vivo». Obviamente, nós que sugerimos a ideia e coordenámos o volume que as duas autarquias patrocinaram, obtivemos da Doutora Clara Rocha e das Edições Dom Quixote, a cedência dos direitos autorais. Montalegre já consubstanciara esse acto simbólico, numa chuvosa tarde de Novembro de 2007. Boticas, fê-lo, agora, e fê-lo muito bem. Os emigrantes das celebradas terras que Torga catapultou para o mapa universal, já poderão, nas férias que se aproximam, percorrer esses caminhos torguianos. E outros que o celebrado Escritor percorreu, para cumprir essa odisseia. Tive a felicidade rara, de, quando conheci Torga e lhe servii de guia, em oito anos consecutivos, sempre que vinha a Chaves fazer termas, como hóspede do Dr. Mário Carneiro, os três e mais o saudoso Padre Joaquim, de Serraquinhos, passarmos pela nossa casa paterna, (hoje nossa), em Codeçoso e aí saborear o caldo de couves e de carne de porco que minha Mãe fazia, tão bem. Nesse dia voltou esse lar a ser o albergue que fora, no séc. XIX: «Casa do Almocreve». Nenhuma diarística registou sobre essa aldeia. O que terá acontecido com outras. Mas nos 28 registos que fez estão simbolizadas todas as aldeias e gentes das Terras de Barroso. E de que forma! «Atrai-me esta amplidão pagã, sinto-me bem a pisar um chão em que o deus vivo de ricos e pobres, de alfabetos e analfabetos, é o toiro do povo. Um deus de cornos e testículos, que, depois de cada chega e de cada vitória, a gratidão dos fiéis cobre de palmas, de flores, de cordões de oiro e de ternura. Um deus que a devoção adora sem pedir outros milagres que não sejam os de força e da fecundidade, provados à vista da infância, da juventude e da velhice. Um deus a quem se dão gemadas e cervejas para que possa inundar as vacas de sémen, as moças de esperança, os moços de certeza e a senilidade de gratas recordações. Um deus eternamente viril, num paraíso sem pecado original». Na lápide, ora fixada em Boticas, completa Torga, o destino deste deus viril: - «sabe o que acontece aos toiros vencidos? - não faço ideia. - Abatem-nos. - Porquê? - Porque deixaram de simbolizar o poder da virilidade. - Deviam fazer o mesmo a certos homens...» Opinião de Barroso da Fonte Quinta-feira, Julho 03, 2008 Barroso em Resumo 1) Festas do S. João da Fraga em pitões das Júnias O passado fim-de-semana foi intenso na aldeia de Pitões das Júnias, no coração do Gerês, com as celebrações da Travessia de frei Gonçalo Coelho, no sábado, e o S. João da Fraga, no Domingo. A organização destes dois eventos, incluídos nas festas de S. João da Fraga, esteve a cargo da Associação Recreativa e Cultural " O Fiadeiro de Pitões", contando com o apoio da Junta de Freguesia local e do Ecomuseu. 4ª Travessia de Frei Gonçalo A manhã de Sábado começou bem cedo para os corajosos caminheiros que este ano percorreram o trilho de Frei Gonçalo Coelho entre o lugar de Cela na raia galega e a pitoresca aldeia de Pitões das Júnias, no nosso concelho. Tratou-se da 4ª edição e juntou à volta de 100 pessoas dos dois lados da fronteira. Os portugueses saíram bem cedo de Pitões no autocarro que os levou até Cela. Aí deu-se o ajuntamento com os vizinhos galegos e a partida a pé por montes e vales que relembram o percurso de quase 12 km que Frei Gonçalo Coelho fazia no século XV quando foi nomeado pároco de Pitões, onde vinha rezar missa ao secular mosteiro local, e da referida povoação galega. A chegada a Pitões ocorreu ao início da tarde onde foi servido o lanche no largo do Eiró e onde a animação continuou até noite dentro. S. João da Fraga Mas a noite acabou por ser pequena para os corajosos que quiseram deslocar-se até à capela de S. João da Fraga no Domingo, dia da celebração anual desta festa. A partida deu-se pouco depois das 7 horas da manhã uma vez que a missa estava marcada para as 10 horas e o trilho não é fácil, apesar de permitir observar-se das mais bonitas paisagens da região. Terminada a missa e a procissão, foi servido um lanche convivo no Carvalhal do Porto da Laje, seguido de muita animação com os Gaiteiros locais, os gaiteiros da Espiral (Braga), cantares ao desafio com a Celeste e Marinho, Concertinas, etc. À noite, a partir das 22 horas, e já bem no centro da aldeia, as cerimónias do S. João da Fraga culminaram, como habitualmente, com um concerto de música ligeira, este ano com o grupo LS. 2) "À Descoberta do Barroso" No próximo fim-de-semana (5 e 6 de Julho), a Câmara Municipal de Montalegre promove um evento intitulado "À Descoberta do Barroso" e que inclui visitas a alguns dos pontos mais turísticos do concelho, além da realização de alguns trilhos pedestres. No Sábado, dia 5 os trilhos a realizar são o "Trilho do Lobo e Carvalhal do Avelar", em Montalegre e "Trilho do Contrabando", em Vilar de Perdizes. A concentração será partir das 9:30 horas na Praça do Município. Também no sábado a partir das 14:00 horas e no domingo após as 9:30 horas, ocorrem visitas a duas aldeias do Parque Nacional da Peneda Gerês (Pitões das Júnias e Paredes do Rio), em autocarro, com concentração na Praça do Município. Em Pitões os sítios a visitar incluem o Polo do Ecomuseu, o Forno do Povo, a Cascata, o Mosteiro e a aldeia em geral. Em Paredes serão o Pisão, o Engenho hidráulico e os Moinhos. A Câmara Municipal oferece o transporte, serviço de guias e lanche convívio nas Olas de Santa Marinha, em Vilar de Perdizes, com a condição de cada participante estar alojado no concelho, ou pelo menos fazer uma refeição num dos restaurantes do concelho de Montalegre. As marcações poderão ser efectuadas nos locais de estadia, ou respectivos restaurantes, e ainda para o 276 511 010 (Posto de Turismo) 3) Parafita no S. João de Braga Com o brilho habitual, Montalegre voltou a Braga, para mostrar os seus dotes e exibir a sua arte. A Banda de Música da Associação Cultural de Parafita, mais uma vez esteve presente no S. João de Braga, na cerimónia de abertura nas festas, presidida pelo Presidente da Câmara que recebe de todas as associações os cumprimentos na praça do município. É um momento muito bonito que torna a festa do S. João de Braga uma romaria única. Juntamente com as bandas convidadas, apenas seis, participam os ranchos folclóricos da cidade, um ou outro grupo de Zés Pereiras. É um momento que honra de forma particular as instituições que nela participam. Dizem os mais bairristas e entusiastas bracarenses que alguns até pagam para serem convidados para estar presentes nesta cerimónia. A verdade é que Parafita ombreou com bandas das mais prestigiadas de Portugal. Pelas 10 horas iniciou a sua apresentação percorrendo as ruas da cidade. Depois na Praça da Avenida Central proporcionou um concerto em despique coma banda de Cabreiros. A numerosa assistência, repartida pelo apoio interessado que dava a uma e outra banda, foi seduzida pelo bom e saudável relacionamento entre os dois maestros que, se propagou aos elementos da banda. Curiosamente instalados num só "coreto", vizinhos apenas separados por um conjunto elegante de plantas decorativas, disputaram taco a ataco os aplausos dos assistentes. Cerca das 13 horas terminaram a actuação com o Hino de Braga, tocado em conjunto entusiasmando os bracarenses. Esta actuação conjunta e de comunhão musical entre os maestros e os elementos das bandas, foi muito agradável, levando alguns a comentar os velhos tempos das picardias e guerrilhas entre assistências, bandas e maestros. Mesmo a circunstância de colocar as bandas no mesmo palco é uma forma curiosa e pouco habitual que noutros tempos tenderia a acabar mal. Mesmo assim, os mais puristas, não deixaram de lembrar que uma boa "guerra" serve para apurar o desempenho e acicatar os artistas. Os de Montalegre até lembraram as chegas de bois que, quanto mais acirrados eram os donos, melhor eram as chegas. Opiniões à parte a verdade é que a Banda de Parafita deixou bem marcada a sua qualidade musical e até a coragem do seu maestro que apresentou números de grande exigência musical interpretada com perfeição pelos seus músicos, para orgulho do seu presidente, dos barrosões presentes e do inefável Fernando que, com a sua respeitável barriga, empurra a Banda para o sucesso e conduz o autocarro em direcção ao futuro que se quer radioso. Depois pela dia fora foi um lufa lufa. A Banda de Parafita deu testemunho do carácter dos Barrosões, tocou em todo o lado. No Feira Nova para buscar um suplemento económico que os administradores teimam em dar, recebendo em troca os acordes da alegria que a filarmónica lhe oferece, depois como quem rouba aos ricos para dar aos necessitados, neste caso de alegria e afecto, foram até outro lado da cidade, ao Asilo de S. José e tocaram de forma gratuita e abnegada no pátio central, o S. João de Braga, as rapsódias dos Santos Populares e outras tantas empolgando os mais novos que dançaram com os hóspedes do asilo. Os mais idosos, impedidos de cantar e dançar, expandiam alegria no olhar e nos sorrisos, na melhor retribuição para estes músicos e maestro que estavam animados e descontraídos embora cansados. E a tarefa continuou até chegar à ritual actuação na Casa de Trás-os-Montes em Braga. Eram cerca de sete horas da tarde e a Banda de Parafita perfilada tocou para os transmontanos entusiasmando todos. Terminou com o Hino de Montalegre que um barrosão mais arrebatado aplaudiu dizendo acabámos de ouvir o "Hino Nacional Barrosão". (R. Borralheiro) Quarta-feira, Julho 02, 2008 Destaque 2 Torneio de Futsal 2008 A Câmara Municipal de Montalegre organiza, pelo 3º ano consecutivo, o Torneio de Futsal de Verão. Este ano, decorrerá entre 23 de Julho a 13 de Agosto e com um máximo de 20 equipas (o ano passado teve um total e 30). É pena a organização não estar sensibilizada para alguns reparos e queixas de várias equipas e com os quais nós temos concordado. O principal tem a ver com o facto deste torneio dar mais relevo à componente económica do que à desportiva, o que foge um bocado ao intuito original do "Inter-freguesias". Como exemplos, o valor da inscrição que este ano é de 150 euros (o dobro da edição de há dois anos), o continuar-se a permitir a formação de equipas quase só à base de jogadores federados (e de qualquer proveniência), o que desvirtua a componente lúdico/desportiva, e favorece as empresas que apostam no torneio em vez das equipas das freguesias e lugares que jogam, sobretudo, por "amor à camisola", o limite de 20 inscrições, etc. Estas críticas devem ser entendidas por se tratar de um torneio Municipal, onde a confraternização e o espírito desportivo devem ser valorizados, e não um torneio privado, onde a vitória e/ou primeiros lugares são mais importantes para os investidores. As inscrições decorrem até ao próximo dia 8 de Julho e o sorteio realizar-se-á no dia 10 de Julho, pelas 15h00, no salão nobre da autarquia e ao qual todos os inscritos poderão assistir. O Valor dos prémios mantém-se igual ao do ano passado: 1000 euros mais taça para a 1ª classificada, 600 euros mais taça para a 2ª, 400 mais taça para a 3ª e taça para a 4ª. Desconhece-se ainda se irá haver torneio feminino e em que moldes. Terça-feira, Julho 01, 2008 Destaque Hotel Rural Casas Novas Inaugurado No passado Sábado, dia 28 de Junho, muitos foram os barrosões que se juntaram aos muitos outros convidados para a inauguração oficial do novo hotel rural de Casas Novas. Trata-se da reconstrução de uma das casas mais bonitas de toda a região do Barroso e Alto Tâmega, conhecida por Solar do Conde de Penamacor ou do Visconde do Rosário, e já com dois séculos de edificação. Este empreendimento que terá rondado os 3.500.000 Euros de investimento, foi levado a cabo por um casal de Barrosões naturais da aldeia do Cortiço, freguesia de Cervos, o Sr. Fernando Moura e a D. Salete Moura ex-emigrantes em França e Estados Unidos e que se apaixonaram por esta casa de histórias e sonhos. A presidir as cerimónia, que incluíram o descerrar de uma lápide comemorativa, esteve o Governador Civil de Vila Real, Dr. António Martinho, que deu os parabéns aos donos deste empreendimento pela coragem de terem investido na nossa região. Após a cerimónia for servido um almoço a todos os convidados presentes. Como o próprio nome do indica, o hotel fica situado no lugar de Casas Novas, freguesia de Redondelo, a 10 km de Chaves, pela N103, mas a apenas 2 km do nó da auto-estrada de Curalha. O Hotel dispõe de 5 suites no edifício do antigo solar, onde funciona também a recepção, a biblioteca, um bar, sala de estar e restaurante mais intimista. Na ala nova possui 21 quartos. Piscina exterior, piscina interior aquecida, jacuzzi, sauna, banho turco, sala de massagens, ginásio, polidesportivo ao ar livre (ténis, basquetebol, voleibol, futebol, etc.), salão multiusos com capacidade para 400 pessoas, adega e lagar regional com música ao vivo todas as sextas-feiras. Além de Hotel Rural é um espaço também aberto a toda a comunidade e eventos, casamentos, reuniões e conferências, o restaurante e o bar regional para utilização diária, além das outras ofertas que também estão abertas à comunidade (Salão, polidesportivo, piscinas, etc.). Sem dúvida um local muito aprazível e que merece ser visitado (foto em http://chaves.blogs.sapo.pt/286402.html) In http://www.opovodebarroso.blogspot.com/ |
| Sítio da Internet da autarquia foi totalmente renovado | 2008/ 07/11 19:21 |
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Já se pode falar com um funcionário sem ter de ir à Câmara
Falar com um funcionário em tempo real, enviar reclamações com fotografias anexadas, mandar um postal do concelho, conseguir a rota para chegar a determinada aldeia... O sítio na Internet da Câmara Municipal de Montalegre foi completamente renovado. Está mais atraente e tem uma série de novas funcionalidades. Desde o início desta semana que é possível falar com funcionários de Câmara Municipal de Montalegre, para solicitar qualquer informação, por exemplo, sem ser necessário ter que se deslocar aos Paços do Concelho. Tem apenas que ter um computador com acesso à Internet e fazê-lo durante o horário de expediente. Mas esta é apenas uma das novas funcionalidades do sítio na Internet da Câmara de Montalegre, que acaba de ser completamente renovado. Além de mais atraente que o sítio criado há quatro anos, o novo, concebido por um funcionário da autarquia especialista na área, José Manuel Alves, permite uma série de novas funções. Exemplos: Se quiser denunciar um qualquer problema da responsabilidade da autarquia que se passe na sede da vila ou em qualquer aldeia, por exemplo, poderá fazê-lo, através da função “fale connosco” que, além de disponibilizar os vários serviços para onde a queixa pode ser encaminhada, permite anexar fotografias. Mas imagine que é um turista que pretende visitar um qualquer ponto do concelho e não sabe como chegar até lá. O mapa turístico interactivo do concelho vai ajudá-lo. A partir do ponto onde se encontra, o sistema traçar-lhe-á a melhor rota para chegar ao local pretendido. Além disso, o novo sítio comporta também uma plataforma de informação detalhada sobre todas as freguesias. Há mais. Se quiser enviar um postal das belas paisagens do Barroso, também poderá fazê-lo. Por outro lado, toda a informação das freguesias está traduzida em francês e inglês. In Semanário Transmontano - Margarida Luzio |
| Associação quer intensificar agricultura biológica no concelho | 2008/ 06/17 17:53 |
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Apostando na sensibilização e no apoio técnico aos produtores
Um grupo de jovens criou uma associação para incentivar a agricultura biológica no concelho Um grupo de jovens de Montalegre criou uma associação para incentivar a agricultura biológica no concelho. A primeira grande acção de sensibilização da Cavada do Povo aconteceu no sábado, com a realização de um colóquio sobre o tema. Antes, foi servido um almoço confeccionado apenas com produtos biológicos. Para já, no concelho de Montalegre ainda se contam pelos dedos os agricultores que produzem em modo biológico, uma prática considerada amiga do ambiente e associada ao não uso de produtos químicos. No entanto, a Cavada do Povo, uma associação criada por um conjunto de jovens do concelho, quer inverter a situação. Além de apoio técnico para a reconversão da produção tradicional em modo biológico, aposta também na sensibilização junto dos agricultores. A primeira grande acção realizada pela associação teve lugar no passado sábado, através da realização de um colóquio sobre o tema, que contou com a presença de alguns especialistas na matéria. António Strech falou das regras de conversão ao modo de produção biológico, o veterinário Lázaro Simbine da produção pecuária bio-lógica e Ângela Pereira, proprietária de uma loja de produtos biológicos em Braga, falou sobre a comercialização destes produtos. No almoço servido, todos os ingredientes usados eram biológicos: a vitela, as batatas, a fruta, os queijos e até os sumos e os vinhos. No entanto, a Associação reconhece que a sensibilização é uma tarefa muito complicada. “Temos que perceber que a maioria dos nossos agricultores tem mais de 60 anos”, lembrou Amadeu Fortunas, um dos membros da associação. Aliás, para já, são os próprios membros e sócios da associação que estão a optar por este tipo de produção. Pela contas deste membro da Cavada do Povo, este ano poderão já ser colocadas no mercado cerca de 20 toneladas de batata biológica e dez de mel. Em menor quantidade, estão também já a ser cultivados feijão e grão de bico. Em termos de comercialização, Amadeu Fortunas acredita que não haverá problemas. “Já temos contactos com cadeias espanholas e alguns contactos em Lisboa”, revelou. In Semanário Transmontano Margarida Luzio |
| Vilar de Perdizes reaviveu memórias do contrabando | 2008/ 06/11 22:53 |
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Rota turística inaugurada por mais de cem caminheiros
Caminheiros assistiram a uma cena teatral entre guardas e contrabandistas Um dos muitos caminhos que a população de Vilar de Perdizes utilizava para fazer contrabando foi transformado numa rota turística. O percurso, de cerca de 16 quilómetros, foi inaugurado no passado domingo por mais de cem caminheiros, que, de viva voz, puderam ouvir algumas estórias relacionadas com uma actividade então clandestina e perseguida. “Quando eu vim para aqui só duas pessoas não faziam contrabando. O menino Jesus e São José que tinha o menino ao colo”, disse aos visitantes o padre Fontes, para mostrar a importância da actividade nesta aldeia. “Comprei quatro pneus para o carro, multaram-me; comprei um colchão, multaram-me; comprei lá um aquecedor, foram-mo buscar a casa...”. O mediático padre Fontes nem com a ajuda dos santos tinha sorte no contrabando. “Não o fazia de forma organizada e não subornava os guardas”. Lurdes Rodrigues tinha dias. Uma vez foi surpreendida pelos carabineiros com uma cesta de sardinhas. Para a não a levarem para o posto, os guardas galegos fizeram-na apanhar uma gabela de lenha para queimar as sardinhas. Mas, para sua sorte, na hora de atear fogo, faltaram fósforos. Os carabineiros puseram então em marcha o plano B: lançaram as sardinhas numa vala e obrigaram Lurdes a cobri-las com terra. Não satisfeita com o prejuízo, Lurdes explicou a uns amigos galegos onde as sardinhas estavam enterradas. Estes desenterraram-nas, lavaram-nas e venderam-nas por ela. “As primeiras a comprar foram as mulheres dos carabineiros”, conta, regozijada, Lurdes. Domingo, em Vilar de Perdizes (Montalegre), foi dia de reavivar memórias. Do tempo do contrabando. Um dos trilhos mais utilizados pela população que galgava a fronteira foi transformado numa rota turística e inaugurado por mais de uma centena de caminheiros, que, ao longo de cerca de 16 quilómetros, ouviram dezenas de estórias dos que outrora o trilhavam para ganhar a vida e assistiram mesmo a uma recriação de uma cena entre guardas e contrabandistas. “A ideia é que os guias da rota sejam as próprias pessoas da aldeia”, explicou a David Teixeira, do Ecomuseu do Barroso, um projecto da Câmara de Montalegre. O projecto teve a participação de concelhos da vizinha Galiza e foi financiado por fundos comunitários. Além da exploração turística, a iniciativa pretende impedir o esquecimento desta realidade. Antes do início do trajecto, os participantes visitaram uma exposição ligada ao tema. “Quando cá cheguei, só duas pessoas não faziam contrabando. Sabem quem?”, perguntou o padre Fontes. “Um era o menino Jesus e outro São José, que tinha o menino ao colo!”, brincou. Uma antiga professora corroborava que até as crianças faziam contrabando. “Algumas dormiam sonos profundos na escola e eu até pedia aos outros para fazerem pouco barulho, porque era do que eles mais precisavam”. Com a abertura das fronteiras, a actividade cessou. “Os burros (que carregavam o contrabando) reformaram-se e os aventureiros emigraram”, rematou o pároco. In Semanário Transmontano Margarida Luzio |
| O Povo de Barroso Nº 398 | 2008/ 06/11 22:51 |
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Desporto
1) Todo-o-Terreno em Montalegre Montalegre acolheu no passado dia 25 de Maio, Domingo, mais uma prova de Todo-terreno, Trial Aventura 4x4, a contar para o Campeonato Nacional da modalidade (2ª prova). A organização esteve mais uma vez a cargo do Clube TT de Montalegre - Trepa Monte, contando com o apoio da Federação Portuguesa de Todo-o-Terreno (FPTT). Apesar do tempo algo instável as 11 equipas presentes conseguiram proporcionar um espectáculo cheio de adrenalina aos muitos amantes da modalidade que assistiram às diversas provas. As provas começaram bem cedo na pista especial de Trial de Padroso, onde os jipes, pilotos e ajudantes foram aos seus limites para cumprir os vários desafios, alguns quase impossíveis com tanta lama (ver foto da organização). Pelo meio ainda houve capotanços, furos e muita "lata" esmagada, que levaram ao rubro a plateia presente. Terminada a etapa matinal, decorreu o almoço, que foi leve, pois as dificuldades continuaram de tarde na pista de Trial da Corujeira, onde, além da perícia, também a velocidade e resistência foram postas à prova. Depois de um dia desgastante, a prova terminou com um merecido e reforçado jantar, pelas 20 horas de Domingo, com iguarias da região, e onde ocorreu entrega dos prémios e afixação dos resultados. 2) Em Boticas: Passeio TT "Caminhos da Carne Barrosã" 2008 Também no fim-de-semana, 24 e 25 de Maio, Boticas foi palco da X edição do Passeio de Todo-o-Terreno Turístico "Caminhos da Carne Barrosã", um evento inscrito no calendário da Federação Portuguesa de Todo-o-Terreno Turístico e organizado pelo Clube Aventura de Boticas e pelo Agrupamento de Produtores de Carne Barrosã, contando com a colaboração da Câmara Municipal de Boticas. A edição deste ano do "Caminhos da Carne Barrosã" contou com a presença de cerca de 50 viaturas, voltando a saldar-se com um considerável sucesso. O dia de sábado foi, como habitualmente, preenchido com o "passeio" com recurso a road-book, percorrendo os "trilhos" montanhosos do concelho, num trajecto com um grau de dificuldade médio, mas cheio de surpresas e com alternativas de maior dificuldade para poderem agradar aos mais audazes e sedentos de emoções fortes misturadas com muita adrenalina. Embora este evento não tivesse qualquer componente competitiva, já que o objectivo principal visa destacar as potencialidades do concelho em termos naturais, turísticos e culturais, ao mesmo tempo que se procura promover os produtos tradicionais, com particular incidência na Carne Barrosã DOP (Denominação de Origem Protegida), acabou por contar com o empenho de todos os participantes, num traçado que exigiu grande desgaste das viaturas. No domingo os participantes deslocaram-se até à Pista de Trial do Miradouro de Seirrãos. Esta pista, que conta com cerca de três quilómetros de extensão e que já recebeu as anteriores edições do "Caminhos da Carne Barrosã", foi o teste final à resistência de máquinas e pilotos, que encontraram pela frente uma série de obstáculos de grande exigência técnica, que só as viaturas melhor preparadas se disponibilizaram a enfrentar. O "Caminhos da Carne Barrosã 2007" terminou com um almoço convívio no Pavilhão Multiusos de Boticas. Barroso em Resumo 1) Possível Fecho da Escola Revolta Mães de Vilar de Perdizes A decisão do concelho Municipal de Educação de encerrar a escola de Vilar de Perdizes está a deixar revoltada a população local, nomeadamente os pais dos alunos que não querem ver os seus filhos a deslocarem-se todos os dias para Montalegre, sobretudo quando ainda existem quinze crianças em idade escolar. Além disso, a escola foi intervencionada ainda há poucos anos e possuiu boas condições (quatro salas, aquecimento central, material informático e recreio coberto). O encerramento do estabelecimento foi confirmado há pouco mais de uma semana pelo próprio presidente da Câmara de Montalegre, Fernando Rodrigues, no decorrer de uma reunião com as mães. Esta situação mal justificada deixou as mães de vilar à beira de um ataque de nervos e já foram várias as reuniões e acções de protesto contra o município, a última das quais nas carrilheiras de Barroso, Rota do Contrabando, que passou em Vilar este fim-de-semana e que teve a presença do presidente do Município na inauguração do percurso. As mães estão dispostas a tudo pois ainda nem sequer está concluído o novo pólo escolar concelhio e que irá reunir todas as crianças do primeiro ciclo do concelho num moderno edifício ao lado da escola Bento da Cruz. Assim, as crianças serão obrigadas a frequentar a actual e velhinha escola EB1 de Montalegre (antiga preparatória). Além disso, as mães argumentam que terão se de levantar (e aos seus filhos) pelas 6.30 horas para apanharem o autocarro, enquanto à tarde só chegaram depois das seis, hora nocturna em boa parte do ano escolar. Com um horário destes que tempo passarão com as famílias, e onde arranjaram forças para estudar em casa, questionam. Mas as mães de Vilar não se dão por vencidas e prometem novas acções de protesto para breve. 2) V Carrilheiras de Barroso e Rota do Contrabando Realizou-se nos dias 30 de Maio e 1 de Junho mais uma edição das "Carrilheiras de Barroso". Esta edição ficou marcada pela estreia da Rota do Contrabando. A organização, como habitualmente esteve a cargo do Município através do Ecomuseu de Barroso, e à qual se associaram o Agrupamento de Escuteiros 1115 - Montalegre e o Clube Papaventos. Ao todo foram à volta de 200 participantes, alguns deles oriundos da vizinha Espanha, que se deslocaram ao barroso para fazerem os seus trilhos por montes, vales e campos agrícolas, numa simbiose com a população local e a natureza envolvente, especialmente atractiva nesta época do ano. O percurso da rota do contrabando acrescenta ainda mais uma atracção a este evento uma vez que permite a muitas pessoas recordar o seu passado e o dos seus antepassados, sobretudo os tempos onde o contrabando imperava por terras de Barroso. Para outras é o descobrir da história da ditadura e da luta pela sobrevivência neste pequeno paraíso abandonado. 3) Depois do sucesso da Haka, Chouribes voltam a atacar e em dose dupla Depois do estrondoso sucesso que foi a Haka Barrosã, o grupo barrosão Chouribebes lançou mais dois vídeos com as suas incomparáveis trapalhadas, uma espécie de "gatos fedorentos" do Barroso. Estes dois novos episódios da saga podem ser vistos, como costume, na TV Barroso (tvbarroso.com) e já um pouco por todo o mundo da Internet nos vários sites que alojam vídeos, como o Youtube. O primeiro vídeo foi inspirado num recente fenómeno nacional e que muito tem preocupado as autoridades portuguesas, o "carjacking" (roubo violento de automóveis), só que aqui os alvos pretendidos não são automóveis topo de gama, mas sim tractores. Tendo esta nova ficção sido intitulada de Tractorjacking. Também aqui, um dos personagens, que vagueia calmamente no seu tractor pelos campos do Barroso, é forçado a parar por um grupo de bandidos que se deslocam noutro tractor munidos de vários paus e utensílios agrícolas que usam para espancar o primeiro, enquanto se evadem no seu tractor. A outra paródia nova intitula-se de "Férias em Barroso" e trata-se de um diálogo entre um casal em férias na região, enquanto se bronzeiam num bonito carro de bois, acerca dos seus filhos que estão na aldeia e se deveriam portar bem. Estas e outras cenas cómicas poderão ser vistas nas próximas actuações do grupo previstas para a feira do livro e noite das bruxas. 4) Palestra sobre Biodiversidade e Floresta Autóctone no Baixo Barroso O Clube da Floresta, ‘Esquilos Vermelhos’, do Agrupamento de Escolas do Baixo Barroso - Venda Nova - Montalegre, comemora a Semana do Ambiente, com Palestra sobre "Biodiversidade e Floresta Autóctone", sendo convidado o Coordenador Distrital de Braga do PROSEPE/Clubes da Floresta (Jorge Lage). Assim, dia 3 de Junho, no Auditório do Agrupamento de Escolas, vão ser feitas 3 sessões, de 90 minutos cada, para todos os Alunos do 2.º e 3.º ciclos, abrangendo um universo de 150 Alunos. O objectivo é sensibilizar os Alunos para valorização e defesa da Biodiversidade e da Floresta Autóctone. A Palestra contará num primeiro momento uma sensibilização para um melhor Ambiente, seguindo-se a Biodiversidade e os ecossistemas em perigo e termina-se, mostrando a beleza, magia e riqueza da nossa Floresta Autóctone. A biodiversidade do Barroso e o seu aproveitamento turístico-ambiental e paisagístico são dos principais vectores de sustentabilidade desta economia rural. Importa referir que, dada a grade distância de Vila Real e a Proximidade de Braga, os "Esquilos Vermelhos" ao Distrito de Vila Real, têm sido apoiados pela Coordenação Distrital de Braga, incorporando-se nos nossos Encontros Distritais." Numa altura que a biodiversidade e natureza mundiais estão cada vez mais em risco um Clube e Escola isolados como estes, mas com esta sensibilidade, merecem destaque e ser apoiados e estimulados. 5) Lançamento do livro: "Salto – Apelos do Torrão Natal" Decorreu no último dia de Maio, num auditório da Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva, em Braga, completamente cheio, o lançamento do livro "Salto – Apelos do Torrão Natal", da autoria da Drª Conceição Pacheco, natural de Salto, a primeira mulher licenciada em Montalegre pela Universidade de Coimbra e colaboradora durante vários anos do nosso jornal. A esta apresentação não faltaram amigos e colegas da autora vindos de Cabeceiras de Basto, Montalegre/Salto, para além dos de Braga e inúmeros familiares. A cerimónia constou de uma primeira parte com apresentação de uma reportagem fotográfica em PowerPoint da Vila de Salto elaborado pelo Dr. Miguel Louro, também responsável pela composição e design. Seguiu-se-lhe a apresentação do livro da autora, que consta de crónicas e contos tendo por centro a região de Barroso e Salto em particular. O livro reúne os textos publicados em jornais e revistas, mas também alguns inéditos que entretanto a autora foi escrevendo, sempre com a finalidade de deixar aos seus conterrâneos e demais leitores um manancial de saberes e curiosidade sobre Salto e suas gentes. Este livro mostra bem a sua maneira de ser e de estar amorosamente enraizada na sua aldeia, numa perspectiva saudosa (sem saudosismo), projectada na modernidade, ou seja, neste desejo de que o futuro havia de sempre para melhor. Destaque 2 XXIV Encontro Transmontano de Clínica Geral: Montalegre - 29 a 31 Maio Terminou no dia 31 de Maio, o XXIV Encontro Transmontano de Clínica Geral, um evento rotacional e cuja organização coube este ano ao Centro de Saúde de Montalegre, contando com o apoio da NaturBarroso, do Município de Montalegre, da região de Turismo e da ADRAT. Ao longo de 3 dias, o auditório do pavilhão Multiusos de Montalegre acolheu perto de 500 clínicos que discutiram acerca de algumas das principais doenças da actualidade, além de outros problemas que afectam a classe. Foi também uma oportunidade para as empresas farmacêuticas divulgarem alguns dos seus últimos produtos junto de médicos e do público barrosão em geral, que se deslocou aos multiusos, onde se realizou uma espécie de feira de medicamentos e acessórios médicos. A sessão de abertura contou mesmo com a presença do Bastonário da Ordem dos Médicos, Pedro Nunes. Coube ao Director do Centro de Saúde de Montalegre, Eugénio Fecha, abrir o evento, fazendo uma espécie de "retrato" da saúde no concelho, em particular do Centro de Saúde de Montalegre. Presentes também na sessão de abertura Pimenta Marinho, em representação do Ministério da Saúde, José Maria Andrade da ARS de Vila Real, Berta Gomes, coordenadora da sub-Região de Saúde de Bragança, além de Fernando Rodrigues em representação do Município de Montalegre. Durante os três dias foram vários os temas expostos pelos vários especialistas convidados, com destaque no primeiro dia para a Hiperplasia Benigna da Próstata, que cada vez afecta mais homens em Portugal, a Osteoporose e Hipertensão Arterial, dois problemas quase crónicos na nossa sociedade. No segundo dia do seminário, sexta-feira, doenças do foro cardiovascular, como os AVC´s além da Diabetes, estarão em debate. Também as doenças do foro urinário foram alvo de discussão. O dia de Sábado, último do encontro, ficou marcado pela presença do famoso sexólogo, Professor Júlio Machado Vaz, conhecido pelas crónicas na Rádio antena 1, e que se deslocou a Montalegre para uma palestra/sessão com os alunos do secundário da escola Bento da Cruz. Um dia diferente para os jovens do concelho e que foi aproveitado para esclarecimento acerca de muitas dúvidas sobre a sexualidade, além de vários tabus da nossa sociedade como a homossexualidade. In http://www.opovodebarroso.blogspot.com/ |
| "Notícias de Barroso", n.º 311, de 31 de Maio de 2008 | 2008/ 06/07 02:08 |
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Morreu o Valdegas!
Faleceu, no passado dia 29 de Maio, Daniel da Conceição, mais conhecido por “Valdegas”. Completaria 78 anos no próximo dia 10 de Junho. Natural de Valdegas,daí a alcunha, filho de famílias muito humildes, ainda muito jovem, veio “servir” para Padornelos. Aqui se fixou, vindo a casar com Senhorinha Larouco de quem teve quatro filhos. Homem destemido e ambicioso, Valdegas teve uma vida intensamente vivida. Um mouro de trabalho durante toda a sua vida, começou ainda criança, serviu na Casa do Capitão de Padornelos, andou à geira na floresta, e sempre contrabandeou onde, como nenhum outro, sabia enfrentar as dificuldades. “São como um pero”, duro como o ferro, como ele dizia, de tantas por que passou haveria de sofrer consequências com tal gravidade que lhe puseram termo à vida. Há quem diga (ele próprio mo confessou) que o diagnóstico da próstata fora feito tarde demais. “A minha vida dava um grande livro”, confessava-me ele. Nas feiras de Xinzo, quando eu tinha vagar, “lá iamos ao polvo” que ele tanto adorava. Eu sabia disso. E eu ficava reconfortado por ver o amigo a viver ainda um pouco daquilo que foi a sua vida com os galegos que quase todos conhecia. Depois do “polvo” não dispensava passar pelas loterias. E jogava forte. Nos últimos tempos, as dores eram muitas. Para rebater os efeitos de várias mazelas tomava as drogas receitadas pelo médico, mas o mal ruim da próstata bem como as consequências duma intensa medicação terão dado origem ao AVC que o levou até ao Hospital de Chaves onde acabou por morrer nesse referido dia. Como lutador incansável, aliava a sua grande força de vontade a uma coragem sem limites. Teve de tudo, sucessos muitos mas também grandes contrariedades. De todas estas a que mais lhe custou foi sem dúvida a perda do filho Américo. Foi há nove anos atrás e daí por diante nunca mais o Valdegas foi o mesmo homem. Um homem que viveu muito, construiu uma casa grande em Padornelos, enriqueceu mas teve de lutar contra dificuldades incontáveis e sofrimentos igualmente inenarráveis. Que o amigo Valdegas descanse finalmente na paz dos justos! Carvalho de Moura Um dia na idade média A 4 de Junho, quarta, em Montalegre, muita expectativa centrada na iniciativa "Um dia na Idade Média", acção organizada pelo Agrupamento de Escolas de Montalegre e do Baixo Barroso bem como pela Escola Profissional das Minas da Borralha. Segundo o programa, começa logo às 9,30 horas com a concetntração dos alunos na Praça do Município donde parte o Cortejo pelas ruas da Vila a que se segue, às 10,30 horas a Missa em Latim. Depois há Torneio a Cavalo, Saltimbancos e Malabaristas. Pelas 11,30 horas, ouve-se o Auto da Abertura da Feira com a Leitura da Carta da Feira, Jogo do Pau, Gaiteiros de Pitões, Danças e Bailias e Canções de Romaria, Mostra de Armas, Saltimbancos e Malabaristas. Às 12,15 horas, Ronda pelas Tavernas da Feira, Jogo do Pau, Torneios e Justas, Danças dos Nobres 15,00 horas, Juizo eclesiástico de Heréticos e Malfeitores, Saltimbancos e Bufões e Torneio de Armas 16.00 horas, Exposição na Praça Pública de um condenado 17,00 horas, Encerramento. Vila Nova – Ferral Na Rota dos Franceses A secção de pedestrianismo dos Restauradores da Granja, de Fafe, realizou no passado dia 25 de Maio um percurso histórico que teve como cenário a paisagem deslumbrante entre os rios Cávado e Rabagão. Assinalando deste modo o bicentenário das invasões francesas, a comitiva tentou fazer a reposição de episódios que tiveram lugar durante a retirada do exército francês na 2ª invasão por aquele mesmo percurso. Tiveram o grande prazer de conhecer o património natural e histórico dos lugares da freguesia de Ferral entre os quais o "Poio das Cabras", a "Pedra das Pegadas", a "Mesa dos Mouros" e a "Rota dos Franceses" quando por ali passaram em 1809, sem esquecer a mítica ponte da Misarela construída sobre o impressionante e profundo rio do Rabagão. A organização que esteve a cargo dos Restauradores da Granja/Fafe – Secção de Pedestrianismo, contou com os apoios da Junta de Feguesia de Fafe, da Junta de Freguesia do Ferral, da Associação Amigos de Vila Nova, do Jornal "Correio de Fafe", da Rádio Clube de Fafe e do Jornal "Povo de Fafe". Couto Mixto A Comissão Europeia acaba de dar a conhecer que o Couto Mixto, devido à sua singularidade, tem a posibilidade de receber fundos comunitários se apresentar projectos aos programas de cooperação como o Interreg IV C. O Couto Mixto, situado nos municípios de Calvos de Randín e Baltar, tem a posibilidade de receber fundos europeus através de programas de convergência e de cooperação transfronteiriça e interregional por causa da sua singularidade única. Assim o confirmou a Comissão Europeia. Como se sabe, o Couto Mixto era uma antiga república independente de Espanha e Portugal integrada pelas aldeias de Santiago e Rubiás do concelho de Calvos de Randín e Meaus, do de Baltar. Com uma área de 27 kilómetros quadrados, até ao Tratado de Lisboa de 1864, cada vizinho podia escolher livremente se desejava a nacionalidade portuguesa ou espanhola. Além disso, contava com direitos e privilégios como a liberdade de comércio e de cultivos. Cabe agora aos municípios interessados, Montalegre incluido, estudar e apresentar projectos que visem a recuperação daquele tão importante património histórico e cultural. De momento, o município de Calvos já paresentou uma candidatura ao Interreg com o fim de se criar em Calvos um grupo de trabalho com vista a limpar a Caminho Privilegiado. A “República independente do Couto Mixto”, caso único em toda a Europa, poderá a partir de agora dotar-se com outras roupagens e transformar-se num centro turístico da Galiza e do norte de Portugal. ASAE suspende 22 padarias No dia 26 de Maio, foi desencadeada pela Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), a Operação Consumidor Seguro Primavera 2008. A acção de fiscalização realizou-se em todo o País e foi direccionada aos seguintes operadores: entrepostos e armazéns de produtos alimentares e padarias. Nesta acção estiveram envolvidas 46 brigadas tendo sido inspeccionados 116 agentes económicos. Foram instaurados 59 processos de contra-ordenação e 1 processo-crime, por suspeita de produto avariado. Foi suspensa a laboração de 22 padarias por apresentarem deficientes condições de higiene, nomeadamente, sujidade acumulada ao nível dos equipamentos e instalações, presença de parasitas e ausência de sistemas de controlo de pragas. Foi igualmente suspensa a laboração de um armazém de produtos alimentares, também por falta de condições de higiene. Foram ainda apreendidos géneros alimentícios no valor de 5.087 euros. A taxa de incumprimento desta operação foi de 52%. Desde Janeiro de 2006 até ao final de Abril 2008, já foram realizadas acções de fiscalização em 769 padarias, indústrias de panificação e estabelecimentos de restauração com fabrico próprio de padaria/pastelaria. Destas acções resultaram 6 processos-crime, 448 processos de contra-ordenação, foi suspensa a laboração em 99 padarias por falta de condições de higiene e apreendidos géneros alimentícios no valor de 15. 420 euros. A taxa de incumprimento foi de cerca de 60%. Estas e outras notícias no "Notícias de Barroso", n.º 311, de 31 de Maio de 2008 |
| "Um dia na Idade Média" | 2008/ 06/03 12:53 |
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Notícia publicada em 02-Jun-2008
Acontece esta 4.ª feira em Montalegre. Organização prevê reunir muita gente numa jornada que promete ficar na memória de todos. Até lá os preparativos são mais que muitos. Muita expectativa centrada na iniciativa "Um dia na Idade Média" que acontece esta 4.ª feira na vila de Montalegre. A acção é organizada pelo Agrupamento de Escolas de Montalegre e do Baixo Barroso bem como a Escola Profissional das Minas da Borralha. Um espectáculo (conferir programa no ficheiro anexo) que promete ser grandioso a avaliar pelo envolvimento de toda a comunidade escolar a par de várias associações do município. Esta arrojada aposta conta, entre outros apoios, com o contributo da Câmara Municipal de Montalegre. In site CMM |
| O Povo de Barroso Nº 397 | 2008/ 06/02 19:34 |
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Quinta-feira, Maio 29, 2008
Desporto 1) Futsal: O fim de um sonho para os Juniores do Montalegre Aquele que podia ser um fim-de-semana para mais tarde recordar para o CDC Montalegre, tornou-se um fim-de-semana para esquecer. E tudo começou na tarde do dia 10, sábado, com os Juniores do futsal do CDC Montalegre a perderem a final da taça distrital frente ao Mesão frio, por 6-3. Depois foi o que se viu no futebol no dia seguinte (ver peça ao lado). No caso dos Juniores do futsal é caso para dizer que o azar persegue, pois pode-se dizer que voltaram a "morrer na praia", depois de já terem ficado em segundo lugar no campeonato, que lideraram durante muitas jornadas, mas que acabaram por perder para o Drible. A final da taça foi disputada no Pavilhão Municipal Dr. Gomes da Costa, em Vila Pouca de Aguiar, onde se deslocou uma grande falange de apoio de Montalegre para apoiar os jovens barrosões. A partida para a final, o treinador Vítor Dias já sabia que ia ter algumas limitações devido a castigos e lesões de jogadores, apresentando-se apenas 7 disponíveis: Miguel, Cristophe, Paulo, Miguel Freitas, Sérgio, Ricardo Silveira e João Ribeiro. O jogo foi muito equilibrado, sobretudo na primeira parte e com alternância no marcador. O Mesão Frio marcou primeiro, mas logo o Montalegre igualou. Seguiu-se o 2-1 para o Mesão, más os barrosões ainda conseguiram fazer a cambalhota no marcador para 3-2, e aqui foi a fase decisiva da partida. Já faltava pouco para o intervalo, mas os comandados de Vítor Dias, facilitaram um pouco e acabaram por sofrer dois golos quase de rajada, atingindo-se os 4-3 ao intervalo. Na segunda parte o Mesão Frio defendeu-se muito bem, enquanto os barrosões tentavam ir buscar as ultimas forças para tentar pelo menos igualar. Já perto do fim, o Montalegre viu-se obrigado a arriscar tudo, e acabou por sofrer mais dois golos em contra-ataque, que ditaram o 6-3 final. De qualquer forma há que dar os parabéns a esta equipa que fez uma época muito boa, quase brilhante, e de quem se espera possa dar muito para o futsal da região nos próximos anos. 2) Futebol: Montalegre falha sonho da final da taça distrital Na tarde primaveril do passado dia 11 de Maio, Domingo, o Campo Dr. Diogo Vaz Pereira, em Montalegre, teve a maior enchente da temporada, num jogo em que era decidido o acesso à final da Taça da Associação de Futebol de Vila Real, e que opôs o Montalegre ao Alijoense. As esperanças dos barrosões em voltar a uma final 20 anos depois eram elevadas, uma vez que o Montalegre jogava perante o seu público e vinha de dois bons resultados nas duas jornadas finais do campeonato distrital (ver peça em baixo). No entanto, o que se passou foi uma enorme decepção, com uma derrota dramática por 3/4 na marcação de grandes penalidades (após empate a 2 ao fim de 120´) e num jogo atípico e impróprio para cardíacos. Tudo parecia correr de feição aos barrosões que chegaram ao intervalo a vencer por 2/0 e ainda viram um jogador visitante ser expulso no caminho para os balneários. De facto, os comandados de José Manuel Viage entraram muito fortes no jogo, dispostos a resolverem cedo a eliminatória. O 1-0 surgiu logo aos 8 minutos numa excelente jogada de envolvimento pela direita por PTT, Bruno Madeira e Bruno Santos que fez o remate decisivo. O Montalegre continuou a carregar e chegou com alguma sorte, mas com naturalidade, aos 2/0 aos 24´ por Bruno Madeira, num remate de fora de área que parecia inofensivo, mas que com um desvio na relva e uma certa colaboração do guarda-redes do Alijó Gato, acabou por entrar. Apesar do dominou continuar barrosão, o resultado manteve-se até ao intervalo. Quando os jogadores desciam para o balneário, tudo parecia decidido pois o jogador Pegarinhos do Alijoense seria expulso, com vermelho directo, alegadamente por palavras dirigidas ao árbitro. No entanto, na segunda parte o impossível aconteceu. Os jogadores do Montalegre adormeceram um pouco à sombra do resultado, enquanto os jogadores do Alijó reentraram muito abnegados e dispostos a lutarem até aos limites pelo apuramento. Na sequência de um canto o Alijoense reduziu aos 62´ por Patrick, e este golo fez tremer os barrosões. Pior foi o golo do empate logo 3 minutos depois, um autêntico balde de água fria no Dr. Digo Vaz Pereira, num golo indescritível. O Montalegre iniciava um ataque no meio campo do adversário, que foi cortado com um "chutão para a frente" do central Figueiredo que surpreendeu um desnorteado e adiantado Nelson, guarda-redes do Montalegre, que ainda tentou defender a bola mas sem sucesso. Os locais protestaram mas o juiz de linha não teve dúvidas que a bola entrou e sancionou o golo. A partir daqui o jogo tornou-se monótono com o Alijoense a defender e tentar algum anti-jogo, enquanto que o Montalegre se mostrava meio "abanañado" apático e sem ideias. Os 90´ terminaram e apenas já perto dos 120´ houve uma jogada de registo num remate de Leonel ao poste. O Alijoense apostou tudo nos penalties e a sorte acabou por lhe sorrir, num dia negro para o Montalegre e onde apenas se pode queixar de si próprio. Pelo Montalegre falharam Guerra e Castelo, enquanto para o Alijoense falhou apenas Tomané, enquanto Durval marcou o último e decisivo. Na final, realizada no próximo dia 25, o Alijoense vai encontrar o inevitável Vila Real, que no outro jogo venceu o Vilarinho em casa, e com alguma dificuldade, por 1-0. 3) Futebol: CDC Montalegre termina em 5º lugar O CDC Montalegre concluiu o principal campeonato distrital, com dois bons resultados, numa dupla jornada jogada na primeira semana de Maio (1 e 4). Primeiro com uma goleada por 3-0 em casa frente ao Pedras Salgadas, uma das boas equipas desta divisão, e depois fora com um empate a zero em casa do S. Marta, que conseguiu o segundo lugar final. Com estes 4 pontos os Barrosões terminaram a temporada num razoável 5º lugar, a apenas 4 pontos do 2º (ver tabela adaptada de www.afvr.pt), ainda que longe do campeão Vila Real que tem dominado completamente a época em todas as provas. O Boticas, a outra equipa barrosã em prova, obteve dois resultados nesta dupla jornada que espelham bem a época mediana que atingiu: empatou em Atei a uma boa, e terminou o campeonato em casa sofrendo uma goleada por 4-1 frente ao Abambres. Com este pontinho final o Boticas quedou-se pelo 12º posto final, lugar onde andou quase toda a época. Para a próxima época espera-se que as ambições subam nas duas turmas do barroso. O Montalegre, mantendo os principais jogadores, e sem o Vila Real em prova, será um natural candidato à subida. Já o Boticas, uma equipa jovem, com a experiência desta época, espera-se que consiga lutar para os lugares da metade superior da tabela. Desporto - Destaque Clube de Golfe Estreia Campo de Montalegre com Torneio O jovem Clube de Golfe de Montalegre acabou de tornar realidade o sonho da realização de um campo para a modalidade em Montalegre. Instalado nos terrenos da antiga Quinta da Veiga, este mini-campo, dispõe de 6 buracos e servirá sobretudo de local de treino, de lazer, e de procura de novos aficionados deste desporto na região, evitando assim as constantes viagens para Vidago ou Ourense. No entanto, e para celebrar esta conquista, o clube organizou um torneio com os seus associados no passado dia 10 de Maio, que serviu também para mais um dia de convívio e confraternização. O S. Pedro também ajudou, e apesar do terreno não ser perfeito para a prática de Golfe, ainda se assistiu a alguns bons "drives", nas três rondas aos seis buracos, para perfazerem os habituais 18 buracos. Os 18 jogadores deram o melhor mas o vencedor acabou por ser o já apelidado "papa-torneios", Manuel Valdegas, seguindo-se Alberto Moura e Augusto Monteiro. Mas o prémios foram sorteados porque o maior vencedor foi o golfe de Montalegre (fotos TvBarroso). Terça-feira, Maio 27, 2008 Barroso em Resumo 1) Carrilheiras de Barroso 2008 Aproveitando a beleza única das paisagens do barroso nesta época do ano, no último dia deste mês e no primeiro dia de Junho, o nosso concelho acolhe a edição 2008 das "Carrilheiras de Barroso - V Marcha de Montalegre e Rota do Contrabando". A organização, como habitualmente está a cargo do Município através do Ecomuseu de Barroso, e à qual se associam o Agrupamento de Escuteiros 1115 - Montalegre e o Clube Papaventos. Durante os dois dias do evento os participantes poderão percorrer os vários percursos já marcados, e que os levarão por caminhos antigos de ligação entre aldeias e campos de cultivo, permitindo-lhe também assim um contacto directo com a população local, com os seus usos e costumes e do seu dia-a-dia na aldeia. No sábado, dia 31 de Maio, haverá a concentração dos participantes seguindo-se a opção por três circuitos diferentes, que feitos na totalidade atingem os 50 km (21, 18 e 11 km respectivamente), todos eles com início e final no Parque das Margens do Cavado (local de concentração), na sua totalidade compostos por caminhos de terra, com excepção de pequenos troços, no início e no final, nos acessos ao dito Parque. No Domingo haverá a inauguração da rota do Contrabando de Vilar de Perdizes: Partida de Vilar de Perdizes, passagem no Penedo de Caparinho. Inauguração da ponte que fará ligação a Videferre (não fazendo a subida) e almoço junto à capela de Santa Marinha. Regresso à aldeia de Vilar de Perdizes. A organização tem ao dispor dos participantes pontos de água e alimentação e a possibilidade de usufruir do trabalho de vários massagistas (no secretariado), oferecendo ainda a todos os participante um polo alusivo à prova. Para toda a informação sobre este evento e também para inscrições os interessados podem consultar a página oficial em www.carrilheiras.web.pt ou no Ecomuseu de Barroso (Tel. - 276 518 645; fax - 276 510 201) As inscrições e respectivo pagamento (Federados - 12,50 Euros; Não Federados - 15,00 Euros), podem ser efectuados, sem penalização até 28 de Maio. Passado esse período o valor das inscrições será de 20,00 euros, ficando os participantes sem direito a seguro de actividade. 2) Lendas e Tradições do Barroso Os alunos que frequentam o curso de formação do programa Novas Oportunidades da escola Bento da Cruz, em Montalegre, apresentaram no passado dia 7 de Maio, "Lendas e tradições do Barroso", juntamente com gastronomia, numa jantar/debate no Multiusos de Montalegre e no qual participaram representantes da DREN além de algumas individualidades do concelho, como o presidente do Município o Presidente do executivo da escola Bento da Cruz, o historiador José Dias Batista e o padre Fontes, que concluiu a noite com a inevitável queimada. Antes do jantar se iniciar os presentes ainda puderam apreciar a exposição dos vários trabalhos de recolha sobre os usos e costumes da nossa região. 3) Actividades da Biblioteca de Montalegre Quando já se prepara mais uma edição da Feira do Livro de Montalegre, que se realizará, como habitualmente na primeira semana de Junho, a Biblioteca municipal não pára e continua a apresentar várias sugestões de estímulo à leitura. Um exemplo disso foi a realização comemorativa do Dia Mundial da Família, no passado dia 14 de Maio, e aproveitando o novo horário continuo. Assim, e para estimulo da família e da leitura dentro desta, foram cedidos vários sacos de livros às várias famílias que ali se deslocaram este dia. O objectivo é o de estimular a leitura conjunta no lar, tentando ao mesmo tento substituir os livros por outras ocupações das famílias como o consumo em massa de novelas. Já para comemorar o "Dia Internacional dos Museus" que se comemora no aniversário deste jornal, 18 de Maio, a Biblioteca, em parceria com o Ecomuseu criou a iniciativa " Memórias de Barroso" de 16 a 23 de Maio, onde estão patentes ao público duas exposições: Painéis fotográficos sobre a região - Patrimónios – e Fundo bibliográfico – Ler + sobre o Concelho". Este ano o Dia Internacional dos Museus é subordinado ao tema" Museus como agentes de mudança social e desenvolvimento", escolhido pelo Conselho Internacional de Museus, que propõe uma reflexão sobre o papel social e ético dos museus na comunidade e sugere que desenvolvam parcerias com organizações e promovam o dialogo nas questões sociais e culturais. 4) Estrada Montalegre-Chaves, por Vila de Perdizes, alvo de candidatura ao QREN Uma vez que parece não haver desenvolvimentos quanto a melhorias na estrada Nacional 103, com vista a torná-la numa via rápida, o que mostra o claro desinteresse do governo pela nossa região, as Câmara de Chaves e de Montalegre, uniram-se e candidataram-se ao programa comunitário Interreg, integrado no QREN, num projecto conjunto que visa a requalificação da estrada municipal que liga os dois concelhos, por Vila de Perdizes. Esta requalificação, se vier a ser aprovado e financiada pelos fundos comunitários, irá encurtar em cerca de três quilómetros a distância entre os dois municípios. O projecto está concebido em duas fases. Na primeira, as obras vão incidir no traçado entre Vilar de Perdizes e Soutelinho da Raia, que será quase na totalidade novo. Terão um custo de cerca de 2 milhões de euros. O restante troço da via, que necessita apenas de alguns melhoramentos, ficará para uma segunda fase, orçada em três milhões de euros. 5) Sexta-feira 13 regressa em Junho O mês de Junho em Montalegre, irá ficar marcado pelo regresso da "noite das bruxas", em mais uma comemoração da sexta feira treze, a única em todo o ano 2008. Aliado à Sexta-feira 13, realizar-se-á a Feira do Misticismo no Pavilhão Multiusos, onde se poderá encontrar tudo relacionado com este tema. Com muitos especialistas em várias áreas, desde a aromaterapia, a astrologia, a tarologia, a plantas medicinais e muitos mais. O fim-de-semana será rodeado de mistérios e terá como pano de fundo o misticismo, o espiritualismo, o esoterismo e o ocultismo, aliados à magia que já se tornou presença assídua neste evento. O Horário será do 13 às 23 horas, durante os dias 13,14 e 15 de Junho. Irá haver espectáculo lúdico com Emiliano Faquir, com a actuação no dia 13, às 21 horas. No dia 13 haverá também restaurante no pavilhão multiusos, para além dos vários outros restaurantes na vila que aderem a este evento e que contaram com muita animação. 6) Grupo de Teatro Fórum Boticas fez a sua estreia com a peça "Avarias" O Auditório Municipal de Boticas abriu as suas portas, no passado sábado, para a estreia da peça de teatro "Avarias" levada à cena pelo Grupo de Teatro Fórum Boticas, um grupo criado no seio da Fórum Boticas – Associação Recreativa e Cultural que integra jovens e promissores actores do nosso concelho, orientados por Hermínio Fernandes e apostados em agitar culturalmente a nossa terra na arte de bem representar. O muito público que marcou presença na estreia desta peça não deu o tempo por mal empregue, assistindo a um espectáculo divertido e até mesmo hilariante, aplaudindo e elogiando o desempenho dos jovens actores, que actuaram com um profissionalismo exemplar e souberam manter bem controladas as situações mais inesperadas e que sempre acontecem num espectáculo desta natureza. A semente está lançada, esperando-se que, agora, muitos outros jovens possam agarrar o desafio e integrar este grupo, contribuindo para que o Teatro venha a impor-se em Boticas como um espectáculo para todos e provando que na nossa terra há muita gente talentosa que pode emprestar a favor do desenvolvimento cultural. In http://www.opovodebarroso.blogspot.com/ |
| Mães de Vilar de Perdizes prometem luta para impedir fecho da escola | 2008/ 06/02 19:24 |
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Câmara alega que na sede do concelho há “melhores condições” de ensino Mães argumentam que a escola tem boas condições e que 15 alunos justificam o seu funcionamento A Câmara Municipal de Montalegre pretende encerrar já este ano lectivo a escola primária de Vilar de Perdizes, à semelhança do que aconteceu à maioria das do concelho. No entanto, as mães dos 15 alunos que frequentam o estabelecimento não se conformam com a decisão. Argumentam que a escola tem boas condições, que 15 alunos justificam o seu funcionamento e que se forem para Montalegre, as crianças quase não passam tempo nenhum com a família. O presidente da autarquia diz que é a “qualidade do ensino” que está em causa. Em criança, Margarida Carrelo só foi um mês à escola. Abandonou para ir guardar as ovelhas que a mãe comprara. Nesse tempo, “ a escola era na parte de cima de uma casa. Na parte de baixo dormiam dois bois”. “Cheirava muito mal, mas nem assim Salazar a fechou. E hoje, com todas as condições, querem-nos a fechar!”. Inconformada, na quinta-feira da semana passada, Margarida, de 80 anos, juntou-se a mais de uma dezena de jovens mães que protestam contra o encerramento, no próximo ano lectivo, da escola do primeiro ciclo de Vilar de Perdizes, em Montalegre. “Devia estar aqui o povo em peso”, insurgia-se a octogenária, que completou a quarta classe já em adulta. O encerramento do estabelecimento foi confirmado há cerca de uma semana pelo próprio presidente da Câmara, Fernando Rodrigues, no decorrer de uma reunião com as mães. Os 15 alunos que frequentam a escola terão que ir para Montalegre, onde, no âmbito da reorganização do primeiro ciclo se irá concentrar grande parte dos alunos do concelho. Inconformadas com a decisão, as mães prometem luta. “Estamos dispostas a tudo!”, garantiam. O autarca diz, no entanto, que é a “qualidade do ensino que está em causa”. “Em Montalegre, a escola tem boas salas, aquecimento, cantina, actividades de enriquecimento e um professor por ano, coisa que lá não acontece. O mesmo professor ensina os quatro anos”, defende Rodrigues. Os argumentos das mães são de outra ordem. “Vamos ter que os levantar às 6h30. E à noite só chegam às seis. De Inverno, a essa hora é de noite. Ou seja, chegam, comem e vão para a cama. Que tempo passam com a família?”, questionava uma mãe professora. “Eles nem em casa comem bem, com uma pessoa a insistir, quanto mais lá!”, lamentavam outras jovens mães. Mas as “boas” condições da escola também são usadas para defender a sua manutenção. “Quando lá vou, até me apetece lá ficar. Está um mimo!”, explicava a mãe Sameiro. Além de quatro salas, aquecimento central, material informático, a escola também tem recreio coberto. “O presidente diz que lá estão melhor porque cada classe vai ter um professor. Então, se é isso, porque não contratam mais professores?”, argumentava outra mãe. Centro escolar já foi adjudicado A construção do centro escolar de Montalegre para concentrar os alunos do primeiro ciclo do concelho foi adjudicado na semana passada. O edifício irá ser erguido junto à actual Escola EB 2,3 Bento da Cruz. Até à sua entrada em funcionamento, os alunos das escolas primárias que encerraram nas aldeias têm aulas na antiga escola do segundo ciclo existente junto ao Pavilhão Multiusos. Além deste centro escolar, este ano irão ainda funcionar alguns pólos: Salto, Venda Nova e ainda Ferral. In Semánario Trasmontano - Margarida Luzio |
| O Povo de Barroso Nº 397 | 2008/ 05/26 21:59 |
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Matadouro Regional do Barroso e Alto Tâmega SA alvo de Penhora
O imóvel onde exerce actividade o Matadouro Regional do Barroso e Alto Tâmega SA, foi penhorado pela Direcção – Geral dos Impostos, e está à venda no sitio da Internet de venda electrónica, com o preço base de 245.497,00 euros. O terreno tem a área de 22990m2, e o edifício tem a área bruta de construção de 3373,17 m2 . O Matadouro custou, em 1995, perto de 5 milhões de euros!!! Tratando-se de uma sociedade anónima, não seria motivo do nosso reparo, não fosse o facto de aqui haver capitais públicos. Como se sabe, a Câmara Municipal de Montalegre e o Ministério da Agricultura e Finanças através da PEC, SGPS, são dois dos principais accionistas da empresa. Já não são de agora as noticias sobre a fraca saúde financeira do Matadouro. Lembramos, por exemplo, que há poucos anos, se verificou a perda de metade do capital social, e que para evitar a dissolução da sociedade o capital foi reduzido, aumentando a seguir com injecção de dinheiro pelos accionistas. A PEC, SGPS, pôs à venda as suas acções. Claramente, a empresa do Estado, quer "livrar-se" deste sorvedouro de dinheiro. A Câmara Municipal de Montalegre propôs-se comprar as acções da PEC. Sempre disseram os entendidos, que o Matadouro estava sobredimensionado. Uma obra megalómana. Aliando este facto à evidente má gestão, ao ponto de os principais potencias clientes irem abater a outros matadouros, nomeadamente ao matadouro de Penafiel, não se pode esperar que o Matadouro do Barroso deixe de ser um "saco sem fundo". Esta forma de governo que o Sr. Eng.º Justo tem feito nas Instituições sob a sua alçada, lembra, com vários ponto em comum, a gestão do Sr. Dr.º Fernando Rodrigues na Câmara Municipal. São exemplo disso a construção da Pista de Automóvel e o Pavilhão Multiuso ou Parque de Exposições. É caso para dizer que um é mentor do outro. E só partindo desta premissa podemos entender por que razão a Câmara de Montalegre continua a apoiar financeiramente o Matadouro, quando, até a PEC, empresa que se dedica a gerir as participações do Estado no sector de abate e comercialização de carne, quer vender as sua acções. Esta ligação umbilical tem transparecido em diversas sessões da Assembleia Municipal e em reuniões de Câmara, sempre que a oposição critica decisões relacionadas com a Cooperativa ou Matadouro, o assunto é de grande melindre para o Sr. Presidente da Câmara. XXIV Encontro Transmontano de Clínica Geral: Montalegre - 29 a 31 Maio Nos próximos dias 29 a 31 de Maio, Montalegre irá acolher, no novo auditório do pavilhão Multiusos, o XXIV Encontro Transmontano de Clínica Geral, um evento que espera juntar na vila Barrosã perto de 500 médicos. A organização está a cargo do Centro de Saúde de Montalegre, contando com o apoio da NaturBarroso, do Município de Montalegre, da região de Turismo e da ADRAT. Será uma oportunidade para os clínicos da região discutirem acerca de algumas das principais doenças da actualidade, além de outros problemas que afectam a classe, num vasto programa (ver ao lado), ao longo de 3 dias, e que estará a cargo de vários especialistas vindos de todo o país. A abertura do encontro, que contará com algumas individualidades do concelho, está a cargo do director do Centro de Saúde de Montalegre, Dr. Eugénio Fecha, e servirá para um breve apontamento sobre a unidade de saúde concelhia, além de servir também para a divulgação turística do barroso, com a apresentação do documentário "Montalegre". De seguida começará a exposição sobre os temas médicos com destaque no primeiro dia para a Hiperplasia Benigna da Próstata, que cada vez afecta mais homens em Portugal, a Osteoporose e Hipertensão Arterial, dois problemas quase crónicos na nossa sociedade. No segundo dia do seminário, sexta-feira, doenças do foro cardiovascular, como os AVC´s além da Diabetes, estarão em debate. O último dia do encontro irá ficar marcado pela presença do famoso sexólogo, Professor Júlio Machado Vaz. Também as doenças do foro urinário estarão em debate. A encerrar o encontro, que se espera profícuo para a classe, não faltará o comum almoço-convívio. In http://www.opovodebarroso.blogspot.com/ |
| Câmara ainda não sabe se quer acções do Matadouro | 2008/ 05/26 18:49 |
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Acções do Estado estão à venda
Apesar das dívidas da instituição, Fernando Rodrigues acredita na viabilização do Matadouro A Câmara Municipal de Montalegre vai “ponderar melhor” se vai ou não comprar as acções que a PEC - a empresa do Estado, que detém cerca de 30 por cento das acções do Matadouro Regional do Alto Tâmega e Barroso - pretende vender. Em Dezembro do ano passado, a autarquia estava disposta a comprar todas as acções por 70 mil euros pagos de imediato. No entanto, agora, Fernando Rodrigues já não está tão seguro do negócio. “Vamos ter que ponderar melhor”, disse ao Semanário TRANSMONTANO, afirmando, no entanto, que considera positivo que haja uma concentração de capital para evitar instabilidade”. Apesar das dívidas da instituição, Rodrigues acredita na viabilização do equipamento. O Matadouro está, desde o passado dia 5, penhorado às Finanças. Em causa está uma dívida de cerca de 360 mil euros, que inclui vários impostos, taxas devidas à ex-direcção regional de veterinária (por serviços de inspecção sanitária) e coimas pelos atrasos. As propostas de compra podem ser entregues até ao dia 7 do próximo mês de Agosto. Ao que o Semanário TRANS-MONTANO conseguiu apurar, o presidente do conselho de administração do Matadouro, José Justo, terá reunido, na passada terça-feira, com o secretário de Estado da Agricultura. O também presidente da Cooperativa Agrícola de Montalegre alega que as taxas devidas à ex-direcção regional de veterinária e que agora fazem parte do processo de execução não terão sido pagas na sequência de um protocolo que mantinha com o Ministério da Agricultura e que foi suspenso por indicação do Tribunal de Contas. E, por isso, na audiência, Justo terá tentado convencer o governante a “retirar” a dívida. Além do Estado, da Cooperativa Agrícola, a Caixa de Crédito Agrícola Mútuo, são accionistas do Matadouro um conjunto de pessoas em nome individual. In Semánario Transmontano - Margarida Luzio |
| 2008/ 05/26 10:55 |
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pessoa desconhecida agradece por tratarem melhor a aldeia de santa marinha
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| 2008/ 05/26 10:55 |
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pessoa desconhecida agradece por tratarem melhor a aldeia de santa marinha
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| Notícias de Barroso | 2008/ 05/18 00:21 |
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16/Mai/2008
Taça da AF DE VILA REAL Montalegre 5 Alijoense 6 Jogo do dia 11.05.08, no Campo Dr. Diogo Vaz Pereira. As equipas alinharam do seguinte modo: Montalegre: Nelson; Leonel, Guerra, Vasques, Zé Campos, Bruno Madeira, Chiquinho, Guilherme (Vítor Dias 72’), PTT (Fidalgo 64’), Bruno Santos (Castelo 68’) João Pedro. Treinador: Zé Manuel Viage. Alijó: Gato; Figueiredo, Fraguito, Mário André, Carlos Dias (Bruno Barros 45’), Patrik, Sérgio, Durval, Guilherme (Joel 27’) (H. Vaz111’), Pegarinhos e Tomané. Treinador: Tiago Monteiro O jogo teve duas partes bem distintas. Na primeira, o Montalegre foi mais forte e determinado, o Alijó tomou conta do jogo na segunda metade. O Montalegre marcou muito cedo, aos 8 minutos, numa bonita jogada de entendimento entre PTT, Bruno Madeira e Bruno Santos com este a inaugurar o marcador. E o Montalegre, a jogar bom futebol, chegou ao segundo golo aos 24 minutos quando Bruno Madeira desfere um potente remate bem longe da baliza do Alijoense que beneficiou da irregularidade do relvado e assim traiu o guarda redes, Gato. Com a vantagem de dois golos madrugadores, o Montalegre teve ainda a possibilidade de fazer o terceiro por Zé Campos, mas a bola saiu por cima da baliza. Os de Alijó só reagiram à beira do intervalo através de bolas paradas, dando a segunda delas origem a uma defesa difícil de Nelson. Já quando as equipas se dirigiam para o balneário, Pegarinhos foi expulso por alegadas e incorrectas palavras dirigidas ao árbitro. Na segunda parte, o Montalegre a ganhar por dois a zero e com mais um homem em campo tinha tudo a seu favor. Talvez porque confiasse em demasia o que é certo é que o Alijó deu em jogar mais e melhor e a tomar conta do jogo. E, em três minutos, igualou o marcador. O primeiro resultou dum canto que Patrik aproveitou para, sem marcação, fazer o golo e pouco depois um remate da linha de meio campo de Figueiredo que se apercebeu que o guarda redes do Montalegre estava adiantado e que fez um chapéu. Nelson ainda segurou o esférico mas o árbitro auxiliar validou o tento que os de Montalegre contestaram. Acabado o tempo regulamentar, o Alijó acabava por merecer o empate e as coisas começavam a pôr-se negras para o Montalegre. O Alijó continuou a comandar o jogo e, mau grado o Montalegre ter lutado muito, a merecer levar o jogo para a decisão das grandes penalidades. E aqui o Alijó voltou a ter mais sorte que o Montalegre. Marcou quatro penaltys e os da casa apenas três, ficando apurado o Alijó para disputar a final com o Vila Real. Outras notícias O Vila Real bateu o Vilarinho no último minuto de jogo, apurando-se assim para disputar a final com o Alijó que, como se sabe, se apurou em Montalegre nas grandes penalidades marcadas após o prolongamento. Assim, temos uma final entre o Vila Real e o Alijó. Na Taça Distrital de Futsal em Juniores, a equipa do Montalegre foi derrotada pela do Mesão Frio por 3 – 6. O jogo esteve agradável de seguir, mas o Montalegre deixou fugir a taça para o sul do distrito. No FUTSAL masculino, o Salto ainda disputa a fase de apuramento do campeão distrital. Em 7 jogos realizados, o Salto situa-se em 3.º lugar na tabela classificativa a três pontos do segundo e a seis do primeiro que é o Chaves FC. Estas e outras notícias no Notícias de Barroso, n.º 310, de 15 de Maio de 2008 Publicado por Carvalho de Moura em 00:49 Empresários de Londres visitam o concelho de Montalegre Um grupo de empresários radicados na cidade capital do Reino Unido formaram uma associação a que dão o nome de “Amigos de Peixe”. A ideia é de vez em quando sacudir o stress em que andam absorvidos durante todo o tempo e confraternizar ao mesmo tempo que aproveitam para saborear um bom prato de peixe e falar de tudo, ou seja, para abordar um ou outro assunto de interesse às suas actividades. E, claro que também falam da “terra” de cada qual ou das “terras” donde são naturais. Refira-se que a Associação tem nos seus objectivos fins filantrópicos em que a ajuda a pessoas necessitadas ou carentes de emprego p. e. são apoiadas das mais diversas formas, incluindo-se as aujdas financeiras. Todos os meses se reunem num determinado restaurante previamente anunciado para degustar um bom prato de peixe. As respectivas consortes não participam a não ser na data de aniversário da dita Associação e na festa de Natal. Todos os anos fazem um passeio para fora do Reino Unido, escolhendo, este ano, como objectivo principal da visita o concelho de Montalegre para além doutras zonas de Trás-os-Montes e do Minho. O Vice-Presidente da associação “Amigos do Peixe” foi um dos que acompanhava o grupo o qual, devido à visita surpresa do Dr. Alberto João nesse mesmo fim de semana, viu desistir à última hora alguns dos inscritos na jornada. São eles de vários pontos do país, de Lisboa, Algarve, Madeira, Coimbra, Vila Franca, Vila Real e Viseu e Montalegre. Do concelho de Montalegre, nesta jornada, veio uma representação de peso, cinco barrosões. São eles: Carlos Gonçalves, de Lama da Missa, Rogério Bagulho, de Lapela, de Cabril, Fernando Caridade, de Pondras, Fernando André, de Ladrugães e Domingos Cabeças, de Reigoso. Uns são dos serviços, outros da restauração, outros de vários sectores de actividade e, pelo que pudemos apurar, todos se poderão considerar emigrantes de sucesso, apesar de alguns deles serem ainda muito novos. Coube a Domingos Cabeças a grande responsabilidade da organização do passeio a terras minhotas e transmontanas que teve lugar nos passados dias 3, 4 e 5 de Maio, tal como anunciámos no último número deste jornal. Contou com o apoio das Câmaras por donde andaram em visita e a Câmara Municipal de Montalegre esteve à altura ao corresponder à solicitação do Grupo da melhor forma pondo à disposição deste um autocarro que constiuiu uma notável ajuda. O Notícias de Barroso teve o prazer de acompanhar o grupo na tarde do dia 4, numa volta pelo Rio e pelo baixo Barroso, incluindo-se no percurso as terras de naturalidade de alguns deles como Lapela, Pisões e Reigoso. O mosteiro de Pitões das Júnias, a Cascata e a Ponte da Misarela, pontos marcantes da visita, só estiveram ao alcance duma minoria porque os outros não tiveram forças que aguentassem tão grandes esforços. Nesta ronda por Portugal, a dieta do peixe foi posta de parte, pois que as notícias do bom presunto, da melhor vitela, dos enchidos dos fumeiros e dos cozidos destas terras chegadas a Londres aguçaram os apetites e não deram azo a outras degustações. Aproveitando da melhor forma, no Restaurante Nevada, houve um opíparo banquete que não é muito vulgar ver-se pelas nossas terras. A comida variada e abundante estava deliciosa, o vinho de marca só ao alcance das grandes bolsas e um serviço que deixou a melhor impressão entre todos eles. E no final, nem faltou uma “Queimada” na qual o madeirense M. Costa se encarregou de esconjurar os demónios mais as bruxas e todo o seu embruxamento. Penso que estas jornadas se revestem do maior interesse. Dar a conhecer e apontar a este tipo de investidores as potencialidades do concelho e da região pode e trazer um retorno de investimento a breve ou a médio prazo. Pena foi que a Câmara Municipal não se fizesse representar no almoço para que foi convidada. Merece as nossas felicitações o Domingos Cabeças que conseguiu trazer até nós pessoas certamente mais viradas para outras zonas do país, mais frequentadas e mais apetecíveis. A nossa terra com as suas muitas potencialidades deve ser dada a conhecer ao maior número possível de pessoas porque só se pode dar valor ao que se conhece. E oxalá que, tal como estes, outros nos visitem para que possam ver o que Montalegre e a região têm de melhor. O resto virá por acréscimo. (Ver mais reportagem P8) CDMoura Publicado por Carvalho de Moura em 00:33 VI edição da Festa dos MOURAS 22 de Junho de 2008 No próximo dia 22 de Junho, terá lugar em Montalegre, no Santuário do Sr. da Piedade, a já tradicional “Festa dos MOURAS”. Tal como nos anos anteriores, as pessoas de apelido “Moura” ou descendentes de família Moura ou ainda os que com Mouras têm afinidades vão encontrar-se num são e animado CONVÍVIO que preencherá grande parte do dia 22 de Junho. Do programa ressalta a celebração litúrgica incorporada na da Igreja Matriz de Montalegre seguida de Almoço de Confraternização no Santuário do Sr. da Piedade. A partir das 15.00 horas, haverá lugar a uma animação diversificada que culminará com uma Chega de Bois, no Campo de Chegas do Sr. da Piedade, integrada no Campeonato de Chegas de Bois Barrosos, da responsabilidade da Associação “Boi do Povo”. À noite, para os resistentes segue-se um Serão Cultural que, para além do Lanche com a marca “Falta D’ar”, conta com cantares tradicionais, fados e outras intervenções. O preço é de 20,00 euros e as inscrições podem desde já fazer-se em: - Fernando Moura, Loja 5, Montalegre, tels. 276 512414, 96 729 2626 e 91 793 0512 - José Moura, Casa Rural S. Cristovão, Boticas, tel. 91 706 4493 - Norberto Moura, Tv. Miguel Torga, Montalegre, tel. 276 512 825 - Ricardo Moura, Centro Hípico de Padornelos, tel. 96 241 8358 - J. Carvalho de Moura, R. Miguel Torga, 492, Montalegre, Tel. 91 452 1740 Publicado por Carvalho de Moura em 00:30 1/Mai/2008 O Sino de promessa da Casa da Forja As duas sineiras m homenagem às nossas Mães e Avós Em 1913, partiram para a vida militar e meses depois para a guerra em Angola, e de Angola para França, dois irmãos mancebos de Covêlo do Gerês, Manuel Lopes Pereira e Domingos Lopes Pereira e o Baía, que veio a casar com uma sua prima. Carolina Rosa Gonçalves, mãe do meu avô, preocupada com a sorte de seus filhos, confiou-os á protecção de S. Bento de Sexta Freita, prometendo comprar um sino se eles voltassem a suas casas livres dos perigos da guerra. Eles que andaram nas linhas de fogo, a sul de Angola e na Flandres, voltaram a Portugal, no fim da guerra, sãos e salvos. S. Bento ouviu esta prece e por milagre regressaram todos à sua aldeia, depois de correr a notícia da sua morte. O primeiro a chegar foi o Domingos quando estavam a lavrar a terra de Cascomba, para semear o milho. O Manuel, meu avô, só regressa quando estavam a cortar esse mesmo milho e nessa mesma terra. O regresso dos três (o terceiro seria o António Joaquim Lopes Baia que casou na casa da Forja na Peneda ?) foi um grande acontecimento, porque já toda a gente pensava que tinham desaparecido, pois há anos que não chegavam notícias e até a irmã já pensava que era morgada. Assim, as festas tiveram outra alegria, mas também era a altura de cumprir a promessa e todo o dinheiro que tinham não chegava e, não houve outro remédio, os pais dos dois militares tiveram que vender um lameiro no alto da Lomba para pagar o sino. Quando este chega para ser colocado na torre da Igreja, viu-se que era demasiado grande, e não entrava no campanário, mas o milagre tinha que ser anunciado, - era o regresso dos Heróis Nacionais, filhos da Casa da Forja, de Covêlo do Geres, e as badaladas tinham que entoar por todos os montes e vales para agradecer ao Criador por todas as alegrias que deram com a chegada destes bravos soldados, que defenderam com grandes sacrifícios a nossa Pátria E o problema é resolvido à boa maneira portuguesa. Ontem e hoje não mudou muito, somos os melhores do mundo a improvisar. Meu tio Domingos conta que racharam um carvalho a meio e montaram o sino, pelo menos para tocar naquela ocasião e dali por diante. Com o passar dos Invernos, a madeira foi perdendo a resistência e o sino cai e parte. Um sino silencioso pouco vale mas a comissão vendeu-o. A minha mãe conta que com esse dinheiro comeram uma boa jantarada. Nesse ano, fazia parte da Comissão o Júlio, da Casa do Tenente (Juiz de Paz), e a esposa, irmã do meu Avô, Maria, e já não havia grande amizade entre eles devido às partilhas, outra história que oportunamente eu irei contar. Entretanto, fui à Peneda para saber a verdade e falei com o Sr. Belmiro Dias, da Casa do Ramada. E contou-me que foi ele próprio que recebeu os restos do sino e com o mesmo material fizeram aquele que está no nicho,e que o sino antigo, substituído por este , fora para a Capela de Nogueiró. O sino da Forja estava assente em duas vigas devidamente trabalhadas. Devido ao acidente, o meu Avô ficou com esse desgosto para sempre. Será que nós seremos capazes de, em sua memória, conservar o que lá está porque a madeira já se encontra deteriorada e pode acontecer outro acidente como da outra vez? Também eu tenho graças recebidas deste Santo, porque três gerações sobreviveram a duas guerras, o Manuel e seu irmão Domingos e o Baía, à de França, Alberto e o Domingos e eu, Manuel, à do Ultramar. Minha mãe fez a promessa de ir a pé desde a barragem dos Pisões a S. Bento da Porta Aberta, no Gerês, para que DEUS nos protegesse na guerra do Ultramar. Pertencendo eu às forças Páraquedistas que era a elite das tropas portuguesas, o certo é que o meu tempo de três anos foi passado em Tancos, sem que nada de mal me tivesse acontecido. Provavelmente , a minha mãe terá feito a mesma oração que fez sua Mãe e Avó. Três mães pediram a vida para os seus filhos e S. Bento escutou-as. Mães de três gerações, da Casa da Forja. Avô, tios e neto sobreviveram a duas Guerras que dizimaram milhares de colegas nossos. Esta História foi escrita no dia da vinda do Papa a Portugal, que estas linhas sejam uma Prece de agradeci mento ao Protector, a S. Bento, e à Senhora de Fátima, pelas graças recebidas, e que este sino seja um monumento em Homenagem aos Heróis e a todas as gerações da Casa da Forja, e que os descendentes o saibam conservar. Esta é a melhor prova de que eles nos amavam. Tudo isto foi feito por AMOR. Eu também Vos Amo. Manuel Miranda, Alemanha, Iserlohn, 12-05-2000 Na imagem n.º 2: O Sino, na Igreja de S. Bentinho de Sexta Freita, da freguesia de Covêlo do Geres Publicado por Carvalho de Moura em 21:42 19/Abr/2008 Cópia do abaixo assinado entregue em Vila Real Governador Civil apoia intervenção na EN 103 No passado dia 17, deslocou-se ao Governo Civil de Vila Real uma delegação de membros ligados à Comissão de Utentes da EN 103. Com a comitiva seguiu o Presidente da Câmara Municipal de Montalegre, Fernando Rodrigues, que fez a apresentação do assunto que está a mobilizar a gente do seu concelho e a dos concelhos de Vieira do Minho, Terras de Boura, Póvoa de Lanhoso e Braga, para além dos de Chaves e Boticas, ou seja, todos os que se situam no percurso da EN 103. A Comissão de Utentes entregou ao Governador do distrito de Vila Real, António Martinho, uma cópia do abaixo-assinado recolhido nos diferentes concelhos, sensibilizando-o para a situação de isolamento em que se encontra o vale do Cávado, desde as terras do Minho da zona de Braga até às terras do Barroso. Uma via sinuosa que possui um sem número de curvas de raio muito apertado, sem faixas de lentos, uma via do século passado que, se não for intervencionada com obras de beneficiação, irá contribuir para a acelerada desertificação desta zona do interior do país. A Comissão de Utentes fez questão de chamar a atenção do governante distrital para as acessibilidades do noroeste do distrito, com votos de que se constituisse em defensor desta causa que é vital para se conseguir um desenvolvimento harmonioso do país. O Governador civil, defendendo que a A24 é a via estruturante do distrito, concordou que a região do Barroso fica muito afastada deste eixo e que é do seu conhecimento que uma parte substancial do concelho faz mais vida com Braga-cidade do que com a própria sede do concelho. E de forma inequívoca, deixou claro que se vai interessar por uma outra via que possibilite aos residentes do vale do Cávado uma circulação mais fácil e mais digna. Tanto o Presidente da Câmara como os membros da Comissão que se deslocaram a Vila Real sairam do Governo Civil satisfeitos com as palavras de solidariedade e de empenho que o Sr. Governador lhes transmitiu. Está pedida uma audiência ao Sr. Primeiro Ministro a quem será entregue o original das assinaturas mas antes idêntica diligência será feita junto do Governador Civil de Braga a quem também se fará entrega de uma cópia ao mesmo tempo que será posto ao corrente da situação da EN 103, de modo particular, no termo do distrito de Braga. Pedido de desculpas Pede-se desculpa aos internautas pela notícia publicada no Blogue que referia que esta audiência seria em Lisboa. Tal precipitação resultou do teor da carta que foi recebida na redacção do jornal, a qual não referia a localidade da audiência e que, estando a mesma pedida ao 1.º Ministro, entendeu-se tratar-se de Lisboa e não de Vila Real. No jornal, Notícias de Barroso, ainda se foi a tempo de fazer sair a notícia correctamente. Cm Publicado por Carvalho de Moura em 23:04 In Notícias de Barroso |
| O Povo de Barroso Nº 396 | 2008/ 05/17 09:25 |
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Desporto - Destaque 2
Futsal: Juniores do CDC Montalegre na Final da Taça Cada vez mais se prova que a aposta no futsal em Montalegre está a ser ganha e tem muito futuro. Os juniores do CDC Montalegre, depois de um brilhante campeonato distrital, onde participaram pela primeira vez e atingiram o segundo lugar final (depois de comandarem por muito tempo), conseguiram agora qualificar-se para a final da taça distrital da categoria, onde irão defrontar o Mesão Frio. Na meia-final, realizada no passado dia 20, derrotaram o Ribeira de Pena por 6-3 no Pavilhão Desportivo de Montalegre, que encheu para apoiar os jovens do concelho. Mas o jogo mais difícil das eliminatórias foi, sem dúvida, o jogo frente ao Régua, nos quartos de final, uma vez que foi uma partida muito quezilenta com várias agressões e expulsões (foi mesmo necessária a chamada da GNR ao local), e com várias fases do jogo em que o Montalegre teve que jogar com menos elementos frente a uma equipa forte. Mesmo assim, os jovens barrosões mostraram bem a fibra de que são feitos e quase "contra tudo e contra todos", acabaram por vencer justamente por 3-1. Já na primeira eliminatória os "barrosinhos" não tiveram grandes dificuldades e golearam em Chaves o HC Flaviense por 6-0. Espera-se agora uma grande final, e seria um prémio merecido e encorajador para o futuro, uma conquista da taça distrital. Opinião Caça à multa ou zelo excessivo Hesitei em escrever esta crónica. Mas andava com ela no pensamento porque vivo, junto ao Estádio D. Afonso Henriques, em Guimarães. Ai me debato, de quinze em quinze dias, com todos os cantos e recantos da via pública, com passeios e passadeiras, com jardins e espaços privados, cheios de automóveis, sem respeito algum pelos direitos cívicos. O futebol nesses dias, antes, durante e depois do jogo, é rei e senhor. Tapam-se os acessos às garagens, muitas vezes se dificulta a entrada ou saída das habitações e, se um cidadão adoece e precisa de ir ao hospital, o veículo em transgressão tem prioridade sobre aqueles que estão nas garagens, pelo que o doente tem de ir a pé ou esperar que o futebol acabe. Ou seja: as regras de trânsito e de estacionamento são violadas, perante chusmas de agentes da autoridade, seja em dias de semana, seja em feriados ou dias santos. Quem vive nas grandes cidades, junto aos campos de futebol, debate-se permanentemente com este drama. Sempre que há futebol em Guimarães, procuro refugiar-me na aldeia, adiantando ou atrasando a hora de partida ou de chegada para não me debater com as garagens barradas e até com dificuldade para entrar em casa. As leis são universais. As directivas não contemplam o futebol, como excepção. Contudo os agentes da autoridade assistem a esses pandemónios, fecham os olhos a centenas de transgressões, nalguns casos até são eles que indicam um ou outro espaço livre para quem chega atrasado. Tudo numa deprimente violação legal e cívica que contrasta com a pacatez de uma aldeia ou vila do interior, onde todos se conhecem e onde o bom senso, habitualmente prevalece (ou deve prevalecer). Porque a vida social dos grandes meios exige muita mais disciplina do que nas zonas rurais ou ruralizados, onde deve reinar harmonia, tranquilidade singular e colectiva, tolerância, entreajuda, solidariedade. Sem que estas posturas violem as convenções legais. Esta pedagogia social anda-me no espírito desde há muitos anos. Porque sou barrosão, filho de um Povo sofredor que foi tratado com dureza, ao longo de séculos, onde os seus habitantes foram educados para cumprirem sem regatearem, ética que ainda hoje nos permite aplicar o princípio de que vale mais a palavra oral do que a escrita. Como jornalista com 54 anos de exercício permanente gosto de reflectir em voz alta as experiências do quotidiano. E se os bons exemplos me comovem a ponto de os proclamar como louváveis, também um ou outro menos recomendável me deve inspirar para que os «generais da cidade» saibam interpretar a realidade dos pequenos meios, com o espírito rural que as suas populações transportam ancestralmente. O exemplo que ditou esta crónica: dia 30 de Março tive de ir a Montalegre levar uma encomenda à Câmara Municipal. Era Domingo e mudou a hora. Parti de Guimarães às 9,30 h. Fui recebido com um frio de rachar e uma neve que prenderam à cama os Barrosões. Cheguei às 10, 53h e estacionei o carro atrás da Câmara, juntinho a umas escadas para descarregar doze pacotes de livros que a autarquia me encomendara. Na véspera combinara com uma funcionária para, por favor, me ir abrir a porta para descarregar os livros. A correr, porque a neve caía e o frio era intenso, fui ao quiosque, que dista a uns 30 metros daquelas escadas, perto das quais parara o carro. Demorei apenas o tempo necessário para comprar o jornal e perguntar onde morava a simpática funcionária. Informado, logo arranquei para a residência dela, evitando que ela saísse de casa, com aquele mau tempo. Levava comigo dois amigos que dia 15 ficaram tão atónitos como eu, quando recebi uma carta registada da GNR de Montalegre, notificando-me para pagar 30 euros porque o «condutor acima mencionado parou e estacionou, às 09,55 h em local destinado ao transito de peões». Uma verdade e uma mentira. De facto parei com 2 rodas em cima do passeio, não em cima de passadeira, no máximo 5 minutos. E junto às escadas para descarregar os livros. Mas não às 09,55 h horas como o zeloso agente escreveu no auto. A essa hora estava eu e os meus dois amigos em Salto. E tínhamos acertado os relógios... Confesso que não vimos naqueles instantes, nenhum agente da autoridade, (a não ser que tenha passado de carro e tenha tirado a matrícula), como não vimos ninguém mais porque foram brevíssimos momentos. Não havia qualquer movimento, de peões ou de viaturas. Se tivesse deixado um papelinho ou se saísse da sua viatura para questionar o transgressor, talvez evitasse esta crónica que não pretende ofender a Instituição, antes dizer-lhe que foi preciso ir à minha terra para, aos 70 anos, pagar a primeira multa em 42 anos de condutor. Poderia recorrer dela. Tenho duas testemunhas idóneas que ficaram a rir-se do contraste entre a bagunça da cidade e a pacatez de uma vila nortenha. Fui prestar um serviço público, com muito gosto, à minha Terra. Não era dia de bruxas. Como não vi nenhum agente, nem ele me viu, parto do princípio de que não foi perseguição. Antes será caça à multa a carros estranhos para justificar serviço. Em vez de contestar, paguei, para evitar burocracia a mais, num país onde o zé-povinho continua a ser fustigado pelo rigor das normas. Um aviso aos emigrantes ou turistas que facilitem, no pressuposto de que numa vila do interior do país as autoridades são mais tolerantes do que na cidade, sobretudo em dias de futebol. Soube que até há pouco o autuante era obrigado a deixar um aviso na viatura. Actualmente inverteram-se as coisas: se o agente deixar o aviso sujeita-se a um processo disciplinar. É por estas e por outras que o país vai de mal a pior. E é também por isso que exerço o meu direito à indignação. Por Barroso da Fonte Barroso em Resumo 1) Dia Mundial do Livro em Montalegre A Biblioteca Municipal de Montalegre não deixou passar em claro mais um "Dia Mundial do Livro", comemorado no passado dia 23 de Abril, e realizou uma série de actividades, sobretudo vocacionadas para os jovens, e dentro de uma rubrica mensal intitulada "Abril, Livros mil". À Biblioteca de Montalegre, juntou-se o Município, através da Vereadora da Educação, Fátima Fernandes, que fez um périplo pelas escolas do 1.º ciclo do concelho oferecendo um livro às crianças. A visita passou por Vila da Ponte, Venda Nova, Salto, Borralha, Cabril, Ferral, Paradela, Tourém, Vilar de Perdizes e Montalegre. O livro em causa chama-se "Lendas, Contos e Tradições do Alto Tâmega e Barroso", recreadas por alunos do Ensino Básico - 1.º ciclo. Este livro, agora oferecido às crianças do concelho, resultou de um projecto promovido pela Associação de Municípios do Alto Tâmega (AMAT), em parceria com os seis municípios associados e, financiado pelo FEDER (Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional) através do programa Operacional da Região do Norte e que está a ser implementado com apoio das Bibliotecas Municipais através das escolas do Ensino Básico, em todo o território dos municípios do Alto Tâmega. Este projecto, de promoção da leitura, tem por fim «alertar para a importância do livro e da leitura desde a primeira infância, informando e sensibilizando pais, avós e educadores para o desenvolvimento de acções de promoção do gosto da leitura». 2) Reunião da Associação de Pais No passado dia 10 de Abril reuniu a Associação de Pais do Agrupamento de Escolas de Montalegre, para apresentar aos encarregados de educação presentes, um breve esclarecimento quanto às funções da própria associação, na defesa dos interesses dos alunos, junto das entidades competentes. Foi apresentado o plano de actividades, algumas que transitaram do ano anterior, como a participação de pais na semana da leitura que decorreu de 3 a 7 de Março, no âmbito do plano nacional de leitura, onde alguns pais se disponibilizaram para ir ler uma história a cada nível de ensino. A associação vai também participar em temas curriculares desenvolvidos pela escola e inserir outros como o tabagismo, meio ambiente, agricultura biológica e educação sexual. Destes temas estão já em pratica alguns, como a educação sexual para o 8º e 9º ano que passa por duas fases: uma primeira abordagem cabe a uma psicóloga e uma segunda a uma enfermeira. Está também em agenda comunicar às entidades superiores, como a DREN, questões que necessitam de intervenção, como a cantina da escola. No Conselho Municipal da Educação foi sugerida a mudança no projecto do novo pólo escolar para que haja uma área onde os alunos possam entrar para os autocarros abrigados do mau tempo. Como na Escola Dr. Bento da Cruz as únicas áreas de ensino secundário disponíveis são a de ciências e cursos tecnológicos/profissionais, a associação solicitou a abertura de um curso de línguas/ humanidades. A reunião teve lugar no dia 11 de Abril com o presidente da autarquia Fernando Rodrigues, uma directora da DREN e o Presidente do Executivo João Surreira, para se tentar viabilizar este propósito. A colaboração com a biblioteca municipal de Montalegre vai continuar, com a participação na feira do livro, um serão dia 6 de Junho (21h00) cujo tema se vai centrar na importância que a educação no seio familiar tem na postura do aluno no meio escolar. Como convidado estará presente Alexandre Favaios, psicólogo com larga experiência em casos de difícil adaptação e enquadramento na escola. A par disto, sugestões de leitura, destinados aos encarregados de educação, para melhor lidarem com estas problemáticas. 3) Prova de BTT e Marcha de Montalegre Cancelada No dia 19 de Abril, sábado, realizou-se mais uma prova de pedestrianis-mo e BTT no nosso concelho designada "Maratona e Marcha de Montalegre 2008", a qual reuniu à volta de 200 participantes, e que ficou marcada pela intempérie e frio que se fizeram sentir neste dia no Barroso. A organização esteve a cargo da Associação Desportiva ADEFACEC, e contou com o apoio da Câmara Municipal de Montalegre, rádio Montalegre e das marcas Orbea e Store Bike. As duas provas (BTT e percurso pedestre) tiveram início às 10 horas da manhã, já debaixo de alguma chuva e frio, mas que não fez estremecer a maioria dos presentes, já habituados a superar estas adversidades. No entanto, o percurso em BTT, composto por 50km, era muito duro, atravessando Padroso, Sezelhe, Ourigo e, de novo, Montalegre. Passado pouco mais de meia hora do início e já em plena serra de Padroso começou a nevar com muita intensidade, que dou um colorido muito engraçado e inesquecível para muitos participantes, mas que acabou por tornar o trajecto demasiado perigoso e praticamente intransponível, o que levou a organização a interromper a prova. A tristeza da desistência foi compensada para muitos com a beleza da natureza pintada de branco. Apesar da parte desportiva ter sido cancelada a parte lúdica deste evento não deixou de acontecer e inclui um lanche convívio com produtos regionais, que certamente irá ajudar muitos dos atletas a voltar em breve, por exemplo, para a edição 2008 das "Carrilheiras de Barroso" com data prevista para o início de Junho. 4) Em Boticas: Comemorações do dia Mundial do Livro e 25 de Abril No âmbito das Comemorações do Dia Mundial do Livro, que se celebrou no passado dia 23, um pouco por todo o mundo, a Biblioteca Municipal de Boticas, em parceria com o Agrupamento de Escolas de Boticas – Gomes Monteiro, promoveu mais uma actividade cívica, educativa e cultural. Assim, e durante todo o dia, o Auditório Municipal foi palco do visionamento temático sobre o 25 de Abril, vocacionado para ensinar e sensibilizar os alunos deste grau de ensino relativamente a este importante acontecimento histórico da jovem democracia portuguesa. Desta forma, os alunos dos 1º e 2ºs anos, durante a manhã, e os alunos do 3º e 4º anos, durante a tarde, bem como as suas professoras, tiveram a oportunidade de ver e rever imagens que fizeram e fazem parte da história recente de Portugal. No final desta actividade pedagógica e cívica, a Biblioteca Municipal de Boticas, disponibilizou àquelas docentes uma mala Pedagógica com materiais em diversos suportes, dirigidos quer aos alunos, quer aos professores, sobre esta importante temática, no sentido de os poderem trabalhar, desenvolver e explorar em contexto de sala de aula. Foi um dia diferente mas muito importante para todos estes alunos que através desta actividade puderam desenvolver novas apetências e conhecimentos sobre este tema histórico e simultaneamente celebraram o Dia Mundial do Livro e a passagem de mais um 25 de Abril. Destaque 25 de Abril em Montalegre Aproveitando as novas instalações que o pavilhão Multiusos de Montalegre dispõe, nomeadamente o auditório, recentemente inaugurado, o Município de Montalegre apostou este ano forte nas comemorações do 34º aniversário do "25 de Abril", com alguns espectáculos de Teatro e Música, além da habitual cerimónia do hastear da bandeira ao som do hino nacional na manhã do dia 25. "Salazar - Ascensão e Queda" As comemorações começaram na noite do dia 23, quarta-feira, com uma peça de teatro musical no bem composto Auditório Municipal de Montalegre intitulada "Salazar - Ascensão e Queda" e encenada por João Coutinho e interpretada pela Companhia de Teatro do Ribatejo. Trata-se de uma espécie de «grande viagem teatral ao Portugal do século XX, o Portugal rural de Salazar, o culto da personalidade, o ensino vigiado, a pobreza, o partido único, as lutas sociais, a Pide e a defesa do regime», animada por músicas que marcaram gerações como a do Soldadinho, Desfolhada e Grândola Vila Morena. Cantigas de Abril pelos "Clave" Na noite do dia 24 foi a vez do grupo barrosão Clave actuar no Auditório Municipal, praticamente cheio, interpretando as principais músicas de Abril. Uma excelente noite onde os mais velhos puderam reviver alegrias e angústias, e os mais novos conhecer as principais canções de Zeca Afonso (e de outros cantores da revolução), como o "Milho verde", "Maio maduro Maio", "Os vampiros", "A formiga no Carreiro", "Trova do vento que passa", a "Canção de embalar" (um dos momentos altos da noite e que contou com a participação especial de Mariana Pedreira na voz) e terminando em apoteose com a inevitável "Grândola, Vila Morena", acompanhada de pé e com muita emoção por quase todos os presentes. Manhã do dia 25 Na manhã do dia 25 de Abril cumpriu-se a tradição com a cerimónia do hastear da bandeira portuguesa ao som do hino nacional tocado pela Banda Musical de Parafita. Também presentes as corporações dos Bombeiros Voluntários de Montalegre e Salto. A Direcção e Comando dos BV Montalegre aproveitaram a cerimónia para entregar as novas divisas aos elementos que progrediram na corporação além de uma homenagem pública aos bombeiros que intervieram no resgate dos cidadãos do Porto perdidos no Gerês no passado dia 3 de Fevereiro deste ano: João Miguel Pires Monteiro, Eduardo Filipe Gonçalves Costa, Mark Lage Moderno, Marco António Gonçalves Costae José Carlos de Jesus Rodrigues Moura. Tarde do dia 25 Na tarde do dia 25 as comemorações regressaram ao Auditório Municipal de Montalegre. Primeiro com o habitual concerto da Banda de Parafita, pelas 15 horas, e depois com um espectáculo intitulado "Dançar, Cantar e Dizer Abril", muito bem interpretado pelo Grupo de Cantares da Casa do Professor de Vila Real e pelos alunos do Agrupamento de Escolas de Montalegre. A organização deste espectáculo diferente coube à Associação de Pais do Agrupamento de Escolas de Montalegre. In http://www.opovodebarroso.blogspot.com |
| Finanças penhoraram matadouro por dívida de mais de 300 mil euros | 2008/ 05/17 08:41 |
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Propostas de compra podem ser entregues até dia 7 de Agosto
A repartição de Finanças de Montalegre penhorou o Matadouro Regional do Alto Tâmega e Barroso. Em causa está uma dívida de cerca de 360 mil euros, relativa a vários impostos e taxas por pagar. O processo de venda foi aberto no passado dia 5, via electrónica, e os interessados poderão apresentar propostas, em carta fechada, até ao dia 7 de Agosto. O presidente do conselho de administração do equipamento, José Justo, acredita, no entanto, que até lá, vai conseguir saldar a dívida. “Está tudo encaminhado. Não é isso que me tira o sono”, garante. IRC, IRS (dos funcionários), taxas à Direcção-Geral de Veterinária e coimas resultantes de processos de contra-ordenação pelos atrasos nos pagamentos. No total, a dívida do Matadouro Regional do Alto Tâmega e Barroso às Finanças anda à volta dos 360 mil euros. E foi este montante que levou o serviço do Estado a penhorar o equipamento. O processo de venda foi desencadeado no passado dia 5, via electrónica, no sítio da Internet da Direcção-Geral de Finanças. De acordo com a informação disponibilizada, o preço base de venda é de 245 mil e 497 euros. Os interessados poderão entregar propostas, em carta fechada, até ao dia 7 do próximo mês de Agosto. Serão abertas no dia seguinte. Se não houver propostas, o serviço de Finanças terá que optar por outro processo: a negociação particular. O presidente do concelho de administração do Matadouro, José Justo, está, no entanto, convencido que a dívida será saldada antes do fim do processo de venda em curso. Referindo que “acha” que a dívida resulta apenas de taxas devidas à Direcção Regional de Veterinária, o também presidente da Cooperativa Agrícola, justifica-a com o cancelamento de um protocolo com a instituição em causa e que terá sido posto em causa pelo Tribunal de Contas. No âmbito do protocolo, o matadouro não pagaria as referidas taxas ao Estado. No entanto, o acordo foi cancelado e, mesmo assim, o matadouro não procedeu ao respectivo pagamento. “Através da secretaria de Estado da Agricultura já foi solicitado para que o protocolo seja reactivado de acordo com a legislação. Acredito, por isso, que será o próprio Ministério da Agricultura a mandar retirar a dívida às Finanças”, revela José Justo, acrescentando que não é isso que lhe “tira o sono”. O presidente da Cooperativa também nega o alegado estrangulamento financeiro da instituição. “O sector não vive os melhores momentos, mas o nosso matadouro assume os compromissos assumidos. O que nos devem é bem superior ao que temos a pagar”, garante. Pelas suas contas, a dívida dos clientes é de 600 mil euros. Do empréstimo contraído à Caixa de Crédito Agrícola Mútuo para a construção do Matadouro, garante que dos “511 mil contos pedidos já foram amortizados 408 mil e pagos 379 mil de juros”. Estado vende acções O Estado vai vender as acções que detém no Matadouro do Alto Tâmega e Barroso, através da PEC, SGPS, a empresa que agrupa as participações do Estado no sector do abate e comercialização de carne, tutelada pelos ministérios da Agricultura e Finanças. Segundo José Justo, os restantes accionistas, onde se incluem a Cooperativa Agrícola de Montalegre, a Câmara Municipal e cerca de duas dezenas de sócios em nome indivi-dual, já foram notificados da venda, no sentido de quererem exercer o direito de preferência. Justo recusou avançar se tenciona, ou não, através da Cooperativa ficar com as acções. Inaugurado em 1995, o Matadouro do Alto Tâmega e Barroso custou perto de 5 milhões de euros e carrega, desde então, uma crítica cada vez mais actual: é grande demais para o volume de actividade. In Semanário Transmontano Por: Margarida Luzio |
| Monográfica do Perdigueiro Português | 2008/ 05/02 15:02 |
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Notícia publicada em 30-Abr-2008
Evento tem lugar, em Montalegre, este fim de semana. A organização fala de um regresso às origens onde é lembrado o saudoso Padre Domingos Barroso. Considerado um «exemplar vivo do património português», o cão perdigueiro vai estar em debate na XXIV Monográfica do Perdigueiro Português a ter lugar este fim de semana, na vila de Montalegre. Um evento que deve reunir muitos curiosos em volta da história de um animal cujas origens remontam ao século XVI In site CMM |
| Notícias de Barroso | 2008/ 04/30 00:03 |
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Cópia do abaixo assinado entregue em Vila Real
Governador Civil apoia intervenção na EN 103 No passado dia 17, deslocou-se ao Governo Civil de Vila Real uma delegação de membros ligados à Comissão de Utentes da EN 103. Com a comitiva seguiu o Presidente da Câmara Municipal de Montalegre, Fernando Rodrigues, que fez a apresentação do assunto que está a mobilizar a gente do seu concelho e a dos concelhos de Vieira do Minho, Terras de Boura, Póvoa de Lanhoso e Braga, para além dos de Chaves e Boticas, ou seja, todos os que se situam no percurso da EN 103. A Comissão de Utentes entregou ao Governador do distrito de Vila Real, António Martinho, uma cópia do abaixo-assinado recolhido nos diferentes concelhos, sensibilizando-o para a situação de isolamento em que se encontra o vale do Cávado, desde as terras do Minho da zona de Braga até às terras do Barroso. Uma via sinuosa que possui um sem número de curvas de raio muito apertado, sem faixas de lentos, uma via do século passado que, se não for intervencionada com obras de beneficiação, irá contribuir para a acelerada desertificação desta zona do interior do país. A Comissão de Utentes fez questão de chamar a atenção do governante distrital para as acessibilidades do noroeste do distrito, com votos de que se constituisse em defensor desta causa que é vital para se conseguir um desenvolvimento harmonioso do país. O Governador civil, defendendo que a A24 é a via estruturante do distrito, concordou que a região do Barroso fica muito afastada deste eixo e que é do seu conhecimento que uma parte substancial do concelho faz mais vida com Braga-cidade do que com a própria sede do concelho. E de forma inequívoca, deixou claro que se vai interessar por uma outra via que possibilite aos residentes do vale do Cávado uma circulação mais fácil e mais digna. Tanto o Presidente da Câmara como os membros da Comissão que se deslocaram a Vila Real sairam do Governo Civil satisfeitos com as palavras de solidariedade e de empenho que o Sr. Governador lhes transmitiu. Está pedida uma audiência ao Sr. Primeiro Ministro a quem será entregue o original das assinaturas mas antes idêntica diligência será feita junto do Governador Civil de Braga a quem também se fará entrega de uma cópia ao mesmo tempo que será posto ao corrente da situação da EN 103, de modo particular, no termo do distrito de Braga. Pedido de desculpas Pede-se desculpa aos internautas pela notícia publicada no Blogue que referia que esta audiência seria em Lisboa. Tal precipitação resultou do teor da carta que foi recebida na redacção do jornal, a qual não referia a localidade da audiência e que, estando a mesma pedida ao 1.º Ministro, entendeu-se tratar-se de Lisboa e não de Vila Real. No jornal, Notícias de Barroso, ainda se foi a tempo de fazer sair a notícia correctamente. Cm Publicado por Carvalho de Moura em 23:04 13/Abr/2008 Edição n.º 308 do Notícias de Barroso Veja ainda na última edição do "Notícias de Barroso" um caderno especialmente dedicado aos combatentes portugueses envolvidos na 1.ª Grande Guerra Mundial. Vede ainda muitas outras notícias em 20 suculentas páginas de cariz acentuadamente barrosão. O Notícias de Barroso é um jornal de barrosões para as gentes de Barroso. A Feira de Nanterre De tanto ouvir falar da Feira de Nanterre, este ano, pus-me a caminho e fui até Paris com o objectivo de ver “in loco” a manifestação cultural dos nossos emigrantes da cidade capital da França. De avião, pois claro, e diga-se de passagem que já me vou habituando um pouquinho se bem que aquela pressão que eu sinto, o barulho dos motores e o horror às alturas não se arrumam na minha cabeça e, como é hábito, dias antes a imaginação não pára de me massacrar, o que dá para desistir, tentar dar o lugar a outro, discutir com a mulher e sei lá que mais… Bom, em Paris, mais precisamente em Bercy foi o Hotel que o meu amigo e ilustre correspondente do “Notícias de Barroso”, José Duarte, escolheu para eu passar quatro noites e quase cinco dias. Diga-se também de passagem que eu já conheço um pouco de Paris e que, para mim, é uma das cidades mais lindas do mundo, a par do Rio de Janeiro, de S. Francisco da Califórnia, de Nova York… O pouco tempo de que dispus ainda deu para eu passear à noite pelo Quartier Latin, de que gosto imenso, de visitar de novo a Notre Dame aonde perdi a noção do tempo, dediquei um dia ao Museu d’Orsay cujas pinturas dos impressionistas não me impressionaram por aí além, se bem que guardo na mente aquele quadro duma expressão fabulosa – S. Pedro e S. João a correr para o túmulo depois de avisados de que Jesus tinha ressuscitado - e algumas outras telas. Aquela que foi uma antiga estação ferroviária, está hoje transformada num dos principais pontos turísticos de Paris, ali bem perto do monumental Louvre. Outro monumento que me foi sugerido que não devia perder, a Conciergerie. Na Conciergerie, verdadeiro símbolo do pode real de França, mais tarde transformada em prisão, onde a célebre rainha Maria Antonieta acabou os seus últimos dias, tivemos um visita guiada em francês que, como é óbvio, não foi muito enriquecedora porque uma coisa é o francês escrito e outra, muito diferente em termos de entendimento, é o francês falado por franceses. Mas, sempre se apanhou alguma coisa e deu para entender toda a história que naquele lindo palácio gótico está muito bem retratada. A Feira de Nanterre A feira de Nanterre é uma festa em tudo igual às nossas. Salvo o dia da inauguração em que o Maire de Nanterre se expressou em francês e o coordenador da Feira, Jaime Alves, também traduziu as suas palavras para este idioma, no Espaço Chebreville somente ouvi falar português. Uma festa igual às nossas, tal como cá animada pelos minhotos, que nestas coisas são os maiores. Por lá andaram ranchos folclóricos, o Roconorte e outros grupos… Na Feira de Nanterre participaram 14 câmaras municipais do norte do país dentre as quais se destacava Montalegre, cujo presidente, Fernando Rodrigues, esteve presente no acto solene da inauguração onde, além do Maire anfitrião, também o embaixador de Portugal em França, António Monteiro, os presidentes de Bragança e Ponte da Barca, além doutros autarcas fizeram questão também de estar presentes. Realçar desde já que Montalegre teve presença muito digna de que os nossos emigrantes devem ter sentido orgulho. Uma boa imagem em pano de fundo da encosta e aldeia de Travassos do Rio a que se acoplaram outros motivos da zona. O Presidente da Câmara desdobrou-se em contactos com os muitos barrosões que por lá deram uma volta e onde também não faltava muita gente que de Montalegre foi até Paris para, como eu, apreciar o que por lá se passa. Pela parte que me toca, tive grande satisfação em ver e falar com muitos conterrâneos, alguns antigos alunos e muitos, muitos barrosões de Montalegre, de Padroso, de Solveira, Vilar de Perdizes, de Codeçoso, Gralhas, Meixide, Donões, Parafita, etc., alguns que já não via há muito tempo. Esta parte social é aquilo que mais conta porque também senti nos nossos emigrantes um gosto enorme em ver por lá gente de Montalegre. A Câmara de Montalegre, tal como tem feito em anos anteriores, serviu uma merenda (presunto, pão e vinho), mas aquilo foi tão rápido que muitos dos presentes nem sequer deram conta do que se lá passou. De notar que algumas entidades aproveitaram a ocasião soberana para dar nas vistas e marcar boa posição. Por exemplo, entre os bancos notou-se uma presença forte com destaque para o BPI que, como é sabido, em breve vai abrir um balcão em Montalegre. Carvalhode Moura Restaurante Barrosão Num ambiente tipicamente barrosão decorreu o já tradicional jantar de sábado à noite da Feira de Nanterre (França), evento em que participou, pelo quarto ano consecutivo, o Município de Montalegre. Muitas caras conhecidas, muita saudade pelo meio e uma ementa onde não podia faltar o cozido barrosão regado com bom vinho. O anfitrião, Domingos Freitas, proprietário de um restaurante afamado em Puteaux, arredores de Paris, não cabia em si de satisfação dada a enorme afluência de barrosões que não deixaram escapar a oportunidade de estar por perto do Presidente da Câmara de Montalegre. Fernando Rodrigues agradeceu o carinho e apoio verificados sempre que se desloca a França aproveitando para falar do livro "A Salto", recentemente reeditado pela Câmara de Montalegre, que narra, em quadras poéticas, a odisseia pela qual muitos emigrantes passaram quando decidiram sair de Portugal. Feira de Nanterre Organização: ARCOP Director executivo: Jaime Alves Orçamento: 40.000 €uros Apoios: Mairie de Nanterre e todas as Câmaras Municipais participantes ARCOP - Associação Recreativa e Cultural dos Originários de Portugal Presidente: Jaime Alves, de Monção Sede: 20 Rue de Suresnes N.º de sócios: 700 Nacionalidade dos sócios: Portugueses e franceses Publicado por Carvalho de Moura em 18:39 EN 103 Audiência em Lisboa A Comissão de Utentes da EN 103 vai deslocar-se a Lisboa para, no próximo dia 17, fazer a entrega do abaixo assinado ao Governo de José Sócrates. O Presidente da Câmara de Montalegre que, a pedido da Comissão de Utentes, fez o pedido, estará presente na reunião, bem como outros autarcas, neste momento a ser contactados, da mesma formas empenhados na defesa desta causa grande regional. Turismo em reformas 5 regiões O governo está em vias de decretar o novo figurino orgânico do turismo nacional. As diversas regiões de turismo actualmente existentes vão dar lugar a 5 Regiões que são a Norte, Centro, Lisboa, Alentejo e Algarve. Depois, segundo o referido decreto prestes a sair, há seis polos de desenvolvimento turístico situados no Douro, Serra da Estrela, Leiria-Fátima, Litoral Alentejano e Alqueva Montalegre Reuniu, dia 10 de Abril, a Associação de Pais das Escolas de Montalegre, que contou com a presença do presidente da autarquia Fernando Rodrigues, uma directora da DREN e o presidente do executivo João Surreira, onde se apresentou aos encarregados de educação presentes um breve esclarecimento quanto às funções da própria Escola na defesa dos interesses dos alunos junto das entidades competentes. Foi apresentado o plano de actividades, algumas transitaram do ano anterior, como a participaçao de pais na semana da leitura que decorreu de 3 a 7 de Março, no âmbito do plano nacional Ler+, onde alguns pais disponiveis, leram uma historia a cada nivel de ensino. A associação vai tambem participar em temas curriculares desenvolvidos pela escola e inserir outros como o tabagismo, meio ambiente, agricultura biológica e educação sexual. Destes temas estão já em prática alguns, como a educação sexual para o 8º e 9º anos que passa por duas fases, uma primeira abordagem cabe a uma psicóloga e depois uma enfermeira completa o tema. Está também em agenda comunicar às entidades superiores, como a DREN, questões que necessitam de intervenção, como a cantina da escola. No conselho municipal da educação foi sugerida a mudança no projecto do novo polo escolar para que haja uma área onde os alunos possam entrar para os autocarros abrigados do mau tempo. Como na Escola Secundária Dr. Bento da Cruz a única área diponível é ciencias e cursos tecnológicos, profissionais, a associação solicitou a abertura de um curso de línguas ou humanidades. Outras actividades que estão em agenda são a participação nas comemorações do 25 de Abil, com alunos a cantar, dançar e a declamar poemas de Abril, no auditorio do multiusos, a partir das 15h00 com a Banda Musical de Parafita. A colaboração com a Biblioteca Municipal de Montalegre vai continuar com a participação na Feira do Livro, um serão dia 6 de Junho (21h00) cujo tema se vai centrar na importância que a educação tem no seio familiar, na postura do aluno no meio escolar. Como convidado estará presente Alexandre Favaios, psicólogo com larga experiência em casos de dificil adaptação e enquadramento na escola. A par disto, foram dadas sugestões de leitura destinadas aos encarregados de educação para melhor lidarem com estas problemáticas. Maria José Afonso Chouribebes Um grupo de jovens de Montalegre juntou-se e resolveu imitar a canção guerreira que os neozelandezes entoam antes dos encontros internacionais de ragueby. São os Couribebes cuja actuação já teve honras de transmissão na SIC, para além da TV Barroso cujo site foi visto por um número significativo de pessoas. Vestidos cada qual ao seu melhor jeito com vestes tradicionais e acompanhados de paus, bengalas e até o corno do boi, o número, também apresentado em Nanterre, refere-se às coisas boas de Montalegre, ao castelo, à chouriça, ao presunto, às serras, etc. terminando com todos prostados no chão. Eis os seus nomes: Luís Pedreira, Paulo Dias, João André, Júlio Lopes, André Batista, Hugo Ramos, Luís Batista, e Marco Sousa. Mel de Barroso No Auditório da Cooperativa Agrícola dos Produtores de Batata para Semente de Montalegre, teve lugar uma reunião, promovida pela CAPOLIB, a fim de dar a conhecer as vantagens da criação duma zona controlada. Pena foi a fraca participação de apicultores porque teriam aproveitado a oacasião para se informar sobre a razão do encontro. O tema tratado: "Sanidade: Diagnóstico, profilaxia e tratamento das doenças das abelas (Zona Controlada), Legislação, DOP", levada a cabo pelo Agrupamento de Produtores do "Mel de Barroso - DOP" em parceria com o Ecomuseu de Barroso, é do interesse dos apicultores. A ideia do encontro tinha em vista a criação de uma zona controlada sanitariamente (região indemne, livre de doenças) de produção de mel cujas vantagens e inúmeros benefícios foram explicados aos apicultores. Chaves Escola de Artes e Ofícios Entregue à “Chaves Viva” A gestão da Escola de Artes e Ofícios - integrada no projecto do Centro Cultural de Chaves - será entregue à “Chaves Viva - Associação Promotora para o Ensino e Divulgação das Artes e Ofícios da Região Flaviense”. As actividades da referida escola - entre elas teatro, dança, música, ateliers de artes plásticas e espectáculos - deverão arrancar já no início do próximo ano lectivo, em Setembro. Boticas protocolo com Federação Nacional de Motociclismo Tendo em vista a dinamização da futura pista de motocross e desportos motorizados, denominada de “Complexo Desportivo Multiusos de Boticas”, a construir junto ao Parque Empresarial do Padrão, a Câmara Municipal de Boticas assinou um protocolo de cooperação com a Federação Nacional de Motociclismo (FNM), comprometendo-se esta a realizar no referido espaço provas de motocross, supercross, quadcross, todo-o-terreno e supermoto de carácter nacional e internacional. Desta forma, a futura pista deverá ser construída de acordo com as directrizes e normas internacionais e, para além do espaço reservado à competição, deverão serão criados os espaços de apoio logístico como uma torre de controlo, um mini hospital para primeiros socorros devidamente equipado [cuja colocação poderá ser definitiva ou apenas nos momentos dos eventos), uma torre de cronometragem, uma sala de júri, uma sala de imprensa, uma sala de convidados, restaurante de apoio, sanitários com balneários, casas de banhos de serviço, zona de lavagem para veículos de competição, espaços para recolha de resíduos prejudiciais ao ambiente e parque de estacionamento, entre outros. Para além das modalidades já referidas, o Complexo Desportivo Multiusos de Boticas poderá receber outras modalidades de competição e lazer de várias disciplinas, tais como BTT, Trial de Veículos Todo-o-Terreno e Atletismo na área de Cross, entre outros. Publicado por Carvalho de Moura em 18:30 In http://omontalegrense.blogspot.com/ |
| O Povo de Barroso | 2008/ 04/29 23:51 |
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Barroso em Resumo
1) Palestra sobre "Vilas Criativas - Montalegre a Desenvolver" Realizou-se, na manhã da passada quinta feira, na escola Dr. Bento da Cruz em Montalegre, uma palestra sobre a vila de Montalegre. Esta acção foi organizada por alguns alunos da turma do 12.ºC deste estabelecimento, dentro da disciplina de área de projecto, e insere-se num concurso a nível nacional, designado "Cidades/Vilas Criativas" e que visa, sobretudo, fazer um diagnóstico da vila de Montalegre a fim de, posteriormente, serem apresentadas junto da comunidade educativa, propostas inovadoras para a melhoria da qualidade de vida dos Barrosões (foto CMM). Para este debate foram convidados o Presidente do Município, Fernando Rodrigues, que traçou um diagnóstico geral do concelho, o Director do Ecomuseu de Barroso, David Teixeira, que expôs as principais valências deste centro de cultura e algumas perspectivas para o futuro do Ecomuseu, o Director do Centro de Saúde de Montalegre, Eugénio Fecha, que falou acerca da saúde dos barrosões e sobre as principais preocupações que se enfrentam actualmente nesta área, antes do encerramento pelos alunos da organização. A abrir e coordenar os trabalhos esteve também o director da escola João Surreira. Além desta palestra os alunos envolvidos neste projecto mantêm, desde Novembro de 2007, um Blog na Internet onde procuram divulgar Montalegre e identificar, junto com a comunidade virtual, os principais aspectos do nosso concelho que devem ser melhorados. Para aceder visite http://montalegre_a_desenvolver.blogs.sapo.pt/ 2) Debate em torno do Mel do Barroso Na tarde do passado dia 10 de Abril realizou-se, no Auditório da Cooperativa Agrícola dos Produtores de Batata de Semente de Montalegre, um encontro de produtores de mel do concelho onde foram debatidos alguns problemas e objectivos comuns, nomeadamente a possibilidade de criação de uma Zona de Produção Controlada Sanitariamente. Esta iniciativa foi organizada pelo Agrupamento de Produtores do "Mel de Barroso - DOP" em parceria com o Ecomuseu de Barroso, e contou com a presença do Dr. João Paulo e a Dr.ª Magda Tavares, em representação da Capolib (Cooperativa Agrícola de Boticas) e do Agrupamento de Produtores de Mel, e da Eng.ª Teresa da Montimel de Chaves. Apesar de ter havido alguma divulgação foram apenas perto de 20 os produtores que se deslocaram ao referido auditório. O Dr. João Paulo começou por tomar a palavra e agradecer a presença dos apicultores, referindo algumas das mais valias do "Mel de Barroso DOP", uma marca reconhecida a nível europeu, e apresentando algumas das condições que o agrupamento já dispõe para a produção de mel com todas as mais modernas exigências actuais. Também levantou um pouco o véu sobre a "Zona Controlada". De seguida a Dr.ª Magda complementou estas informações, realçando a Casa do Mel do Agrupamento, situada em Beça, que dispõe de uma moderna sala de extracção de mel, além da assistência técnica que o Agrupamento dispõe. Outras mais valias para os associados do agrupamento são, por exemplo, a promoção do mel e o apoio à comercialização, com um preço garantido. Antes de apresentar todas as regras e mais valias da zona controlada, a Dr.ª Magda ainda fez um apanhado da situação sanitária das abelhas da região, onde doenças como a Varroose ou Loque duplicaram no último ano. A Loque ainda mereceu um destaque em particular pela importância que já tem na região e para elucidar os apicultores para o problema que pode tornar-se e a forma de o evitar ou contornar. A futura Zona Controlada de mel abrangerá o Concelho de Chaves, Boticas e Montalegre (se forem conseguidas mais de 60% de assinaturas dos apicultores do nosso concelho). O objectivo desta Zona Controlada Sanitariamente passa por diminuir a incidência, ou até extinguir, certas doenças. Para isso, os apicultores teriam de cumprir certas regras, sobretudo ao nível sanitário das abelhas, colmeias e outros materiais de manuseamento. Por exemplo, a realização de análises anuais (tipo o que já acontece com as espécies de animais domésticos) e acções de tratamento simultâneo para as doenças que surgissem. Uma das mais valias da Zona Controlada é a qualidade do mel e o preço garantidos, além de um apoio especial do Governo de 5 euros/ colmeia. O que não é mau comparado com os 3 euros/colmeia para os apicultores que não aderirem a zonas controladas (e isto só para mais de 25 colmeias). Para mais informações os apicultores interessados deverão contactar o agrupamento ou irem a www.meldebarroso.com. 3) Montalegre na Feira de Nanterre Pelo 4º ano consecutivo o Município de Montalegre esteve presente na Feira de Nanterre (arredores de Paris – França), levando à vasta comunidade Portuguesa ali residente, e aos Franceses em geral, um pouco do que melhor se faz no Barroso. Os emigrantes do Barroso a residirem nesta região francesa apareceram em força ou não tivessem direito a um jantar de confraternização oferecido pela Câmara, com a animação garantida pelos Chouribebes. O stand de Montalegre foi, mais uma vez, elogiado por todos e pela própria organização. Claro que há quem questione as verdadeiras razões desta presença por terras gaulesas e quase toda a gente sabe quais são, mas sempre são alguns dias em que os barrosões emigrados podem matar saudades da terra que os viu nascer, e dos seus produtos, mais ou menos, tradicionais. 4) Autarquia leva crianças ao circo O Circo Mundial, que recentemente esteve em Montalegre para três secções para o público em geral, regressou com um novo espectáculo de duas horas destinado às crianças das escolas do 1º ciclo de Montalegre, e que contou com o patrocínio do município, que assim permitiu a muitas crianças contactarem, pela primeira vez ao vivo, com um mundo que sempre povoa os seus sonhos. 5) Mais quatro Barragens na Região O Governo lançou na passada semana o primeiro concurso público para a construção das barragens de Gouvães, Padroselos, Alto Tâmega e Daivões – todas localizadas no Alto Tâmega - incluídas no plano nacional, cujo investimento será entre 450 e 760 milhões de euros. O concurso público para a concessão, construção e exploração das barragens vai decorrer até 30 de Junho deste ano, sendo que os resultados deverão ser anunciados em Agosto próximo. As quatro barragens foram escolhidas com base numa lista de 25 localizações possíveis e as obras deverão começar, o mais tardar, em 2010 e poderão prologar-se até 2015. Fernando Campos, presidente da Câmara Municipal de Boticas e presidente em exercício da AMAT (Associação de Municípios do Alto Tâmega), manifestou, em nome desta Associação de Municípios, a sua "satisfação pelo lançamento do concurso público, por parte do Governo, das barragens de Daivões, Gouvães, Alto Tâmega e Padroselos. Primeiro porque vem de encontro à posição defendida pelo concelho directivo da AMAT, que quando o Governo apresentou a primeira versão do plano nacional de barragens, depois de o analisar, deliberou manifestar a sua concordância e a sua satisfação com os investimentos e os empreendimentos que iam ser construídos dentro da sua área de jurisdição. Depois, porque o Governo atendeu à nossa sugestão de que deviam ser colocados num único lote este quatro empreendimentos que serão realizados exclusivamente na região do Alto Tâmega". Fernando Campos referiu ainda que a AMAT está "num processo de formalização do negócio com a EDP no sentido de ser criada uma parceria entre esta empresa e os Empreendimentos Hidroeléctricos do Alto Tâmega e Barroso (EHATB) [empresa detida pelos municípios do Alto Tâmega] para que possamos concorrer em conjunto à construção destes quatro empreendimentos, cujo valor de investimento pode ultrapassar os 760 milhões de euros. Quero lembrar ainda que conseguimos que o Governo incluísse no programa do concurso a necessidade de salvaguardar os investimentos públicos que estão feitos na área de influência destas futuras albufeiras. Isso é muito importante para nós, porque há um conjunto empreendimentos dos municípios que de alguma forma poderiam vir a ser eliminados com a construção destas barragens. A nossa satisfação tem a ver não só com a construção das barragens propriamente dita, apesar de estarmos conscientes de que há um potencial desenvolvimento da actividade económica nessa altura, mas porque estamos convencidos que depois de construídas vai ser possível alavancar um conjunto de empreendimentos de ordem turística que vão optimizar e potenciar o desenvolvimento da nossa região, tão carenciada de investimentos desta natureza", rematou. Sexta-feira, Abril 18, 2008 Destaque 2 Chouribebes do Barroso Atacam em França O mais recente fenómeno de Barroso, os intitulados "Couribebes", e a sua "Haka Barrosã", foi às comunidades francesas fazer uma pequena digressão, estando incluídos na comitiva de Montalegre que se deslocou à vila de Nanterre, nos arredores de Paris, para a Feira dos produtos locais que ali se realiza todos os anos por esta época. Relembramos que este grupo de jovens do barroso começou por fazer sucesso com o seu "vídeo caseiro", intitulado "Haka Barrosã" e que passou primeiro na TV Barroso, antes de se tornar um sucesso mundial na Internet, sobretudo no famoso site do Youtube, e chamando à atenção das televisões nacionais. Primeiro no Programa "Pasteis de Nata" da RTP2, onde foi seleccionado como vídeo da semana na Internet, depois na Praça da Alegria, do Canal 1, onde os "Chouribebes" deram uma entrevista, e também na SIC que fez uma notícia sobre este fenómeno. Até já surgiram outros grupos de jovens de outras regiões a tentar criar a sua própria "Haka" e a colocar na Internet para rivalizar com a Barrosã. Entretanto a Câmara de Montalegre, apercebendo-se do fenómeno gerado, decidiu torná-lo em mais um cartaz de divulgação do concelho, patrocinando para breve uma nova e melhorada interpretação desta espécie de dança. A realização vai ser feita na Ponte da Misarela com recurso a um operador de câmara profissional. O guarda-fato improvisado da primeira gravação será substituído. Os novos fatos estão quase costurados. Esta presença em França também já foi a convite e com o patrocínio do Município, e serviu para levar este mini-espectáculo às comunidades portuguesas da região de Paris, tendo os Chouribebes, com 9 elementos, actuado na Feira de Nanterre, na rádio Alfa e no jantar-convívio que a Câmara promoveu com os emigrantes. Mas os Chouribebes ainda aproveitaram para visitar alguns dos principais monumentos da capital de França, como a Torre Eiffel ou o Arco do Triunfo, onde também "deram espectáculo" (foto CMM). A Haka Barrosã não é mais do que "um vídeo caseiro com menos de um minuto, que põe frente a frente a equipa neozelandesa de râguebi (com a sua dança tradicional designada por Haka) e nove barrosões, que não se deixam intimidar por essa dança guerreira. E porquê tanta confiança? Porque são de Montalegre e nesta terra não falta nada." (Há bruxedo, há batata, há centeio, há chegas de bois, há cabrito, há vitela, há fumeiro, há castelo, há Larouco, há presunto, há chouriça e há vinhaça). Os Chouribebes já prometeram algumas novidades criativas para os próximos tempos. Destaque Entrevista: LIBEL - Uma empresa de Enorme Futuro A Segurança Alimentar e a Higiene e Segurança no Trabalho são dois temas que cada vez mais estão em voga na sociedade Portuguesa, fruto da integração na União Europeia, e das consequentes exigências que daí advieram. Esta sociedade tem-se organizado para fazer face às novas exigências, surgindo várias empresas a apostar neste sectores. Em Montalegre surgiu recentemente a LIBEL, uma sociedade de dois jovens barrosões licenciados, Cristóvão Liberal e João Abel. Numa altura em que o desemprego entre os jovens, mesmo licenciados, é muito elevado, este é um óptimo exemplo de empreendedorismo e que merece todo o destaque. Fomos falar com eles para nos darem o seu exemplo. O Povo de Barroso (PB): Bom dia. Em poucas palavras, o que é a LIBEL? Libel - "A LIBEL apresenta-se em Montalegre como uma empresa de consultadoria e auditorias em três áreas distintas: Higiene e Segurança e Medicina no Trabalho, Higiene e Segurança Alimentar e Licenciamentos Ambientais e Industriais. É constituída por dois jovens barrosões – João Abel e Cristóvão Calhelha. O João Abel, licenciado em Química e com formação profissional nas áreas de Higiene e Segurança no Trabalho e Licenciamentos Ambientais e Industriais, e o segundo licenciado em zootecnia e com formação profissional em Higiene e Segurança no Trabalho e Higiene e Segurança Alimentar. Ambos com CAP de formador. Para dar a conhecer melhor os Serviços Prestados pela LIBEL, temos ao dispor dos nossos clientes os seguintes serviços de: - Medicina no Trabalho, Higiene e Segurança no Trabalho, Avaliações de Ruído; iluminância; Gases e Poeiras, Elaboração de Planos de Emergência e de Planos de Segurança e Saúde em Obra, implementação e monitorização de planos de HACCP e licenciamentos. Coadjuvando e quando necessário, formação nas áreas supra referidas." PB. Quais os seus principais objectivos? Libel - "Os principais objectivos da LIBEL, passam por garantir a qualidade e prontidão dos serviços no que concerne às áreas do nosso âmbito de aplicação, para que desta forma os barrosões, encontrem no seu próprio concelho uma empresa capaz de resolver eventuais lacunas existentes nas suas empresas. Uma das prioridades da LIBEL nesta fase inicial, passa também por garantir um maior número de clientes na sua área de jurisdição, para que esta comece por ganhar estrutura e uma fonte de receitas capaz de a tornar numa empresa equilibrada. Numa fase subsequente, conseguir empregar para os seus quadros mais jovens licenciados do concelho de Montalegre, contrariando assim a retirada de jovens da nossa terra, e ao mesmo tempo, tornando-se uma empresa forte, competitiva e equilibrada." PB. A quem se destinam os serviços prestados? Libel - "Os serviços prestados pela LIBEL são direccionados para todo o tipo de actividades, sejam elas entidades colectivas ou individuais, passando por restaurantes, talhos, padarias, empresas de transformação de matérias-primas, actividades de escritório, cabeleireiros e até aos empreiteiros civis. Segundo a legislação em vigor, Lei n.º 35/2004, cabe ao empresário a responsabilidade pelas condições de segurança, higiene e saúde no trabalho da sua empresa, podendo este recorrer a consultadoria no caso de na empresa não existirem meios suficientes para desenvolver estes serviços. Nas empresas do sector alimentar ainda acresce a obrigatoriedade da implementação de sistemas de HACCP." PB. As empresas do Barroso estão receptivas e alertadas para as novas regras de mercado? Quais as principais dificuldades encontradas? Libel - "Numa primeira abordagem, encontramos pessoas que efectivamente estão conscientes das suas obrigações e tentam cumprir à risca tudo que é exigível. Por outro lado, encontramos o oposto, que ainda hoje se sentem reticentes quanto à obrigatoriedade de determinadas exigências, e ficam na expectativa de serem eventualmente visitados pelas entidades competentes para ver o que acontece. Neste tipo de situações tentamos precaver os clientes, e dizer-lhes que o melhor será subscrever os serviços, pois quando assim não acontece, ocorre-se em contra-ordenações onde estes são notificados para requisitarem os serviços, como também lhes são aplicadas pesadas multas. Só para lembrar, e no que respeita ao HACCP este é exigível desde 2004! A recomendação que fazemos é que, para quem não tem serviços externos tanto de HACCP como de HSST, regularize prontamente a situação. Caso contrário, aquando de uma hipotética visita da ASAE como da ACT (Autoridade para as Condições do Trabalho), ocorrem em coimas que, podem chegar a elevados montantes." PB. Querem deixar algumas recomendações, sobretudo na área da segurança alimentar, que tanto tem sobressaltado muitos estabelecimentos/empresas: Libel - "As recomendações que fazemos, não são mais do que aquelas que estão subscritas na legislação em particular no que respeita ao HACCP o Regulamento 852/2004. Todas as empresas do sector alimentar, devem ter um sistema de Análise de Perigos e Controlo de Pontos Críticos (HACCP) tendo na sua base uma metodologia preventiva, com o objectivo de poder evitar potenciais riscos que podem causar danos aos consumidores, através da eliminação ou redução de perigos, de forma a garantir que não estejam colocados, à disposição do consumidor, alimentos não seguros. Na base deste regulamento, existem outras directrizes que têm a ver com as instalações, higiene e outros aspectos técnicos que devemos considerar. No que concerne à área de HST, esta é bem mais complexa, e deixaríamos a mercê dos barrosões, caso queiram saber mais sobre o assunto a nossa inteira disponibilidade para eventuais esclarecimentos sobre estas matérias." PB. E quais as perspectivas de futuro, a médio e longo prazo? Libel - "Queremos pensar neste projecto de uma forma construtiva e não queremos arriscar perspectivas futuristas. Estamos a construir a LIBEL passo a passo e conscientes das dificuldades existentes. O nosso futuro passa não só pela qualidade do nosso serviço, como também da aceitação dos barrosões. Queremos agradecer, neste particular, a todos que até este momento já têm apostado nos nossos serviços. A todos eles um bem-haja. Com calma e determinação e sem grandes ficções, queremos levar avante este nosso projecto e queremos acreditar que dentro em breve, possamos ser uma entidade empregadora e reconhecida não só na vila de Montalegre como por todo o distrito." PB. Onde podemos encontrar a LIBEL?! Libel – "A todos que queiram contactar-nos, podem dirigir-se as nossas instalações que ficam situadas no Centro Comercial Cabrilho, Entrada 9 – Loja 11. Ou se preferirem através dos nossos contactos. Cristóvão Liberal 964 621 159; João Abel 919 419 088, ou ainda através do nosso e-mail: libelhst@portugalmail.com." PB. Parabéns pelo trabalho já desenvolvido e boa sorte. Nº 395 Quarta-feira, Abril 09, 2008 Opinião Vamos salvar as aldeias de Barroso A desertificação de Trás-os-Montes é uma evidência e uma fatalidade. Os políticos prometem tudo para inverter este fatalismo. Mas eles próprios se desmentem uns aos outros. Os eleitos locais batem-se, junto dos poderes centrais, com argumentos sérios, genuinos e autênticos porque conhecem a realidade e sentem nas veias aquele fatalismo. Mas esbarram com os seus homólogos dos centros de decisão porque estes puxam quanto podem para o centralismo que tudo encrava e nada resolve. Em 1972 o concelho de Montalegre tinha 33 mil habitantes. Quarenta anos depois tem menos de metade. Em 2005 estavam inscritos como eleitores,14.906 pessoas. Mas são menos os residentes do que os eleitores. Sinal de que muitos emigraram depois de recenseados. E continuam a emigrar, porque a União Europeia «matou» a agricultura, em troca de milhões de euros que chegam a Lisboa, mas vão direitinhos aos empreendimentos supérfluos; em Lisboa e arredores. A capital, Porto, Setúbal, Coimbra, Braga, e o litoral absorvem 90%, daquilo que deveria ser distribuido pelo país real. Investiram-se em dez estádios de futebol, a pretexto do Euro, caudais que os Transmontanos nem cheiraram, nem terão qualquer contrapartida de usufruir. Os investimentos que absorvem essas carruagens de milhões de euros, beneficiam sempre os mesmos. Muitos são destinados aos «reguilas» que concorrem a todos os programas e que até criam empresas fictícias, porque sabem que quanto maior for a fraude, mais certezas há de que a Justiça, tarde e mal, levará os processos até ao fim. Tudo aquilo que prendia os Barrosões à terra acabou. A batata certificada que era a tábua de salvação, não tem escoamento, porque se importa a preços inferiores, embora de péssima qualidade. O centeio deixou de cultivar-se por razões idênticas. As terras que davam de tudo para salvar a vida de todos, estão hoje a dar mato para pasto dos incêndios. As escolas que custaram tanto a obter, fecharam, os centros de saúde, os postos dos correios, de electricidade, os cantoneiros, os guardas florestais, foram extintos. Atravessam-se hoje aldeias, sem que se vejam pessoas. Apenas os cães, os gatos e as galinhas dão sinal de vida. Toca-se o sino para reunir o povo e já só aparecem viúvas e ex-emigrantes que optaram pelo regresso. A alegria que os emigrantes traziam em Agosto, abrandou porque muitos já não se revêem nas origens e preferem realizar nas comunidades da diáspora, as festas da sua juventude. Em 1985 publicou a Câmara de Montalegre o quinto caderno cultural, em que o seu coordenador, Jorge Fernandes Alves, fez uma recolha que Manuel António de Morais Mendonça, bacharel em leis, publicou em 1813, no Jornal de Coimbra, onde estudou. Sabe-se pouco da vida deste funcionário público. Mas a «memória monográfica sobre Barroso» desse tempo, passados dois séculos, apenas mudou as pessoas e algumas estruturas viárias, escolares e de apoio social. Quanto aos meios de subsistência, em vez de evoluírem, retrocederam. Nessa altura até os montes eram cultivados. A terra dava de comer a todos e eram mais do dobro. Hoje os automóveis substituíram os burros, os malhos deixaram de ser precisos porque já nem há moinhos, nem malhos, nem colmo para os colmadores mostrarem as suas habilidades nos telhados. Os carros de bois deixaram de «cantar», porque os tractores abundam em cada povoado. E a saborosa manteiga do leite de vaca perdeu para os iogurtes de produtos exóticos e enlatados cuja origem se desconhece. Tenho à minha frente um mapa estatístico do Mensageiro de Bragança de 7 de Março. Revela o desemprego registado em Janeiro, nos 26 concelhos dos distritos de Bragança e de Vila Real. São 19.989 pessoas, entre as quais: 2.173 são licenciadas. Só no concelho de Montalegre há 32 licenciados sem trabalho. Chaves tinha em Janeiro, 998 homens e 744 mulheres no desemprego, sendo 187 licenciados. Há uma diferença abismal entre o litoral e o interior do país. O concelho de Montalegre deu saltos qualitativos em estruturas que muitas cidades do interior ainda não têm. Não podemos queixar-nos dos autarcas que tivemos nos últimos anos do Estado Novo, nem daqueles que se lhe seguiram, já em democracia. No que toca a equipamentos na sede de concelho e nas aldeias, a nível de estradas, de saneamento, de luz, de caminhos públicos, Montalegre pode cantar de galo. Mas o poder central esquece-se, sistematicamente, dos velhos que não têm - salvo o louvável exemplo da Stª Casa da Misericórdia – onde passar os últimos anos de vida. Criar empregos de qualidade para fixar ao meio, os mais jovens, nomeadamente aqueles que tanto se esforçam pelo obtenção de cursos superiores é um imperativo social que compete ao pode central. Foi criado um programa: o QREN para apoio às pequenas e médias empresas. Poderia prestar relevantes serviços se os dinheiros comunitários chegassem a Barroso, a Trás-os-Montes, às Beiras. O primeiro ministro, mal o programa entrou em vigor, veio logo dar um espectáculo eleitoralista, assinando centenas de programas com os clientes do costume. Os portugueses da periferia ainda nem tinham ouvido falar no programa já os xico-espertos tinham os contratos na mão e o dinheiro na conta. Quando se começa a distribuir da raia para o centro urbano, aquilo que é destinado aos mais precisados e não aos mais «reguilas»? Dos mais de cem mil computadores que foram atribuidos aos jovens portugueses, quantos chegaram a Barroso, a Chaves, a Vinhais, a Vimioso? Quando é que a igualdade de oportunidades deixa de ser uma miragem e passa a ser uma realidade, verdadeiramente, democrática? Opinião de Barroso da Fonte Desporto Montalegre nas meias Finais da Taça Distrital O Montalegre já está nas meias-finais da Taça da AFVR, competição onde procura substituir outra equipa barrosã, o Boticas, vencedor o ano passado. Para atingir as meias-finais os Barrosões eliminaram o Ribeira de Pena, na sua própria casa, por 2-1. Relembramos que o vencedor deste troféu terá direito a disputar a taça de Portugal na próxima época. O jogo em Ribeira de Pena não foi nada fácil para o Montalegre pois a turma da casa, apesar de estar uma divisão abaixo, vendeu cara a derrota. Os da casa entraram muito fortes e marcaram mesmo primeiro por Freitas, logo nos primeiros minutos. O Montalegre demorou a reagir e ainda se pensou que o R. Pena pudesse chegar ao segundo. No entanto, e pouco a pouco, os comandados de José Manuel Viage começaram a tomar conta das rédeas do jogo. Mas foi já só na 2ª metade que se operou a reviravolta no marcador. O golo do empate surgiu aos 55´ por Chiquinho, um golaço de livre directo. O Ribeira de Pena quase não pode respirar pois sofreu logo o 1-2, seis minutos volvidos, pelo inevitável J. Pedro, em outro golaço de meia distância, mas desta feita de bola corrida. Os da casa assumiram o jogo e deram o tudo por tudo, mas sem sucesso pois o Montalegre soube segurar a vantagem que lhe permitiu passar em frente. Entretanto já foi o sorteio das meias finais cabendo em sorte ao Montalegre receber o Alijoense, cabendo ao Vila Real receber o Vilarinho. Os jogos serão a 11 de Maio. Assim, cabe ao Montalegre ou ao Alijoense tentar evitar a quase certa dobradinha do Vila Real (já campeão distrital), que por certo vencerá facilmente o Vilarinho. Força CDC Montalegre a caminho da final. Barroso em Resumo 1) Teatro de Rua em Gralhas A Associação Recreativa e Cultural de Gralhas continua a mostrar-se muito dinâmica e a realizar inúmeras actividades. Uma das últimas ocorreu na tarde de sexta-feira "santa", dia 21 de Março, e consistiu na realização de um teatro de rua pelos jovens da aldeia e que procurou satirizar algumas das principais personagens desta aldeia barrosã. As personagens principais foram o presidente da Junta, Salazar mandão, o Sr. Doutor (que apresentou o espectáculo), o padre, João Pedinchão, o presidente da antiga Associação Cultural de Gralhas, Sr. Janeiro que só quer dinheiro e o presidente da actual Associação, Barulhento que quer poleiro. O palco improvisado foi um reboque de um tractor. A população aderiu em peso, e até apareceu a TV Barroso, nesta que foi uma tarde bem passada, com muitas gargalhadas e diversão, demonstrando o sentido de humor dos habitantes de Gralhas. Consta-se que alguns dos "visados" não terão achado assim tanta graça, mas foi uma iniciativa interessante e que merece aplausos. A ARSC Gralhas promete mais actividades divertidas para os próximos tempos. 2) Queima do Judas Realizou-se na noite do passado Sábado de Páscoa, dia 22, mais uma edição da "Queima do Judas", um concurso levado a cabo pela Divisão Sócio Cultural da Câmara Municipal de Montalegre. Nele voltaram a participar instituições, associações do concelho, bairros de Montalegre e até particulares, num evento que procura desafiar a criatividade e originalidade dos concorrentes e, ao mesmo tempo, incentivar o respeito pelo ambiente, uma vez que os Judas a concurso não podem conter materiais poluentes ou que não sejam bio degradáveis como plásticos, aerossóis, etc. Ao todo concorreram mais de uma dezena de Judas, dos quais os 10 melhores tiveram direito a um prémio de 100 euros. O concurso começa habitualmente com a concentração e exposição ao fim da tarde no largo do Município, onde os populares podem escolher os seus favoritos e o jurí decidir os vencedores. Pelas 22 horas começa o desfile que passa pela rua Direita e termina no Terreiro do Açouge, junto ao castelo, onde a queima acontece. Este é o momento alto pois torna-se um espectáculo bonito de fogo, luz e calor, talvez o mais importante para as dezenas de pessoas que acorreram ao local na verdadeira noite de Inverno (sobretudo com muito frio) que se abateu sobre a vila de Montalegre. Para o ano os Judas prometem regressar. 3) Gravação da representação de algumas passagens do Auto da Paixão Na sexta-feira santa as aldeias de Meixide e Vilar de Perdizes, do nosso concelho, serviram de palco para a gravação de alguns excertos do Auto da Paixão, levada a cabo por dois cineastas estrangeiros, amantes da nossa região e das suas tradições. Os actores voltaram a ser as pessoas das referidas aldeias, encarnando as personagens principais das cenas dramáticas da paixão de Cristo. Em Meixide as gravações ocorreram de manhã, enquanto que em Vilar foram às 15 horas. Espera-se que isto seja um bom prenúncio para o regresso em breve do famoso auto da paixão de Vilar de Perdizes, e que durante muitos anos atraiu milhares de pessoas a esta mítica aldeia barrosã. 4) Mini-férias da Páscoa em Montalegre Um grupo de cerca de 90 jovens do Porto, estudantes do ensino secundário e universitário, escolheram o nosso concelho para passar uns dias nas férias da Páscoa, nomeadamente o fim-de-semana de "Ramos". Estes dias foram preenchido com muitas actividades de desporto de aventura e lazer com: escalada, slide, rapell em Penedones , Pitoes das Junias e Ponte da Misarela.Trata-se de uma iniciativa que acontece desde há 5 anos, e o balanço tem sido muito positivo, como referiu José Miguel Antunes da empresa organizadora destes encontros N´Aventura (sediada no concelho de Montalegre). Além de alunos este evento ainda trouxe alguns professores a acompanhar o grupo como o professor Delminto, de Geologia, que realçou a diversidade de espécies e a preservação do espaço como um dos factores que atraem só por si, o interesse das pessoas. A próxima actividade, já está agendada e vai ter lugar no Verão, com várias outras ofertas ligadas aos desportos aquáticos, e centradas essencialmente na albufeira dos Pisoes. 5) Em Boticas: Idosos vão ter apoio para melhorarem as suas casas A Câmara Municipal de Boticas, representada pelo seu Presidente, Fernando Campos, assinou no passado dia 14 de Março com o Ministério da Solidariedade um protocolo tendo em vista a implementação do Programa de Conforto Habitacional para Idosos (PCHI) no concelho de Boticas, que permitirá a realização de obras de remodelação e melhoramento em casas de idosos no concelho, para prevenir a sua dependência. A assinatura deste protocolo teve lugar no Governo Civil de Vila Real e contou com a presença do Ministro do trabalho e Segurança Social, Vieira da Silva, e do Secretário de Estado da Segurança Social, Pedro Marques. Este programa foi lançado há um ano, abrangendo os municípios dos distritos de Bragança, Beja e Guarda, estendendo-se em 2008 aos distritos de Vila Real, Portalegre e Castelo Branco. O PCHI visa prevenir a dependência e institucionalização dos cidadãos mais idosos através da qualificação das suas habitações, e é financiado com verbas provenientes dos jogos sociais atribuídos ao Ministérios do Trabalho e Segurança Social. Através do Instituto de Segurança Social, o Estado disponibiliza 3.500 euros para os trabalhos efectuados em cada habitação. Na mesma cerimónia, Fernando Campos, agora na qualidade de Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Boticas, assinou também o contrato de comparticipação financeira para a construção da Residência Autónoma, financiada no âmbito do Programa de Alargamento da Rede de Equipamentos Sociais (PARES). Esta obra, cujo valor da candidatura ascende a 120.600 euros, terá a comparticipação de 88.450 euros do Programa Pares. 6) Em Cerdedo – Morto pelos próprios primos? Ao final da tarde do passado dia 19 de Março, terça-feira, a GNR de Boticas foi chamada a Cerdedo, aldeia do concelho, para tomar conta da ocorrência da morte de um homem de 50 anos, solteiro, que alegadamente terá sido morto por dois primos após uma briga com um deles ao final da tarde de segunda-feira, tendo sido encontrado mesmo ao lado do quintal dos referidos familiares. Ainda foram accionados os meios de salvamento rápido (INEM e VMER) mas confirmou-se que o corpo do senhor já estava cadáver. Na aldeia apregoa-se que a história destes primos sempre foi um bocado violenta e já era mais ou menos esperado o sucedido. Terá sido mesmo um dos irmãos que terá confessado no café da aldeia a façanha, o que terá levado alguns populares, ainda desconfiados, ao local do crime (uma casa um pouco desviada do centro da aldeia) e mais tarde a chamarem as autoridades. Perante a GNR os irmãos terão contado como tudo se passou, afirmando um deles, o Salvador, que lhe terá dado com um ferro na cabeça ao primo Domingos, enquanto este se envolvia em agressões físicas com o seu irmão. Os dois irmãos alegam que o seu primo era uma constante ameaça e que por várias vezes os terá agredido e ameaçado com armas, para estes lhe garantirem comida e guarida. Desta vez não terão aguentado e a briga acabou por ser trágica. Também na aldeia alguns populares teriam razões de queixa do falecido, conhecido pelo "Penato", por pequenos furtos, sobretudo depois da morte da sua mãe. O Tribunal de Boticas já ouviu os irmãos e aplicou prisão preventiva ao autor confesso, enquanto o seu irmão aguardará o julgamento em liberdade condicional. 7) Consultas de cessação tabágica disponíveis em todos os centros de saúde Os 16 centros de saúde do distrito de Vila Real devem dispor, até ao final do mês que termina agora, de consultas de cessação tabágica para apoiar os fumadores que pretendem abandonar este vício. O coordenador da Subregião de Saúde de Vila Real, José Maria Andrade, disse à agência Lusa que, actualmente, são cerca de 100 os utentes do distrito que estão a usufruir do Programa de Prevenção e Tratamento do Tabagismo, que a Administração Regional de Saúde do Norte (ARS/Norte) começou a implementar em 2006. A consulta de cessação tabágica foi iniciada, já no decorrer de 2008, nas unidades de Chaves 1 e 2, Mesão Frio, Peso da Régua, Sabrosa, Santa Marta de Penaguião e Vila Real 1 e 2. De acordo com o responsável, os restantes oito centros de saúde - Murça, Montalegre, Boticas, Santa Marta de Penaguião, Alijó, Ribeira de Pena, Valpaços e Vila Pouca de Aguiar - deverão dar início a esta consulta até ao final de Março. O coordenador disse ainda que a consulta de cessação tabágica envolve 40 profissionais da Subregião de Saúde de Vila Real. Esta consulta fica disponível no distrito, mais de dois meses depois da entrada em vigor da nova lei do tabaco, que se estima que esteja a levar mais fumadores a procurarem ajuda para abandonar o vício. Para ter acesso a este serviço, a primeira iniciativa que o utente tem a fazer é procurar o seu médico de família. A Organização Mundial de Saúde considera o tabagismo como a principal causa de morte evitável em todo o mundo, estimando que um terço da população mundial seja fumadora. No continente europeu, as estatísticas indicam que morrem por ano, em média, cerca de 700 mil pessoas devido a doenças relacionadas com o tabaco. Segundo dados recentes, quase 90 por cento dos casos de cancro do pulmão nunca existiriam se as pessoas nunca tivessem fumado.Por outro lado, as estatísticas indicam que o consumo de tabaco é responsável por 11,7 por cento das mortes em Portugal. (notícia agência lusa). Sexta-feira, Abril 04, 2008 Destaque 2 Páscoa na Biblioteca de Montalegre A Biblioteca Municipal de Montalegre não deixou passar em claro as celebrações da Páscoa, preparando uma série de actividades (algumas juntamente com a própria igreja da região), para miúdos (uma vez que decorreram as férias da Páscoa) mas também para graúdos. De facto, uma das actividades mais marcantes foi mesmo feita em consonância com alguns padres do Barroso e consistiu numa magnífica exposição sobre as Indulgências do Cristianismo (foto em cima). São várias Telas que retratam a remissão de alguns pecados, que podiam ser conseguidas através do que se designava por indulgências, isto é, mediante condições bem definidas pelo Clero, já em tempos algo antigos, onde o pecado era quase trocado por "bens" para a igreja. Ainda dentro do tema Páscoa foi importante a explanação de muitas curiosidades sobre esta época pois há sempre uma descoberta por detrás desta festa muito anterior ao cristianismo. Também uma exposição de quadros de linho sobre a Páscoa, muito chamou à atenção a todos os que se deslocaram à Biblioteca. Uma das actividades que mais envolveu os funcionários da biblioteca e alguns jovens foi a construção do Judas da Biblioteca, que concorreu para a Queima do Judas realizada dia 22 no castelo de Montalegre (ver pág. 4). Das outras várias actividades destinadas aos jovens do concelho em férias, destacam-se as comemorações do dia do pai (19 de Março), dia da árvore (dia 20), dia mundial da água (dia 24) e dia Mundial do Teatro (dia 27), com ateliês, exposições, actividades de leitura, de expressão plástica e artística, projecção de filmes, etc. Destaque para a exposição (que ainda se encontra patente) alusiva ao Dia Mundial do Teatro, dividida em 27 painéis e que procura contar um pouco da história e do saber desta nobre arte. Quarta-feira, Abril 02, 2008 Destaque Circo Mundial Passou Por Montalegre No último fim-de-semana Montalegre recebeu a enorme caravana do Circo Mundial, que concebeu 3 espectáculos para miúdos e graúdos, dois no Sábado, tarde e noite, e um no Domingo à tarde. Considerado o segundo maior circo do país, foi a primeira vez que esteve em Montalegre a mostrar as suas especialidades, montando a tenda na zona industrial. As principais especialidades deste circo giram à volta dos muitos animais que possui, e que o tornam quase um mini-zoo ambulante. Desde os 16 tigres amestrados, passando pelas gibóias, Leões, animais exótico, crocodilos, porcos e até um Hipopótamo amestrado o único no país. Claro que no espectáculo também não faltam os palhaços, sempre a principal alegria das crianças, os trapezistas, os equilibristas e malabaristas, e muita magia à mistura. Montalegre, por ser um espectáculo raro por estas bandas, aderiu bem, sobretudo na tarde de Domingo, apesar do preço, algo elevado, dos bilhetes (10 euros crianças e 15 adultos). Este circo, propriedade do empresário e fundador Rui Mariani nasceu já no início dos anos 90 e tem percorrido Portugal de lés-a-lés além de outros espectáculos na vizinha Espanha. Filho de Mário Mariani e Odelinda Ferrani Mariani, que já eram artistas de circo, Rui Mariani que sempre viveu neste ambiente, começou também por ser artista, primeiro trapezista "voador" e depois domador de feras (actividade que ainda exerce hoje). Este circo tem vindo sempre a crescer. Tem cerca de 4 dezenas de artistas e 3 dezenas de assistentes como suporte (incluindo os técnicos de som, luzes, montagem, mecânicos e tratadores.) Os animais constituem uma forte fatia no património do Circo Mundial muito próxima dos 350 000 euros. Uma das principais atracções, como já referimos é o Hipopótamo amestrado que é um grande comilão, que adora tomar banho na sua piscina privada que o Circo construiu para ele. Durante o seu número, este simpático animal come um melão inteiro num abrir e fechar de olhos, dança em cima de um tambor e abre a sua bocarra para agradecer os aplausos. O circo é uma constante viagem sem destino, mas à procura da partilha da alegria, arte, solidariedade e fraternidade, construído um mundo de sonhos e esperanças a muitas crianças e a alguns adultos. In http://www.opovodebarroso.blogspot.com/ |
| Boticas - Investimento está envolto em secretismo | 2008/ 04/29 17:53 |
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Chineses poderão construir aldeamento turístico entre Sapiãos e Sapelos
A Câmara já aprovou a expropriação de 350 hectares de terreno necessários Um aldeamento de 150 habitações, um hotel de cinco e outro de três estrelas e ainda cinco campos de golfe. O gigantesco complexo turístico poderá vir a nascer entre Sapiãos e Sapelos, em Boticas. A Câmara, que já aprovou a expropriação de 350 hectares necessários para a implementação do projecto, recusou prestar declarações sobre o investimento, que terá por trás empresários chineses. Empresários chineses estarão interessados em construir um gigantesco complexo turístico entre as localidades de Sapelos e Sapiãos, no concelho de Boticas. No entanto, para já, o investimento está envolto em algum secretismo. A Câmara Municipal de Boticas, que, na reunião de Câmara do passado dia 19, aprovou a expropriação de 350 hectares de área baldia entre as duas aldeias, que serão necessários para a implementação do projecto, recusou prestar qualquer informação sobre o assunto, através do gabinete de imprensa. Indisponível para falar sobre o investimento mostrou-se igualmente o presidente da Junta de Freguesia de Sapiãos. No entanto, ao que o Semanário TRANSMONTANO conseguiu apurar, na quinta-feira da semana passada, o próprio presidente da Câmara de Boticas, Fernando Campos, terá participado numa reunião de compartes das duas aldeias. No encontro, terão sido avançados alguns pormenores do projecto. Ao que foi possível apurar, o investimento de empresários de origem chinesa prevê a construção de 150 habitações turísticas, um hotel de cinco estrelas e outro de três estrelas e ainda cinco campos de golfe de 23 buracos. Na proposta apresentada em reunião de Câmara, a expropriação é justificada com a criação dos postos de trabalho que o empreedimento poderá trazer, bem como a sua contribuição para o combate à desertificação. Relativamente à escolha da localização, é apontada a proximidade à A24, que liga a A52 (Espanha), e à A7, que faz a ligação ao aeroporto do Porto. Por: Margarida Luzio In Semanário Transmontano |
| Haka institucionalizada para promover o Barroso | 2008/ 03/23 23:36 |
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Margarida Luzio, Leonel Castro
Inspirados na dança que antecede os jogos da selecção de râguebi da Nova Zelândia, um grupo de amigos de Montalegre decidiu criar uma representação semelhante para o Barroso. Copiaram a coreografia, adaptaram a letra, gravaram tudo e puseram o vídeo no sítio da net da TV Barroso. Resultado poucos dias depois, o vídeo da Haka Barrosã já circulava de mail em mail e a letra de boca em boca. Hoje, só no YouTube, o vídeo já foi visto por mais de 50 mil pessoas. E, em breve, deverá tornar-se em spot oficial do concelho. Os jovens de vinte e poucos anos, os Chouribebes do Barroso, como se auto-intitulam, ganharam fama local. E não só. No dia 25 de Abril têm marcada a primeira estreia fora de Montalegre. Vão animar um jantar de estudantes em Miranda do Douro, com a representação ao vivo da Haka. E o que é, afinal, a Haka Barrosã? Um vídeo caseiro com menos de um minuto, que põe frente a frente a equipa neozelandesa de râguebi e seis barrosões, que não se deixam intimidar pela dança guerreira dos adversários. E porquê tanta confiança? Porque são de Montalegre e nesta terra não falta nada. Ou quase nada. " Há bruxedo, há batata, há centeio, há chegas de bois, há cabrito, há vitela, há fumeiro, há castelo, há Larouco, há presunto, há chouriça e há vinhaça....". A letra da Haka surgiu "de repente". "Tentamos resumir o que temos. E é bastante!", explica Luís Pereira, que, por ser o autor da letra, ganhou a alcunha de Tony Carretas. Marco Sousa, ou doutor palestra, uma espécie de relações públicas do grupo, acrescenta em relação ao conteúdo "é um regresso ao mais básico, ao mais tradicional e que é o que, afinal, Montalegre pode proporcionar. Não íamos fazer aqui publicidade ao Macdonald's". Para ensaios antes da gravação também não houve grande tempo. "Ensaiamos apenas uma hora antes. Tivemos de repetir para aí 10 ou 15 vezes o 'Sketch'", contam. Resultado como no final da dança caem, e a relva do campo de futebol onde gravaram estava molhada, ficaram todos molhados. Mas ninguém se constipou. Em breve, em Abril, ao que tudo indica, os jovens deverão repetir a gravação. Mas, desta vez, com recurso a um operador de câmara profissional. A primeira filmagem e a montagem foi feita por pessoal da TV Barroso. O guarda-fatos improvisado da primeira gravação também será substituído. Os novos fatos de "barrosões" já estão quase costurados. Os custos da nova produção serão patrocinados pela Câmara Municipal que irá institucionalizar a "brincadeira", tornando-a numa espécie de cartaz de apresentação do concelho de Montalegre em determinados eventos culturais, como as sextas-feita treze ou a Feira do Fumeiro. "A ideia é excepcional e é de aproveitar, agora tem apenas que ser trabalhada, embora com cuidado para não se desvirtuar o original", justificou o presidente da Câmara de Montalegre, Fernando Rodrigues. Não está tudo. Falta ainda apresentar as restantes personagens da Haka. O mato-bicho, o txia-pneu, o lima-artestas, o judeu, o espalha brasas, e o maquestes, que é como quem diz o Paulo Dias, o João André, o Júlio Lopes, o Luís Batista, o Hugo Ramos e o André Batista. E, por fim, porque o vídeo vale mais que os mais de três mil caracteres do artigo a tentar explicar a Haka Barrosã, fica o endereço onde pode ser visionado http://www.tvbarroso.com/. In Jornal de Notícias |
| O Povo de Barroso Nº 393 | 2008/ 03/20 11:50 |
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Quarta-feira, Março 19, 2008
Opinião Cancioneiro Barrosão alvo de plágios snobes Em conversa recente com o investigador Barrosão José Dias Baptista, chamou ele a minha atenção para plágios, nomeadamente àquele que António Lobo Antunes foi buscar a uma quadra popular do cancioneiro, genuinamente de Barroso, para mais um dos romances que vem transformando esse autor numa vedeta da escrita light . A esse romance chamou «Eu hei-de amar uma pedra», título que publicou em 2004 e que já tem barbas, a crer na explicação que o Inspector José Dias Baptista, me deu ao garantir a pureza original desta quadra: «Eu hei-de amar uma pedra, Com todo o meu coração: -a pedra nunca se queixa, Tu queixas-te sem razão». Zé Baptista é um Autor, nascido na Vila da Ponte (1941), foi professor do ensino Primário, licenciou-se em História e, a meio da carreira docente, transitou para a Inspecção do ensino secundário. Desde muito novo publica prosa e poesia, com preferência pela temática que se prende com a Região em que nasceu, em que vive e da qual nunca quis sair. Tem dezenas de trabalhos que muito contribuem para que a cultura popular de Barroso não desapareça na voragem das novas tecnologias e da crosta de ignorância com que gerações sucessivas se debatem, sem que delas se apercebam. A filosofia das chamadas «Novas oportunidades», o proverbial facilitismo que grassa na sociedade, tudo embrulhado no Processo de Bolonha que reduz a cinza, anos e anos de estudo rigoroso, fazem que com a cultura genuína de regiões ímpares como a nossa, se evapore nas sistemáticas crises geracionais como algumas que temos vindo a atravessar. É no meio desta barafunda que a exigência académica tem dado lugar a profundas transformações, com nítido prejuízo para o processo endocultural que envolve a globalização. Quase me perdi no meu raciocínio a propósito dos plágios que certos autores snobes bebem em fontes alheias e que citam como sendo suas. E são esses os que vivem convencidos de que são os melhores do mundo. A. L. Antunes gastou oito longas páginas da revista «tabu», nº 73, referente a 2 de Fevereiro, último. Aí afirma: «ganho a vida a escrever livros. Quando digo que sou o melhor na língua portuguesa estou a repetir uma evidência. Posso ferir quem? Porque?» E, como tirada final, veja-se onde chega o despudor daquele que se «assume como o melhor escritor português»: «Normalmente vêm três prémios por ano. Qualquer dia vem esse também (o Nobel) de mistura com os outros». O auto convencimento pode deslumbrar a mais pura ilusão. Mas o bom senso tem limites. E este senhor que cinco anos depois de eu próprio regressar de Angola, como militar e ter publicado «É preciso Amar as Pedras» (1970) chegou ele a Angola, também como militar. Tenha ou não lido aquele meu livro, trinta anos depois vem à praça pública com mais um dos seus romances «Hei-de amar uma pedra». As linhas de força são as mesmas. O tempo e o modo podem divergir. Mas a evidência é, aqui muito mais clara do que ser ele próprio a reclamar-se o «melhor escritor em Língua portuguesa». José Dias Baptista, na tarde de 1 de Março em curso, encontrou-me no Sol e Chuva e disse-me: «afinal, o Lobo Antunes, plagiou, mais do que a ti, o cancioneiro genuinamente Barrosão. Leu-me a quadra e a dúvida foi esclarecida. O primeiro verso daquela quadra que desde há séculos, foi cantada e repercutida por pastores e festeiros de Barroso, foi usada nos primeiros anos do século XXI para título de mais um romance de quem sonha com o Prémio Nobel da Literatura. Sempre os barrosões serviram de burros de carga para certos urbanos subirem na vida. Uns na política, outros nas profissões liberais, outros ainda nas artes e nas letras. O exemplo que fica serve de ilustração. Daí a importância da recolha deste tipo de cultura popular, cuja autoria já não é fácil identificar. Mas que, uma vez recolhida e registada pode servir de moderação a certo pedantismo que anda por aí a dar de comer a muita gente. Já aqui trouxe um fresco exemplo. Em 1974 eu próprio escrevi a letra do Hino do Desportivo de Chaves. Carlos Emídio Pereira escreveu a música. Bio cantou-a em gravação vulgar. Desde há uns anos a Espacial, adulterou letra e a música, Ágata emprestou-lhe a magnífica voz. E os autores, pura e simplesmente, foram ignorados e, vilipendiados, sendo fácil identificá-los. Fica este apontamento para clarificar certos processos menos claros por parte de pretensos ídolos nacionais. Era aqui que a ASAE deveria intervir, porque andam alguns a fazer figura com aquilo que é alheio. Por Barroso da Fonte Terça-feira, Março 18, 2008 Destaque 3 Afinal câmaras de filmar são Ilegais! Na sequência do nosso artigo sobre as Câmaras de filmar colocadas em alguns locais de Montalegre, recebemos este comunicado do PSD Montalegre, e documentos, que explicam que afinal as câmaras são ilegais. "As câmaras de videovigilância montadas pela Câmara Municipal nas rotundas das duas principais entradas / saídas da Vila de Montalegre, estão em situação ilegal, pelo que não podem ser utilizadas, conforme se conclui da resposta dada pelo Presidente da Câmara a um requerimento (ver ao lado) apresentado pelos Vereadores do Partido Social Democrata. Mais uma vez, "o carro andou à frente dos bois". Já se gastou o dinheiro e não é pouco (ver ao lado), não se sabendo se algum dia haverá justificação aceitável para que sejam aprovadas. Estrategicamente, os locais escolhidos permitem controlar todos os passos que os munícipes dão, uma vez que quase todos os que entram ou saem da Vila, têm de passar por aqueles locais. Perdemos a nossa privacidade e o direito de nos deslocarmos para onde queremos sem ter de dar satisfações a ninguém. Não estamos mais protegidos mas encontrámo-nos constantemente vigiados. A desculpa de protecção do vandalismo contra as bandeiras no Verão é descabida, sem qualquer força de razão. Havendo pelo menos nove rotundas onde são colocadas bandeiras no Verão, porque é que só estas têm videovigilância? Para além disso, temos o valor do investimento nas câmaras de "filmar" que é proibitivo (mais de 20 mil euros), sendo preferível perder algumas bandeiras e, mesmo assim, teríamos que as perder todas e durante muitos anos para justificar o dinheiro mal gasto neste investimento. Mais grave ainda, é o facto do Senhor Presidente da Câmara não esclarecer quem visualizou e quem irá visualizar as imagens. Pelo que temos visto, quando há outras hipóteses de emprego, corremos o risco de ser alguém da família. É preciso estar atento e não permitir mais uma machadada na nossa liberdade." (PSD Montalegre) Barroso em Resumo 1) XXIV Encontro Transmontano de Clínica Geral: Montalegre - 29 a 31 Maio No último fim-de-se-mana de Maio Montalegre irá acolher, no novo auditório do pavilhão Multiusos, o XXIV Encontro Transmontano de Clínica Geral, um evento que promete juntar na vila Barrosã perto de 500 médicos. A organização está a cargo do Centro de Saúde de Montalegre, contando com o apoio da NaturBarroso e do Município de Montalegre. Será uma oportunidade para os clínicos da região discutirem acerca de algumas das doenças emergentes e/ou mais importantes da actualidade, além de outros problemas que afectam a classe, num vasto programa (ainda provisório), ao longo de 3 dias. Destaques para a Hiperplasia Benigna da Próstata na manhã do dia 25, Osteoporose e Hipertensão Arterial, na tarde do mesmo dia; AVC´s e outras doenças cardiocasculares, além da Diabetes, no segundo dia, sábado 30; Na manhã do último dia destaque para a presença do famoso sexólogo, o Prof. Júlio Machado Vaz. 2) Encontro de Médicos Dentistas e Estomatologistas No passado dia 1 de Março decorreu no auditório do pavilhão Multiusos de Montalegre um encontro de Médicos Dentistas e Estomatologistas promovido pela SPEMD (Sociedade Portuguesa de Estomatologia e Medicina Dentaria), e que contou com o patrocínio da BIAL e o apoio institucional do Município de Montalegre. Para a realização e coordenação deste encontro em Montalegre, muito contribuiu Pedro Canedo, barrosão a residir no Porto, e representante da empresa BIAL. Estes encontros, que além do carácter científico, têm uma componente lúdica e cultural importante, realizam-se todos os anos por esta altura, como comemoração da Santa Apolónia (santa padroeira dos dentistas). O programa incluiu um pequeno encontro/debate no auditório do Multiusos, onde também foi visualizado um vídeo do nosso concelho. Seguiu-se uma visita guiada ao Castelo de Montalegre antes do almoço no restaurante Sol e Chuva, onde foi servida uma ementa centrada nos sabores típicos do Barroso. 3) Bombeiros de Salto perdem viatura num incêndio As queimadas ilegais continuam a causar danos avultados nas nossas paisagens, fruto também do tempo seco que atravessamos. Na semana passada foram inúmeros os incêndios na nossa região, alguns bastante perigosos para algumas populações. Na passada sexta-feira os Bombeiros Voluntários de Salto, perderam mesmo um carro num incêndio nas redondezas de Salto. Tudo se passou ao início da tarde, quando tentavam defender uma vacaria e foram surpreendidos pelas chamas intensas do fogo que combatiam, sendo obrigados a fugir para evitar perdas humanas. 4) Homicídio Violento em Sapiãos Numa época conturbada para o nosso país em matéria de segurança, também a nossa região, infelizmente, volta a ser notícia de mais uma morte violenta, desta vez na aldeia de Sapiãos, concelho de Boticas. Tudo terá acontecido ao final da tarde do passado domingo, dia 9, quando um idoso, na casa dos setenta anos, terá disparado um tiro à queima-roupa sobre um vizinho de 35, com quem terá discutido previamente. Aparentemente já existiriam algumas desavenças antigas entre as famílias dos dois, no entanto nunca se pensou que se chegasse a esta situação trágica. Tudo terá ocorrido perto das 20 horas, junto da casa do presumível agressor, José Torres. Após uma discussão com o falecido, Guilherme Monteiro, onde terão ocorrido algumas agressões físicas, o idoso terá ido a casa e disparado um tiro para o ar, em jeito de desafio. O jovem já se deslocaria para sua casa, mas quando ouviu o tiro terá voltado atrás ao se encontro, mas acabou surpreendido por um disparado de pistola, à queima-roupa, que o terá atingido no peito. Depois o idoso ter-se-á refugiado dentro da sua casa, de onde saiu, apenas algumas horas mais tarde, para se entregar às autoridades, e só após a intervenção de um seu familiar. A vítima foi assistida no local pelos elementos da VMER (Viatura Médica de Emergência e Reanimação), onde foi tentada a reanimação, sem sucesso. O caso está agora entregue à PJ. 5) Em Boticas: Regulamento de apoio à conservação de habitações degradadas já é uma realidade Já foi publicado em Diário da República o Projecto de "Regulamento de Apoio à Conservação de Habitações Degradadas de Pessoas Carenciadas do Município", dando sequência à deliberação tomada em reunião de Câmara no passado dia 06 de Fevereiro. Este Regulamento, tal como o seu nome indica, tem por objectivo disciplinar as condições a que obedece o processo de concessão de apoios destinados à melhoria das condições de habitação de agregados familiares economicamente carenciados. O presente regulamento está agora disponível para apreciação pública, carecendo posteriormente da apreciação e votação da Assembleia Municipal antes da sua entrada em vigor. Segunda-feira, Março 17, 2008 Destaque 2 Semana da Leitura - 3 a 7 de Março Decorreu de 3 a 7 de Março, mais uma edição da Semana da Leitura, uma acção no âmbito do Plano Nacional da Leitura dos ministérios da Educação e Cultura, e que se destina à promoção da leitura e do livro junto de todas as crianças e jovens em época escolar. Em Montalegre foram várias as actividades desenvolvidas pelas bibliotecas escolares (Montalegre e Baixo Barroso), em conjunto com a Associação de Pais e a Biblioteca Municipal de Montalegre. De facto, uma das mais-valias foi a de levar os próprios pais à escola, e inseri-los em actividades com os seus filhos, como leitura de contos, etc. Das outras actividades destaque para trabalhos manuais de representação de contos de escritores famosos (ex. La Fontaine), audição e declamação de poemas de vários poetas portugueses, leituras "com sumo", hora do conto, etc. Também na biblioteca Municipal de Montalegre foram várias as actividades que atraíram muitas crianças e jovens do concelho, numa semana importante para o seu desenvolvimento cultural e humano, e que promete voltar em 2009. Destaque Comemorações do Dia Internacional da Mulher No passado Sábado, 8 de Março, e pelo terceiro ano consecutivo, as mulheres de Montalegre juntaram-se para comemorar o seu dia. Este ano, a afluência superou as expectativas da organização, já que foram mais de uma centena as barrosãs que compareceram ao jantar de confraternização/comemoração realizado no Hotel Quality Inn. A ideia desta festa partiu de um grupo de amigas e está assegurada para os anos vindouros, pelo sucesso que conseguiu. Segundo Susana Nogueira, elemento da organização, apesar das mulheres serem sempre especiais, este dia/noite "é mais um pretexto" para relembrar essa situação, além de que em Montalegre, tem uma importância acrescida esta comemoração pois "nesta noite saem mulheres que habitualmente não o fazem." De facto, foi surpreendente esta noite, pois conseguiu juntar mulheres de diferentes faixas etárias e sociais, no jantar comemorativo. Terminado o jantar a animação continuou ao rubro, primeiro com a presença de um grupo de jovens tocadores de concertina e depois com uma escola de música e dança, que apresentou vários ritmos dançantes, que foi envolvendo, sem excepção, todas as mulheres presentes. Um exemplo da boa disposição foi a dona Lina que afirmou mesmo que "a noite está tão boa, que por mim só ia segunda-feira (dia 10) pra casa". Sexta-feira, Março 14, 2008 In http://www.opovodebarroso.blogspot.com/ |
| "QUEIMA DO JUDAS" 2008 em MONTALEGRE | 2008/ 03/18 00:05 |
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Inscrições abertas até 4.ª feira na Divisão Sócio Cultural da Câmara Municipal de Montalegre.
A Câmara Municipal de Montalegre volta a promover este sábado à noite mais um concurso do “Queima do Judas" evento que suscita muita curiosidade e que tem sido uma verdadeira atracção à vila de Montalegre. A concentração está agendada para as 16 horas na Praça do Municipio. As inscrições decorrem até 4.ª feira na Divisão Sócio Cultural da Câmara Municipal de Montalegre. In site CMM |
| Chamas alastraram de repente e obrigaram soldados da paz a fugir | 2008/ 03/16 23:50 |
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Os bombeiros foram surpreendidos pelo fogo e obrigados a fugir não tendo tempo de salvar o carro
Os Bombeiros Voluntários de Salto, em Montalegre, foram, ao início da tarde de sexta-feira da semana passada, surpreendidos pelas chamas de um fogo que combatiam e obrigados a fugir para evitar o pior. O que já não foi possível salvar foi o carro de combate a incêndios que tinham no local. Ardeu-lhe o motor. “Estávamos a defender uma vacaria que estava a começar a arder, mas o fogo veio muito rápido e nós tivemos que fugir. Ainda tentamos salvar o carro, mas já não foi possível”, explicou segundo comandante da corporação, Jorge Oliveira. Ao que tudo indica, o incêndio, terá sido causado por uma queimada ilegal. No entanto, quando os bombeiros chegaram ao local, não encontraram ninguém. “As pessoas não têm consciência nenhuma. E desta vez os lesados fomos nós”, referiu ainda Jorge Oliveira. Ao que tudo indica, o incêndio, nas imediações de Salto, terá começado cerca da uma da tarde, numa zona de mato rasteiro. A intervenção dos bombeiros foi, sobretudo, no sentido de impedir que ardesse uma vacaria. As queimadas só podem ser realizadas se autorizadas pelas respectivas câmaras municipais, mediante audição prévia dos bombeiros, que determinarão as datas e os condicionamentos a observar na sua realização. Por: Margarida Luzio In http://www.semanariotransmontano.com |
| Tentaram violar sistema informático da Câmara a partir de um país de Leste | 2008/ 03/16 23:46 |
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No servidor da Câmara foram encontrados ficheiros com nomes estranhos
Um dos servidores da página na Internet da Câmara Municipal de Montalegre sofreu uma “tentativa de assalto”. Para já, sabe-se apenas que os “intrusos”, que pretenderiam servir-se do servidor para enviar mensagens publicitárias, por exemplo, estão localizados num país de Leste . Um inspector da brigada do crime informático da PJ já esteve na Câmara no âmbito da investigação. A Polícia Judiciária esteve na Câmara Municipal de Montalegre, no final da semana passada, para recolher informações sobre uma tentativa de “usar” um dos servidores da página da Câmara na Internet por parte de alguém localizado algures num dos países da ex-União Soviética A situação foi detectada em Setembro, mas a PJ só agora esteve na autarquia. De acordo com um técnico da Câmara responsável pelo sector, a tentativa de violação do sistema terá acontecido num sábado de madrugada. “Na segunda-feira, quando cheguei e entrei no servidor encontrei ficheiros que não tinha sido eu a criar e com nomes muito estranhos que me chamaram à atenção”, explicou, José Manuel Alves, que, ao abrir os ficheiros em causa, deparou com “linhas de código com símbolos de aranhas e texto em cirílico”. De acordo com a mesma fonte, se os intrusos tivessem conseguido operar dentro do servidor “teriam acesso a todos os dados e poderiam inclusive instalar o que lhes apetecesse ou ate se o servidor não estivesse numa DMZ (chamada zona desmilitarizada, isolada do resto da rede interna) poderiam até ter acesso a outros computadores dentro da rede”. O que só não terá acontecido porque o ataque foi bloqueado por um sistema instalado (Firewall). O objectivo dos intrusos, tendo em conta o código inserido, “seria por o servidor a trabalhar para eles, a enviar centenas ou milhares de e-mails de Spam (publicidade indesejada) por dia, que não iriam ser bloqueados pelos servidores de destino, pois provinham de um IP de uma instituição fidedigna!”. A conta seria paga pela Câmara. E, além disso, passado algum tempo, os e-mails da Câmara começariam a ser recusados sem que se soubesse porquê. “Comunicamos o caso à PJ porque ficámos preocupados, conhecidas que são as vigarices que existem na área”, justificou o presidente da Câmara, Fernando Rodrigues. De qualquer forma, para prosseguir a investigação, a PJ irá agora contactar o provedor da Internet no país de origem de onde foi comandado o ataque. No entanto, o “pirata” poderá ficar para sempre por descobrir, se o endereço de onde operou for “mascarado”. Por: Margarida Luzio In http://www.semanariotransmontano.com |
| O Povo de Barroso Nº 392 | 2008/ 03/11 09:34 |
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Quinta-feira, Março 06, 2008
Opinião Mais dois autores de Barroso: André Veríssimo e Carlos Machado O reino maravilhoso que o concelho de Montalegre é e que cada vez mais se afirma em todos os seus domínios, acaba de revelar-se através da obra de mais dois escritores: Carlos Machado e André Veríssimo. Do primeiro tenho andado a ler e a saborear a bela ficção de «O Homem que viveu duas vezes». Um romance de estreia que decorre em Terras de Barroso, onde o Engº Carlos Machado nasceu e regressa sempre que pode. Esta sua obra granjeou ao subdirector Geral da Ministério da administração Interna o cobiçado «Prémio Alves Redol», criado pela Câ |