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Notícias da Região de Barroso
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| Notícias de Barroso | 2008/ 10/23 19:17 |
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Notícias
Trás-os-Montes e Alto Douro Grande Cancioneiro do Alto Douro Altino Moreira Cardoso, antigo elemento da Tuna Académica da Universidade de Coimbra e da sua Orquestra de Câmara Carlos Seixas, apresentou, em projecção multimédia, o seu livro Grande Cancioneiro do Alto Douro, no dia 4 de Outubro de 2008, no Auditório da Fundação, à Rua Tenente Valadim, 325, Porto. A obra terá 3 grandes volumes, de que já estão publicados os dois primeiros, num total de 1280 páginas e 1150 cantigas. Fez uma intervenção acerca da Obra o Professor Doutor Levi Leonido, do Departamento de Artes da UTAD (Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro). Actuou o Coral de Letras da Universidade do Porto, sob a regência do Maestro Borges Coelho. Montalegre Actor Pedro Giestas O conhecido actor Pedro Giestas esteve nos dias 9, 10 e 11 de Outubro no concelho de Montalegre para efectuar um trabalho de pesquisa de memórias populares. Junto das gentes da terra, Pedro ouviu 'estórias', sentiu o silêncio da vida e da solidão. Com esta pesquisa, ele pretende auxiliar a montagem do espectáculo "A Visita", uma produção do Centro de Criatividade - Póvoa de Lanhoso e do Teatro Invisível, que assim quer desafiar os preconceitos do mundo artístico contemporâneo, para com o teatro que se referencia na cultura popular. O espectáculo "A Visita" será o resultado de uma pesquisa no imaginário fabuloso do universo rural e quer chamar a atenção para a problemática do homem diante da desertificação das aldeias em Portugal, o abandono de uma cultura com identidade própria, o esquecimento daquilo que somos. Recursos florestais em debate na Cooperativa A Asflobar e a Cooperativa Agrícola de Montalegre realizaram dia 11 de Outubro no auditório desta, uma sessão de esclarecimentos com o Presidente da Autoridade Florestal Nacional (AFN) no âmbito do programa PRODER (Programa de Desenvolvimento Rural) no que concerne a medidas de apoio ao desenvolvimento do espaço florestal. Para José Justo, Presidente da Cooperativa Agrícola de Montalegre, várias medidas do PRODER não se ajustam à realidade de Barroso, e é necessário ajustá-las uma vez que «a legislação já saiu e há algumas medidas que não têm aplicabilidade, é preciso que a lei nacional tenha uma componente regional, em especial às áreas do interior, e este é o principal recado que queremos que seja transmitido, e resolvido”. Em relação a esta questão António Rego, Presidente da AFN «o realinhamento deste novo serviço com as Nutes II tem subjacente uma ideia muito forte de tentar ter uma cobertura do terreno, do território muito mais eficaz que anteriormente. Teremos nesse sentidode atender às necessidades regionais na medida do possível.” afirmou. Recorde-se que a Autoridade Florestal Nacional veio substituir a Direcção Regional dos Recursos Florestais passando a acompanhar todos os investimentos e aplicação de fundos públicos nas reservas florestais cabendo-lhe ainda a missão de promover o desenvolvimento sustentável dos recursos florestais e dos espaços associados e ainda dos recursos cinegéticos, apícolas e aquícolas das águas interiores e outros directamente associados à floresta e às actividades silvícolas, através do conhecimento da sua evolução e fruição, garantindo a sua protecção, conservação e gestão, promovendo os equilíbrios intersectoriais, a responsabilização dos diferentes agentes e uma adequada organização dos espaços florestais, assim como a melhoria da competitividade das indústrias que integram as várias fileiras florestais, bem como a prevenção estrutural, actuando de forma concertada no planeamento e na procura de estratégias conjuntas no domínio da defesa da floresta, assumindo as funções de autoridade florestal nacional. Pisões Residência para idosos Por todo o próximo mês vai abrir nos Pisões uma nova Residência para idosos. Situada no lugar de Pisões, no largo do Devesa, a nova residência tem capacidade para acolher 22 utentes em regime de internamento e Centro de Dia. Devido à sua localização, poderá muito bem servir a população não só da freguesia de Viade de Baixo como também Fervidelas, Chã e ainda quase toda a bacia do Rabagão. A residência é privada e o seu funcionamento vai criar 10 postos de trabalho. As inscrições já estão a decorrer. Meixide “A herança no Barroso” No passado dia 4 de Outubro, foi apresentado pela 1.ª vez em Meixide um filme realizado pelo jornalista Luís Ribeiro. O argumento é da autoria de João Domingos Sanches e a produção assinada pela Televisão Transmontana.com, com sede em Vila Real. A narração anda à volta de um contrabandista que, forçado a emigrar, nunca mais voltou à terra. Os seus netos, passados 70 anos, quiseram conhecer a terra e os bens que o avô ali teria deixado. Contudo, começam a ver que a dita herança bem como os terrenos, prédios e um tesouro em libras de ouro terão sido roubados. O realizador fez o trabalho em escassos 40 dias, durante as últimas férias, aproveitando a estadia dos emigrantes. O elenco dos actores são os próprios habitantes da aldeia mais um jovem casal de namorados, estudantes da UTAD (Universidade de Trás-os-Montes) que protagonizam cenas amorosas perseguidas de perto por uma outra jovem que morre de ciúmes pelo suposto seu namorado. A “Herança no Barroso” reflete os usos e costumes de uma aldeia de Barroso onde se pode ver as vezeiras, as mandas de vacas e outros costumes característicos das terras de Barroso. Festa do Colégio de Montalegre A V I S O É dia 29 de Novembro o dia que foi escolhido para a realização da Festa do Colégio. A alteração da data que, neste jornal e noutros meios de comunicação social foi indicada, fica a dever-se a razões de ordem prática e pessoal invocadas por alguns “militantes” do Colégio com as suas residências fora de Montalegre. A organização informa que estão abertas as inscrições (30,00 €) que podem ser feitas através de transferência bancária na CO da CGD nº 0501 018301600 aberta em nome de Carvalho de Moura, Manuel Duarte e João da Silva Carvalho, e devendo para o efeito usar-se o seguinte NIB: 0035 0501 000 18301600 93. Estes citados membros da organização também se responsabilizam pelas inscrições daqueles que as queiram fazer directa e pessoalmente. Festa do Colégio2008 Rua Dr. Victor Branco, Edif. do Colégio, Sala 2 5470-Montalegre Blogue: colegioomontalegre.blogfacil.net Montalegre, 2008-10-14 Caro(a)s Amigo(a)s Estamos a dar-vos conhecimento de algumas novidades que temos nesta altura e das quais esperamos que delas tomeis boa conta. Primeira, a Comissão Organizadora da Festa do Colégio2008 decidiu que, a pedido de “várias famílias” que residem fora de Montalegre, a nossa Festa do Colégio se irá realizar no próximo dia 29 de Novembro, como forma de continuarmos a lembrar as muitas traquinices que, por estas alturas, alguns faziam naqueles memoráveis tempos de há meio século atrás. Depois, o programa, este ano, com algumas novidades: 10,00 – Concentração no Colégio e/ou arredores 10,30 – Inauguração da sede da Comissão Organizadora com descerramento de lápide comemorativa 11,30 - Missa solene na Igreja do Castelo, seguida de Romagem ao Cemitério de Montalegre com o fim de honrar os N/mortos do Colégio 13,00 – Almoço de confraternização no Restaurante Terra Fria2 seguido de animação a cargo do Grupo do Colégio “CLAVE” Como é da praxe, avisamos que o programa poderá estar sujeito a eventuais alterações. Por último, o custo que foi acordado é de 30,00 €, podendo as inscrições ser feitas através de transferência bancária na CO da CGD nº 0501 018301600 aberta em nome de Carvalho de Moura, Manuel Duarte e João da Silva Carvalho, e devendo para o efeito usar-se o seguinte NIB: 0035 0501 000 18301600 93 ou através de cheque passado à ordem de José António Carvalho de Moura e outro. Enviamos cumprimentos amigos e saudações cordiais, P’ A Comissão Organizadora, PS - O Colégio de Montalegre tem blogue“colegiomontalegre.blogfacil.net” Participa, ele também é teu, é de todos os barrosões que gostam de Montalegre In Notícias de Barroso |
| Pólo de Salto do Ecomuseu já está aberto | 2008/ 10/12 15:03 |
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Antiga Casa do Capitão poderá transformar-se na maior atracção turística da vila
A memória da exploração de volfrâmio é uma das várias vertentes do espaço Guardar dentro de quatro paredes a cultura barrosã não é fácil, mas também não é impossível. A Casa do Capitão, em Salto, é o mais recente pólo do Ecomuseu do Barroso e recria, através de objectos e imagens, muito da vida deste singular povo. Depois de Paredes do Rio, Pitões das Júnias e Tourém, no passado sábado foi a vez de abrir portas ao público o pólo de Salto do Ecomuseu do Barroso, um projecto de preservação e valorização do cultura barrosã e em constante construção. Para o ano, além da sede, em Montalegre, irá também abrir portas o pólo de Vilar de Perdizes, que irá ser dedicado ao contrabando e à medicina popular. Mas porque se trata de um museu de território, explica o director do projecto, David Teixeira, não faria sentido excluir a outra parte do Barroso: o concelho de Boticas. No concelho vizinho estão já programados dois pólos temáticos, um na aldeia de Alturas do Barroso e outro na própria sede, dedicado ao vinho dos mortos. Instalado naquela que era uma da casas mais abastadas do Barroso, a Casa do Capitão, o pólo de Salto, aberto oficialmente no passado sábado, na sequência da visita do ministro da Administração Interna, Rui Pereira (ver texto em cima), está especialmente voca-cionado para os ofícios tradicionais, desde o ciclo da lã e do linho. Mas também retrata, por exemplo, a matança do porco e outras tradições barrosãs. A memória da exploração de volfrâmio é outra vertente do espaço, que dá também especial atenção à raça autóctone da região: a raça barrosã. Além disso, para dinamizar o espaço, no mesmo edifício estão instalados serviços culturais e sociais da própria Câmara, onde a população da maior freguesia poderá, por exemplo, aceder à Internet ou tratar do rendimento de inserção social. Também há serviço de biblioteca. Além disso, existe um espaço para venda de produtos locais e um auditório para 50 pessoas, onde os visitantes poderão ver pequenos documentários representativos da vida barrosã, mas que poderá igualmente servir para realizar reuniões e colóquios. O vereador da cultura da Câmara, Orlando Alves, está confiante nas potencialidades turísticas do espaço e confiante de que o pólo irá trazer “muita gente à região”. In Semanário Transmontano - Margarida Luzio |
| Novo quartel inaugurado 20 anos depois | 2008/ 10/07 17:39 |
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Bombeiros de Salto
Já há casas de banho, as mulheres já têm camaratas, as viaturas garagem, já não entra chuva e os serviços administrativos já não estão num lar. O quartel de Salto foi inaugurado ontem, após duas décadas de «calvário». A cerimónia foi presidida pelo ministro da Administração Interna, Rui Pereira, que presidiu também à assinatura dos protocolos que vão permitir a criação das duas primeiras duas Equipas de Intervenção Permanente no distrito de Vila Real. Um total de dez elementos (bombeiros) que, em permanência, estarão disponíveis para intervir na área da protecção e socorro das populações do concelho e cujos vencimentos serão assegurados, em partes iguais, pela Autoridade Nacional da Protecção Civil e pela Câmara Municipal de Montalegre. Uma das equipas ficará afecta aos Bombeiros de Salto e outra aos de Montalegre. Visivelmente emocionados, nos discursos, o presidente e o comandante dos Bombeiros lembraram ao ministro o \"penoso calvário\" que \"hoje [ontem] chegou ao fim\". Não era para menos. Desde que a obra começou a ser idealizada até à sua conclusão passaram quase 20 anos. \"Foi [o quartel de Salto] campeão de prateleira\", disse o comandante da corporação dos Bombeiros, que, em 2004, e depois do concurso para a construção da obra ter sido cancelado pelo então secretário de Estado, ameaçou montar uma tenda na estrada, levar para lá os seus homens, instalados há anos nas traseiras de um prédio, sem o mínimo de condições. Não foi preciso. Uma semana depois, o Governo prometeu ir a Salto assinar o protocolo de financiamento do quartel. E foi, mas antes cancelou duas datas agendadas. Numa das vezes, e porque o fez com apenas uma noite de antecedência, mesmo sem protocolo e sem governante, o banquete que estava preparado aconteceu na mesma. \"Com ou sem dinheiro do Governo, a obra vai ser feita\", reagiu, irritado, na altura, o presidente da Câmara de Montalegre, o socialista Fernando Rodrigues. Mas a má sina do quartel não terminou aqui. Pouco depois de ter começado a obra, o empreiteiro faliu, obrigando a nova adjudicação. Águas passadas, contudo. \"Apesar da novelística desta casa, hoje temos o mais lindo e funcional dos quartéis de Portugal\", regozijou-se o comandante Orlando Alves, enumerando, quase um por um, os que contribuíram para a obra. A Câmara de Montalegre, onde é vereador, foi a que mais contribuiu. Além do que lhe cabia no protocolo, 150 mil euros, pagou a parte da corporação (outros 150 mil), pagou o terreno o projecto e ainda as melhorias que foram introduzidas em termos de materiais. \"Bem podemos dizer que estamos perante um quartel municipal\", referiu Orlando Alves. O ministro preferiu falar numa \"parceria feliz\" entre administração central e local. A cerimónia foi também aproveitada para homenagear a \"dona Maria\", a telefonista que, numa central feita de taipas e à mercê do frio e da chuva que passavam pela porta, \"passou noites sem conta sem ir à cama só para estar mais próxima do telefone\". \"Mil vezes obrigada!\", disseram-lhe, agora que a sua idade já não lhe permite \"atinar\" com a moderna central do novo quartel. Margarida Luzio in JN, 2008-10-05 |
| GNR já recuperou ouro mas dinheiro não apareceu | 2008/ 10/06 18:32 |
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Aproveitaram hora da missa para roubar casa da noiva
No passado sábado, um grupo de assaltantes aproveitou a hora da missa para roubar a casa do pai da noiva, situada na Venda Nova, em Montalegre. Na mesma noite, o Núcleo de Investigação Criminal da GNR de Chaves consegui recuperar o ouro roubado, um plasma de grandes dimensões, um computador portátil e ainda uma arma. Mas perdeu o rasto aos mais de 14 mil euros também furtados. Parte do dinheiro era prenda de casamento. O assalto terá ocorrido entre as 11h00 e as 14h00, período durante o qual convidados, familiares e noivos estiveram na igreja, que fica relativamente afastada da casa roubada. Para entrar na moradia, os assaltantes rebentaram uma porta das traseiras da casa, situada em frente ao Motel da Venda Nova, também propriedade do pai da noiva. No interior da vivenda, os assaltantes percorreram várias divisões, que reviraram de pernas para o ar à procura do dinheiro, do ouro e das armas. Uma das armas roubadas, uma shot gun, documentada, acabou por ser descoberta perto da casa. O ouro foi recuperado já de madrugada. In Semanário Transmontano - Margarida Luzio |
| Aldeia já tem instalados 40 painéis | 2008/ 09/27 23:15 |
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Vila da Ponte aderiu à energia solar para poupar no gás e no gasóleo
Vila da Ponte transformou-se na aldeia com mais panéis solares por habitante A população da aldeia de Vila da Ponte está a aproveitar o sol para poupar em gás e gasóleo. Neste momento, são já 40 o número de painéis solares instalados. Metade destinam-se a produzir energia que irá ser vendida à EDP e colocada na rede de distribuição. O professor Alcino Moura tem as contas feitas. Antes da instalação de quatro painéis solares, gastava cerca de três mil litros de gasóleo para aquecer a casa e ter água quente. Agora, com o sistema solar a funcionar em paralelo com a caldeira tradicional, gasta apenas mil. Ao certo, o proprietário do Restaurante Residencial a Cista só vai saber quanto vai poupar quando tiver de voltar a encher o depósito de gasóleo da caldeira. Mas, porque desde que os painéis solares estão a funcionar, o sistema anterior funciona “muito menos”, acredita que a economia venha a ser significativa. Aliás, tenciona mesmo reforçar o sistema que aproveita a luz do sol. No centro da aldeia, Maria Alves também aderiu aos painéis que transformam energia solar em energia eléctrica. “O meu é só para os banhos”, explica. E dá resultado? A água sai quente? “Ai dá! Até dá para pelar as galinhas”, responde. A vizinha, também Maria, mostra-se igualmente satisfeita com o investimento. Abre a torneira da cozinha para mostrar que a água sai a “escaldar”. O contador instalado no local exibe mais de 70 graus. Neste momento, na aldeia da Vila da Ponte, em Montalegre, são já 40 os painéis solares instalados. Metade são térmicos e a outra metade fotovoltaicos, ou seja, destinam-se à produção de energia que irá ser comprada pela EDP e integrada na rede de distribuição. Neste momento, Alcino Alves aguarda apenas uma última vistoria para começar a vender a energia que vai produzir a partir dos dispositivos colocados no telhado da própria casa. Entrará, assim, na restrita lista de pessoas que fazem microgeração, ou seja, consumidores que geram energia através com equipamentos de pequena escala. A inscrição nas vagas abertas pelo Governo é feita via Internet no portal “Renováveis na Hora”. “Tive sorte. Mal fui aceite, o sistema fechou passados dois minutos”, recorda. A quota de produção de Alcino é de 3,68 Kw. Apesar dos apelos e incentivos constantes à protecção do ambiente, não foi por este motivo, nem por força da Lei (ver caixa), que a Vila da Ponte de transformou, por ventura, na aldeia com mais painéis solares por habitante. Foi graças aos apelos de um filho da terra que abriu, em Braga, uma empresa de comercialização e montagem deste tipo de sistema. João Alves decidiu começar a mostrar as vantagens dos peinéis na terra natal. Sobretudo, económicas. “Eu puxo sempre pela parte económica, mas mesmo assim não é fácil”, lembra o jovem, que garante aos conter-râneos que gastem duas botijas de gás por mês, que conseguirão reaver o investimento em três anos. Para abastecer de água quente uma família de quatro pessoas, o sistema de painéis solares, instalação incluída, custa cerca de 2.000 euros. No entanto, cerca de um terço do investimento é dedutível em IRS. “É compensatório”, conclui João Alves. Painéis solares obrigatórios desde Julho A instalação de painéis solares para produção de águas quentes é obrigatória desde 1 de Julho de 2008, altura em que entrou em vigor o Decreto-Lei nº 80/2006 de 4 de Abril, que aprova o Regulamento das Características de Comportamento Térmico dos Edifícios (RCCTE). A obrigatoriedade aplica-se quer a habitações construídas de novo, quer a reabilitações. No entanto, na aldeia da Vila da Ponte não foi por imposição legal que a população aderiu à energia térmica. Os 40 painéis solares estão instalados em habitações existentes antes do referido decreto-lei entrar em vigor. In Semanário Transmontano - Margarida Luzio |
| Cadáver estaria já em estado de decomposição | 2008/ 09/27 23:13 |
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Homem encontrado morto em casa.
Na passada segunda-feira, um homem de 64 anos, residente na aldeia de Medeiros, em Montalegre, foi encontrado morto em casa. O cadáver já se encontrava em estado de decomposição, o que faz supor que o corpo estaria no local há já vários dias. As circunstâncias da morte deverão ser esclarecidas pela autópsia. No entanto, parece afastada a hipótese de crime. Gonçalo Moura Rodrigues teria regressado de França, onde esteve emigrado, há apenas alguns meses. Aliás, a mulher e a filha ainda vivem nesse país. A casa onde morava ficaria distan-ciada do povo, o que explicará o facto de não ter sido encontrado mais cedo. Ao que foi possível apurar, o ex-emigrante foi encontrado por um primo que estranhou a sua ausência e decidiu ir a sua casa. Ao ver que não respondia ao seu chamado e que tinha a chave na porta, o familiar decidiu espreitar pela janela da cozinha. Foi nessa altura que viu o corpo do primo prostrado no chão. Além da GNR, estiveram no local, os Bombeiros de Montalegre, que transportaram o corpo para o gabinete de medicina legal do hospital de Chaves, a fim de ser autopsiado. O caso foi também comunicado à Polícia Judiciária. No entanto, tudo leva a crer que se tenha tratado de morte natural. Essa é, de resto, a convicção da população de Medeiros, que lamenta a sorte do conterrâneo. “Coitado, pouco gozou a reforma”, desabafava um morador. In Semanário Transmontano - Margarida Luzio |
| Congresso de Medicina Popular arranca no próximo dia 4 | 2008/ 09/04 14:24 |
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Iniciativa comemora 25 anos de existência
O já tradicional Congresso de Medicina Popular de Vilar de Perdizes, que este ano comemora os 25 anos de existência, vai realizar--se de 4 a 7 de Setembro. A cerimónia de abertura, está marcada às 21h00, com uma retrospectiva do percurso do congresso, por Telma Teixeira. De seguida, está previsto um período de animação com a Escola de Música e o Rancho Folclórico de Vilar de Perdizes. Durante o segundo dia, a tarde será recheada de palestras, com Maria Escaleira (“Lava-pés e Defumadouros”), Helena Costa (“Saberes, sabores e aromas das plantas”) e Jorge Lage (“A sua saúde”). À noite, das 21h00 às 24h00, serão apresentadas duas teses de mestrado: “Etnografia e Medicina Popular”, de Paula Alexandra Gonçalves, e “Medicina Popular a Caminho da Índia”, de Inês Manso. Na mesma noite, será ainda apresentado o tema “Osteopatia e Massagens”, por Fernando Correia. Mais tarde, actuará o grupo de teatro “Bruxas e Diabos à solta”. Para sábado, espera-se também um dia muito preenchido em termos de comunicações. À noite, não faltará a habitual queimada e esconjuro, realizada pelo padre Fontes. No último dia, está programada uma missa em memória dos participantes, às 11h00, seguida das conclusões dos 25 anos do Congresso de Medicina Popular. O programa encerra com um piquenique no Santuário da Nossa Sr.ª da Saúde. Além das palestras, e à semelhança dos anos anteriores, no recinto da escola primária, estarão instalados stands para venda de produtos naturais e “consultórios” que prometem cura para todo o tipo de maleitas. Em termos de animação, estão previstas visitas guiadas a vários pontos de interesse do Barroso e à Rota do Contrabando de Vilar de Perdizes. In Semanário Transmontano - Ana Ribeiro |
| Penhora sobre o matadouro foi suspensa | 2008/ 08/20 23:05 |
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Montalegre
Impostos em dívida às Finanças já foram pagos José Justo conseguiu evitar a venda do equipamento penhorado às finanças por uma dívida de cerca de 360 mil euros A acção de penhora que pendia sobre o Matadouro Regional do Alto Tâmega e Barroso foi suspensa. O processo de venda do equipamento levado a cabo pelas finanças locais foi interrompido a menos de uma semana de terminar o prazo de entrega de propostas e depois de parte dos impostos em dívida terem sido pagos. O presidente do conselho de administração do Matadouro Regional do Alto Tâmega e Barroso, José Justo, conseguiu evitar a venda do equipamento penhorado às finanças locais por uma dívida de cerca de 360 mil euros. No passado dia 1, a administração do matadouro conseguiu saldar a dívida dos impostos (IRS, IRC, IVA e IMI) devidos às finanças (cerca de cem mil euros), bem como que a Direcção Regional da Agricultura do Norte (DRAN) suspendesse o processo de execução por dívidas relacionas com a falta de pagamento de taxas relacionadas com inspecções sanitárias, somadas no mesmo processo. Ao que foi possível apurar, o pagamento à DRAN irá ser feito em prestações, no âmbito de um protocolo estabelecido entre ambas as instituições. O Semanário TRANSMON-TANO questionou o gabinete de imprensa do Ministério da Agricultura sobre o assunto, no sentido de conhecer pormenores sobre o acordo estabelecido. No entanto, a informação não foi enviada em tempo útil. O contacto, via telemóvel, com o presidente do conselho de administração do matadouro também se mostrou infrutífero. O processo de venda do matadouro foi desencadeado no passado dia 5 de Junho, via electrónica. O preço base de venda era de 245 mil e 497 euros e a entrega de propostas, em carta fechada, estava prevista para o passado dia 7 de Agosto. Na altura, em declarações ao Semanário TRANSMONTA-NO, o presidente do conselho de administração, que representa a Cooperativa Agrícola de Montalegre e um conjunto de agricultores, José Justo, garantiu que conseguiria saldar a dívida. “Está tudo encaminhado. Não é isso que me tira o sono”, disse, então. Inaugurado em 1995, o matadouro custou perto de 5 milhões de euros e a maioria das acções pertencem ao Estado, que, no entanto, já anunciou que pretende aliená-las. Aliás, os restantes accionistas, onde se inclui a própria Câmara Municipal de Montalegre, já foram notificados, no sentido de querem exercer o direito de preferência. In Semanário Transmontano - Margarida Luzio |
| O Notícias de Barroso | 2008/ 08/07 19:52 |
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31/Jul/2008
Notícias Adão Lopes condenado a 18 anos de cadeia O ex-GNR de Montalegre que, há cerca de um ano, disparou mortalmente sobre o vizinho e feriu gravemente a mulher, na sequência de uma discussão motivada por um galinheiro, foi condenado a 18 anos de cadeia e ao pagamento de uma indemnização. O advogado vai recorrer da decisão. Adão Lopes, um ex-guarda fiscal de 74 anos, foi condenado, em cúmulo jurídico, a 18 anos de cadeia efectiva. Estava acusado de dois crimes: um de homicídio qualificado e outro de homicídio na forma tentada. Os crimes remontam a Junho do ano passado. E terão surgido na sequência de uma discussão entre o alegado autor dos disparos e o casal vizinho. Na origem da contenda estaria um galinheiro cujo cheiro incomodaria o agressor. A vítima mortal, Daniel Carneiro Afonso, de 65 anos, terá tido morte imediata. A mulher, de 64, foi evacuada de helicóptero para um hospital do Porto, onde esteve internada em coma. Recuperou, mas ficou com os movimentos bastantes reduzidos e, por isso, dependente de terceiros. O ex-GNR alegou legítima defesa. Terá dito que também foi agredido e que lhe foi lançado um spray que o deixou em “pânico” e que o levou a disparar. O advogado vai recorrer do acórdão, por “não se ajustar à verdade processual”. Para José Augusto Branco, no que se refere ao crime de homicídio na forma tentada, o colectivo de juizes não teve em conta a “legítima defesa”, que diz ter ficado provada. “Há provas de que não houve premeditação de nada e de que ele também foi agredido ”, frisou. A indemnização a pagar incidirá sobre uma terça parte da reforma do condenado. Fernando Luís apanhou 15 anos de cadeia e 140.000 € de indemnização No mesmo dia foi também conhecida a pena aplicada ao emigrante que em Agosto de 2006, na aldeia de Torgueda, disparou mortalmente sobre outro emigrante da mesma aldeia na sequência de uma rixa que terá envolvido vários indivíduos e que terá começado por causa de um boi. Fernando Luís, de 48 anos, foi condenado a 15 anos de prisão efectiva e ao pagamento de uma indemnização de cerca de 140 mil euros à filha menor da vítima. O advogado ainda está a estudar o acórdão para avaliar se irá ou não recorrer. O homicídio de Torgueda terá acontecido já quase à noite. A vítima teria ido passear o boi com um primo e Fernando Luís terá ficado irritado com a poeira provocada pela passagem do animal junto à sua casa e terá começado a lançar-lhe pedras e a exigir a sua retirada. A discussão terá começado de seguida. Entretanto, terão entrado em cena o irmão e o cunhado de Fernando Luís, que terá ido a casa buscar a caçadeira e disparado sobre Joaquim. A seguir, juntamente com o irmão e o cunhado, terá fugido, tendo-se apresentando na GNR no dia seguinte. ML Vilar de Perdizes O passado e o presente nos carreiros do contrabando" A Associação de Defesa do Património de Vilar de Perdizes, promove no dia 9 de Agosto uma jornada cultural que invoca uma das mais memoráveis práticas do passado: o contrabando. Os interessados em participar podem inscrever-se pelo preço simbólico de 5 Euros. Organizada pela Associação de Defesa do Património de Vilar de Perdizes, conta com o apoio do Ecomuseu de Barroso, Junta de Freguesia de Vilar de Perdizes, do Padre Fontes e da Rádio Montalegre. Recorde-se que recentemente o Município de Montalegre inaugurou a Rota do Contrabando de Vilar de Perdizes, mais uma aposta do concelho na vertente turística. Tourém Noite de Contrabando A iniciativa é da Junta de Freguesia de Tourém que assim recupera uma das práticas ancestrais da raia fronteiriça. É no próximo dia 11 de Agosto e prevê uma encenação a recriar o espírito "vagabundo" do Barroso antigo. A "Noite de Contrabando", acção organizada pela Junta de Freguesia de Tourém com o apoio do projecto camarário Ecomuseu de Barroso e da Rádio Montalegre, inicia-se, pelas 20 horas, no coração da aldeia, mais concretamente no Largo do Cruzeiro. Acto contínuo, dá-se a saída dos "contrabandistas" que vão fazer um périplo mítico por aquela aldeia fronteiriça: passagem pelo marco 100, visita à aldeia galega de Randín e, por fim, convívio no centro de Tourém. Montalegre Festa da Juventude Integrada no programa das Festas Concelhias 2008, a Festa da Juventude realiza-se no dia 8 de Agosto no Castelo de Montalegre. Trata-se duma jornada de animação e convívio que os jovens podem desfrutar no recinto do Castelo. A Festa da Juventude com jogos e concertos promete muita “animação, boa onda e sempre a top”, como tem de ser. Corrida de Camiões na Pista de Rallys Evento, promovido pela Desigual Eventos, acontece nos dias 9 e 10 de Agosto na Pista Automóvel de Montalegre. Fim de semana promete ser de pura adrenalina. Presença confirmada de Paulo Martinho que efectuará algumas sessões de Freestyle. Bilhetes à venda no Posto de Turismo de Montalegre. A Pista Automóvel de Montalegre recebe nos próximos dias 9 e 10 de Agosto, o 1º Camião Cross Internacional de Montalegre, evento promovido por Pedro Amado/Desigual Eventos que conta na organização (direcção técnica da prova) com o Clube Automóvel de Vila Real em estreita colaboração com o Município de Montalegre, que assim continua a sua aposta de promoção da região barrosã através do desporto motorizado. A juntar à vertente competitiva, há outros atractivos como é exemplo a já confirmada presença da Paddock Competições, que estará presente em Montalegre com os seus pilotos e veículos do Dakar, os quais proporcionarão algumas sessões de co-drive, e ainda de Paulo Martinho, que efectuará algumas sessões de Freestyle. Na componente social, sublinhe-se a presença da APCC (Associação Portuguesa de Paralisia Cerebral), entidade à qual será proporcionada um dia diferente no seio da competição automóvel. Entre os inscritos, com as cores nacionais, refira-se os nomes de Eduardo Rodrigues, José Rodrigues, Bruno Neto, José Fernandes e Avelino Reis. Aliás, como é sabido, a familia Rodrigues está recheada de êxitos. Em suma, Montalegre vai, desta forma, voltar a apreciar as corridas dos «monstros» da estrada, que estavam arredadas, deste circuito, desde o final do Campeonato de Camião Racing, que terminou, lembre-se, em 2003. PROGRAMA Dia 9 - Sábado 14H30 – Treinos livres e cronometrados 16H30 – 1ª Manga de qualificação Dia 10 - Domingo 10H00 – 2ª Manga de qualificação 11H00 – Espectáculo de Freestyle por PAULO MARTINHO com Ferrari, Smart, Peugeot 3000 V6, Motas e Quad – 1ª Sessão 14H00 – 3ª Manga de qualificação. 15H00 – Baptismo de convidados entre o publico para uma volta ao circuito em camiões de corrida. 15H15 – Freestyle por PAULO MARTINHO – 2ª sessão 15H45 – Finais Francesas 16H45 – Finais Franco-Portuguesas Os bilhetes de entrada encontram-se à venda no Posto de Turismo de Montalegre RM Boticas Andreia Rio fadista A barrosã de Sapiãos, Andreia Rio, aluna da Escola de Enfermagem Dr. José Timóteo Montalvão Machado, foi a grande vencedora da Grande Noite do Fado, organizada pela Casa da Imprensa. O concurso foi realizado no Teatro S. Luís e Andreia Rio conseguiu impor-se entre setenta concorrentes de todo o país. Andreia Rio cantou o fado “Cansaço” de Amália Rodrigues e encantou com a sua voz um selecto juri que lhe atribuiu o honroso 1.º lugar. O Dr. Artur Monteiro do Couto, também natural de Sapiãos, traçou na A Voz de Chaves o perfil da nova fadista que ganhou o 1.º lugar por mérito próprio. À Andreia sorri agora um mundo de sonhos que, logo de seguida à sua consagração, começou a gozar. O pelouro da Cultura da Câmara Municipal de Lisboa convidou-a a cantar num dos eléctricos de turistas. Parabéns à Andreia e Viva Barroso! Boticas e Outes geminados No passado dia 19 de Julho, Boticas e Outes celebraram um acordo de geminação. A cerimónia decorreu no Salão Nobre da Câmara de Boticas esperando-se entre ambos os municípios uma estreita colaboração da qual poderão advir importantes benefícios económicos, culturais, sociais, desportivos e outros para as suas populações. Outes é um concelho situado a poucos quilómetros de Ourense, sendo atravessado pela EN 525. Xinzo Concurso de pratos de batata Em Xinzo de Lima decorre um concurso original que tem como objectivo principal a promoção da batata limiana e num segundo plano o aperfeiçoamento e a seleção de pratos cozinhados com batatas. Assim, qualquer visitante que se desloque a Xinzo, poderá ter oportunidade, conforme o restaurante ou o bar escolhido, de apreciar umas tapas de batatas recheadas com vitela, cozinhadas com rãs, con milhos e berenjelas, rebuçadas com salsa e de múltiplas formas originais. Aderiram a este tipo de promoção 25 Restaurantes e Bares de Xinzo onde aos clientes, depois de saborear, se lhes pede que preencham um boletim de voto com o valor atribuido ( de 1 a 10) à respectiva apreciação. A campanha mantém-se até 15 de Outubro, após o que o Salão Monográfico da Batata aproveitará a seleção das melhores para de seguida fazer a sua promoção durante a respectiva feira. Publicado por Carvalho de Moura em 00:08 17/Jul/2008 Notícias Aldeia Nova Um Tractor na autoestrada António Manuel Cabeleira Costa recebeu em sua casa uma notificação da Via Verde Portugal para identificação do condutor que transpôs a barreira da portagem sem ter pago as taxas devidas por lei. O veículo referenciado pela matrícula 73-70-RO é nem mais nem menos um tractor marca Hurlimann, da Agro-Reparadora, de Joaquim Costa, que pertence ao António e que por conseguinte não poderia ter incorrido numa transgressão destas. De acordo com a documentação anexa à carta de notificação, verifica-se que a infracção ocorreu na Autoestrada A9, na saida de Queluz, pelas 12,48 horas do dia 24 de Novembro passado. A notificação foi enviada por carta registada com aviso de recepção com data de 25 de Junho de 2008 e dirigida ao António Manuel Cabeleira Costa, Rua dos Lanos, 1 Aldeia Nova 5470-062Chã. Afinal como é que funcionam os serviços da Brisa. Como é possível uma coisa destas? Carro roubado com matrícula falsa ou erro de captação dos dados identificativos da matrícula? Mas o que realmente surpreende é a forma algo prepotente como a referida notificação se refere ao notificado afirmando que “se não proceder à solicitada identificação será considerado responsável pelo pagamento da coima e do montante de portagem em dívida, etc…”. E se se trata de um simples lavrador com pouca cultura (que não é o caso), lá terá de se deslocar a Montalegre, se calhar pedir a alguém que responda ao questionário, pagar o respectivo serviço e nisto tudo perde um dia de trabalho. A Brisa terá de rever os seus métodos de trabalho. Barracão Jogos populares No dia 20 de Julho, a Associação "A Colmeia"realiza os Jogos Populares e para tal conta com vários apoios, entre eles, da Câmara Municipal de Montalegre. Os jogos são os seguintes: malha, jogo do galo, pau ensebado, malhão, tracção à corda, jogo da choca, entre outros. Refira-se que o Barracão já, em tempos idos, realizou este tipo de festa tendo dela desistido por falta de apoios. Agora, eis que está de volta uma iniciativa muito querida da população de Barroso. Trata-se de reavivar memórias e tradições do espírito comunitário das nossas gentes. Montalegre Jogos ao ar livre Com o apoio da Câmara Municipal de Montalegre, tem lugar, de 7 a 18 de Julho, uma série de actividades desportivas ao ar livre para jovens com idades compreendidas entre os 7 e os 15 anos. A organização conta, com esta acção, entre outros objectivos, «proporcionar a toda a comunidades escolar o contacto com actividades de natureza e lazer, transferindo a sua prática para o “ exterior” como forma de ocupação dos tempos livres; Incentivar a prática de exercício físico através de actividades ao ar livre bem como esenvolver a capacidade de observação, atenção, reflexão e poder de decisão». Ao longo destes dias serão realizadas as seguintes actividades: •Natação (jogos de água) •Jogos Colectivos (basquetebol, voleibol, futebol, hokey, andebol) •Habilidades motoras (perícias e deslocamentos) •Percursos pedestres •Jogos lúdicos e tradicionais •Orientação (teórica e prática) •Desportos radicais •Passeios e visitas guiadas com piqueniques •Canoagem •Filmes (desenhos animados) •Jogos de mesa (cartas, ping-pong, jogos de concentração, etc) Junta de Freguesia distingue os idosos A Junta de Freguesia de Montalegre juntou mais de uma centena de idosos no Parque do Cávado, no dia 13, Domingo passado. A iniciativa contou com a presença do pároco de Montalegre, Vítor Pereira, que celebrou Missa e dirigiu palavras de muita oportunidade aos idosos. Também o Presidente da Junta, Armando Duarte, se mostrou satisfeito em promover este tipo de convívio, de resto já realizado em anos passados, e que considerou importante para quem precisa de solidariedade, como é o caso dos mais idosos. Encontro de concertinas No dia 5 de Julho, por iniciativa de Tony Mourão, emigrante de Meixide a trabalhar em França, haverá em Montalegre uma grandiosa concentração de Concertinas. Assim, pelas 14.00 horas, os tocadores começam a juntar-se na Praça do Município após o que seguem em desfile por algumas das principais ruas da vila. O convívio segue depois para o Parque do Santuário do Sr. da Piedade de cujo programa se destacam as desgarradas entre os cantadores mais afamados sendo eles o Cunha de Vila Verde, a Sargaceira, o Carlos Ribeiro, o Carvalho da Cucana, o Lopes de Cabeceiras, o Celorico, a Maria Celeste, a Adília de Arouca e o Duarte da Póvoa, para além de outras entre voluntários. A culminar o Encontro terão lugar no Campo de Chegas do Sr da Piedade, duas Chegas de bois com entrada livre. A organização bem como o patrocínio é da responsabilidade da Câmara Municipal e, segundo dados que nos foram fornecidos, deverão juntar-se em Montalegre, nesse referido dia 5, alguns milhares de pessoas. Em perspectiva, um dia grande das Festas Concelhias. (ver Cartaz P16) Santarém Éguas de Barrosão na Feira Nacional Como já vem sendo hábito, mais uma representação barrosã competiu com os maiores criadores de cavalos. Vai para 15 anos que o barrosão de Fírvidas, António Dias, radicado lá para as bandas saloias de Lisboa deu em criar e tratar éguas de raça e com alguma dose de ousadia levá-las à Feira Nacional de Agricultura onde se reúnem os maiorais deste tipo de criações e apresentá-las a concurso. Todos os anos, e nós daqui acompanhamos o desafio, a Cudelaria de Lúcia Dias, sua estremosa filha, não só se perfila na representação como também arrebata honrosas e sonantes classificações. Este ano, na Feira Nacional de Agricultura que decorreu entre 7 e 15 de Junho, estiveram representadas a nível nacional 52 éguas afilhadas. A cudelaria da Dra Lúcia Dias averbou o 4.º lugar, o que não pode deixar de se registar no periódico da região para conhecimento dos barrosões. Prova de que há barrosões de tal forma destemidos que onde se metem normalmente saiem-se bem, como foi o caso. Parabéns! Boticas Vinho dos mortos Acaba de ser finalmente lançado no circuito comercial o tão conhecido e já mediático Vinho dos Mortos, por muitos considerado um ícone da gastronomia Botiquense. Desde tempos remotos cultivado em extensos vinhedos à época existentes na freguesia de Boticas e na sua congénere da Granja encontra-se a sua produção actualmente confinadas a duas ou três propriedades agrícolas exclusivamente situadas na sede do concelho. Anteriormente já comercializado sob aquela designação, que apenas lhe correspondia na versão popular, conquistou recentemente o estatuto oficial com a certificação de denominação de origem VINHO DOS MORTOS, na Classe Vinho Regional Transmontano. O obreiro deste rigoroso, intrincado e minucioso processo foi o produtor Armindo de Sousa Pereira, apaixonado compulsivo pela agricultura e proprietário de uma extensa vinha situada na encosta da Poça da Cruz. Dinâmico e perspicaz, ousou enfrentar com estóica persistência e inflexível teimosia todas as fases que o regulamento impõe para a certificação de produtos de consumo e muito especialmente os alimentares. Desde a adaptação aos métodos de tratamento das uvas na fase de desenvolvimento, à selecção das castas, ao acondicionamento em cubas inox hermeticamente fechadas, ao engarrafamento com rótulo identificativo e ao selo de registo de produtor, todas estas condicionantes foram escrupulosamente cumpridas, sob pena de ter de enfrentar as consequências decorrentes das normas legais e regulamentares que regem este procedimento. Fazendo uso das novas técnicas saídas da modernização agrícola e de equipamento da última geração, criou na sua unidade de confecção uma autêntica linha de engarrafamento em série. O recipiente de comercialização e constituído por garrafa de 750 ml, com rótulo identificativo do conteúdo, de formato esbelto e esguio, a desafiar a arquitectura do design mais avançado. A embalagem de transporte consta de uma caixa de cartão timbrado com a capacidade para três unidades, de fácil e cómodo manuseamento. Como recompensa de toda esta panóplia burocrática e logística foi pela Entidade competente declarado o Sr. Armindo de Sousa Pereira o único produtor/Engarrafador registado oficialmente para comercializar esta marca de vinhos. Os pontos privilegiados de venda deste produto genuíno de Boticas serão agora, além do próprio produtor, o supermercado Mini-Preço e outras superfícies comerciais a quem o mesmo conceder tal prerrogativa, nas condições que reciprocamente vierem a ser acordadas. Informações detalhadas sobre as características e qualidades deste néctar dos deuses poderão ser colhidas no posto de Turismo de Boticas e Repositório do Vinho dos Mortos à entrada da Granja. Quem tiver paladar afinado e ousar ingeri-lo, não terá dúvidas de que este delicioso vinho não ressuscitará os mortos, mas garantidamente prolongará a vida dos vivos!... JAdegas Informação útil Foram inaugurados no dia 15 do mês de Junho p.p. os radares de controlo de velocidade em todas as Vias Verdes. O limite de velocidade é de 60 km/hora. As infracções por excesso de velocidade têm as seguintes penalizações: - Apreensão de Carta - Multa de € 150,00 Publicado por Carvalho de Moura em 22:39 16/Jul/2008 Rectificação de notícia O Encontro de Concertinas é no dia 5 de Agosto e não no 5 de Julho como se indica na notícia respectiva. Com pedido de desculpas, jacmoura Publicado por Carvalho de Moura em 02:32 Novo Provedor da Santa Casa da Misericórdia Abel Rodrigues Afonso Após o falecimento de Manuel António Pereira, nos termos do respectivo Compromisso, Abel Rodrigues Afonso passou a exercer as funções de Provedor. Abel Afonso, de 53 anos de idade, é figura pública bem conhecida no meio montalegrense. Nascido em Vilaça, freguesia de Contim, casou com Maria Margarida Afonso do Gonçalo, de Criande, tem dois filhos e fixou residência em Montalegre. Iniciou a sua actividade na Cooperativa Agrícola, da qual passou para a actividade bancária. Começou no Crédito Predial Português, transferindo-se para a Caixa de Crédito Agrícola com as funções de gerente, cargo que ocupou durante 16 anos. Foi presidente da Assembleia Municipal em dois mandatos das Câmaras do PSD presididas por Carvalho de Moura e vereador social demcrata na Câmara socialista de Fernando Rodrigues. Homem de consensos, trabalhador, muito respeitado por todos os que o conhecem, vai trabalhar com a equipa do saudoso Manuel Pereira e dar continuidade aos projectos que estavam planeados pela provedoria, um novo edifício para cuidados contnuados de saúde, um novo Lar para idosos e nova Creche que substituirá as actuais instalções que serão entregues à autarquia, equipamentos concentrados no sítio das Mós, perto da Escola Secundária. Outros títulos de interesse do Notícias de Barroso, Nº 314: Chegas de bois Vilar de Perdizes festa em Rameseiros Borralha junta centena e meia de amigos Entrevista a Carlos Machado, um trabalho da jornalista Maria José Afonso Os resultados dos exames do ensino secundário, do Duarte Gonçalves Coisas de Antanho, de Dias Vieira Morreu Mário Carneiro, de Barroso da Fonte Publicado por Carvalho de Moura em 00:58 3/Jul/2008 As Chegas do Verão de 2008 Este Verão, em Barroso, as Chegas prometem. Para além do Torneio das Chegas de Bois barrososos já em curso, todos os Domingos no Campo do Sr. da Piedade, muitas outras vão ser realizadas para gáudio dos aficionados do desporto rei de Barroso. Entre os bois cruzados de diferentes raças com predominância para o mirandês, tivemos a oportunidade de referenciar cerca de três dezenas de bois “campeões”. Portanto, bois que nunca ficaram mal e que estão disponíveis para lutar. Estamos a falar de bois de muita qualidade, bois turradores, de peso igual ou superior em muitos deles à tonelada. Exemplares bem tratados, ainda novos nos quais os criadores estão a apostar muito forte, não se poupando a esforços para levar até aos campos de Chegas o espectáculo mais apetecido de todos nós. António Gonçalves Dias, mais conhecido por Calbô, de Soutelinho da Raia, é o que se destaca nesta paixão pelas Chegas de Bois. Só dele são sete, cinco dos quais “campeões”, de bom trato e com idades que não vão além dos seis anos. Possui um campo de Chegas próprio em Soutelinho e tem investido muito não só em bois como em terrenos para dar aos seus animais as melhores condições para se desenvolverem. Anda agora numa roda viva porque é o organizador da maior parte das Chegas que reparte por Vilar de Perdizes e Soutelinho. Tony Mourão é outro apaixonado pelos bois. Dele foi a iniciativa de trazer da Suiça as vacas pretas alpinas mas cujo espectáculo não resultou como era seu desejo. Os barrosões, nestas coisas de Chegas preferem os bois. Sempre ele ele tem investido em bois ou isoladamente ou em parceria com os seus amigos de Meixide e Pedrário. Outros investidores em bois e amigis das Chegas há por todo o concelho de Montalegre designadamente em Aldeia Nova onde encontrámos dos melhores bois da região. O Cândido de Meixide, o Miranda de Arcos, o Tó do Lano, o Pedro do Lano, o Júlio e o Nelson Costa, da Aldeia Nova, o António Pinto e os “Padeiros” de Vilar de Perdizes, o António Duarte, o Nuno Duarte mais o José Carlos, o Luís de Penedones, o Domingos de Fiães, os manos José e Jaime, da Portela, o Mano e o Zé Catita, de Montalegre, depois o Farraulas de Santo André e o Alberto de Sendim, só para citar dos tratadores dos bois cruzados, por sinal os que, nos últimos anos, têm proporcionado as chegas mais espectaculares. O primeiro dos bois (na foto), o "Cordeiro" do Chico de Mourilhe, custou 20.000 €uros, é um boi temível e no dia 27 de julho vai ter pela frente o "Zorro" do Calbô (foto nº2)o, uma Chega fantástica em perspectiva. Contudo, este ano, como acima se diz, muitos outros há que vão proporcionar grandes Chegas. No que respeita aos "portugueses" há menos e o Torneio dos Barrosos, este ano de 2008, exceptuando o 1.º Domingo, não tem corrido favoravelmente. No nº 313, de 30 de Junho, pblicamos as fotos e as características de 24 Bois Campeões. Publicado por Carvalho de Moura em 01:03 16/Jun/2008 Os bois Campeões - 1 O "Cachelo" do Chico de Mourilhe Dono: Chico de Mourilhe Nascido e driado em Cepeda Raça: indeterminada Peso: 1.450 Kgs Cornadura: crescimento anormal CAMPEÃO Custo: 7.500 € Próxima Chega: 27 de Julho promotor da Chega: Calbô na próxima edição do Notícias de Barroso, vamos dar a conhecer os bois CAMPEÔES da região e perspectivar a campanha do Verão. Publicado por Carvalho de Moura em 00:23 15/Jun/2008 Notícias de Barroso Casas Novas Hotel de turismo rural No próximo dia 28 de Junho será inaugurada em Casas Novas, localidade situada a 12 kilómetros de Chaves, um hotel de turismo rural numa edificação do século XVIII que, no passado, pertenceu a uma condesa. O empresário, dono da obra, Fernando Moura, é natural do Cortiço, freguesia de Cervos, de Montalegre, conseguiu apoios financeiros para os trabalhos de recuperação e adaptação do imóvel cujas obras duraram quatro anos. Fica situada nas Casas Novas junto à EN 103 e relativamente perto da A24, conta con 27 quartos e uma área de três hectares na qual instalou um campo de tenis, caminhos para a prática de senderismo e passeios a cavalo. O edifício dispõe de restaurante e serviços de ‘spa’ (sauna, banho turco e piscinas). Vila Real Festas de Santo António Tradicionalmente, celebra-se Santo António de forma popular: folguedos e arraial. Mas este Santo, de quem se diz que, se desaparecessem todos os exemplares da Bíblia, seria capaz de a reescrever com todas as letras e sinais gráficos, tal era a sua cultura, também pode e deve dar pretexto para altas expressões culturais. A pensar nisto, a Vigararia Episcopal da Cultura da Diocese de Vila Real sugeriu e a Câmara Municipal aceitou de bom grado promover uma conferência intitulada “Santo António de Lisboa e o franciscanismo nascente”, plea Professora Doutora Cândida Pacheco, da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, considerada a maior especialista portuguesa na obra antoniana. Tal aconteceu na Sé de Vila Real, no dia 12/06, véspera da celebração litúrgica do Santo. No final da conferência, apresentou-se ao público de Vila Real o “Cappella Douro, Ensemble”, vocal de recente criação, único na zona. É constituído por doze vozes, todas ligadas à zona do Douro, sob a direcção artística do Maestro Tadeu Filipe e acompanhamento a órgão da Profª Helena Loureiro. Barracão- Cervos Fazer rally no lameiro Isto já não é recente, mas valerá a pena relatar para se dar a conhecer até onde vai a falta de respeito e a nítida intenção de prejudicar os outros ignorando os mais elementares deveres cívicos. Em Fevereiro passado, cinco jeeps seguindo a caminho de Chaves entraram no lameiro do Crasto, situado no Barracão, propriedade de Fernando Abel Lima de Moura, e ali se divertiram a fazer rally durante um bom par de minutos. No dito lameiro que andava a regar, os ocupantes dos jeeps com os faróis ligados (eram 18.00 horas) deram-se ao desplante de ensaiar manobras como peões e outras piruetas deixando o espaço completamente desfigurado, mais parecendo uma terra de lavradio. (Ver imagem ainda que deficiente) Avisado por um vizinho, Fernando Abel acorreu de imediato e ainda conseguiu fazer parar o último dos carros, depois de atravessar a sua carrinha na estrada 103. Conseguiu apurar a identificação daquele condutor, Jorge da Costa Vilar, de Vila Nova de Gaia, donde também eram residentes os donos dos restantes carros que se puseram em fuga. Fernando Abel, como é natural, apresentou queixa à GNR e exigiu uma indemnização por invasão de propriedade e danos materiais, caso que ainda não foi aceite pelo tal sujeito. Depois de todo o tempo passado, entrou uma queixa crime no Tribunal da Comarca de Montalegre no passado dia 11 do corrente mês de Junho. Ao que chegou a desfaçatez desta gente da cidade. Vêm por aí acima e ou se julgam donos do mundo ou julgam que Barroso é terra de ninguém. Estão bem enganados. Em Barroso, terra de gente hospitaleira, também há quem faça ver a esses sujeitinhos que aqui tem de haver respeito. Que pena um “pau de marmeleiro” ou um estadulho em cima deles! Que repitam a façanha e depois se queixem que os de Barroso não são para brincadeiras! Desta vez, tiveram a sorte pelo seu lado. Friães – Viade de Baixo Inaugurado Nicho a Sto António Na povoação de Friães, da freguesia de Viade de Baixo, existe uma particular devoção a Santo António. E também, como em todos os lugares, há pessoas dedicadas que preservam estas boas práticas que fazem parte da nossa cultura. Ainda bem que assim é porque deste modo as tradições que fazem parte dessa nossa cultura lá se vão mantendo. Assim, em Friães, uma Comissão de homens bons do lugar zela por se fazer a Festa de Santo António, prática que já vem de tempos muito antigos e que, durante décadas, Domingos Afonso, seguia com toda a sua sabedoria. Uma festa exclusivamente religiosa com missa, procissão em volta da Capela e no final o tradicional arremate das cabeças e orelheiras do porco e outros produtos que os populares davam ao Santo de promessa. Desde 1950 que consta de um livro de notas o movimento das contas com a dita festa, registadas anualmente e assinadas pelos membros da respectiva Comissão. Tem conta aberta na Caixa Geral de Depósitos e nos dias de hoje continua com alguma actividade traduzida numa obra que é a alegria de muitos devotos do Santo. A actual Comissão constituida por Joaquim Augusto de Moura, Vasco António Machado Gonçalves de Cima e Rui Miguel Pires de Moura mandou construir um Nicho situado no monte a norte da Capela de Nossa Senhora da Saúde de Friães que custou 2.587,50 € e cuja inauguração ocorreu no passado dia 8 de Junho. Presentes, além do pároco, António Joaquim, que presidiu à cerimónia da benção, muitas pessoas da freguesia com destaque para o Presidente da Junta de Freguesia que colaborou com a Comissão. No acto, Joaquim Augusto de Moura, presidente da Comissão, agradeceu a todos os paroquianos e à Junta de Freguesia. Montalegre “Educar os nossos filhos” A Associação de Pais de Montalegre, promoveu na noite de 6 de Junho um serão dedicado à educação, subordinado ao tema: “ Como estamos a Educar os nossos filhos” incluído na Feira do Livro, onde estiveram presentes encarregados de educação e professores. Alexandre Favaios, psicólogo, através da leitura de um texto: “ Receita para um filho problemático”, procurou focar os comportamentos parentais e as suas implicações no desenvolvimento da criança e do adolescente. No seu entender, o papel principal na educação cabe aos pais e referiu tópicos importantíssimos para não deseducar um filho: . Importância dos valores (o Ser em vez de Ter), dos limites, do carinho, da palavra, da verdade, da expressão de sentimentos, etc. Uma noite, que deixou muitas alíneas em aberto, para uma próxima discussão. Livro “Bitcho Bravo” Chama-se Bitcho Bravo um novo livro que retrata a experiência que Francisco Álvares, biólogo, teve durante 10 anos com um animal outrora temido e actualmente protegido, o lobo. O livro, foi apresentado na IX edição da Feira do Livro, dia 9 de Junho em Montalegre. À descoberta de Barroso (5 e 6 de Julho) A Câmara Municipal de Montalegre está a lançar um desafio intitulado "À Descoberta do Barroso". Trata-se de um fim de semana (5 e 6 de Julho) onde a autarquia oferece transporte, serviço de guias e lanche nas olas de Santa Marinha. O roteiro (consultar programa na imagem anexa) passa pela realização de percursos pedestres (sábado, 5 de Julho, a partir das 9h30) e visita, em autocarro, à aldeias de Paredes do Rio, Pitões das Júnias e às paisagens do Gerês (Sábado, 5 de Julho, às 14h00 e Domingo, 6 de Julho, às 09h30). A concentração dos passeios é na Praça do Município e os interessados devem contactar o Posto de Turismo de Montalegre através do telefone 276 511 010. Peirezes O lume ainda apetece No passado dia 12 de Junho, João Pinto, de Peirezes, emigrante que foi nos Estados Uunidos da América, carregava a mala do seu carro com toros de lenha para reabastecer a lareira. E o Ti João tem carradas de razão porque o frio, este ano, não nos larga. Exceptuando meia dúzia de dias, vindos quase sem se contar, as temperaturas têm andado muito abaixo do que seria normal para esta época do ano. Ervas e fenos não vão escassear, mas as sementeiras estão atrasadas e, ao que nos dizem, as fruteiras não vão dar nada. 3º FÓRUM CETS O Parque Nacional da Peneda-Gerês e a ADERE-PG, no âmbito de uma candidatura à medida 1.4 do ON., juntamente com os seus parceiros institucionais, as Câmaras Municipais de Arcos de Valdevez, Melgaço, Montalegre, Ponte da Barca e Terras de Bouro, a Entidade Regional de Turismo, as Associações de Desenvolvimento Local LEADER e a Direcção Regional de Agricultura e Pescas do Norte, estão a preparar a revalidação da “Carta Europeia de Turismo Sustentável” (CETS) das Regiões do PNPG, atribuída em 2002. Revalidar a CETS obriga a estabelecer um novo Plano de Acção para os próximos anos de 2007/2011 que coincide com a entrada em funcionamento do novo Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN) e, como tal, importa ter claro o que se pretende fazer neste território e garantir a prioridade dos investimentos nesta área. Esta revalidação da CETS é uma oportunidade única para nos mantermos integrados na rede europeia onde constam cerca de 40 Parques certificados pela Carta e, por outro lado, permite-nos rentabilizar os benefícios da Marca Parques Com Vida, já que os seus aderentes podem beneficiar de uma visibilidade maior junto dos potenciais visitantes. A Carta Europeia aplica-se à totalidade dos 5 concelhos e não apenas à zona classificada do Parque, pelo que a participação de todos é fundamental, seja a sua actividade exercida ou não no Parque. Nesse sentido está previsto realizar-se o terceiro Fórum da CETS para apresentar o Plano de Acção, constituído pelo conjunto de Fichas de Acção que estão a ser elaboradas tendo por base a operacionalização das linhas de actuação identificadas e classificadas no 2º fórum. Este 3º fórum é a culminar de um processo continuado de desenvolvimento participado e um compromisso público entre parceiros e agentes na vontade de se trabalhar junto em prol de um turismo sustentável no território. Para este Fórum são convidados os agentes económicos ligados aos sectores do alojamento, restauração, empresas de animação, lojas de artesanato e produtos agroalimentares, bem como as entidades públicas e privadas que actuam para as Regiões do PNPG e que têm participado activamente em todo processo. Assim e dada importância da participação de todos os que actuam no sector do turismo e em prol do desenvolvimento local, vimos por este meio convidar todos os interessados a participar neste 3º Fórum da CETS, no próximo dia 18 de Junho de 2008 na Porta de Lamas de Mouro no concelho de Melgaço. A participação deverá ser confirmada para a ADERE-PG por telefone (258452250) ou fax (258452450) ou email cristina.azevedo@adere-pg.com Calvos de Randín Confusão no Concelho Aquilino Valencia, alcalde de Calvos de Randín, tem tido muitos problemas no funcionamento do orgão devido à demissão do seu tenente Alcalde, José Manuel Andrade. Com efeito, este depois de se demitir do partido que o elegeu, coligou-se com os membros do PP com o fim de derrubar a Câmara eleita nas últimas eleições. No dia 10 de Junho, dia do plenário em que se devia apresentar uma moção de censura à Câmara, tal não se concretizou devido à oposição de populares que impediram o normal funcionamento da reunião. Xinzo de Lima Expolimia dá lugar ao Salão Monográfico da Batata Depois de realizada 10 anos, a Feira mostra Expolimia vai desaparecer para dar lugar ao denominado Salão Monográfico da Batata. Já foi constituido um grupo de trabalho que assumirá a organização e que é integrado pelo Conselho Regulador de Indicação Geográfica Protegida Batata da Galiza, o Meio Rural e o Concelho de Xinzo. Assim, vamos ter uma Feira da Batata, na qual se vai apostar na gastronomia, na investigação e formação. A inovação estará presente com a participação da Polónia e Hungria, paises com os quais o Inorde tem convénios. Também Portugal e França poderão vir a participar nesta nova Feira cuja data da sua realização também poderá passar para o mês de Outubro. Para Daniel Blanco, Tenente alcalde do concelho, “trata-se de renovar um certame que estava ser muito repetitivo e a perder interesse”. Outros títulos: Coisas de antanho - 1, do Cor. Dias Vieira E porque Dia 9 de Junho foi feriado municipal..., de Maria José Afonso, E se Vilar de Perdizes me fosse contado, do dr. Helder Alvar Como vai este país, de Duarte Gonçalves Obviamente improvável, de José Duarte Noite das Bruxas, reportagem de CdMoura e ... Outros trabalhos de aquém e além mar. In http://omontalegrense.blogspot.com/ |
| O Povo de Barroso Nº 402 | 2008/ 08/07 19:44 |
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Terça-feira, Agosto 05, 2008
Barroso em Resumo 1) Encontro de Concertinas, Festa da Juventude e Celtirock 2008 São vários os acontecimentos lúdicos/culturais no nosso concelho durante o mês de Agosto ou não fosse esta a época do ano em que o Barroso tem mais população. Para além desse aspecto, Montalegre ainda conta com uma Câmara que governa mais para os emigrantes do que para os que cá vivem o ano inteiro. Mas nem todos os eventos têm a mesma atenção, que o diga o Celtirock. Concentração de Concertinas Integrada nas festas do Concelho e uma das maiores apostas deste ano do Município, realiza-se hoje, dia 5 de Agosto a 1º Concentração de concertinas de Montalegre. Um dia que se prevê de festa com vários nomes conhecidos deste género musical como é o caso do Cunha de Vila Verde, Sargaceira, Carlos Ribeiro, Carvalho da Cucana, Lopes de Cabeceiras, Celorico, Maria Celeste, Adília de Arouca, Duarte da Póvoa, entre outros. Festa da Juventude Nos últimos tempos o que mais tem havido é festas e excursões de idosos, que são o que mais abunda por estes lados; e ainda há dias se realizou um encontro deles no Senhor da Piedade. De tal forma que, sempre que se fala em juventude ou encontro de jovens neste concelho envelhecido, é motivo para fazer uma festa e dar a notícia. Integrada no programa das Festas Concelhias 2008, a Festa da Juventude realiza-se no dia 8 de Agosto no Castelo de Montalegre com um leque de desafios que, por certo, vão convencer os muitos jovens que por esta altura habitam no concelho de Montalegre. Será no dia 8 de Agosto, e o Castelo de Montalegre é o palco de jogos e concertos. De acordo com o programa, a juventude é desafiada a dar asas à imaginação, desfrutando de um dia diferente, composto por "animação, boa onda e música sempre a top!". Celtirock 2008 Apesar de ser o festival mal-amado do município, de tal forma que nem sequer é mencionado ou incluído no programa das festas concelhias 2008, o Celtirock, Festival Internacional de Música Celta, é uma certeza para este Verão, já com data marcada para 16 e 17 de Agosto na característica e famosa aldeia de Vilar de Perdizes, que tão bem o acolheu já em 2007. De facto, não se percebe porque tanto desprezo para o acontecimento musical de mais qualidade do nosso concelho. Não nos parece que os adeptos deste tipo de música sejam todos "do contra" e que, por isso, não dê votos apoiar este evento, mas há escolhas que são mesmo incompreensíveis. O programa deste ano ainda não está totalmente delineado mas há garantias de várias bandas nacionais e internacionais de qualidade, além outras actividades que primam pela diferença, como workshops, mercado de produtos biológicos, artesanato, licores, etc. 2) Segada e Malhada em Paredes do Rio Se há necessidade de fazer uma segada e malhada tradicionais, é porque há consciência de que estas actividades rurais já não se praticam no ambiente natural e, por isso, é preciso recriá-las. É isso o que mais uma vez vai acontecer nos dias 9 e 10 de Agosto de 2008, na aldeia de Paredes do Rio. A Segada e Malhada tradicionais levarão a aldeia a reavivar os velhos tempos. Trata-se de uma organização da Associação Social e Cultural de Paredes do Rio, apoiada pelo Ecomuseu de Barroso, pelo PNPG e Rádio Montalegre e que tem por trás a figura tutelar do Presidente da Junta, Acácio Moura. "Este Presidente é que puxa para Paredes!", afirma o povo reconhecido. A Segada terá lugar no dia 9, enquanto que a Malhada será no dia seguinte. Todavia, estas actividades não surgem isoladas. Os visitantes poderão participar numa merenda animada pelo Grupo de Acordeões de Paredes do Rio; e, mais interessante, poderão percorrer a rota dos artesãos no dia 10. Da rota constam a tecedeira, a dobadeira, o cesteiro, o ferreiro, o escultor, o carpinteiro, o croceiro, o pedreiro, o molhelheiro, o serrinhas, os padeiros e o carabunhador, enfim, uma série de profissões que ou estão em risco de desaparecer ou já estão extintas e, por isso, é preciso recriá-las. Recorde-se ainda que esta aldeia que é das mais bem preservadas do Concelho e, culturalmente, a mais activa, só agora (de pois de muitos rogos, insistência e ameaças) é que está dotada de saneamento e, mesmo assim, foi feito à custa das pesadas taxas lançadas ao povo, como é do conhecimento geral. Foi um caso excepcional de investimento em saneamento, porque a política da Câmara não está para aqui virada. A Câmara está virada para os grandes projectos da Pista Automóvel e do Pavilhão Multiusos, o monstro. Aldeia é para acabar. 3) Celebrações do Dia dos Avós No passado dia 25 de Julho, celebrou-se o Dia Internacional dos Avós e a Santa Casa da Misericordia de Montalegre não deixou passar este dia em claro. Juntamente com outras 7 instituições sociais do concelho convidadas, proporcionou um dia diferente aos nossos idosos. Foi pena o S. Pedro não ter ajudado, pois não permitiu várias actividades ao ar livre previstas para o recinto do Senhor da Piedade, à semelhança do que já aconteceu em anos anteriores. Mesmo assim, a animação reinou, com uma missa e almoço de confraternização nas instalações da Santa Casa. A concentração deu-se pelas 10h30m antes da missa uma hora depois e do almoço oferecido pela Santa Casa. Durante a tarde o convívio ocorreu nas instalações da instituição com música ambiente com concertinas e boa disposição constante. Para o sr. Domingos, que veio do lar de Salto , este "foi o dia mais feliz da minha vida, andei a dançar, comi e bebi bem fui à missa, hoje o dia esteve muito bonito". Também a biblioteca municipal de Montalegre, decidiu assinalar este dia com um teatro alusivo à data, no seu auditório, depois de já no dia anterior ter desafiado alguns avós a participarem em várias actividades com os livros. 4) Associação Chã Criativa promove actividades A Associação Chã Criativa, sob a presidência de Manuela Duarte, conta com dois anos de existência e é constituída por jovens da Freguesia de Chã. Promove várias actividades ao longo do ano e, para este Verão, tem já elaborado o seu plano. Organizou no dia 20 de Julho a Festa dos Avós na Sede da Junta com peças de teatro, poemas e músicas de concertinas dos alunos da Escola de Música, que foi recentemente criada. As aulas decorrem todas as quintas-feiras e, apesar de recente, conta com um número significativo de alunos. Têm sido muitos os curiosos que se deslocam à Sede da Junta para assistir aos ensaios e vê-los actuar. Nos dias 1 e 2 de Agosto, decorrerá o Acampamento no Ourigo e será animado por jogos tradicionais. Nos dias 9 de Agosto decorrerá um Torneio de Voleibol e no dia 10 uma Gincana de Bicicletas. Destaque 2 Boi Mais Caro do País Derrotado Realizou-se no passado dia 27, no campo de Chegas da Senhora da Saúde, em Vilar de Perdizes, a primeira das designadas "Chegas de Campeões" deste Verão. Numa excelente tarde de sol e algum calor foram perto de um milhar os fanáticos do "desporto-rei" do Barroso que acolheram ao referido santuário, e não era para menos, ou não fosse "liar", o boi mais caro de sempre, o Cordeiro do Chico de Mourilhe, comprado no final do Verão passado por 20 mil euros (4 mil contos na moeda antiga). No entanto, antes do "prato principal" ainda foram servidas duas chegas, uma das quais bem interessante e que opôs o boi de Montalegre propriedade dos CTT ao boi do Abel de Salto, dois bonitos e fortes animais cruzados de Limousine. Logo no primeiro instante em que os animais "deram a cabeça", o boi de Salto fugiu alguns metros, mas perante a insistência do público, e do próprio dono, regressou à luta que acabou por ganhar ao fim de quase vinte minutos. Apesar disso o boi dos CTT merecia melhor sorte pois dominou quase sempre, acabando por esgotar as suas forças perante o boi de Salto mais pesado e experiente, que apesar de dominado soube esperar o momento certo para dar o golpe fatal no adversário. Seguiu-se a chega mais aguardada e que opôs o referido Cordeiro do Chico (vermelho na foto) ao boi Zorro do Calvô (preto na mesma foto), responsável pela organização. Quase todos apostavam no boi dos "4 mil contos", por ser mais pesado e por ser um grande "liador", mas inesperadamente a vitória acabaria por sorrir ao Zorro, e em apenas meia dúzia de minutos. O Cordeiro teve uma entrada de gigante e o Zorro defendeu-se como pôde, sem poder usar a sua famosa "galha". Por duas vezes o boi do Chico ameaçou tombar o boi do Calvô que mostrou uma coragem incrível e soube reagir à entrada de rompante do primeiro, sem se deixar derrubar ou encostar ao muro. A determinada altura os papeis inverteram-se e foi o Cordeiro que ficou mais perto do muro de pedra (foto), acabando mesmo, e algo estranhamente, por se deixar encostar (apesar de ser mais pesado e forte). Encostado "às cordas" e bem preso pelos cornos do Zorro, o boi mais caro da história vacilou, e com o seu próprio peso acabou por se ferir no corno esquerdo na tentativa de se libertar. Foi bem audível entre os presentes o estalar da "galha". Quando os animais voltaram a encostar as cabeças, o Cordeiro não terá aguentado as dores e fugiu, entregando a vitória e o fogo ao Zorro e ao Calvô, que ficou visivelmente emocionado. Com o fim de um mito, nasce outro e aí está o Zorro, campeão e à espera de novos desafios. Destaque Tourém e Vilar de Perdizes: duas aldeias unidas pelo signo do contrabando O contrabando contribuiu durante largos séculos para o desenvolvimento económico da aldeia fronteiriça de Barroso. Duas das melhores aldeias do concelho, Vilar de Perdizes e Tourém, devem justamente essa prosperidade relativa a esta actividade. Isso mostra como o contrabando é fomentador de desenvolvimento e que, se calhar, em vez de reprimido, devia ser incentivado, mesmo hoje, em tempo de fronteiras abertas. E, se calhar, em vez de as pessoas andarem a brincar aos contrabandistas, deviam antes exercer o contrabando. Pois bem, duas aldeias, fazendo jus à fama, vão recriar a actividade do contrabando. O passado e o presente nos carreiros do contrabando em Vilar de Perdizes Dia 9 de Agosto a aldeia de Vilar de Perdizes vive uma jornada que invoca uma das mais memoráveis práticas do passado: o contrabando. Esta iniciativa, sob o lema "O passado e o presente nos carreiros do contrabando", vai ser organizada pela Associação de Defesa do Património de Vilar de Perdizes e contará com o apoio do Ecomuseu de Barroso, Junta de Freguesia, do Padre Fontes e da Rádio Montalegre. Esta actividade servirá também para tentar desanuviar o clima de tensão que se vive entre o Presidente da Câmara e a aldeia, por o Ministério da Educação decretar o fecho da escola e o Presidente vir a terreiro declarar-se inequivocamente contra o povo e a favor do Ministério. O Presidente da Junta que, com o seu silêncio, tomou partido a favor da Câmara e contra o povo, procurará também tirar dividendos do encontro como se o honrado povo fosse de memória curta ou se vendesse por "dez vinténs de mel coado". Esta iniciativa surge pouco depois de o Município ter inaugurado a Rota do Contrabando de Vilar de Perdizes. Para participar é preciso pagar 5 euros. Noite de Contrabando em Tourém Também em Tourém, uma das mais bem conservadas aldeias do Concelho e como Vilar, terra ligada ao contrabando (e também terra onde a escola vai fechar), a sua Junta de Freguesia, com o apoio do Ecomuseu de Barroso e da Rádio Montalegre, vai organizar a "Noite de Contrabando". Será no dia 11 à noite e diz-se que terá encenação surpreendente. A viagem por este imaginário inicia-se, pelas 20 horas, no coração da aldeia, mais concretamente no Largo do Cruzeiro. Acto contínuo, dá-se a saída dos "contrabandistas" que vão fazer um périplo mítico por aquela aldeia fronteiriça: passagem pelo marco 100, visita à aldeia galega de Randín e, por fim, convívio no centro da aldeia. Sexta-feira, Agosto 01, 2008 Quinta-feira, Julho 31, 2008 Faleceu Rogério Borralheiro Docente e investigador de mérito confirmado Faleceu dia 26 de Julho, Rogério Capelo Pereira Borralheiro, nascido em Salto, em 10 de Janeiro de 1952. Era sobrinho do Padre João Evangelista Pereira Borralheiro (1870-1994) que paroquiou várias freguesias, incluindo Braga, onde tem o seu nome numa rua São Pedro D’Este. Rogério Borralheiro fez o curso do Magistério Primário que exerceu até se aposentar. Radicou-se em Braga e, sem nunca deixar de ser Professor do Ensino Primário, licenciou-se em História e em Ciências Sociais e fez o Mestrado, na Universidade do Minho, na área da História das Populações. Leccionou no Instituto de Estudos Superiores de Fafe, entre 1999 e 2004. Foi vereador, pelo PSD, na Câmara Municipal e membro da Assembleia de Montalegre, sempre com posições moderadas, privilegiando os interesses dos Barrosões, mais do que os partidários. Esteve ligado a várias associações culturais e de beneficência, quer do concelho quer de Braga. Foi, nomeadamente, Presidente da Direcção dos Bombeiros Voluntários de Salto terra que sempre enalteceu por testemunhos vivos, nomeadamente, através da escrita que exerceu ao longo dos anos, ora em revistas, ora em jornais. Depois de obter formação superior na UM, onde conheceu José Viriato Capela, Henrique Matos e Carlos Prada Oliveira, dedicou-se com eles (e com outros) à elaboração de obras monumentais que fizeram desses investigadores, nomes a permanecer na historiografia portuguesa. Mormente na elaboração de sete volumes sobre as Memórias Paroquiais de 1758 (2003), do Alto Minho (2005), de Vila Real (2006), de Bragança (2007) e mais três volumes já em preparação (Porto, Aveiro e Viseu). Em Março do ano em curso, sempre sob a orientação do catedrático Viriato Capela, Rogério Borralheiro, mais Henrique Matos, trouxeram a público o I de três volumes sobre O Heróico Patriotismo das Províncias do Norte – Os concelhos na restauração de Portugal de 1808. O nome de Rogério Borralheiro vai, obviamente, manter-se nas vultuosas obras da colecção: Territórios, Culturas e poderes do Núcleo de Estudos Históricos da UM, cuja edição foi planeada e conseguida pela dupla: José Viriato Capela e Rogério Borralheiro. Mas não se limitou aos estudos conjuntos. Também produziu, sozinho, As memórias de Montalegre, o Couto de Dornelas, um concelho extinto e o Município de Chaves entre o Absolutismo e o Liberalismo (1790/1834). Nos últimos anos e já na situação de aposentado, passava o seu tempo a pesquisar, de Biblioteca em Biblioteca, contributos para as obras anunciadas e ainda não editadas e outras de cariz regional, além de preparar artigos científicos, conferências, apresentação de livros. Era uma espécie de jeireiro permanente da historiografia regional. Muito havia a esperar do seu saber, da sua propensão para a escrita e dos seus hábitos de trabalho. Por outro lado era um académico empenhado, um Barrosão orgulhoso, um Amigo que valia a pena conhecer. Dia 29 de Julho todos os caminhos foram dar a Salto, onde nasceu e quis ser sepultado. Estou certo de que a Câmara de Montalegre saberá reconhecer o mérito deste Barrosão e que a Junta de Freguesia não deixará de consagrar num espaço público o nome deste modelar Professor e investigador. Sentidos pesâmes à Família. (Barroso da Fonte) N.R. O jornal "O Povo de Barroso" associa-se, deste modo, ao luto da família a quem endereça os mais sentidos pêsames. Aproveita ainda para agradecer a colaboração de enorme qualidade, mas sempre desinteressada, que o Dr. Rogério Borralheiro teve para com este jornal ao longo de muitos anos, lamentando profundamente a perda tão precoce de tão ilustre barrosão. Homenagem lhe seja feita. Paz à sua alma. Sexta-feira, Julho 25, 2008 Opinião A Banda de Parafita e o Miguel Torga Em Braga: Quando se quer arranja-se sem-pre motivo. Mais uma vez tive o grato prazer de acompanhar no S. João de Braga, a Banda de Música de Parafita, que nós por cá, chamamos de Banda de Montalegre. Não sei se é por gostar muito de bandas filarmónicas, se é por apelo da terra mãe, certamente as duas coisas juntas, a verdade é que, a presença da Banda me entusiasma e me conduz em invocações bucólicas para os lameiros de Oliveira onde, no Verão guardava o milho, algumas vezes mal, das vacas que teimavam em rejeitar a erva do lameiro para assaltar, em vagas de autêntica cavalaria, as tenras crochas dos milheiros. Uma vez foi uma razia tal que o meu tio Afonso ralhou ao meu avô, seu pai e meu companheiro na pastorícia sazonal das férias grandes que, do outro lado do lameiro tinha tanta atenção, às vezes ao gado como eu. Ficou como história para contar, zurzir e rir sempre que a maré surgia que não é o caso. Voltemos à banda. Já descrevi, em traços breves, no número anterior, os caminhos da Banda por Braga. Agora venho, no rescaldo da festa acabada, mostrar outra dimensão da passagem da Banda de Música de Parafita por Braga e não é menos dignificante para Parafita e concelho de Montalegre. Para além do espectáculo, ou melhor das diversas actuações na romaria do S. João, por obrigação do contrato, a banda, em percurso sabiamente elaborado, chegou a vários sítios e instituições da cidade marcando indelevelmente a sua passagem. Desde o Asilo de S. José, passando pelo Feira Nova e Cardoso da Saudade à Casa Transmontana não deixou de encontrar disponibilidade para de modo generoso levar alegria a quem precisa e animação a quem a procura. A Banda de Parafita e o seu autocarro, bem identificado de Montalegre e da Câmara, deram um inequívoco e precioso contributo para o reforço da coesão do povo imenso de Barroso em Braga, e acicataram o seu orgulho regional. A forma competente e particularmente simpática como se movimentam e comunicam é um excelente veículo divulgador da sua terra em particular e do concelho de Montalegre em geral. Sabemos que está a Banda de Parafita num momento crucial do seu percurso. Com a construção da sua sede social e com os investimentos na escola da música, as exigências são cada vez maiores aumentando as dificuldades. É hoje que precisa de mais força e persistência dos seus directores, mas também do apoio das gentes de Montalegre e das autoridades. O papel social e o desenvolvimento intelectual das populações que através da Associação Cultural e da Banda de Música se vem tecendo, justifica plenamente o investimento político das forças vivas do concelho com a Câmara Municipal na dianteira, como creio está a acontecer. Todos saem a ganhar. E o Torga o que tem a ver com a Banda de Música, o S. João de Braga de 2008 e a política de incentivo cultural? É um devaneio apenas e pretexto para juntar dois símbolos muito diferentes é certo, da cultura que se pratica e passa por Barroso. Tenho a certeza que Torga gostaria de ver a Banda de Música em Braga, a tocar à desgarrada com outra, a de Cabreiros, também conhecida por Banda de Braga, no mesmo palanque! Não lembra ao diabo ou é mesmo sinal de que os tempos mudam. Por duas bandas em despique lado a lado. Em outros tempos era por o lume à beira da estopa. Certamente o Torga, experimentado em outras lides, estaria sempre na expectativa que acontecesse como no longínquo ano de 1956, a 28 de Junho, na Feira do Prémio de Montalegre que ele viveu e descreveu deste modo que proponho aos leitores: Feira do prémio. As elegâncias bovinas da região num concurso de beleza. Mas coisa a sério! Cada vedeta examinada e medida com um rigorismo de meter Hollywood num chinelo. Torci quanto pude por uma bezerra ruiva - Deus me perdoe a oculta transposição antropomórfica que se estaria a operar no meu subconsciente, fiz de jarrão à mesa do júri, apertei a mão aos donos das beldades eleitas, e, no fim, quando esperava ver coroada com uma chega de toiros a minha abnegação pecuária, arma-se tamanho sarilho entre as duas povoações donas das bisarmas à altura da façanha, que parecia o fim do mundo. No meio de negociações complicadas, em que pus toda a diplomacia de que sou capaz - a escolha do terreno da luta, a verificação de que não havia navalhas de ponta e mola embutidas nas hastes dos cornúpetos, etc.,etc.-, insofrida, a virilidade humana antecipou-se à virilidade dos animais. Nas barbas da autoridade, dispensou galhardamente os actores contratados e, em vez duma turra de bois, ofereceu-me o espectáculo mais sensacional ainda de uma turra de gente. Com esta vantagem para mim: metido também na dança. Atónito no meio da insólita floresta de varapaus, tratei de me defender como pude das bordoadas, sem medir a grandeza da gene rosidade, e até propenso a considerá-la abusiva. Mas logo que a tempestade amainou, e tive de estancar o sangue no lanhaço de um dos heróis, testemunhei-lhe o meu alarmado reconhecimento. A resposta veio num simples sorriso sibilino, que interpretei desta cândida maneira: já que eu estava tão interessado em conhecer as coisas por dentro... ("Diário VIII", 3ª edição revista, págs. 42/3) Outros tempos claro. Como já vimos em Braga não houve guerra nem amuos, pelo contrário, as duas bandas terminaram a "desgarrada" com a interpretação em conjunto do Hino de Braga. Tudo em tranquila concórdia, mas a verdade é que também não havia varapaus para dar corpo a algum bairrismo mais exacerbado. Braga, 25 de Junho de 2008 Opinião de Rogério Borralheiro Terça-feira, Julho 22, 2008 1) VI Encontro de Idosos de Montalegre A tarde do passado domingo, dia 13, foi aproveitada pela Junta de Freguesia de Montalegre para a tradicional realização do Encontro de Idosos de Montalegre, evento que já vai na 6ª edição. Este ano a organização contou com o apoio incansável dos escuteiros locais. Como também é habitual o local escolhido para este encontro foi o parque do Cavado. Antes das várias actividades lúdicas, os idosos escutaram uma missa campal celebrada pelo pároco da vila, o P.e Vítor, que realçou a importância do evento, caso raro no nosso concelho. De seguida, e enquanto se foi preparando a mesa, o caldo verde foi fervendo na lareira improvisada no local, enquanto as febras iam assando no grelhador. Já passava das 16 horas quando foi servido o lanche convívio, temperado com muita animação de gente mais nova, com música ao vivo com acordeões e desgarrada. Uma tarde bem passada pelos perto de 150 idosos presentes e que promete regressar para o ano. 2) Novo banco em Montalegre Pouco depois da Caixa de Crédito Agrícola ter mudado de instalações para a Avenida, frente aos CTT e Repartição de Finanças, um lugar mais airoso e onde não passa despercebida a quem passa (ao contrário do antigo balcão), a instituição bancária BPI abriu de raiz um balcão em Montalegre. Situado na Rua General Humberto Delgado, em lugar central e vistoso, perto da Câmara e da Biblioteca, figura no lote dos quase 700 existentes por todo o país. O balcão dá emprego a quatro colaboradores, todos naturais do concelho, uma aposta, sublinhou Rui Correia, «que deve ser encarada como um factor de confiança para a credibilidade do negócio» e que só por si, numa terra onde carece a oferta e criação de emprego, é merecedor dos maiores elogios. Foi um investimento significativo que prova a atractividade do município como terra de elevados depósitos bancários, em grande parte fruto das poupanças dos emigrantes, e onde, felizmente, as pessoas têm hábitos de poupança. Naturalmente que as instituições bancárias estão interessadas em captar e rentabilizar esses depósitos. Quem tem também a ganhar com o aumento da oferta e com a melhoria das instalações, no caso da Caixa Agrícola, são os Barrosões. O aumento da concorrência se não traz aumento das rentabilidades das taxas de juro poupança, traz pelo menos melhorias na prestação de serviços. 3) Centro Escolar de Montalegre O futuro Centro Escolar de Montalegre foi recen-temente aprovado pelo Governo numa sessão no Porto. A obra está enquadrada no QREN (Quadro de Referência Estratégico Nacional), e terá um financiamento significativo de uma estrutura avaliada em cerca de dois milhões e meio de euros. O Centro Escolar EB1/JI de Montalegre disporá dos seguintes espaços: 12 salas de aula para EB1; 6 salas de actividades para JI; Biblioteca/Informática; Sala Polivalente; Cozinha e instalações acessórias; Áreas administrativas; Sala de Professores; Instalações Sanitárias; Espaços comuns e áreas de recreio coberto e descoberto. A Estrutura será erguida junto à Escola Secundária de Montalegre. Trabalhos arrancam este Verão. Espera-se que o ano lectivo 2009/2010 (Jardins de Infância e Ensino Básico) já seja no novo espaço. As previsões indicam que o novo Centro Escolar de Montalegre irá acolher 18 docentes, 23 não docentes e 6 espaços comuns. O pré-escolar terá capacidade para receber 150 alunos, 6 turmas e 6 salas ao passo que o 1.º Ciclo os números falam em 288 alunos, 12 turmas espalhadas por 12 salas. 4) Parque Nacional da Peneda-Gerês aderiu a rede das áreas naturais de excelência da Europa O Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG) aderiu no final do passado mês de Junho à PAN Parks, uma rede que integra as áreas naturais mais importantes da Europa, o que lhe poderá valer um «incremento substancial» do afluxo de turistas estrangeiros Com a certificação PAN Parks, é de esperar um incremento substancial do afluxo de turistas estrangeiros, nomeadamente do norte da Europa, pois irá permitir integrar o PNPG no roteiro dos grandes operadores turísticos especializados em turismo de natureza», explicou fonte do Ministério do Ambiente. A PAN Parks é uma fundação sem fins lucrativos que visa a criação de uma rede de excelência, com as melhores áreas naturais da Europa, aumentando o seu conhecimento e ajudando a protegê-las. A partir de agora, o PNPG passa a ser a primeira área natural ibérica a integrar a rede PAN Parks, mas o Parque Natural do Xurês, do lado espanhol, está também a estudar a possibilidade de se candidatar à mesma rede, o que iria permitir a criação do primeiro parque transfronteiriço certificado pela PAN Parks. «A adesão do PNPG irá consolidar a estratégia de se manter uma zona de ambiente natural sem qualquer intervenção humana, a qual poderá ser um verdadeiro banco de ensaio para se testar a sucessão ecológica», sublinhou ainda a fonte do Ministério do Ambiente. As áreas protegidas candidatas à certificação PAN Parks são sujeitas a um «rigoroso» processo de auditoria independente, onde são considerados vários critérios, como a qualidade do ambiente e dos valores naturais, a gestão da conservação da natureza e da biodiversidade, a gestão dos visitantes e o desenvolvimento do turismo sustentável. Para poderem obter esta certificação, as áreas protegidas têm de cumprir vários requisitos, como possuírem uma área não inferior a 20.000 hectares, integrarem uma zona sem intervenção humana com uma área mínima de 10.000 hectares e disporem de um plano de gestão de visitantes. O PNPG abrange os concelhos de Arcos de Valdevez, Montalegre, Ponte da Barca, Terras de Bouro e Melgaço, totalizando uma área de 70.290 hectares. É a única área protegida nacional que possui a categoria de Parque Nacional, o nível mais elevado de classificação das áreas protegidas. 5) Encontro do Idoso do Concelho de Boticas 2008 O passado dia 29 de Junho, um Domingo, foi o dia escolhido para a realização do Encontro do Idoso do Concelho de Boticas 2008, que este ano se realizou pelo décimo segundo ano consecutivo, contando com a organização da Câmara Municipal de Boticas e o apoio da Santa Casa da Misericórdia de Boticas, do agrupamento de Escuteiros 1148 e do núcleo local da Cruz Vermelha Portuguesa. Num clima de verdadeira festa e coincidindo na data com as tradicionais festividades do S. Pedro, perto de mil e quinhentos idosos marcaram presença no Pavilhão Multiusos, num dia marcado pelo convívio, pelo reviver de velhos amigos e, claro está, pela festa que todos ajudaram a construir e que faz deste encontro um dos eventos de maior significado entre os muitos promovidos pela autarquia. O programa comemorativo deste XII Encontro do Idoso do Concelho de Boticas arrancou com uma Missa Solene realizada no recinto e celebrada pelo Monsenhor Silvério Guimarães, pároco de Boticas, contando com a participação de todos os idosos e vivida dentro de um clima e ambiente próprios de uma eucaristia, ou seja, em silêncio e em reflexão. Pouco depois de terminada a eucaristia foi servido o almoço a todos os presentes no Pavilhão Multiusos, altura aproveitada pelo Presidente da Câmara, Fernando Campos, para, um a um, cumprimentar pessoalmente todos os idosos e oferecer-lhe uma pequena lembrança alusiva a este dia, como todos os anos acontece, num gesto de carinho e atenção que os idosos tanto apreciam. Ao início da tarde, e muito embora as altas temperaturas fossem pouco convidativas a grandes esforços, os idosos participaram num animado e muito concorrido baile, ao som das músicas populares levadas ao palco pelo agrupamento Duo Sol, um conjunto musical do concelho. No decorrer do baile, tempo ainda para a dona Almerinda Afonso, de Vilarinho Seco, subir ao palco e, ao jeito de "cantares à desgarrada", entoar algumas quadras construídas de improviso e alusivas a este dia de festa. Uma "actuação" ouvida atentamente e merecedora de rasgados aplausos. Terminado o baile foi hora do regresso a casa, na certeza de que foi um dia bem passado e do agrado de todos os idosos. Quinta-feira, Julho 17, 2008 Destaque 3 "Vinho dos Mortos" já é uma realidade no mercado Acaba de ser finalmente lançado no circuito comercial o tão conhecido e já mediático VINHO DOS MORTOS, por muitos considerado um ícone da gastronomia Botiquense. Desde tempos remotos cultivado em extensos vinhedos á época existentes na freguesia de Boticas e na sua congénere da Granja encontra-se a sua produção actualmente confinadas a duas ou três propriedades agrícolas exclusivamente situadas na sede do concelho. Anteriormente já comercializado sob aquela designação, que apenas lhe correspondia na versão popular, conquistou recentemente o estatuto oficial com a certificação de denominação de origem VINHO DOS MORTOS, na Classe Vinho Regional Transmontano. O obreiro deste rigoroso, intrincado e minucioso processo foi o produtor ARMINDO DE SOUSA PEREIRA, apaixonado compulsivo pela agricultura e proprietário de uma extensa vinha situada na encosta da Poça da Cruz. Dinâmico e perspicaz, ousou enfrentar com estóica persistência e inflexível teimosia todas as fases que o regulamento impõe para a certificação de produtos de consumo e muito especialmente os alimentares. Desde a adaptação aos métodos de tratamento das uvas na fase de desenvolvimento, à selecção das castas, ao acondicionamento em cubas inox hermeticamente fechadas, ao engarrafamento com rótulo identificativo e ao selo de registo de produtor, todas estas condicionantes foram escrupulosamente cumpridas, sob pena de ter de enfrentar as consequências decorrentes das normas legais e regulamentares que regem este procedimento. Fazendo uso das novas técnicas saídas da modernização agrícola e de equipamento da última geração, criou na sua unidade de confecção uma autêntica linha de engarrafamento em série. O recipiente de comercialização e constituído por garrafa de 750 ml, com rótulo identificativo do conteúdo, de formato esbelto e esguio, a desafiar a arquitectura do design mais avançado. A embalagem de transporte consta de uma caixa de cartão timbrado com a capacidade para três unidades, de fácil e cómodo manuseamento. Como recompensa de toda esta panóplia burocrática e logística foi pela Entidade competente declarado o Sr. Armindo de Sousa Pereira o único produtor/Engarrafador registado oficialmente para comercializar esta marca de vinhos. Os pontos privilegiados de venda deste produto genuíno de Boticas serão agora, além do próprio produtor, o supermercado Mini-Preço e outras superfícies comerciais a quem o mesmo conceder tal prerrogativa, nas condições que reciprocamente vierem a ser acordadas. Informações detalhadas sobre as características e qualidades deste néctar dos deuses poderão ser colhidas no posto de Turismo de Boticas e Repositório do Vinho dos Mortos à entrada da Granja. Quem tiver paladar afinado e ousar ingeri-lo, não terá dúvidas de que este delicioso vinho não ressuscitará os mortos, mas garantidamente prolongará a vida dos vivos!... Destaque 2 Projecto "Aldeia-Viva" Desafia Turistas a Visitarem Pitões das Júnias A Iniciativa intitulada "Aldeia-Viva" que já há muito é realizada com sucesso em Paredes do Rio, a cargo do seu Presidente da Junta, Acácio Moura, vai ser agora reproduzida noutra aldeia, Pitões das Júnias, organizada pelo Pólo de Pitões do Ecomuseu de Barroso. Estender-se-á por cinco fins-de-semana durante o presente Verão e será necessário proceder a inscrição obrigatória para nela participar (consultar proposta em anexo). Incluídas no preço estão ainda as refeições com produtos locais, a dormida e uma noite animada com a actuação dos Gaiteiros de Pitões em taberna típica. Além das propostas que já existiam de visita à Igreja do Mosteiro de Sta. Maria das Júnias, cascata e núcleo rural: pólo, moinho e forno do povo, surge agora um novo projecto bem mais difícil de concretizar com o intuito de dinamizar esta "Aldeia-Viva": os fins-de-semana onde se encontram integradas todas as entidades da aldeia. Havendo interesse e número suficiente de inscritos, o programa poderá ser realizado em qualquer outra altura. Basta para isso contactar a organização. Como forma de melhor servir o visitante, durante os meses de Julho e Setembro, para além do horário normal do fim-de-semana (10h30-12h30 e 14 às 17/18 horas, horário de Verão), o Pólo estará aberto de terça a sexta-feira das 14 às 18 horas. Destaque Há Fome e Miséria em Montalegre Triste sina a de um Povo que tem uma Câmara destas. Em 30/04/2008, sexta feira, os serviços de acção social da Câmara foram informados que na localidade de Covêlo do Gerês existia uma família, constituída por pais e três filhos menores, em situação de vulnerabilidade económica, tendo constatado que, durante os fins de semana as três crianças estavam a ser mal alimentadas (apenas comiam batatas que lhe tinham sido oferecidas). É do conhecimento pessoal de responsáveis da Câmara a situação social daquela família e, aquelas três crianças têm a decorrer um Processo de Promoção e Protecção no Tribunal de Montalegre, exactamente por negligência parental. Por indicação já do tribunal, esta família deveria pedir o RSI, na Segurança Social não o tendo feito até à altura. Com data de 10/05/2008 (dois fins de semana depois), um estabelecimento comercial de Covêlo do Gerês emitiu um recibo processado por computador no valor de 53,35 euros (10.695$71), com o seguinte: 1 frango, 1 embalagem de ovos, 6 litros de leite meio gordo, 2 de arroz, 4 de cotovelos, 1 de congelados (peixe), 1 planta, 2 de óleo, 1 de azeite, 4 de iogurtes, 1 de congelados (carne) e 40 pães. A fome está naquela família e verifica-se que não há gente no terreno para tomar conhecimento e prevenir outros casos. A exclusão e a miséria levam à fome, mas o pior que pode acontecer a este Povo é ter uma Câmara que não tem uma politica de apoio social condigna, que julga que matando a fome durante um dia e ficando à espera que a família peça e receba o RSI, resolve os problemas de quem nada tem, a começar pela estabilidade psicológica, social e responsabilidade familiar. Quatro iogurtes e seis litros de leite, desaparecem enquanto o diabo esfrega um olho, em famílias desta dimensão remediadas ou até abastadas sem passarem privações, quanto mais numa que aos fins de semana só tem batatas porque lhas deram. E os outros dias? Com tanta irresponsabilidade e negligencia, quem assegura que as crianças vão ter acesso prioritário aos alimentos? Quanto tempo dura a carne, o peixe, o óleo, o arroz, a massa e o azeite? Resolveu-se o problema de um fim de semana, tarde apesar de tudo. O que é que se fez nos restantes dias da semana e nos restantes fins de semana? Quem se preocupa em saber o que vai por essas aldeias e vilas do concelho? A distribuição de bens alimentares é privilégio dos anos eleitorais? Não se sabe se os responsáveis pelos destinos deste Povo podem dormir descansados e de consciência tranquila. Esperemos que despertem. Não se quer que a Câmara mantenha vadios, calaceiros ou marginais. Apenas se exige que as crianças desta terra possam viver mais felizes e sem privações. Que se encontrem soluções para que os chefes de família possam exercer as suas responsabilidades como pais. Não se dê o peixe, dê-se condições para pescar. Apesar de tudo, uma mudança de pneus do BMW da Câmara que o Presidente utiliza (2063.78 euros), daria para alimentar esta família durante uma grande parte do ano. Os 50.000,00 euros de azulejos pintados à mão que a Câmara mandou colocar no multiusos, eram mais bem empregues em benefícios sociais às famílias carenciadas. Os 21.808,50 euros que pagou pelas duas câmaras de videovigilância que colocou na rotunda da Corujeira e na da saída para Meixedo, fariam a felicidade de muitas crianças e jovens. O apoio que dá às colectividades e associações é um bom principio, mas deveria ter regras bem definidas e não apenas servir para as manter caladas ou do seu lado politico. O cartaz de campanha eleitoral do Presidente da Câmara dizia: "Este é dos nossos". Quem teve esta infeliz ideia ou já está arrependido, ou é da família, ou ainda é dos poucos que o servem para se manterem à mesa do poder. Os Barrosões não são assim. São solidários. Haja vergonha. O dinheiro da Câmara é para servir o Povo nestas e noutras coisas e não para mediocridades supérfluas ou vaidades individuais. Um caso destes nunca deveria acontecer nesta terra. Esperemos que não haja outros tão ou mais dramáticos e que se tal acontecer quando a informação chegar não seja tarde demais. (PSD Montalegre) In http://www.opovodebarroso.blogspot.com/ |
| Emigração a "salto" retratada em documentário | 2008/ 08/07 19:34 |
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Realizador Carlos Domingomes está a filmar no Barroso
Carlos Domingomes está em negociações com a estação de televisão pública, no sentido de o trabalho vir a ser exibido em quatro episódios Um jovem realizador está a recolher imagens no concelho de Montalegre. As filmagens vão integrar um documentário que Carlos Domingomes está a produzir há cinco anos sobre a emigração a “salto” para França nas décadas de 50, 60 e 70. “Au Revoir Portugal” deverá ficar pronto no final deste ou no início do próximo ano e poderá ser exibido na RTP se as negociações entre a estação de televisão e o realizador se concretizarem. Quando o avó morreu, Carlos Domingomes percebeu o quanto é efémera a memória humana e a importância de a reter. Foi assim que o jovem realizador, residente em Lisboa, mas com raízes na Guarda, iniciou o projecto que agora está prestes a finalizar: a realização de um documentário sobre a forma como milhares de portugueses emigraram para França nas décadas de 50/60/70. Esta semana, o também professor na Escola Secundária Especializada em Ensino Artístico Antonio Arroio, em Lisboa, e filho de pais emigrantes, esteve a recolher imagens e testemunhos no concelho de Montalegre, que irão, sobretudo, servir para retratar o modo de vida de então. O contrabando será um dos temas abordados. E a aldeia de Vilar de Perdizes, onde a prática tinha grande expressão, foi um ponto de passagem do realizador. Carlos Domingomes está em negociações com a estação de televisão pública, no sentido de o trabalho vir a ser exibido em quatro episódios. Não seria a estreia do realizador no grande ecrã. Já em 2005, um outro documentário do realizador, “Lá em cima bem perto do céu”, foi exibido na RTP2, no programa Onda Curta. Em declarações ao Semanário TRANSMONTANO, Carlos Domingomes considerou que o tema “continua muito actual” e que o fenómeno da emigração está a “ressurgir”. No entanto, é de opinião que o assunto ainda é “um universo muito desconhecido” e que há ainda muita dificuldade por parte das pessoas em relembrar essas vivências. E, por isso, acredita que este trabalho seja “o mais profundo” que exista sobre a emigração para França. In Semanário Transmontano - Margarida Luzio |
| As Chegas do Verão de 2008 | 2008/ 07/11 19:33 |
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Este Verão, em Barroso, as Chegas prometem. Para além do Torneio das Chegas de Bois barrososos já em curso, todos os Domingos no Campo do Sr. da Piedade, muitas outras vão ser realizadas para gáudio dos aficionados do desporto rei de Barroso. Entre os bois cruzados de diferentes raças com predominância para o mirandês, tivemos a oportunidade de referenciar cerca de três dezenas de bois “campeões”. Portanto, bois que nunca ficaram mal e que estão disponíveis para lutar. Estamos a falar de bois de muita qualidade, bois turradores, de peso igual ou superior em muitos deles à tonelada. Exemplares bem tratados, ainda novos nos quais os criadores estão a apostar muito forte, não se poupando a esforços para levar até aos campos de Chegas o espectáculo mais apetecido de todos nós. António Gonçalves Dias, mais conhecido por Calbô, de Soutelinho da Raia, é o que se destaca nesta paixão pelas Chegas de Bois. Só dele são sete, cinco dos quais “campeões”, de bom trato e com idades que não vão além dos seis anos. Possui um campo de Chegas próprio em Soutelinho e tem investido muito não só em bois como em terrenos para dar aos seus animais as melhores condições para se desenvolverem. Anda agora numa roda viva porque é o organizador da maior parte das Chegas que reparte por Vilar de Perdizes e Soutelinho.
Tony Mourão é outro apaixonado pelos bois. Dele foi a iniciativa de trazer da Suiça as vacas pretas alpinas mas cujo espectáculo não resultou como era seu desejo. Os barrosões, nestas coisas de Chegas preferem os bois. Sempre ele ele tem investido em bois ou isoladamente ou em parceria com os seus amigos de Meixide e Pedrário. Outros investidores em bois e amigis das Chegas há por todo o concelho de Montalegre designadamente em Aldeia Nova onde encontrámos dos melhores bois da região. O Cândido de Meixide, o Miranda de Arcos, o Tó do Lano, o Pedro do Lano, o Júlio e o Nelson Costa, da Aldeia Nova, o António Pinto e os “Padeiros” de Vilar de Perdizes, o António Duarte, o Nuno Duarte mais o José Carlos, o Luís de Penedones, o Domingos de Fiães, os manos José e Jaime, da Portela, o Mano e o Zé Catita, de Montalegre, depois o Farraulas de Santo André e o Alberto de Sendim, só para citar dos tratadores dos bois cruzados, por sinal os que, nos últimos anos, têm proporcionado as chegas mais espectaculares. O primeiro dos bois (na foto), o "Cordeiro" do Chico de Mourilhe, custou 20.000 €uros, é um boi temível e no dia 27 de julho vai ter pela frente o "Zorro" do Calbô (foto nº2)o, uma Chega fantástica em perspectiva. Contudo, este ano, como acima se diz, muitos outros há que vão proporcionar grandes Chegas. No que respeita aos "portugueses" há menos e o Torneio dos Barrosos, este ano de 2008, exceptuando o 1.º Domingo, não tem corrido favoravelmente. No nº 313, de 30 de Junho, publicamos as fotos e as características de 24 Bois Campeões. Publicado por Carvalho de Moura em 01:03 In http://omontalegrense.blogspot.com |
| O Povo de Barroso Nº 400 | 2008/ 07/11 19:29 |
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Sexta-feira, Julho 11, 2008
Opinião E o Povo é Que Paga Está em cima da mesa uma proposta para que os clientes da EDP passem a pagar os calotes e atrasos de pagamentos dos clientes incumpridores, e demais deficiências de tesouraria. Agora paga o justo pelo pecador! Onde já se viu tamanho disparate?... Só em Portugal se admitem sequer propostas ridículas destas. Num país credível e defensor dos cidadãos isto era simplesmente impensável, aliás, seria motivo de sobra para fazer rolar muitas cabeças! Ao que parece, temos um funcionamento da EDP assente numa empresa produtora e numa empresa distribuidora. Ora a distribuidora paga a energia à produtora e faz com que ela chegue a casa das pessoas. O problema parece residir no facto de a empresa distribuidora ter problemas de tesouraria, devidos a atrasos de cobranças e, sobretudo, ao facto de os pagamento serem desfasados no tempo. Ou seja, a EDP distribuição compra a energia, tem custos com a distribuição, e só passados dois meses (factura bimensal) é que recebe dos clientes, isto quando estes pagam a tempo e horas. Portanto a solução encontrada por esses senhores de uma entidade reguladora que não deve "regular lá muito bem" foi propor que o povo pague uma taxa para financiar as necessidades de fundo de maneio da EDP. Isto é rídiculo! Quantas e quantas empresas têm uma tesouraria deficitária? Não me consta que elas apliquem taxas a clientes regulares para cobrir créditos de fornecimento ou incobráveis! Mas, segundo sei, o grupo EDP no seu todo gera milhões de euros de lucro por ano! Isto é manifestamente gozar com o "ceguinho"! O Povo é que paga - parte 2 É verdade, o filme acima tem sequela! Também no que respeita à água que consumimos andamos a pagar o que não devíamos. Saiu uma nova lei que proíbe a cobrança de quaisquer taxas de aluguer de contador, por se tratar de um serviço público essencial. Muitas autarquias, Montalegre inclusive, apenas "mudaram o nome aos bois" e continuam a cobrar o dito valor. Apesar de o legislador ter previsto essa situação, as autarquias continuam a cometer abusos, mudando apenas o nome da taxa para "taxa de disponibilidade" ou outro nome do género! Isso é Ilegal e a associação de defesa dos consumidores prometeu estar atenta a essa situação. A ver vamos se um dia seremos ressarcidos ou não desses montantes, acrescidos dos respectivos juros, pois nós quando nos atrasamos no pagamento também temos de "os pagar e não bufar". Por agora resta-nos abrir a carteira e pagar mais esse abuso, como se a vida económica dos portugueses andasse de muito boa saúde! Por Duarte Gonçalves Terça-feira, Julho 08, 2008 Opinião Torga: 52 anos depois de visitar Boticas A Câmara de Boticas assinalou dia 19 Junho a primeira visita de Miguel Torga a essa ridente e prazenteira vila do Baixo Barroso, com o descerramento de uma sugestiva lápide, junto à sede autárquica com a mensagem que aí lhe saiu em 7/9/1973. No auditório José Sousa Fernandes decorrera uma sessão para apresentar o livro «Entre quem é» de Maria Assunção Morais, acto presidido pelo Engº Fernando Campos e com dissertação do académico Rogério Borralheiro e da autora. Meia centena de participantes que olhavam para o relógio por causa do jogo que nos afastou do Euro: Portugal-Alemanha. Ficámos todos com vontade de mais porque o tema Torguiano dá para muitas horas sem que canse ouvir-se falar dele. Durante cerca de 60 anos Miguel Torga andou por ali, «de terra em terra, com as tripas na mão. E a este Barroso vim parar! O problema, agora, é estar à altura das alturas, onde me encontro». Escreveu isto em 17 de Junho de 1956, em Carvalhelhos, porque «a doença tem-me dado muitas horas amargas». Nos anos anteriores frequentara as termas do Gerês. E numa dessas incursões, em 28/5/1955, já ele descobrira Negrões, onde exarou a primeira mensagem Barrosã: «Nada existe aqui de notável a testemunhar uma vida humana superior ou singular. Seres esquemáticos, num ambiente esquematizado... Talvez seja a própria pobreza do meio que, despindo-os de todo o acessório, lhes evidencie a essência...» Talvez tenha sido em Barroso, onde Miguel Torga mais humanizou as Gentes transmontanas que fizeram dele e da sua obra, a epopeia telúrica que desafiará séculos e que deixará remorsos no Júri da Academia Sueca por não atribuir a essa obra, o Prémio Nobel que foi ter a mãos impuras e a mentes diabolizadas. As Câmaras de Montalegre e de Boticas (que foram as medievais Terras de Barroso) tiveram o bom gosto de dar as mãos, num projecto conjunto e original: reunir num pequeno livro (de 48 páginas) a cores e em papel de luxo, os 28 «diários» que entre 28 de Maio de 1955 e 1 de Setembro de 1991, escreveu e localizou em diversas aldeias (e nas duas vilas). São outras tantas reflexões universais que o poder político actual esculpiu em bronze encastoado no granito e, que já foram, ou vão ser fixadas, no centro de todas essas aldeolas de Barroso que Torga registou. Um roteiro simbólico que honra os seus naturais, residentes ou ausentes e também os visitantes e investigadores mais rigorosos do pensamento Torguiano. Nas palavras introdutórias desse roteiro escrevemos nós: «entendemos condensar nestas páginas as referências que Torga eternizou nos seus (16) Diários. Desde há vários anos era nosso desejo propiciar aos Barrosões esta recolha em que cada parágrafo é um hino à grandeza telúrica e humana das Terras de Barroso. O Prof. Orlando Alves, vereador da Cultura da Câmara de Montalegre, corroborou a ideia. O Dr. Fernando Rodrigues, Presidente da mesma autarquia, acolheu-a e ele próprio, num gesto de ancestral familiaridade telúrica, fez questão em partilhá-la com a Câmara de Boticas, cujo Presidente, Engº Fernando Campos, prontamente aceitou, numa indesmentível fraternidade que Miguel Torga teria aplaudido, se fosse vivo». Obviamente, nós que sugerimos a ideia e coordenámos o volume que as duas autarquias patrocinaram, obtivemos da Doutora Clara Rocha e das Edições Dom Quixote, a cedência dos direitos autorais. Montalegre já consubstanciara esse acto simbólico, numa chuvosa tarde de Novembro de 2007. Boticas, fê-lo, agora, e fê-lo muito bem. Os emigrantes das celebradas terras que Torga catapultou para o mapa universal, já poderão, nas férias que se aproximam, percorrer esses caminhos torguianos. E outros que o celebrado Escritor percorreu, para cumprir essa odisseia. Tive a felicidade rara, de, quando conheci Torga e lhe servii de guia, em oito anos consecutivos, sempre que vinha a Chaves fazer termas, como hóspede do Dr. Mário Carneiro, os três e mais o saudoso Padre Joaquim, de Serraquinhos, passarmos pela nossa casa paterna, (hoje nossa), em Codeçoso e aí saborear o caldo de couves e de carne de porco que minha Mãe fazia, tão bem. Nesse dia voltou esse lar a ser o albergue que fora, no séc. XIX: «Casa do Almocreve». Nenhuma diarística registou sobre essa aldeia. O que terá acontecido com outras. Mas nos 28 registos que fez estão simbolizadas todas as aldeias e gentes das Terras de Barroso. E de que forma! «Atrai-me esta amplidão pagã, sinto-me bem a pisar um chão em que o deus vivo de ricos e pobres, de alfabetos e analfabetos, é o toiro do povo. Um deus de cornos e testículos, que, depois de cada chega e de cada vitória, a gratidão dos fiéis cobre de palmas, de flores, de cordões de oiro e de ternura. Um deus que a devoção adora sem pedir outros milagres que não sejam os de força e da fecundidade, provados à vista da infância, da juventude e da velhice. Um deus a quem se dão gemadas e cervejas para que possa inundar as vacas de sémen, as moças de esperança, os moços de certeza e a senilidade de gratas recordações. Um deus eternamente viril, num paraíso sem pecado original». Na lápide, ora fixada em Boticas, completa Torga, o destino deste deus viril: - «sabe o que acontece aos toiros vencidos? - não faço ideia. - Abatem-nos. - Porquê? - Porque deixaram de simbolizar o poder da virilidade. - Deviam fazer o mesmo a certos homens...» Opinião de Barroso da Fonte Quinta-feira, Julho 03, 2008 Barroso em Resumo 1) Festas do S. João da Fraga em pitões das Júnias O passado fim-de-semana foi intenso na aldeia de Pitões das Júnias, no coração do Gerês, com as celebrações da Travessia de frei Gonçalo Coelho, no sábado, e o S. João da Fraga, no Domingo. A organização destes dois eventos, incluídos nas festas de S. João da Fraga, esteve a cargo da Associação Recreativa e Cultural " O Fiadeiro de Pitões", contando com o apoio da Junta de Freguesia local e do Ecomuseu. 4ª Travessia de Frei Gonçalo A manhã de Sábado começou bem cedo para os corajosos caminheiros que este ano percorreram o trilho de Frei Gonçalo Coelho entre o lugar de Cela na raia galega e a pitoresca aldeia de Pitões das Júnias, no nosso concelho. Tratou-se da 4ª edição e juntou à volta de 100 pessoas dos dois lados da fronteira. Os portugueses saíram bem cedo de Pitões no autocarro que os levou até Cela. Aí deu-se o ajuntamento com os vizinhos galegos e a partida a pé por montes e vales que relembram o percurso de quase 12 km que Frei Gonçalo Coelho fazia no século XV quando foi nomeado pároco de Pitões, onde vinha rezar missa ao secular mosteiro local, e da referida povoação galega. A chegada a Pitões ocorreu ao início da tarde onde foi servido o lanche no largo do Eiró e onde a animação continuou até noite dentro. S. João da Fraga Mas a noite acabou por ser pequena para os corajosos que quiseram deslocar-se até à capela de S. João da Fraga no Domingo, dia da celebração anual desta festa. A partida deu-se pouco depois das 7 horas da manhã uma vez que a missa estava marcada para as 10 horas e o trilho não é fácil, apesar de permitir observar-se das mais bonitas paisagens da região. Terminada a missa e a procissão, foi servido um lanche convivo no Carvalhal do Porto da Laje, seguido de muita animação com os Gaiteiros locais, os gaiteiros da Espiral (Braga), cantares ao desafio com a Celeste e Marinho, Concertinas, etc. À noite, a partir das 22 horas, e já bem no centro da aldeia, as cerimónias do S. João da Fraga culminaram, como habitualmente, com um concerto de música ligeira, este ano com o grupo LS. 2) "À Descoberta do Barroso" No próximo fim-de-semana (5 e 6 de Julho), a Câmara Municipal de Montalegre promove um evento intitulado "À Descoberta do Barroso" e que inclui visitas a alguns dos pontos mais turísticos do concelho, além da realização de alguns trilhos pedestres. No Sábado, dia 5 os trilhos a realizar são o "Trilho do Lobo e Carvalhal do Avelar", em Montalegre e "Trilho do Contrabando", em Vilar de Perdizes. A concentração será partir das 9:30 horas na Praça do Município. Também no sábado a partir das 14:00 horas e no domingo após as 9:30 horas, ocorrem visitas a duas aldeias do Parque Nacional da Peneda Gerês (Pitões das Júnias e Paredes do Rio), em autocarro, com concentração na Praça do Município. Em Pitões os sítios a visitar incluem o Polo do Ecomuseu, o Forno do Povo, a Cascata, o Mosteiro e a aldeia em geral. Em Paredes serão o Pisão, o Engenho hidráulico e os Moinhos. A Câmara Municipal oferece o transporte, serviço de guias e lanche convívio nas Olas de Santa Marinha, em Vilar de Perdizes, com a condição de cada participante estar alojado no concelho, ou pelo menos fazer uma refeição num dos restaurantes do concelho de Montalegre. As marcações poderão ser efectuadas nos locais de estadia, ou respectivos restaurantes, e ainda para o 276 511 010 (Posto de Turismo) 3) Parafita no S. João de Braga Com o brilho habitual, Montalegre voltou a Braga, para mostrar os seus dotes e exibir a sua arte. A Banda de Música da Associação Cultural de Parafita, mais uma vez esteve presente no S. João de Braga, na cerimónia de abertura nas festas, presidida pelo Presidente da Câmara que recebe de todas as associações os cumprimentos na praça do município. É um momento muito bonito que torna a festa do S. João de Braga uma romaria única. Juntamente com as bandas convidadas, apenas seis, participam os ranchos folclóricos da cidade, um ou outro grupo de Zés Pereiras. É um momento que honra de forma particular as instituições que nela participam. Dizem os mais bairristas e entusiastas bracarenses que alguns até pagam para serem convidados para estar presentes nesta cerimónia. A verdade é que Parafita ombreou com bandas das mais prestigiadas de Portugal. Pelas 10 horas iniciou a sua apresentação percorrendo as ruas da cidade. Depois na Praça da Avenida Central proporcionou um concerto em despique coma banda de Cabreiros. A numerosa assistência, repartida pelo apoio interessado que dava a uma e outra banda, foi seduzida pelo bom e saudável relacionamento entre os dois maestros que, se propagou aos elementos da banda. Curiosamente instalados num só "coreto", vizinhos apenas separados por um conjunto elegante de plantas decorativas, disputaram taco a ataco os aplausos dos assistentes. Cerca das 13 horas terminaram a actuação com o Hino de Braga, tocado em conjunto entusiasmando os bracarenses. Esta actuação conjunta e de comunhão musical entre os maestros e os elementos das bandas, foi muito agradável, levando alguns a comentar os velhos tempos das picardias e guerrilhas entre assistências, bandas e maestros. Mesmo a circunstância de colocar as bandas no mesmo palco é uma forma curiosa e pouco habitual que noutros tempos tenderia a acabar mal. Mesmo assim, os mais puristas, não deixaram de lembrar que uma boa "guerra" serve para apurar o desempenho e acicatar os artistas. Os de Montalegre até lembraram as chegas de bois que, quanto mais acirrados eram os donos, melhor eram as chegas. Opiniões à parte a verdade é que a Banda de Parafita deixou bem marcada a sua qualidade musical e até a coragem do seu maestro que apresentou números de grande exigência musical interpretada com perfeição pelos seus músicos, para orgulho do seu presidente, dos barrosões presentes e do inefável Fernando que, com a sua respeitável barriga, empurra a Banda para o sucesso e conduz o autocarro em direcção ao futuro que se quer radioso. Depois pela dia fora foi um lufa lufa. A Banda de Parafita deu testemunho do carácter dos Barrosões, tocou em todo o lado. No Feira Nova para buscar um suplemento económico que os administradores teimam em dar, recebendo em troca os acordes da alegria que a filarmónica lhe oferece, depois como quem rouba aos ricos para dar aos necessitados, neste caso de alegria e afecto, foram até outro lado da cidade, ao Asilo de S. José e tocaram de forma gratuita e abnegada no pátio central, o S. João de Braga, as rapsódias dos Santos Populares e outras tantas empolgando os mais novos que dançaram com os hóspedes do asilo. Os mais idosos, impedidos de cantar e dançar, expandiam alegria no olhar e nos sorrisos, na melhor retribuição para estes músicos e maestro que estavam animados e descontraídos embora cansados. E a tarefa continuou até chegar à ritual actuação na Casa de Trás-os-Montes em Braga. Eram cerca de sete horas da tarde e a Banda de Parafita perfilada tocou para os transmontanos entusiasmando todos. Terminou com o Hino de Montalegre que um barrosão mais arrebatado aplaudiu dizendo acabámos de ouvir o "Hino Nacional Barrosão". (R. Borralheiro) Quarta-feira, Julho 02, 2008 Destaque 2 Torneio de Futsal 2008 A Câmara Municipal de Montalegre organiza, pelo 3º ano consecutivo, o Torneio de Futsal de Verão. Este ano, decorrerá entre 23 de Julho a 13 de Agosto e com um máximo de 20 equipas (o ano passado teve um total e 30). É pena a organização não estar sensibilizada para alguns reparos e queixas de várias equipas e com os quais nós temos concordado. O principal tem a ver com o facto deste torneio dar mais relevo à componente económica do que à desportiva, o que foge um bocado ao intuito original do "Inter-freguesias". Como exemplos, o valor da inscrição que este ano é de 150 euros (o dobro da edição de há dois anos), o continuar-se a permitir a formação de equipas quase só à base de jogadores federados (e de qualquer proveniência), o que desvirtua a componente lúdico/desportiva, e favorece as empresas que apostam no torneio em vez das equipas das freguesias e lugares que jogam, sobretudo, por "amor à camisola", o limite de 20 inscrições, etc. Estas críticas devem ser entendidas por se tratar de um torneio Municipal, onde a confraternização e o espírito desportivo devem ser valorizados, e não um torneio privado, onde a vitória e/ou primeiros lugares são mais importantes para os investidores. As inscrições decorrem até ao próximo dia 8 de Julho e o sorteio realizar-se-á no dia 10 de Julho, pelas 15h00, no salão nobre da autarquia e ao qual todos os inscritos poderão assistir. O Valor dos prémios mantém-se igual ao do ano passado: 1000 euros mais taça para a 1ª classificada, 600 euros mais taça para a 2ª, 400 mais taça para a 3ª e taça para a 4ª. Desconhece-se ainda se irá haver torneio feminino e em que moldes. Terça-feira, Julho 01, 2008 Destaque Hotel Rural Casas Novas Inaugurado No passado Sábado, dia 28 de Junho, muitos foram os barrosões que se juntaram aos muitos outros convidados para a inauguração oficial do novo hotel rural de Casas Novas. Trata-se da reconstrução de uma das casas mais bonitas de toda a região do Barroso e Alto Tâmega, conhecida por Solar do Conde de Pena |