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Notícias da Região de Barroso
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Inserir Notícia de Barroso


É preciso mudar de vida 2010/ 10/22 22:20
Quarta-feira, 20 de Outubro de 2010

Pelos vistos, este ano a quaresma começa mais cedo (quaresma salvo seja…). A austeridade está na ordem do dia. Vêm aí tempos de penitência e de frugalidade. Estamos em crise. Há que fazer sacrifícios. Com tanta gente a bufar não admira que de vez em quando andem por aí umas ventanias (desculpem esta malandrice, estão a ser cometidas algumas injustiças). Nos próximos anos vai estar na moda o ideal franciscano e tenho para mim que nos vai fazer muito bem. Alguém, em seu perfeito juízo, tinha dúvidas de que esta intempérie não iria acontecer mais dia, menos dia? Nos últimos anos, andámos a viver com empréstimos do exterior, muito acima das nossas posses, à custa de querermos viver com poucos sacrifícios e com um nível de vida de país rico (altas remunerações, casa faustosamente apetrechada, férias três ou quatro vezes ao ano e por aí fora). Os senhores governantes assobiaram para o lado, como se nada se passasse (a não ser que mexessem com os seus ordenados ou estágios sobriamente remunerados em institutos e empresas públicas, como pelos vistos se consta…), prometendo tudo e mais alguma coisa, por vezes roçando a total irresponsabilidade, adiando o rigor e a disciplina de um pais que se leva a sério. O estar no poder a todo o custo sobrepôs-se à responsabilidade governativa. As coisas duras não são para se dizer e fazer. Os bancos armaram-se em promotores de satisfação e felicidade pessoal e familiar, dando ao desbarato créditos para tudo e mais alguma coisa, com total anuência do Estado. Consuma, depois logo se vê. Aí está o resultado: uma boa parte das famílias portuguesas está endividada e com famílias e empresas endividadas não há país que se aguente. Não se pode viver à custa dos outros e acima das posses eternamente.

A Europa olha para nós com compunção: como é possível que um país, que nos últimos anos foi um sorvedouro de fundos comunitários, esteja neste estado? Será que já percebemos, então, porque é que chegámos a este ponto? Estão em causa os valores que erigimos como basilares das sociedades contemporâneas, obcecadas com o dinheiro e o bem-estar e com o enriquecimento fácil, para se viver com o mínimo esforço e sacrifício. Os senhores economistas, que agora alardeiam teorias e teses para todos os gostos, não se questionando a razoabilidade das suas propostas - algumas talvez tardias - , muito além dos seus rácios e percentagens, não dizem o que é preciso: temos de mudar de vida. Temos de repensar as nossas opções e as bases da nossa vida pessoal, familiar e social. Temos de escolher outro modelo de desenvolvimento e refazer o figurino dos nossos valores. A actual crise económico-financeira (que não é só nossa) é um reflexo de uma profunda crise de valores, facilmente verificável desde há una anos para cá. Parafraseando o Doutor Jorge Sampaio, temos de perceber que há mais vida para além do dinheiro e do bem-estar. Muita gente acusa os reguladores financeiros de incompetência. Mas a actual crise não é só fruto da desregulação, mas também do excessivo culto do dinheiro e da falta de sentido de justiça e de solidariedade. Veja-se a debandada de muitas empresas que estavam em Portugal para outros países europeus ou asiáticos, sem qualquer preocupação social, contribuindo para a miséria de muitas famílias. Querem lá elas saber do bem dos empregados? Querem é os lucros. A nossa cultura actual assenta em valores errados.

Nas últimas décadas, mormente a partir da Segunda Guerra mundial, com uma industrialização em progresso e estabilizada e um desenvolvimento apreciável (entre nós foi depois do 25 de Abril), estabeleceu-se por toda a Europa uma cultura de procura desenfreada do lucro, para usufruto meramente egoísta, não se olhando a meios para atingir os fins. Acumular cada vez mais dinheiro, de forma célere e fácil, tornou-se o objectivo e a meta do cidadão europeu, muitas vezes, numa sofreguidão devoradora. O dinheiro tornou-se o centro e o senhor do mundo, obrigando ao sacrifício de tudo, até do mais sagrado. Atrás do culto do dinheiro, vierem mais dois comparsas: o consumo e o bem-estar. Ter dinheiro, consumir e gozar a vida – em sentido hedonista -, eleitos os valores «della vida bella», passaram a andar de mãos dadas. Como não podia deixar de ser, «o culto do efémero e do imediato, a exaltação do egoísmo, a prevalência das aparências, a desvalorização da criação e da partilha de responsabilidades – tudo isso conduziu à ganância, ao esgotamento dos recursos disponíveis e à afectação dos meios que deveriam caber às gerações futuras», nas palavras do Gabinete de Estudos Pastorais da Conferência Episcopal Portuguesa.

Não basta só o lamento e o esperar uma retoma que nos encaminhe de novo para o abismo. É preciso repensar tudo, redefinindo valores, prioridades e o ideal de vida por que estamos obcecados. Temos de construir uma nova cultura mais desmaterializada, onde impere a responsabilidade, a justiça e a solidariedade entre povos e pessoas, relativizando-se o vil dinheiro e colocando-se tudo ao serviço da dignidade da pessoa humana. Está na hora de desconstruir um conceito errado de vida e de organização social. Venha a mudança.

In: http://minhasnotas.blogs.sapo.pt



No lugar de Amiar, em Salto - Montalegre 2010/ 10/01 23:15
Idosa atingida mortalmente por uma árvore cortada pelo filho
No passado sábado à tarde, um homem matou, acidentalmente, a mãe enquanto cortava uma árvore, na aldeia de Amiar, freguesia de Salto, Montalegre. Ao que foi possível apurar, o trágico acidente terá ocorrido cerca das 17 horas, no momento em que o filho, Feliz Lopes, na casa dos 50 anos, cortava, com a ajuda de uma moto serra, um carvalho de porte considerável num terreno próximo da aldeia. Segundo fonte dos Bombeiros de Salto, presume-se que a árvore terá caído para o lado oposto ao qual o filho da vítima, e um vizinho que o ajudava, planearam. O primeiro meio de socorro a chegar ao local foram os bombeiros de Salto, que iniciaram as primeiras manobras de reanimação. Entretanto, também chegou ao local a Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) do Hospital de Chaves e o helicóptero do Instituto Nacional de Emergência Médica sediado em Macedo de Cavaleiros. No entanto, a mulher, Teresa Lopes, de 77 anos, acabaria por morrer no local, tendo sido transportada para a morgue do Hospital de Chaves pelos bombeiros de Salto.

In Semanário Transmontano


PJ investiga incêndio em Cambezes do Rio 2010/ 10/01 23:14
Cadáver carbonizado encontrado em habitação abandonada

O cadáver carbonizado foi encontrado por um popular nos escombros do interior da casa
A Polícia Judiciária está a investigar as circunstâncias em que terá ocorrido um incêndio numa casa desabitada em Cambezes do Rio, onde, na terça-feira passada, um dia depois do fogo, foram encontrados restos de um cadáver carbonizado. Suspeita-se que a vítima seja uma mulher de 69 anos, que andava desavinda com o marido por alegados maus-tratos.

Um morador de Cambezes do Rio, em Montalegre, descobriu, terça-feira à noite, o que se suspeita serem restos de um cadáver humano nos escombros de uma casa desabitada que ardera no dia anterior. A identidade da vítima e as circunstâncias em que ocorreu o incêndio estão a ser investigadas pela Polícia Judiciária de Vila Real. No entanto, ao que tudo indica, há fortes suspeitas que a vítima seja uma mulher 69 anos que há algum tempo andava desavinda com o marido e teria passado as últimas noites naquela habitação, propriedade de um familiar do esposo.

No dia do incêndio, os Bombeiros de Montalegre que apagaram as chamas não se aperceberam da existência do cadáver, que terá ficado entre os escombros do telhado e do soalho que ruíram. No entanto, no dia seguinte, um popular terá estado no local e deparado com o que lhe terá parecido um corpo humano, embora totalmente carbonizado. Perante a descoberta, alertou as autoridades.

Ao que foi possível apurar, Maria Adelaide Figueiredo era natural do distrito de Bragança e teria graves problemas de dependência alcoólica. Há cerca de um ano terá saído da aldeia, por alegados maus-tratos e ameaças infligidos pelo marido, a aguardar julgamento por posse ilegal de armas. O septuagenário foi detido no início do mês de Setembro pelo Núcleo de Investigação Criminal da GNR de Chaves, na sequência de uma busca à residência, onde lhe foram apreendidas 9 armas de fogo, embora apenas 5 estivessem em situação ilegal.

O Semanário TRANSMONTANO (ST) sabe que a idosa esteve recentemente numa casa-abrigo da Associação de Apoio à Vítima (APAV). Porém, há cerca de 15 dias, três semanas, por vontade própria, terá abandonado a casa onde fora acolhida e regressado. Porém não terá ido para casa, onde o marido já vive com outra mulher.

O taxista que no dia do incêndio a levou desde Montalegre à aldeia confirmou, ao ST, que Maria Adelaide lhe disse que estava a dormir naquela casa. A habitação, a cerca de 500 metros da casa onde Maria Adelaide vivia com o marido, mas bastante longe do núcleo da aldeia, já estava desabitada há muito e não teria quaisquer condições de habitabilidade, incluindo luz eléctrica e água.

Na aldeia, a notícia surpreendeu toda a gente. No dia seguinte à descoberta do cadáver ninguém avançava qualquer hipótese do que poderia ter sucedido. Várias pessoas contactadas pelo ST se remeteram ao silêncio, alegando “não fazer ideia” do ocorrido.

In Semanário Transmontano


Georges Dussaud participou em wokshop no Ecomuseu 2010/ 05/19 17:19
“Fascínio pelo Barroso continua”

George Dussaud, um conhecido fotógrafo francês, participou, terça-feira à tarde, no Ecomuseu do Barroso, num workshop de fotografia, um encontro onde se trocaram saberes acerca de técnicas de fotografia numa perspectiva turística e antropológica.

Dussaud conheceu, pela primeira vez, a região do Barroso, na década de oitenta, quando, por acaso, foi parar à aldeia da Ponteira. Fascinado com o lugar, jurou que haveria de voltar. E assim foi. Apesar da evolução da região, o fotógrafo ainda não perdeu o encanto pelo concelho. “Posso dizer que o fascínio por Barroso continua. Pelo carácter rude e autêntico da região. Há mudanças, claro, mas o carácter do barrosão continua muito forte”, referiu, durante a iniciativa. Georges Dussaud destacou ainda o comunitarismo: “a solidariedade entre as pessoas ainda continua, apesar de algumas diferenças com o passado. Por exemplo, a ideia do Ecomuseu de Barroso foi excelente. Faz com que o passado não seja esquecido. Nele podemos ver como a prática comunitária é bem viva numa região única”, defendeu. Interrogado sobre a forma como caracteriza as suas fotos sobre o Barroso, respondeu: “olho para as minhas fotos como algo interessante. Ajudam para a criação da memória desta terra. Nelas podemos observar a luminosidade, a arquitectura das casas, entre tantas coisas...”.

In Semanário Transmontano


E se Vilar de Perdizes me fosse contado... 2010/ 03/30 20:30
E se Vilar de Perdizes me fosse contado?..

Entre tamaganos e barrosões brilha o Sol na minha terra mãe.

Muitas vezes Vilar de Perdizes é falado nos jornais, na televisão, na rádio, nas revistas e na Internet quase e exclusivamente por altura dos Congressos da Medicina Popular. Porém, poucas, muito poucas pessoas conhecem a história desta terra impar onde um dia vi o Sol brilhar.
Nos poucos documentos existentes que me foi possível até agora consultar, a minha terra merece ser contada sem o apego afectivo que a ela me une.
Desde tempos remotos do Paleolítioco Superior e do Neolítico o termo territorial de Vilar de Perdizes foi ocupado por tribos celtas recolectoras nómadas e que aí acabaram por se fixar provávelmente devido à situação geográfica, ao clima ameno (embora saibamos que a Glaciação Wurmiana tivesse afectado toda a Europa) e à riqueza dos solos. Ainda que, as pessoas atribuam aos Mouros tudo o que é antigo, nela encontramos vestígios pictografados (escrita na pedra) da arte rupestre datando provavelmente de cerca de 10 mil anos: vejam as pegadinhas de Nossa Senhora entre Santo André e Vilar de Perdizes (o povo designa de sagrado tudo que lhe parece humanamente inexplicável- sabendo que uma burrinha comum não pode deixar pegadas na pedra dura, a tradição oral, atribuiu-lhe a denominação de pagadinhas da burrinha de Nossa Senhora) e as figuras antropomórficas de Caparinho junto à ribeira da Assureira alusivas ao culto fálico e à reprodução humana. No monte designado por Rameseiros existe uma pedra com dez palmos de comprido, oito de largura e seis de altura escrita em latim vernáculo (popular) possivelmente com vocábulos celtas (keltoï) onde, o Conde de Miragaia, Jerónimo Contador de Argote, Santos Júnior, Colmonero e Fontes tentaram decifrar o contéudo sem, no entanto se apurar com perfeita exactidão o significado da mensagem. Pairam hipóteses de que se trata de um aviso de um senhor possuidor ( Reburri-filho de Viriato) da propriedade em cujos frutos e colheitas que aí existiam ninguém lhes poderia tocar sob pena de ser amaldiçoado ou punido. Também da época castreja, como a maioria dos castros da região, datando da segunda idade do ferro, do chamado período do Hallstat, com cerca de 3000 anos antes da era Cristã existe na Mina, a dois passos da ribeira da Assureira um castro em ruínas e que merecia ser reconstruído como foi o de Carvalhelhos e o de Curalha por Santos Júnior. No cimo do monte dos Escouços permanecem igualmente os restos de um toloï ou casa circular que provavelmente estaria ligado à defesa do Castro da Mina contra o inimigo e à comunicação por sinais de fumo com os vários castros Bíbalos da zona, devido ao posicionamento topográfico estratégico. Saindo de Vilar, após o cruzamento da Perdiz rumo a Meixide antes do rio das Ingadas (Argote), à direita da estrada encontramos um magnífico altar pagão dito altar de Penascrita onde muito perto foi descoberta há 30 anos uma ara ao Deus Larouco ( cit. Fontes). Nesse altar faziam-se sacrifícios de animais próprios do culto pagão e animista.
Mas de Vilar de Perdizes muito pouco se sabe desde a Idade Média. Sabemos através dos grandes arqueólogos e historiadores que já existia provavelmente antes do século X (décimo).
Pelos documentos investigados, sabemos que Caria, o actual bairro da aldeia lado nascente encoberto pela colina do Vale do Mosteiro foi o primeiro povoado a existir entre o século VIII e o IX. Este bairro teria sido edificado por árabes e o próprio topónimo advém da língua árabe e que quer dizer “aldeia”. Ainda hoje se conta que havia uma moira que penteava, todos os dias, os cabelos doirados na mina do Gosé da tia Chôcha. Sameiro já existia antes do Cimo de Vila datando possivelmente dos séculos IX e X após a expulsão dos mouros. Esta denominação teria vindo do nome de um Senhor (rico ou nobre) que se instalou entre os dois povoados, agora bairros, e servido de traço de união entre eles. Seguiu-se Cimo de Vila, construído entre os séculos XI e XIII, cujo nome está ligado à ocupação cristã a qual teria explorado os terrenos agrícolas férteis aí existentes- daí “Villa” no sentido agrário do termo da época. Concluimos, pois, que Vilar de Perdizes já existia antes da nacionalidade portuguesa (1143) fundado após a reconquista por povoadores independentes nos séculos nono e décimo. Ao nome de Vilar foi adicionado o determinativo de Perdizes devido à abundãncia dessa espécie cinegética local no século XIII.

Do território de Vilar de Perdizes fizeram parte no século XII as aldeias de Meixide, Solveira, Santo André e Soutelinho da Raia.

D.Afonso III (1248-1279) concedeu a Vilar de Perdizes uma das “seis honras de Barroso”. Nos séculos XVII e XVIII separaram-se as freguesias de S.Miguel e de Santo André.
Logo a seguir, Vilar de Perdizes foi anexada ao concelho de Montalegre. Em 1841 todo o território de Vilar pertenceu ao concelho de Ervededo até que este se extinguisse em 1853 voltando de novo para o concelho de Montalegre.

Nota:
Por nos ter sido pedido, futuramente, tensionamos dar continuação a este trabalho com o objectivo pedagógico de esclarecer os nossos leitores locais sobre a riqueza histórica da nossa terra, patenteada no patimónio monumental aí existente. Gostaríamos também, que a juventude de hoje preserve e guarde esse património e se honre de ser Vilaperdicense lutando pela preservação da Escola e se possivel reivindicando um Agrupamento onde existam os três ciclos do Ensino básico até ao nono ano com as aldeias de Meixide, Solveira e Santo André com ligação de estrada entre esta e Vilar apesar das decisões já tomadas.

Prof.Doutor Hélder Alvar (membro do Grupo de C.R.S.Imaginaire Socil et l’Education Univ.Paris 8)


Um Homem assim merece ficar na História 2010/ 03/30 20:02
Padre Fontes
Um homem assim precisa de ficar na história

“E aqueles que por obras valerosas se vão da lei da morte libertando, cantando espalharei por toda a parte, se a tanto me ajudar o engenho e arte.”
Luís de Camões in “Os Lusíadas”, canto I, II estrófe, versos V a VIII – Proposição

“Ninguém é igual a ninguém. Na minha vida de cidadão e de padre, sempre procurei aprender a ser igual a mim mesmo, abrindo-me à luz venha ela donde vier, de dentro e de fora da Igreja.”
Padre Fontes in “Auto-retrato”

O meu melhor amigo de sempre, depois de meu pai e de meus filhos, que ele baptizou, é o Padre Fontes. Na década de setenta a oitenta, tive o privilégio de, com ele, seguir no barco para muitas tarefas de preservação da cultura das nossas terras e das nossas gentes. Labutámos em comum por aberturas de escolas e telescolas, a fim de travar o castelhano que invadia Portugal por televisão. Criámos juntos o posto da telescola de Vilar de Perdizes, subindo a telhados e montando antenas altíssimas para captar Portugal. Comemos caldo de pedra algumas vezes lado a lado, após dias inteiros de azáfama, à procura dos vestígios megalíticos dos nossos primeiros habitantes e da cultura castreja; explorámos castros Bíbalos – povos que, com outros Tamaganos, construiram a ponte romana de Chaves; descobrimos aras e vias romanas, fizemos estágios e formações da Unesco em conjunto; criámos com Carvalho de Moura, então presidente da Câmara de Montalegre, o primeiro museu de Montalegre, no Milenário de S. Rosendo.

Graças à incomensurável força de combate e à perseverança do Padre Fontes, prosperou a ideia de colmatar a falta de médicos no Portugal profundo e criou, com os seus mais directos colaboradores, o Congresso das Medicinas Alternativas, em nome daqueles que nunca têm a palavra. Deu visibilidade a Vilar de Perdizes, ao planalto do Barroso, a Trás-os-Montes, em geral, e a Portugal no estrangeiro. A iniciativa visava abrir diálogo social entre populações carenciadas, tirar os poderes públicos do marasmo e abrir os espíritos à interculturalidade.

Sem o incentivo dessa personagem, hoje tão mediática quão carismática, eu não teria provavelmente realizado os “sonhos “ que realizei com ele e na diáspora que vivi. Aqui lhe fica a minha homenagem tomando a iniciativa deste movimento como forma de gratidão.

Como eu, inúmeros estudiosos estrangeiros por esse mundo fora, muitos portugueses por este país, não menos amigos desta região, académicos de todas as latitudes, não teriam enriquecido as suas teses, concluído os seus trabalhos de pesquisa, validado as suas hipóteses, elaborado os seus relatórios, as suas dissertações, criado os seus conteúdos, publicado as suas obras. Quantos jornalistas não se formaram, elaborando as suas crónicas ou relatando o quotidiano do Padre Fontes? Qual universidade europeia não tem nas bibliografias das suas bibliotecas citações, alusões ou paráfrases do nosso etnógrafo? Quantos não o citaram, como Alain Tranoy, Gilles Cervera, Gérard Fourel, Michel Giacometti, Anne Cauffriez, Mouette Barboff, Viegas Guerreiro, Antonio Colmonero, Rui Mota, Geneviève Coudé-Goussin, Júlio Meirinhos, António Martinho, René Barbier, Ana Paula Guimarães, Baquero Moreno, Alexandre Parafita, Xerardo Dasiras Valsa, Viale Moutinho, Barroso da Fonte, Hélder Alvar, Gomes Sanchez, Bairrão Oleiro, Irisalva Moita, Pais de Brito, Belarmino Afonso, António Mourinho, Reine Accoce, e tantos outros, para não enumerar os que por cá vão andarilhando? Que o diga a poetisa Natália Correia, lá do alto do Olimpo, o quanto os seus cuidados paliativos foram atenuantes na sua agonia final antes de partir para tão longa viagem...

O Padre Fontes é um humanista. Um homem sóbrio, frugal. Um homem sábio. O expoente máximo do altruismo como ser humano. O santo vivo da religião que defende. O etnólogo que retrata, com tanta nitidez, a imagem telúrica do seu concidadão quanto uma máquina fotográfica põe em relevo as rugas que modelam a sua face – igual às rochas erodadas do clima da sua terra, que, assim, escavou os sulcos do seu rosto. A cópia das escarpas serranas que um dia Konyak, pintor japonês, imortalizou nas suas telas.

Os mais de mil testemunhos que me corroboram são a eloquência da grandeza desta personagem única, a quem o cinema veio procurar, desde as longas-metragens de Philippe Constantini, a documentários etnográficos em que Manuel de Oliveira se inspirou no “Auto da Primavera”, e para, em “Cinco dias, cinco noites” consagrar a multifacetada existência ao serviço dos seus e das suas causas.
Citando o Doutor João Sanches, o Padre Fontes, “escolheu dedicar a sua vida aos outros, elaborando assim, o seu próprio estilo de vida”.

O Padre Fontes merece reconhecimento. Um homem assim precisa de ficar na história, servir de paradigma às gerações que neste país e na sua terra, rebuscam os caminhos da realização.

O Padre Fontes, pela sua vida e pela dimensão da sua obra, merece, como os maiores, ser reconhecido e condecorado.

Creio que o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades, em 10 de Junho, seria o palco ideal para que o Excelentíssimo Senhor Presidente da República lhe consagre essa atenção.

Oxalá, pois, o meu desejo e o de quantos o partilham e me acompanham nesta empresa que testemunharam em abono da verdade, se façam entender e atender por quem de direito

Prof. Doutor Hélder Alvar
(Membro do « Centre de recherche sur l’imaginaire social et l’Education Univ. Paris 8 »)



Eleições serão até finais de Março 2010/ 02/21 01:56
José Justo diz que “Está na hora de dar o lugar a outros” na Cooperativa

Sobre a sua sucessão, Justo diz que serão os sócios a decidir
José Justo não se deverá recandidatar à presidência da Cooperativa Agrícola de Montalegre, que atravessa uma situação financeira difícil. Num colóquio recente, o dirigente alegou que “está na hora de dar o lugar a outros” e garantiu que nos 30 anos que esteve à frente da agremiação fez “o melhor” que pôde. As eleições para escolher uma nova direcção terão lugar no final de Março.

O presidente da Cooperativa Agrícola de Montalegre não se deverá voltar a recandidatar ao cargo. O anúncio foi feito pelo próprio no decorrer de um colóquio, segundo consta na página oficial da Câmara Municipal de Montalegre. “Entendi que está na hora de dar o meu lugar a outros. Não estou agarrado ao lugar. Nunca estive. Aliás, nunca tive lugares que não fossem de eleição. A cooperativa tem eleições de três em três anos. Até 31 de Março, vai ter nova eleição e aí se saberá quem me vai substituir...”, justificou Justo, citado pela mesma fonte. Em declarações ao Semanário TRANSMONTANO, Boaventura Moura, vogal na direcção de Justo, diz que se trata de “deixar o lugar à disposição à aqueles que andam sempre a dizer que faziam melhor”. “Queremos ver se agora vão aparecer”, disse Boaventura Moura, lembrando que, até terminarem o mandato, a Cooperativa continua a funcionar. “Ainda hoje fizemos uma reunião de esclarecimento com os agricultores por causa do regime de licenciamento das explorações animais”, acrescentou.

No mesmo colóquio onde anunciou a saída, Justo não quis falar sobre a sucessão. “Não sei quem será o meu sucessor. Quem vai dizer e quem me vai substituir à frente da cooperativa serão os donos desta organização, que são os associados”, disse o também presidente do Matadouro Regional do Alto Tâmega e Barroso. Quanto ao período que esteve à frente da agremiação, Justo disse que fez “o melhor” que pode. “De certeza absoluta que ficará aqui gente com capacidade para levar esta cooperativa para a frente Da minha parte, fiz o melhor que pude. Dei o meu contributo...agora está na hora de dar o lugar a outros!”, referiu. Justo disse ainda que a Cooperativa “tem sido um motor de desenvolvimento da região, principalmente na defesa do interesse dos pequenos agricultores, fazendo de tudo para que o dinheiro fique no nosso concelho e não vá para outros”.

Financeiramente, a Cooperativa atravessa uma situação difícil. Vários funcionários da secção destinada à sanidade animal, a denominada Organização de Produtores Pecuários (OPP), demitiram-se por falta de pagamento de salários. A Cooperativa tem, aliás, alguns bens arrestados, entre os quais acções do Matadouro Regional do Barroso, no valor de 53 mil euros, por causa da acção judicial interposta por alguns dos ex-funcionários da OPP, que querem reaver os vencimentos em falta. Os trabalhadores directamente dependentes da agremiação também terão os salários em atraso. “Quantas cooperativas e empresas têm fechado a nível nacional? Não seríamos a primeira, nem a última!”, justifica, porém, Boaventura Moura.

Margarida Luzio, Semanário Transmontano


Quem tem amigos não dorme ao relento 2010/ 02/21 01:53
40 homens puseram mãos à obra e reconstruíram telhado ardido de vizinho

A meio da tarde, o trabalho estava quase concluído
Diz-se que quem tem amigos não morre na cadeia. No domingo, em Vilar de Perdizes, o ditado ganhou outra forma. Quem tem amigos não dorme ao relento. Quarenta homens, meteram mãos à obra e compuseram o telhado de uma casa que na noite anterior tinha ardido quase por completo. “Em Vilar somos assim: unidos”, orgulhavam-se os trolhas à força: amigos, vizinhos e familiares. Naquele dia as seis pessoas que moravam na habitação, quatro adultos e duas crianças, não puderam dormir no local, porque a água utilizada para combater as chamas também fez estragos, mas, com o telhado composto, poderão pelo menos regressar mais brevemente. Tinham sido realojados por um familiar.

Ao que tudo indica, o incêndio terá sido provocado pelo sistema de aquecimento da casa, uma salamandra alimentada a lenha. O tubo do fogareiro que passavam junto ao telhado ter-se-á desencaixado e incendiado a madeira da cobertura. “Eu vinha do café, deviam ser umas 19h00, e a que vi o fumo”, conta Paulo Ferreira, o dono da casa.

Os sogros e a mulher estavam no interior, mas ninguém se tinha apercebido do incêndio.

Para evitar a propagação das chamas ao resto da casa e das habitações contíguas, valeu a pronta intervenção dos vizinhos. “Eu fartei-me de berrar: água, água, quando tal já só se via gente. Quando vieram os bombeiros, nós já tínhamos isto apagado”, recordou o morador da casa em frente. E se a solidariedade para apagar o lume foi muita, para reconstruir o telhado não menor. “Somos mais de quarenta. Tão depressa ardeu como a pusemos de pé. Mas trabalhamos muito!”, concluía um vizinho.

O material utilizado na obra, madeira, cimento, areia, carretas, batoneiras... foi quase todo arranjado em Vilar de Perdizes. Só as vigas de cimento foi necessário ir comprar a Montalegre. Valeu o facto de na aldeia haver um vendedor de material de construção civil.

Margarida Luzio, Semanário Transmontano


Vendas e número de visitantes 2010/ 01/29 22:11
«Foi a melhor Feira do Fumeiro de sempre»

As previsões quer em termos de vendas quer em termos de visitantes da XIX Feira do Fumeiro do Barroso foram ultrapassadas. Para satisfazer a procura, alguns produtores tiveram de vender as «reservas» que tinham para consumo próprio. “Foi a melhor Feira de sempre”, garante o presidente da Câmara, que associa o sucesso do certame ao esforço promocional que foi feito.

O presidente da Câmara Municipal de Montalegre, Fernando Rodrigues, não tem dúvidas que o investimento que este ano foi feito para publicitar a Feira do Fumeiro do Barroso terá contribuído largamente para a enchente que o certame registou. Especial impacto terá tido o programa da RTP que, no sábado, foi transmitido a partir do local da Feira e que, durante quatro horas, mostrou e falou do fumeiro do Barroso. Durante a manhã do mesmo dia, foi a rádio TSF transmitir desde o Montalegre o programa “Terra a Terra” e a falar, obviamente, dos produtos da feira e da gastronomia do concelho. “A apreensão face à propalada crise do país, promoveu um maior esforço por parte da organização, a fim de garantir mais gente na feira e assegurarmos o mesmo negócio. Apostámos na promoção e conseguimos, desta feita, maior número de visitantes e superior volume de negócio”, confirmou o autarca, acrescentando: “confirma-se aquilo que nós tínhamos pensado: trata-se da melhor Feira do Fumeiro de sempre”. Opinião semelhante tem o presidente da Associação de Produtores de Fumeiro da Terra Fria Barrosã, Boaventura Moura. “Foi a maior e melhor feira de todas até hoje. Vendeu-se muito produto, houve pontos de venda totalmente vazios e os produtores estão muito satisfeitos com o negócio conseguido”, recordou o dirigente. Aliás, alguns produtores tiveram que vender as reservas que tinham guardadas para consumo próprio.

De acordo com o presidente da Câmara, o volume de negócios terá ultrapassado o inicialmente previsto. “Pela apreciação que fizemos junto dos produtores, ultrapassamos o milhão de euros, valor que estava definido como meta ambiciosa”, garante Fernando Rodrigues.

Pelas contas da organização, o volume de negócios, dentro e fora da feira, terá chegado aos 1,8 milhões de euros. Em termos de fumeiro, também houve um reforço nas vendas. Venderam-se mais dez mil quilos que o previsto, chegando-se assim aos 70 mil quilos. Orlando Alves, vice-presidente da Câmara Municipal de Montalegre, fala em o “êxito” e que o mesmo pode ser aferido pela “opinião que expressaram os produtores”, mas também “pelo mar de gente que esteve presente neste certame”. “A nossa feira tem adquirido um estatuto de relevância nacional. Está a crescer de ano para ano e com ela tem aumentado também a qualidade do fumeiro. Esse facto deixa-me muito satisfeito”, concluiu, apelando aos produtores para que produzam ainda mais, “tentando sempre aperfeiçoar a qualidade”.

Margarida Luzio, Semanário Transmontano, 2010-01-29


Despiste seguido de colisão fez um morto e um ferido grave 2009/ 11/27 20:46
Em Sendim

Para retirar os passageiros, os bombeiros tiveram que desencarcerar o carro
Um despiste, que culminou com uma violenta colisão contra um posto de transformação eléctrica, provocou um morto e dois feridos, um grave e um ligeiro. Os ocupantes, todos naturais do concelho de Montalegre, teriam ido às compras a Espanha.

Estão a cargo do Núcleo de Investigação Criminal de Acidentes de Viação da GNR (NICAV) as causas que, na passada terça-feira à tarde, terão estado na origem de um despiste que provocou a morte a um homem de 51 anos, residente em Serraquinhos. O acidente, que ocorreu em Sendim, mesmo junto à fronteira com a Galiza, provocou ainda ferimentos graves ao condutor da viatura, de 53 anos, e ferimentos ligeiros à irmã, de 59, que viajava ao seu lado e seria companheira da vítima mortal. Ao que tudo indica, Diamantino e a companheira, Maria de Fátima, e o irmão desta, José Maria Fernandes, terão ido às compras a uma localidade do lado de lá da fronteira. No regresso, depois de uma curva ligeiramente acentuada, o carro, um Ford Escord, entrou em despiste. Depois de sair da estrada, a viatura entrou no relvado de um parque do restaurante de um posto de combustível existente no local e só parou quando embateu violentamente contra um posto de transformação de energia, a cerca de 70/80 metros do local onde terá iniciado o despiste. Ao final da tarde, a bomba e o restaurante continuavam sem energia. Os funcionários e os poucos clientes que se encontravam no restaurante só se terão apercebido do acidente depois do estrondo. Ninguém conseguia perceber o que se passou. No local, ouviam-se apenas suposições. “Deve ter dado alguma coisa ao condutor e ele em vez de travar acelerou. Não me parece que fosse velocidade”, supunha o dono da bomba. Uma fonte da GNR admitia que o condutor tivesse sido encandeado pelo sol. Hipóteses que agora o NICAV terá que tirar a limpo. A vítima mortal viajava no banco de trás e ainda foi alvo de várias tentativas de reanimação, que acabaram por não surtir efeito. Os dois feridos foram transportados para o Hospital de Chaves. O ferido grave tinha prognóstico reservado. Teria várias fracturas. Maria de Fátima estaria apenas em choque pelo que aconteceu.

In Semanário Transmontano - Margarida Luzio


“Porta” do Parque ainda sem data para abrir 2009/ 11/27 20:44
Edifício já está concluído mas ainda não funciona

Já deveria estar aberta, mas continua fechada a “porta” de Montalegre do Parque Nacional Peneda Gerês (PNPG). As portas do parque foram idealizadas há cerca de 40 anos por Lagrifa Mendes, o primeiro director do PNPG, o único parque nacional do país, e têm como principal objectivo dar apoio aos visitantes deste espaço natural. Foram projectadas cinco, número equivalente ao de municípios que integram o parque.

Neste momento, só a de Lindoso (Ponte da Barca) e a de Montalegre continua por abrir. A abertura da de Lindoso está prevista “até princípios de 2010”. Em Montalegre, a Câmara não sabe quando é que a “porta”, situada na aldeia de Paradela do Rio, abrirá. Construí-do de raiz, o edifício já existe, mas continua fechado. E a degradar-se. Para já, a divulgação deste espaço natural está, provisoriamente, a ser feito na sede do concelho, numa sala do Pavilhão Multiusos. No entanto, como reconhece o vice-presidente da Câmara de Montalegre, Orlando Alves, o que existe em Montalegre é uma “unidade administrativa do parque, uma espécie de serviços descentralizados”. Quanto à abertura da porta de Paradela, que Orlando Alves diz ser um centro difusor do conceito do parque, nas suas vá-rias vertentes, (arqueológica, paisagística...), o autarca não avança com nenhuma data. “A estrutura existe, está a degradar-se, mas ainda não funciona. Haverá uma ou outra dificuldade. Não sei o que se passa”, afiança Orlando Alves, admitindo que “o Instituto Nacional da Conservação da Natureza possa estar à espera do novo orçamento para concluir o que está feito e dinamizar o edifício, com recurso a novas tecnologias, que é o que está previsto”.

De acordo com o vice-presidente de Câmara de Montalegre, o edifício da “porta” do Parque, em Paradela, custou cerca de 500 mil euros, investimento também comparticipado pela autarquia. Para Orlando Alves, trata-se de uma obra “vanguardista”, que, “aparentemente não se encaixa muito bem no espaço”. “Mas não vou pôr em causa as opções dos arquitectos”, conclui o autarca.

In Semanário Transmontano - Margarida Luzio


Tribunal arresta bens à cooperativa para garantir salários em atraso 2009/ 11/16 21:21
Acção foi interposta por cinco trabalhadores

A operação de arresto durou quase toda a manhã
A Cooperativa Agrícola de Montalegre viu, na passada terça-feira, arrestados alguns bens por ordem do Tribunal de Trabalho de Vila Real. A acção cautelar foi interposta por cinco trabalhadores, que tinham rescindido contrato de trabalho por falta de pagamento de salários.

Ao que o Semanário TRANS-MONTANO conseguiu apurar, os bens em causa chegaram a ser carregados numa viatura. No entanto, ao final da manhã, acabaram por não ser removidos das instalações e libertados, depois de a advogada dos trabalhadores ter tido garantias do Tribunal do Trabalho do arresto, para este fim, de um subsídio a favor da Cooperativa do Instituto de Financiamento da Agricultura e Pescas (IFAP), no valor de mais de 39 mil euros, e de um outro proveniente da Câmara Municipal de Montalegre, este no valor de mais de 14 mil euros. No total, o valor reclamado pelos funcionários é de 53 mil euros. Antes do “apreensão” dos subsídios, a advogada dos trabalhadores tentou arrestar uma conta bancária da Cooperativa no Banif. No entanto, a conta estava a descoberto.

Na acção principal, que já está a decorrer no Tribunal de Trabalho de Vila Real, além dos salários e dos subsídios de férias e Natal em atraso, e da antiguidade, a advogada dos trabalhadores vai também exigir que aos funcionários venham a receber retroactivos respeitantes à sua categoria de trabalho. É que, até agora, os trabalhadores recebiam todos por igual (515 euros, valor actual), independentemente da categoria.

Os funcionários em causa estavam afectos à Organização de Produtores Pecuários (OPP), uma secção da Cooperativa de Montalegre, presidida por José Justo.

A “guerra” entre trabalhadores e Cooperativa começou no passado mês de Março, com a intervenção do Sindicato da Agricultura, Alimentação e Florestas. Na altura, os funcionários tinham em atraso 5 vencimentos, além de subsídios de Natal e de férias e ameaçaram suspender funções no mês seguinte, caso a dívida não fosse saldada. Na data estipulada, José Justo conseguiu apenas pagar três dos salários em atraso. Irredutíveis, os trabalhadores mantiveram a suspensão de funções. E, mais tarde, rescindiram contrato por justa causa.

No local, Boaventura Santos, da direcção da Cooperativa, criticava a actuação dos trabalhadores, justificava a situação com as dificuldades económicas da Cooperativa e garantia que “tudo se haveria de resolver”.

In Semanário Transmontano - Margarida Luzio


Várias - In Semanário Transmontano 2009/ 10/04 19:20
Falhas têm sido denunciadas nos relatórios anuais

Serviços do Ministério Público sem fax, sem fotocopiadora...

O bom estado do exterior do edifício do tribunal contrasta com as defiências existentes no interior
Os serviços do Ministério Público em Montalegre não têm linha telefónica, fax, nem fotocopiadora. São usados os da secretaria judicial. Além disso, o serviço funciona numa única sala, onde se fazem diligências e se atende o público. As deficiências têm sido descritas nos relatórios que são enviados anualmente à Procuradoria Geral da República. No entanto, até ao momento, os problemas persistem.

Para tirar uma simples fotocópia, os funcionários do Ministério Público (MP) do Tribunal de Montalegre têm que dar 90 passos. Como o serviço não tem fotocopiadora, são obrigados a recorrer à fotocopiadora da secretaria judicial, que se encontra no outro extremo do edifício. Além disso, também não têm linha telefónica própria. As chamadas caem na secretaria judicial e só depois são encaminhadas para o MP. O mesmo se passa com o fax. São ali recebidos e depois levados ao MP por um funcionário da secretaria judicial. A situação, além de provocar um “funcionamento desajustado” do serviço, “não salvaguarda devidamente os processos que se encontram em segredo de justiça”, pondo um maior número de pessoas em contacto com informações processuais. A opinião é de vários procuradores que já passaram por Montalegre nos últimos anos e está expressa nos relatórios anuais do serviços enviados à Procuradoria-Geral da República, incluindo o de 2008. Os documentos em causam realçam também o facto de, apesar das lacunas serem repetidas anualmente, “até hoje”, não ter sido tomada “qualquer resolução”. No entanto, a falta de meios de comunicação próprios, é apenas uma das falhas que constam dos relatórios ignorados, pelo menos, na prática. Nos mesmos documentos constam há anos outras queixas, nomeadamente em relação às condições físicas do espaço ocupado pelo serviço. A exiguidade é um exemplo. O serviço tem apenas ao dispor uma pequena sala, que, por isso, é multifuncional. Funciona como sala de instrução, onde são ouvidas testemunhas e constituídos arguidos, e como balcão de atendimento. Mas sem balcão. A situação provoca vários constrangimentos. Além de tornar o atendimento menos seguro e menos eficaz, não possibilita a privacidade exigida neste tipo de situações. Qualquer pessoa que ali se dirija para solicitar uma informação, por exemplo, poderá ficar a saber que alguém está a ser ouvido num processo. Além de que a entrada de pessoas interrompe o raciocínio dos funcionários, que têm de suspender a diligência para evitar fugas de informação e salvaguardar a privacidade da pessoa em causa. Além disso, a sala, com “mobiliário antiquado”, ainda é usada para arquivo. Isto porque parte da sala destinada ao efeito está ocupada com material apreendido e com produtos de limpeza.

Mas há mais falhas apontadas. O sistema eléctrico, em todo o edifício, é “obsoleto”, o que leva a corte frequentes de energia e a quebras de produção. “Às vezes basta ligar mais uma vareta de um aquecedor para deitar a luz abaixo”.

O sistema de aquecimento também tem merecido reparos. O que existe é insuficiente para os rigorosos Invernos de Barroso. Há funcionários que trabalham de luvas e de capote. Focado nos relatórios tem sido o facto de o procurador ter de se deslocar uma vez por semana à vila de Boticas, afecta a esta comarca, “com prejuízo” para o trabalho prestado em Montalegre.

A todos estes problemas junta-se o da falta de segurança, uma vez que o edifício não possui qualquer sistema de vigilância.

Por: Margarida Luzio

Ecomuseu cria rota para rentabilizar produção de Vilar de Perdizes, Solveira e Santo André

Em Barroso também há boa fruta

Além de maçãs, a rota também inclui paragens por terrenos com pereiras
Colhe, pesa e paga. Hoje e amanhã, os “pomares” do Barroso vão estar de portas abertas, uma espécie de mercado ao ar livre, onde o cliente pode escolher a fruta na árvore. A iniciativa é do Ecomuseu do Barroso, que, desta forma, pretende valorizar a identidade das várias freguesias do concelho e, ao mesmo tempo, ajudar a escoar uma produção que normalmente acaba por ficar estragada.

Quando passa por Solveira e vê maçãs e pêras “tão boas” espalhadas pelo chão, o director do Ecomuseu do Barroso, David Teixeira, fica “doente”. E quem diz por Solveira, diz pelas aldeias vizinhas de Santo André e de Vilar de Perdizes. Beneficiando de um clima mais ameno que outras aldeias do concelho de Montalegre, as três localidade serão, por ventura, aquelas onde existirá maior produção de fruta, nomeadamente de pêra e de maçã. No entanto, o que acontece é que as populações das aldeias em causa não tiram qualquer proveito da situação, ou, nas palavras de David Teixeira, “não levam esta produção a sério”. A fruta ou é dada a amigos, ou vai para os animais ou fica espalhada a apodrecer no pé da árvores. Não tem que ser assim. Esta é a perspectiva do director do Ecomuseu do Barroso, que defende o aproveitamento económico e turístico desta produção. É, aliás, neste sentido que, já amanhã e no domingo, vai ter lugar a “Rota da Fruta”. O circuito passa pelas três aldeias, onde, explica David Teixeira, as pessoas que se inscreverem “colhem a fruta que lhes interessa, pesam, pagam e vão embora”. A iniciativa inscreve-se, obviamente, na estratégia de promoção do concelho por parte do Ecomuseu. “Depois de termos ganho a batalha do património etnográfico, queremos dar mais um passo, abrimo- -nos a todo o território, aproveitando as realidades de cada local”, explica David Teixeira, revelando que é necessário “dizer às pessoas que só se preserva a paisagem se se produzir alguma coisa”. Além disso, para este responsável é também importante que os produtores passem a ter expectativa na rentabilização económica deste tipo de produção. Para os turistas a mensagem é a de que Montalegre tem produtos diferentes, que não há só bom fumeiro, boa carne ou boa batata. Também há boa fruta.

As inscrições são gratuitas e o ponto de encontro para a “Rota da Fruta” é na sede doEcomuseu de Barroso, junto ao Castelo de Montalegre.

Por: Margarida Luzio


Detido indivíduo de 82 anos

NIC de Chaves voltou a apreender armamento
Na passada segunda-feira, dia 28, pelas 19h30, no âmbito de uma operação especial de prevenção criminal, o Núcleo de Investigação Criminal (NIC) da GNR de Chaves deteve um homem de 82 anos, residente em Peneda do Meio, Covelo do Gerês, Montalegre. Foi apreendido, durante uma busca domiciliária, uma pistola de marca Astra, calibre 6,35mm, com dois carregadores e 47 munições, uma caçadeira de canos paralelos, calibre 12mm, uma pistola de alarme, que, suspeita-se, iria ser adaptada para calibre 6,35mm, vários utensílios para o fabrico de cartuchos e munições, várias embalagens de pólvora de diversas qualidades, dezenas de cartuchos de fabrico artesanal, bem como diversas munições.

O detido, que foi interrogado pelo NIC, vai aguardar procedimento judicial com Termo de Identidade e Residência (TIR).

In Semanário Transmontano


O Povo de Barroso - 426 2009/ 10/02 15:08
Opinião/Política
Postes, batatas, pneus e Políticos redondos

Admite-se que se façam estradas onde os postes de iluminação estão colocados diante dos railes? Na opinião do nosso Presidente da Câmara sim, desde que os postes sejam redondos. Isto acontece na nova e pomposa variante, que faz a ligação da "rotunda do Ecomarche" até à "rotunda da batata". Por um lado, ainda bem que lá fizeram uma estátua a simular o cultivo da batata, porque a avaliar pelo caminho que vamos, o seu cultivo tende a acabar, por isso homenagens como esta são sempre bem-vindas. Por outro lado, não seria melhor deixar uma rotunda simples e usar esse dinheiro no incentivo ao cultivo e comercialização da própria batata? Só de pensar que no tempo do meu avo eram às 40 toneladas por produtor, e agora, será que a terra deixou de dar batatas?
Já agora, e mudando de assunto, gostaria de saber o que é que os "Antónios" e "José Rodrigues" deste concelho pensam sobre o caso da acumulação de lugares por duas pessoas quando se podiam empregar pelo menos quatro. Não lhes parece pouco justa a distribuição dos mesmos? E os salários auferidos por esses mesmos, não lhes parecem ser bastante elevados?
Ainda bem que o PSD denunciou esse caso acabando com esses favorecimentos. E o que acham do custo exorbitante de cada pneu que entra no BMW da Câmara?! E depois de tudo isto, que se passa com o abalo do partido socialista, ainda vêm dizer que há candidato para queimar? Eu sei que o ódio é grande, e o rancor enorme, por haverem pessoas a fazer perguntas chatas, mas olhem um bocadinho para o que se passa no Partido Socialista e vejam se o seu voto esta bem entregue.
Opinião de David

Destaque 2
Medicina popular faz homenagem póstuma à "Tia Pitinha"

Decorreu do dia 3 a 5 de Setembro a XXIII.ª edição do Congresso de Medicina Popular de Vilar de Perdizes, que conta na organização com o Padre Lourenço Fontes a quem a autarquia, por reconhecimento, nomeou patrono do Ecomuseu – Espaço Padre Fontes.
Foi aberto pelo vereador da cultura, Orlando Alves, que referiu que "Vilar de Perdizes é cultura. O congresso é cultura. Como sempre digo, Vilar tem que ser o que sempre foi. Vilar é medicina popular. Tem que valorizar aquilo que as pessoas ainda hoje praticam: a cultura do chá, o que a horta dá, tudo aquilo que é uma prática da medicina popular"; e confessou que ele próprio é consumidor e partidário da medicina popular.
Vinte e seis anos depois, a grande diferença é relativa à diminuição de pessoas (paira sobre o Congresso um futuro incerto quando não poderá contar na organização com a figura tutelar do Padre Fontes) e a essa viragem da autêntica medicina popular para as medicinas alternativas de duvidoso talento. Na verdade, cada vez menos o Congresso é de medicina Popular; cada vez mais é um espaço aberto a cartomantes, tarôs, curandeiros e profissionais de duvidosa qualidade.
Mestre Alves revela que tem a cura: "Para a Gripe A, a solução é ter uma pedra destas sempre à mão, que vem de Marrocos e já passou por algumas pestes com sucesso". E mostra uma pequena pedra de cristais.
Eduardo Garcia, terapeuta hipnótico e especialista em regressões a vidas passadas, garante que não há nada como uma boa hipnose para deixar de fumar. "Quando a pessoa entra num estado de consciência alterado, dou-lhe sugestões de carácter repulsivo". Vamos aos exemplos…: "Se for dada a sugestão ao cliente que o cigarro vai saber a gasolina, da próxima vez que a pessoa for fumar, vai-lhe saber a gasolina...!". Mas não vá o diabo tecê-las, para que não haja a possibilidade da cura falhar, Eduardo vai mais ao fundo: "Por norma uso mais a porcaria...dizendo mesmo o nome... uso porcaria de fossa.". E, garante, a vontade de fumar vai por água abaixo.
Por vinte euros, João Almeida faz disparar a máquina. "A fotografia da aura, é uma análise do nosso campo bio-magnético. As cores que podem surgir dependem da fase da vida em que estamos...". Vermelho, laranja, amarelo...um arco-íris de revelações para o auto-conhecimento.
Com um vestido preto, cabelos espalhados pelas costas, Maria Escaleira mostra um pequeno expositor com incensos, uns pacotinhos onde se pode ler "feitiços" e um pote com pedrinhas para escolher à sorte e ler o destino.
Para a má disposição, chás há poucos. As ervas medicinais começam a perder lugar. Este ano, há um espaço em branco no recinto da feira. A "Ti Ana Pitinha", a senhora de lenço preto que durante 22 anos apanhou e vendeu ervas medicinais no Congresso, e que sabia de cor todas as soluções da natureza para os males do corpo e da mente, morreu em Fevereiro. Para a homenagear, o Eco Museu do Barroso montou uma exposição com fotografias, pertences e ervas que a senhora colheu ainda este ano. Se os chás vão diminuído, as poções mágicas vão aumentando.


Destaque
Estrada Montalegre-Chaves/A24: As pessoas só acreditam quando virem

Depois de várias promessas antigas de rectificação da famosa Estrada Nacional 103, feitas pelo Presidente da Câmara (que chegou a por o seu lugar em causa pela estrada) e pelo Governo, da mesma cor partidária, e que ainda estão por cumprir; eis que agora, em tempo de dupla campanha eleitoral, se lança para a comunicação social nova promessa, a de requalificação do acesso Norte (por Vilar e Soutelinho da Raia) Montalegre-Chaves e A24, e que permitiria fazer o percurso em 15-20 minutos. Mas os Portugueses em geral, e os Barrosões em particular, já estão fartos de promessas e propagandas enganosas e agora, tal como S. Tomé, só acreditam vendo.

Já por várias vezes a construção da estrada Montalegre-Chaves/A24 por Vilar de Perdizes foi anunciada e outras tantas desmentida. O mesmo se passa com a estrada 103 que liga Montalegre a Braga: por várias vezes a Câmara anunciou uma boa estrada (já que era um compromisso assumido com a região pelo Primeiro Ministro José Sócrates), com via de lentos nas subidas para fácil ultrapassagens, com um grande viaduto em Ruivães (no valor de 25 milhões de Euros), mas nada, nada. De Montalegre aos Pisões estava prevista o corte de 3 grandes curvas, mas já não vão ser cortadas. A prova está na colocação do recente tapete em toda a sua extensão. Se fossem curvas para cortar não se justificava estarem a pôr um recente tapete betuminoso.
Isso é enganar o povo.
Agora vem a Câmara mais uma vez, em vésperas de eleições, anunciar com pompa e circunstância a remodelação daquele troço, e que Montalegre vai ficar a apenas 15/20 minutos de Chaves e da rede de auto-estradas nacionais. As pessoas só acreditam quando virem porque já não têm confiança na Câmara. Tem todo o aspecto de uma manobra eleitoral, porque "ainda não há financiamento comunitário assegurado" e a autarquia está fortemente endividada em 16 milhões de Euros. Como pode estar a Câmara tão certa da remodelação da estrada se não existe financiamento? Contudo, Fernando Rodrigues diz que não tem medo e que já arriscou com «obras mais complicadas» e, que depois, conseguiu o dinheiro rematando, ao seu estilo: «se não se fizer é que não há obra nem dinheiro».
Segundo a Autarquia, esta importante obra vai ser executada em duas fases, havendo, segundo garantia de Fernando Rodrigues, presidente da autarquia barrosã, o compromisso do presidente da Câmara de Chaves de avançar com o melhoramento de alguns troços do seu concelho.
Relativamente ao projecto elaborado, da parte de Montalegre, haverá uma estrada nova de Solveira aos limites do concelho, sendo beneficiada desde Montalegre nos sítios onde o pavimento se encontra mais degradado.
Do lado de Chaves, embora não seja toda beneficiada de imediato, a estrada vai ter uma grande intervenção que poupa em tempo e que ganha em comodidade e segurança.
Com isto, a estrada segue de Solveira pela Porrinha, vai à curva antes da ponte existente, que é feita de novo, mais alta e mais larga, segue pela Assurreira, onde vai ser construída uma nova ponte que vai ser adjudicada, e segue pelo caminho que se vê da estrada de Meixide. Antes de chegar a Soutelinho da Raia, inclina à direita, para não entrar nas hortas e lameiros da aldeia, e entronca na estrada velha, seguindo por trás do cemitério, encaixando, novamente, na existente. Em Bustelo é construída uma variante para acabar com aquela subida aos cotovelos imprópria de uma estrada moderna.
A nova ponte da Assurreira já vai ser entregue ao empreiteiro tendo um prazo de execução de seis meses. A obra vai custar 450 mil euros, sendo financiada pelo programa Interreg e co-financiada pelos dois municípios (Montalegre e Chaves). O restante troço do município de Montalegre também já está a concurso com valores, em orçamento, na ordem dos 2,7 milhões de euros. A obra vai realizar-se em 12 meses.

In O povo de Barroso


Mais de dez mil visitantes em dois meses 2009/ 09/11 13:01
Espaço tornou-se num dos principais motivos de atracção da sede da vila

No dia da inauguração, o ministro da Cultura mostrou-se impressionado com as novas tecnologias presentes no Ecomuseu
O núcleo sede do Ecomuseu de Barroso, em Montalegre, já recebeu mais de dez mil visitas desde que abriu ao público dia 9 de Junho, tornando-se, assim, numa referência turística da sede da vila. O director da estrutura, David Teixeira, diz que se trata de um feito “fantástico”. O edifício, que resultou da remodelação de antigas casas existentes junto ao Castelo da vila, foi batizado com o nome do Padre Fontes, numa homenagem da autarquia ao pároco, pelo seu trabalho na divulgação do concelho. A inauguração oficial do museu teve lugar um mês depois da abertura pelo ministro da Cultura, Pinto Ribeiro, que elogiou a obra e se mostrou impres-sionado com as novas tecnologias ao dispor do visitante no local. À entrada, por exemplo, existe uma mesa interactiva, onde o visitante poderá, desde logo, conhecer a sede da vila e o concelho a três dimensões, visualizando alguns pontos de interesse. Por sua vez, em ecrãs interactivos são exibidas imagens e sons das várias tradições do Barroso, como a matança do porco, por exemplo. E, no último piso, um chão interactivo, com um mexer de pé ou de mão, permite ver imagens de rostos do Barroso ou conhecer o calão local. Mas há mais. Na sala onde funciona o Posto de Turismo, uma das janelas também é interactiva. Mesmo com o museu encerrado, ao tocar-lhe os turistas poderão aceder a uma série de informação. “ao contrário dos outros museus, aqui o lema é toque”, lembra David Teixeira, referindo-se ao facto de as novas tecnologias obrigarem a uma forte interacção por parte dos visitantes. Os pólos do museu também têm registado um significativo número de visitantes. Em Salto, em meio ano, o espaço já teve 5.000 visitas. Em Pitões das Jú-nias, a média é de 3.000 pessoas por ano.

In Semanário Transmontano


Um ferido grave em acidente de trabalho em Ladrugães 2009/ 08/18 14:40
Um operário da construção civil de 31 anos ficou gravemente ferido depois de ter caído de um telhado com cerca de 6 metros na aldeia de Ladrugães, em Montalegre. A vítima, Vítor Manuel Martins, era natural de Caniçada, no concelho vizinho de Vieira do Minho. A queda ter-lhe-á provocado várias fracturas. “Foi tudo muito rápido. Estávamos em cima de um telhado e caiu de repente. Penso que escorregou... alguma distracção talvez embora o telhado fosse muito inclinado. É um colega com muita experiência. Fazemos este tipo de trabalho várias vezes”, contou, à Rádio Montalegre, um colega da vítima. Os Bombeiros de Salto foram os primeiros a chegar ao local, no entanto, depois de ver o estado de Vítor Martins, acabaram por pedir uma ambulância de Suporte Imediato de Vida. Entretanto, a vítima foi transportada até ao Estádio Municipal de Montalegre, onde um helicóptero do INEM (Instituto Nacional de Emergência Médica) aterrou para levar o jovem para o Hospital Pedro Hispano, em Matosinhos.

In Semanário Transmontano - Margarida Luzio


Ministro da Cultura inaugura Arquivo Municipal e Ecomuseu do Barroso 2009/ 07/15 18:51
A sede do Ecomuseu resultou da recuperação de um edifício junto ao Castelo de Montalegre
O ministro da Cultura, José António Pinto Ribeiro, vai passar o dia de hoje em Chaves e em Montalegre. Na cidade flaviense irá inaugurar o Arquivo Municipal, instalado num edifício recuperado no centro histórico. Em Montalegre, vai cortar a fita à sede do Ecomuseu do Barroso. O espaço vai chamar-se Padre Fontes, tributo da Câmara a uma das figuras que mais tem contribuído para a defesa e divulgação da cultura da região.

O Arquivo Municipal de Chaves, instalado num edifício recuperado no centro histórico (Rua Bispo Idácio) vai ser inaugurado hoje às 11h00. A cerimónia vai ser presidida pelo ministro da Cultura, José António Pinto Ribeiro. O edifício tem dois pisos e conta com compartimentos destinados a recepção, uma sala de leitura e consulta, gabinetes técnicos e respectivas áreas de apoio, bem como uma sala de exposições. O investimento rondou os 726 mil euros.

Depois da inauguração, às 11h45, o ministro visitará o Baluarte do Cavaleiro, estando também prevista visita às descobertas arqueológicas do Arrabalde, onde irá ser construído um museu. Depois, o governante passará ainda pela exposição do mestre Nadir Afonso, a “Emoção da Geometria”, patente na Biblioteca Municipal, e ainda pela mostra de alguns dos melhores trabalhos que este ano concorreram ao Festimage. Ao início da tarde, o governante deverá reunir com os presidentes de Câmara da região.

A seguir, o ministro seguirá para Montalegre, onde irá inaugurar a sede do Ecomuseu, um espaço aberto ao público há cerca de um mês e que irá chamar-se “Espaço Padre Fontes”. “Achamos que era justo atribuir o nome do Padre Fontes ao pólo principal do Ecomuseu de Barroso. Estamos a falar de uma figura de muito prestígio nesta área da cultura e da promoção. É um estudioso (...) é uma das principais peças do Ecomuseu de Barroso. Toda a gente reconhece que o Padre Fontes é aquele que melhor interpreta a nossa história e a nossa cultura e que mais projecção lhe dá”, justificou, na altura em que a decisão foi anunciada, o presidente da Câmara de Montalegre. A sede do Ecomuseu do Barroso resulta da requalificação de um edifício situado no centro histórico da vila, junto ao Castelo. Será ali que será feita toda a gestão do projecto, que inclui já três pólos (Tourém, Pitões e Salto). Um dos espaços emblemáticos do local será a “Sala dos Cinco Sentidos”, dedicada à descoberta sensitiva do Barroso. Será neste local, onde os visitantes poderão ter contacto com imagens audiovisuais sobre o concelho, ouvir histórias e contos relacionados com a região ou mesmo provar alguns dos mais típicos produtos locais. Além disso, terá também uma sala de orientação onde o turista poderá obter informação para escolher a forma como poderá descobrir o Barroso. O edifício dispõe igualmente de uma loja turística onde serão vendidos produtos da região.

Por: Margarida Luzio
In Semanário Transmontano


João Botelho filma documentário no Barroso 2009/ 06/26 17:44
Cineasta transmontano quer captar a “alma” deste povo

A especificidade da cultura barrosã entusiasmou João Botelho
O conhecido cineasta João Botelho está a filmar em Barroso desde o passado domingo. Quer “colocar em imagens a alma e a cultura” deste povo. Os primeiros a ver o resultado do trabalho serão precisamente os barrosões, mas a ideia é que o documentário, “Para Que Este Mundo Não Acabe”, circule em festivais nacionais e internacionais. Também deverá ser comercializado em DVD.

A Direcção Regional de Cultura (DRC) do Norte e as Câmaras de Boticas e de Montalegre vão comparticipar a realização de um documentário que, desde o passado domingo, João Botelho está a levar a cabo na região de Barroso.

De acordo com uma nota da DRC do Norte, o documentário pretende “colocar em imagens a alma e a cultura da região do Barroso”. “Além da divulgação da cultura tradicional, dentro de um contexto antropológico, filosófico e religioso, este projecto procura também alcançar uma dimensão reflexiva”, explica ainda a Direcção Regional de Cultura.

Os primeiros a ver o resultado da produção serão os próprios barrosões, uma vez que a estreia está prevista para ocorrer no pavilhão multiusos do Parque de Exposições e Feiras de Montalegre. A exibição do documentário “estará enquadrada em conjunto com uma série de conferências e actividades sobre a especificidade cultural da região”. Mas o trabalho não vai ficar apenas no Barroso. O objectivo é que o filme “circule nos mais relevantes festivais de cinema documental, nomeadamente no Festival de Marselha e no DocLisboa”. De resto, foi o que aconteceu com o último documentário de João Botelho, “A Terra Antes do Céu”, também filmado em Trás-os-Montes. Mostras e Universidades internacionais são outros dos palcos por onde o documentário poderá passar.

Paralelamente, a intenção é converter este documentário num DVD, composto por uma trilogia ainda por concluir e que é o produto de uma reflexão de João Botelho, realizador transmontano, sobre esta região. A trilogia incluirá “A Terra Antes do Céu”, filmado na região de Vila Real, este, “Para Que Este Mundo Não Acabe”, a filmar na região do Barroso, e, finalmente, um terceiro, ainda por preparar, na região do planalto Mirandês. Para além do circuito comercial, este DVD contará com uma distribuição nos pontos museológicos, nomeadamente nos Ecomuseus da região.

A rodagem decorrerá até 4 de Julho e é da responsabilidade da produtora Ar de Filmes.

In Semanário Transmontano


PS com dificuldade em arranjar candidato à Câmara de Boticas 2009/ 06/26 17:40
Federação estará a fazer contactos individuais

O presidente da distrital do PS tem nas mãos
Está a revelar-se difícil a escolha do candidato à Câmara Municipal de Boticas. Por falta de interessados. A Comissão Política Concelhia está em gestão há cerca de dois anos e não se tem mostrado disponível para encontrar um nome. A tarefa está agora nas mãos da Federação Distrital, presidida por Rui Santos.

Ao que o Semanário TRANSMONTANO (ST) conseguiu apurar, na quinta-feira da semana passada o dirigente distrital reuniu com os militantes do concelho, mas ninguém se terá mostrado interessado em encabeçar uma lista. Rui Santos estará agora a fazer contactos individuais, no sentido de convencer alguém a aceitar a missão de concorrer contra o social-democrata Fernando Campos, que concorre a um quinto mandato.

“Neste momento, não temos ninguém. É a Federação que tem que descalçar a bota. Ele [Rui Santos] tem carta branca para a actuar”, disse ao ST o presidente da Concelhia Política em gestão, Américo Barroso. Já Rui Santos nega qualquer tipo de dificuldade. “São processos morosos quando se quer escolher os melhores. É o que está acontecer em Boticas”, garantiu o dirigente.

O Semanário TRANSMONTANO sabe, no entanto, que a falta de candidatos tem a ver com o facto da concelhia política local estar “zangada” com o partido. Os socialistas de Boticas não terão perdoado a José Sócrates e ao ministro da presidência, Pedro Silva Pereira, o facto de terem mantido uma pessoa da confiança política do PSD na administração da Resat, a empresa de recolha e tratamento de lixo do Alto Tâmega, sedeada em Boticas, cuja maioria de capital pertence ao Estado.

Por: Margarida Luzio
In Semanário Transmontano


In Semanário Transmontano 2009/ 06/21 12:46
Santo António regressou ao seu nicho

Aldeia em festa para celebrar a recuperação de santo roubado

Depois da procissão houve festa na aldeia de Gralhós
No passado sábado, a aldeia de Gralhós festejou como nunca a festa de Santo António. Houve procissão, vitela assada, concertinas e chega de bois. Antes havia só missa. Tudo para festejar o aparecimento do santo padroeiro roubado no passado dia 29.

António Dias quando ouve falar em Santo António até lhe “choram os olhos”. Tem muita fé no padroeiro da aldeia. Tanta que, apesar de também ele se chamar António, deu o mesmo nome ao filho. “ É o Santo, sou eu, é o meu filho”. O filho não herdou apenas o nome do pai. Herdou a devoção. Em 1993, por causa de uma série de problemas foi a quem se agarrou. Prometeu que, se as coisas melhorassem, erguia um nicho em honra do Santo. Assim foi. Com o consentimento do padre da freguesia, em 2002, o empreiteiro colocou-o o nicho no estaleiro que possui na aldeia. “Toda a gente que lá passava ia lá pôr flores e velas, e os motoristas benziam-se ao passar no local. Toda a gente tinha muita devoção”. António fala no passado porque no dia 29 do último mês, à semelhança do que aconteceu com outras imagens colocadas em vários nichos do concelho, Santo António, classificado como arte sacra, foi roubado.

No passado sábado, mais de 15 dias depois, a imagem foi devolvida ao nicho. Foi recuperada no bairro da Várzea, em Chaves, pela Polícia Judiciária do Porto, onde António Augusto a foi buscar. Grato pelo “milagre” do aparecimento do Santo, em dia de Santo António, o empreiteiro fez uma festa como nunca se fez na aldeia para celebrar a festa do padroeiro. Antes havia apenas uma missa. Ontem, houve procissão em volta da aldeia, vitela assada para toda a gente, concertinas e uma chega de bois. “É um espécie de agradecimento pelo aparecimento do santo. Eu nunca pensei que fosse possível”, dizia António Augusto, que arcou com a despesa.

Vinda de uma aldeia vizinha, Maria Paula também não cabia em si de alegria porque reza “muitos responsos [ espécie de oração ]” a este Santo. “Tenho muitos animais e sempre que algum tem algum problema responso-o a Santo António e sou muito ouvida”, garantia, lembrando que, a pedido do dono nicho, tinha rezado um respondo para que o santo aparecesse. “E, está a ver, apareceu! E por isso que a gente cada vez tem mais fé”, dizia. Na missa, o padre pediu para que “nunca mais ninguém se atreva a tocar em objectos consagrados ao senhor, porque nunca terá descanso na vida”.


Vítima de Pedrário não corre perigo de vida

Entregou-se depois de ter baleado um vizinho com três tiros

José Carvalho Esteves ainda está hospitalizado mas já se encontra fora de perigo
Um homem de Pedrário, no concelho de Montalegre, foi, na passada segunda-feira, alvejado com três tiros por um indivíduo da mesma aldeia. A vítima está internada, mas já não corre perigo de vida. O alegado autor do crime acabou por entregar-se à GNR durante a madrugada.

O incidente estará relacionado com o facto de, há cerca de 15 dias, o suspeito ter sido agredido pela vítima. José Carvalho Esteves, de 48 anos, suspeitaria que Ilídio V., solteiro, de 52 anos, andariam “atrás” da filha, de apenas 14 anos. Aliás, no dia que o agrediu tê-lo-á surpreendido, a esconder-se, num monte onde a rapariga se encontrava. O pai da menina teria sido avisado que alguém, “que aparentava cerca de 45 anos, a andaria a vigiar a sua filha”. “Ora, quando o via ali, a esconder-se, desconfiei logo que era ele”, disse, ao Semanário TRANSMONTANO, a vítima dos dísparos. A rapariga negará, porém, qualquer envolvimento.

Na passada terça-feira, tudo terá acontecido por volta das 21h00, quando José foi de carro até perto da casa de Ilídio para “espreitar uma vaca que estava para parir”. “Estacionei o carro ao pé do cemitério e quando saí, acho que nem tive tempo de fechar a porta, dei com ele a apontar-me o revólver”, recordou José, alvejado com um tiro no cotovelo e dois nas virilhas. Segundo garante, não houve qualquer troca de palavras. “Não me disse nada, nem uma palavra mais alta nem mais baixa”, garante José, revelando que, quando se lhe acabaram as balas, Ilídio fugiu. “Eu meti-me no carro e fui para casa”.

Ao que foi possível apurar, o alegado autor dos disparos ter-se-á entregado no posto da GNR de Chaves cerca das 05h00. No dia seguinte foi presente a tribunal para primeiro interrogatório judicial. Vai aguardar julgamento em liberdade, mas está obrigado a apresentações periódicas. Até à data de fecho desta edição não foi possível ouvir o alegado autor dos disparos.


Incidente deixou chocada população de Solveira

Autarca a monte depois de dar quatro tiros ao vizinho

Hilário Calado está internado no Hospital de Chaves
O presidente da Junta de Freguesia de Solveira, em Montalegre, é suspeito de ter dado quatro tiros a um vizinho, com quem andaria desavindo há já algum tempo. A vítima está internada em Chaves, mas já não corre perigo de vida. O autarca nunca mais foi visto.

A Polícia Judiciária de Vila Real está a investigar uma tentativa de homicídio em Solveira. Na tarde do passado dia 9, um homem de 53 anos foi atingido com quatro tiros: numa perna, num braço e nas nádegas. Hilário Calado, de 53 anos, encontra-se internado no Hospital de Chaves, já não corre perigo de vida e acusa do acto o presidente da Junta, Alberto Ferreira, de 60 anos, com quem andaria desavindo há já algum tempo, alegadamente por questões políticas. O autarca está desaparecido desde então. Suspeita-se que possa ter fugido para França onde já esteve emigrado e tem familiares directos.

O crime terá ocorrido num baldio nas imediações da aldeia. Não há testemunhas oculares, mas o presidente da Junta terá sido visto a dirigir-se de carro para o local. Hilário estaria no sítio em causa para despejar um reboque de entulho quando foi surpreendido pelo autarca. “Eu estava a abrir o taipal quando o vi descer da carrinha já com a mão no bolso. Perguntou-me por que estava a vazar o entulho e disse-me que não o podia fazer. Eu perguntei-lhe porquê, se toda a gente podia”, recordou Hilário. A seguir, terão ainda trocada mais duas frases. O autarca ter-lhe-á dito: “Olha que eu não te tenho medo”. “Eu só lhe disse: e por que me havias de ter medo e virei-lhe as costas”. Terá sido então que Alberto Ferreira disparou seis tiros de revólver, suspeita-se. Hilário ainda terá tentado esconder-se atrás do reboque, mas acabou alvejado com quatro disparos. “Quando se lhe acabaram as balas, meteu-se na carrinha e foi embora. Eu só lhe disse: Ah ladrão!”, recorda. Hilário tinha o telemóvel na mão, mas, quando foi para tentar ligar à mulher, caiu-lhe e já não se conseguiu baixar para o apanhar. Acabou por ir pedir auxílio à casa mais próxima. “Fui devagarinho, chamei, mas não me ouviam, a sorte foi que a dona da casa veio à janela”. Vizinhos e familiares que o visitam falam em “milagre”. “Agora não vás à missinha de vez em quando agradecer”, brincava uma vizinha.

Alberto Ferreira, eleito pelo PS, nunca mais foi visto. Quando a GNR foi a casa, a mulher mostrou-se surpreendida. Terá dito que não sabia onde ele estava e que não acreditava que o marido tivesse feito isso.


Cinco pistolas apreendidas e seis indivíduos detidos

O Núcleo de Investigação Criminal (NIC) da GNR de Chaves deteve seis homens e apreendeu cinco pistolas e uma espingarda na sequência de três buscas domiciliárias levadas a cabo no bairro dos Pisões, em Montalegre.

Os indivíduos em causa, com idades compreendidas entre os 24 e os 50 anos, são suspeitos de uso ilegal e tráfico de armas de fogo. Depois de interrogados pela própria GNR foram constituídos arguidos. Vão aguardar julgamento em liberdade. Segundo as autoridades, dois dos detidos estão referenciados e são suspeitos da autoria de vários furtos na zona de Montalegre, onde são mesmo dados como perigosos e temidos pela população.

Além das armas, quatro pistolas de calibre 6, 35, uma 7, 65, um punho americano e uma espingarda, foram também apreendidas diversas munições.

In Semanário Transmontano


O Povo de Barroso Nº 417 2009/ 05/08 17:14
Desporto
Dobradinha Ainda é Possível

O CDC Montalegre, depois de ter amealhado a conquista do campeonato distrital (e consequente subida à 3ª divisão nacional), aposta agora tudo na conquista da Taça da Associação de Vila Real, o que seria uma dobradinha inédita no seu historial. Para já as suas aspirações mantêm-se intactas depois de na passada sexta-feira Santa ter recebido e batido o Fiolhoso por 2-0, resultado que lhe garantiu a passagem às meias-finais.
Entretanto, o sorteio desta fase já foi realizado e a turma barrosã teve a sorte de conseguir jogar em casa (recebe o Atei) e evitar as outras duas equipas mais fortes ainda em prova (Régua e Abrambres). Os jogos serão disputados no próximo dia 5 de Maio.
O jogo com o Fiolhoso foi na senda do jogo do fim-de-semana anterior a contar para o campeonato frente ao Murça (mesmo resultado e tudo), ou seja, um bocado mal jogado, fruto talvez já de alguma descompressão dos atletas barrosões depois da conquista do campeonato e também da incerteza que já começa a pairar quanto ao futuro do treinador José Manuel Viage (um treinador da terra e que em dois anos tão bons resultados alcançou).
Ainda assim, foi sempre o Montalegre que dominou na tarde fria e chuvosa que assolou a região, mas as oportunidades foram escassas, sobretudo na primeira parte. O Fiolhoso provou em Montalegre o porque de estar a fazer uma época tranquila, sobretudo pela boa defesa e meio campo muito combativo e foi aguentando o 0-0 quase até final. Quando se aproximava o minuto 80, Palhares acabaria por marcar o 1-0 na sequência de um lance confuso na área do Fiolhoso, após pontapé de canto. A perder, o Fiolhoso foi obrigado a ir à procura, pelo menos, do empate que daria prolongamento, mas acabou por abrir espaços na sua defesa que o Montalegre soube aproveitar para contra-atacar. E foi já ao cair do pano, num destes contra-ataques que Vítor Dias, recém entrado, ganhou espaço pela direita e cruzou para a área onde apareceu um corte com o braço e a respectiva grande penalidade, convertida como sempre, com toda a classe por João Pedro.
No campeonato, como já referimos, o Montalegre recebeu e venceu o Murça por 2-0 a contar para a 27ª jornada, mantendo a possibilidade de acabar o campeonato sem derrotas (faltam apenas 3 jornadas). Mas a sensação da 27ª jornada acabou por ser o vizinho Boticas, que foi a casa do Pedras Salgadas vencer por 3-0 e dar um passo decisivo rumo à manutenção e à garantia de uma equipa do Barroso nesta competição na próxima época.

Política
1) Como se gasta mal os dinheiros públicos
O PSD denunciou aquilo que considera um escândalo, relativamente ao exorbitante custo de uma muda de pneus do carro do Presidente da Câmara, no valor de 2063,78 euros. Na altura, o caso foi exposto em Assembleia Municipal, e o Presidente reagiu à sua boa maneira, nada explicando, e a todos tratando mal.
Um ano volvido, vem-nos dar razão, uma vez que a nova muda de pneus, apenas custou 1178,54 euros, e convém frisar que se trata exactamente da mesma marca e características de pneus.
Sabendo que no ano em que gastou mais, havia um contrato e que nada baixou de preço no país, consideramos que se trata de má gestão dos dinheiros públicos e desafiamos o Presidente da Câmara a justificar-se e a retratar-se publicamente por esta incompreensível situação.
O PSD congratula-se contudo, de verificar que vale a pena fazer oposição e criticar publicamente actos de esbanjamento de dinheiros públicos, pois com isso conseguimos moralizar e garantimos expectativas de confiança à população na nossa capacidade para vir a governar a Câmara.
Deixamos neste artigo, os documentos comprovativos desta situação, porque estamos na política com VERDADE e frontalidade!

2) Câmara de Montalegre faz uma boa promoção da terra, mas a que preço!
Na última "Sexta-feira 13", em Março, a vila de Montalegre poderá ter registado a maior enchente de gente da sua história, vinda da região, concelhos limítrofes e outras zonas do país. É certo que isso é uma promoção da terra e lucro para os poucos restaurantes e casas de turismo. Esse facto também confirma a Câmara como sendo boa a organizar festas, festanças e festarolas. Se alguém tem dúvida acerca dessa capacidade, ficou desenganado.
Todavia, tudo isso tem um preço e ao que parece bem elevado, que prejudica o desenvolvimento sustentável de outras áreas bem mais importantes. Quanto pagou a Câmara pela realização desse evento? Vai ou não apresentar contas sérias ou vai calar como fez com a Pista? Fala-se em 500 mil Euros. O povo tem direito a saber a verdade.
Não há dúvida que esteve muito dinheiro em jogo. Foi contratada uma equipa de teatro profissional da Póvoa de Lanhoso que andou nos ensaios cerca de oito dias; foram mobilizados cenários sofisticados, inúmeros adereços, maquilhagens, caracterizações, luzes (de néon e de archotes), música, sons amplificados, malabaristas, contorcionistas, fogo de artifício diversificado e prolongado, jogadores de pau e, não podia faltar, uma grande jantarada no Multiusos para os eleitos da Câmara.
Está bem, mas é preciso apresentar contas. Como os mordomos de uma festa, no final apresentam-se contas e as deste evento já tardam. Mas isso pode trazer-lhes azar.
Nota: Comunicados PSD Montalegre

Região
1) Correria à pesca de trutas na barragem dos Pisões
Em Janeiro havia sido largamente divulgado que o temporal que assolou a região havia destruído as redes do viveiro de truta salmonada da barragem dos Pisões. Milhares delas invadiram a barragem, ainda que a empresa proprietária Quinta do Salmão tivesse capturado grande parte. Inclusive, o Ministério da Agricultura autorizou-a a capturar, durante três dias, o peixe "foragido".
Por isso, em dia de abertura oficial de pesca à truta (1 de Abril), era de esperar uma enchente de pescadores, sobretudo minhotos. E assim aconteceu. A barragem dos Pisões foi invadida por milhares deles, bem cedo. Para garantir lugar, houve quem não dormisse. Às primeiras horas da manhã, as margens da albufeira estavam já cheias de adeptos da modalidade, vindos sobretudo da zona do Minho e do Porto.
Quem não andavam satisfeitos eram os Barrosões, exceptuando, naturalmente, os proprietários dos restaurantes que circundam a Barragem. Primeiro, porque o Ministério da Agricultura não devia permitir a recaptura do peixe, já que o Seguro da empresa havia pago todo o prejuízo; depois porque os Minhotos "comem tudo e não deixam nada". Vêm com o farnel às costas, o dinheiro da licença não fica em Montalegre e, no final do dia, regressam à sua terra deixando no terreno todo o lixo.

2) Sensibilização Rodoviária em Montalegre
A Rádio Montalegre, promoveu numa operação STOP efectuada pela GNR e levada a cabo pelo Agrupamento de Escuteiros 1115 de Montalegre uma acção de sensibilização rodoviária com o objectivo de alertar os automobilistas sobre a importância do cumprimento das regras de segurança na estrada. Eram 15h00 e estava tudo a postos no cruzamento de S. Vicente da Chã - Montalegre, cerca de 15 escuteiros, com idades compreendidas entre os 6 e 18 anos, abordaram os automobilistas oriundos de diversas zonas do país e da vizinha Espanha, onde através da distribuição de panfletos e apelos incisivos no controlo da velocidade, excesso de álcool e substâncias psicotrópicas, uso de telemóvel e falta de utilização de cintos de segurança nos bancos da frente e traseiros, além do uso devido das cadeiras para crianças; alertas para as boas práticas a ter em conta enquanto se conduz. Por sua vez, os destinatários desta acção mostraram-se agradavelmente surpreendidos, e cerca de 80 % dos inquiridos referiram que esta prática é pouco comum, mas muito bem-vinda. Recorde-se que a Rádio Montalegre tem promovido no terreno diversas acções promotoras da segurança rodoviária, destinadas a públicos distintos, desde crianças do pré-escolar, à 3ª idade com recolhimento de registos áudio para posterior emissão em programas específicos sobre o tema. Estas iniciativas inserem-se no âmbito de um protocolo assinado com esta estação emissora e o Governo Civil do Distrito de Vila Real. (Noticia MJA)

3) Montalegre na Feira de Nanterre
Realizou-se de 3 a 5 de Abril em Nanterre, França, a já tradicional Feira de Nanterre. Como já vem sendo hábito, a Câmara de Montalegre faz-se representar nesta Feira com farta comitiva, mas este ano ainda mais. Por certo que não há Câmara no país que aplique tantos recursos neste certame como a de Montalegre, porque nenhuma outra tem iguais objectivos.
Sob a aparência de uma feira de divulgação de produtos da terra junto dos emigrantes e de uma feira de convívio que serve para "reforçar o orgulho barrosão", a verdade é que esta feira esconde objectivos bem mais profundos e subtis: serve sobretudo para, "in loco", ampliar contactos e reforçar uma rede de apoiantes e angariadores que na altura das eleições autárquicas virão votar no PS, e à custa dos quais a actual autarquia se tem perpetuado no poder. E sem pagar nada, porque os objectivos declarados é de promoção de Barroso. O PSD também aí este presente, mas pagou tudo do seu bolso.
"Saímos daqui mais portugueses"
No seu discurso empolgado, Fernando Rodrigues afirmou que saía de Nanterre mais português em virtude do apoio e calor humano que sentiu. É provável. Tal como é provável que saia de lá com mais umas dezenas ou centenas de votos para as próximas eleições autárquicas.
"O presidente dos emigrantes"
Noutra parte do seu discurso, Fernando Rodrigues afirmou: "Dizem que eu sou o presidente dos emigrantes ... pois quero dizer-vos que sinto muita honra e muito orgulho". E sem dúvida que é o "Presidente dos emigrantes". Primeiro, porque nenhuma outra Câmara do país goza do benefício de, em altura das eleições autárquicas (só das autárquicas!), ter inúmeros votantes a deslocarem-se de tão longe, com tantos meios de transporte e tão bem organizados. Mas ainda há outra razão para, com justa razão, ser apostrofado de "o presidente dos emigrantes": pela quantidade de gente do seu concelho que teve de emigrar para França e Suiça, por na sua terra não terem meios de sobrevivência. São poucos os privilegiados que não precisaram de emigrar.

Destaque 2
Até onde vai a Crueldade Humana sobre os Animais

No passado dia 6 de Abril "presenciamos" uma das cenas mais cruéis alguma vez praticadas sobre um animal, e que por isso agora denunciamos. Através de um amigo nosso fomos chamados ao Ecocentro da Resat, no termo de Codeçoso, mas conhecido por Ecocentro do Baldoso, para ver uma cadela que ali tinha sido abandonada depois de primeiro ter sido barbaramente violentada. De facto, alguém terá decidido divertir-se, de uma forma muito cruel, com aquele pobre bicho, por sinal prestes a ser mãe. Talvez fosse um dono insatisfeito ou apenas alguém que faz mal por prazer, o que é típico de muitos seres (des) humanos. Podia arranjar muitas formas de se "desfazer" da cadela mas optou por amarrá-la pelo pescoço ao seu carro ou carrinha e arrastá-la várias centenas de metros até ao referido ecocentro, deixando um rasto de sangue e terror ao longo da Estrado Nacional 308. Mas como a pobre sobreviveu, mesmo numa possa de sangue e com fracturas e vários ossos dos membros bem à vista e o resto do corpo cheio de queimaduras do "arrastão", decidiu amarrá-la a um poste da rede do Ecocentro e abandoná-la ali, num sofrimento agonizante à espera da morte. Terá aguentado perto de 24 horas e só padeceu depois de uma eutanásia de misericórdia. Assim, pede-se a alguém que reconheça este animal (cadela tipo pastora pequena, castanha clara/amarela – ver foto) para denunciar o dono ou para entrar em contacto com o jornal que nós o faremos. Quem faz isto a uma animal (sabe-se lá do que será capaz) deve ser punido.
O mesmo se passa para a quem andou no último mês a espalhar veneno por toda a Vila e arredores de Montalegre e que acabou por matar dezenas de animais, alguns deles, como filhos para os seus donos. Se alguém não está satisfeito com cães abandonados, ou até com o cão solto do vizinho, não deve ser esta a maneira de actuar. Além de ser proibida é cruel e perigosa até para as crianças, que podem apanhar um isco e morrer por engano. Sabemos que as autoridades municipais nesta área não trabalham como deve ser, mas devemos todos colaborar e actuar com responsabilidade. O mesmo se passa com as autoridades policiais a quem pedimos atenção para estas situações.

Destaque

Queima do Judas vai Sobrevivendo à Agonia das Tradições Pascais
A Páscoa é, por excelência, a maior das celebrações Cristãs, porque simboliza a vitória de Cristo sobre a morte através da Ressurreição. Assim, é uma data plena de tradições para os católicos. No entanto, também a religião parece atravessar uma crise e por isso vê agonizar algumas das suas mais importantes tradições desta época: é o caso dos "Autos da Paixão" de Cristo, a Bênção das casas (cada vez mais rara), entre outras. Só a Queima do Judas, uma tradição mais recente, parece estar a ganhar força a cada ano que passa. Será por conseguir juntar de forma quase perfeita o sagrado e o profano?


No passado dia 11, sábado à noite, junto ao Castelo de Montalegre, a tradição voltou a ser renovada, com a realização da Queima do Judas. A Câmara havia desafiado a população para apresentar o melhor "Judas" (e, para o efeito, publicou um regulamento), e as pessoas aderiram. Como já é hábito para outras iniciativas, a concentração de "judas" ocorre na Praça do Município, pelas 20 horas, e depois dá-se o desfile pelo centro da Vila em direcção ao Castelo, onde tem lugar a certame da escolha do melhor Judas e a sua queima.
Queima do Judas: uma tradição popular e quaresmal
"Personificado por um tosco boneco que é ciclicamente imolado num auto-de-fé popular, proporcionando deste modo uma catársica e regeneradora destruição, a insólita "Queima do Judas" consubstancia ainda uma inegável sátira à abstinência quaresmal que, na morte do Iscariotes, encontra a vingança há tanto tempo ansiada. O "apóstolo maldito" serve, deste modo, de bode expiatório dos malefícios da obrigatória frugalidade da Quaresma, bem como de arquétipo daquilo que é velho e gasto e se rejeita ritualmente destruindo-se pelo fogo, pela espada, pelo apedrejamento, pelo afogamento, pelo enterramento!
Como em outros costumes semelhantes, também aqui simbologias arcanas se aditam a funcionalidades críticas diversas, conjugando-se tudo para fazer destas práticas modelos tradicionais susceptíveis de se perpetuarem até aos nossos dias."

In http://www.opovodebarroso.blogspot.com/


O Povo de Barroso Nº 416 2009/ 04/12 15:08
Desporto - Destaque 2

CDC Montalegre sobe à 3ª Divisão

O CDC Montalegre está de parabéns pois conseguiu o tão ambicionado regresso à 3ª Divisão do futebol Português (uma dezena de anos depois) ao sagrar-se campeão distrital a 4 jornadas do fim do Campeonato. O feito ainda tem mais relevo porque foi conseguido em casa do adversário mais directo, o Régua, através de um empate arrancado a ferro nos últimos minutos do encontro.
A anterior jornada já tinha sido de loucos pois o Montalegre sofreu a bom sofrer para empatar em casa com o Alijoense a duas bolas. Apesar de ter marcado primeiro por Jorge Fidalgo aos 16´ os barrosões viram o Alijoense, uma das equipas mais fortes do distrito, dar a volta para 1-2 ainda antes do intervalo. Na segunda parte o treinador José M. Viage arriscou mas o Alijoense defendeu-se muito bem e parecia que estava sentenciada a 1ª derrota no campeonato e logo em casa (onde ainda não tinha perdido pontos esta época). Mas a estrela da sorte, que normalmente acompanha as equipas campeãs, sorriu ao Montalegre que marcou o 2-2 já no final dos descontos pelo inevitável João Pedro. Este resultado, somado à derrota do Régua em Vidago (elevando para 12 pontos a diferença entre 1º e 2º), fez acreditar que a subida podia acontecer já em casa do maior rival na jornada seguinte, e por isso uma grande falange de barrosões (mais de uma centena), acompanhou a equipa até à Régua no passado Domingo. Mas a equipa local estava determinada a não permitir a festa no seu reduto e entrou muito forte na partida, aproveitando algum nervosismo normal dos barrosões, e chegou com naturalidade ao golo por Schuster à passagem da meia hora, resultado que valeria ao intervalo. Na segunda parte o Montalegre começa a dar um ar da sua graça e, com 3 substituições quase de rajada aos 60´, equilibra a partida. Mas os comandados de José Manuel Viagem tardavam em criar as oportunidades que o Régua ia desperdiçando em contra-ataque. Aos 70´ Jardel vê o 2º amarelo e o Montalegre fica a jogar com menos 1 jogador, mas só 8 minutos, pois Barroso, do Régua, solidário com a terra com o mesmo nome, é expulso também com 2º amarelo. O jogo ia-se aproximando do final e a festa parecia adiada, até que a 3 minutos do fim, o imparável João Pedro, a quem a idade não parece afectar, foge na direita após passe de Leonel Costa e com a sua habitual calma de matador, marca o seu 20º golo esta época, e aquele que levaria ao delírio jogadores, corpo técnico e adeptos presentes na bancada. A festa começava e ia estender-se pela tarde (na viagem de regresso) e noite adentro já na vila de Montalegre, no largo do Município onde o autocarro da equipa foi recebido por centenas de adeptos e muito fogo à espera de rebentar há muito tempo.
Os nosso desejos de parabéns e sorte para a próxima época para:
Jogadores - Diogo, Francês, Marco Guerra, Vaskes, Leonel, Márcio, Leonel Fernandes, Victor Dias, Cândido, Palhares, Freitas, Chiquinho, Carlitos, João Tunes, Guilherme, Bruno Santos, João Pedro, PTT, Jorge Fidalgo, Bruno Madeira, Jaime Ribeiro e Georges Jardel;
Equipa técnica e dirigentes - José Manuel Viagem, Otelo Nuno, Francisco Freitas, Carlos Rodrigues, Paulo Viagem, António Joaquim Alves, Luis Rodrigues, Renato Monteiro e o Luís roupeiro.

"Eis o Homem" - PSD Apresenta Candidato à Câmara de Montalegre

Realizou-se no passa-do dia 22 de Março, pelas 15 horas no Hotel Quality Inn em Montalegre, um Plenário do PSD aberto a militantes e simpatizantes, a todos os que participaram nas listas do PSD nas últimas eleições autárquicas e aos muitos descontentes com o actual poder.
A ordem de trabalhos era a seguinte:
1) Análise da situação política do concelho;
2) Trabalho realizado pela Comissão Política no último ano;
3) Eleições autárquicas de 2009;
4) Outros assuntos.
O PSD congratulou-se pela excelente adesão ao plenário de militantes e simpatizantes, que numa soalheira tarde de domingo ali se deslocaram para debater o futuro do concelho. A adesão superou todas as melhores expectativas, e a sala encheu.
Os temas abordados, permitiram efectuar uma análise aos últimos anos de governação socialista, a forma de fazer politica em Montalegre e as perspectivas de futuro para o PSD e, simultaneamente, traçar o perfil daquele que será o candidato às eleições autárquicas pelo partido.
Foi ainda feita uma ampla análise ao desenvolvimento do concelho nos últimos anos, e elucidou-se os presentes com os baixos índices de desenvolvimento económico e social, que colocam Montalegre na cauda do desenvolvimento nacional.
Foi feito um resumo de todo o trabalho produzido pela actual comissão politica: As câmaras de vigilância "ilegais", a compra de pneus para o BMW que custaram mais de 2000 euros, os azulejos caríssimos para o multiusos e parque do Cávado, a compra de três carros de gama alta para a autarquia, o encerramento da escola de Vilar de Perdizes, a variante e a reportagem da SIC, os salários chorudos a familiares, os investimentos megalómanos sem retorno à vista, a não reclassificação dos funcionários da Câmara, etc.
Foi também comunicado a todos os presentes que o PSD deu conhecimento à Policia Judiciária, Procurador Geral da República, e Inspecção Geral das Finanças, de determinados actos da autarquia que parecem ilícitos e ilegais, tendo-se solicitado que aqueles organismos exerçam fiscalização e caso se justifique, punição.
Foi ainda anunciada a reactivação da estrutura da JSD, um dos objectivos a que esta comissão política se havia proposto aquando da tomada de posse.
Entrados no terceiro ponto da ordem de trabalhos, tomou a palavra Adelino Bernardo, para anunciar a todos os presentes, que como já havia dito, não se recandidatava, e que o novo candidato do PSD teria de ser um jovem, numa aposta de mudança para o presente imediato e futuro, tendo anunciado o nome de José Duarte Gonçalves, como o novo candidato do PSD à Câmara Municipal de Montalegre.
Seguiu-se a intervenção do candidato, que apelou à união de todos os sociais-democratas, militantes e simpatizantes, em torno da sua candidatura. "Uma candidatura que simboliza a mudança, e que é ao mesmo tempo uma resposta clara a todos aqueles que acusavam o PSD de ser um partido moribundo e incapaz de se renovar". Esta candidatura simboliza ainda a ruptura com a política do passado, e uma aposta na juventude: "o futuro é dos jovens, e eles devem ser chamados a construir o seu próprio futuro. Se não apostamos na juventude... não teremos futuro algum! Pois nós não herdamos a terra dos nossos antepassados... desenganem-se... apenas a tomamos emprestada dos nossos filhos... chama-se a isto governar com visão de futuro... a qual tem faltado a Fernando Rodrigues e ao Partido Socialista."
A candidatura do PSD tem um rumo, um projecto para Barroso, e uma estratégia clara que será divulgada em tempo oportuno, no seu programa de campanha. Contudo o candidato deixou já claro qual será a aposta de governação: "temos de colocar a prioridade nas pessoas, e nos seus problemas... chega de megalomanias... como presidente nunca quererei o meu nome perpetuado numa qualquer placa...mas sim no coração dos Barrosões!"
Os militantes e simpatizantes presentes na sala, aplaudiram de pé e aclamaram o candidato!
A onda de mudança começou!

Duarte Gonçalves, de 27 anos, licenciado em Gestão de Empresas, natural de Meixedo, é o eleito pela Comissão Política do PSD para assumir a candidatura do PSD às eleições autárquicas 2009, que se realizarão no mês de Outubro. É jovem com formação adequada na área da Economia e traz consigo a força, vitalidade e sensibilidade que têm os jovens. Além da formação adequada para as responsabilidades de gestão de um município, Duarte Gonçalves tem tido uma intervenção cívica de relevo ao escrever na imprensa regional sobre temas económicos. Também tem tido uma postura interventiva, p. ex., ao denunciar os erros e responsabilidades que o actual Presidente da Câmara teve na circular de Montalegre e ao apontar uma melhor solução para aquele infeliz traçado.
Poderia, terminado o curso, instalar-se no litoral (como fazem muitos outros), mas acredita na sua terra e é nela que se quer instalar e nela introduzir o que de bom aprendeu na Universidade. A sua candidatura promete trazer mudança, vitalidade e a luta por soluções a um concelho deprimido. Há nele sobretudo uma enorme vontade de mudança, porque é bem visível que, com a actual presidência, o Município não passa de cepa torta, está a perder terreno, quando comparado com os concelhos vizinhos, e regista índices de desenvolvimento baixíssimos, que fazem dele um dos concelhos mais atrasados do país. A sua candidatura e a sua pessoa não têm os vícios nefastos do actual Presidente da Câmara, que largamente têm sido divulgados pelos jornais e continuarão a ser divulgados.

Nº 416 (31/03/2009)

Sexta-feira, Março 27, 2009

Barroso em Resumo
1) Educação Ambiental na Chã
A RESAT e a Associação Chã Criativa estão a promover um projecto de educação ambiental na Freguesia de Chã, pertencente ao município de Montalegre, com o objectivo de sensibilizar a população para a importância da reciclagem, incentivando a redução e reutilização dos resíduos.
No decorrer do ano 2009, a Associação Chã Criativa em colaboração com a RESAT vão levar a cabo um projecto de educação ambiental na Freguesia de Chã do município de Montalegre com diversas acções de sensibilização para toda a população dessa Freguesia.
A primeira iniciativa deste projecto efectuou-se no passado dia 01 de Março de 2009 com a realização de uma acção de sensibilização sobre o ambiente, na qual foi focado assuntos relacionados com a actividade da RESAT, explicação daquilo que é a triagem dos RSU realizada pela RESAT, sensibilizando os presentes para a importância da separação dos resíduos e da sua reciclagem.
A acção foi realizada na Junta de Freguesia de Chã e contou com a presença de cerca de 40 pessoas pertencentes às 12 aldeias que constituem a Freguesia de Chã do município de Montalegre.
No final da acção de sensibilização, a RESAT ofereceu um ecoponto doméstico a cada pessoa que separou 8 kg de embalagens usadas de vidro, plástico/metal e papel/cartão. Foram entregues 20 ecopontos domésticos e ainda foram distribuídos brindes e folhetos informativos sobre a separação correcta dos resíduos nos ecopontos a todos os presentes.
Para terminar esta actividade de forma primorosa, todos os presentes dirigiram-se ao ecoponto mais próximo para depositar cerca de 200 kg de embalagens usadas, promovendo a implementação de boas práticas de separação.
Com esta iniciativa, a RESAT pretendeu contribuir para o aumento da deposição dos resíduos nos ecopontos e para a consciência ambiental no que diz respeito à redução dos resíduos, à cidadania e à qualidade de vida das populações dessa Freguesia.

2) Anúncio publicitário do concurso Euromilhões sobre Montalegre afinal foi gravado em Boticas
A nova série de anúncios promocionais do Euromilhões, que todos os dias "entram" nas nossas casas através da televisão, foi integralmente gravada no concelho de Boticas, tendo sido utilizadas para tal as instalações do quartel dos Bombeiros Voluntários de Boticas e as imediações da igreja românica de Covas do Barroso (ver foto em cima). Esta série de anúncios retratam a história de um "euromilionário" de Montalegre, o Sr. Nuno Cabral, que, depois de ter acertado nos números e nas "estrelinhas" mágicas deste concurso, decide monopolizar os meios de comunicação, comprando uma estação de televisão e passando apenas a transmitir folclore transmontano.
A equipa que produziu esta série de anúncios encontrou em Boticas as condições ideais para a sua realização, contribuindo, assim, para a divulgação de toda a região e da sua cultura, destacando-se o folclore transmontano e a raça barrosã, tão bem representada nestes anúncios.


3) Sexta 13 - "Noite das Bruxas"
Depois de Fevereiro, a magia voltou a Montalegre, capital do misticismo.
"O Cálice da Alegria": foi assim denominado o espectáculo teatral que saiu às ruas de Montalegre na noite de ontem, sexta-13. Foi uma co-produção da Câmara Municipal de Montalegre / Centro de Criatividade – Póvoa de Lanhoso, encenação de Moncho Rodriguez e com música de Narciso Fernandes. O elenco do espectáculo foi constituído por actores do Centro de Criatividade Póvoa de Lanhoso a juntar a mais de uma centena de participantes, entre actores, bailarinos, acrobatas e figurantes. A encenação teve mais de 100 participantes, entre actores, bailarinos, acrobatas e figurantes. Para isso a organização lançou o desafio às associações, Juntas de Freguesia e particulares para participarem no espectáculo como figurantes.
O Cálice da Alegria narrou a saga de alguns cómicos medievais que chegaram às portas de Montalegre à procura do elixir da alegria. Recebidos por duendes, diabos, bruxas e outras assombrações, passam uma louca aventura até chegarem ao Castelo, lugar onde dizem que feiticeiras guardam o líquido poderoso que queima as goelas e produz delirantes efeitos do riso.
O Centro de Criatividade preparou para esta encenação efeitos gigantescos de grande plasticidade, dragões que cospem fogo, carroças que voam pelo ar, pássaros gigantescos que sobrevoaram a noite de festa da sexta 13 de Março na vila de Montalegre. Toda a encenação foi acompanhada por efeitos musicais, e projecções de imagens arrepiantes.
Algumas unidades hoteleiras (Hotel Rural Casas Novas, em Casas Novas, Quinta da Mata em Vila de Nantes, e Hotel Casino de Chaves) assinalaram esta sexta-feira 13 de Março com algumas propostas para Montalegre, de duas noites, incluindo uma "Queimada das Bruxas", e "ceia no pote negro". Os preços variavam entre os 133,50 e os 154 Euros.

4) INEM atribuiu uma nova ambulância a Montalegre
Das 45 novas ambulâncias do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) entregues no passado dia 27 de Fevereiro para renovação do parque de viaturas de emergência médica em todo o País, cinco viajaram até Trás-os-Montes. Os concelhos de Mesão Frio, Vila Real, Valpaços, Montalegre e Vimioso foram contemplados com veículos equipados com material de suporte básico de vida para os seus Postos de Emergência Médica. A cidade de Vila Real tem três viaturas INEM, distribuídas pelas suas duas corporações.
Segundo o presidente dos bombeiros de Montalegre, António Eduardo, as ambulâncias do INEM devem ser substituídas ao fim de cinco anos, mas na corporação que dirige chegaram com cinco anos de atraso. "Esta viatura veio substituir a que já existia há dez anos e que já começava com alguns problemas mecânicos, por causa do desgaste." Depois de ter em sua posse os relatórios regulares a dar conta desta situação, o INEM "viu que era uma questão de necessidade".
Com uma área de actuação que ronda os 400 quilómetros quadrados, sendo Vilar de Perdizes, Tourém e Pisões as localidades mais distantes, a corporação montalegrense acorre com frequência a sinistros rodoviários e de acidente vascular cerebral (AVC). "Trata-se de uma ambulância nova, já com outro tipo de equipamento, que vem dar resposta às nossas necessidades", frisou o presidente.

5) Festas do Concelho 2009
Já foi tornado público o programa das Festas do Concelho. A recomendação deixada, no ano passado, pelo O Povo de Barroso de que as festas do concelho não devem ser marcadas para os fins-de-semana porque estragam as festas das aldeias, foi em parte acatada. Muitos mordomos de festas queixaram-se (e com razão) da Câmara por lhe ter estragado a festa, depois de tanto dinheiro gasto e de tanto trabalho. Este ano, a nível de programação as coisas estão melhores, mas, ainda assim, não são as ideais.
JULHO:
- Maratona de Futsal
- IV Torneio de Futebol de Salão
- VIII Campeonato Pesca Desportiva (Barragem de Sezelhe) – Clube de Caça e Pesca "Os Barrosões"
26 – Domingo: 16H00 – Campeonato de Chegas de Bois Barrosões – Meias-finais.
AGOSTO:
01 – Sábado: 16H00 – Corrida de Cavalos no Campo do Rolo; 22H00 – Arraial na Praça do Município com IMPÉRIO SHOW; 24H00 – Sessão de fogo de artifício;
02 – Domingo: 10H00 – Procissão; 12H30 – Merendas no Senhor da Piedade; 15H00 - BANDA MUSICAL DE PARAFITA e BANDA MUSICAL DE LOUSADA; 18H30 – 2 Chegas de Bois; 22H00 – Arraial na Praça do Município: BANDA MUSICAL DE PARAFITA e BANDA MUSICAL DE LOUSADA; Orquestra ROCONORTE; 24H00 – Espectáculo Piro Musical;
05 – Quarta-feira: 22H00 – Arraial na Praça do Município com SANTA MARIA;
07 – Sexta-feira: 22H00 – Música Popular / Grupos Locais (Auditório Municipal);
08 – Sábado: CONCENTRAÇÃO DE CONCERTINAS E CANTARES AO DESAFIO; 12H00 – Convívio no recinto do Senhor da Piedade; 15H00 – Actuações em vários locais da vila de Montalegre (grupo e cantadores); 16H00 – Chega de Bois (4 bois); 20H00 – Jantar; 22H00 – Actuação na Praça do Município;
11 – Terça-feira: 22H00 – Baile na Praça do Município com TRIO BOÉMIOS; 24H00 – Espectáculo musical com CLAVE
13 – Quinta-feira - DIA DO EMIGRANTE: 11H00 – Feira do Prémio; 11H00 – Desfile dos Gaiteiros Pitões das Júnias; 17H00 – Chegas de bois (Final do Torneio de Chegas de Bois); 22H00 – Arraial na Praça do Município com JOSÉ MALHOA; 24H00 – Espectáculo musical com SOL NASCENTE;
18 – Terça-feira: 22H00 – Arraial na Praça do Município com QUIM BARREIROS
SETEMBRO:
03 a 06 – 5.ª a Domingo: XXIII Congresso Medicina Popular Vilar de Perdizes

Destaque 2
Estrada do Rio: em ano de Eleições, tapam-se "misérias"
Fernando Rodrigues, presidente da Câmara de Montalegre, anunciou, na última Assembleia Municipal, que a "Estrada do Rio" (antiga estrada nacional 308), que liga Montalegre a Parada, vai ser beneficiada com um novo tapete. E é bem merecido, pois a estrada está cheia de buracos.
Há cerca de nove anos, foi ratificada em alguns troços pela Câmara, a qual também a alargou e corrigiu. A antiga JAE (Junta Autónoma Estradas), contra a vontade da Câmara, aplicou um tipo de tapete inconveniente em zonas húmidas e frias e, em consequência, depressa a estrada se encheu de buracos. A Câmara foi tapando esses buracos, mas agora era necessário um novo piso.
Fernando Rodrigues garante que a estrada «vai ter um piso novo nas zonas degradadas e vai ser pintada de Montalegre a Parada». Um investimento que é superior a 500 mil euros. As obras de melhoramento devem estar concluídas no próximo mês de Agosto (só se espera que pelo menos em ano de eleições, se cumpram as promessas).

Destaque

Em tempos de Crise Granimonte aposta forte no mercado da Pedra
Todos os dias as televisões nos trazem notícias de uma crise que veio para ficar e que parece não ter limites. O nosso país, sendo pequeno e mal estruturado, ainda sente mais profundamente os efeitos dessa crise. E um dos seus maiores reflexos está no desemprego que não pára de alastrar, levando a incerteza, quanto ao futuro, a milhares de portugueses.
Ora, no nosso concelho, um dos mais desertificados e mal governados do país, há muito que a crise do desemprego está instalada (excepto, é claro, para alguns privilegiados que o nosso jornal já tem denunciado). No entanto, nos últimos tempos, tem-se acentuado o encerramento de algumas das poucas e pequenas empresas existentes em Montalegre. Desde a hotelaria à restauração, desde o comércio à construção civil, e até a única gráfica com existência legal (esta fruto da concorrência desleal há muito conhecida).
Foi neste contexto difícil que decidimos entrevistar o Sr. Manuel Costa, conhecido por "Brasileiro", um dos maiores empresários e empregadores do concelho. Esta "conversa" também se impunha na sequência de outra, ocorrida há perto de 3 anos, na qual o Sr. Manuel já prenunciava a difícil situação actual em que se encontra Montalegre.

PB: Caro Manuel "Brasileiro", a tão falada crise está à vista de todos e parece afectar toda a gente. Em que situação se encontram as suas empresas?
MB: Para já não tem havido dificuldades de maior. Por um lado, graças à internacionalização das nossas empresas que conseguiram nestes últimos anos a conquista de vários mercados na Europa. Por outro lado, em Montalegre/Portugal, as nossas marcas e serviços são reconhecidas e valorizadas por todos, até por um passado de muito orgulho de 30 anos de existência da CASA BRASILEIRO.
E isto mantém-se para 2009, onde já temos encomendas praticamente para todo ano. Inclusive, a GRANIMONTE tem cedido algumas encomendas a outras empresas do mesmo sector.
PB: O nosso concelho, mal governado e quase isolado do resto do país, ainda sofre mais. Qual é o seu ponto de vista acerca disso?
MB: O concelho, está à vista de todos, está praticamente paralisado. E, infelizmente, tudo o que eu temi e disse na entrevista de há 3 anos está a acontecer. As empresas que vieram investir em Montalegre também não trouxeram nada de novo.
PB: Nessa entrevista de há 3 anos o senhor denunciou uma espécie de "perseguição" a si e a outros empresários Barrosões, que, sem dúvida, teriam de ser mais acarinhados e protegidos da concorrência vinda de fora. Essa situação ainda se mantém?
MB: Na questão da "perseguição", falei em meu nome pessoal e não em nome de outros empresários. Acho que houve um certo aproveitamento político de algumas partes e eu fui apanhado no meio sem ter culpa nenhuma, mas isso já é passado.
Quanto à situação das empresas de fora serem protegidas e até preferidas, acho que nem é preciso responder pois os casos recentes são bem conhecidos. Por outro lado, continuo a achar que as pessoas da terra que investiram e criaram riqueza e postos de trabalho mereciam mais carinho e apoio.
PB: Na altura deu como exemplo a possível abertura de uma grande superfície comercial na sede do concelho, o que se veio a confirmar. Acha que é por este caminho que o nosso concelho se tornará mais sustentável e criará mais riqueza?
MB: Pois! Na altura já sabia que essa grande superfície iria a abrir, mas pelo que se nota não trouxe nada de especial e não veio ensinar nada aos que já cá estavam primeiro.
Também me parece que o investimento foi feito de uma forma algo precipitada, sem um estudo prévio, ou um levantamento da população do concelho. Além disso, neste sector acho que já estávamos bem servidos. E pelo que se consta, passados só 3 meses desde a abertura da mesma superfície, e já há funcionários a trabalhar a meio tempo. Assim, nem a eles lhe veio trazer riqueza e bem-estar.
PB: O futuro do nosso concelho, cada vez mais pobre e desertificado, parece ser negro. Vê alguma saída para esta crise, tem algum concelho a dar?
MB: Não sou político. Isso compete aos políticos "da terra", que devem ter ideias para explorar as nossas inúmeras riquezas, e fixar investidores que criem, de facto, mais valias como postos de trabalho seguros e duradouros. Por exemplo, temos pessoas de Montalegre que são grandes empresários noutros locais e que deviam "ser convencidos" a investir aqui, tentar mostrar-lhes que isso, de facto, valia a pena.
Quanto à desertificação, é normal, pois quando não há empregos seguros para os nossos jovens, eles são obrigados a procurar outros lugares onde consigam governar a sua vida.
PB: E no seu caso? Continua a aposta noutros mercados que nos falou há 3 anos, ou tem algum novo projecto em mente para Montalegre?
MB: A nossa estratégia no estrangeiro já está consolidada há quase 20 anos, e onde hoje temos um mercado bastante alargado. Para Montalegre temos um projecto que arrancará ainda este ano e que passa pela ampliação da GRANIMONTE. Já foi solicitado um lote ao Município na zona industrial para esse efeito. As perspectivas apontam para a criação de 20 novos postos de trabalho até 2010.
Trata-se de uma grande esforço da nossa parte devido ao investimento que iremos fazer e que pode ultrapassar 1 milhão de euros.
PB: Quer explicar melhor esse projecto?
MB: A GRANIMONTE vai ser reestruturada e passar a trabalhar também na área da construção civil. Isto acontece devido à grande procura que temos tido pelos nossos serviços. A qualidade dos nossos trabalhos já é reconhecida por todos e para respondermos melhor às solicitações de vários clientes fomos quase "obrigados" a dar este passo.
Inicialmente vamos criar 8 novos postos de trabalho em obras já contratadas em França, e que devem arrancar para Maio ou Junho deste ano.
PB: Quer dizer que já pôs totalmente de parte a ideia de vender a Granimonte?
MB: Não totalmente. A ideia mantém-se, mas como actualmente nos sentimos limitados, por espaço, área, maquinaria, etc., tivemos que tomar esta decisão. Este projecto é essencial para nos mantermos viáveis e respondermos às exigências do mercado, como já referi antes.
Por outro lado, a GRANIMONTE é uma empresa de bem, estável, com 14 elementos no seu quadro e com todos os ordenados e regalias sociais em dia. O mesmo acontece junto do estado (Finanças e Segurança social), situações de que nos podemos orgulhar.
PB: Muito obrigado e felicidades para si e para as suas empresas.
MB: Obrigado e boa sorte para vocês. Quero aproveitar esta oportunidade para agradecer aos nossos clientes e amigos espalhados pelo mundo e que nos tem ajudado ao longo destes 30 anos de existência. Sem eles nunca conseguiríamos ser quem somos. Por isso, para eles o nosso muito obrigado. Manuel Costa e Familia

In http://www.opovodebarroso.blogspot.com


Produtores de pecuária em risco 2009/ 03/31 00:31
Os produtores de pecuária (ovinos, caprinos e bovinos) do concelho de Montalegre correm o risco de ficar sem o apoio sanitário ao seu gado.

Esse risco deve-se ao facto do gado poder deixar de contar com os técnicos da Cooperativa Agrícola de Montalegre que, em todo o concelho, procede à vacinação de doenças endémicas, tais como a brucelose de pequenos ruminantes e bovinos, a doença da língua azul; às colheitas de sangue para despiste de doenças, com vista a análise e acompanhamento;
à identificação dos animais, para efeitos de controlo sanitário e de produção; à desparasitação e a todas as actividades inerentes ao controle sanitário do gado dos agricultores associados e, consequente, qualidade alimentar.

Os trabalhadores da Cooperativa Agrícola de Montalegre, que exercem a sua actividade na respectiva OPP (Organização de Produtores de Pecuária, ex-ADS), estão fartos de promessas não cumpridas, pelo que esta semana resolveram fazer uma conferência de imprensa para dizerem “basta à exploração”.

Segundo os trabalhadores, não recebem “salário desde Setembro passado, nem os respectivos subsídio de férias e de Natal, apesar da OPP ser subvencionada com largas dezenas de milhares de euros por ano, para o pagamento destas despesas de recursos humanos e outras inerentes a esta função. Além disso, só em 2008, recebeu, também para esta actividade mais de 250.000 € da própria Câmara Municipal, a título apoio ao mundo rural”.

Os trabalhadores da OPP da Cooperativa Agrícola de Montalegre deram um prazo final até hoje, sexta-feira, para que lhes sejam pagos na totalidade os salários em atraso. Se isso não acontecer, prometem tomar medidas “drásticas e definitivas que conduzirão, nos termos legais, à suspensão de todas as actividades, relacionadas com a sanidade animal no Concelho de Montalegre, já infestado com um surto de Brucelose e, no qual também, a doença da língua azul começa a grassar”.

Diga o que pensa sobre este Artigo. O seu comentário será enviado directamente para a redacção do Voz de Chaves.

In www.avozdechaves.com


Produtores de pecuária em risco 2009/ 03/31 00:30
Os produtores de pecuária (ovinos, caprinos e bovinos) do concelho de Montalegre correm o risco de ficar sem o apoio sanitário ao seu gado.

Esse risco deve-se ao facto do gado poder deixar de contar com os técnicos da Cooperativa Agrícola de Montalegre que, em todo o concelho, procede à vacinação de doenças endémicas, tais como a brucelose de pequenos ruminantes e bovinos, a doença da língua azul; às colheitas de sangue para despiste de doenças, com vista a análise e acompanhamento;
à identificação dos animais, para efeitos de controlo sanitário e de produção; à desparasitação e a todas as actividades inerentes ao controle sanitário do gado dos agricultores associados e, consequente, qualidade alimentar.

Os trabalhadores da Cooperativa Agrícola de Montalegre, que exercem a sua actividade na respectiva OPP (Organização de Produtores de Pecuária, ex-ADS), estão fartos de promessas não cumpridas, pelo que esta semana resolveram fazer uma conferência de imprensa para dizerem “basta à exploração”.

Segundo os trabalhadores, não recebem “salário desde Setembro passado, nem os respectivos subsídio de férias e de Natal, apesar da OPP ser subvencionada com largas dezenas de milhares de euros por ano, para o pagamento destas despesas de recursos humanos e outras inerentes a esta função. Além disso, só em 2008, recebeu, também para esta actividade mais de 250.000 € da própria Câmara Municipal, a título apoio ao mundo rural”.

Os trabalhadores da OPP da Cooperativa Agrícola de Montalegre deram um prazo final até hoje, sexta-feira, para que lhes sejam pagos na totalidade os salários em atraso. Se isso não acontecer, prometem tomar medidas “drásticas e definitivas que conduzirão, nos termos legais, à suspensão de todas as actividades, relacionadas com a sanidade animal no Concelho de Montalegre, já infestado com um surto de Brucelose e, no qual também, a doença da língua azul começa a grassar”.

Diga o que pensa sobre este Artigo. O seu comentário será enviado directamente para a redacção do Voz de Chaves.

In www.avozdechaves.com


Barroso em Resumo 2009/ 03/28 02:52
Sexta-feira, Março 27, 2009

Barroso em Resumo
1) Educação Ambiental na Chã
A RESAT e a Associação Chã Criativa estão a promover um projecto de educação ambiental na Freguesia de Chã, pertencente ao município de Montalegre, com o objectivo de sensibilizar a população para a importância da reciclagem, incentivando a redução e reutilização dos resíduos.
No decorrer do ano 2009, a Associação Chã Criativa em colaboração com a RESAT vão levar a cabo um projecto de educação ambiental na Freguesia de Chã do município de Montalegre com diversas acções de sensibilização para toda a população dessa Freguesia.
A primeira iniciativa deste projecto efectuou-se no passado dia 01 de Março de 2009 com a realização de uma acção de sensibilização sobre o ambiente, na qual foi focado assuntos relacionados com a actividade da RESAT, explicação daquilo que é a triagem dos RSU realizada pela RESAT, sensibilizando os presentes para a importância da separação dos resíduos e da sua reciclagem.
A acção foi realizada na Junta de Freguesia de Chã e contou com a presença de cerca de 40 pessoas pertencentes às 12 aldeias que constituem a Freguesia de Chã do município de Montalegre.
No final da acção de sensibilização, a RESAT ofereceu um ecoponto doméstico a cada pessoa que separou 8 kg de embalagens usadas de vidro, plástico/metal e papel/cartão. Foram entregues 20 ecopontos domésticos e ainda foram distribuídos brindes e folhetos informativos sobre a separação correcta dos resíduos nos ecopontos a todos os presentes.
Para terminar esta actividade de forma primorosa, todos os presentes dirigiram-se ao ecoponto mais próximo para depositar cerca de 200 kg de embalagens usadas, promovendo a implementação de boas práticas de separação.
Com esta iniciativa, a RESAT pretendeu contribuir para o aumento da deposição dos resíduos nos ecopontos e para a consciência ambiental no que diz respeito à redução dos resíduos, à cidadania e à qualidade de vida das populações dessa Freguesia.


2) Anúncio publicitário do concurso Euromilhões sobre Montalegre afinal foi gravado em Boticas
A nova série de anúncios promocionais do Euromilhões, que todos os dias "entram" nas nossas casas através da televisão, foi integralmente gravada no concelho de Boticas, tendo sido utilizadas para tal as instalações do quartel dos Bombeiros Voluntários de Boticas e as imediações da igreja românica de Covas do Barroso (ver foto em cima). Esta série de anúncios retratam a história de um "euromilionário" de Montalegre, o Sr. Nuno Cabral, que, depois de ter acertado nos números e nas "estrelinhas" mágicas deste concurso, decide monopolizar os meios de comunicação, comprando uma estação de televisão e passando apenas a transmitir folclore transmontano.
A equipa que produziu esta série de anúncios encontrou em Boticas as condições ideais para a sua realização, contribuindo, assim, para a divulgação de toda a região e da sua cultura, destacando-se o folclore transmontano e a raça barrosã, tão bem representada nestes anúncios.


3) Sexta 13 - "Noite das Bruxas"
Depois de Fevereiro, a magia voltou a Montalegre, capital do misticismo.
"O Cálice da Alegria": foi assim denominado o espectáculo teatral que saiu às ruas de Montalegre na noite de ontem, sexta-13. Foi uma co-produção da Câmara Municipal de Montalegre / Centro de Criatividade – Póvoa de Lanhoso, encenação de Moncho Rodriguez e com música de Narciso Fernandes. O elenco do espectáculo foi constituído por actores do Centro de Criatividade Póvoa de Lanhoso a juntar a mais de uma centena de participantes, entre actores, bailarinos, acrobatas e figurantes. A encenação teve mais de 100 participantes, entre actores, bailarinos, acrobatas e figurantes. Para isso a organização lançou o desafio às associações, Juntas de Freguesia e particulares para participarem no espectáculo como figurantes.
O Cálice da Alegria narrou a saga de alguns cómicos medievais que chegaram às portas de Montalegre à procura do elixir da alegria. Recebidos por duendes, diabos, bruxas e outras assombrações, passam uma louca aventura até chegarem ao Castelo, lugar onde dizem que feiticeiras guardam o líquido poderoso que queima as goelas e produz delirantes efeitos do riso.
O Centro de Criatividade preparou para esta encenação efeitos gigantescos de grande plasticidade, dragões que cospem fogo, carroças que voam pelo ar, pássaros gigantescos que sobrevoaram a noite de festa da sexta 13 de Março na vila de Montalegre. Toda a encenação foi acompanhada por efeitos musicais, e projecções de imagens arrepiantes.
Algumas unidades hoteleiras (Hotel Rural Casas Novas, em Casas Novas, Quinta da Mata em Vila de Nantes, e Hotel Casino de Chaves) assinalaram esta sexta-feira 13 de Março com algumas propostas para Montalegre, de duas noites, incluindo uma "Queimada das Bruxas", e "ceia no pote negro". Os preços variavam entre os 133,50 e os 154 Euros.


4) INEM atribuiu uma nova ambulância a Montalegre
Das 45 novas ambulâncias do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) entregues no passado dia 27 de Fevereiro para renovação do parque de viaturas de emergência médica em todo o País, cinco viajaram até Trás-os-Montes. Os concelhos de Mesão Frio, Vila Real, Valpaços, Montalegre e Vimioso foram contemplados com veículos equipados com material de suporte básico de vida para os seus Postos de Emergência Médica. A cidade de Vila Real tem três viaturas INEM, distribuídas pelas suas duas corporações.
Segundo o presidente dos bombeiros de Montalegre, António Eduardo, as ambulâncias do INEM devem ser substituídas ao fim de cinco anos, mas na corporação que dirige chegaram com cinco anos de atraso. "Esta viatura veio substituir a que já existia há dez anos e que já começava com alguns problemas mecânicos, por causa do desgaste." Depois de ter em sua posse os relatórios regulares a dar conta desta situação, o INEM "viu que era uma questão de necessidade".
Com uma área de actuação que ronda os 400 quilómetros quadrados, sendo Vilar de Perdizes, Tourém e Pisões as localidades mais distantes, a corporação montalegrense acorre com frequência a sinistros rodoviários e de acidente vascular cerebral (AVC). "Trata-se de uma ambulância nova, já com outro tipo de equipamento, que vem dar resposta às nossas necessidades", frisou o presidente.


5) Festas do Concelho 2009
Já foi tornado público o programa das Festas do Concelho. A recomendação deixada, no ano passado, pelo O Povo de Barroso de que as festas do concelho não devem ser marcadas para os fins-de-semana porque estragam as festas das aldeias, foi em parte acatada. Muitos mordomos de festas queixaram-se (e com razão) da Câmara por lhe ter estragado a festa, depois de tanto dinheiro gasto e de tanto trabalho. Este ano, a nível de programação as coisas estão melhores, mas, ainda assim, não são as ideais.
JULHO:
- Maratona de Futsal
- IV Torneio de Futebol de Salão
- VIII Campeonato Pesca Desportiva (Barragem de Sezelhe) – Clube de Caça e Pesca "Os Barrosões"
26 – Domingo: 16H00 – Campeonato de Chegas de Bois Barrosões – Meias-finais.
AGOSTO:
01 – Sábado: 16H00 – Corrida de Cavalos no Campo do Rolo; 22H00 – Arraial na Praça do Município com IMPÉRIO SHOW; 24H00 – Sessão de fogo de artifício;
02 – Domingo: 10H00 – Procissão; 12H30 – Merendas no Senhor da Piedade; 15H00 - BANDA MUSICAL DE PARAFITA e BANDA MUSICAL DE LOUSADA; 18H30 – 2 Chegas de Bois; 22H00 – Arraial na Praça do Município: BANDA MUSICAL DE PARAFITA e BANDA MUSICAL DE LOUSADA; Orquestra ROCONORTE; 24H00 – Espectáculo Piro Musical;
05 – Quarta-feira: 22H00 – Arraial na Praça do Município com SANTA MARIA;
07 – Sexta-feira: 22H00 – Música Popular / Grupos Locais (Auditório Municipal);
08 – Sábado: CONCENTRAÇÃO DE CONCERTINAS E CANTARES AO DESAFIO; 12H00 – Convívio no recinto do Senhor da Piedade; 15H00 – Actuações em vários locais da vila de Montalegre (grupo e cantadores); 16H00 – Chega de Bois (4 bois); 20H00 – Jantar; 22H00 – Actuação na Praça do Município;
11 – Terça-feira: 22H00 – Baile na Praça do Município com TRIO BOÉMIOS; 24H00 – Espectáculo musical com CLAVE
13 – Quinta-feira - DIA DO EMIGRANTE: 11H00 – Feira do Prémio; 11H00 – Desfile dos Gaiteiros Pitões das Júnias; 17H00 – Chegas de bois (Final do Torneio de Chegas de Bois); 22H00 – Arraial na Praça do Município com JOSÉ MALHOA; 24H00 – Espectáculo musical com SOL NASCENTE;
18 – Terça-feira: 22H00 – Arraial na Praça do Município com QUIM BARREIROS
SETEMBRO:
03 a 06 – 5.ª a Domingo: XXIII Congresso Medicina Popular Vilar de Perdizes


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Barroso em Resumo 2009/ 03/28 02:51
Sexta-feira, Março 27, 2009

Barroso em Resumo
1) Educação Ambiental na Chã
A RESAT e a Associação Chã Criativa estão a promover um projecto de educação ambiental na Freguesia de Chã, pertencente ao município de Montalegre, com o objectivo de sensibilizar a população para a importância da reciclagem, incentivando a redução e reutilização dos resíduos.
No decorrer do ano 2009, a Associação Chã Criativa em colaboração com a RESAT vão levar a cabo um projecto de educação ambiental na Freguesia de Chã do município de Montalegre com diversas acções de sensibilização para toda a população dessa Freguesia.
A primeira iniciativa deste projecto efectuou-se no passado dia 01 de Março de 2009 com a realização de uma acção de sensibilização sobre o ambiente, na qual foi focado assuntos relacionados com a actividade da RESAT, explicação daquilo que é a triagem dos RSU realizada pela RESAT, sensibilizando os presentes para a importância da separação dos resíduos e da sua reciclagem.
A acção foi realizada na Junta de Freguesia de Chã e contou com a presença de cerca de 40 pessoas pertencentes às 12 aldeias que constituem a Freguesia de Chã do município de Montalegre.
No final da acção de sensibilização, a RESAT ofereceu um ecoponto doméstico a cada pessoa que separou 8 kg de embalagens usadas de vidro, plástico/metal e papel/cartão. Foram entregues 20 ecopontos domésticos e ainda foram distribuídos brindes e folhetos informativos sobre a separação correcta dos resíduos nos ecopontos a todos os presentes.
Para terminar esta actividade de forma primorosa, todos os presentes dirigiram-se ao ecoponto mais próximo para depositar cerca de 200 kg de embalagens usadas, promovendo a implementação de boas práticas de separação.
Com esta iniciativa, a RESAT pretendeu contribuir para o aumento da deposição dos resíduos nos ecopontos e para a consciência ambiental no que diz respeito à redução dos resíduos, à cidadania e à qualidade de vida das populações dessa Freguesia.


2) Anúncio publicitário do concurso Euromilhões sobre Montalegre afinal foi gravado em Boticas
A nova série de anúncios promocionais do Euromilhões, que todos os dias "entram" nas nossas casas através da televisão, foi integralmente gravada no concelho de Boticas, tendo sido utilizadas para tal as instalações do quartel dos Bombeiros Voluntários de Boticas e as imediações da igreja românica de Covas do Barroso (ver foto em cima). Esta série de anúncios retratam a história de um "euromilionário" de Montalegre, o Sr. Nuno Cabral, que, depois de ter acertado nos números e nas "estrelinhas" mágicas deste concurso, decide monopolizar os meios de comunicação, comprando uma estação de televisão e passando apenas a transmitir folclore transmontano.
A equipa que produziu esta série de anúncios encontrou em Boticas as condições ideais para a sua realização, contribuindo, assim, para a divulgação de toda a região e da sua cultura, destacando-se o folclore transmontano e a raça barrosã, tão bem representada nestes anúncios.


3) Sexta 13 - "Noite das Bruxas"
Depois de Fevereiro, a magia voltou a Montalegre, capital do misticismo.
"O Cálice da Alegria": foi assim denominado o espectáculo teatral que saiu às ruas de Montalegre na noite de ontem, sexta-13. Foi uma co-produção da Câmara Municipal de Montalegre / Centro de Criatividade – Póvoa de Lanhoso, encenação de Moncho Rodriguez e com música de Narciso Fernandes. O elenco do espectáculo foi constituído por actores do Centro de Criatividade Póvoa de Lanhoso a juntar a mais de uma centena de participantes, entre actores, bailarinos, acrobatas e figurantes. A encenação teve mais de 100 participantes, entre actores, bailarinos, acrobatas e figurantes. Para isso a organização lançou o desafio às associações, Juntas de Freguesia e particulares para participarem no espectáculo como figurantes.
O Cálice da Alegria narrou a saga de alguns cómicos medievais que chegaram às portas de Montalegre à procura do elixir da alegria. Recebidos por duendes, diabos, bruxas e outras assombrações, passam uma louca aventura até chegarem ao Castelo, lugar onde dizem que feiticeiras guardam o líquido poderoso que queima as goelas e produz delirantes efeitos do riso.
O Centro de Criatividade preparou para esta encenação efeitos gigantescos de grande plasticidade, dragões que cospem fogo, carroças que voam pelo ar, pássaros gigantescos que sobrevoaram a noite de festa da sexta 13 de Março na vila de Montalegre. Toda a encenação foi acompanhada por efeitos musicais, e projecções de imagens arrepiantes.
Algumas unidades hoteleiras (Hotel Rural Casas Novas, em Casas Novas, Quinta da Mata em Vila de Nantes, e Hotel Casino de Chaves) assinalaram esta sexta-feira 13 de Março com algumas propostas para Montalegre, de duas noites, incluindo uma "Queimada das Bruxas", e "ceia no pote negro". Os preços variavam entre os 133,50 e os 154 Euros.


4) INEM atribuiu uma nova ambulância a Montalegre
Das 45 novas ambulâncias do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) entregues no passado dia 27 de Fevereiro para renovação do parque de viaturas de emergência médica em todo o País, cinco viajaram até Trás-os-Montes. Os concelhos de Mesão Frio, Vila Real, Valpaços, Montalegre e Vimioso foram contemplados com veículos equipados com material de suporte básico de vida para os seus Postos de Emergência Médica. A cidade de Vila Real tem três viaturas INEM, distribuídas pelas suas duas corporações.
Segundo o presidente dos bombeiros de Montalegre, António Eduardo, as ambulâncias do INEM devem ser substituídas ao fim de cinco anos, mas na corporação que dirige chegaram com cinco anos de atraso. "Esta viatura veio substituir a que já existia há dez anos e que já começava com alguns problemas mecânicos, por causa do desgaste." Depois de ter em sua posse os relatórios regulares a dar conta desta situação, o INEM "viu que era uma questão de necessidade".
Com uma área de actuação que ronda os 400 quilómetros quadrados, sendo Vilar de Perdizes, Tourém e Pisões as localidades mais distantes, a corporação montalegrense acorre com frequência a sinistros rodoviários e de acidente vascular cerebral (AVC). "Trata-se de uma ambulância nova, já com outro tipo de equipamento, que vem dar resposta às nossas necessidades", frisou o presidente.


5) Festas do Concelho 2009
Já foi tornado público o programa das Festas do Concelho. A recomendação deixada, no ano passado, pelo O Povo de Barroso de que as festas do concelho não devem ser marcadas para os fins-de-semana porque estragam as festas das aldeias, foi em parte acatada. Muitos mordomos de festas queixaram-se (e com razão) da Câmara por lhe ter estragado a festa, depois de tanto dinheiro gasto e de tanto trabalho. Este ano, a nível de programação as coisas estão melhores, mas, ainda assim, não são as ideais.
JULHO:
- Maratona de Futsal
- IV Torneio de Futebol de Salão
- VIII Campeonato Pesca Desportiva (Barragem de Sezelhe) – Clube de Caça e Pesca "Os Barrosões"
26 – Domingo: 16H00 – Campeonato de Chegas de Bois Barrosões – Meias-finais.
AGOSTO:
01 – Sábado: 16H00 – Corrida de Cavalos no Campo do Rolo; 22H00 – Arraial na Praça do Município com IMPÉRIO SHOW; 24H00 – Sessão de fogo de artifício;
02 – Domingo: 10H00 – Procissão; 12H30 – Merendas no Senhor da Piedade; 15H00 - BANDA MUSICAL DE PARAFITA e BANDA MUSICAL DE LOUSADA; 18H30 – 2 Chegas de Bois; 22H00 – Arraial na Praça do Município: BANDA MUSICAL DE PARAFITA e BANDA MUSICAL DE LOUSADA; Orquestra ROCONORTE; 24H00 – Espectáculo Piro Musical;
05 – Quarta-feira: 22H00 – Arraial na Praça do Município com SANTA MARIA;
07 – Sexta-feira: 22H00 – Música Popular / Grupos Locais (Auditório Municipal);
08 – Sábado: CONCENTRAÇÃO DE CONCERTINAS E CANTARES AO DESAFIO; 12H00 – Convívio no recinto do Senhor da Piedade; 15H00 – Actuações em vários locais da vila de Montalegre (grupo e cantadores); 16H00 – Chega de Bois (4 bois); 20H00 – Jantar; 22H00 – Actuação na Praça do Município;
11 – Terça-feira: 22H00 – Baile na Praça do Município com TRIO BOÉMIOS; 24H00 – Espectáculo musical com CLAVE
13 – Quinta-feira - DIA DO EMIGRANTE: 11H00 – Feira do Prémio; 11H00 – Desfile dos Gaiteiros Pitões das Júnias; 17H00 – Chegas de bois (Final do Torneio de Chegas de Bois); 22H00 – Arraial na Praça do Município com JOSÉ MALHOA; 24H00 – Espectáculo musical com SOL NASCENTE;
18 – Terça-feira: 22H00 – Arraial na Praça do Município com QUIM BARREIROS
SETEMBRO:
03 a 06 – 5.ª a Domingo: XXIII Congresso Medicina Popular Vilar de Perdizes


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Caixa de Crédito entrou com acção de penhora contra o matadouro 2009/ 03/26 00:32
Por atrasos nas amortizações de empréstimo de quase 500 mil euros

Em menos de um ano, esta é a segunda acção de penhora que recai sobre o matadouro, sedeado no Barracão
O Matadouro Regional do Alto Tâmega e Barroso, sedeado no Barracão, em Montalegre, está outra vez a braços com uma acção de penhora. Em causa estão atrasos na amortização de um empréstimo contraído à Caixa de Crédito Agrícola Mútuo no valor de cerca 500 mil euros.

A Caixa de Crédito Agrícola Mútuo do Alto Corgo, Tâmega e Barroso entrou com um processo de execução contra o Matadouro Regional do Alto Tâmega e Barroso. Ao que o Semanário TRANSMONTANO conseguiu apurar, a acção foi desencadeada depois de o conselho de administração do equipamento, presidido por José Justo, que já presidiu à direcção da CCAM de Montalegre (agora integrada na do Alto Corgo e Tâmega), não ter conseguido pagar amortizações supe-riores a cem mil euros, que dizem respeito a um empréstimo no valor de 484.513 euros. Apesar de várias tentativas, o Semanário TRANSMONTANO não conseguiu obter nenhuma reacção do presidente do conselho de administração do Matadouro. Mas, ao que foi possível apurar, Justo terá tentado impedir a entrada da acção com um ofício onde pediria mais algum tempo para poder resolver a situação. No entanto, o pedido terá chegado tarde de mais. Já teriam expirado todos os prazos dados pela instituição bancária para a resolução da dívida. Em menos de um ano, esta é segunda acção de penhora que o Matadouro enfrenta. Em Junho do ano passado, o equipamento foi colocado à venda, por um preço base de venda de 245 mil e 497 euros. Em causa estavam taxas e impostos em dívida às Finanças e ao Ministério da Agricultura. A venda acabaria suspensa a menos de uma semana de terminar o prazo de entrega de propostas e depois de parte dos impostos em dívida terem sido pagos, cerca de cem mil euros. Por sua vez, a Direcção Regional de Agricultura e Pescas (DRAP) do Norte concordou em suspender o processo depois de a administração do matadouro se ter comprometido a pagar em 60 prestações a dívida em causa. O montante ascendia aos 190 mil euros e prende-se com a falta de pagamento de taxas sanitárias àquele organismo. Inaugurado em 1995, o matadouro custou perto de 5 milhões de euros e a maioria das acções pertencem ao Estado, que, no entanto, já anunciou que pretende aliená-las. Além da Cooperativa Agrícola de Montalegre e da própria Câmara Municipal, algumas acções do equipamento pertencem a um conjunto de investidores particulares.

In Semanário Transmontano - Margarida Luzio


Ruas sem nome e casas sem número impedem obtenção do cartão de cidadão 2009/ 03/26 00:26
A falta de nomes nas ruas e de números nas habitações está a atrasar a obtenção do cartão de cidadão a alguns moradores de algumas aldeias do concelho de Montalegre. Foi o que aconteceu, na passada terça-feira, a Ana Maria Ferreira Gonçalves, de Lamachã, que viu interrompido o processo para a obtenção do documento na Conservatória do Registo Civil, em Montalegre, no momento em foi confrontada com questões ligadas à morada, nomeadamente o nome da rua e o número da porta. Ao que o Semanário TRANSMONTANO conseguiu apurar, os serviços consideram a informação em causa fundamental para possibilitar o cruzamento de informações nas bases de dados das várias instituições que estão envolvidas no processo (Segurança Social, Finanças, Conservatória...).

Ao que o Semanário TRANSMONTANO conseguiu apurar, a compra das placas com os nomes das ruas para a aldeia de Lamachã foi autorizada pela Câmara em Maio do ano passado. De resto, as placas já se encontram na Junta de Freguesia de Negrões. Contactado pelo Semanário TRANSMONTANO, o presidente da Junta garantiu que a sua colocação será feita em “breve”. “Estamos à espera de um funcionário da Câmara para o efeito”, garantiu o autarca.

No resto do concelho, a grande maioria das aldeias está toponimicamente ordenada.

In Semanário Transmontano - Margarida Luzio


Agricultores revoltados com normas para movimentação de animais 2009/ 03/26 00:23
Queixam-se do tempo que perdem e dos custos envolvidos

Joaquim Moura não se conforma com tanta burocracia
Os produtores de gado do concelho de Montalegre estão a ficar desesperados com as novas regras relacionadas com as movimentações de animais. Queixam-se do tempo que perdem e do dinheiro que gastam para cumprir todas as normas. A feira de gado já há duas semanas que não conta com um único exemplar.

Na passada segunda-feira, só para tratar das guias de trânsito para levar sete vitelos ao matadouro, José Manuel, produtor e negociante de gado, passou quase “meio dia”. Joaquim Moura, que, ao contrário de José Manuel, não tem carro, quando vende algum animal para abate ainda se vê mais aflito. Perde um dia para “tirar e enviar” a guia de trânsito para o matadouro, onde tem de chegar 24 horas antes do animal, e outro para “dar baixa” ao documento. A recente burocracia à volta do processo de deslocações de animais está a deixar revoltados os agricultores do concelho de Montalegre, que criticam também a obrigatoriedade dos chamados testes de pré-movimentação quando os animais vão para feiras ou mudam de exploração. Os testes em causa, análises sanguíneas para despistar determinadas doenças, além de serem válidos por apenas 30 dias, são custeados pelos agricultores. Em média cada teste custa ao produtor mais de 40 euros. “Então isto é que apoiar a agricultura? Por amor de Deus!”, desabafava, ao Semanário TRANSMONTANO, Joaquim Moura, produtor de gado no Cortiço. O veterinário Municipal, Domingos Moura, está do lado dos agricultores. “Do ponto de vista técnico, o processo é lógico, mas, na prática, torna a vida muito complicada aos nossos agricultores”, disse, lembrando que, por causa destas questões, há duas edições que na feira de gado de Montalegre não aparece “um único exemplar”. O presidente da Federação das Associações de Raças Autóctones, Rui Dantas, garantiu que já houve reuniões com o Director Geral de Veterinária. Em vão. “O que nos foi dito foi que enquanto não estivessem controladas certas doenças seria muito difícil levantar esta regulamentação”, revelou Rui Dantas, reconhecendo que a situação penaliza muito os produtores.

Preocupado com a situação mostrou-se também o presidente da Associação de Gado de Raça Maronesa, Virgílio Alves, questionando, aliás, se ainda haverá razões para manter as medidas restritivas. Por outro lado, o dirigente critica também o facto de os custos destas medidas estarem a ser suportadas pelos produtores. “Não há nenhuma justificação para que os custos sejam imputados aos agricultores quando se trata de medidas impostas pelo Estado”, defende Virgílio Alves.

“Não há quem tire um vitelo”

A par da burocracia, os agricultores estão também preocupados com a falta de escoamento dos vitelos. “Eu tenho quatro já prontos para abate e não tenho quem mos compre. Não há quem tire um vitelo”, lamenta o criador António Rodrigues.

Joaquim Moura queixa-se do mesmo e do preço das rações. “Quando me casei, o saco da farinha custava 4 euros. Hoje, custa 12. O preço do quilo da vitela, era pago a 4,25, e hoje, é igual e, se o comprador mandar só 3,5 euros, leva-o na mesma porque não podemos ficar com eles em casa”, explicou, desanimado, o criador pecuário.

In Semanário Transmontano - Margarida Luzio


Anúncio do Euromilhões gravado em Covas do Barroso 2009/ 03/06 23:09
A nova série de anúncios promocionais do Euromilhões, que todos os dias “entram” nas nossas casas através da televisão, foi integralmente gravada no concelho de Boticas, tendo sido utilizadas para tal as instalações do quartel dos Bombeiros Voluntários de Boticas e as imediações da igreja românica de Covas do Barroso.

Esta série de anúncios, a cargo da produtora Take It Easy, retratam a história de um “euromilionário” que, depois de ter acertado nos números e nas “estrelinhas” mágicas deste concurso, decide monopolizar os meios de comunicação, comprando uma estação de televisão e passando apenas a transmitir folclore transmontano.

A equipa que produziu esta série de anúncios encontrou em Boticas as condições ideais para a sua realização, contribuindo, assim, para a divulgação de toda a nossa região e da sua cultura, destacando-se o folclore transmontano e a raça barrosã, tão bem representada nestes anúncios.

In site da CMB


Anúncio do Euromilhões gravado em Covas do Barroso 2009/ 03/06 23:09
A nova série de anúncios promocionais do Euromilhões, que todos os dias “entram” nas nossas casas através da televisão, foi integralmente gravada no concelho de Boticas, tendo sido utilizadas para tal as instalações do quartel dos Bombeiros Voluntários de Boticas e as imediações da igreja românica de Covas do Barroso.

Esta série de anúncios, a cargo da produtora Take It Easy, retratam a história de um “euromilionário” que, depois de ter acertado nos números e nas “estrelinhas” mágicas deste concurso, decide monopolizar os meios de comunicação, comprando uma estação de televisão e passando apenas a transmitir folclore transmontano.

A equipa que produziu esta série de anúncios encontrou em Boticas as condições ideais para a sua realização, contribuindo, assim, para a divulgação de toda a nossa região e da sua cultura, destacando-se o folclore transmontano e a raça barrosã, tão bem representada nestes anúncios.

In site da CMB


Apreendidas 4 armas de fogo - Jipe roubado 2009/ 03/06 23:03
Em duas buscas domiciliárias

O Núcleo de Investigação Criminal da GNR de Chaves apreendeu, na quinta-feira da semana passada, quatro armas de fogo e diversas munições, na sequência de duas buscas domiciliárias levadas a cabo no concelho de Montalegre. Os alegados proprietários das armas, um homem de 61 anos e outro de 82, foram constituídos arguidos. O mais novo, além de posse ilegal de armas é suspeito de tráfico deste tipo de material. Ao que foi possível apurar, as armas apreendidas ao sexagenário, duas pistolas e um revólver de alarme, em fase de adaptação, estariam escondidas no meio de lenha num anexo da casa. Além disso, também lhe foram apreendidas várias peças (corrediças, carregadores, cavilhas, percutores...) que indiciam que o indivíduo se dedicaria à transformação e conserto de armas. Para as pintar, usaria tinta de sapatos, que também foi confiscada pelas autoridades.

Ao octogenário, residente na aldeia de Firvidelas, foi-lhe apreendida uma espingarda e várias munições. A investigação que conduziu às buscas foi desencadeada em Novembro, na sequência de queixas sobre ameaças com armas de fogo apresentadas por parte dos homens agora consti-tuídos arguidos.

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Jipe roubado em Espanha apareceu na barragem de Sezelhe
Na quinta-feira da semana passada, a GNR e os Bombeiros de Montalegre resgataram da barragem de Sezelhe, em Montalegre, um jipe de matrícula espanhola, que terá sido roubado na localidade galega de Xinzo de Limia. A viatura tinha o volante preso e um macaco hidráulico em cima do acelerador, duas técnicas usadas pelos alegados autores do roubo para que o jipe fosse em parar à água.

A GNR de Montalegre foi alertada por um popular, que terá avistado o carro na barragem.

In Semanário Transmontano - Margarida Luzio


Esquema de rega perdura há mais de 50 anos 2009/ 03/03 22:30
Em Paredes do Rio, a rega dos lameiros tem hora marcada. O esquema foi criado há mais de 50 anos por um homem com a quarta classe para evitar «zangas» entre a população e depois de o melhor advogado da vila ter recusado a tarefa por entender que era impossível conciliar os interesses de toda a gente. Agora, o trabalho faz parte de uma tese de doutoramento.

Teresa Moura só tem um lameiro. Uma semana, rega de dia, duas horas e meia. Na outra, rega de noite, outro tanto tempo. Mas os “grandes herdeiros” [com muitos pastos] regam aos meios-dias”. Seguindo o mesmo esquema, uma semana de dia e outra de noite. Em Paredes do Rio, em Montalegre, o uso da água pública da Corga da Ameixeira, o maior curso de água da aldeia, tem regras definidas há mais de 50 anos. O esquema foi criado por um elemento da Junta de Freguesia de então, João Moura, depois de o mais conhecido advogado do concelho ter recusado a tarefa, argumentando que “era impossível conciliar os interesses de toda a gente”. Na acta onde descreveu o esquema, em 1953,o autor justificou a sua necessidade para “evitar zangas”. “Havia pessoas que passavam noites inteiras a guardar a água ao frio e à neve. Morreu muita gente com doenças que apanharam nessas esperas”, recorda, Senhorinha Lourenço, de 64 anos.

A população da aldeia está-lhe reconhecida. No passado sábado à noite, no dia em que a Associação Social e Cultural de Paredes do Rio festejou o dia do pastor, João Moura foi homenageado a título póstumo. Mas o trabalho de João Moura não conta apenas com o reconhecimento do povo. O seu esquema serviu de base a uma tese de doutoramento da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (FCUP) num “estudo sobre lameiros e a importância da água neste tipo de pastagens”. “Mais de cinquenta anos depois, este esquema continua actual e funcional, o que mostra a capacidade de visão deste homem”, disse Isabel Poças, doutoranda, na FCUP, e “menina dos lameiros”, em Paredes.

Em forma de agradecimento e homenagem ao autor da chamada Aviação da água da Ameixeira, Isabel Poças ofereceu à aldeia dois painéis. Um com o esquema da rega e outro com a acta onde o João Moura descreveu o funcionamento e justificou o sistema. “Fizemos apenas a actualização de registos”, explicou a técnica, referindo-se à actualização dos proprietários dos lameiros.

O presidente da Câmara de Municipal de Montalegre, Fernando Rodrigues, referiu, por sua vez, que a homenagem a João Moura é um “tributo à cultura” do concelho.


O homem dos sete ofícios

João Moura não ficou apenas conhecido pelo esquema de rega. O “Tio João de baixo”, como recordou o presidente da Associação Cultural de Paredes, José Moura, foi artesão, poeta, “médico” e “veterinário”. “Dava injecções em animais e em pessoas”. Também a ele se deve a compra do relógio da aldeia, necessário após a invenção do esquema de rega por horas. Para arrecadar o dinheiro, organizou dois cortejos e leilões de produtos doados pela população. Foi intermediário entre a população e o Parque Nacional Peneda Gerês e também se lhe deve a indemnização que aldeia recebeu por perda de água na altura da construção das barragens. 50 contos por moinho. Trocava correspondência com o filósofo Agostinho da Silva. “Era uma pessoa muito educada e muito sabida”, recordou a moradora Senhorinha Lourenço. Tinha apenas a quarta classe, mas “bem feita”. “Já sabia a regra de três simples, que agora só se aprende no terceiro ciclo”, lembrou a neta Alda Moura.

In Semanário Transmontano - Margarida Luzio


O Povo de Barroso Nº 413 2009/ 02/25 15:35
Barroso em Resumo

1) Barroso foi das regiões mais afectadas pela neve
Alguma neve é agradável; muita neve é aborrecida e fastidiosa. As pessoas não se recordam de ver em Barroso tanta neve. Já são cerca de nove nevões; já não tem graça quando neva. Diz a sabedoria popular que serão 12 nevões. Não falta muito. Apesar disso, as estadas principais mantêm-se limpas e as pessoas podem deslocar-se e fazer a sua vida normal.
As aldeias mais afectadas são sempre Pitões e Tourém; e, de entre os habitantes, são os alunos das nossas escolas (que em Portugal são os que fazem deslocações maiores e mais demoradas para ir à escola) os mais afectados, com perdas graves de rendimento. Na altura dos exames terão de competir com todos os outros e a questão da neve não servirá de atenuante. É um acto de bravura ser um bom aluno em Montalegre!
O excesso de neve também tem provocado transtornos em Boticas, especialmente a interrupção das aulas, mas nada que se compare a Montalegre. Só em anos excepcionais frios como o deste ano isso acontece.

2) Barragem dos Pisões invadida por trutas de viveiro
Nunca a barragem dos Pisões teve tantas trutas. As fortes rajadas de vento que por alturas da Feira do Fumeiro assolaram o concelho levaram ao rebentamento de grande parte das jaulas do viveiro de trutas, que a empresa Quinta do Salmão, com sede na Póvoa de Varzim, explora na barragem dos Pisões. Foram sobretudo as estruturas mais antigas (e que estavam em vias de ser substituídas) que, com a violência do temporal, se deslocaram e cederam, rompendo-se as redes e levando à fuga das espécies.
Como consequência, milhares de trutas saíram para a albufeira e agora fazem parte da fauna piscícola da barragem, uma vez que os funcionários da empresa só conseguiram recapturar entre 4 a 5 mil quilos. Os donos da exploração, que vende 90 por cento da truta salmonada consumida no país, falam num prejuízo de 500 mil euros. A exploração não está coberta por nenhum seguro. "Ao contrário do que acontece em Espanha, cá não há seguros para este tipo de actividade. Já tentamos fazer um seguro de responsabilidade civil com outra exploração em Sines, mas não conseguimos", lamentou a empresária. Agora os funcionários da empresa estão a consertar as redes destruídas e a pôr em pé a exploração, que funciona há 25 anos e emprega sete pessoas.
A desgraça de uns é a sorte de outros. Quando o facto foi conhecido, não faltavam pescadores nas margens da albufeira, perto do viveiro, uns com canas improvisadas, outros com a cana com que pescam habitualmente. Também não faltaram aqueles que dizem que não gostam de peixe do viveiro. Em três dias, o Núcleo de Protecção Ambiental da GNR de Chaves deteve 13 pessoas por pesca ilegal, uma vez que esta é a época de defeso da espécie. Agora incorreram em multas de centenas de euros.

3) O Entrudo em Barroso
Três aldeias do nosso concelho, Tourém, Vilar de Perdizes e Pitões, dão continuidade à tradição do Entrudo. Este ano o evento realiza-se no dia 24 de Fevereiro, terça-feira, começando com um desfile alegórico por volta das 15h. As quadras satíricas e as gargalhadas são um dos elementos deste Entrudo descaracterizado.
É importante revitalizar o Entrudo Barrosão tradicional, que assumia diferentes modalidades em Barroso e não aquele Carnaval que se vê na televisão e que não nos diz nada. Nalgumas aldeias, p. ex., a festa do Entrudo tinha o nome de Serrada da Velha. Era feito pela rapaziada da aldeia que envergavam ao pescoço um ou mais chocalhos das vacas (geralmente um grande chocalho) e andava pela aldeia a "serrar" os idosos, lembrando-lhes a condição de velho. Um ou outro não se importava com a "serração", mas havia sempre alguns velhos ou velhas mal-humorados que puxavam do cajado e... zás! Mas ninguém levava a mal.

4) "Os Limites da Ciência" – Na Escola Bento da Cruz
Os alunos do curso EFA Secundário do grupo Dupla Certificação, promovem dia 18 de Fevereiro às 20h30 nas instalações da Escola Secundária de Montalegre um debate subordinado ao tema: "Os Limites da Ciência". Trata-se da primeira actividade integradora, que tem como objectivo reflectir e debater certos temas polémicos, que geram movimentos discordantes quanto ao progresso da ciência, e ao princípio da vida.
Recorde-se que o ano passado, uma outra turma, igualmente do curso EFA, pesquisou as lendas e tradições de Barroso, cuja recolha terminou numa exposição num jantar cuja ementa se centrou nos produtos locais, e num serão à maneira antiga, onde o Prof. José Dias Baptista, partilhou alguns dos contos, até caricatos, do Barroso de outrora.
Este ano, os temas prendem-se com a ética, clonagem, células estaminais onde são colocados frente a frente a igreja e a ciência. Como convidados estão presentes professores da escola e o pároco de Montalegre, Vítor Pereira. Os prós e os contras da ciência, em debate dia 18 de Fevereiro às 20h30 na Escola Bento da Cruz, uma iniciativa aberta a todos aqueles que queiram participar. (Notícia MJA)


Destaque 2
Festa da Banda de Parafita

Foi em clima de confraternização e de irritação que decorreu a comemoração de mais um aniversário da Banda de Parafita. Um convívio que juntou dezenas de pessoas, entre elas, caras bem conhecidas, mas nem todos estavam felizes.
O presidente da Associação Cultural de Parafita, Avelino Gonçalves, amargurado, pediu ao município empenho e celeridade na resolução das obras da futura sede da Banda e que seja ultrapassada a actual situação de impasse.
O executivo do Município de Montalegre compareceu em peso e, como sempre, Fernando Rodrigues é o que mais fala: «A Banda de Parafita é um orgulho para todo o concelho. É um cartaz do concelho de Montalegre. Tem prestígio em termos regionais mas também em termos nacionais. É um trabalho de todos, e só assim se consegue este resultado». «A Banda de Parafita é como que um milagre, por isso quero deixar aqui o meu reconhecimento. Há aqui uma motivação excepcional. Há aqui gente que tem a vida lá fora, mas que está aqui quando é preciso, por isso muito obrigado a todos». «Isto é um milagre mas não cai do céu! É o esforço de cada um, um esforço pensado, atempado, programado...é um percurso inteligente e de mérito».
O autarca também falou do impasse das obras da sede: «A Câmara já cumpriu com a sua obrigação. Cumpriu com o que prometeu. Contudo, há questões estruturais na obra que têm que ser resolvidas a bem ou a mal. É uma vergonha! Não é problema de dinheiro. Já disse que é fácil arranjar dinheiro. Não é por falta de dinheiro que qualquer associação deste concelho desenvolve a sua actividade. Até se estraga o dinheiro. Dinheiro não falta! Importa é que os problemas sejam resolvidos para bem de todos».
Vítor Silva, adjunto do novo Governador Civil, Alexandre Chaves, referiu que a «Banda de Parafita é um milagre». No final, garantiu: «Contem connosco para estas iniciativas porque até final do mandato este Governo Civil traçou 3 pilares: protecção civil, acção social e desenvolvimento económico, sendo aqui que entra a componente cultural, como é o caso da Banda de Parafita».


Destaque
Sexta-Feira 13: "Noite das Bruxas"
Decorreu na passada sexta-feira a primeira das três sextas-feiras 13 do ano. As restantes terão lugar em Março e Novembro. Este espectáculo já mereceu simpatia e admiração de milhares de pessoas que fazem de Montalegre a capital do misticismo e, pela regularidade e qualidade com que é feito, está a ganhar notoriedade e até já faz parte dos espectáculos da região Norte. O espectáculo estev mais uma vez a cargo do grupo de teatro Filandorra que muito tem animado a vila de Montalegre neste tipo de eventos.
Esta festa, onde estiveram presentes efeitos gigantescos, supreendeu pela disparidade: dragões que cospem fogo, carroças que voam pelo ar e pássaros gigantes, acompanhados por efeitos musicais, e projecções de imagens arrepiantes.
Narraram a saga de alguns cómicos medievais que chegaram às portas de Montalegre à procura do elixir da alegria. Recebidos por duendes, diabos, bruxas e outras assombrações, passam uma louca aventura até chegarem ao Castelo, lugar onde dizem que feiticeiras guardam o líquido poderoso que queima as goelas e produz delirantes efeitos do riso.
A 13 de Março a animação está a cargo do Centro de Criatividade da Póvoa de Lanhoso com o tema “O Cálice da Alegria”.

In http://www.opovodebarroso.blogspot.com/


O Povo de Barroso Nº 413 2009/ 02/25 15:27
Destaque - Desporto
Montalegre "Soma e Segue"

* Montalegre 4 / Valpaços 0 (18/01/2009 - 16ª jorn.)

*Ribeira Pena 2 / Montalegre 3 (25/01/2008 - 17ª jorn.)

O CDC Montalegre continua imparável no campeonato maior da AF Vila Real, a Divisão de Honra, averbando mais duas vitórias nos últimos 2 jogos. Primeiro em casa com goleada frente ao Valpaços por 4-0 e depois fora em Ribeira de Pena por 3-2. Com estes 6 pontos averbados e com a ajuda do seu vizinho Boticas, que travou o Régua à 16ª jornada (ver tabela ao lado), os Barrosões aumentaram para 7 pontos a vantagem sobre o 2º lugar, vendo assim mais perto o sonho da subida aos nacionais.
O jogo em casa com o Valpaços avizinhava-se difícil, uma vez que os visitantes vinham de uma vitória moralizadora em casa do candidato Vidago. No entanto, uma exibição muito conseguida dos comandados de José Manuel Viage e um endiabrado Jorge Fidalgo, autor de um hattrick, tornaram o jogo fácil. O Montalegre entrou a todo o gás, como tem sido seu timbre esta época, e colocou-se a vencer aos 18 minutos por Jorge Fidalgo, já depois de ter desperdiçado algumas boas hipóteses. Depois do 1-0 o Montalegre continuou a carregar no acelerador mas, fruto da referida ineficácia, não conseguiu marcar mais nenhum golo até ao intervalo. Mesmo em cima do intervalo ainda viu o central Leonel Costa ser expulso com vermelho directo após falta em jogada perigosa do Valpaços.
Devido a esta contrariedade, os barrosões presentes no estádio Dr. Diogo Vaz Pereira ainda chegaram a temer pelo pior na 2ª parte. No entanto, a garra dos atletas barrosões veio ao de cima e com algumas boas alterações operadas pelo treinador José Viage, o Montalegre até parece que jogou com mais elementos, tal a superioridade demonstrada e que foi coroada com a obtenção de mais 3 golos: Aos 60 minutos Fidalgo bisou, ao 82´ João Pedro marcou de livre directo e aos 85´ o inevitável J. Fidalgo marcou pela 3ª vez no jogo após grande jogada de Bruno Madeira, entrado na 2ª parte.
No passado Domingo, a contar para a 17ª jornada o Montalegre deslocou-se ao terreno do Ribeira de Pena, onde acabou por vencer com alguma sorte a turma local por 3-2. Numa autêntica tarde invernal, com condições do terreno muito adversas, o jogo foi muito disputado e nem sempre bem jogado. A 1ª vítima do tempo foi o árbitro designado para o encontro que não compareceu devido à intempérie com chuva torrencial, ventos fortes, neve e gelo. Acabou por ser um fiscal de linha a ter que substituir o árbitro, tendo mesmo assim realizado uma boa actuação.
O Montalegre, a defender a liderança, impôs o seu futebol não primeiro tempo e acabou por chegar ao intervalo a vencer naturalmente por 2-0. Golos de Guilherme, que aproveitou da melhor forma uma falha colectiva da defesa local (guarda redes incluído) e do artilheiro J. Pedro, qual "vinho do porto, quanto mais velho…", de grande penalidade, o seu 14º da temporada. No entanto, o intervalo parece ter feito mal aos barrosões, que entraram na 2ª parte algo moles e convictos que a vitória estava assegurada, e viram o Ribeira de Pena "fazer das tripas coração" em busca dos pontos em jogo. O 1-2 surgiu aos 54´, por Hugo, também de penalty, e abalou as hostes barrosãs, que viram o empate surgir quase de seguida, aos 57´ por Fraga. Este golo ainda fez acreditar mais a motivada equipa da casa, que partiu para cima do Montalegre em busca do 3º. No banco, José Manuel Viage viu o comandante do distrital tremer, algo por culpa própria, diga-se, e recorreu ao banco para dar um abanão na equipa. O Montalegre foi equilibrando o jogo na batalha do meio campo, mas os barrosões pareciam cansados e sem ideias no ataque. Eis que surge a estrelinha da sorte, que sempre acompanha os campeões. Primeiro, aos 82´, o guarda-redes do R. Pena, Kikas, é expulso por jogar a bola com a mão fora de área. Depois é o recém entrado guarda-redes Hélder que, ainda quase a frio, oferece a vitória ao Montalegre com um monumental frango após livre de Leonel Fernandes.


Destaque
XVIII Feira do Fumeiro e do Presunto aquém das expectativas

Decorreu entre os dias 22 e 25 de Janeiro a XVIII edição da Feira do Fumeiro e Presunto de Montalegre, evento que mais dinamiza a região e que mais receitas gere, especialmente às gentes das aldeias que são as que mais precisam. A inauguração foi apadrinhada pelo Secretário de Estado da Saúde, Manuel Pizarro, que não escondeu a «satisfação» pelo impacto da Feira do Fumeiro. A cerimónia foi realizada no Auditório Municipal onde Fernando Rodrigues, presidente da autarquia barrosã, declarou que estamos perante «uma feira de sucesso, de progresso e de inovação». O edil referiu, exagerando, que este evento «transformou totalmente o concelho e a região».
As esperanças eram muitas, como está bem patente nestas palavras hiperbólicas proferidas pelos promotores: "Em Portugal há duas coisas boas: a Nossa Senhora de Fátima e a Feira do Fumeiro de Montalegre"; "é a melhor feira do país" (Orlando Alves); "estes são sempre, como se diz na gíria popular, quatro dias de desbunda, de animação, de convívio e de intensa actividade comercial" (Orlando Alves); "com neve o número de visitantes poderá chegar aos 60 mil"; "O certame é responsável por uma facturação que ultrapassa 1 milhão de euros e mais de 5 milhões são realizados fora da feira" (Gabinete de Imprensa); "A Câmara Municipal de Montalegre suporta por inteiro as despesas do certame no valor de 100 mil Euros" (Orlando Alves), parte do qual foi gasto em publicidade na televisão e na rede Multibanco; "a Feira do Fumeiro mudou radicalmente o concelho e a região em termos turísticos e gastronómicos"; "hoje chega-se aos 60 mil quilos de produto vendido"; "são muitos empresários" (Fernando Rodrigues).
No entanto, tal como nos anos anteriores, a realidade foi bem diferente, porque uma coisa é a propaganda da Câmara, que lhe têm trazido bons dividendos, e outra coisa é a realidade dos números e aquilo que se vê e sente. Nos dias de quinta e sexta, o número de visitantes foi escasso, chegando em muitos momentos a serem mais os vendedores do que os visitantes. No dia de sábado esteve bastante gente e o melhor dia é sempre o domingo. As pessoas, especialmente os "minhotos", aproveitam a tarde de domingo para dar um passeio, visitar a feira e comprar umas chouriças. É raro ver alguém a comprar um presunto, muito mais raro é ver alguém a comprar uma barriga ou uma cabeça de porco. É provável que seja da crise que assola o país. Barrigas gordas, cabeças de porco e patas têm mais um efeito decorativo. Não é para comprar, é mais para decorar a tenda. Se alguém as compra é às escondidas.
Calcula-se que tenham visitado o certame cerca de 15 mil pessoas, um número muito distante daquele que a Câmara apresentou. Além disso é impossível que se transaccionem na feira 60 mil quilos de produto. Quanto ao valor de imposto gerado pelos "empresários" para o Estado, em termos de IVA e IRC, é desconhecido, nem algum dia a Câmara abordou tal assunto. Mas seja como for, é a Feira que mais cativa as pessoas e que mais receitas gere e é aquela que mais beneficia as pessoas das aldeias.
Quanto ao espaço interior, onde decorre o certame, estava ordenado, limpo e bem concebido. Toda a tenda tinha a sua balança e a sua estrutura era feita de bons materiais. No geral, os produtores põem na mesa de venda gente muito nova, como estratégia comercial. Não quem fez o fumeiro, mas quem o pode vender melhor. Uma pessoa nova (filho ou sobrinho) inspira mais confiança aos visitantes. Por vezes as pessoas, desconfiadas, pedem conselho a amigos onde comprar, como aconteceu connosco. Ainda há muita desconfiança.

"À margem da Feira"

Paulo Portas na Feira do Fumeiro
O líder do CDS/PP, tal como sucedeu em anos anteriores, visitou a Feira do Fumeiro de Montalegre onde revelou satisfação pelo que encontrou. Atrás de Portas, muitos jornalistas em busca de um comentário, do homem forte dos centristas, sobre o alegado envolvimento de José Sócrates no caso Freeport. A resposta foi lacónica: «À justiça o que deve ser tratado na justiça». Mostrou-se antes preocupado com a situação decadente do país e não com a situação do Primeiro-Ministro: "aquilo que me preocupa é a situação do desemprego, é a situação das pequenas e médias empresas, é o abandono dos agricultores, é a insegurança crescente, é a falta de paz nas escolas, é a carga fiscal a mais, ... e são essas políticas pelas quais eu responsabilizo José Sócrates".
Estrada 103 esteve cortada
Uma ventania forte fez com que a estrada 103, que liga Braga a Montalegre, estivesse cortada na Venda Nova, junto à escola, entre as 8.30 e as 9.45 horas de sexta-feira. Eram quatro árvores derrubadas, mas só uma impedia efectivamente o livre-trânsito das pessoas. A quase totalidade das pessoas, sabendo como funciona a Protecção Civil, optou por ir por Salto ou por Paradela. Quem decidiu esperar pelos bombeiros de Salto, cujo quartel é ali ao lado, teve de esperar pouco mais de uma hora. No local ouviam-se os comentários de indignação contra os Bombeiros de Salto, por este e outros momentos.
Luz falhou constantemente
Durante a Feira do Fumeiro, a luz falhou constantemente, quer na Vila, quer nas aldeias. Nalgumas aldeias a luz faltou 59 horas, como é o caso de parte de Gralhas. As pessoas tiveram de recorrer à luz da candeia como antigamente. Os bens alimentares das arcas estragaram-se. São muitos os que estão a pedir indemnizações à EDP.
Boticas fez melhor por menos dinheiro
Na semana anterior tinha sido a Feira do Fumeiro de Boticas. A organização deste certame, pelos números que apresenta, parece ter conseguido resultados iguais ou melhores do que os de Montalegre, mas com muito menos dinheiro em publicidade.
Exposição Sobre a Agricultura de Barroso: Passado e Presente
No interior do pavilhão Multiusos e ao lado da entrada pela Avenida D. Nuno Alvares Pereira, destaque para uma interessante exposição sobre a Agricultura do Barroso denominada: "Viver o presente, relembrando o passado", cuja organização esteve a cargo dos formandos do curso EFA (Educação e Formação de Adultos) organizado pela AATBAT (Associação dos Agricultores das Terras do Barroso e Alto Tâmega) e pela empresa de Formação Profissional Consultua, e que chamou muito à atenção dos visitantes, incluindo os Governantes na Inauguração e o programa da RTP1 Portugal no Coração.

In http://www.opovodebarroso.blogspot.com


Feira do Fumeiro com muita gente e neve 2009/ 02/02 10:10
Produtores satisfeitos com as vendas

Apesar da crise, os produtores da Feira do Fumeiro e do Presunto do Barroso não tiveram queixa
A crise parece não se ter reflectido na Feira do Fumeiro do Barroso, que decorreu no passado fim-de-semana. “A minha mulher nunca trouxe os cestos tão vazios para casa como este ano”, revelou o presidente da Associação de Produtores de Fumeiro da Terra Fria Barrosã.

Apesar da badalada crise, os produtores presentes na Feira do Fumeiro e do Presunto do Barroso, que decorreu em Montalegre no passado fim-de-semana, parece não terem queixa.

“Lá pode haver um outro, mas no geral acho que ficou tudo satisfeito”, revelou, ao Semanário TRANSMONTANO , o presidente da Associação de Produtores Fumeiro da Terra Fria Barrosã, Boaventura Moura. “A minha mulher nunca trouxe os cestos para casa tão vazios como este ano”, frisou o mesmo responsável.

Segundo Boaventura Moura, este ano, “o melhor dia para os produtores em termos de vendas foi a sexta-feira. “Foi a melhor sexta-feira de todos os anos em que se realiza a Feira”, revelou, adiantando que o sábado também correu bem. No domingo, a neve, que costuma ser um atractivo suplementar, acabou por “estorvar”. “Com medo de ficarem retidas, as pessoas acabaram por ir embora mais cedo”, explicou Boaventura, aproveitando para lembrar que todos os expositores presentes na feira estavam licenciados, através da legislação de excepção para produtos tradicionais que criou a figura das “cozinhas domésticas”.

No sábado, uma das atracções da Feira foi, sem dúvida, o líder do CDS/PP, Paulo Portas, que, acompanhado pelos três canais de televisão, visitou todos os stands.

A Feira do Fumeiro e do Presunto do Barroso realizou-se, pela primeira vez, em 1992. Na altura, os 35 produtores presentes venderam pouco mais de 1.200 quilos de fumeiro e o volume de negócios cifrou-se nos 2.400 contos. Hoje as contas são outras. Segundo dados da organização, são vendidos mais de 60 mil quilos de fumeiro e o volume de negócios é superior a um milhão de euros.

In Semanário Transmontano - Margarida Luzio


Feira do Fumeiro com muita gente e neve 2009/ 02/02 10:10
Produtores satisfeitos com as vendas

Apesar da crise, os produtores da Feira do Fumeiro e do Presunto do Barroso não tiveram queixa
A crise parece não se ter reflectido na Feira do Fumeiro do Barroso, que decorreu no passado fim-de-semana. “A minha mulher nunca trouxe os cestos tão vazios para casa como este ano”, revelou o presidente da Associação de Produtores de Fumeiro da Terra Fria Barrosã.

Apesar da badalada crise, os produtores presentes na Feira do Fumeiro e do Presunto do Barroso, que decorreu em Montalegre no passado fim-de-semana, parece não terem queixa.

“Lá pode haver um outro, mas no geral acho que ficou tudo satisfeito”, revelou, ao Semanário TRANSMONTANO , o presidente da Associação de Produtores Fumeiro da Terra Fria Barrosã, Boaventura Moura. “A minha mulher nunca trouxe os cestos para casa tão vazios como este ano”, frisou o mesmo responsável.

Segundo Boaventura Moura, este ano, “o melhor dia para os produtores em termos de vendas foi a sexta-feira. “Foi a melhor sexta-feira de todos os anos em que se realiza a Feira”, revelou, adiantando que o sábado também correu bem. No domingo, a neve, que costuma ser um atractivo suplementar, acabou por “estorvar”. “Com medo de ficarem retidas, as pessoas acabaram por ir embora mais cedo”, explicou Boaventura, aproveitando para lembrar que todos os expositores presentes na feira estavam licenciados, através da legislação de excepção para produtos tradicionais que criou a figura das “cozinhas domésticas”.

No sábado, uma das atracções da Feira foi, sem dúvida, o líder do CDS/PP, Paulo Portas, que, acompanhado pelos três canais de televisão, visitou todos os stands.

A Feira do Fumeiro e do Presunto do Barroso realizou-se, pela primeira vez, em 1992. Na altura, os 35 produtores presentes venderam pouco mais de 1.200 quilos de fumeiro e o volume de negócios cifrou-se nos 2.400 contos. Hoje as contas são outras. Segundo dados da organização, são vendidos mais de 60 mil quilos de fumeiro e o volume de negócios é superior a um milhão de euros.

In Semanário Transmontano - Margarida Luzio


Actividades festivas suspensas para compensar aulas perdidas por causa da neve 2009/ 01/26 22:16
O conselho executivo do Agrupamento de Escolas de Montalegre decidiu cancelar as actividades extra-curriculares e festivas, como o desfile de Carnaval, por exemplo, para compensar os alunos pelas aulas perdidas por causa da neve. Só esta semana, os estudantes ficaram sem aulas dois dias, terça e quarta-feira. No entanto, desde o final do ano passado, são já, pelo menos, seis os dias em que as escolas do concelho encerraram.

“Em 30 anos de serviço nunca me lembro de a escola ter fechado tantas vezes por causa do gelo”, disse, à Rádio Montalegre, o presidente do conselho executivo do Agrupamento de Escolas de Montalegre.

In Semanário Transmontano - Margarida Luzio


Obra vai custar dois milhões de euros 2009/ 01/26 22:13
Câmara vai pagar mais do dobro que o Governo para a Unidade de Cuidados Continuados

O equipamento será construído em frente à actual Escola Secundária Bento da Cruz
A futura Unidade de Cuidados Continuados que vai ser construída em Montalegre vai contar apenas com 750 mil euros do Governo. O restante, mais do dobro, será financiado pela Câmara, que terá que irá contrair um empréstimo à banca para o efeito.

Já foi assinado o protocolo com o Governo para a construção da futura Unidade de Cuidados Continuados, que irá ser gerida pela Santa Casa da Misericórdia. O concurso público para a adjudicação da obra deverá ser lançado “em breve”. A obra será erguida nas costas do novo Centro Escolar de Montalegre, em construção. Será também neste local, fronteiro à Escola Secundária Bento da Cruz. Segundo o que ficou acordado, o Governo irá custar menos de metade do custo total do investimento, ou seja, 750 mil euros dos 2 milhões de euros previstos. O restante será assumido pela Câmara Municipal de Montalegre, que arcará também com a parte que cabia à Misericórdia, que doará pouco mais que o terreno. “Trata-se de um imperativo moral investir nesta área para se cuidar dos doentes e dos que mais precisam. Para além do serviço social que esta unidade presta, merece referência o elevado número de empregos que vai criar na nossa terra”, justifica o presidente da Câmara, Fernando Rodrigues, repetindo o que dissera na Assembleia Municipal: “Não endivido a Câmara para fazer um saneamento para 30 utentes, mas acho que um caso destes justifica”. “Além da questão social de e saúde, promove o emprego”, frisa Rodrigues, reconhecendo que “é pouco” o valor atribuído pelo Governo. Em termos de postos de trabalho directos criados com o equipamento, as previsões apontam para 45, vinte e quatro enfermeiros e técnicos superiores e 21 auxiliares de acção médica. Depois de adjudicada, o prazo de conclusão da obra é de um ano. As Unidade de Cuidados Continuados destinam-se a doentes que, apesar de não já não precisarem dos cuidados prestados num hospital, também não estão em condições de voltar para casa.

In Semanário Transmontano - Margarida Luzio


Obra vai custar dois milhões de euros 2009/ 01/26 22:12
Câmara vai pagar mais do dobro que o Governo para a Unidade de Cuidados Continuados

O equipamento será construído em frente à actual Escola Secundária Bento da Cruz
A futura Unidade de Cuidados Continuados que vai ser construída em Montalegre vai contar apenas com 750 mil euros do Governo. O restante, mais do dobro, será financiado pela Câmara, que terá que irá contrair um empréstimo à banca para o efeito.

Já foi assinado o protocolo com o Governo para a construção da futura Unidade de Cuidados Continuados, que irá ser gerida pela Santa Casa da Misericórdia. O concurso público para a adjudicação da obra deverá ser lançado “em breve”. A obra será erguida nas costas do novo Centro Escolar de Montalegre, em construção. Será também neste local, fronteiro à Escola Secundária Bento da Cruz. Segundo o que ficou acordado, o Governo irá custar menos de metade do custo total do investimento, ou seja, 750 mil euros dos 2 milhões de euros previstos. O restante será assumido pela Câmara Municipal de Montalegre, que arcará também com a parte que cabia à Misericórdia, que doará pouco mais que o terreno. “Trata-se de um imperativo moral investir nesta área para se cuidar dos doentes e dos que mais precisam. Para além do serviço social que esta unidade presta, merece referência o elevado número de empregos que vai criar na nossa terra”, justifica o presidente da Câmara, Fernando Rodrigues, repetindo o que dissera na Assembleia Municipal: “Não endivido a Câmara para fazer um saneamento para 30 utentes, mas acho que um caso destes justifica”. “Além da questão social de e saúde, promove o emprego”, frisa Rodrigues, reconhecendo que “é pouco” o valor atribuído pelo Governo. Em termos de postos de trabalho directos criados com o equipamento, as previsões apontam para 45, vinte e quatro enfermeiros e técnicos superiores e 21 auxiliares de acção médica. Depois de adjudicada, o prazo de conclusão da obra é de um ano. As Unidade de Cuidados Continuados destinam-se a doentes que, apesar de não já não precisarem dos cuidados prestados num hospital, também não estão em condições de voltar para casa.

In Semanário Transmontano - Margarida Luzio


Detido suspeito de ter morto agricultor a tiro 2009/ 01/26 22:08
A PJ de Vila Real deteve, na passada segunda-feira, um homem de 44 anos suspeito de ter sido o autor da morte de um agricultor de Parafita, em Montalegre. O alegado homicídio remonta ao dia 2 de Outubro do ano passado. João Batista Morais, de 76 anos, foi encontrado morto, com uma perfuração na zona lombar, num caminho agrícola de acesso ao lameiro onde tinha ido apascentar as vacas. O idoso foi atingindo a tiro de caçadeira, segundo viria a revelar a autópsia. Inicialmente, ainda terá sido colocada a hipótese de a vítima poder ter sido atacada por uma das vacas. Aliás, a PJ terá ido ainda essa noite verificar os cornos dos animais, no sentido de encontrar eventuais vestígios de sangue, o que não se viria a verificar. O indivíduo agora detido pela PJ, funcionário num posto de abastecimento de combustível num aldeia vizinha à de Parafita, foi, desde logo, o suspeito indicado à PJ pela família da vítima. No entanto, os inspectores só agora terão reunido as provas que lhe permitiram proceder à detenção. Ao que foi possível apurar, o mau relacionamento entre alegado homicida e a vítima terá por trás um complexa história. Além de, há cerca de 3 anos, o suspeito ter sido acusado de agredir violentamente um filho de João Morais, que ficou com graves sequelas a nível cerebral, manteria uma relação amorosa com a mulher do mesmo. Relação da qual, aliás, terá nascido uma criança, que o filho de João Morais quereria perfilhar, mas que o idoso estaria a tentar evitar a todo o custo. O idoso entenderia que deveria ser o verdadeiro pai a assumir a responsabilidade e, antes de ser morto, estaria, à revelia do suspeito, a tentar que fosse isso que acontecesse. O suspeito é casado e pai de duas filhas menores.

In Semanário Transmontano - Margarida Luzio


Boticas vai ter Pousada da Juventude sem apoio do Governo 2009/ 01/13 23:48
Obra será financiada por fundos comunitários

A pousada da juventude vai ficar instalada na antiga residência de estudantes
A autarquia de Boticas anunciou que vai começar ainda este ano as obras para a construção de uma pousada de juventude no concelho.

O anúncio foi feito na terça-feira, aquando da apresentação da 11ª Feira do Porco de Boticas, que decorre de 16 a 18 deste mês.

Esta é uma ambição antiga do concelho, que, no último Governo PSD, viu o seu desejo satisfeito, com a deslocalização da pousada de juventude de Alijó para Boticas. No entanto, este acordo ficou-se pelo papel, uma vez que com a tomada de posse do Governo de Sócrates, o projecto de construção da pousada da juventude voltou novamente e em definitivo para o concelho de Alijó.

Apesar da Movijovem, empresa que gere as pousadas de juventude do país, ter dito, por diversas ocasiões, que duas pousadas na região seriam incomportáveis, o facto é que o concelho de Boticas insistiu na ideia e já conseguiu apoios comunitários para o efeito. “Não vai depender em nada do Governo”, garante a autarquia.

O investimento é de mais de um milhão de euros e o concurso público será lançado “dentro em breve”. O autarca Fernando Campos considera que este equipamento é essencial para o desenvolvimento do turismo no concelho, uma vez que também está para breve a abertura do “Parque Aventura de Animação Turística”.

A pousada da juventude vai ficar instalada na antiga residência de estudantes, no centro da vila, um edifício que vai ser reabilitado, e terá alojamento para 54 pessoas, com nove quartos múltiplos, oito quartos duplos e um quarto especial para pessoas com mobilidade reduzida.

In Semanário Transmontano - Sónia Domingues


Venda Nova - Montalegre 2009/ 01/13 23:08
Assalto remonta a Setembro do ano passado

Detido suspeito de roubar prendas enquanto os noivos casavam
A GNR de Chaves deteve na semana passada, em Braga, um indivíduo sujeito a Termo de Identidade e Residência que se ausentou do país sem autorização. O homem em causa é suspeito de ter roubado prendas de casamento quando os noivos “davam o nó” na igreja de Venda Nova, em Montalegre. O assalto remonta 27 de Setembro, dia em que um grupo de assaltantes aproveitou a hora da missa de um casamento, entre as 11h e as 14h00, para roubar a casa dos pais da noiva, em Venda Nova, no concelho de Montalegre. Além de várias peças em ouro, um plasma de grandes dimensões, um computador portátil e ainda uma arma, os ladrões levaram 14 mil euros em dinheiro, parte do qual dado como prenda de casamento aos noivos pelos convidados da cerimónia. Para entrar na moradia, os assaltantes rebentaram uma porta das traseiras da casa, situada em frente ao Motel da Venda Nova, também propriedade do pai da noiva. No interior da vivenda, os assaltantes percorreram várias divisões, que reviraram de pernas para o ar à procura do dinheiro, do ouro e das armas. Nessa mesma noite, o Núcleo de Investigação Criminal (NIC) da GNR de Chaves ainda conseguiu recuperar parte dos objectos roubados, nomeadamente o plasma, o ouro e o portátil e uma das armas, uma shot gun, documentada, que acabou por ser descoberta perto da casa. Do dinheiro perdeu completamente o rasto. Mas, quatro dias mais tarde, conseguiu, deter um dos principais suspeitos do assalto, um indivíduo, na casa dos trinta anos e natural da zona onde teve lugar o roubo. Na altura, depois de interrogado, a GNR constituiu-o arguido e aplicou-lhe como medida de coação o Termo de Identidade e Residência. No entanto, o suspeito ter-se-á ausentado do país, para o Brasil, ao que tudo indica, sem informar as autoridades competentes. Agora, teria regressado para passar a quadra natalícia. Os elementos do NIC da GNR de Chaves surpreenderam-no à entrada de uma garagem, em Braga, cidade onde o indivíduo passaria muito tempo. Foi detido e trazido para o posto da GNR fla-viense onde passou a noite. No dia seguinte, foi ouvido no Tribunal de Montalegre. O juiz aplicou-lhe como medida de coacção apresentações periódicas.

In Semanário Transmontano - Margarida Luzio


18.ª FEIRA DO FUMEIRO - Montalegre (22 a 25 Janeiro) 2009/ 01/08 19:54
Último encontro antes da Feira do Fumeiro
Produtores do "fumeiro" em reunião

Último encontro a escassos dias da 18.ª Feira do Fumeiro e do Presunto de Barroso. Orlando Alves, principal "rosto" do evento, referiu no final que foi feita "uma lavagem ao cérebro dos produtos" com o fim de fazerem «mais e melhor» em prol do maior cartaz turístico do concelho de Montalegre.

A 18.ª edição da Feira do Fumeiro e do Presunto de Barroso, evento que irá decorrer na vila de Montalegre de 22 a 25 deste mês, vai ter 58 produtores. Um número que vem diminuindo em relação a anos anteriores, facto que tem desgostado a organização. Orlando Alves, vice-presidente da Câmara Municipal de Montalegre, não escondeu este sentimento: «o que está a acontecer é algo que não se entende. Eu vejo isto como o facto das pessoas não acreditarem no futuro e não quererem trabalhar. Nós fizemos o mais difícil. Toda a gente foi atrás de nós a copiar. O que vejo agora é que parece que toda a gente está bem na vida e não quer trabalho».

PRODUTORES
AUMENTAM PREÇOS

A organização, a cargo da Divisão Sócio Cultural da Câmara Municipal de Montalegre e da Associação dos Produtores de Fumeiro da Terra Fria Barrosã, lançou a pergunta aos produtores sobre se achavam por bem o aumento ou a manutenção dos preços dos produtos. Por maioria ficou decidido aumentar, em 1 euro, o preço do presunto (agora 12€kg), das chouriças (agora 21€kg) e das alheiras (agora 13€kg). Os restantes produtos (ex: chouriço, sangueira, farinheira, barriga, pé, salpicão) continuam com os preços da edição anterior.

«LAVAGEM
AO CÉREBRO»

No estilo que o caracteriza, Orlando Alves voltou a adoptar um discurso frontal não poupando palavras no sentido de alertar os produtores para esta realidade:«eles têm obrigação de agarrar esta dinâmica porque está provado que o fumeiro dá lucro. Ninguém ainda me provou o contrário. Nesta reunião deixamos alguns alertas que foram partilhados e assumidos por todos».

«MELHOR FEIRA DO PAÍS»

Por fim o autarca anunciou que a decisão de aumentar o preço de alguns produtos (presunto, chouriça e alheira) foi tomada pelos produtores, veredicto que foi compreendido: «assistimos ao aumento de vários produtos como é o caso dos cereais e das tripas. É natural que os preços aumentem. Foi igualmente sensato só aumentar alguns».
A rematar, Orlando Alves revelou total confiança na «melhor feira do país» que deve voltar a convocar mais de 50 mil pessoas.

PREÇOS DE ALGUNS PRODUTOS

Presunto - 12€/kg
Chouriça - 21€/kg
Alheira - 13€/kg
Presunto desossado - 20€/kg
Salpicão - 30€/kg
Pão centeio - 2€/unidade
Bola de carne - 5€/unidade
Folar - 10€/unidade

N.º DE PRODUTORES

Fumeiro - 58
Pão - 3
Mel - 3
Licores e Chãs - 1

In site CMM


18.ª FEIRA DO FUMEIRO - Montalegre (22 a 25 Janeiro) 2009/ 01/08 19:53
Último encontro antes da Feira do Fumeiro
Produtores do "fumeiro" em reunião

Último encontro a escassos dias da 18.ª Feira do Fumeiro e do Presunto de Barroso. Orlando Alves, principal "rosto" do evento, referiu no final que foi feita "uma lavagem ao cérebro dos produtos" com o fim de fazerem «mais e melhor» em prol do maior cartaz turístico do concelho de Montalegre.

A 18.ª edição da Feira do Fumeiro e do Presunto de Barroso, evento que irá decorrer na vila de Montalegre de 22 a 25 deste mês, vai ter 58 produtores. Um número que vem diminuindo em relação a anos anteriores, facto que tem desgostado a organização. Orlando Alves, vice-presidente da Câmara Municipal de Montalegre, não escondeu este sentimento: «o que está a acontecer é algo que não se entende. Eu vejo isto como o facto das pessoas não acreditarem no futuro e não quererem trabalhar. Nós fizemos o mais difícil. Toda a gente foi atrás de nós a copiar. O que vejo agora é que parece que toda a gente está bem na vida e não quer trabalho».

PRODUTORES
AUMENTAM PREÇOS

A organização, a cargo da Divisão Sócio Cultural da Câmara Municipal de Montalegre e da Associação dos Produtores de Fumeiro da Terra Fria Barrosã, lançou a pergunta aos produtores sobre se achavam por bem o aumento ou a manutenção dos preços dos produtos. Por maioria ficou decidido aumentar, em 1 euro, o preço do presunto (agora 12€kg), das chouriças (agora 21€kg) e das alheiras (agora 13€kg). Os restantes produtos (ex: chouriço, sangueira, farinheira, barriga, pé, salpicão) continuam com os preços da edição anterior.

«LAVAGEM
AO CÉREBRO»

No estilo que o caracteriza, Orlando Alves voltou a adoptar um discurso frontal não poupando palavras no sentido de alertar os produtores para esta realidade:«eles têm obrigação de agarrar esta dinâmica porque está provado que o fumeiro dá lucro. Ninguém ainda me provou o contrário. Nesta reunião deixamos alguns alertas que foram partilhados e assumidos por todos».

«MELHOR FEIRA DO PAÍS»

Por fim o autarca anunciou que a decisão de aumentar o preço de alguns produtos (presunto, chouriça e alheira) foi tomada pelos produtores, veredicto que foi compreendido: «assistimos ao aumento de vários produtos como é o caso dos cereais e das tripas. É natural que os preços aumentem. Foi igualmente sensato só aumentar alguns».
A rematar, Orlando Alves revelou total confiança na «melhor feira do país» que deve voltar a convocar mais de 50 mil pessoas.

PREÇOS DE ALGUNS PRODUTOS

Presunto - 12€/kg
Chouriça - 21€/kg
Alheira - 13€/kg
Presunto desossado - 20€/kg
Salpicão - 30€/kg
Pão centeio - 2€/unidade
Bola de carne - 5€/unidade
Folar - 10€/unidade

N.º DE PRODUTORES

Fumeiro - 58
Pão - 3
Mel - 3
Licores e Chãs - 1

In site CMM


Programa comunitário com balanço “positivo” 2008/ 12/25 16:28
6 milhões de euros em projectos com apoio Leader +

Ascenso Simões disse que têm sido “mal gastos” os fundos comunitários em termos de política agrícola
Nos últimos seis anos, o programa comunitário Leader + financiou, em todo o Alto Tâmega, projectos nos valor de cerca de 6 milhões de euros, apoio atribuído a fundo perdido. O balanço foi dado a conhecer na sexta-feira da semana passada, em Montalegre, onde teve lugar o encerramento nacional do programa . A partir de agora, o programa deixará de ter autonomia, passará a integrar um eixo do Programa de Desenvolvimento Rural (Proder).

Além de inúmeros projectos de turismo rural, foi no âmbito do Leader que foi financiada a Rede de Tabernas do Alto Tâmega, ou revitalizado o forno do povo de Paredes do Rio, em Montalegre. Além disso, foi também com o apoio desta iniciativa comunitária que surgiram várias publicações, a última das quais, por exemplo, um CD com receitas ancestrais que estavam em vias de desaparecer. No caso de Trás-os-Montes, ficou registada uma receita de Couscos, normalmente associada ao países árabes. Também foi no âmbito do Leader que nasceram quase meia centena de associações de desenvolvimento local, tal como a Associação de Desenvolvimento Regional do Alto Tâmega (ADRAT), citada como um “bom exemplo de maturidade” no que a este tipo de organizações diz respeito.

Além do gestor nacional do programa, o director da Direcção- -Geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural, José Augusto Estevão, e o director da Direcção Regional de Agricultura e Pescas do Norte, António Ramalho, o encontro contou com a presença do secretário de Estado do Desenvolvimento Rural, Ascenso Simões, que lembrou que existe um reforço de verba no Proder para este tipo de iniciativas. O governante reconheceu, no entanto, que têm sido “mal gastos” os fundos comunitários em termos de política agrícola. E lamentou que, apesar dos 19 mil milhões de euros que, desde a adesão à Comunidade Europeia, vieram para Portugal o “produto agrícola tenha estacionado”. “Esse é que é o problema. Esse é que é o nosso drama”, reconheceu, crente que a situação se irá alterar com o Plano de Desenvolvimento Rural definido pelo seu Governo.

O presidente da Câmara de Montalegre, Fernando Rodrigues, aproveitou a ocasião para pedir um “simplex” no que diz respeito às comparticipações financeiras deste tipo de programas, para evitar que os promotores dos projectos estejam tanto tempo à espera de receber os apoios. Além disso, reivindicou mais uma vez melhorias nos acessos a Braga e a Chaves.

In Semanário Transmontano - Margarida Luzio


A Festa do Colégio 2008/ 12/04 17:05
A neve, e que nevão á moda antiga, ia fazendo das suas. Contribuiu para que muitos interessados não se pusessem a caminho. Entre a aventura de pisar a neve ou ficar no sofá, muitos foram os que optaram pela segunda hipótese. Mas, atenção, a Festa do Colégio fez-se com o cumprimento de quase todo o programa e, deixai que vos diga, com grande animação.
Concentração com uns a chegar e a contar as suas aventuras, o Capelão antigo aluno, António Diogo Martins, bloqueado na Senhora da Saúde, o José Manuel Ferreira Vaz, "o lisboeta"lembram-se? com dificuldades em sair da casa dos pais em Gralhas, a Mimi, de Chaves, com o carro a ser empurrado e que ainda acabou por bater, o Sarmento Lameirão, todo feliz porque veio de Chaves, da casa da mãe e não teve dificuldades com o seu "bolinhas", etc. etc. O Carlos Antunes, da Comissão Organizadora, bloqueado em Penedones e em falta com afazeres em espera.
Bom, mas a Missa cantada, a romagem ao cemitério e depois o almoço convívio pela tarde adiante e noite fora não podiam correr melhor. A Dra Margarida prendada. Uma rica tela, obra de Carlos Antunes que, pensamos, a deixou satisfeita. Depois, a bailação, mas que alegria a daqueles animados barrosões com o Victor afonso a adiantar-se a todos. Está um bailarino feito, o Victor! A Lena Teixeira, a Luiza... eh, eh, eh....
Finalmente parece que ali todos se esqueceram da neve. Um caldo verde e o leitão culminaram com a Festa que teve cerca de 80 presenças, algumas pela primeira vez na Festa do Colégio.
Para o ano, se Deus quiser, há mais... porque uma Comissão foi eleita para tratar do caso.
In http://omontalegrense.blogspot.com/


PSD acusa Câmara de ser agência de emprego para família do presidente 2008/ 12/01 14:05
Autarca promete levar a tribunal “mentiras” do boletim social-democrata

O boletim foi dedicado ao que o PSD considera serem dois “tachos” criados pela Câmara para dois familiares do presidente
O PSD de Montalegre escreveu no último boletim que a Câmara é a agência de emprego da família do presidente. E para exemplificar publicou o que diz ser as remunerações “principescas” do filho e de um sobrinho do autarca socialista. O presidente da Câmara reagiu com um comunicado onde desmente os valores apresentados pelo PSD e onde garante que vai exigir em tribunal que “o PSD diga publicamente que mentiu”.

O PSD de Montalegre parece ter saído definitivamente do estado de hibernação em que se manteve mais de três anos, sem líder e em gestão corrente. Regressou irónico e satírico como prova o segundo boletim que se encontra no blog e distribuiu pela população do concelho. O documento foi inteiramente dedicado ao que o PSD considera serem dois “tachos” criados pela Câmara para dois fami-liares do presidente: um filho e um sobrinho. Na primeira página do boletim, o PSD ficcionou mesmo os requisitos de admissão do concurso, que incluíam, por exemplo, o de ser família do presidente da Câmara. “Os anúncios seguintes nunca foram publicados. São pura ficção. Brinca-se para não chorar”, lê-se na publicação, ilustrada com a fotografia de dois tachos. Na página seguinte, o PSD compara mesmo a Câmara a uma agência de emprego para familiares do presidente. “Esta Câmara mais parece uma agência de emprego para os familiares do presidente. Há vários casos, mas concentremo-nos em dois: o filho do presidente e de apenas um dos sobrinhos”.

A seguir, o PSD relata pormenorizadamente o percurso de cada um dos jovens - licenciados em Ensino Básico, vertente Educação Física - na autarquia e que começou por um estágio profissional. Mas, de acordo com o PSD, agora, ou pelo menos até há pouco tempo, ambos os jovens auferiam duas avenças: uma, no valor de 1.095 euros, relativos a aulas de educação física ao primeiro ciclo e outra de1.069 euros relativa a um contrato para prestação de serviços de educação física, que incluíam as funções de “concepção, coordenação e desenvolvimento de actividades de animação desportiva no pavilhão desportivo, bem como a direcção técnica da piscina coberta municipal, parques infantis e recintos de jogos do concelho”. No caso do sobrinho do presidente, as funções são idênticas, sendo que apenas dizem respeito ao pavilhão desportivo/ginásio. “E o povo com os filhos em casa ou a emigrar”, lê-se, em jeito de conclusão, no boletim.

A reacção do presidente da Câmara não se fez esperar. Num comunicado, Fernando Rodrigues, nega os valores apresentados pelo PSD e classifica a publicação como uma “folheca de propaganda”. O estilo, diz, é “baixo e rasca”. Quanto aos valores assegura que os quatro professores de educação física pagos pela autarquia dão todos o mesmo número de aulas e que recebem, “em média, 540 por mês”. “Nunca receberam 1.095 euros por um só mês como o PSD acusa”, garante. Além disso, Rodrigues recorda que, os prestadores de serviços em causa têm de pagar segurança social por sua conta, não têm direito a subsídio de férias e que, até Setembro de 2008, tinham que se deslocar por sua conta. “Não merecem assim tanta inveja”, frisa

Quanto às outras avenças, Rodrigues justifica: “Trabalham aos sábados, às vezes ao domingo e muitas vezes fazem trabalho nocturno. E também aqui as verbas pagas pela Câmara são semelhantes a outras ‘avenças’ de outros técnicos que correspondem a 50 por cento do horário de trabalho e, portanto, a 50 por cento do vencimento. Não ganham subsídio de férias, nem subsídio de Natal, nem têm as regalias da função pública”. O presidente da Câmara conclui dizendo que “este serviço não é inventado para dar emprego a alguém, pois é obrigatório, por lei, existir um técnico responsável, quer da piscina, quer do pavilhão”. “Não está em causa a Lei . Mas a moral também precisa de ser respeitada”, defende, por sua vez, o presidente da concelhia política do PSD, Adelino Bernardo, garantindo que os valores resultam de documentos fornecidos pela própria Câmara.

In Semanário Transmontano - Margarida Luzio


Notícias de Barroso 2008/ 11/25 14:16
19/Nov/2008
Notícias
Padornelos
Secretário da Junta em Lisboa
O caso é objecto de crítica de toda a gente, mas ninguém gosta de “dar a cara”. Receio de represálias de diversa índole poderão estar na origem das atitudes que as pessoas tomam, mas injustificadamente porque neste mundo há lugar para todos e todos podem livremente expressar-se desde que tenham como limite a dignidade dos demais.
Então o caso é que o Secretário da Junta de Freguesia de Padornelos, de seu nome José de Oliveira Gomes, faz toda a sua vida em Lisboa e só aparece em Padornelos nos finados e no Verão em gozo de férias durante um mês. A situação já se mantém desde 2002, portanto desde há anos a esta parte (dois manadatos).
José Gomes é reformado da Polícia marítima mas arranjou uma ocupação em Lisboa que o mantém por lá, descurando por completo, conforme dizem os da oposição, os afazeres que são próprios da Junta de Freguesia.
E o que diz a lei?
A lei não obriga os eleitos, mesmo os executivos, a residir na autarquia por donde foram eleitos. Nem tão pouco há qualquer irregularidade no caso porque, segundo a lei orgânica nº 1/2001, de 14 de Agosto, o que conta para ser eleito é o cidadão ter capacidade eleitoral, podendo assim um indivíduo de Santo André concorrer à Junta de Cabril ou, como é o caso, um residente em Lisboa ser eleito por Padornelos.
No entanto, também diz a lei que os executivos (presidentes, secretários e tesoureiros das Juntas e veradores das Câmaras com funções delegadas), para o cabal desempenho das suas funções, devem acompanhar todos os actos administrativos da autarquia, assistir às reuniões e substituir o presidente na impossibilidade deste, etc.etc. Para que tal aconteça com alguma normalidade, os executivos (vereadores e membros das Juntas) devem ou residir na freguesia ou, em caso de impossibilidade, em local donde possam acompanhar os actos administrativos do orgão. Ora, no caso em apreço, não é de se acreditar que alguém que reside em Lisboa possa desempenhar com zelo as funções inerentes. A assembleia de freguesia pode denunciar tal situação como anormal e o povo tirar do caso as ilações que achar por mais convenientes. Pois o que aqui acontece é tão somemte um aproveitamento pessoal em manifesto prejuizo da autarquia, que paga serviços sem receber qualquer contrapartida em troca.

Montalegre Faleceu no dia de finados no Cemitério

Quando decorria a missa de sufrágio pelas almas sepultadas no Cemitério de Montalegre que, tal como vem sendo costume, as pessoas aproveitam para acompanhar a celebração junto das campas dos seus entes queridos, a Tia Judite, como todos a tratavam em Montalegre, teve um ataque supostamnente do coração que a prostou sobre terra. Acudindo de pronto as pessoas presentes, logo telefonaram para os Bombeiros de Montalegre que pouco tempo depois compareceram no local.
A “Tia Judite” ainda saiu com vida do cemitério mas quando deu entrada no Centro de Saúde de Montalegre, os técnicos presentes mais não fizeram do que confirmar o seu óbito.
Pessoa de bem, mãe de 9 filhos, Judite Rodrigues era natural de Montalegre onde morava na Rua da Costa,e estava casada com Amadeu Dias Rodrigues da Fonte

Salto
Pólo do Ecomuseu de Salto no "Portugal em directo".

O conhecido programa da RTP "Portugal em directo" mostrou a todo o mundo o Polo do Ecomuseu de Barroso de Salto numa reportagem alargada que serviu para dinamizar, ainda mais, a identidade cultural do concelho de Montalegre.
Foram feitos três directos, conduzidos pelo jornalista Rui Sá, e ilustrados com um leque de imagens captadas no interior do museu. Vários minutos de promoção de um espaço que é um verdadeiro «emblema do concelho», disse, no final, David Teixeira, director do Ecomuseu de Barroso.
Com 200 objectos expostos e mais de 1000 em reserva, o Pólo do Ecomuseu de Salto, com esta reportagem, ficou com maior visibilidade. Isto mesmo reconhece David Teixeira: «quisemos com este desafio divulgar este projecto não só para as gentes de fora do concelho como também para aqueles, que residem cá, que ainda não tiveram oportunidade de visitar este local». João Azenha, antropólogo e quadro da Câmara de Montalegre, afirmou que é importante que «a população se reveja neste espaço» porque estamos perante um projecto «de valor local, regional e mesmo internacional».
“Barroso merece”
Conhecedor da região, o jornalista Rui Sá não escondeu a satifação pelo trabalho realizado: «correu tudo bem, aliás tudo que se passa no Barroso corre bem. Quisemos mostrar uma nova face do Ecomuseu com estes pólos inaugurados e temos coloborado desde há muitos anos. Hoje tivemos quase 20 minutos de directo. Barroso merece. Barroso merece ser divulgado e ser mais conhecido. Isso é serviço público e é o que a RTP está a fazer». RM
Publicado por Carvalho de Moura em 23:26

Crime em Parafita
João Morais morto no caminho de Botrigo

No passado dia 2 de Novembro, cerca das 19,30 horas, a GNR de Montalegre procedia ao isolamento dum dos caminhos que da barragem dão até Parafita. Todas as pessoas se benziam, nem acreditavam, porque, nesta pacata aldeia da freguesia de Viade de Baixo, tinha aparecido uma pessoa morta, no caminho rural denominado Botrigo, a cerca de 100 metros das habitações.
O caso reveste todas as características de crime porque João Baptista Morais, casado, com Maria Pires Barroso Morais, pai de dois filhos maiores, João e Goreti, agricultor, apareceu estendido no caminho, deitado de bruços, com uma perfuração de bala nas costas. Ao lado, um molho de erva que se destinava ao burro e uma forquilha que normalmente levava consigo para o monte. João Morais, homem pacato, tinha 76 anos de idade e regressava a casa atrás das vacas.
Eram mais ou menos 16,30 horas quando tudo aconteceu. Porém, só só mais tarde, quando a sua esposa, Maria Pires Barroso, notou a falta do João é que dois vizinhos que a acompanharam até ao referido caminho, descobriram o João Morais já sem vida.
Como é da lei, a GNR contactou de imediato a Polícia Judiciária que procedeu às primeiras averiguações no local. O processo foi logo entregue à Polícia Judiciária de Vila Real que já procedeu a diligências várias com vista a encontrar vestígios sobre o caso em investigação. Feita a autópsia, espera-se pelos seus resultados mas as fotografias tiradas ao cadáver não deixam dúvidas de que a perfuração, uns dizem de bala outros de cumbo de caçadeira, penetrou nas costas tendo-se alojado nos rins. Sobre o caso a Pj já ouviu um suspeito desconhecendo-se, nesta altura, ulteriores desenvolvimentos do processo.
Duas notas mais. Ninguém ouviu nenhum tiro, muito embora certas pessoas tivessem visto passar as vacas, caminho acima, atravesar a estrada nacioal 103 e seguir até à corte. Além disso, a bala terá sido disparada de bem perto, à queima roupa, mas ficou alojada dentro do corpo, o que parece inacreditável.
Depois, como se tão má sorte não bastasse ao infeliz do João Morais, a Polícia Judiciária, segundo testemunhos presenciais, quando chegou junto do corpo, rasgou as vestes do cadáver, despiu completamente o Morais e deixou-o naquele estado como se de um qualquer farrapo se tratasse. Miséria! Já não há respeito por parte de quem tem o dever de disciplinar a comunidade. Nem sequer pelos mortos! Ao que nós chegámos!
CdMoura

4/Nov/2008
Paredes do Rio

Na continuidade das visitas guiadas pagas a esta aldeia, no fim de semana de 25 e 26 de Outubro, fomos invadidos por turistas que queriam conhecer as maravilhas de Barroso e seus usos e costumes, tendo ficado maravilhados com a reconstrução dos moinhos, canastros, forno comunitário, igreja, pisão, arruamentos e utensílios agrícolas em desuso que se encontram em exposição na aldeia, bem como com o contacto directo com a população e sua cultura.
No sábado, como em todos os fins de semana, tivemos a visita do grupo de turismo senior, trazido pela CTVR. Este grupo de 50 pessoas saiu daqui deslumbrado, pois acabaram por reviver a sua infância, dando especial valor ao espírito de comunitarismo e de interajuda que ainda se mantém vivo nesta aldeia.
No Domingoo, os visitantes eram outros. 60 “cavaleiors de asfalto” deslocaram-se da Maia em 35 motos de alta cilindrada, só sendo possível esta visita devido ao trabalho conjunto entre a Associação Social e Cultural de Paredes do Rio e o “Grupo Motard da Madalena”. Este grupo foi esperado e sensibilizado por membros da Associação, que conduziram as Motos pelo Centro da Aldeia, estacionando todas as viaturas em locais que não pudessem prejudicar de alguma forma os seus habitantes. A população teve uma boa aceitação, colaboração e muita curiosidade com este evento. Ao contrário da impressão que tinhamos sobre os motards, estes surpreenderam-nos pela positiva, tendo demonstrado um grande interesse pelo que viram, apresentando-se bastante organizados e muito respeitadores, quer para com os habitantes quer para com os animais.
Terminou em grande este fim de semana com a despedida dos motards, enchendo de orgulho Paredes do Rio pela aposta nas visitas guiadas pagas, que cada vez trazem mais forasteiros que procuram o que de tão especial nós aqui temos: a nossa simplicidade, o trabalho comunitário e o orgulho em sermos Barrosões.
O Presidente da Associação,
José Carlos Moura
Publicado por Carvalho de Moura em 00:29 1

Vilar de Perdizes
Halloween

O Halloween foi celebrado, este ano, na conhecida aldeia de Vilar de Perdizes e juntou um número considerável de curiosos que não perderam a oportunidade de viver uma noite diferente. Os restaurantes encheram-se de gente vinda um pouco de todo o lado a par de uma encenação muito bem conseguida pela companhia de teatro Filandorra.
Um teatro de rua que juntou curiosos, primeiro no largo da aldeia, depois junto à igreja com a queimada esconjurada pelo Padre Fontes.
Fátima Crespo, líder da Associação de Defesa do Património de Vilar de Perdizes, falou em nome da organização (em conjunto com a Junta de Freguesia e Câmara Municipal de Montalegre) referindo que foi uma iniciativa «muito bem conseguida porque houve envolvimento da comunidade».
O Dia das Bruxas (Halloween, nome original na língua inglesa) é um evento de cariz tradicional e cultural, que ocorre nos países anglo-saxónicos, com especial relevância nos Estados Unidos, Canadá, Irlanda e Reino Unido, tendo como base e origem as celebrações pagãs dos antigos povos celtas. RM

Montalegre
Papaventos organiza percuso
Pelo nosso Barroso desconhecido!

Organizado pelo Papaventos - Clube de Desportos de Montanha de Montalegre, decorreu no Domingo, 19 de Outubro, um percurso pedestre que começou a ser elaborado por alguns associados, quando há cerca de ano e meio,movídos pela curiosidade de ver uns moínhos
entre Bustelo e Friães que pessoas locais lhe terão falado, nasceu aí o sonho de revitalizar aquela zona já muito degradada. Os caminhos eram intransponiveis, aos poucos uniram esforços para poderem concretizar o tal sonho de poder circular entre eles. Ficam sítuados num local muito bonito, em que os moínhos e o regato ficam envolvidos por penhascos de rara beleza. Aos poucos conseguiram minimamente o seu objectivo. É claro que o sonho não acabou aqui, falta o mais difícil: uma limpeza mais aprofundada e a reconstrução e restauro de alguns moínhos serão necessários para que este belo local não morra, terá que haver intervenção das entidades locais, (Câmara, Junta de Freguesia e propriétarios, etc.). Eles irão certamente fazê-lo, aí o sonho ficará concretizado e o Nosso Barroso mais rico.

No percurso estiveram presentes meia centena de pessoas vindas de vários pontos do país.
O encontro deu-se ás 9h00 junto do Restaurante Sol e Chuva nos Pisões.
Ás 9h30m partímos a pé da Senhora da Saúde em Friães para percorrer os cerca de 5 Kms de percurso por caminhos e carreiros rodeados de muros de pedra e lameiros, na direcção de Bustelo, daí na direcção dos moínhos, onde nos esperava uma agradável surpresa:
O Miguel Moura e o Zé Carlos de Parêdes, auxiliados pelo Ferreira, a Carla e a Paula, foram às 7h00 da manhã montar um slide nos penhascos, para presentear cerca de trinta pessoas com um "voo" por cima dos moínhos, o qual maravilhou quem o fez e também o resto dos presentes.
Ao mesmo tempo, o Zé Manel Barroso e a sua mulher com muita amabilidade presenteava-nos com o moínho a funcionar, pois já fazia 3 anos que tal não acontecia. OBRIGADO ZÉ!
Fomos acabar de fazer a visita aos outros moínhos e rumamos por Friães na direcção da Senhora da Saúde.
Ainda antes de almoçar,fomos fazer uma visíta guiada á Central da Barragem dos Pisões pelos simpáticos técnicos, os Srs. Alcino e Afonso.
Ás 14h00 fomos almoçar ao Restaurante Sol e Chuva que tão bem nos recebeu e serviu.
Todos os presentes ficaram maravilhados pelo evento, ficaram com vontade de repetir, quer seja pelas nossas maravilhas, quer seja pelo convívio.
Venham mais eventos destes, Barroso agradece!!!
Publicado por Carvalho de Moura em 00:24
II Jornadas Culturais de Barroso
Nações Unidas2008 Ano Internacional da Batata

A batata e o desenvolvimeento económico do concelho

A sessão que a organização das Jornadas Culturais de Barroso promoveu para o passado dia 31 de Dezembro, no Auditório Municipal, teve uma assistência significativa. Tendo em conta que nesse mesmo dia e horas o Halloween se festejava em Vilar de Perdizes e também em Montalegre, muitos jovens estiveram presentes. Cabril e Paredes do Rio também apareceram em força, o que dá boas indicações da forma como nestas localidades se encaram os problemas do futuro da nossa terra.
Entre a assistência, pessoas conhecidas de Montalegre e outras que, não sendo cá residentes, deslocaram-se desde Vila Real, Guimarães, do Porto e de Lisboa para estar presentes na discussão dos problemas que nos dizem respeito, facto que a ninguém passou despercebido e a nós nos deu como que uma certa compensação do grande esforço feito com a execução deste projecto de servir desinteressadamente a nossa terra. Referimo-nos concretamente ao Cor. Dias Vieira, Dr. Barroso da Fonte, Dr. António Freitas, Dr. Bento da Cruz, Engº Poças de Almeida, pedindo desculpas pela omissão de alguém a merecer idêntica nomeação.
O painel de convidados também levava a acreditar num serão bem passado com intervenções que teriam o maior interesse para todos. No fim da sessão verificou-se que a sobrecarga de intervenções acabaram por, em parte, prejudicar os resultados que se esperavam. Mas, a organização só tem motivos para se sentir orgulhosa por ter trazido a Montalegre personalidades ilustres da UTAD e de Ourense (Galiza) que deram um contributo precioso aos objectivos das Jornadas.
Depois da apresentação da parte recreativa em que André Varandas exibiu a peça “Montesalegres” e um grupo improvisado entoou cantigas da nossa terra, arreliadoras avarias nos computadores obrigaram a alterar a ordem de aprensentação das intervenções. E assim o Prof. Dr. Fernando Martins, da UTAD, ultrapassou as dificuldades das tecnologias que persistiam na mesa e começou, com obstáculos à mistura, a explanar o tema “A produção de batata em Portugal”. Ouviu-se então a história da batata no mundo e a sua entrada na Europa trazida pelos espanhóis. Em Portugal entrou nos finais do século XIX e daí em diante alternou períodos de grande expansão com outros de menor força. As variedades e as doenças que minam a produção do tubérculo também foram abordadas pelo catedrático afirmando que o míldio terá sido uma doença devastadora que arrasava campos inteiros tornando-os inférteis. O Prof. Fernando Martins falou também do interesse que a nível mundial tem a batata, um dos alimentos mais consumidos depois do arroz, do trigo e do milho.
Com as dificuldades de ligação dos computadores ainda não completamente resolvidas, José Manuel Rodriguez apresentou-se a identificar o INORDE (Instituto Ourensano de Desenvolvimento Económico) que é o motor de desenvolvimento da província. Dependente da Diputacion de Ourense, o Inorde actua em todos os sectores do desenvolvimento económico desde o agropecuário ao turismo.
O objectivo deste organismo é oferecer aos empresários assistência e informação. Presta assistência e dá informação acerca das ajudas e subvenções dos fundos comunitários e dá a posibilidade de utilizar a sua própria base documental, asim como a conexão com as bases temáticas mais importantes. Desta forma oferece ao empresário a informação necessária para canalizar investimentos e ajudas aos seus projectos da melhor forma possível.
O Inorde colabora ainda com as empresas da província na promoção e divulgação dos seus produtos, através de feiras e organizando viagens e missões comerciais.
Valendo-se de meios audiovisuais, mostrou imagens elucidativas do seu funcionamento nos quais se viu que a província tem bem demarcadas as zonas das suas diferentes características, o que configura os inúmeros estudos realizados.
Referiu-se aos investimentos que têm sido feitos pelo Inorde na província com o fim de facilitar a vida aos empresários. Em Xinzo onde recentemente se realizou o I Salão Monográfico da Batata foi construido um Centro Agrogandeiro onde os empresários agrícolas podem obter os apoios de que necessitam tanto no que se refere às técnicas de produção como aos apoios em diferentes âmbitos. Em Riós, disse, será em breve inaugurado outra infraestrutura semelhante mas virada para a castanha, o azeite e os cogumelos.
Conclui a parte das intervenções o Dr. António Chaves que falou sobre o desenvolvimento rural do concelho de Montalegre, tendo apresentado casos de sucesso e abordando ao de leve outros que estão a aparecer na Galiza.
Dado o adiantado da hora, a organização pela voz do moderador da mesa, Carvalho de Moura, decidiu terminar os trabalhos sem que tivesse havido o debate que certamente estava a ser aguardado porventura com expectativa por parte de muitos dos presentes ansiosos por ver esclarecidas algumas questões ali abordadas.

In http://omontalegrense.blogspot.com/


Notícias de Barroso 2008/ 10/23 19:17
Notícias
Trás-os-Montes e Alto Douro
Grande Cancioneiro do Alto Douro

Altino Moreira Cardoso, antigo elemento da Tuna Académica da Universidade de Coimbra e da sua Orquestra de Câmara Carlos Seixas, apresentou, em projecção multimédia, o seu livro Grande Cancioneiro do Alto Douro, no dia 4 de Outubro de 2008, no Auditório da Fundação, à Rua Tenente Valadim, 325, Porto.
A obra terá 3 grandes volumes, de que já estão publicados os dois primeiros, num total de 1280 páginas e 1150 cantigas.
Fez uma intervenção acerca da Obra o Professor Doutor Levi Leonido, do Departamento de Artes da UTAD (Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro).
Actuou o Coral de Letras da Universidade do Porto, sob a regência do Maestro Borges Coelho.

Montalegre
Actor Pedro Giestas

O conhecido actor Pedro Giestas esteve nos dias 9, 10 e 11 de Outubro no concelho de Montalegre para efectuar um trabalho de pesquisa de memórias populares. Junto das gentes da terra, Pedro ouviu 'estórias', sentiu o silêncio da vida e da solidão. Com esta pesquisa, ele pretende auxiliar a montagem do espectáculo "A Visita", uma produção do Centro de Criatividade - Póvoa de Lanhoso e do Teatro Invisível, que assim quer desafiar os preconceitos do mundo artístico contemporâneo, para com o teatro que se referencia na cultura popular.
O espectáculo "A Visita" será o resultado de uma pesquisa no imaginário fabuloso do universo rural e quer chamar a atenção para a problemática do homem diante da desertificação das aldeias em Portugal, o abandono de uma cultura com identidade própria, o esquecimento daquilo que somos.

Recursos florestais em debate na Cooperativa

A Asflobar e a Cooperativa Agrícola de Montalegre realizaram dia 11 de Outubro no auditório desta, uma sessão de esclarecimentos com o Presidente da Autoridade Florestal Nacional (AFN) no âmbito do programa PRODER (Programa de Desenvolvimento Rural) no que concerne a medidas de apoio ao desenvolvimento do espaço florestal. Para José Justo, Presidente da Cooperativa Agrícola de Montalegre, várias medidas do PRODER não se ajustam à realidade de Barroso, e é necessário ajustá-las uma vez que «a legislação já saiu e há algumas medidas que não têm aplicabilidade, é preciso que a lei nacional tenha uma componente regional, em especial às áreas do interior, e este é o principal recado que queremos que seja transmitido, e resolvido”.
Em relação a esta questão António Rego, Presidente da AFN «o realinhamento deste novo serviço com as Nutes II tem subjacente uma ideia muito forte de tentar ter uma cobertura do terreno, do território muito mais eficaz que anteriormente. Teremos nesse sentidode atender às necessidades regionais na medida do possível.” afirmou.
Recorde-se que a Autoridade Florestal Nacional veio substituir a Direcção Regional dos Recursos Florestais passando a acompanhar todos os investimentos e aplicação de fundos públicos nas reservas florestais cabendo-lhe ainda a missão de promover o desenvolvimento sustentável dos recursos florestais e dos espaços associados e ainda dos recursos cinegéticos, apícolas e aquícolas das águas interiores e outros directamente associados à floresta e às actividades silvícolas, através do conhecimento da sua evolução e fruição, garantindo a sua protecção, conservação e gestão, promovendo os equilíbrios intersectoriais, a responsabilização dos diferentes agentes e uma adequada organização dos espaços florestais, assim como a melhoria da competitividade das indústrias que integram as várias fileiras florestais, bem como a prevenção estrutural, actuando de forma concertada no planeamento e na procura de estratégias conjuntas no domínio da defesa da floresta, assumindo as funções de autoridade florestal nacional.

Pisões
Residência para idosos

Por todo o próximo mês vai abrir nos Pisões uma nova Residência para idosos. Situada no lugar de Pisões, no largo do Devesa, a nova residência tem capacidade para acolher 22 utentes em regime de internamento e Centro de Dia.
Devido à sua localização, poderá muito bem servir a população não só da freguesia de Viade de Baixo como também Fervidelas, Chã e ainda quase toda a bacia do Rabagão.
A residência é privada e o seu funcionamento vai criar 10 postos de trabalho. As inscrições já estão a decorrer.

Meixide
“A herança no Barroso”

No passado dia 4 de Outubro, foi apresentado pela 1.ª vez em Meixide um filme realizado pelo jornalista Luís Ribeiro. O argumento é da autoria de João Domingos Sanches e a produção assinada pela Televisão Transmontana.com, com sede em Vila Real.
A narração anda à volta de um contrabandista que, forçado a emigrar, nunca mais voltou à terra. Os seus netos, passados 70 anos, quiseram conhecer a terra e os bens que o avô ali teria deixado. Contudo, começam a ver que a dita herança bem como os terrenos, prédios e um tesouro em libras de ouro terão sido roubados.
O realizador fez o trabalho em escassos 40 dias, durante as últimas férias, aproveitando a estadia dos emigrantes. O elenco dos actores são os próprios habitantes da aldeia mais um jovem casal de namorados, estudantes da UTAD (Universidade de Trás-os-Montes) que protagonizam cenas amorosas perseguidas de perto por uma outra jovem que morre de ciúmes pelo suposto seu namorado.
A “Herança no Barroso” reflete os usos e costumes de uma aldeia de Barroso onde se pode ver as vezeiras, as mandas de vacas e outros costumes característicos das terras de Barroso.


Festa do Colégio de Montalegre
A V I S O
É dia 29 de Novembro o dia que foi escolhido para a realização da Festa do Colégio.
A alteração da data que, neste jornal e noutros meios de comunicação social foi indicada, fica a dever-se a razões de ordem prática e pessoal invocadas por alguns “militantes” do Colégio com as suas residências fora de Montalegre.
A organização informa que estão abertas as inscrições (30,00 €) que podem ser feitas através de transferência bancária na CO da CGD nº 0501 018301600 aberta em nome de Carvalho de Moura, Manuel Duarte e João da Silva Carvalho, e devendo para o efeito usar-se o seguinte NIB: 0035 0501 000 18301600 93.
Estes citados membros da organização também se responsabilizam pelas inscrições daqueles que as queiram fazer directa e pessoalmente.


Festa do Colégio2008
Rua Dr. Victor Branco, Edif. do Colégio, Sala 2
5470-Montalegre
Blogue: colegioomontalegre.blogfacil.net

Montalegre, 2008-10-14

Caro(a)s Amigo(a)s

Estamos a dar-vos conhecimento de algumas novidades que temos nesta altura e das quais esperamos que delas tomeis boa conta.

Primeira, a Comissão Organizadora da Festa do Colégio2008 decidiu que, a pedido de “várias famílias” que residem fora de Montalegre, a nossa Festa do Colégio se irá realizar no próximo dia 29 de Novembro, como forma de continuarmos a lembrar as muitas traquinices que, por estas alturas, alguns faziam naqueles memoráveis tempos de há meio século atrás.
Depois, o programa, este ano, com algumas novidades:
10,00 – Concentração no Colégio e/ou arredores
10,30 – Inauguração da sede da Comissão Organizadora com descerramento de lápide comemorativa
11,30 - Missa solene na Igreja do Castelo, seguida de Romagem ao Cemitério de Montalegre com o fim de honrar os N/mortos do Colégio
13,00 – Almoço de confraternização no Restaurante Terra Fria2 seguido de animação a cargo do Grupo do Colégio “CLAVE”
Como é da praxe, avisamos que o programa poderá estar sujeito a eventuais alterações.
Por último, o custo que foi acordado é de 30,00 €, podendo as inscrições ser feitas através de transferência bancária na CO da CGD nº 0501 018301600 aberta em nome de Carvalho de Moura, Manuel Duarte e João da Silva Carvalho, e devendo para o efeito usar-se o seguinte
NIB: 0035 0501 000 18301600 93 ou através de cheque passado à ordem de José António Carvalho de Moura e outro.

Enviamos cumprimentos amigos e saudações cordiais,

P’ A Comissão Organizadora,

PS - O Colégio de Montalegre tem blogue“colegiomontalegre.blogfacil.net”
Participa, ele também é teu, é de todos os barrosões que gostam de Montalegre

In Notícias de Barroso


Pólo de Salto do Ecomuseu já está aberto 2008/ 10/12 15:03
Antiga Casa do Capitão poderá transformar-se na maior atracção turística da vila

A memória da exploração de volfrâmio é uma das várias vertentes do espaço
Guardar dentro de quatro paredes a cultura barrosã não é fácil, mas também não é impossível. A Casa do Capitão, em Salto, é o mais recente pólo do Ecomuseu do Barroso e recria, através de objectos e imagens, muito da vida deste singular povo.

Depois de Paredes do Rio, Pitões das Júnias e Tourém, no passado sábado foi a vez de abrir portas ao público o pólo de Salto do Ecomuseu do Barroso, um projecto de preservação e valorização do cultura barrosã e em constante construção. Para o ano, além da sede, em Montalegre, irá também abrir portas o pólo de Vilar de Perdizes, que irá ser dedicado ao contrabando e à medicina popular. Mas porque se trata de um museu de território, explica o director do projecto, David Teixeira, não faria sentido excluir a outra parte do Barroso: o concelho de Boticas. No concelho vizinho estão já programados dois pólos temáticos, um na aldeia de Alturas do Barroso e outro na própria sede, dedicado ao vinho dos mortos.

Instalado naquela que era uma da casas mais abastadas do Barroso, a Casa do Capitão, o pólo de Salto, aberto oficialmente no passado sábado, na sequência da visita do ministro da Administração Interna, Rui Pereira (ver texto em cima), está especialmente voca-cionado para os ofícios tradicionais, desde o ciclo da lã e do linho. Mas também retrata, por exemplo, a matança do porco e outras tradições barrosãs. A memória da exploração de volfrâmio é outra vertente do espaço, que dá também especial atenção à raça autóctone da região: a raça barrosã.

Além disso, para dinamizar o espaço, no mesmo edifício estão instalados serviços culturais e sociais da própria Câmara, onde a população da maior freguesia poderá, por exemplo, aceder à Internet ou tratar do rendimento de inserção social. Também há serviço de biblioteca. Além disso, existe um espaço para venda de produtos locais e um auditório para 50 pessoas, onde os visitantes poderão ver pequenos documentários representativos da vida barrosã, mas que poderá igualmente servir para realizar reuniões e colóquios.

O vereador da cultura da Câmara, Orlando Alves, está confiante nas potencialidades turísticas do espaço e confiante de que o pólo irá trazer “muita gente à região”.

In Semanário Transmontano - Margarida Luzio


Novo quartel inaugurado 20 anos depois 2008/ 10/07 17:39
Bombeiros de Salto

Já há casas de banho, as mulheres já têm camaratas, as viaturas garagem, já não entra chuva e os serviços administrativos já não estão num lar. O quartel de Salto foi inaugurado ontem, após duas décadas de «calvário».

A cerimónia foi presidida pelo ministro da Administração Interna, Rui Pereira, que presidiu também à assinatura dos protocolos que vão permitir a criação das duas primeiras duas Equipas de Intervenção Permanente no distrito de Vila Real. Um total de dez elementos (bombeiros) que, em permanência, estarão disponíveis para intervir na área da protecção e socorro das populações do concelho e cujos vencimentos serão assegurados, em partes iguais, pela Autoridade Nacional da Protecção Civil e pela Câmara Municipal de Montalegre. Uma das equipas ficará afecta aos Bombeiros de Salto e outra aos de Montalegre.

Visivelmente emocionados, nos discursos, o presidente e o comandante dos Bombeiros lembraram ao ministro o \"penoso calvário\" que \"hoje [ontem] chegou ao fim\". Não era para menos. Desde que a obra começou a ser idealizada até à sua conclusão passaram quase 20 anos. \"Foi [o quartel de Salto] campeão de prateleira\", disse o comandante da corporação dos Bombeiros, que, em 2004, e depois do concurso para a construção da obra ter sido cancelado pelo então secretário de Estado, ameaçou montar uma tenda na estrada, levar para lá os seus homens, instalados há anos nas traseiras de um prédio, sem o mínimo de condições. Não foi preciso. Uma semana depois, o Governo prometeu ir a Salto assinar o protocolo de financiamento do quartel. E foi, mas antes cancelou duas datas agendadas. Numa das vezes, e porque o fez com apenas uma noite de antecedência, mesmo sem protocolo e sem governante, o banquete que estava preparado aconteceu na mesma.

\"Com ou sem dinheiro do Governo, a obra vai ser feita\", reagiu, irritado, na altura, o presidente da Câmara de Montalegre, o socialista Fernando Rodrigues.

Mas a má sina do quartel não terminou aqui. Pouco depois de ter começado a obra, o empreiteiro faliu, obrigando a nova adjudicação. Águas passadas, contudo. \"Apesar da novelística desta casa, hoje temos o mais lindo e funcional dos quartéis de Portugal\", regozijou-se o comandante Orlando Alves, enumerando, quase um por um, os que contribuíram para a obra.

A Câmara de Montalegre, onde é vereador, foi a que mais contribuiu. Além do que lhe cabia no protocolo, 150 mil euros, pagou a parte da corporação (outros 150 mil), pagou o terreno o projecto e ainda as melhorias que foram introduzidas em termos de materiais. \"Bem podemos dizer que estamos perante um quartel municipal\", referiu Orlando Alves.

O ministro preferiu falar numa \"parceria feliz\" entre administração central e local. A cerimónia foi também aproveitada para homenagear a \"dona Maria\", a telefonista que, numa central feita de taipas e à mercê do frio e da chuva que passavam pela porta, \"passou noites sem conta sem ir à cama só para estar mais próxima do telefone\". \"Mil vezes obrigada!\", disseram-lhe, agora que a sua idade já não lhe permite \"atinar\" com a moderna central do novo quartel.

Margarida Luzio in JN, 2008-10-05


GNR já recuperou ouro mas dinheiro não apareceu 2008/ 10/06 18:32
Aproveitaram hora da missa para roubar casa da noiva

No passado sábado, um grupo de assaltantes aproveitou a hora da missa para roubar a casa do pai da noiva, situada na Venda Nova, em Montalegre. Na mesma noite, o Núcleo de Investigação Criminal da GNR de Chaves consegui recuperar o ouro roubado, um plasma de grandes dimensões, um computador portátil e ainda uma arma. Mas perdeu o rasto aos mais de 14 mil euros também furtados. Parte do dinheiro era prenda de casamento.

O assalto terá ocorrido entre as 11h00 e as 14h00, período durante o qual convidados, familiares e noivos estiveram na igreja, que fica relativamente afastada da casa roubada. Para entrar na moradia, os assaltantes rebentaram uma porta das traseiras da casa, situada em frente ao Motel da Venda Nova, também propriedade do pai da noiva.

No interior da vivenda, os assaltantes percorreram várias divisões, que reviraram de pernas para o ar à procura do dinheiro, do ouro e das armas.

Uma das armas roubadas, uma shot gun, documentada, acabou por ser descoberta perto da casa. O ouro foi recuperado já de madrugada.

In Semanário Transmontano - Margarida Luzio


Aldeia já tem instalados 40 painéis 2008/ 09/27 23:15
Vila da Ponte aderiu à energia solar para poupar no gás e no gasóleo

Vila da Ponte transformou-se na aldeia com mais panéis solares por habitante
A população da aldeia de Vila da Ponte está a aproveitar o sol para poupar em gás e gasóleo. Neste momento, são já 40 o número de painéis solares instalados. Metade destinam-se a produzir energia que irá ser vendida à EDP e colocada na rede de distribuição.

O professor Alcino Moura tem as contas feitas. Antes da instalação de quatro painéis solares, gastava cerca de três mil litros de gasóleo para aquecer a casa e ter água quente. Agora, com o sistema solar a funcionar em paralelo com a caldeira tradicional, gasta apenas mil. Ao certo, o proprietário do Restaurante Residencial a Cista só vai saber quanto vai poupar quando tiver de voltar a encher o depósito de gasóleo da caldeira. Mas, porque desde que os painéis solares estão a funcionar, o sistema anterior funciona “muito menos”, acredita que a economia venha a ser significativa. Aliás, tenciona mesmo reforçar o sistema que aproveita a luz do sol.

No centro da aldeia, Maria Alves também aderiu aos painéis que transformam energia solar em energia eléctrica. “O meu é só para os banhos”, explica. E dá resultado? A água sai quente? “Ai dá! Até dá para pelar as galinhas”, responde. A vizinha, também Maria, mostra-se igualmente satisfeita com o investimento. Abre a torneira da cozinha para mostrar que a água sai a “escaldar”. O contador instalado no local exibe mais de 70 graus.

Neste momento, na aldeia da Vila da Ponte, em Montalegre, são já 40 os painéis solares instalados. Metade são térmicos e a outra metade fotovoltaicos, ou seja, destinam-se à produção de energia que irá ser comprada pela EDP e integrada na rede de distribuição. Neste momento, Alcino Alves aguarda apenas uma última vistoria para começar a vender a energia que vai produzir a partir dos dispositivos colocados no telhado da própria casa. Entrará, assim, na restrita lista de pessoas que fazem microgeração, ou seja, consumidores que geram energia através com equipamentos de pequena escala. A inscrição nas vagas abertas pelo Governo é feita via Internet no portal “Renováveis na Hora”. “Tive sorte. Mal fui aceite, o sistema fechou passados dois minutos”, recorda. A quota de produção de Alcino é de 3,68 Kw.

Apesar dos apelos e incentivos constantes à protecção do ambiente, não foi por este motivo, nem por força da Lei (ver caixa), que a Vila da Ponte de transformou, por ventura, na aldeia com mais painéis solares por habitante. Foi graças aos apelos de um filho da terra que abriu, em Braga, uma empresa de comercialização e montagem deste tipo de sistema. João Alves decidiu começar a mostrar as vantagens dos peinéis na terra natal. Sobretudo, económicas. “Eu puxo sempre pela parte económica, mas mesmo assim não é fácil”, lembra o jovem, que garante aos conter-râneos que gastem duas botijas de gás por mês, que conseguirão reaver o investimento em três anos. Para abastecer de água quente uma família de quatro pessoas, o sistema de painéis solares, instalação incluída, custa cerca de 2.000 euros. No entanto, cerca de um terço do investimento é dedutível em IRS. “É compensatório”, conclui João Alves.

Painéis solares obrigatórios desde Julho

A instalação de painéis solares para produção de águas quentes é obrigatória desde 1 de Julho de 2008, altura em que entrou em vigor o Decreto-Lei nº 80/2006 de 4 de Abril, que aprova o Regulamento das Características de Comportamento Térmico dos Edifícios (RCCTE). A obrigatoriedade aplica-se quer a habitações construídas de novo, quer a reabilitações.

No entanto, na aldeia da Vila da Ponte não foi por imposição legal que a população aderiu à energia térmica. Os 40 painéis solares estão instalados em habitações existentes antes do referido decreto-lei entrar em vigor.

In Semanário Transmontano - Margarida Luzio


Cadáver estaria já em estado de decomposição 2008/ 09/27 23:13
Homem encontrado morto em casa.
Na passada segunda-feira, um homem de 64 anos, residente na aldeia de Medeiros, em Montalegre, foi encontrado morto em casa. O cadáver já se encontrava em estado de decomposição, o que faz supor que o corpo estaria no local há já vários dias. As circunstâncias da morte deverão ser esclarecidas pela autópsia. No entanto, parece afastada a hipótese de crime.

Gonçalo Moura Rodrigues teria regressado de França, onde esteve emigrado, há apenas alguns meses. Aliás, a mulher e a filha ainda vivem nesse país. A casa onde morava ficaria distan-ciada do povo, o que explicará o facto de não ter sido encontrado mais cedo. Ao que foi possível apurar, o ex-emigrante foi encontrado por um primo que estranhou a sua ausência e decidiu ir a sua casa. Ao ver que não respondia ao seu chamado e que tinha a chave na porta, o familiar decidiu espreitar pela janela da cozinha. Foi nessa altura que viu o corpo do primo prostrado no chão. Além da GNR, estiveram no local, os Bombeiros de Montalegre, que transportaram o corpo para o gabinete de medicina legal do hospital de Chaves, a fim de ser autopsiado. O caso foi também comunicado à Polícia Judiciária. No entanto, tudo leva a crer que se tenha tratado de morte natural. Essa é, de resto, a convicção da população de Medeiros, que lamenta a sorte do conterrâneo. “Coitado, pouco gozou a reforma”, desabafava um morador.

In Semanário Transmontano - Margarida Luzio


Congresso de Medicina Popular arranca no próximo dia 4 2008/ 09/04 14:24
Iniciativa comemora 25 anos de existência

O já tradicional Congresso de Medicina Popular de Vilar de Perdizes, que este ano comemora os 25 anos de existência, vai realizar--se de 4 a 7 de Setembro.

A cerimónia de abertura, está marcada às 21h00, com uma retrospectiva do percurso do congresso, por Telma Teixeira. De seguida, está previsto um período de animação com a Escola de Música e o Rancho Folclórico de Vilar de Perdizes.

Durante o segundo dia, a tarde será recheada de palestras, com Maria Escaleira (“Lava-pés e Defumadouros”), Helena Costa (“Saberes, sabores e aromas das plantas”) e Jorge Lage (“A sua saúde”). À noite, das 21h00 às 24h00, serão apresentadas duas teses de mestrado: “Etnografia e Medicina Popular”, de Paula Alexandra Gonçalves, e “Medicina Popular a Caminho da Índia”, de Inês Manso. Na mesma noite, será ainda apresentado o tema “Osteopatia e Massagens”, por Fernando Correia. Mais tarde, actuará o grupo de teatro “Bruxas e Diabos à solta”.

Para sábado, espera-se também um dia muito preenchido em termos de comunicações. À noite, não faltará a habitual queimada e esconjuro, realizada pelo padre Fontes.

No último dia, está programada uma missa em memória dos participantes, às 11h00, seguida das conclusões dos 25 anos do Congresso de Medicina Popular. O programa encerra com um piquenique no Santuário da Nossa Sr.ª da Saúde.

Além das palestras, e à semelhança dos anos anteriores, no recinto da escola primária, estarão instalados stands para venda de produtos naturais e “consultórios” que prometem cura para todo o tipo de maleitas.

Em termos de animação, estão previstas visitas guiadas a vários pontos de interesse do Barroso e à Rota do Contrabando de Vilar de Perdizes.

In Semanário Transmontano - Ana Ribeiro


Penhora sobre o matadouro foi suspensa 2008/ 08/20 23:05
Montalegre

Impostos em dívida às Finanças já foram pagos

José Justo conseguiu evitar a venda do equipamento penhorado às finanças por uma dívida de cerca de 360 mil euros
A acção de penhora que pendia sobre o Matadouro Regional do Alto Tâmega e Barroso foi suspensa. O processo de venda do equipamento levado a cabo pelas finanças locais foi interrompido a menos de uma semana de terminar o prazo de entrega de propostas e depois de parte dos impostos em dívida terem sido pagos.

O presidente do conselho de administração do Matadouro Regional do Alto Tâmega e Barroso, José Justo, conseguiu evitar a venda do equipamento penhorado às finanças locais por uma dívida de cerca de 360 mil euros. No passado dia 1, a administração do matadouro conseguiu saldar a dívida dos impostos (IRS, IRC, IVA e IMI) devidos às finanças (cerca de cem mil euros), bem como que a Direcção Regional da Agricultura do Norte (DRAN) suspendesse o processo de execução por dívidas relacionas com a falta de pagamento de taxas relacionadas com inspecções sanitárias, somadas no mesmo processo. Ao que foi possível apurar, o pagamento à DRAN irá ser feito em prestações, no âmbito de um protocolo estabelecido entre ambas as instituições. O Semanário TRANSMON-TANO questionou o gabinete de imprensa do Ministério da Agricultura sobre o assunto, no sentido de conhecer pormenores sobre o acordo estabelecido. No entanto, a informação não foi enviada em tempo útil. O contacto, via telemóvel, com o presidente do conselho de administração do matadouro também se mostrou infrutífero.

O processo de venda do matadouro foi desencadeado no passado dia 5 de Junho, via electrónica. O preço base de venda era de 245 mil e 497 euros e a entrega de propostas, em carta fechada, estava prevista para o passado dia 7 de Agosto. Na altura, em declarações ao Semanário TRANSMONTA-NO, o presidente do conselho de administração, que representa a Cooperativa Agrícola de Montalegre e um conjunto de agricultores, José Justo, garantiu que conseguiria saldar a dívida. “Está tudo encaminhado. Não é isso que me tira o sono”, disse, então.

Inaugurado em 1995, o matadouro custou perto de 5 milhões de euros e a maioria das acções pertencem ao Estado, que, no entanto, já anunciou que pretende aliená-las. Aliás, os restantes accionistas, onde se inclui a própria Câmara Municipal de Montalegre, já foram notificados, no sentido de querem exercer o direito de preferência.

In Semanário Transmontano - Margarida Luzio


O Notícias de Barroso 2008/ 08/07 19:52
31/Jul/2008
Notícias
Adão Lopes condenado a 18 anos de cadeia

O ex-GNR de Montalegre que, há cerca de um ano, disparou mortalmente sobre o vizinho e feriu gravemente a mulher, na sequência de uma discussão motivada por um galinheiro, foi condenado a 18 anos de cadeia e ao pagamento de uma indemnização. O advogado vai recorrer da decisão.
Adão Lopes, um ex-guarda fiscal de 74 anos, foi condenado, em cúmulo jurídico, a 18 anos de cadeia efectiva. Estava acusado de dois crimes: um de homicídio qualificado e outro de homicídio na forma tentada.
Os crimes remontam a Junho do ano passado. E terão surgido na sequência de uma discussão entre o alegado autor dos disparos e o casal vizinho. Na origem da contenda estaria um galinheiro cujo cheiro incomodaria o agressor. A vítima mortal, Daniel Carneiro Afonso, de 65 anos, terá tido morte imediata. A mulher, de 64, foi evacuada de helicóptero para um hospital do Porto, onde esteve internada em coma. Recuperou, mas ficou com os movimentos bastantes reduzidos e, por isso, dependente de terceiros.
O ex-GNR alegou legítima defesa. Terá dito que também foi agredido e que lhe foi lançado um spray que o deixou em “pânico” e que o levou a disparar. O advogado vai recorrer do acórdão, por “não se ajustar à verdade processual”. Para José Augusto Branco, no que se refere ao crime de homicídio na forma tentada, o colectivo de juizes não teve em conta a “legítima defesa”, que diz ter ficado provada. “Há provas de que não houve premeditação de nada e de que ele também foi agredido ”, frisou.
A indemnização a pagar incidirá sobre uma terça parte da reforma do condenado.

Fernando Luís apanhou 15 anos de cadeia e 140.000 € de indemnização

No mesmo dia foi também conhecida a pena aplicada ao emigrante que em Agosto de 2006, na aldeia de Torgueda, disparou mortalmente sobre outro emigrante da mesma aldeia na sequência de uma rixa que terá envolvido vários indivíduos e que terá começado por causa de um boi. Fernando Luís, de 48 anos, foi condenado a 15 anos de prisão efectiva e ao pagamento de uma indemnização de cerca de 140 mil euros à filha menor da vítima. O advogado ainda está a estudar o acórdão para avaliar se irá ou não recorrer.
O homicídio de Torgueda terá acontecido já quase à noite. A vítima teria ido passear o boi com um primo e Fernando Luís terá ficado irritado com a poeira provocada pela passagem do animal junto à sua casa e terá começado a lançar-lhe pedras e a exigir a sua retirada. A discussão terá começado de seguida. Entretanto, terão entrado em cena o irmão e o cunhado de Fernando Luís, que terá ido a casa buscar a caçadeira e disparado sobre Joaquim. A seguir, juntamente com o irmão e o cunhado, terá fugido, tendo-se apresentando na GNR no dia seguinte. ML
Vilar de Perdizes
O passado e o presente nos carreiros do contrabando"

A Associação de Defesa do Património de Vilar de Perdizes, promove no dia 9 de Agosto uma jornada cultural que invoca uma das mais memoráveis práticas do passado: o contrabando. Os interessados em participar podem inscrever-se pelo preço simbólico de 5 Euros.
Organizada pela Associação de Defesa do Património de Vilar de Perdizes, conta com o apoio do Ecomuseu de Barroso, Junta de Freguesia de Vilar de Perdizes, do Padre Fontes e da Rádio Montalegre.
Recorde-se que recentemente o Município de Montalegre inaugurou a Rota do Contrabando de Vilar de Perdizes, mais uma aposta do concelho na vertente turística.

Tourém
Noite de Contrabando

A iniciativa é da Junta de Freguesia de Tourém que assim recupera uma das práticas ancestrais da raia fronteiriça. É no próximo dia 11 de Agosto e prevê uma encenação a recriar o espírito "vagabundo" do Barroso antigo.
A "Noite de Contrabando", acção organizada pela Junta de Freguesia de Tourém com o apoio do projecto camarário Ecomuseu de Barroso e da Rádio Montalegre, inicia-se, pelas 20 horas, no coração da aldeia, mais concretamente no Largo do Cruzeiro. Acto contínuo, dá-se a saída dos "contrabandistas" que vão fazer um périplo mítico por aquela aldeia fronteiriça: passagem pelo marco 100, visita à aldeia galega de Randín e, por fim, convívio no centro de Tourém.

Montalegre
Festa da Juventude
Integrada no programa das Festas Concelhias 2008, a Festa da Juventude realiza-se no dia 8 de Agosto no Castelo de Montalegre. Trata-se duma jornada de animação e convívio que os jovens podem desfrutar no recinto do Castelo. A Festa da Juventude com jogos e concertos promete muita “animação, boa onda e sempre a top”, como tem de ser.

Corrida de Camiões na Pista de Rallys
Evento, promovido pela Desigual Eventos, acontece nos dias 9 e 10 de Agosto na Pista Automóvel de Montalegre. Fim de semana promete ser de pura adrenalina. Presença confirmada de Paulo Martinho que efectuará algumas sessões de Freestyle. Bilhetes à venda no Posto de Turismo de Montalegre. A Pista Automóvel de Montalegre recebe nos próximos dias 9 e 10 de Agosto, o 1º Camião Cross Internacional de Montalegre, evento promovido por Pedro Amado/Desigual Eventos que conta na organização (direcção técnica da prova) com o Clube Automóvel de Vila Real em estreita colaboração com o Município de Montalegre, que assim continua a sua aposta de promoção da região barrosã através do desporto motorizado.
A juntar à vertente competitiva, há outros atractivos como é exemplo a já confirmada presença da Paddock Competições, que estará presente em Montalegre com os seus pilotos e veículos do Dakar, os quais proporcionarão algumas sessões de co-drive, e ainda de Paulo Martinho, que efectuará algumas sessões de Freestyle.
Na componente social, sublinhe-se a presença da APCC (Associação Portuguesa de Paralisia Cerebral), entidade à qual será proporcionada um dia diferente no seio da competição automóvel.

Entre os inscritos, com as cores nacionais, refira-se os nomes de Eduardo Rodrigues, José Rodrigues, Bruno Neto, José Fernandes e Avelino Reis. Aliás, como é sabido, a familia Rodrigues está recheada de êxitos.
Em suma, Montalegre vai, desta forma, voltar a apreciar as corridas dos «monstros» da estrada, que estavam arredadas, deste circuito, desde o final do Campeonato de Camião Racing, que terminou, lembre-se, em 2003.
PROGRAMA

Dia 9 - Sábado
14H30 – Treinos livres e cronometrados
16H30 – 1ª Manga de qualificação
Dia 10 - Domingo
10H00 – 2ª Manga de qualificação
11H00 – Espectáculo de Freestyle por PAULO MARTINHO com Ferrari, Smart, Peugeot 3000 V6, Motas e Quad – 1ª Sessão
14H00 – 3ª Manga de qualificação.
15H00 – Baptismo de convidados entre o publico para uma volta ao circuito em camiões de corrida.
15H15 – Freestyle por PAULO MARTINHO – 2ª sessão
15H45 – Finais Francesas
16H45 – Finais Franco-Portuguesas
Os bilhetes de entrada encontram-se à venda no Posto de Turismo de Montalegre
RM

Boticas
Andreia Rio fadista

A barrosã de Sapiãos, Andreia Rio, aluna da Escola de Enfermagem Dr. José Timóteo Montalvão Machado, foi a grande vencedora da Grande Noite do Fado, organizada pela Casa da Imprensa. O concurso foi realizado no Teatro S. Luís e Andreia Rio conseguiu impor-se entre setenta concorrentes de todo o país. Andreia Rio cantou o fado “Cansaço” de Amália Rodrigues e encantou com a sua voz um selecto juri que lhe atribuiu o honroso 1.º lugar.
O Dr. Artur Monteiro do Couto, também natural de Sapiãos, traçou na A Voz de Chaves o perfil da nova fadista que ganhou o 1.º lugar por mérito próprio.
À Andreia sorri agora um mundo de sonhos que, logo de seguida à sua consagração, começou a gozar. O pelouro da Cultura da Câmara Municipal de Lisboa convidou-a a cantar num dos eléctricos de turistas.
Parabéns à Andreia e Viva Barroso!

Boticas e Outes geminados

No passado dia 19 de Julho, Boticas e Outes celebraram um acordo de geminação. A cerimónia decorreu no Salão Nobre da Câmara de Boticas esperando-se entre ambos os municípios uma estreita colaboração da qual poderão advir importantes benefícios económicos, culturais, sociais, desportivos e outros para as suas populações.
Outes é um concelho situado a poucos quilómetros de Ourense, sendo atravessado pela EN 525.

Xinzo

Concurso de pratos de batata

Em Xinzo de Lima decorre um concurso original que tem como objectivo principal a promoção da batata limiana e num segundo plano o aperfeiçoamento e a seleção de pratos cozinhados com batatas.
Assim, qualquer visitante que se desloque a Xinzo, poderá ter oportunidade, conforme o restaurante ou o bar escolhido, de apreciar umas tapas de batatas recheadas com vitela, cozinhadas com rãs, con milhos e berenjelas, rebuçadas com salsa e de múltiplas formas originais. Aderiram a este tipo de promoção 25 Restaurantes e Bares de Xinzo onde aos clientes, depois de saborear, se lhes pede que preencham um boletim de voto com o valor atribuido ( de 1 a 10) à respectiva apreciação.
A campanha mantém-se até 15 de Outubro, após o que o Salão Monográfico da Batata aproveitará a seleção das melhores para de seguida fazer a sua promoção durante a respectiva feira.
Publicado por Carvalho de Moura em 00:08
17/Jul/2008

Notícias
Aldeia Nova
Um Tractor na autoestrada

António Manuel Cabeleira Costa recebeu em sua casa uma notificação da Via Verde Portugal para identificação do condutor que transpôs a barreira da portagem sem ter pago as taxas devidas por lei.
O veículo referenciado pela matrícula 73-70-RO é nem mais nem menos um tractor marca Hurlimann, da Agro-Reparadora, de Joaquim Costa, que pertence ao António e que por conseguinte não poderia ter incorrido numa transgressão destas.
De acordo com a documentação anexa à carta de notificação, verifica-se que a infracção ocorreu na Autoestrada A9, na saida de Queluz, pelas 12,48 horas do dia 24 de Novembro passado. A notificação foi enviada por carta registada com aviso de recepção com data de 25 de Junho de 2008 e dirigida ao António Manuel Cabeleira Costa, Rua dos Lanos, 1 Aldeia Nova 5470-062Chã.
Afinal como é que funcionam os serviços da Brisa. Como é possível uma coisa destas? Carro roubado com matrícula falsa ou erro de captação dos dados identificativos da matrícula?
Mas o que realmente surpreende é a forma algo prepotente como a referida notificação se refere ao notificado afirmando que “se não proceder à solicitada identificação será considerado responsável pelo pagamento da coima e do montante de portagem em dívida, etc…”. E se se trata de um simples lavrador com pouca cultura (que não é o caso), lá terá de se deslocar a Montalegre, se calhar pedir a alguém que responda ao questionário, pagar o respectivo serviço e nisto tudo perde um dia de trabalho. A Brisa terá de rever os seus métodos de trabalho.

Barracão
Jogos populares

No dia 20 de Julho, a Associação "A Colmeia"realiza os Jogos Populares e para tal conta com vários apoios, entre eles, da Câmara Municipal de Montalegre. Os jogos são os seguintes: malha, jogo do galo, pau ensebado, malhão, tracção à corda, jogo da choca, entre outros.
Refira-se que o Barracão já, em tempos idos, realizou este tipo de festa tendo dela desistido por falta de apoios. Agora, eis que está de volta uma iniciativa muito querida da população de Barroso. Trata-se de reavivar memórias e tradições do espírito comunitário das nossas gentes.

Montalegre
Jogos ao ar livre

Com o apoio da Câmara Municipal de Montalegre, tem lugar, de 7 a 18 de Julho, uma série de actividades desportivas ao ar livre para jovens com idades compreendidas entre os 7 e os 15 anos. A organização conta, com esta acção, entre outros objectivos, «proporcionar a toda a comunidades escolar o contacto com actividades de natureza e lazer, transferindo a sua prática para o “ exterior” como forma de ocupação dos tempos livres; Incentivar a prática de exercício físico através de actividades ao ar livre bem como esenvolver a capacidade de observação, atenção, reflexão e poder de decisão».
Ao longo destes dias serão realizadas as seguintes actividades:

•Natação (jogos de água)
•Jogos Colectivos (basquetebol, voleibol, futebol, hokey, andebol)
•Habilidades motoras (perícias e deslocamentos)
•Percursos pedestres
•Jogos lúdicos e tradicionais
•Orientação (teórica e prática)
•Desportos radicais
•Passeios e visitas guiadas com piqueniques
•Canoagem
•Filmes (desenhos animados)
•Jogos de mesa (cartas, ping-pong, jogos de concentração, etc)

Junta de Freguesia distingue os idosos

A Junta de Freguesia de Montalegre juntou mais de uma centena de idosos no Parque do Cávado,
no dia 13, Domingo passado. A iniciativa contou com a presença do pároco de Montalegre, Vítor Pereira, que celebrou Missa e dirigiu palavras de muita oportunidade aos idosos. Também o Presidente da Junta, Armando Duarte, se mostrou satisfeito em promover este tipo de convívio, de resto já realizado em anos passados, e que considerou importante para quem precisa de solidariedade, como é o caso dos mais idosos.

Encontro de concertinas

No dia 5 de Julho, por iniciativa de Tony Mourão, emigrante de Meixide a trabalhar em França, haverá em Montalegre uma grandiosa concentração de Concertinas. Assim, pelas 14.00 horas, os tocadores começam a juntar-se na Praça do Município após o que seguem em desfile por algumas das principais ruas da vila. O convívio segue depois para o Parque do Santuário do Sr. da Piedade de cujo programa se destacam as desgarradas entre os cantadores mais afamados sendo eles o Cunha de Vila Verde, a Sargaceira, o Carlos Ribeiro, o Carvalho da Cucana, o Lopes de Cabeceiras, o Celorico, a Maria Celeste, a Adília de Arouca e o Duarte da Póvoa, para além de outras entre voluntários. A culminar o Encontro terão lugar no Campo de Chegas do Sr da Piedade, duas Chegas de bois com entrada livre.
A organização bem como o patrocínio é da responsabilidade da Câmara Municipal e, segundo dados que nos foram fornecidos, deverão juntar-se em Montalegre, nesse referido dia 5, alguns milhares de pessoas. Em perspectiva, um dia grande das Festas Concelhias. (ver Cartaz P16)

Santarém
Éguas de Barrosão na Feira Nacional

Como já vem sendo hábito, mais uma representação barrosã competiu com os maiores criadores de cavalos. Vai para 15 anos que o barrosão de Fírvidas, António Dias, radicado lá para as bandas saloias de Lisboa deu em criar e tratar éguas de raça e com alguma dose de ousadia levá-las à Feira Nacional de Agricultura onde se reúnem os maiorais deste tipo de criações e apresentá-las a concurso.
Todos os anos, e nós daqui acompanhamos o desafio, a Cudelaria de Lúcia Dias, sua estremosa filha, não só se perfila na representação como também arrebata honrosas e sonantes classificações.
Este ano, na Feira Nacional de Agricultura que decorreu entre 7 e 15 de Junho, estiveram representadas a nível nacional 52 éguas afilhadas. A cudelaria da Dra Lúcia Dias averbou o 4.º lugar, o que não pode deixar de se registar no periódico da região para conhecimento dos barrosões. Prova de que há barrosões de tal forma destemidos que onde se metem normalmente saiem-se bem, como foi o caso. Parabéns!

Boticas
Vinho dos mortos

Acaba de ser finalmente lançado no circuito comercial o tão conhecido e já mediático Vinho dos Mortos, por muitos considerado um ícone da gastronomia Botiquense. Desde tempos remotos cultivado em extensos vinhedos à época existentes na freguesia de Boticas e na sua congénere da Granja encontra-se a sua produção actualmente confinadas a duas ou três propriedades agrícolas exclusivamente situadas na sede do concelho. Anteriormente já comercializado sob aquela designação, que apenas lhe correspondia na versão popular, conquistou recentemente o estatuto oficial com a certificação de denominação de origem VINHO DOS MORTOS, na Classe Vinho Regional Transmontano.
O obreiro deste rigoroso, intrincado e minucioso processo foi o produtor Armindo de Sousa Pereira, apaixonado compulsivo pela agricultura e proprietário de uma extensa vinha situada na encosta da Poça da Cruz. Dinâmico e perspicaz, ousou enfrentar com estóica persistência e inflexível teimosia todas as fases que o regulamento impõe para a certificação de produtos de consumo e muito especialmente os alimentares.
Desde a adaptação aos métodos de tratamento das uvas na fase de desenvolvimento, à selecção das castas, ao acondicionamento em cubas inox hermeticamente fechadas, ao engarrafamento com rótulo identificativo e ao selo de registo de produtor, todas estas condicionantes foram escrupulosamente cumpridas, sob pena de ter de enfrentar as consequências decorrentes das normas legais e regulamentares que regem este procedimento. Fazendo uso das novas técnicas saídas da modernização agrícola e de equipamento da última geração, criou na sua unidade de confecção uma autêntica linha de engarrafamento em série. O recipiente de comercialização e constituído por garrafa de 750 ml, com rótulo identificativo do conteúdo, de formato esbelto e esguio, a desafiar a arquitectura do design mais avançado. A embalagem de transporte consta de uma caixa de cartão timbrado com a capacidade para três unidades, de fácil e cómodo manuseamento. Como recompensa de toda esta panóplia burocrática e logística foi pela Entidade competente declarado o Sr. Armindo de Sousa Pereira o único produtor/Engarrafador registado oficialmente para comercializar esta marca de vinhos.
Os pontos privilegiados de venda deste produto genuíno de Boticas serão agora, além do próprio produtor, o supermercado Mini-Preço e outras superfícies comerciais a quem o mesmo conceder tal prerrogativa, nas condições que reciprocamente vierem a ser acordadas.
Informações detalhadas sobre as características e qualidades deste néctar dos deuses poderão ser colhidas no posto de Turismo de Boticas e Repositório do Vinho dos Mortos à entrada da Granja.
Quem tiver paladar afinado e ousar ingeri-lo, não terá dúvidas de que este delicioso vinho não ressuscitará os mortos, mas garantidamente prolongará a vida dos vivos!...
JAdegas

Informação útil

Foram inaugurados no dia 15 do mês de Junho p.p. os radares de controlo de velocidade em todas as Vias Verdes.
O limite de velocidade é de 60 km/hora.
As infracções por excesso de velocidade têm as seguintes penalizações:
- Apreensão de Carta
- Multa de € 150,00

Publicado por Carvalho de Moura em 22:39
16/Jul/2008
Rectificação de notícia
O Encontro de Concertinas é no dia 5 de Agosto e não no 5 de Julho como se indica na notícia respectiva. Com pedido de desculpas, jacmoura
Publicado por Carvalho de Moura em 02:32
Novo Provedor da Santa Casa da Misericórdia
Abel Rodrigues Afonso

Após o falecimento de Manuel António Pereira, nos termos do respectivo Compromisso, Abel Rodrigues Afonso passou a exercer as funções de Provedor.
Abel Afonso, de 53 anos de idade, é figura pública bem conhecida no meio montalegrense. Nascido em Vilaça, freguesia de Contim, casou com Maria Margarida Afonso do Gonçalo, de Criande, tem dois filhos e fixou residência em Montalegre. Iniciou a sua actividade na Cooperativa Agrícola, da qual passou para a actividade bancária. Começou no Crédito Predial Português, transferindo-se para a Caixa de Crédito Agrícola com as funções de gerente, cargo que ocupou durante 16 anos. Foi presidente da Assembleia Municipal em dois mandatos das Câmaras do PSD presididas por Carvalho de Moura e vereador social demcrata na Câmara socialista de Fernando Rodrigues.
Homem de consensos, trabalhador, muito respeitado por todos os que o conhecem, vai trabalhar com a equipa do saudoso Manuel Pereira e dar continuidade aos projectos que estavam planeados pela provedoria, um novo edifício para cuidados contnuados de saúde, um novo Lar para idosos e nova Creche que substituirá as actuais instalções que serão entregues à autarquia, equipamentos concentrados no sítio das Mós, perto da Escola Secundária.

Outros títulos de interesse do Notícias de Barroso, Nº 314:
Chegas de bois
Vilar de Perdizes festa em Rameseiros
Borralha junta centena e meia de amigos
Entrevista a Carlos Machado, um trabalho da jornalista Maria José Afonso
Os resultados dos exames do ensino secundário, do Duarte Gonçalves
Coisas de Antanho, de Dias Vieira
Morreu Mário Carneiro, de Barroso da Fonte

Publicado por Carvalho de Moura em 00:58
3/Jul/2008
As Chegas do Verão de 2008
Este Verão, em Barroso, as Chegas prometem. Para além do Torneio das Chegas de Bois barrososos já em curso, todos os Domingos no Campo do Sr. da Piedade, muitas outras vão ser realizadas para gáudio dos aficionados do desporto rei de Barroso. Entre os bois cruzados de diferentes raças com predominância para o mirandês, tivemos a oportunidade de referenciar cerca de três dezenas de bois “campeões”. Portanto, bois que nunca ficaram mal e que estão disponíveis para lutar. Estamos a falar de bois de muita qualidade, bois turradores, de peso igual ou superior em muitos deles à tonelada. Exemplares bem tratados, ainda novos nos quais os criadores estão a apostar muito forte, não se poupando a esforços para levar até aos campos de Chegas o espectáculo mais apetecido de todos nós. António Gonçalves Dias, mais conhecido por Calbô, de Soutelinho da Raia, é o que se destaca nesta paixão pelas Chegas de Bois. Só dele são sete, cinco dos quais “campeões”, de bom trato e com idades que não vão além dos seis anos. Possui um campo de Chegas próprio em Soutelinho e tem investido muito não só em bois como em terrenos para dar aos seus animais as melhores condições para se desenvolverem. Anda agora numa roda viva porque é o organizador da maior parte das Chegas que reparte por Vilar de Perdizes e Soutelinho.
Tony Mourão é outro apaixonado pelos bois. Dele foi a iniciativa de trazer da Suiça as vacas pretas alpinas mas cujo espectáculo não resultou como era seu desejo. Os barrosões, nestas coisas de Chegas preferem os bois. Sempre ele ele tem investido em bois ou isoladamente ou em parceria com os seus amigos de Meixide e Pedrário. Outros investidores em bois e amigis das Chegas há por todo o concelho de Montalegre designadamente em Aldeia Nova onde encontrámos dos melhores bois da região.
O Cândido de Meixide, o Miranda de Arcos, o Tó do Lano, o Pedro do Lano, o Júlio e o Nelson Costa, da Aldeia Nova, o António Pinto e os “Padeiros” de Vilar de Perdizes, o António Duarte, o Nuno Duarte mais o José Carlos, o Luís de Penedones, o Domingos de Fiães, os manos José e Jaime, da Portela, o Mano e o Zé Catita, de Montalegre, depois o Farraulas de Santo André e o Alberto de Sendim, só para citar dos tratadores dos bois cruzados, por sinal os que, nos últimos anos, têm proporcionado as chegas mais espectaculares.
O primeiro dos bois (na foto), o "Cordeiro" do Chico de Mourilhe, custou 20.000 €uros, é um boi temível e no dia 27 de julho vai ter pela frente o "Zorro" do Calbô (foto nº2)o, uma Chega fantástica em perspectiva. Contudo, este ano, como acima se diz, muitos outros há que vão proporcionar grandes Chegas.
No que respeita aos "portugueses" há menos e o Torneio dos Barrosos, este ano de 2008, exceptuando o 1.º Domingo, não tem corrido favoravelmente.
No nº 313, de 30 de Junho, pblicamos as fotos e as características de 24 Bois Campeões.

Publicado por Carvalho de Moura em 01:03
16/Jun/2008
Os bois Campeões - 1
O "Cachelo" do Chico de Mourilhe
Dono: Chico de Mourilhe
Nascido e driado em Cepeda
Raça: indeterminada
Peso: 1.450 Kgs
Cornadura: crescimento anormal
CAMPEÃO
Custo: 7.500 €
Próxima Chega: 27 de Julho
promotor da Chega: Calbô
na próxima edição do Notícias de Barroso, vamos dar a conhecer os bois CAMPEÔES da região e perspectivar a campanha do Verão.
Publicado por Carvalho de Moura em 00:23
15/Jun/2008
Notícias de Barroso
Casas Novas Hotel de turismo rural

No próximo dia 28 de Junho será inaugurada em Casas Novas, localidade situada a 12 kilómetros de Chaves, um hotel de turismo rural numa edificação do século XVIII que, no passado, pertenceu a uma condesa.
O empresário, dono da obra, Fernando Moura, é natural do Cortiço, freguesia de Cervos, de Montalegre, conseguiu apoios financeiros para os trabalhos de recuperação e adaptação do imóvel cujas obras duraram quatro anos. Fica situada nas Casas Novas junto à EN 103 e relativamente perto da A24, conta con 27 quartos e uma área de três hectares na qual instalou um campo de tenis, caminhos para a prática de senderismo e passeios a cavalo. O edifício dispõe de restaurante e serviços de ‘spa’ (sauna, banho turco e piscinas).

Vila Real
Festas de Santo António

Tradicionalmente, celebra-se Santo António de forma popular: folguedos e arraial. Mas este Santo, de quem se diz que, se desaparecessem todos os exemplares da Bíblia, seria capaz de a reescrever com todas as letras e sinais gráficos, tal era a sua cultura, também pode e deve dar pretexto para altas expressões culturais.
A pensar nisto, a Vigararia Episcopal da Cultura da Diocese de Vila Real sugeriu e a Câmara Municipal aceitou de bom grado promover uma conferência intitulada “Santo António de Lisboa e o franciscanismo nascente”, plea Professora Doutora Cândida Pacheco, da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, considerada a maior especialista portuguesa na obra antoniana. Tal aconteceu na Sé de Vila Real, no dia 12/06, véspera da celebração litúrgica do Santo.
No final da conferência, apresentou-se ao público de Vila Real o “Cappella Douro, Ensemble”, vocal de recente criação, único na zona. É constituído por doze vozes, todas ligadas à zona do Douro, sob a direcção artística do Maestro Tadeu Filipe e acompanhamento a órgão da Profª Helena Loureiro.

Barracão- Cervos

Fazer rally no lameiro

Isto já não é recente, mas valerá a pena relatar para se dar a conhecer até onde vai a falta de respeito e a nítida intenção de prejudicar os outros ignorando os mais elementares deveres cívicos.
Em Fevereiro passado, cinco jeeps seguindo a caminho de Chaves entraram no lameiro do Crasto, situado no Barracão, propriedade de Fernando Abel Lima de Moura, e ali se divertiram a fazer rally durante um bom par de minutos. No dito lameiro que andava a regar, os ocupantes dos jeeps com os faróis ligados (eram 18.00 horas) deram-se ao desplante de ensaiar manobras como peões e outras piruetas deixando o espaço completamente desfigurado, mais parecendo uma terra de lavradio. (Ver imagem ainda que deficiente)
Avisado por um vizinho, Fernando Abel acorreu de imediato e ainda conseguiu fazer parar o último dos carros, depois de atravessar a sua carrinha na estrada 103.
Conseguiu apurar a identificação daquele condutor, Jorge da Costa Vilar, de Vila Nova de Gaia, donde também eram residentes os donos dos restantes carros que se puseram em fuga.
Fernando Abel, como é natural, apresentou queixa à GNR e exigiu uma indemnização por invasão de propriedade e danos materiais, caso que ainda não foi aceite pelo tal sujeito. Depois de todo o tempo passado, entrou uma queixa crime no Tribunal da Comarca de Montalegre no passado dia 11 do corrente mês de Junho.
Ao que chegou a desfaçatez desta gente da cidade. Vêm por aí acima e ou se julgam donos do mundo ou julgam que Barroso é terra de ninguém. Estão bem enganados. Em Barroso, terra de gente hospitaleira, também há quem faça ver a esses sujeitinhos que aqui tem de haver respeito. Que pena um “pau de marmeleiro” ou um estadulho em cima deles! Que repitam a façanha e depois se queixem que os de Barroso não são para brincadeiras! Desta vez, tiveram a sorte pelo seu lado.

Friães – Viade de Baixo
Inaugurado Nicho a Sto António

Na povoação de Friães, da freguesia de Viade de Baixo, existe uma particular devoção a Santo António. E também, como em todos os lugares, há pessoas dedicadas que preservam estas boas práticas que fazem parte da nossa cultura. Ainda bem que assim é porque deste modo as tradições que fazem parte dessa nossa cultura lá se vão mantendo.
Assim, em Friães, uma Comissão de homens bons do lugar zela por se fazer a Festa de Santo António, prática que já vem de tempos muito antigos e que, durante décadas, Domingos Afonso, seguia com toda a sua sabedoria. Uma festa exclusivamente religiosa com missa, procissão em volta da Capela e no final o tradicional arremate das cabeças e orelheiras do porco e outros produtos que os populares davam ao Santo de promessa.
Desde 1950 que consta de um livro de notas o movimento das contas com a dita festa, registadas anualmente e assinadas pelos membros da respectiva Comissão. Tem conta aberta na Caixa Geral de Depósitos e nos dias de hoje continua com alguma actividade traduzida numa obra que é a alegria de muitos devotos do Santo. A actual Comissão constituida por Joaquim Augusto de Moura, Vasco António Machado Gonçalves de Cima e Rui Miguel Pires de Moura mandou construir um Nicho situado no monte a norte da Capela de Nossa Senhora da Saúde de Friães que custou 2.587,50 € e cuja inauguração ocorreu no passado dia 8 de Junho. Presentes, além do pároco, António Joaquim, que presidiu à cerimónia da benção, muitas pessoas da freguesia com destaque para o Presidente da Junta de Freguesia que colaborou com a Comissão.
No acto, Joaquim Augusto de Moura, presidente da Comissão, agradeceu a todos os paroquianos e à Junta de Freguesia.

Montalegre
“Educar os nossos filhos”

A Associação de Pais de Montalegre, promoveu na noite de 6 de Junho um serão dedicado à educação, subordinado ao tema: “ Como estamos a Educar os nossos filhos” incluído na Feira do Livro, onde estiveram presentes encarregados de educação e professores.
Alexandre Favaios, psicólogo, através da leitura de um texto: “ Receita para um filho problemático”, procurou focar os comportamentos parentais e as suas implicações no desenvolvimento da criança e do adolescente.
No seu entender, o papel principal na educação cabe aos pais e referiu tópicos importantíssimos para não deseducar um filho:
. Importância dos valores (o Ser em vez de Ter), dos limites, do carinho, da palavra, da verdade, da expressão de sentimentos, etc.
Uma noite, que deixou muitas alíneas em aberto, para uma próxima discussão.

Livro “Bitcho Bravo”

Chama-se Bitcho Bravo um novo livro que retrata a experiência que Francisco Álvares, biólogo, teve durante 10 anos com um animal outrora temido e actualmente protegido, o lobo.
O livro, foi apresentado na IX edição da Feira do Livro, dia 9 de Junho em Montalegre.

À descoberta de Barroso (5 e 6 de Julho)

A Câmara Municipal de Montalegre está a lançar um desafio intitulado "À Descoberta do Barroso". Trata-se de um fim de semana (5 e 6 de Julho) onde a autarquia oferece transporte, serviço de guias e lanche nas olas de Santa Marinha. O roteiro (consultar programa na imagem anexa) passa pela realização de percursos pedestres (sábado, 5 de Julho, a partir das 9h30) e visita, em autocarro, à aldeias de Paredes do Rio, Pitões das Júnias e às paisagens do Gerês (Sábado, 5 de Julho, às 14h00 e Domingo, 6 de Julho, às 09h30).
A concentração dos passeios é na Praça do Município e os interessados devem contactar o Posto de Turismo de Montalegre através do telefone 276 511 010.

Peirezes
O lume ainda apetece

No passado dia 12 de Junho, João Pinto, de Peirezes, emigrante que foi nos Estados Uunidos da América, carregava a mala do seu carro com toros de lenha para reabastecer a lareira. E o Ti João tem carradas de razão porque o frio, este ano, não nos larga. Exceptuando meia dúzia de dias, vindos quase sem se contar, as temperaturas têm andado muito abaixo do que seria normal para esta época do ano. Ervas e fenos não vão escassear, mas as sementeiras estão atrasadas e, ao que nos dizem, as fruteiras não vão dar nada.

3º FÓRUM CETS

O Parque Nacional da Peneda-Gerês e a ADERE-PG, no âmbito de uma candidatura à medida 1.4 do ON., juntamente com os seus parceiros institucionais, as Câmaras Municipais de Arcos de Valdevez, Melgaço, Montalegre, Ponte da Barca e Terras de Bouro, a Entidade Regional de Turismo, as Associações de Desenvolvimento Local LEADER e a Direcção Regional de Agricultura e Pescas do Norte, estão a preparar a revalidação da “Carta Europeia de Turismo Sustentável” (CETS) das Regiões do PNPG, atribuída em 2002.
Revalidar a CETS obriga a estabelecer um novo Plano de Acção para os próximos anos de 2007/2011 que coincide com a entrada em funcionamento do novo Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN) e, como tal, importa ter claro o que se pretende fazer neste território e garantir a prioridade dos investimentos nesta área.
Esta revalidação da CETS é uma oportunidade única para nos mantermos integrados na rede europeia onde constam cerca de 40 Parques certificados pela Carta e, por outro lado, permite-nos rentabilizar os benefícios da Marca Parques Com Vida, já que os seus aderentes podem beneficiar de uma visibilidade maior junto dos potenciais visitantes.
A Carta Europeia aplica-se à totalidade dos 5 concelhos e não apenas à zona classificada do Parque, pelo que a participação de todos é fundamental, seja a sua actividade exercida ou não no Parque.
Nesse sentido está previsto realizar-se o terceiro Fórum da CETS para apresentar o Plano de Acção, constituído pelo conjunto de Fichas de Acção que estão a ser elaboradas tendo por base a operacionalização das linhas de actuação identificadas e classificadas no 2º fórum.
Este 3º fórum é a culminar de um processo continuado de desenvolvimento participado e um compromisso público entre parceiros e agentes na vontade de se trabalhar junto em prol de um turismo sustentável no território.
Para este Fórum são convidados os agentes económicos ligados aos sectores do alojamento, restauração, empresas de animação, lojas de artesanato e produtos agroalimentares, bem como as entidades públicas e privadas que actuam para as Regiões do PNPG e que têm participado activamente em todo processo.
Assim e dada importância da participação de todos os que actuam no sector do turismo e em prol do desenvolvimento local, vimos por este meio convidar todos os interessados a participar neste 3º Fórum da CETS, no próximo dia 18 de Junho de 2008 na Porta de Lamas de Mouro no concelho de Melgaço.
A participação deverá ser confirmada para a ADERE-PG por telefone (258452250) ou fax (258452450) ou email cristina.azevedo@adere-pg.com

Calvos de Randín
Confusão no Concelho

Aquilino Valencia, alcalde de Calvos de Randín, tem tido muitos problemas no funcionamento do orgão devido à demissão do seu tenente Alcalde, José Manuel Andrade. Com efeito, este depois de se demitir do partido que o elegeu, coligou-se com os membros do PP com o fim de derrubar a Câmara eleita nas últimas eleições.
No dia 10 de Junho, dia do plenário em que se devia apresentar uma moção de censura à Câmara, tal não se concretizou devido à oposição de populares que impediram o normal funcionamento da reunião.

Xinzo de Lima
Expolimia dá lugar ao Salão Monográfico da Batata

Depois de realizada 10 anos, a Feira mostra Expolimia vai desaparecer para dar lugar ao denominado Salão Monográfico da Batata. Já foi constituido um grupo de trabalho que assumirá a organização e que é integrado pelo Conselho Regulador de Indicação Geográfica Protegida Batata da Galiza, o Meio Rural e o Concelho de Xinzo.
Assim, vamos ter uma Feira da Batata, na qual se vai apostar na gastronomia, na investigação e formação. A inovação estará presente com a participação da Polónia e Hungria, paises com os quais o Inorde tem convénios. Também Portugal e França poderão vir a participar nesta nova Feira cuja data da sua realização também poderá passar para o mês de Outubro.
Para Daniel Blanco, Tenente alcalde do concelho, “trata-se de renovar um certame que estava ser muito repetitivo e a perder interesse”.

Outros títulos:
Coisas de antanho - 1, do Cor. Dias Vieira

E porque Dia 9 de Junho foi feriado municipal..., de Maria José Afonso,
E se Vilar de Perdizes me fosse contado, do dr. Helder Alvar
Como vai este país, de Duarte Gonçalves
Obviamente improvável, de José Duarte
Noite das Bruxas, reportagem de CdMoura
e ... Outros trabalhos de aquém e além mar.

In http://omontalegrense.blogspot.com/


O Povo de Barroso Nº 402 2008/ 08/07 19:44
Terça-feira, Agosto 05, 2008

Barroso em Resumo
1) Encontro de Concertinas, Festa da Juventude e Celtirock 2008
São vários os acontecimentos lúdicos/culturais no nosso concelho durante o mês de Agosto ou não fosse esta a época do ano em que o Barroso tem mais população. Para além desse aspecto, Montalegre ainda conta com uma Câmara que governa mais para os emigrantes do que para os que cá vivem o ano inteiro. Mas nem todos os eventos têm a mesma atenção, que o diga o Celtirock.
Concentração de Concertinas
Integrada nas festas do Concelho e uma das maiores apostas deste ano do Município, realiza-se hoje, dia 5 de Agosto a 1º Concentração de concertinas de Montalegre.
Um dia que se prevê de festa com vários nomes conhecidos deste género musical como é o caso do Cunha de Vila Verde, Sargaceira, Carlos Ribeiro, Carvalho da Cucana, Lopes de Cabeceiras, Celorico, Maria Celeste, Adília de Arouca, Duarte da Póvoa, entre outros.
Festa da Juventude
Nos últimos tempos o que mais tem havido é festas e excursões de idosos, que são o que mais abunda por estes lados; e ainda há dias se realizou um encontro deles no Senhor da Piedade. De tal forma que, sempre que se fala em juventude ou encontro de jovens neste concelho envelhecido, é motivo para fazer uma festa e dar a notícia.
Integrada no programa das Festas Concelhias 2008, a Festa da Juventude realiza-se no dia 8 de Agosto no Castelo de Montalegre com um leque de desafios que, por certo, vão convencer os muitos jovens que por esta altura habitam no concelho de Montalegre. Será no dia 8 de Agosto, e o Castelo de Montalegre é o palco de jogos e concertos.
De acordo com o programa, a juventude é desafiada a dar asas à imaginação, desfrutando de um dia diferente, composto por "animação, boa onda e música sempre a top!".
Celtirock 2008
Apesar de ser o festival mal-amado do município, de tal forma que nem sequer é mencionado ou incluído no programa das festas concelhias 2008, o Celtirock, Festival Internacional de Música Celta, é uma certeza para este Verão, já com data marcada para 16 e 17 de Agosto na característica e famosa aldeia de Vilar de Perdizes, que tão bem o acolheu já em 2007.
De facto, não se percebe porque tanto desprezo para o acontecimento musical de mais qualidade do nosso concelho. Não nos parece que os adeptos deste tipo de música sejam todos "do contra" e que, por isso, não dê votos apoiar este evento, mas há escolhas que são mesmo incompreensíveis.
O programa deste ano ainda não está totalmente delineado mas há garantias de várias bandas nacionais e internacionais de qualidade, além outras actividades que primam pela diferença, como workshops, mercado de produtos biológicos, artesanato, licores, etc.

2) Segada e Malhada em Paredes do Rio
Se há necessidade de fazer uma segada e malhada tradicionais, é porque há consciência de que estas actividades rurais já não se praticam no ambiente natural e, por isso, é preciso recriá-las. É isso o que mais uma vez vai acontecer nos dias 9 e 10 de Agosto de 2008, na aldeia de Paredes do Rio. A Segada e Malhada tradicionais levarão a aldeia a reavivar os velhos tempos.
Trata-se de uma organização da Associação Social e Cultural de Paredes do Rio, apoiada pelo Ecomuseu de Barroso, pelo PNPG e Rádio Montalegre e que tem por trás a figura tutelar do Presidente da Junta, Acácio Moura. "Este Presidente é que puxa para Paredes!", afirma o povo reconhecido.
A Segada terá lugar no dia 9, enquanto que a Malhada será no dia seguinte. Todavia, estas actividades não surgem isoladas. Os visitantes poderão participar numa merenda animada pelo Grupo de Acordeões de Paredes do Rio; e, mais interessante, poderão percorrer a rota dos artesãos no dia 10. Da rota constam a tecedeira, a dobadeira, o cesteiro, o ferreiro, o escultor, o carpinteiro, o croceiro, o pedreiro, o molhelheiro, o serrinhas, os padeiros e o carabunhador, enfim, uma série de profissões que ou estão em risco de desaparecer ou já estão extintas e, por isso, é preciso recriá-las.
Recorde-se ainda que esta aldeia que é das mais bem preservadas do Concelho e, culturalmente, a mais activa, só agora (de pois de muitos rogos, insistência e ameaças) é que está dotada de saneamento e, mesmo assim, foi feito à custa das pesadas taxas lançadas ao povo, como é do conhecimento geral. Foi um caso excepcional de investimento em saneamento, porque a política da Câmara não está para aqui virada. A Câmara está virada para os grandes projectos da Pista Automóvel e do Pavilhão Multiusos, o monstro. Aldeia é para acabar.

3) Celebrações do Dia dos Avós
No passado dia 25 de Julho, celebrou-se o Dia Internacional dos Avós e a Santa Casa da Misericordia de Montalegre não deixou passar este dia em claro. Juntamente com outras 7 instituições sociais do concelho convidadas, proporcionou um dia diferente aos nossos idosos.
Foi pena o S. Pedro não ter ajudado, pois não permitiu várias actividades ao ar livre previstas para o recinto do Senhor da Piedade, à semelhança do que já aconteceu em anos anteriores. Mesmo assim, a animação reinou, com uma missa e almoço de confraternização nas instalações da Santa Casa. A concentração deu-se pelas 10h30m antes da missa uma hora depois e do almoço oferecido pela Santa Casa. Durante a tarde o convívio ocorreu nas instalações da instituição com música ambiente com concertinas e boa disposição constante. Para o sr. Domingos, que veio do lar de Salto , este "foi o dia mais feliz da minha vida, andei a dançar, comi e bebi bem fui à missa, hoje o dia esteve muito bonito".
Também a biblioteca municipal de Montalegre, decidiu assinalar este dia com um teatro alusivo à data, no seu auditório, depois de já no dia anterior ter desafiado alguns avós a participarem em várias actividades com os livros.

4) Associação Chã Criativa promove actividades
A Associação Chã Criativa, sob a presidência de Manuela Duarte, conta com dois anos de existência e é constituída por jovens da Freguesia de Chã. Promove várias actividades ao longo do ano e, para este Verão, tem já elaborado o seu plano.
Organizou no dia 20 de Julho a Festa dos Avós na Sede da Junta com peças de teatro, poemas e músicas de concertinas dos alunos da Escola de Música, que foi recentemente criada. As aulas decorrem todas as quintas-feiras e, apesar de recente, conta com um número significativo de alunos. Têm sido muitos os curiosos que se deslocam à Sede da Junta para assistir aos ensaios e vê-los actuar.
Nos dias 1 e 2 de Agosto, decorrerá o Acampamento no Ourigo e será animado por jogos tradicionais.
Nos dias 9 de Agosto decorrerá um Torneio de Voleibol e no dia 10 uma Gincana de Bicicletas.

Destaque 2

Boi Mais Caro do País Derrotado
Realizou-se no passado dia 27, no campo de Chegas da Senhora da Saúde, em Vilar de Perdizes, a primeira das designadas "Chegas de Campeões" deste Verão. Numa excelente tarde de sol e algum calor foram perto de um milhar os fanáticos do "desporto-rei" do Barroso que acolheram ao referido santuário, e não era para menos, ou não fosse "liar", o boi mais caro de sempre, o Cordeiro do Chico de Mourilhe, comprado no final do Verão passado por 20 mil euros (4 mil contos na moeda antiga).
No entanto, antes do "prato principal" ainda foram servidas duas chegas, uma das quais bem interessante e que opôs o boi de Montalegre propriedade dos CTT ao boi do Abel de Salto, dois bonitos e fortes animais cruzados de Limousine. Logo no primeiro instante em que os animais "deram a cabeça", o boi de Salto fugiu alguns metros, mas perante a insistência do público, e do próprio dono, regressou à luta que acabou por ganhar ao fim de quase vinte minutos. Apesar disso o boi dos CTT merecia melhor sorte pois dominou quase sempre, acabando por esgotar as suas forças perante o boi de Salto mais pesado e experiente, que apesar de dominado soube esperar o momento certo para dar o golpe fatal no adversário.
Seguiu-se a chega mais aguardada e que opôs o referido Cordeiro do Chico (vermelho na foto) ao boi Zorro do Calvô (preto na mesma foto), responsável pela organização. Quase todos apostavam no boi dos "4 mil contos", por ser mais pesado e por ser um grande "liador", mas inesperadamente a vitória acabaria por sorrir ao Zorro, e em apenas meia dúzia de minutos. O Cordeiro teve uma entrada de gigante e o Zorro defendeu-se como pôde, sem poder usar a sua famosa "galha". Por duas vezes o boi do Chico ameaçou tombar o boi do Calvô que mostrou uma coragem incrível e soube reagir à entrada de rompante do primeiro, sem se deixar derrubar ou encostar ao muro. A determinada altura os papeis inverteram-se e foi o Cordeiro que ficou mais perto do muro de pedra (foto), acabando mesmo, e algo estranhamente, por se deixar encostar (apesar de ser mais pesado e forte). Encostado "às cordas" e bem preso pelos cornos do Zorro, o boi mais caro da história vacilou, e com o seu próprio peso acabou por se ferir no corno esquerdo na tentativa de se libertar. Foi bem audível entre os presentes o estalar da "galha". Quando os animais voltaram a encostar as cabeças, o Cordeiro não terá aguentado as dores e fugiu, entregando a vitória e o fogo ao Zorro e ao Calvô, que ficou visivelmente emocionado. Com o fim de um mito, nasce outro e aí está o Zorro, campeão e à espera de novos desafios.

Destaque
Tourém e Vilar de Perdizes:
duas aldeias unidas pelo signo do contrabando

O contrabando contribuiu durante largos séculos para o desenvolvimento económico da aldeia fronteiriça de Barroso. Duas das melhores aldeias do concelho, Vilar de Perdizes e Tourém, devem justamente essa prosperidade relativa a esta actividade. Isso mostra como o contrabando é fomentador de desenvolvimento e que, se calhar, em vez de reprimido, devia ser incentivado, mesmo hoje, em tempo de fronteiras abertas. E, se calhar, em vez de as pessoas andarem a brincar aos contrabandistas, deviam antes exercer o contrabando.
Pois bem, duas aldeias, fazendo jus à fama, vão recriar a actividade do contrabando.

O passado e o presente nos carreiros do contrabando em Vilar de Perdizes
Dia 9 de Agosto a aldeia de Vilar de Perdizes vive uma jornada que invoca uma das mais memoráveis práticas do passado: o contrabando. Esta iniciativa, sob o lema "O passado e o presente nos carreiros do contrabando", vai ser organizada pela Associação de Defesa do Património de Vilar de Perdizes e contará com o apoio do Ecomuseu de Barroso, Junta de Freguesia, do Padre Fontes e da Rádio Montalegre.
Esta actividade servirá também para tentar desanuviar o clima de tensão que se vive entre o Presidente da Câmara e a aldeia, por o Ministério da Educação decretar o fecho da escola e o Presidente vir a terreiro declarar-se inequivocamente contra o povo e a favor do Ministério. O Presidente da Junta que, com o seu silêncio, tomou partido a favor da Câmara e contra o povo, procurará também tirar dividendos do encontro como se o honrado povo fosse de memória curta ou se vendesse por "dez vinténs de mel coado".
Esta iniciativa surge pouco depois de o Município ter inaugurado a Rota do Contrabando de Vilar de Perdizes. Para participar é preciso pagar 5 euros.

Noite de Contrabando em Tourém
Também em Tourém, uma das mais bem conservadas aldeias do Concelho e como Vilar, terra ligada ao contrabando (e também terra onde a escola vai fechar), a sua Junta de Freguesia, com o apoio do Ecomuseu de Barroso e da Rádio Montalegre, vai organizar a "Noite de Contrabando". Será no dia 11 à noite e diz-se que terá encenação surpreendente.
A viagem por este imaginário inicia-se, pelas 20 horas, no coração da aldeia, mais concretamente no Largo do Cruzeiro. Acto contínuo, dá-se a saída dos "contrabandistas" que vão fazer um périplo mítico por aquela aldeia fronteiriça: passagem pelo marco 100, visita à aldeia galega de Randín e, por fim, convívio no centro da aldeia.

Sexta-feira, Agosto 01, 2008

Quinta-feira, Julho 31, 2008

Faleceu Rogério Borralheiro Docente e investigador de mérito confirmado

Faleceu dia 26 de Julho, Rogério Capelo Pereira Borralheiro, nascido em Salto, em 10 de Janeiro de 1952. Era sobrinho do Padre João Evangelista Pereira Borralheiro (1870-1994) que paroquiou várias freguesias, incluindo Braga, onde tem o seu nome numa rua São Pedro D’Este. Rogério Borralheiro fez o curso do Magistério Primário que exerceu até se aposentar. Radicou-se em Braga e, sem nunca deixar de ser Professor do Ensino Primário, licenciou-se em História e em Ciências Sociais e fez o Mestrado, na Universidade do Minho, na área da História das Populações. Leccionou no Instituto de Estudos Superiores de Fafe, entre 1999 e 2004. Foi vereador, pelo PSD, na Câmara Municipal e membro da Assembleia de Montalegre, sempre com posições moderadas, privilegiando os interesses dos Barrosões, mais do que os partidários. Esteve ligado a várias associações culturais e de beneficência, quer do concelho quer de Braga. Foi, nomeadamente, Presidente da Direcção dos Bombeiros Voluntários de Salto terra que sempre enalteceu por testemunhos vivos, nomeadamente, através da escrita que exerceu ao longo dos anos, ora em revistas, ora em jornais. Depois de obter formação superior na UM, onde conheceu José Viriato Capela, Henrique Matos e Carlos Prada Oliveira, dedicou-se com eles (e com outros) à elaboração de obras monumentais que fizeram desses investigadores, nomes a permanecer na historiografia portuguesa. Mormente na elaboração de sete volumes sobre as Memórias Paroquiais de 1758 (2003), do Alto Minho (2005), de Vila Real (2006), de Bragança (2007) e mais três volumes já em preparação (Porto, Aveiro e Viseu). Em Março do ano em curso, sempre sob a orientação do catedrático Viriato Capela, Rogério Borralheiro, mais Henrique Matos, trouxeram a público o I de três volumes sobre O Heróico Patriotismo das Províncias do Norte – Os concelhos na restauração de Portugal de 1808. O nome de Rogério Borralheiro vai, obviamente, manter-se nas vultuosas obras da colecção: Territórios, Culturas e poderes do Núcleo de Estudos Históricos da UM, cuja edição foi planeada e conseguida pela dupla: José Viriato Capela e Rogério Borralheiro. Mas não se limitou aos estudos conjuntos. Também produziu, sozinho, As memórias de Montalegre, o Couto de Dornelas, um concelho extinto e o Município de Chaves entre o Absolutismo e o Liberalismo (1790/1834).
Nos últimos anos e já na situação de aposentado, passava o seu tempo a pesquisar, de Biblioteca em Biblioteca, contributos para as obras anunciadas e ainda não editadas e outras de cariz regional, além de preparar artigos científicos, conferências, apresentação de livros. Era uma espécie de jeireiro permanente da historiografia regional.
Muito havia a esperar do seu saber, da sua propensão para a escrita e dos seus hábitos de trabalho. Por outro lado era um académico empenhado, um Barrosão orgulhoso, um Amigo que valia a pena conhecer.
Dia 29 de Julho todos os caminhos foram dar a Salto, onde nasceu e quis ser sepultado. Estou certo de que a Câmara de Montalegre saberá reconhecer o mérito deste Barrosão e que a Junta de Freguesia não deixará de consagrar num espaço público o nome deste modelar Professor e investigador. Sentidos pesâmes à Família. (Barroso da Fonte)

N.R. O jornal "O Povo de Barroso" associa-se, deste modo, ao luto da família a quem endereça os mais sentidos pêsames. Aproveita ainda para agradecer a colaboração de enorme qualidade, mas sempre desinteressada, que o Dr. Rogério Borralheiro teve para com este jornal ao longo de muitos anos, lamentando profundamente a perda tão precoce de tão ilustre barrosão. Homenagem lhe seja feita. Paz à sua alma.

Sexta-feira, Julho 25, 2008

Opinião
A Banda de Parafita e o Miguel Torga

Em Braga:
Quando se quer arranja-se sem-pre motivo.
Mais uma vez tive o grato prazer de acompanhar no S. João de Braga, a Banda de Música de Parafita, que nós por cá, chamamos de Banda de Montalegre.
Não sei se é por gostar muito de bandas filarmónicas, se é por apelo da terra mãe, certamente as duas coisas juntas, a verdade é que, a presença da Banda me entusiasma e me conduz em invocações bucólicas para os lameiros de Oliveira onde, no Verão guardava o milho, algumas vezes mal, das vacas que teimavam em rejeitar a erva do lameiro para assaltar, em vagas de autêntica cavalaria, as tenras crochas dos milheiros. Uma vez foi uma razia tal que o meu tio Afonso ralhou ao meu avô, seu pai e meu companheiro na pastorícia sazonal das férias grandes que, do outro lado do lameiro tinha tanta atenção, às vezes ao gado como eu. Ficou como história para contar, zurzir e rir sempre que a maré surgia que não é o caso.
Voltemos à banda. Já descrevi, em traços breves, no número anterior, os caminhos da Banda por Braga. Agora venho, no rescaldo da festa acabada, mostrar outra dimensão da passagem da Banda de Música de Parafita por Braga e não é menos dignificante para Parafita e concelho de Montalegre.
Para além do espectáculo, ou melhor das diversas actuações na romaria do S. João, por obrigação do contrato, a banda, em percurso sabiamente elaborado, chegou a vários sítios e instituições da cidade marcando indelevelmente a sua passagem. Desde o Asilo de S. José, passando pelo Feira Nova e Cardoso da Saudade à Casa Transmontana não deixou de encontrar disponibilidade para de modo generoso levar alegria a quem precisa e animação a quem a procura.
A Banda de Parafita e o seu autocarro, bem identificado de Montalegre e da Câmara, deram um inequívoco e precioso contributo para o reforço da coesão do povo imenso de Barroso em Braga, e acicataram o seu orgulho regional. A forma competente e particularmente simpática como se movimentam e comunicam é um excelente veículo divulgador da sua terra em particular e do concelho de Montalegre em geral.
Sabemos que está a Banda de Parafita num momento crucial do seu percurso. Com a construção da sua sede social e com os investimentos na escola da música, as exigências são cada vez maiores aumentando as dificuldades. É hoje que precisa de mais força e persistência dos seus directores, mas também do apoio das gentes de Montalegre e das autoridades. O papel social e o desenvolvimento intelectual das populações que através da Associação Cultural e da Banda de Música se vem tecendo, justifica plenamente o investimento político das forças vivas do concelho com a Câmara Municipal na dianteira, como creio está a acontecer. Todos saem a ganhar.
E o Torga o que tem a ver com a Banda de Música, o S. João de Braga de 2008 e a política de incentivo cultural?
É um devaneio apenas e pretexto para juntar dois símbolos muito diferentes é certo, da cultura que se pratica e passa por Barroso.
Tenho a certeza que Torga gostaria de ver a Banda de Música em Braga, a tocar à desgarrada com outra, a de Cabreiros, também conhecida por Banda de Braga, no mesmo palanque!
Não lembra ao diabo ou é mesmo sinal de que os tempos mudam. Por duas bandas em despique lado a lado.
Em outros tempos era por o lume à beira da estopa. Certamente o Torga, experimentado em outras lides, estaria sempre na expectativa que acontecesse como no longínquo ano de 1956, a 28 de Junho, na Feira do Prémio de Montalegre que ele viveu e descreveu deste modo que proponho aos leitores:
Feira do prémio. As elegâncias bovinas da região num concurso de beleza. Mas coisa a sério! Cada vedeta examinada e medida com um rigorismo de meter Hollywood num chinelo. Torci quanto pude por uma bezerra ruiva - Deus me perdoe a oculta transposição antropomórfica que se estaria a operar no meu subconsciente, fiz de jarrão à mesa do júri, apertei a mão aos donos das beldades eleitas, e, no fim, quando esperava ver coroada com uma chega de toiros a minha abnegação pecuária, arma-se tamanho sarilho entre as duas povoações donas das bisarmas à altura da façanha, que parecia o fim do mundo. No meio de negociações complicadas, em que pus toda a diplomacia de que sou capaz - a escolha do terreno da luta, a verificação de que não havia navalhas de ponta e mola embutidas nas hastes dos cornúpetos, etc.,etc.-, insofrida, a virilidade humana antecipou-se à virilidade dos animais. Nas barbas da autoridade, dispensou galhardamente os actores contratados e, em vez duma turra de bois, ofereceu-me o espectáculo mais sensacional ainda de uma turra de gente. Com esta vantagem para mim: metido também na dança.
Atónito no meio da insólita floresta de varapaus, tratei de me defender como pude das bordoadas, sem medir a grandeza da gene rosidade, e até propenso a considerá-la abusiva. Mas logo que a tempestade amainou, e tive de estancar o sangue no lanhaço de um dos heróis, testemunhei-lhe o meu alarmado reconhecimento. A resposta veio num simples sorriso sibilino, que interpretei desta cândida maneira: já que eu estava tão interessado em conhecer as coisas por dentro...
("Diário VIII", 3ª edição revista, págs. 42/3)
Outros tempos claro. Como já vimos em Braga não houve guerra nem amuos, pelo contrário, as duas bandas terminaram a "desgarrada" com a interpretação em conjunto do Hino de Braga.
Tudo em tranquila concórdia, mas a verdade é que também não havia varapaus para dar corpo a algum bairrismo mais exacerbado.
Braga, 25 de Junho de 2008
Opinião de Rogério Borralheiro

Terça-feira, Julho 22, 2008

1) VI Encontro de Idosos de Montalegre
A tarde do passado domingo, dia 13, foi aproveitada pela Junta de Freguesia de Montalegre para a tradicional realização do Encontro de Idosos de Montalegre, evento que já vai na 6ª edição. Este ano a organização contou com o apoio incansável dos escuteiros locais.
Como também é habitual o local escolhido para este encontro foi o parque do Cavado. Antes das várias actividades lúdicas, os idosos escutaram uma missa campal celebrada pelo pároco da vila, o P.e Vítor, que realçou a importância do evento, caso raro no nosso concelho.
De seguida, e enquanto se foi preparando a mesa, o caldo verde foi fervendo na lareira improvisada no local, enquanto as febras iam assando no grelhador. Já passava das 16 horas quando foi servido o lanche convívio, temperado com muita animação de gente mais nova, com música ao vivo com acordeões e desgarrada. Uma tarde bem passada pelos perto de 150 idosos presentes e que promete regressar para o ano.

2) Novo banco em Montalegre
Pouco depois da Caixa de Crédito Agrícola ter mudado de instalações para a Avenida, frente aos CTT e Repartição de Finanças, um lugar mais airoso e onde não passa despercebida a quem passa (ao contrário do antigo balcão), a instituição bancária BPI abriu de raiz um balcão em Montalegre. Situado na Rua General Humberto Delgado, em lugar central e vistoso, perto da Câmara e da Biblioteca, figura no lote dos quase 700 existentes por todo o país.
O balcão dá emprego a quatro colaboradores, todos naturais do concelho, uma aposta, sublinhou Rui Correia, «que deve ser encarada como um factor de confiança para a credibilidade do negócio» e que só por si, numa terra onde carece a oferta e criação de emprego, é merecedor dos maiores elogios.
Foi um investimento significativo que prova a atractividade do município como terra de elevados depósitos bancários, em grande parte fruto das poupanças dos emigrantes, e onde, felizmente, as pessoas têm hábitos de poupança. Naturalmente que as instituições bancárias estão interessadas em captar e rentabilizar esses depósitos.
Quem tem também a ganhar com o aumento da oferta e com a melhoria das instalações, no caso da Caixa Agrícola, são os Barrosões. O aumento da concorrência se não traz aumento das rentabilidades das taxas de juro poupança, traz pelo menos melhorias na prestação de serviços.

3) Centro Escolar de Montalegre
O futuro Centro Escolar de Montalegre foi recen-temente aprovado pelo Governo numa sessão no Porto. A obra está enquadrada no QREN (Quadro de Referência Estratégico Nacional), e terá um financiamento significativo de uma estrutura avaliada em cerca de dois milhões e meio de euros.
O Centro Escolar EB1/JI de Montalegre disporá dos seguintes espaços: 12 salas de aula para EB1; 6 salas de actividades para JI; Biblioteca/Informática; Sala Polivalente; Cozinha e instalações acessórias; Áreas administrativas; Sala de Professores; Instalações Sanitárias; Espaços comuns e áreas de recreio coberto e descoberto.
A Estrutura será erguida junto à Escola Secundária de Montalegre. Trabalhos arrancam este Verão. Espera-se que o ano lectivo 2009/2010 (Jardins de Infância e Ensino Básico) já seja no novo espaço.
As previsões indicam que o novo Centro Escolar de Montalegre irá acolher 18 docentes, 23 não docentes e 6 espaços comuns. O pré-escolar terá capacidade para receber 150 alunos, 6 turmas e 6 salas ao passo que o 1.º Ciclo os números falam em 288 alunos, 12 turmas espalhadas por 12 salas.

4) Parque Nacional da Peneda-Gerês aderiu a rede das áreas naturais de excelência da Europa
O Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG) aderiu no final do passado mês de Junho à PAN Parks, uma rede que integra as áreas naturais mais importantes da Europa, o que lhe poderá valer um «incremento substancial» do afluxo de turistas estrangeiros
Com a certificação PAN Parks, é de esperar um incremento substancial do afluxo de turistas estrangeiros, nomeadamente do norte da Europa, pois irá permitir integrar o PNPG no roteiro dos grandes operadores turísticos especializados em turismo de natureza», explicou fonte do Ministério do Ambiente.
A PAN Parks é uma fundação sem fins lucrativos que visa a criação de uma rede de excelência, com as melhores áreas naturais da Europa, aumentando o seu conhecimento e ajudando a protegê-las.
A partir de agora, o PNPG passa a ser a primeira área natural ibérica a integrar a rede PAN Parks, mas o Parque Natural do Xurês, do lado espanhol, está também a estudar a possibilidade de se candidatar à mesma rede, o que iria permitir a criação do primeiro parque transfronteiriço certificado pela PAN Parks.
«A adesão do PNPG irá consolidar a estratégia de se manter uma zona de ambiente natural sem qualquer intervenção humana, a qual poderá ser um verdadeiro banco de ensaio para se testar a sucessão ecológica», sublinhou ainda a fonte do Ministério do Ambiente.
As áreas protegidas candidatas à certificação PAN Parks são sujeitas a um «rigoroso» processo de auditoria independente, onde são considerados vários critérios, como a qualidade do ambiente e dos valores naturais, a gestão da conservação da natureza e da biodiversidade, a gestão dos visitantes e o desenvolvimento do turismo sustentável.
Para poderem obter esta certificação, as áreas protegidas têm de cumprir vários requisitos, como possuírem uma área não inferior a 20.000 hectares, integrarem uma zona sem intervenção humana com uma área mínima de 10.000 hectares e disporem de um plano de gestão de visitantes.
O PNPG abrange os concelhos de Arcos de Valdevez, Montalegre, Ponte da Barca, Terras de Bouro e Melgaço, totalizando uma área de 70.290 hectares.
É a única área protegida nacional que possui a categoria de Parque Nacional, o nível mais elevado de classificação das áreas protegidas.

5) Encontro do Idoso do Concelho de Boticas 2008
O passado dia 29 de Junho, um Domingo, foi o dia escolhido para a realização do Encontro do Idoso do Concelho de Boticas 2008, que este ano se realizou pelo décimo segundo ano consecutivo, contando com a organização da Câmara Municipal de Boticas e o apoio da Santa Casa da Misericórdia de Boticas, do agrupamento de Escuteiros 1148 e do núcleo local da Cruz Vermelha Portuguesa.
Num clima de verdadeira festa e coincidindo na data com as tradicionais festividades do S. Pedro, perto de mil e quinhentos idosos marcaram presença no Pavilhão Multiusos, num dia marcado pelo convívio, pelo reviver de velhos amigos e, claro está, pela festa que todos ajudaram a construir e que faz deste encontro um dos eventos de maior significado entre os muitos promovidos pela autarquia.
O programa comemorativo deste XII Encontro do Idoso do Concelho de Boticas arrancou com uma Missa Solene realizada no recinto e celebrada pelo Monsenhor Silvério Guimarães, pároco de Boticas, contando com a participação de todos os idosos e vivida dentro de um clima e ambiente próprios de uma eucaristia, ou seja, em silêncio e em reflexão.
Pouco depois de terminada a eucaristia foi servido o almoço a todos os presentes no Pavilhão Multiusos, altura aproveitada pelo Presidente da Câmara, Fernando Campos, para, um a um, cumprimentar pessoalmente todos os idosos e oferecer-lhe uma pequena lembrança alusiva a este dia, como todos os anos acontece, num gesto de carinho e atenção que os idosos tanto apreciam.
Ao início da tarde, e muito embora as altas temperaturas fossem pouco convidativas a grandes esforços, os idosos participaram num animado e muito concorrido baile, ao som das músicas populares levadas ao palco pelo agrupamento Duo Sol, um conjunto musical do concelho. No decorrer do baile, tempo ainda para a dona Almerinda Afonso, de Vilarinho Seco, subir ao palco e, ao jeito de "cantares à desgarrada", entoar algumas quadras construídas de improviso e alusivas a este dia de festa. Uma "actuação" ouvida atentamente e merecedora de rasgados aplausos.
Terminado o baile foi hora do regresso a casa, na certeza de que foi um dia bem passado e do agrado de todos os idosos.

Quinta-feira, Julho 17, 2008

Destaque 3

"Vinho dos Mortos" já é uma realidade no mercado
Acaba de ser finalmente lançado no circuito comercial o tão conhecido e já mediático VINHO DOS MORTOS, por muitos considerado um ícone da gastronomia Botiquense.
Desde tempos remotos cultivado em extensos vinhedos á época existentes na freguesia de Boticas e na sua congénere da Granja encontra-se a sua produção actualmente confinadas a duas ou três propriedades agrícolas exclusivamente situadas na sede do concelho.
Anteriormente já comercializado sob aquela designação, que apenas lhe correspondia na versão popular, conquistou recentemente o estatuto oficial com a certificação de denominação de origem VINHO DOS MORTOS, na Classe Vinho Regional Transmontano.
O obreiro deste rigoroso, intrincado e minucioso processo foi o produtor ARMINDO DE SOUSA PEREIRA, apaixonado compulsivo pela agricultura e proprietário de uma extensa vinha situada na encosta da Poça da Cruz. Dinâmico e perspicaz, ousou enfrentar com estóica persistência e inflexível teimosia todas as fases que o regulamento impõe para a certificação de produtos de consumo e muito especialmente os alimentares.
Desde a adaptação aos métodos de tratamento das uvas na fase de desenvolvimento, à selecção das castas, ao acondicionamento em cubas inox hermeticamente fechadas, ao engarrafamento com rótulo identificativo e ao selo de registo de produtor, todas estas condicionantes foram escrupulosamente cumpridas, sob pena de ter de enfrentar as consequências decorrentes das normas legais e regulamentares que regem este procedimento.
Fazendo uso das novas técnicas saídas da modernização agrícola e de equipamento da última geração, criou na sua unidade de confecção uma autêntica linha de engarrafamento em série.
O recipiente de comercialização e constituído por garrafa de 750 ml, com rótulo identificativo do conteúdo, de formato esbelto e esguio, a desafiar a arquitectura do design mais avançado.
A embalagem de transporte consta de uma caixa de cartão timbrado com a capacidade para três unidades, de fácil e cómodo manuseamento.
Como recompensa de toda esta panóplia burocrática e logística foi pela Entidade competente declarado o Sr. Armindo de Sousa Pereira o único produtor/Engarrafador registado oficialmente para comercializar esta marca de vinhos.
Os pontos privilegiados de venda deste produto genuíno de Boticas serão agora, além do próprio produtor, o supermercado Mini-Preço e outras superfícies comerciais a quem o mesmo conceder tal prerrogativa, nas condições que reciprocamente vierem a ser acordadas.
Informações detalhadas sobre as características e qualidades deste néctar dos deuses poderão ser colhidas no posto de Turismo de Boticas e Repositório do Vinho dos Mortos à entrada da Granja.
Quem tiver paladar afinado e ousar ingeri-lo, não terá dúvidas de que este delicioso vinho não ressuscitará os mortos, mas garantidamente prolongará a vida dos vivos!...

Destaque 2
Projecto "Aldeia-Viva" Desafia Turistas a Visitarem Pitões das Júnias

A Iniciativa intitulada "Aldeia-Viva" que já há muito é realizada com sucesso em Paredes do Rio, a cargo do seu Presidente da Junta, Acácio Moura, vai ser agora reproduzida noutra aldeia, Pitões das Júnias, organizada pelo Pólo de Pitões do Ecomuseu de Barroso. Estender-se-á por cinco fins-de-semana durante o presente Verão e será necessário proceder a inscrição obrigatória para nela participar (consultar proposta em anexo). Incluídas no preço estão ainda as refeições com produtos locais, a dormida e uma noite animada com a actuação dos Gaiteiros de Pitões em taberna típica.
Além das propostas que já existiam de visita à Igreja do Mosteiro de Sta. Maria das Júnias, cascata e núcleo rural: pólo, moinho e forno do povo, surge agora um novo projecto bem mais difícil de concretizar com o intuito de dinamizar esta "Aldeia-Viva": os fins-de-semana onde se encontram integradas todas as entidades da aldeia.
Havendo interesse e número suficiente de inscritos, o programa poderá ser realizado em qualquer outra altura. Basta para isso contactar a organização. Como forma de melhor servir o visitante, durante os meses de Julho e Setembro, para além do horário normal do fim-de-semana (10h30-12h30 e 14 às 17/18 horas, horário de Verão), o Pólo estará aberto de terça a sexta-feira das 14 às 18 horas.

Destaque
Há Fome e Miséria em Montalegre

Triste sina a de um Povo que tem uma Câmara destas.
Em 30/04/2008, sexta feira, os serviços de acção social da Câmara foram informados que na localidade de Covêlo do Gerês existia uma família, constituída por pais e três filhos menores, em situação de vulnerabilidade económica, tendo constatado que, durante os fins de semana as três crianças estavam a ser mal alimentadas (apenas comiam batatas que lhe tinham sido oferecidas).
É do conhecimento pessoal de responsáveis da Câmara a situação social daquela família e, aquelas três crianças têm a decorrer um Processo de Promoção e Protecção no Tribunal de Montalegre, exactamente por negligência parental. Por indicação já do tribunal, esta família deveria pedir o RSI, na Segurança Social não o tendo feito até à altura.
Com data de 10/05/2008 (dois fins de semana depois), um estabelecimento comercial de Covêlo do Gerês emitiu um recibo processado por computador no valor de 53,35 euros (10.695$71), com o seguinte: 1 frango, 1 embalagem de ovos, 6 litros de leite meio gordo, 2 de arroz, 4 de cotovelos, 1 de congelados (peixe), 1 planta, 2 de óleo, 1 de azeite, 4 de iogurtes, 1 de congelados (carne) e 40 pães.
A fome está naquela família e verifica-se que não há gente no terreno para tomar conhecimento e prevenir outros casos.
A exclusão e a miséria levam à fome, mas o pior que pode acontecer a este Povo é ter uma Câmara que não tem uma politica de apoio social condigna, que julga que matando a fome durante um dia e ficando à espera que a família peça e receba o RSI, resolve os problemas de quem nada tem, a começar pela estabilidade psicológica, social e responsabilidade familiar.
Quatro iogurtes e seis litros de leite, desaparecem enquanto o diabo esfrega um olho, em famílias desta dimensão remediadas ou até abastadas sem passarem privações, quanto mais numa que aos fins de semana só tem batatas porque lhas deram.
E os outros dias?
Com tanta irresponsabilidade e negligencia, quem assegura que as crianças vão ter acesso prioritário aos alimentos?
Quanto tempo dura a carne, o peixe, o óleo, o arroz, a massa e o azeite?
Resolveu-se o problema de um fim de semana, tarde apesar de tudo. O que é que se fez nos restantes dias da semana e nos restantes fins de semana?
Quem se preocupa em saber o que vai por essas aldeias e vilas do concelho? A distribuição de bens alimentares é privilégio dos anos eleitorais?
Não se sabe se os responsáveis pelos destinos deste Povo podem dormir descansados e de consciência tranquila. Esperemos que despertem.
Não se quer que a Câmara mantenha vadios, calaceiros ou marginais. Apenas se exige que as crianças desta terra possam viver mais felizes e sem privações. Que se encontrem soluções para que os chefes de família possam exercer as suas responsabilidades como pais. Não se dê o peixe, dê-se condições para pescar.
Apesar de tudo, uma mudança de pneus do BMW da Câmara que o Presidente utiliza (2063.78 euros), daria para alimentar esta família durante uma grande parte do ano.
Os 50.000,00 euros de azulejos pintados à mão que a Câmara mandou colocar no multiusos, eram mais bem empregues em benefícios sociais às famílias carenciadas.
Os 21.808,50 euros que pagou pelas duas câmaras de videovigilância que colocou na rotunda da Corujeira e na da saída para Meixedo, fariam a felicidade de muitas crianças e jovens.
O apoio que dá às colectividades e associações é um bom principio, mas deveria ter regras bem definidas e não apenas servir para as manter caladas ou do seu lado politico.
O cartaz de campanha eleitoral do Presidente da Câmara dizia: "Este é dos nossos". Quem teve esta infeliz ideia ou já está arrependido, ou é da família, ou ainda é dos poucos que o servem para se manterem à mesa do poder.
Os Barrosões não são assim. São solidários.
Haja vergonha. O dinheiro da Câmara é para servir o Povo nestas e noutras coisas e não para mediocridades supérfluas ou vaidades individuais.
Um caso destes nunca deveria acontecer nesta terra. Esperemos que não haja outros tão ou mais dramáticos e que se tal acontecer quando a informação chegar não seja tarde demais.
(PSD Montalegre)

In http://www.opovodebarroso.blogspot.com/


Emigração a "salto" retratada em documentário 2008/ 08/07 19:34
Realizador Carlos Domingomes está a filmar no Barroso

Carlos Domingomes está em negociações com a estação de televisão pública, no sentido de o trabalho vir a ser exibido em quatro episódios
Um jovem realizador está a recolher imagens no concelho de Montalegre. As filmagens vão integrar um documentário que Carlos Domingomes está a produzir há cinco anos sobre a emigração a “salto” para França nas décadas de 50, 60 e 70. “Au Revoir Portugal” deverá ficar pronto no final deste ou no início do próximo ano e poderá ser exibido na RTP se as negociações entre a estação de televisão e o realizador se concretizarem.

Quando o avó morreu, Carlos Domingomes percebeu o quanto é efémera a memória humana e a importância de a reter. Foi assim que o jovem realizador, residente em Lisboa, mas com raízes na Guarda, iniciou o projecto que agora está prestes a finalizar: a realização de um documentário sobre a forma como milhares de portugueses emigraram para França nas décadas de 50/60/70. Esta semana, o também professor na Escola Secundária Especializada em Ensino Artístico Antonio Arroio, em Lisboa, e filho de pais emigrantes, esteve a recolher imagens e testemunhos no concelho de Montalegre, que irão, sobretudo, servir para retratar o modo de vida de então. O contrabando será um dos temas abordados. E a aldeia de Vilar de Perdizes, onde a prática tinha grande expressão, foi um ponto de passagem do realizador.

Carlos Domingomes está em negociações com a estação de televisão pública, no sentido de o trabalho vir a ser exibido em quatro episódios. Não seria a estreia do realizador no grande ecrã. Já em 2005, um outro documentário do realizador, “Lá em cima bem perto do céu”, foi exibido na RTP2, no programa Onda Curta.

Em declarações ao Semanário TRANSMONTANO, Carlos Domingomes considerou que o tema “continua muito actual” e que o fenómeno da emigração está a “ressurgir”. No entanto, é de opinião que o assunto ainda é “um universo muito desconhecido” e que há ainda muita dificuldade por parte das pessoas em relembrar essas vivências. E, por isso, acredita que este trabalho seja “o mais profundo” que exista sobre a emigração para França.

In Semanário Transmontano - Margarida Luzio


As Chegas do Verão de 2008 2008/ 07/11 19:33
Este Verão, em Barroso, as Chegas prometem. Para além do Torneio das Chegas de Bois barrososos já em curso, todos os Domingos no Campo do Sr. da Piedade, muitas outras vão ser realizadas para gáudio dos aficionados do desporto rei de Barroso. Entre os bois cruzados de diferentes raças com predominância para o mirandês, tivemos a oportunidade de referenciar cerca de três dezenas de bois “campeões”. Portanto, bois que nunca ficaram mal e que estão disponíveis para lutar. Estamos a falar de bois de muita qualidade, bois turradores, de peso igual ou superior em muitos deles à tonelada. Exemplares bem tratados, ainda novos nos quais os criadores estão a apostar muito forte, não se poupando a esforços para levar até aos campos de Chegas o espectáculo mais apetecido de todos nós. António Gonçalves Dias, mais conhecido por Calbô, de Soutelinho da Raia, é o que se destaca nesta paixão pelas Chegas de Bois. Só dele são sete, cinco dos quais “campeões”, de bom trato e com idades que não vão além dos seis anos. Possui um campo de Chegas próprio em Soutelinho e tem investido muito não só em bois como em terrenos para dar aos seus animais as melhores condições para se desenvolverem. Anda agora numa roda viva porque é o organizador da maior parte das Chegas que reparte por Vilar de Perdizes e Soutelinho.
Tony Mourão é outro apaixonado pelos bois. Dele foi a iniciativa de trazer da Suiça as vacas pretas alpinas mas cujo espectáculo não resultou como era seu desejo. Os barrosões, nestas coisas de Chegas preferem os bois. Sempre ele ele tem investido em bois ou isoladamente ou em parceria com os seus amigos de Meixide e Pedrário. Outros investidores em bois e amigis das Chegas há por todo o concelho de Montalegre designadamente em Aldeia Nova onde encontrámos dos melhores bois da região.
O Cândido de Meixide, o Miranda de Arcos, o Tó do Lano, o Pedro do Lano, o Júlio e o Nelson Costa, da Aldeia Nova, o António Pinto e os “Padeiros” de Vilar de Perdizes, o António Duarte, o Nuno Duarte mais o José Carlos, o Luís de Penedones, o Domingos de Fiães, os manos José e Jaime, da Portela, o Mano e o Zé Catita, de Montalegre, depois o Farraulas de Santo André e o Alberto de Sendim, só para citar dos tratadores dos bois cruzados, por sinal os que, nos últimos anos, têm proporcionado as chegas mais espectaculares.
O primeiro dos bois (na foto), o "Cordeiro" do Chico de Mourilhe, custou 20.000 €uros, é um boi temível e no dia 27 de julho vai ter pela frente o "Zorro" do Calbô (foto nº2)o, uma Chega fantástica em perspectiva. Contudo, este ano, como acima se diz, muitos outros há que vão proporcionar grandes Chegas.
No que respeita aos "portugueses" há menos e o Torneio dos Barrosos, este ano de 2008, exceptuando o 1.º Domingo, não tem corrido favoravelmente.
No nº 313, de 30 de Junho, publicamos as fotos e as características de 24 Bois Campeões.

Publicado por Carvalho de Moura em 01:03
In http://omontalegrense.blogspot.com


O Povo de Barroso Nº 400 2008/ 07/11 19:29
Sexta-feira, Julho 11, 2008

Opinião
E o Povo é Que Paga

Está em cima da mesa uma proposta para que os clientes da EDP passem a pagar os calotes e atrasos de pagamentos dos clientes incumpridores, e demais deficiências de tesouraria. Agora paga o justo pelo pecador! Onde já se viu tamanho disparate?... Só em Portugal se admitem sequer propostas ridículas destas. Num país credível e defensor dos cidadãos isto era simplesmente impensável, aliás, seria motivo de sobra para fazer rolar muitas cabeças!
Ao que parece, temos um funcionamento da EDP assente numa empresa produtora e numa empresa distribuidora. Ora a distribuidora paga a energia à produtora e faz com que ela chegue a casa das pessoas. O problema parece residir no facto de a empresa distribuidora ter problemas de tesouraria, devidos a atrasos de cobranças e, sobretudo, ao facto de os pagamento serem desfasados no tempo. Ou seja, a EDP distribuição compra a energia, tem custos com a distribuição, e só passados dois meses (factura bimensal) é que recebe dos clientes, isto quando estes pagam a tempo e horas. Portanto a solução encontrada por esses senhores de uma entidade reguladora que não deve "regular lá muito bem" foi propor que o povo pague uma taxa para financiar as necessidades de fundo de maneio da EDP. Isto é rídiculo! Quantas e quantas empresas têm uma tesouraria deficitária? Não me consta que elas apliquem taxas a clientes regulares para cobrir créditos de fornecimento ou incobráveis!
Mas, segundo sei, o grupo EDP no seu todo gera milhões de euros de lucro por ano! Isto é manifestamente gozar com o "ceguinho"!
O Povo é que paga - parte 2
É verdade, o filme acima tem sequela! Também no que respeita à água que consumimos andamos a pagar o que não devíamos. Saiu uma nova lei que proíbe a cobrança de quaisquer taxas de aluguer de contador, por se tratar de um serviço público essencial. Muitas autarquias, Montalegre inclusive, apenas "mudaram o nome aos bois" e continuam a cobrar o dito valor. Apesar de o legislador ter previsto essa situação, as autarquias continuam a cometer abusos, mudando apenas o nome da taxa para "taxa de disponibilidade" ou outro nome do género! Isso é Ilegal e a associação de defesa dos consumidores prometeu estar atenta a essa situação. A ver vamos se um dia seremos ressarcidos ou não desses montantes, acrescidos dos respectivos juros, pois nós quando nos atrasamos no pagamento também temos de "os pagar e não bufar". Por agora resta-nos abrir a carteira e pagar mais esse abuso, como se a vida económica dos portugueses andasse de muito boa saúde!
Por Duarte Gonçalves

Terça-feira, Julho 08, 2008

Opinião
Torga: 52 anos depois de visitar Boticas

A Câmara de Boticas assinalou dia 19 Junho a primeira visita de Miguel Torga a essa ridente e prazenteira vila do Baixo Barroso, com o descerramento de uma sugestiva lápide, junto à sede autárquica com a mensagem que aí lhe saiu em 7/9/1973. No auditório José Sousa Fernandes decorrera uma sessão para apresentar o livro «Entre quem é» de Maria Assunção Morais, acto presidido pelo Engº Fernando Campos e com dissertação do académico Rogério Borralheiro e da autora. Meia centena de participantes que olhavam para o relógio por causa do jogo que nos afastou do Euro: Portugal-Alemanha. Ficámos todos com vontade de mais porque o tema Torguiano dá para muitas horas sem que canse ouvir-se falar dele.
Durante cerca de 60 anos Miguel Torga andou por ali, «de terra em terra, com as tripas na mão. E a este Barroso vim parar! O problema, agora, é estar à altura das alturas, onde me encontro». Escreveu isto em 17 de Junho de 1956, em Carvalhelhos, porque «a doença tem-me dado muitas horas amargas». Nos anos anteriores frequentara as termas do Gerês. E numa dessas incursões, em 28/5/1955, já ele descobrira Negrões, onde exarou a primeira mensagem Barrosã: «Nada existe aqui de notável a testemunhar uma vida humana superior ou singular. Seres esquemáticos, num ambiente esquematizado... Talvez seja a própria pobreza do meio que, despindo-os de todo o acessório, lhes evidencie a essência...»
Talvez tenha sido em Barroso, onde Miguel Torga mais humanizou as Gentes transmontanas que fizeram dele e da sua obra, a epopeia telúrica que desafiará séculos e que deixará remorsos no Júri da Academia Sueca por não atribuir a essa obra, o Prémio Nobel que foi ter a mãos impuras e a mentes diabolizadas.
As Câmaras de Montalegre e de Boticas (que foram as medievais Terras de Barroso) tiveram o bom gosto de dar as mãos, num projecto conjunto e original: reunir num pequeno livro (de 48 páginas) a cores e em papel de luxo, os 28 «diários» que entre 28 de Maio de 1955 e 1 de Setembro de 1991, escreveu e localizou em diversas aldeias (e nas duas vilas). São outras tantas reflexões universais que o poder político actual esculpiu em bronze encastoado no granito e, que já foram, ou vão ser fixadas, no centro de todas essas aldeolas de Barroso que Torga registou. Um roteiro simbólico que honra os seus naturais, residentes ou ausentes e também os visitantes e investigadores mais rigorosos do pensamento Torguiano. Nas palavras introdutórias desse roteiro escrevemos nós: «entendemos condensar nestas páginas as referências que Torga eternizou nos seus (16) Diários. Desde há vários anos era nosso desejo propiciar aos Barrosões esta recolha em que cada parágrafo é um hino à grandeza telúrica e humana das Terras de Barroso. O Prof. Orlando Alves, vereador da Cultura da Câmara de Montalegre, corroborou a ideia. O Dr. Fernando Rodrigues, Presidente da mesma autarquia, acolheu-a e ele próprio, num gesto de ancestral familiaridade telúrica, fez questão em partilhá-la com a Câmara de Boticas, cujo Presidente, Engº Fernando Campos, prontamente aceitou, numa indesmentível fraternidade que Miguel Torga teria aplaudido, se fosse vivo».
Obviamente, nós que sugerimos a ideia e coordenámos o volume que as duas autarquias patrocinaram, obtivemos da Doutora Clara Rocha e das Edições Dom Quixote, a cedência dos direitos autorais.
Montalegre já consubstanciara esse acto simbólico, numa chuvosa tarde de Novembro de 2007. Boticas, fê-lo, agora, e fê-lo muito bem. Os emigrantes das celebradas terras que Torga catapultou para o mapa universal, já poderão, nas férias que se aproximam, percorrer esses caminhos torguianos. E outros que o celebrado Escritor percorreu, para cumprir essa odisseia. Tive a felicidade rara, de, quando conheci Torga e lhe servii de guia, em oito anos consecutivos, sempre que vinha a Chaves fazer termas, como hóspede do Dr. Mário Carneiro, os três e mais o saudoso Padre Joaquim, de Serraquinhos, passarmos pela nossa casa paterna, (hoje nossa), em Codeçoso e aí saborear o caldo de couves e de carne de porco que minha Mãe fazia, tão bem. Nesse dia voltou esse lar a ser o albergue que fora, no séc. XIX: «Casa do Almocreve».
Nenhuma diarística registou sobre essa aldeia. O que terá acontecido com outras. Mas nos 28 registos que fez estão simbolizadas todas as aldeias e gentes das Terras de Barroso.
E de que forma! «Atrai-me esta amplidão pagã, sinto-me bem a pisar um chão em que o deus vivo de ricos e pobres, de alfabetos e analfabetos, é o toiro do povo. Um deus de cornos e testículos, que, depois de cada chega e de cada vitória, a gratidão dos fiéis cobre de palmas, de flores, de cordões de oiro e de ternura. Um deus que a devoção adora sem pedir outros milagres que não sejam os de força e da fecundidade, provados à vista da infância, da juventude e da velhice. Um deus a quem se dão gemadas e cervejas para que possa inundar as vacas de sémen, as moças de esperança, os moços de certeza e a senilidade de gratas recordações. Um deus eternamente viril, num paraíso sem pecado original».
Na lápide, ora fixada em Boticas, completa Torga, o destino deste deus viril: - «sabe o que acontece aos toiros vencidos? - não faço ideia. - Abatem-nos. - Porquê? - Porque deixaram de simbolizar o poder da virilidade. - Deviam fazer o mesmo a certos homens...»
Opinião de Barroso da Fonte

Quinta-feira, Julho 03, 2008

Barroso em Resumo
1) Festas do S. João da Fraga em pitões das Júnias

O passado fim-de-semana foi intenso na aldeia de Pitões das Júnias, no coração do Gerês, com as celebrações da Travessia de frei Gonçalo Coelho, no sábado, e o S. João da Fraga, no Domingo. A organização destes dois eventos, incluídos nas festas de S. João da Fraga, esteve a cargo da Associação Recreativa e Cultural " O Fiadeiro de Pitões", contando com o apoio da Junta de Freguesia local e do Ecomuseu.

4ª Travessia de Frei Gonçalo
A manhã de Sábado começou bem cedo para os corajosos caminheiros que este ano percorreram o trilho de Frei Gonçalo Coelho entre o lugar de Cela na raia galega e a pitoresca aldeia de Pitões das Júnias, no nosso concelho. Tratou-se da 4ª edição e juntou à volta de 100 pessoas dos dois lados da fronteira. Os portugueses saíram bem cedo de Pitões no autocarro que os levou até Cela. Aí deu-se o ajuntamento com os vizinhos galegos e a partida a pé por montes e vales que relembram o percurso de quase 12 km que Frei Gonçalo Coelho fazia no século XV quando foi nomeado pároco de Pitões, onde vinha rezar missa ao secular mosteiro local, e da referida povoação galega. A chegada a Pitões ocorreu ao início da tarde onde foi servido o lanche no largo do Eiró e onde a animação continuou até noite dentro.

S. João da Fraga
Mas a noite acabou por ser pequena para os corajosos que quiseram deslocar-se até à capela de S. João da Fraga no Domingo, dia da celebração anual desta festa. A partida deu-se pouco depois das 7 horas da manhã uma vez que a missa estava marcada para as 10 horas e o trilho não é fácil, apesar de permitir observar-se das mais bonitas paisagens da região. Terminada a missa e a procissão, foi servido um lanche convivo no Carvalhal do Porto da Laje, seguido de muita animação com os Gaiteiros locais, os gaiteiros da Espiral (Braga), cantares ao desafio com a Celeste e Marinho, Concertinas, etc. À noite, a partir das 22 horas, e já bem no centro da aldeia, as cerimónias do S. João da Fraga culminaram, como habitualmente, com um concerto de música ligeira, este ano com o grupo LS.

2) "À Descoberta do Barroso"
No próximo fim-de-semana (5 e 6 de Julho), a Câmara Municipal de Montalegre promove um evento intitulado "À Descoberta do Barroso" e que inclui visitas a alguns dos pontos mais turísticos do concelho, além da realização de alguns trilhos pedestres.
No Sábado, dia 5 os trilhos a realizar são o "Trilho do Lobo e Carvalhal do Avelar", em Montalegre e "Trilho do Contrabando", em Vilar de Perdizes. A concentração será partir das 9:30 horas na Praça do Município.
Também no sábado a partir das 14:00 horas e no domingo após as 9:30 horas, ocorrem visitas a duas aldeias do Parque Nacional da Peneda Gerês (Pitões das Júnias e Paredes do Rio), em autocarro, com concentração na Praça do Município.
Em Pitões os sítios a visitar incluem o Polo do Ecomuseu, o Forno do Povo, a Cascata, o Mosteiro e a aldeia em geral. Em Paredes serão o Pisão, o Engenho hidráulico e os Moinhos.
A Câmara Municipal oferece o transporte, serviço de guias e lanche convívio nas Olas de Santa Marinha, em Vilar de Perdizes, com a condição de cada participante estar alojado no concelho, ou pelo menos fazer uma refeição num dos restaurantes do concelho de Montalegre.
As marcações poderão ser efectuadas nos locais de estadia, ou respectivos restaurantes, e ainda para o 276 511 010 (Posto de Turismo)

3) Parafita no S. João de Braga
Com o brilho habitual, Montalegre voltou a Braga, para mostrar os seus dotes e exibir a sua arte.
A Banda de Música da Associação Cultural de Parafita, mais uma vez esteve presente no S. João de Braga, na cerimónia de abertura nas festas, presidida pelo Presidente da Câmara que recebe de todas as associações os cumprimentos na praça do município. É um momento muito bonito que torna a festa do S. João de Braga uma romaria única. Juntamente com as bandas convidadas, apenas seis, participam os ranchos folclóricos da cidade, um ou outro grupo de Zés Pereiras. É um momento que honra de forma particular as instituições que nela participam. Dizem os mais bairristas e entusiastas bracarenses que alguns até pagam para serem convidados para estar presentes nesta cerimónia. A verdade é que Parafita ombreou com bandas das mais prestigiadas de Portugal.
Pelas 10 horas iniciou a sua apresentação percorrendo as ruas da cidade. Depois na Praça da Avenida Central proporcionou um concerto em despique coma banda de Cabreiros.
A numerosa assistência, repartida pelo apoio interessado que dava a uma e outra banda, foi seduzida pelo bom e saudável relacionamento entre os dois maestros que, se propagou aos elementos da banda.
Curiosamente instalados num só "coreto", vizinhos apenas separados por um conjunto elegante de plantas decorativas, disputaram taco a ataco os aplausos dos assistentes. Cerca das 13 horas terminaram a actuação com o Hino de Braga, tocado em conjunto entusiasmando os bracarenses.
Esta actuação conjunta e de comunhão musical entre os maestros e os elementos das bandas, foi muito agradável, levando alguns a comentar os velhos tempos das picardias e guerrilhas entre assistências, bandas e maestros. Mesmo a circunstância de colocar as bandas no mesmo palco é uma forma curiosa e pouco habitual que noutros tempos tenderia a acabar mal.
Mesmo assim, os mais puristas, não deixaram de lembrar que uma boa "guerra" serve para apurar o desempenho e acicatar os artistas. Os de Montalegre até lembraram as chegas de bois que, quanto mais acirrados eram os donos, melhor eram as chegas.
Opiniões à parte a verdade é que a Banda de Parafita deixou bem marcada a sua qualidade musical e até a coragem do seu maestro que apresentou números de grande exigência musical interpretada com perfeição pelos seus músicos, para orgulho do seu presidente, dos barrosões presentes e do inefável Fernando que, com a sua respeitável barriga, empurra a Banda para o sucesso e conduz o autocarro em direcção ao futuro que se quer radioso.
Depois pela dia fora foi um lufa lufa. A Banda de Parafita deu testemunho do carácter dos Barrosões, tocou em todo o lado. No Feira Nova para buscar um suplemento económico que os administradores teimam em dar, recebendo em troca os acordes da alegria que a filarmónica lhe oferece, depois como quem rouba aos ricos para dar aos necessitados, neste caso de alegria e afecto, foram até outro lado da cidade, ao Asilo de S. José e tocaram de forma gratuita e abnegada no pátio central, o S. João de Braga, as rapsódias dos Santos Populares e outras tantas empolgando os mais novos que dançaram com os hóspedes do asilo. Os mais idosos, impedidos de cantar e dançar, expandiam alegria no olhar e nos sorrisos, na melhor retribuição para estes músicos e maestro que estavam animados e descontraídos embora cansados.
E a tarefa continuou até chegar à ritual actuação na Casa de Trás-os-Montes em Braga. Eram cerca de sete horas da tarde e a Banda de Parafita perfilada tocou para os transmontanos entusiasmando todos. Terminou com o Hino de Montalegre que um barrosão mais arrebatado aplaudiu dizendo acabámos de ouvir o "Hino Nacional Barrosão". (R. Borralheiro)

Quarta-feira, Julho 02, 2008

Destaque 2
Torneio de Futsal 2008
A Câmara Municipal de Montalegre organiza, pelo 3º ano consecutivo, o Torneio de Futsal de Verão. Este ano, decorrerá entre 23 de Julho a 13 de Agosto e com um máximo de 20 equipas (o ano passado teve um total e 30).
É pena a organização não estar sensibilizada para alguns reparos e queixas de várias equipas e com os quais nós temos concordado. O principal tem a ver com o facto deste torneio dar mais relevo à componente económica do que à desportiva, o que foge um bocado ao intuito original do "Inter-freguesias". Como exemplos, o valor da inscrição que este ano é de 150 euros (o dobro da edição de há dois anos), o continuar-se a permitir a formação de equipas quase só à base de jogadores federados (e de qualquer proveniência), o que desvirtua a componente lúdico/desportiva, e favorece as empresas que apostam no torneio em vez das equipas das freguesias e lugares que jogam, sobretudo, por "amor à camisola", o limite de 20 inscrições, etc. Estas críticas devem ser entendidas por se tratar de um torneio Municipal, onde a confraternização e o espírito desportivo devem ser valorizados, e não um torneio privado, onde a vitória e/ou primeiros lugares são mais importantes para os investidores.
As inscrições decorrem até ao próximo dia 8 de Julho e o sorteio realizar-se-á no dia 10 de Julho, pelas 15h00, no salão nobre da autarquia e ao qual todos os inscritos poderão assistir. O Valor dos prémios mantém-se igual ao do ano passado: 1000 euros mais taça para a 1ª classificada, 600 euros mais taça para a 2ª, 400 mais taça para a 3ª e taça para a 4ª.
Desconhece-se ainda se irá haver torneio feminino e em que moldes.

Terça-feira, Julho 01, 2008

Destaque

Hotel Rural Casas Novas Inaugurado
No passado Sábado, dia 28 de Junho, muitos foram os barrosões que se juntaram aos muitos outros convidados para a inauguração oficial do novo hotel rural de Casas Novas. Trata-se da reconstrução de uma das casas mais bonitas de toda a região do Barroso e Alto Tâmega, conhecida por Solar do Conde de Penamacor ou do Visconde do Rosário, e já com dois séculos de edificação.
Este empreendimento que terá rondado os 3.500.000 Euros de investimento, foi levado a cabo por um casal de Barrosões naturais da aldeia do Cortiço, freguesia de Cervos, o Sr. Fernando Moura e a D. Salete Moura ex-emigrantes em França e Estados Unidos e que se apaixonaram por esta casa de histórias e sonhos.
A presidir as cerimónia, que incluíram o descerrar de uma lápide comemorativa, esteve o Governador Civil de Vila Real, Dr. António Martinho, que deu os parabéns aos donos deste empreendimento pela coragem de terem investido na nossa região. Após a cerimónia for servido um almoço a todos os convidados presentes.
Como o próprio nome do indica, o hotel fica situado no lugar de Casas Novas, freguesia de Redondelo, a 10 km de Chaves, pela N103, mas a apenas 2 km do nó da auto-estrada de Curalha.
O Hotel dispõe de 5 suites no edifício do antigo solar, onde funciona também a recepção, a biblioteca, um bar, sala de estar e restaurante mais intimista. Na ala nova possui 21 quartos. Piscina exterior, piscina interior aquecida, jacuzzi, sauna, banho turco, sala de massagens, ginásio, polidesportivo ao ar livre (ténis, basquetebol, voleibol, futebol, etc.), salão multiusos com capacidade para 400 pessoas, adega e lagar regional com música ao vivo todas as sextas-feiras.
Além de Hotel Rural é um espaço também aberto a toda a comunidade e eventos, casamentos, reuniões e conferências, o restaurante e o bar regional para utilização diária, além das outras ofertas que também estão abertas à comunidade (Salão, polidesportivo, piscinas, etc.).
Sem dúvida um local muito aprazível e que merece ser visitado (foto em http://chaves.blogs.sapo.pt/286402.html)

In http://www.opovodebarroso.blogspot.com/


Sítio da Internet da autarquia foi totalmente renovado 2008/ 07/11 19:21
Já se pode falar com um funcionário sem ter de ir à Câmara

Falar com um funcionário em tempo real, enviar reclamações com fotografias anexadas, mandar um postal do concelho, conseguir a rota para chegar a determinada aldeia... O sítio na Internet da Câmara Municipal de Montalegre foi completamente renovado. Está mais atraente e tem uma série de novas funcionalidades.

Desde o início desta semana que é possível falar com funcionários de Câmara Municipal de Montalegre, para solicitar qualquer informação, por exemplo, sem ser necessário ter que se deslocar aos Paços do Concelho. Tem apenas que ter um computador com acesso à Internet e fazê-lo durante o horário de expediente.

Mas esta é apenas uma das novas funcionalidades do sítio na Internet da Câmara de Montalegre, que acaba de ser completamente renovado.

Além de mais atraente que o sítio criado há quatro anos, o novo, concebido por um funcionário da autarquia especialista na área, José Manuel Alves, permite uma série de novas funções. Exemplos: Se quiser denunciar um qualquer problema da responsabilidade da autarquia que se passe na sede da vila ou em qualquer aldeia, por exemplo, poderá fazê-lo, através da função “fale connosco” que, além de disponibilizar os vários serviços para onde a queixa pode ser encaminhada, permite anexar fotografias. Mas imagine que é um turista que pretende visitar um qualquer ponto do concelho e não sabe como chegar até lá. O mapa turístico interactivo do concelho vai ajudá-lo. A partir do ponto onde se encontra, o sistema traçar-lhe-á a melhor rota para chegar ao local pretendido. Além disso, o novo sítio comporta também uma plataforma de informação detalhada sobre todas as freguesias. Há mais. Se quiser enviar um postal das belas paisagens do Barroso, também poderá fazê-lo. Por outro lado, toda a informação das freguesias está traduzida em francês e inglês.

In Semanário Transmontano - Margarida Luzio


Associação quer intensificar agricultura biológica no concelho 2008/ 06/17 17:53
Apostando na sensibilização e no apoio técnico aos produtores

Um grupo de jovens criou uma associação para incentivar a agricultura biológica no concelho
Um grupo de jovens de Montalegre criou uma associação para incentivar a agricultura biológica no concelho. A primeira grande acção de sensibilização da Cavada do Povo aconteceu no sábado, com a realização de um colóquio sobre o tema. Antes, foi servido um almoço confeccionado apenas com produtos biológicos.

Para já, no concelho de Montalegre ainda se contam pelos dedos os agricultores que produzem em modo biológico, uma prática considerada amiga do ambiente e associada ao não uso de produtos químicos. No entanto, a Cavada do Povo, uma associação criada por um conjunto de jovens do concelho, quer inverter a situação. Além de apoio técnico para a reconversão da produção tradicional em modo biológico, aposta também na sensibilização junto dos agricultores.

A primeira grande acção realizada pela associação teve lugar no passado sábado, através da realização de um colóquio sobre o tema, que contou com a presença de alguns especialistas na matéria. António Strech falou das regras de conversão ao modo de produção biológico, o veterinário Lázaro Simbine da produção pecuária bio-lógica e Ângela Pereira, proprietária de uma loja de produtos biológicos em Braga, falou sobre a comercialização destes produtos.

No almoço servido, todos os ingredientes usados eram biológicos: a vitela, as batatas, a fruta, os queijos e até os sumos e os vinhos.

No entanto, a Associação reconhece que a sensibilização é uma tarefa muito complicada. “Temos que perceber que a maioria dos nossos agricultores tem mais de 60 anos”, lembrou Amadeu Fortunas, um dos membros da associação.

Aliás, para já, são os próprios membros e sócios da associação que estão a optar por este tipo de produção. Pela contas deste membro da Cavada do Povo, este ano poderão já ser colocadas no mercado cerca de 20 toneladas de batata biológica e dez de mel. Em menor quantidade, estão também já a ser cultivados feijão e grão de bico.

Em termos de comercialização, Amadeu Fortunas acredita que não haverá problemas. “Já temos contactos com cadeias espanholas e alguns contactos em Lisboa”, revelou.

In Semanário Transmontano Margarida Luzio


Vilar de Perdizes reaviveu memórias do contrabando 2008/ 06/11 22:53
Rota turística inaugurada por mais de cem caminheiros

Caminheiros assistiram a uma cena teatral entre guardas e contrabandistas
Um dos muitos caminhos que a população de Vilar de Perdizes utilizava para fazer contrabando foi transformado numa rota turística. O percurso, de cerca de 16 quilómetros, foi inaugurado no passado domingo por mais de cem caminheiros, que, de viva voz, puderam ouvir algumas estórias relacionadas com uma actividade então clandestina e perseguida. “Quando eu vim para aqui só duas pessoas não faziam contrabando. O menino Jesus e São José que tinha o menino ao colo”, disse aos visitantes o padre Fontes, para mostrar a importância da actividade nesta aldeia.

“Comprei quatro pneus para o carro, multaram-me; comprei um colchão, multaram-me; comprei lá um aquecedor, foram-mo buscar a casa...”. O mediático padre Fontes nem com a ajuda dos santos tinha sorte no contrabando. “Não o fazia de forma organizada e não subornava os guardas”. Lurdes Rodrigues tinha dias. Uma vez foi surpreendida pelos carabineiros com uma cesta de sardinhas. Para a não a levarem para o posto, os guardas galegos fizeram-na apanhar uma gabela de lenha para queimar as sardinhas. Mas, para sua sorte, na hora de atear fogo, faltaram fósforos. Os carabineiros puseram então em marcha o plano B: lançaram as sardinhas numa vala e obrigaram Lurdes a cobri-las com terra. Não satisfeita com o prejuízo, Lurdes explicou a uns amigos galegos onde as sardinhas estavam enterradas. Estes desenterraram-nas, lavaram-nas e venderam-nas por ela. “As primeiras a comprar foram as mulheres dos carabineiros”, conta, regozijada, Lurdes. Domingo, em Vilar de Perdizes (Montalegre), foi dia de reavivar memórias. Do tempo do contrabando. Um dos trilhos mais utilizados pela população que galgava a fronteira foi transformado numa rota turística e inaugurado por mais de uma centena de caminheiros, que, ao longo de cerca de 16 quilómetros, ouviram dezenas de estórias dos que outrora o trilhavam para ganhar a vida e assistiram mesmo a uma recriação de uma cena entre guardas e contrabandistas. “A ideia é que os guias da rota sejam as próprias pessoas da aldeia”, explicou a David Teixeira, do Ecomuseu do Barroso, um projecto da Câmara de Montalegre. O projecto teve a participação de concelhos da vizinha Galiza e foi financiado por fundos comunitários. Além da exploração turística, a iniciativa pretende impedir o esquecimento desta realidade.

Antes do início do trajecto, os participantes visitaram uma exposição ligada ao tema. “Quando cá cheguei, só duas pessoas não faziam contrabando. Sabem quem?”, perguntou o padre Fontes. “Um era o menino Jesus e outro São José, que tinha o menino ao colo!”, brincou. Uma antiga professora corroborava que até as crianças faziam contrabando. “Algumas dormiam sonos profundos na escola e eu até pedia aos outros para fazerem pouco barulho, porque era do que eles mais precisavam”.

Com a abertura das fronteiras, a actividade cessou. “Os burros (que carregavam o contrabando) reformaram-se e os aventureiros emigraram”, rematou o pároco.

In Semanário Transmontano Margarida Luzio


O Povo de Barroso Nº 398 2008/ 06/11 22:51
Desporto

1) Todo-o-Terreno em Montalegre
Montalegre acolheu no passado dia 25 de Maio, Domingo, mais uma prova de Todo-terreno, Trial Aventura 4x4, a contar para o Campeonato Nacional da modalidade (2ª prova). A organização esteve mais uma vez a cargo do Clube TT de Montalegre - Trepa Monte, contando com o apoio da Federação Portuguesa de Todo-o-Terreno (FPTT).
Apesar do tempo algo instável as 11 equipas presentes conseguiram proporcionar um espectáculo cheio de adrenalina aos muitos amantes da modalidade que assistiram às diversas provas.
As provas começaram bem cedo na pista especial de Trial de Padroso, onde os jipes, pilotos e ajudantes foram aos seus limites para cumprir os vários desafios, alguns quase impossíveis com tanta lama (ver foto da organização). Pelo meio ainda houve capotanços, furos e muita "lata" esmagada, que levaram ao rubro a plateia presente.
Terminada a etapa matinal, decorreu o almoço, que foi leve, pois as dificuldades continuaram de tarde na pista de Trial da Corujeira, onde, além da perícia, também a velocidade e resistência foram postas à prova.
Depois de um dia desgastante, a prova terminou com um merecido e reforçado jantar, pelas 20 horas de Domingo, com iguarias da região, e onde ocorreu entrega dos prémios e afixação dos resultados.

2) Em Boticas: Passeio TT "Caminhos da Carne Barrosã" 2008
Também no fim-de-semana, 24 e 25 de Maio, Boticas foi palco da X edição do Passeio de Todo-o-Terreno Turístico "Caminhos da Carne Barrosã", um evento inscrito no calendário da Federação Portuguesa de Todo-o-Terreno Turístico e organizado pelo Clube Aventura de Boticas e pelo Agrupamento de Produtores de Carne Barrosã, contando com a colaboração da Câmara Municipal de Boticas.
A edição deste ano do "Caminhos da Carne Barrosã" contou com a presença de cerca de 50 viaturas, voltando a saldar-se com um considerável sucesso.
O dia de sábado foi, como habitualmente, preenchido com o "passeio" com recurso a road-book, percorrendo os "trilhos" montanhosos do concelho, num trajecto com um grau de dificuldade médio, mas cheio de surpresas e com alternativas de maior dificuldade para poderem agradar aos mais audazes e sedentos de emoções fortes misturadas com muita adrenalina.
Embora este evento não tivesse qualquer componente competitiva, já que o objectivo principal visa destacar as potencialidades do concelho em termos naturais, turísticos e culturais, ao mesmo tempo que se procura promover os produtos tradicionais, com particular incidência na Carne Barrosã DOP (Denominação de Origem Protegida), acabou por contar com o empenho de todos os participantes, num traçado que exigiu grande desgaste das viaturas.
No domingo os participantes deslocaram-se até à Pista de Trial do Miradouro de Seirrãos. Esta pista, que conta com cerca de três quilómetros de extensão e que já recebeu as anteriores edições do "Caminhos da Carne Barrosã", foi o teste final à resistência de máquinas e pilotos, que encontraram pela frente uma série de obstáculos de grande exigência técnica, que só as viaturas melhor preparadas se disponibilizaram a enfrentar. O "Caminhos da Carne Barrosã 2007" terminou com um almoço convívio no Pavilhão Multiusos de Boticas.

Barroso em Resumo
1) Possível Fecho da Escola Revolta Mães de Vilar de Perdizes
A decisão do concelho Municipal de Educação de encerrar a escola de Vilar de Perdizes está a deixar revoltada a população local, nomeadamente os pais dos alunos que não querem ver os seus filhos a deslocarem-se todos os dias para Montalegre, sobretudo quando ainda existem quinze crianças em idade escolar. Além disso, a escola foi intervencionada ainda há poucos anos e possuiu boas condições (quatro salas, aquecimento central, material informático e recreio coberto).
O encerramento do estabelecimento foi confirmado há pouco mais de uma semana pelo próprio presidente da Câmara de Montalegre, Fernando Rodrigues, no decorrer de uma reunião com as mães.
Esta situação mal justificada deixou as mães de vilar à beira de um ataque de nervos e já foram várias as reuniões e acções de protesto contra o município, a última das quais nas carrilheiras de Barroso, Rota do Contrabando, que passou em Vilar este fim-de-semana e que teve a presença do presidente do Município na inauguração do percurso.
As mães estão dispostas a tudo pois ainda nem sequer está concluído o novo pólo escolar concelhio e que irá reunir todas as crianças do primeiro ciclo do concelho num moderno edifício ao lado da escola Bento da Cruz. Assim, as crianças serão obrigadas a frequentar a actual e velhinha escola EB1 de Montalegre (antiga preparatória).
Além disso, as mães argumentam que terão se de levantar (e aos seus filhos) pelas 6.30 horas para apanharem o autocarro, enquanto à tarde só chegaram depois das seis, hora nocturna em boa parte do ano escolar. Com um horário destes que tempo passarão com as famílias, e onde arranjaram forças para estudar em casa, questionam.
Mas as mães de Vilar não se dão por vencidas e prometem novas acções de protesto para breve.

2) V Carrilheiras de Barroso e Rota do Contrabando
Realizou-se nos dias 30 de Maio e 1 de Junho mais uma edição das "Carrilheiras de Barroso". Esta edição ficou marcada pela estreia da Rota do Contrabando. A organização, como habitualmente esteve a cargo do Município através do Ecomuseu de Barroso, e à qual se associaram o Agrupamento de Escuteiros 1115 - Montalegre e o Clube Papaventos.
Ao todo foram à volta de 200 participantes, alguns deles oriundos da vizinha Espanha, que se deslocaram ao barroso para fazerem os seus trilhos por montes, vales e campos agrícolas, numa simbiose com a população local e a natureza envolvente, especialmente atractiva nesta época do ano.
O percurso da rota do contrabando acrescenta ainda mais uma atracção a este evento uma vez que permite a muitas pessoas recordar o seu passado e o dos seus antepassados, sobretudo os tempos onde o contrabando imperava por terras de Barroso. Para outras é o descobrir da história da ditadura e da luta pela sobrevivência neste pequeno paraíso abandonado.

3) Depois do sucesso da Haka, Chouribes voltam a atacar e em dose dupla
Depois do estrondoso sucesso que foi a Haka Barrosã, o grupo barrosão Chouribebes lançou mais dois vídeos com as suas incomparáveis trapalhadas, uma espécie de "gatos fedorentos" do Barroso.
Estes dois novos episódios da saga podem ser vistos, como costume, na TV Barroso (tvbarroso.com) e já um pouco por todo o mundo da Internet nos vários sites que alojam vídeos, como o Youtube.
O primeiro vídeo foi inspirado num recente fenómeno nacional e que muito tem preocupado as autoridades portuguesas, o "carjacking" (roubo violento de automóveis), só que aqui os alvos pretendidos não são automóveis topo de gama, mas sim tractores. Tendo esta nova ficção sido intitulada de Tractorjacking. Também aqui, um dos personagens, que vagueia calmamente no seu tractor pelos campos do Barroso, é forçado a parar por um grupo de bandidos que se deslocam noutro tractor munidos de vários paus e utensílios agrícolas que usam para espancar o primeiro, enquanto se evadem no seu tractor.
A outra paródia nova intitula-se de "Férias em Barroso" e trata-se de um diálogo entre um casal em férias na região, enquanto se bronzeiam num bonito carro de bois, acerca dos seus filhos que estão na aldeia e se deveriam portar bem. Estas e outras cenas cómicas poderão ser vistas nas próximas actuações do grupo previstas para a feira do livro e noite das bruxas.

4) Palestra sobre Biodiversidade e Floresta Autóctone no Baixo Barroso
O Clube da Floresta, ‘Esquilos Vermelhos’, do Agrupamento de Escolas do Baixo Barroso - Venda Nova - Montalegre, comemora a Semana do Ambiente, com Palestra sobre "Biodiversidade e Floresta Autóctone", sendo convidado o Coordenador Distrital de Braga do PROSEPE/Clubes da Floresta (Jorge Lage).
Assim, dia 3 de Junho, no Auditório do Agrupamento de Escolas, vão ser feitas 3 sessões, de 90 minutos cada, para todos os Alunos do 2.º e 3.º ciclos, abrangendo um universo de 150 Alunos.
O objectivo é sensibilizar os Alunos para valorização e defesa da Biodiversidade e da Floresta Autóctone.
A Palestra contará num primeiro momento uma sensibilização para um melhor Ambiente, seguindo-se a Biodiversidade e os ecossistemas em perigo e termina-se, mostrando a beleza, magia e riqueza da nossa Floresta Autóctone. A biodiversidade do Barroso e o seu aproveitamento turístico-ambiental e paisagístico são dos principais vectores de sustentabilidade desta economia rural.
Importa referir que, dada a grade distância de Vila Real e a Proximidade de Braga, os "Esquilos Vermelhos" ao Distrito de Vila Real, têm sido apoiados pela Coordenação Distrital de Braga, incorporando-se nos nossos Encontros Distritais."
Numa altura que a biodiversidade e natureza mundiais estão cada vez mais em risco um Clube e Escola isolados como estes, mas com esta sensibilidade, merecem destaque e ser apoiados e estimulados.

5) Lançamento do livro: "Salto – Apelos do Torrão Natal"
Decorreu no último dia de Maio, num auditório da Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva, em Braga, completamente cheio, o lançamento do livro "Salto – Apelos do Torrão Natal", da autoria da Drª Conceição Pacheco, natural de Salto, a primeira mulher licenciada em Montalegre pela Universidade de Coimbra e colaboradora durante vários anos do nosso jornal. A esta apresentação não faltaram amigos e colegas da autora vindos de Cabeceiras de Basto, Montalegre/Salto, para além dos de Braga e inúmeros familiares.
A cerimónia constou de uma primeira parte com apresentação de uma reportagem fotográfica em PowerPoint da Vila de Salto elaborado pelo Dr. Miguel Louro, também responsável pela composição e design. Seguiu-se-lhe a apresentação do livro da autora, que consta de crónicas e contos tendo por centro a região de Barroso e Salto em particular. O livro reúne os textos publicados em jornais e revistas, mas também alguns inéditos que entretanto a autora foi escrevendo, sempre com a finalidade de deixar aos seus conterrâneos e demais leitores um manancial de saberes e curiosidade sobre Salto e suas gentes. Este livro mostra bem a sua maneira de ser e de estar amorosamente enraizada na sua aldeia, numa perspectiva saudosa (sem saudosismo), projectada na modernidade, ou seja, neste desejo de que o futuro havia de sempre para melhor.

Destaque 2

XXIV Encontro Transmontano de Clínica Geral: Montalegre - 29 a 31 Maio
Terminou no dia 31 de Maio, o XXIV Encontro Transmontano de Clínica Geral, um evento rotacional e cuja organização coube este ano ao Centro de Saúde de Montalegre, contando com o apoio da NaturBarroso, do Município de Montalegre, da região de Turismo e da ADRAT. Ao longo de 3 dias, o auditório do pavilhão Multiusos de Montalegre acolheu perto de 500 clínicos que discutiram acerca de algumas das principais doenças da actualidade, além de outros problemas que afectam a classe. Foi também uma oportunidade para as empresas farmacêuticas divulgarem alguns dos seus últimos produtos junto de médicos e do público barrosão em geral, que se deslocou aos multiusos, onde se realizou uma espécie de feira de medicamentos e acessórios médicos.
A sessão de abertura contou mesmo com a presença do Bastonário da Ordem dos Médicos, Pedro Nunes. Coube ao Director do Centro de Saúde de Montalegre, Eugénio Fecha, abrir o evento, fazendo uma espécie de "retrato" da saúde no concelho, em particular do Centro de Saúde de Montalegre. Presentes também na sessão de abertura Pimenta Marinho, em representação do Ministério da Saúde, José Maria Andrade da ARS de Vila Real, Berta Gomes, coordenadora da sub-Região de Saúde de Bragança, além de Fernando Rodrigues em representação do Município de Montalegre.
Durante os três dias foram vários os temas expostos pelos vários especialistas convidados, com destaque no primeiro dia para a Hiperplasia Benigna da Próstata, que cada vez afecta mais homens em Portugal, a Osteoporose e Hipertensão Arterial, dois problemas quase crónicos na nossa sociedade.
No segundo dia do seminário, sexta-feira, doenças do foro cardiovascular, como os AVC´s além da Diabetes, estarão em debate. Também as doenças do foro urinário foram alvo de discussão.
O dia de Sábado, último do encontro, ficou marcado pela presença do famoso sexólogo, Professor Júlio Machado Vaz, conhecido pelas crónicas na Rádio antena 1, e que se deslocou a Montalegre para uma palestra/sessão com os alunos do secundário da escola Bento da Cruz. Um dia diferente para os jovens do concelho e que foi aproveitado para esclarecimento acerca de muitas dúvidas sobre a sexualidade, além de vários tabus da nossa sociedade como a homossexualidade.

In http://www.opovodebarroso.blogspot.com/


"Notícias de Barroso", n.º 311, de 31 de Maio de 2008 2008/ 06/07 02:08
Morreu o Valdegas!

Faleceu, no passado dia 29 de Maio, Daniel da Conceição, mais conhecido por “Valdegas”. Completaria 78 anos no próximo dia 10 de Junho. Natural de Valdegas,daí a alcunha, filho de famílias muito humildes, ainda muito jovem, veio “servir” para Padornelos. Aqui se fixou, vindo a casar com Senhorinha Larouco de quem teve quatro filhos.
Homem destemido e ambicioso, Valdegas teve uma vida intensamente vivida. Um mouro de trabalho durante toda a sua vida, começou ainda criança, serviu na Casa do Capitão de Padornelos, andou à geira na floresta, e sempre contrabandeou onde, como nenhum outro, sabia enfrentar as dificuldades. “São como um pero”, duro como o ferro, como ele dizia, de tantas por que passou haveria de sofrer consequências com tal gravidade que lhe puseram termo à vida. Há quem diga (ele próprio mo confessou) que o diagnóstico da próstata fora feito tarde demais.
“A minha vida dava um grande livro”, confessava-me ele. Nas feiras de Xinzo, quando eu tinha vagar, “lá iamos ao polvo” que ele tanto adorava. Eu sabia disso. E eu ficava reconfortado por ver o amigo a viver ainda um pouco daquilo que foi a sua vida com os galegos que quase todos conhecia. Depois do “polvo” não dispensava passar pelas loterias. E jogava forte.
Nos últimos tempos, as dores eram muitas. Para rebater os efeitos de várias mazelas tomava as drogas receitadas pelo médico, mas o mal ruim da próstata bem como as consequências duma intensa medicação terão dado origem ao AVC que o levou até ao Hospital de Chaves onde acabou por morrer nesse referido dia.
Como lutador incansável, aliava a sua grande força de vontade a uma coragem sem limites. Teve de tudo, sucessos muitos mas também grandes contrariedades. De todas estas a que mais lhe custou foi sem dúvida a perda do filho Américo. Foi há nove anos atrás e daí por diante nunca mais o Valdegas foi o mesmo homem.
Um homem que viveu muito, construiu uma casa grande em Padornelos, enriqueceu mas teve de lutar contra dificuldades incontáveis e sofrimentos igualmente inenarráveis.
Que o amigo Valdegas descanse finalmente na paz dos justos!
Carvalho de Moura

Um dia na idade média

A 4 de Junho, quarta, em Montalegre, muita expectativa centrada na iniciativa "Um dia na Idade Média", acção organizada pelo Agrupamento de Escolas de Montalegre e do Baixo Barroso bem como pela Escola Profissional das Minas da Borralha.
Segundo o programa, começa logo às 9,30 horas com a concetntração dos alunos na Praça do Município donde parte o Cortejo pelas ruas da Vila a que se segue, às 10,30 horas a Missa em Latim. Depois há Torneio a Cavalo, Saltimbancos e Malabaristas.
Pelas 11,30 horas, ouve-se o Auto da Abertura da Feira com a Leitura da Carta da Feira, Jogo do Pau, Gaiteiros de Pitões, Danças e Bailias e Canções de Romaria, Mostra de Armas, Saltimbancos e Malabaristas.
Às 12,15 horas, Ronda pelas Tavernas da Feira, Jogo do Pau, Torneios e Justas, Danças dos Nobres
15,00 horas, Juizo eclesiástico de Heréticos e Malfeitores, Saltimbancos e Bufões e Torneio de Armas
16.00 horas, Exposição na Praça Pública de um condenado
17,00 horas, Encerramento.

Vila Nova – Ferral
Na Rota dos Franceses

A secção de pedestrianismo dos Restauradores da Granja, de Fafe, realizou no passado dia 25 de Maio um percurso histórico que teve como cenário a paisagem deslumbrante entre os rios Cávado e Rabagão.
Assinalando deste modo o bicentenário das invasões francesas, a comitiva tentou fazer a reposição de episódios que tiveram lugar durante a retirada do exército francês na 2ª invasão por aquele mesmo percurso.
Tiveram o grande prazer de conhecer o património natural e histórico dos lugares da freguesia de Ferral entre os quais o "Poio das Cabras", a "Pedra das Pegadas", a "Mesa dos Mouros" e a "Rota dos Franceses" quando por ali passaram em 1809, sem esquecer a mítica ponte da Misarela construída sobre o impressionante e profundo rio do Rabagão.
A organização que esteve a cargo dos Restauradores da Granja/Fafe – Secção de Pedestrianismo, contou com os apoios da Junta de Feguesia de Fafe, da Junta de Freguesia do Ferral, da Associação Amigos de Vila Nova, do Jornal "Correio de Fafe", da Rádio Clube de Fafe e do Jornal "Povo de Fafe".

Couto Mixto

A Comissão Europeia acaba de dar a conhecer que o Couto Mixto, devido à sua singularidade, tem a posibilidade de receber fundos comunitários se apresentar projectos aos programas de cooperação como o Interreg IV C.
O Couto Mixto, situado nos municípios de Calvos de Randín e Baltar, tem a posibilidade de receber fundos europeus através de programas de convergência e de cooperação transfronteiriça e interregional por causa da sua singularidade única. Assim o confirmou a Comissão Europeia.
Como se sabe, o Couto Mixto era uma antiga república independente de Espanha e Portugal integrada pelas aldeias de Santiago e Rubiás do concelho de Calvos de Randín e Meaus, do de Baltar. Com uma área de 27 kilómetros quadrados, até ao Tratado de Lisboa de 1864, cada vizinho podia escolher livremente se desejava a nacionalidade portuguesa ou espanhola. Além disso, contava com direitos e privilégios como a liberdade de comércio e de cultivos.
Cabe agora aos municípios interessados, Montalegre incluido, estudar e apresentar projectos que visem a recuperação daquele tão importante património histórico e cultural.
De momento, o município de Calvos já paresentou uma candidatura ao Interreg com o fim de se criar em Calvos um grupo de trabalho com vista a limpar a Caminho Privilegiado.
A “República independente do Couto Mixto”, caso único em toda a Europa, poderá a partir de agora dotar-se com outras roupagens e transformar-se num centro turístico da Galiza e do norte de Portugal.

ASAE suspende 22 padarias

No dia 26 de Maio, foi desencadeada pela Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), a Operação Consumidor Seguro Primavera 2008. A acção de fiscalização realizou-se
em todo o País e foi direccionada aos seguintes operadores: entrepostos e armazéns de produtos alimentares e padarias.
Nesta acção estiveram envolvidas 46 brigadas tendo sido inspeccionados 116 agentes económicos.
Foram instaurados 59 processos de contra-ordenação e 1 processo-crime, por suspeita de produto avariado.
Foi suspensa a laboração de 22 padarias por apresentarem deficientes condições de higiene, nomeadamente, sujidade acumulada ao nível dos equipamentos e instalações, presença de parasitas e ausência de sistemas de controlo de pragas.
Foi igualmente suspensa a laboração de um armazém de produtos alimentares, também por falta de condições de higiene. Foram ainda apreendidos géneros alimentícios no valor de 5.087 euros.
A taxa de incumprimento desta operação foi de 52%.
Desde Janeiro de 2006 até ao final de Abril 2008, já foram realizadas acções de fiscalização em 769 padarias, indústrias de panificação e estabelecimentos de restauração com fabrico próprio de padaria/pastelaria. Destas acções resultaram 6 processos-crime, 448 processos de contra-ordenação, foi suspensa a laboração em 99 padarias por falta de condições de higiene e apreendidos géneros alimentícios no valor de 15. 420 euros.
A taxa de incumprimento foi de cerca de 60%.
Estas e outras notícias no "Notícias de Barroso", n.º 311, de 31 de Maio de 2008


"Um dia na Idade Média" 2008/ 06/03 12:53
Notícia publicada em 02-Jun-2008

Acontece esta 4.ª feira em Montalegre. Organização prevê reunir muita gente numa jornada que promete ficar na memória de todos. Até lá os preparativos são mais que muitos.

Muita expectativa centrada na iniciativa "Um dia na Idade Média" que acontece esta 4.ª feira na vila de Montalegre. A acção é organizada pelo Agrupamento de Escolas de Montalegre e do Baixo Barroso bem como a Escola Profissional das Minas da Borralha.
Um espectáculo (conferir programa no ficheiro anexo) que promete ser grandioso a avaliar pelo envolvimento de toda a comunidade escolar a par de várias associações do município.
Esta arrojada aposta conta, entre outros apoios, com o contributo da Câmara Municipal de Montalegre.

In site CMM


O Povo de Barroso Nº 397 2008/ 06/02 19:34
Quinta-feira, Maio 29, 2008
Desporto

1) Futsal: O fim de um sonho para os Juniores do Montalegre
Aquele que podia ser um fim-de-semana para mais tarde recordar para o CDC Montalegre, tornou-se um fim-de-semana para esquecer. E tudo começou na tarde do dia 10, sábado, com os Juniores do futsal do CDC Montalegre a perderem a final da taça distrital frente ao Mesão frio, por 6-3. Depois foi o que se viu no futebol no dia seguinte (ver peça ao lado).
No caso dos Juniores do futsal é caso para dizer que o azar persegue, pois pode-se dizer que voltaram a "morrer na praia", depois de já terem ficado em segundo lugar no campeonato, que lideraram durante muitas jornadas, mas que acabaram por perder para o Drible.
A final da taça foi disputada no Pavilhão Municipal Dr. Gomes da Costa, em Vila Pouca de Aguiar, onde se deslocou uma grande falange de apoio de Montalegre para apoiar os jovens barrosões.
A partida para a final, o treinador Vítor Dias já sabia que ia ter algumas limitações devido a castigos e lesões de jogadores, apresentando-se apenas 7 disponíveis: Miguel, Cristophe, Paulo, Miguel Freitas, Sérgio, Ricardo Silveira e João Ribeiro.
O jogo foi muito equilibrado, sobretudo na primeira parte e com alternância no marcador. O Mesão Frio marcou primeiro, mas logo o Montalegre igualou. Seguiu-se o 2-1 para o Mesão, más os barrosões ainda conseguiram fazer a cambalhota no marcador para 3-2, e aqui foi a fase decisiva da partida. Já faltava pouco para o intervalo, mas os comandados de Vítor Dias, facilitaram um pouco e acabaram por sofrer dois golos quase de rajada, atingindo-se os 4-3 ao intervalo. Na segunda parte o Mesão Frio defendeu-se muito bem, enquanto os barrosões tentavam ir buscar as ultimas forças para tentar pelo menos igualar. Já perto do fim, o Montalegre viu-se obrigado a arriscar tudo, e acabou por sofrer mais dois golos em contra-ataque, que ditaram o 6-3 final.
De qualquer forma há que dar os parabéns a esta equipa que fez uma época muito boa, quase brilhante, e de quem se espera possa dar muito para o futsal da região nos próximos anos.

2) Futebol: Montalegre falha sonho da final da taça distrital

Na tarde primaveril do passado dia 11 de Maio, Domingo, o Campo Dr. Diogo Vaz Pereira, em Montalegre, teve a maior enchente da temporada, num jogo em que era decidido o acesso à final da Taça da Associação de Futebol de Vila Real, e que opôs o Montalegre ao Alijoense. As esperanças dos barrosões em voltar a uma final 20 anos depois eram elevadas, uma vez que o Montalegre jogava perante o seu público e vinha de dois bons resultados nas duas jornadas finais do campeonato distrital (ver peça em baixo). No entanto, o que se passou foi uma enorme decepção, com uma derrota dramática por 3/4 na marcação de grandes penalidades (após empate a 2 ao fim de 120´) e num jogo atípico e impróprio para cardíacos.
Tudo parecia correr de feição aos barrosões que chegaram ao intervalo a vencer por 2/0 e ainda viram um jogador visitante ser expulso no caminho para os balneários. De facto, os comandados de José Manuel Viage entraram muito fortes no jogo, dispostos a resolverem cedo a eliminatória. O 1-0 surgiu logo aos 8 minutos numa excelente jogada de envolvimento pela direita por PTT, Bruno Madeira e Bruno Santos que fez o remate decisivo. O Montalegre continuou a carregar e chegou com alguma sorte, mas com naturalidade, aos 2/0 aos 24´ por Bruno Madeira, num remate de fora de área que parecia inofensivo, mas que com um desvio na relva e uma certa colaboração do guarda-redes do Alijó Gato, acabou por entrar. Apesar do dominou continuar barrosão, o resultado manteve-se até ao intervalo. Quando os jogadores desciam para o balneário, tudo parecia decidido pois o jogador Pegarinhos do Alijoense seria expulso, com vermelho directo, alegadamente por palavras dirigidas ao árbitro.
No entanto, na segunda parte o impossível aconteceu. Os jogadores do Montalegre adormeceram um pouco à sombra do resultado, enquanto os jogadores do Alijó reentraram muito abnegados e dispostos a lutarem até aos limites pelo apuramento. Na sequência de um canto o Alijoense reduziu aos 62´ por Patrick, e este golo fez tremer os barrosões. Pior foi o golo do empate logo 3 minutos depois, um autêntico balde de água fria no Dr. Digo Vaz Pereira, num golo indescritível. O Montalegre iniciava um ataque no meio campo do adversário, que foi cortado com um "chutão para a frente" do central Figueiredo que surpreendeu um desnorteado e adiantado Nelson, guarda-redes do Montalegre, que ainda tentou defender a bola mas sem sucesso. Os locais protestaram mas o juiz de linha não teve dúvidas que a bola entrou e sancionou o golo. A partir daqui o jogo tornou-se monótono com o Alijoense a defender e tentar algum anti-jogo, enquanto que o Montalegre se mostrava meio "abanañado" apático e sem ideias. Os 90´ terminaram e apenas já perto dos 120´ houve uma jogada de registo num remate de Leonel ao poste.
O Alijoense apostou tudo nos penalties e a sorte acabou por lhe sorrir, num dia negro para o Montalegre e onde apenas se pode queixar de si próprio. Pelo Montalegre falharam Guerra e Castelo, enquanto para o Alijoense falhou apenas Tomané, enquanto Durval marcou o último e decisivo.
Na final, realizada no próximo dia 25, o Alijoense vai encontrar o inevitável Vila Real, que no outro jogo venceu o Vilarinho em casa, e com alguma dificuldade, por 1-0.

3) Futebol: CDC Montalegre termina em 5º lugar

O CDC Montalegre concluiu o principal campeonato distrital, com dois bons resultados, numa dupla jornada jogada na primeira semana de Maio (1 e 4). Primeiro com uma goleada por 3-0 em casa frente ao Pedras Salgadas, uma das boas equipas desta divisão, e depois fora com um empate a zero em casa do S. Marta, que conseguiu o segundo lugar final. Com estes 4 pontos os Barrosões terminaram a temporada num razoável 5º lugar, a apenas 4 pontos do 2º (ver tabela adaptada de www.afvr.pt), ainda que longe do campeão Vila Real que tem dominado completamente a época em todas as provas. O Boticas, a outra equipa barrosã em prova, obteve dois resultados nesta dupla jornada que espelham bem a época mediana que atingiu: empatou em Atei a uma boa, e terminou o campeonato em casa sofrendo uma goleada por 4-1 frente ao Abambres. Com este pontinho final o Boticas quedou-se pelo 12º posto final, lugar onde andou quase toda a época.
Para a próxima época espera-se que as ambições subam nas duas turmas do barroso. O Montalegre, mantendo os principais jogadores, e sem o Vila Real em prova, será um natural candidato à subida. Já o Boticas, uma equipa jovem, com a experiência desta época, espera-se que consiga lutar para os lugares da metade superior da tabela.

Desporto - Destaque

Clube de Golfe Estreia Campo de Montalegre com Torneio
O jovem Clube de Golfe de Montalegre acabou de tornar realidade o sonho da realização de um campo para a modalidade em Montalegre. Instalado nos terrenos da antiga Quinta da Veiga, este mini-campo, dispõe de 6 buracos e servirá sobretudo de local de treino, de lazer, e de procura de novos aficionados deste desporto na região, evitando assim as constantes viagens para Vidago ou Ourense.
No entanto, e para celebrar esta conquista, o clube organizou um torneio com os seus associados no passado dia 10 de Maio, que serviu também para mais um dia de convívio e confraternização. O S. Pedro também ajudou, e apesar do terreno não ser perfeito para a prática de Golfe, ainda se assistiu a alguns bons "drives", nas três rondas aos seis buracos, para perfazerem os habituais 18 buracos.
Os 18 jogadores deram o melhor mas o vencedor acabou por ser o já apelidado "papa-torneios", Manuel Valdegas, seguindo-se Alberto Moura e Augusto Monteiro. Mas o prémios foram sorteados porque o maior vencedor foi o golfe de Montalegre (fotos TvBarroso).

Terça-feira, Maio 27, 2008

Barroso em Resumo
1) Carrilheiras de Barroso 2008

Aproveitando a beleza única das paisagens do barroso nesta época do ano, no último dia deste mês e no primeiro dia de Junho, o nosso concelho acolhe a edição 2008 das "Carrilheiras de Barroso - V Marcha de Montalegre e Rota do Contrabando". A organização, como habitualmente está a cargo do Município através do Ecomuseu de Barroso, e à qual se associam o Agrupamento de Escuteiros 1115 - Montalegre e o Clube Papaventos.
Durante os dois dias do evento os participantes poderão percorrer os vários percursos já marcados, e que os levarão por caminhos antigos de ligação entre aldeias e campos de cultivo, permitindo-lhe também assim um contacto directo com a população local, com os seus usos e costumes e do seu dia-a-dia na aldeia.
No sábado, dia 31 de Maio, haverá a concentração dos participantes seguindo-se a opção por três circuitos diferentes, que feitos na totalidade atingem os 50 km (21, 18 e 11 km respectivamente), todos eles com início e final no Parque das Margens do Cavado (local de concentração), na sua totalidade compostos por caminhos de terra, com excepção de pequenos troços, no início e no final, nos acessos ao dito Parque.
No Domingo haverá a inauguração da rota do Contrabando de Vilar de Perdizes: Partida de Vilar de Perdizes, passagem no Penedo de Caparinho. Inauguração da ponte que fará ligação a Videferre (não fazendo a subida) e almoço junto à capela de Santa Marinha. Regresso à aldeia de Vilar de Perdizes.
A organização tem ao dispor dos participantes pontos de água e alimentação e a possibilidade de usufruir do trabalho de vários massagistas (no secretariado), oferecendo ainda a todos os participante um polo alusivo à prova.
Para toda a informação sobre este evento e também para inscrições os interessados podem consultar a página oficial em www.carrilheiras.web.pt ou no Ecomuseu de Barroso (Tel. - 276 518 645; fax - 276 510 201)
As inscrições e respectivo pagamento (Federados - 12,50 Euros; Não Federados - 15,00 Euros), podem ser efectuados, sem penalização até 28 de Maio. Passado esse período o valor das inscrições será de 20,00 euros, ficando os participantes sem direito a seguro de actividade.

2) Lendas e Tradições do Barroso
Os alunos que frequentam o curso de formação do programa Novas Oportunidades da escola Bento da Cruz, em Montalegre, apresentaram no passado dia 7 de Maio, "Lendas e tradições do Barroso", juntamente com gastronomia, numa jantar/debate no Multiusos de Montalegre e no qual participaram representantes da DREN além de algumas individualidades do concelho, como o presidente do Município o Presidente do executivo da escola Bento da Cruz, o historiador José Dias Batista e o padre Fontes, que concluiu a noite com a inevitável queimada. Antes do jantar se iniciar os presentes ainda puderam apreciar a exposição dos vários trabalhos de recolha sobre os usos e costumes da nossa região.

3) Actividades da Biblioteca de Montalegre
Quando já se prepara mais uma edição da Feira do Livro de Montalegre, que se realizará, como habitualmente na primeira semana de Junho, a Biblioteca municipal não pára e continua a apresentar várias sugestões de estímulo à leitura.
Um exemplo disso foi a realização comemorativa do Dia Mundial da Família, no passado dia 14 de Maio, e aproveitando o novo horário continuo. Assim, e para estimulo da família e da leitura dentro desta, foram cedidos vários sacos de livros às várias famílias que ali se deslocaram este dia. O objectivo é o de estimular a leitura conjunta no lar, tentando ao mesmo tento substituir os livros por outras ocupações das famílias como o consumo em massa de novelas.
Já para comemorar o "Dia Internacional dos Museus" que se comemora no aniversário deste jornal, 18 de Maio, a Biblioteca, em parceria com o Ecomuseu criou a iniciativa " Memórias de Barroso" de 16 a 23 de Maio, onde estão patentes ao público duas exposições: Painéis fotográficos sobre a região - Patrimónios – e Fundo bibliográfico – Ler + sobre o Concelho". Este ano o Dia Internacional dos Museus é subordinado ao tema" Museus como agentes de mudança social e desenvolvimento", escolhido pelo Conselho Internacional de Museus, que propõe uma reflexão sobre o papel social e ético dos museus na comunidade e sugere que desenvolvam parcerias com organizações e promovam o dialogo nas questões sociais e culturais.

4) Estrada Montalegre-Chaves, por Vila de Perdizes, alvo de candidatura ao QREN
Uma vez que parece não haver desenvolvimentos quanto a melhorias na estrada Nacional 103, com vista a torná-la numa via rápida, o que mostra o claro desinteresse do governo pela nossa região, as Câmara de Chaves e de Montalegre, uniram-se e candidataram-se ao programa comunitário Interreg, integrado no QREN, num projecto conjunto que visa a requalificação da estrada municipal que liga os dois concelhos, por Vila de Perdizes.
Esta requalificação, se vier a ser aprovado e financiada pelos fundos comunitários, irá encurtar em cerca de três quilómetros a distância entre os dois municípios.
O projecto está concebido em duas fases. Na primeira, as obras vão incidir no traçado entre Vilar de Perdizes e Soutelinho da Raia, que será quase na totalidade novo. Terão um custo de cerca de 2 milhões de euros. O restante troço da via, que necessita apenas de alguns melhoramentos, ficará para uma segunda fase, orçada em três milhões de euros.

5) Sexta-feira 13 regressa em Junho
O mês de Junho em Montalegre, irá ficar marcado pelo regresso da "noite das bruxas", em mais uma comemoração da sexta feira treze, a única em todo o ano 2008.
Aliado à Sexta-feira 13, realizar-se-á a Feira do Misticismo no Pavilhão Multiusos, onde se poderá encontrar tudo relacionado com este tema. Com muitos especialistas em várias áreas, desde a aromaterapia, a astrologia, a tarologia, a plantas medicinais e muitos mais.
O fim-de-semana será rodeado de mistérios e terá como pano de fundo o misticismo, o espiritualismo, o esoterismo e o ocultismo, aliados à magia que já se tornou presença assídua neste evento. O Horário será do 13 às 23 horas, durante os dias 13,14 e 15 de Junho. Irá haver espectáculo lúdico com Emiliano Faquir, com a actuação no dia 13, às 21 horas. No dia 13 haverá também restaurante no pavilhão multiusos, para além dos vários outros restaurantes na vila que aderem a este evento e que contaram com muita animação.

6) Grupo de Teatro Fórum Boticas fez a sua estreia com a peça "Avarias"
O Auditório Municipal de Boticas abriu as suas portas, no passado sábado, para a estreia da peça de teatro "Avarias" levada à cena pelo Grupo de Teatro Fórum Boticas, um grupo criado no seio da Fórum Boticas – Associação Recreativa e Cultural que integra jovens e promissores actores do nosso concelho, orientados por Hermínio Fernandes e apostados em agitar culturalmente a nossa terra na arte de bem representar.
O muito público que marcou presença na estreia desta peça não deu o tempo por mal empregue, assistindo a um espectáculo divertido e até mesmo hilariante, aplaudindo e elogiando o desempenho dos jovens actores, que actuaram com um profissionalismo exemplar e souberam manter bem controladas as situações mais inesperadas e que sempre acontecem num espectáculo desta natureza.
A semente está lançada, esperando-se que, agora, muitos outros jovens possam agarrar o desafio e integrar este grupo, contribuindo para que o Teatro venha a impor-se em Boticas como um espectáculo para todos e provando que na nossa terra há muita gente talentosa que pode emprestar a favor do desenvolvimento cultural.

In http://www.opovodebarroso.blogspot.com/


Mães de Vilar de Perdizes prometem luta para impedir fecho da escola 2008/ 06/02 19:24

Câmara alega que na sede do concelho há “melhores condições” de ensino

Mães argumentam que a escola tem boas condições e que 15 alunos justificam o seu funcionamento
A Câmara Municipal de Montalegre pretende encerrar já este ano lectivo a escola primária de Vilar de Perdizes, à semelhança do que aconteceu à maioria das do concelho. No entanto, as mães dos 15 alunos que frequentam o estabelecimento não se conformam com a decisão. Argumentam que a escola tem boas condições, que 15 alunos justificam o seu funcionamento e que se forem para Montalegre, as crianças quase não passam tempo nenhum com a família. O presidente da autarquia diz que é a “qualidade do ensino” que está em causa.

Em criança, Margarida Carrelo só foi um mês à escola. Abandonou para ir guardar as ovelhas que a mãe comprara. Nesse tempo, “ a escola era na parte de cima de uma casa. Na parte de baixo dormiam dois bois”. “Cheirava muito mal, mas nem assim Salazar a fechou. E hoje, com todas as condições, querem-nos a fechar!”. Inconformada, na quinta-feira da semana passada, Margarida, de 80 anos, juntou-se a mais de uma dezena de jovens mães que protestam contra o encerramento, no próximo ano lectivo, da escola do primeiro ciclo de Vilar de Perdizes, em Montalegre. “Devia estar aqui o povo em peso”, insurgia-se a octogenária, que completou a quarta classe já em adulta. O encerramento do estabelecimento foi confirmado há cerca de uma semana pelo próprio presidente da Câmara, Fernando Rodrigues, no decorrer de uma reunião com as mães.

Os 15 alunos que frequentam a escola terão que ir para Montalegre, onde, no âmbito da reorganização do primeiro ciclo se irá concentrar grande parte dos alunos do concelho. Inconformadas com a decisão, as mães prometem luta. “Estamos dispostas a tudo!”, garantiam. O autarca diz, no entanto, que é a “qualidade do ensino que está em causa”. “Em Montalegre, a escola tem boas salas, aquecimento, cantina, actividades de enriquecimento e um professor por ano, coisa que lá não acontece. O mesmo professor ensina os quatro anos”, defende Rodrigues. Os argumentos das mães são de outra ordem. “Vamos ter que os levantar às 6h30. E à noite só chegam às seis. De Inverno, a essa hora é de noite. Ou seja, chegam, comem e vão para a cama. Que tempo passam com a família?”, questionava uma mãe professora. “Eles nem em casa comem bem, com uma pessoa a insistir, quanto mais lá!”, lamentavam outras jovens mães.

Mas as “boas” condições da escola também são usadas para defender a sua manutenção. “Quando lá vou, até me apetece lá ficar. Está um mimo!”, explicava a mãe Sameiro. Além de quatro salas, aquecimento central, material informático, a escola também tem recreio coberto. “O presidente diz que lá estão melhor porque cada classe vai ter um professor. Então, se é isso, porque não contratam mais professores?”, argumentava outra mãe.

Centro escolar já foi adjudicado

A construção do centro escolar de Montalegre para concentrar os alunos do primeiro ciclo do concelho foi adjudicado na semana passada. O edifício irá ser erguido junto à actual Escola EB 2,3 Bento da Cruz.

Até à sua entrada em funcionamento, os alunos das escolas primárias que encerraram nas aldeias têm aulas na antiga escola do segundo ciclo existente junto ao Pavilhão Multiusos. Além deste centro escolar, este ano irão ainda funcionar alguns pólos: Salto, Venda Nova e ainda Ferral.

In Semánario Trasmontano - Margarida Luzio


O Povo de Barroso Nº 397 2008/ 05/26 21:59
Matadouro Regional do Barroso e Alto Tâmega SA alvo de Penhora

O imóvel onde exerce actividade o Matadouro Regional do Barroso e Alto Tâmega SA, foi penhorado pela Direcção – Geral dos Impostos, e está à venda no sitio da Internet de venda electrónica, com o preço base de 245.497,00 euros.
O terreno tem a área de 22990m2, e o edifício tem a área bruta de construção de 3373,17 m2 .
O Matadouro custou, em 1995, perto de 5 milhões de euros!!!
Tratando-se de uma sociedade anónima, não seria motivo do nosso reparo, não fosse o facto de aqui haver capitais públicos. Como se sabe, a Câmara Municipal de Montalegre e o Ministério da Agricultura e Finanças através da PEC, SGPS, são dois dos principais accionistas da empresa.
Já não são de agora as noticias sobre a fraca saúde financeira do Matadouro. Lembramos, por exemplo, que há poucos anos, se verificou a perda de metade do capital social, e que para evitar a dissolução da sociedade o capital foi reduzido, aumentando a seguir com injecção de dinheiro pelos accionistas.
A PEC, SGPS, pôs à venda as suas acções. Claramente, a empresa do Estado, quer "livrar-se" deste sorvedouro de dinheiro. A Câmara Municipal de Montalegre propôs-se comprar as acções da PEC.
Sempre disseram os entendidos, que o Matadouro estava sobredimensionado. Uma obra megalómana. Aliando este facto à evidente má gestão, ao ponto de os principais potencias clientes irem abater a outros matadouros, nomeadamente ao matadouro de Penafiel, não se pode esperar que o Matadouro do Barroso deixe de ser um "saco sem fundo".
Esta forma de governo que o Sr. Eng.º Justo tem feito nas Instituições sob a sua alçada, lembra, com vários ponto em comum, a gestão do Sr. Dr.º Fernando Rodrigues na Câmara Municipal. São exemplo disso a construção da Pista de Automóvel e o Pavilhão Multiuso ou Parque de Exposições.
É caso para dizer que um é mentor do outro. E só partindo desta premissa podemos entender por que razão a Câmara de Montalegre continua a apoiar financeiramente o Matadouro, quando, até a PEC, empresa que se dedica a gerir as participações do Estado no sector de abate e comercialização de carne, quer vender as sua acções.
Esta ligação umbilical tem transparecido em diversas sessões da Assembleia Municipal e em reuniões de Câmara, sempre que a oposição critica decisões relacionadas com a Cooperativa ou Matadouro, o assunto é de grande melindre para o Sr. Presidente da Câmara.

XXIV Encontro Transmontano de Clínica Geral: Montalegre - 29 a 31 Maio

Nos próximos dias 29 a 31 de Maio, Montalegre irá acolher, no novo auditório do pavilhão Multiusos, o XXIV Encontro Transmontano de Clínica Geral, um evento que espera juntar na vila Barrosã perto de 500 médicos. A organização está a cargo do Centro de Saúde de Montalegre, contando com o apoio da NaturBarroso, do Município de Montalegre, da região de Turismo e da ADRAT.
Será uma oportunidade para os clínicos da região discutirem acerca de algumas das principais doenças da actualidade, além de outros problemas que afectam a classe, num vasto programa (ver ao lado), ao longo de 3 dias, e que estará a cargo de vários especialistas vindos de todo o país.
A abertura do encontro, que contará com algumas individualidades do concelho, está a cargo do director do Centro de Saúde de Montalegre, Dr. Eugénio Fecha, e servirá para um breve apontamento sobre a unidade de saúde concelhia, além de servir também para a divulgação turística do barroso, com a apresentação do documentário "Montalegre".
De seguida começará a exposição sobre os temas médicos com destaque no primeiro dia para a Hiperplasia Benigna da Próstata, que cada vez afecta mais homens em Portugal, a Osteoporose e Hipertensão Arterial, dois problemas quase crónicos na nossa sociedade.
No segundo dia do seminário, sexta-feira, doenças do foro cardiovascular, como os AVC´s além da Diabetes, estarão em debate.
O último dia do encontro irá ficar marcado pela presença do famoso sexólogo, Professor Júlio Machado Vaz. Também as doenças do foro urinário estarão em debate. A encerrar o encontro, que se espera profícuo para a classe, não faltará o comum almoço-convívio.

In http://www.opovodebarroso.blogspot.com/


Câmara ainda não sabe se quer acções do Matadouro 2008/ 05/26 18:49
Acções do Estado estão à venda

Apesar das dívidas da instituição, Fernando Rodrigues acredita na viabilização do Matadouro
A Câmara Municipal de Montalegre vai “ponderar melhor” se vai ou não comprar as acções que a PEC - a empresa do Estado, que detém cerca de 30 por cento das acções do Matadouro Regional do Alto Tâmega e Barroso - pretende vender.

Em Dezembro do ano passado, a autarquia estava disposta a comprar todas as acções por 70 mil euros pagos de imediato. No entanto, agora, Fernando Rodrigues já não está tão seguro do negócio. “Vamos ter que ponderar melhor”, disse ao Semanário TRANSMONTANO, afirmando, no entanto, que considera positivo que haja uma concentração de capital para evitar instabilidade”. Apesar das dívidas da instituição, Rodrigues acredita na viabilização do equipamento.

O Matadouro está, desde o passado dia 5, penhorado às Finanças. Em causa está uma dívida de cerca de 360 mil euros, que inclui vários impostos, taxas devidas à ex-direcção regional de veterinária (por serviços de inspecção sanitária) e coimas pelos atrasos. As propostas de compra podem ser entregues até ao dia 7 do próximo mês de Agosto.

Ao que o Semanário TRANS-MONTANO conseguiu apurar, o presidente do conselho de administração do Matadouro, José Justo, terá reunido, na passada terça-feira, com o secretário de Estado da Agricultura. O também presidente da Cooperativa Agrícola de Montalegre alega que as taxas devidas à ex-direcção regional de veterinária e que agora fazem parte do processo de execução não terão sido pagas na sequência de um protocolo que mantinha com o Ministério da Agricultura e que foi suspenso por indicação do Tribunal de Contas. E, por isso, na audiência, Justo terá tentado convencer o governante a “retirar” a dívida.

Além do Estado, da Cooperativa Agrícola, a Caixa de Crédito Agrícola Mútuo, são accionistas do Matadouro um conjunto de pessoas em nome individual.

In Semánario Transmontano - Margarida Luzio


2008/ 05/26 10:55
pessoa desconhecida agradece por tratarem melhor a aldeia de santa marinha
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2008/ 05/26 10:55
pessoa desconhecida agradece por tratarem melhor a aldeia de santa marinha
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Notícias de Barroso 2008/ 05/18 00:21
16/Mai/2008
Taça da AF DE VILA REAL
Montalegre 5 Alijoense 6
Jogo do dia 11.05.08, no Campo Dr. Diogo Vaz Pereira.
As equipas alinharam do seguinte modo:
Montalegre: Nelson; Leonel, Guerra, Vasques, Zé Campos, Bruno Madeira, Chiquinho, Guilherme (Vítor Dias 72’), PTT (Fidalgo 64’), Bruno Santos (Castelo 68’) João Pedro. Treinador: Zé Manuel Viage.
Alijó: Gato; Figueiredo, Fraguito, Mário André, Carlos Dias (Bruno Barros 45’), Patrik, Sérgio, Durval, Guilherme (Joel 27’) (H. Vaz111’), Pegarinhos e Tomané.
Treinador: Tiago Monteiro

O jogo teve duas partes bem distintas. Na primeira, o Montalegre foi mais forte e determinado, o Alijó tomou conta do jogo na segunda metade.
O Montalegre marcou muito cedo, aos 8 minutos, numa bonita jogada de entendimento entre PTT, Bruno Madeira e Bruno Santos com este a inaugurar o marcador.
E o Montalegre, a jogar bom futebol, chegou ao segundo golo aos 24 minutos quando Bruno Madeira desfere um potente remate bem longe da baliza do Alijoense que beneficiou da irregularidade do relvado e assim traiu o guarda redes, Gato.
Com a vantagem de dois golos madrugadores, o Montalegre teve ainda a possibilidade de fazer o terceiro por Zé Campos, mas a bola saiu por cima da baliza.
Os de Alijó só reagiram à beira do intervalo através de bolas paradas, dando a segunda delas origem a uma defesa difícil de Nelson.
Já quando as equipas se dirigiam para o balneário, Pegarinhos foi expulso por alegadas e incorrectas palavras dirigidas ao árbitro.
Na segunda parte, o Montalegre a ganhar por dois a zero e com mais um homem em campo tinha tudo a seu favor. Talvez porque confiasse em demasia o que é certo é que o Alijó deu em jogar mais e melhor e a tomar conta do jogo. E, em três minutos, igualou o marcador. O primeiro resultou dum canto que Patrik aproveitou para, sem marcação, fazer o golo e pouco depois um remate da linha de meio campo de Figueiredo que se apercebeu que o guarda redes do Montalegre estava adiantado e que fez um chapéu. Nelson ainda segurou o esférico mas o árbitro auxiliar validou o tento que os de Montalegre contestaram.
Acabado o tempo regulamentar, o Alijó acabava por merecer o empate e as coisas começavam a pôr-se negras para o Montalegre. O Alijó continuou a comandar o jogo e, mau grado o Montalegre ter lutado muito, a merecer levar o jogo para a decisão das grandes penalidades.
E aqui o Alijó voltou a ter mais sorte que o Montalegre. Marcou quatro penaltys e os da casa apenas três, ficando apurado o Alijó para disputar a final com o Vila Real.

Outras notícias
O Vila Real bateu o Vilarinho no último minuto de jogo, apurando-se assim para disputar a final com o Alijó que, como se sabe, se apurou em Montalegre nas grandes penalidades marcadas após o prolongamento.
Assim, temos uma final entre o Vila Real e o Alijó.

Na Taça Distrital de Futsal em Juniores, a equipa do Montalegre foi derrotada pela do Mesão Frio por 3 – 6. O jogo esteve agradável de seguir, mas o Montalegre deixou fugir a taça para o sul do distrito.

No FUTSAL masculino, o Salto ainda disputa a fase de apuramento do campeão distrital. Em 7 jogos realizados, o Salto situa-se em 3.º lugar na tabela classificativa a três pontos do segundo e a seis do primeiro que é o Chaves FC.
Estas e outras notícias no Notícias de Barroso, n.º 310, de 15 de Maio de 2008
Publicado por Carvalho de Moura em 00:49

Empresários de Londres visitam o concelho de Montalegre
Um grupo de empresários radicados na cidade capital do Reino Unido formaram uma associação a que dão o nome de “Amigos de Peixe”. A ideia é de vez em quando sacudir o stress em que andam absorvidos durante todo o tempo e confraternizar ao mesmo tempo que aproveitam para saborear um bom prato de peixe e falar de tudo, ou seja, para abordar um ou outro assunto de interesse às suas actividades. E, claro que também falam da “terra” de cada qual ou das “terras” donde são naturais. Refira-se que a Associação tem nos seus objectivos fins filantrópicos em que a ajuda a pessoas necessitadas ou carentes de emprego p. e. são apoiadas das mais diversas formas, incluindo-se as aujdas financeiras.
Todos os meses se reunem num determinado restaurante previamente anunciado para degustar um bom prato de peixe. As respectivas consortes não participam a não ser na data de aniversário da dita Associação e na festa de Natal.
Todos os anos fazem um passeio para fora do Reino Unido, escolhendo, este ano, como objectivo principal da visita o concelho de Montalegre para além doutras zonas de Trás-os-Montes e do Minho. O Vice-Presidente da associação “Amigos do Peixe” foi um dos que acompanhava o grupo o qual, devido à visita surpresa do Dr. Alberto João nesse mesmo fim de semana, viu desistir à última hora alguns dos inscritos na jornada.
São eles de vários pontos do país, de Lisboa, Algarve, Madeira, Coimbra, Vila Franca, Vila Real e Viseu e Montalegre. Do concelho de Montalegre, nesta jornada, veio uma representação de peso, cinco barrosões. São eles: Carlos Gonçalves, de Lama da Missa, Rogério Bagulho, de Lapela, de Cabril, Fernando Caridade, de Pondras, Fernando André, de Ladrugães e Domingos Cabeças, de Reigoso.
Uns são dos serviços, outros da restauração, outros de vários sectores de actividade e, pelo que pudemos apurar, todos se poderão considerar emigrantes de sucesso, apesar de alguns deles serem ainda muito novos.
Coube a Domingos Cabeças a grande responsabilidade da organização do passeio a terras minhotas e transmontanas que teve lugar nos passados dias 3, 4 e 5 de Maio, tal como anunciámos no último número deste jornal. Contou com o apoio das Câmaras por donde andaram em visita e a Câmara Municipal de Montalegre esteve à altura ao corresponder à solicitação do Grupo da melhor forma pondo à disposição deste um autocarro que constiuiu uma notável ajuda.
O Notícias de Barroso teve o prazer de acompanhar o grupo na tarde do dia 4, numa volta pelo Rio e pelo baixo Barroso, incluindo-se no percurso as terras de naturalidade de alguns deles como Lapela, Pisões e Reigoso. O mosteiro de Pitões das Júnias, a Cascata e a Ponte da Misarela, pontos marcantes da visita, só estiveram ao alcance duma minoria porque os outros não tiveram forças que aguentassem tão grandes esforços.
Nesta ronda por Portugal, a dieta do peixe foi posta de parte, pois que as notícias do bom presunto, da melhor vitela, dos enchidos dos fumeiros e dos cozidos destas terras chegadas a Londres aguçaram os apetites e não deram azo a outras degustações. Aproveitando da melhor forma, no Restaurante Nevada, houve um opíparo banquete que não é muito vulgar ver-se pelas nossas terras. A comida variada e abundante estava deliciosa, o vinho de marca só ao alcance das grandes bolsas e um serviço que deixou a melhor impressão entre todos eles.
E no final, nem faltou uma “Queimada” na qual o madeirense M. Costa se encarregou de esconjurar os demónios mais as bruxas e todo o seu embruxamento.
Penso que estas jornadas se revestem do maior interesse. Dar a conhecer e apontar a este tipo de investidores as potencialidades do concelho e da região pode e trazer um retorno de investimento a breve ou a médio prazo. Pena foi que a Câmara Municipal não se fizesse representar no almoço para que foi convidada. Merece as nossas felicitações o Domingos Cabeças que conseguiu trazer até nós pessoas certamente mais viradas para outras zonas do país, mais frequentadas e mais apetecíveis. A nossa terra com as suas muitas potencialidades deve ser dada a conhecer ao maior número possível de pessoas porque só se pode dar valor ao que se conhece. E oxalá que, tal como estes, outros nos visitem para que possam ver o que Montalegre e a região têm de melhor. O resto virá por acréscimo. (Ver mais reportagem P8)
CDMoura

Publicado por Carvalho de Moura em 00:33
VI edição da Festa dos MOURAS
22 de Junho de 2008
No próximo dia 22 de Junho, terá lugar em Montalegre, no Santuário do Sr. da Piedade, a já tradicional “Festa dos MOURAS”.
Tal como nos anos anteriores, as pessoas de apelido “Moura” ou descendentes de família Moura ou ainda os que com Mouras têm afinidades vão encontrar-se num são e animado CONVÍVIO que preencherá grande parte do dia 22 de Junho.
Do programa ressalta a celebração litúrgica incorporada na da Igreja Matriz de Montalegre seguida de Almoço de Confraternização no Santuário do Sr. da Piedade.
A partir das 15.00 horas, haverá lugar a uma animação diversificada que culminará com uma Chega de Bois, no Campo de Chegas do Sr. da Piedade, integrada no Campeonato de Chegas de Bois Barrosos, da responsabilidade da Associação “Boi do Povo”.
À noite, para os resistentes segue-se um Serão Cultural que, para além do Lanche com a marca “Falta D’ar”, conta com cantares tradicionais, fados e outras intervenções.
O preço é de 20,00 euros e as inscrições podem desde já fazer-se em:
- Fernando Moura, Loja 5, Montalegre, tels. 276 512414, 96 729 2626 e 91 793 0512
- José Moura, Casa Rural S. Cristovão, Boticas, tel. 91 706 4493
- Norberto Moura, Tv. Miguel Torga, Montalegre, tel. 276 512 825
- Ricardo Moura, Centro Hípico de Padornelos, tel. 96 241 8358
- J. Carvalho de Moura, R. Miguel Torga, 492, Montalegre, Tel. 91 452 1740
Publicado por Carvalho de Moura em 00:30
1/Mai/2008

O Sino de promessa da Casa da Forja
As duas sineiras m homenagem às nossas Mães e Avós

Em 1913, partiram para a vida militar e meses depois para a guerra em Angola, e de Angola para França, dois irmãos mancebos de Covêlo do Gerês, Manuel Lopes Pereira e Domingos Lopes Pereira e o Baía, que veio a casar com uma sua prima.
Carolina Rosa Gonçalves, mãe do meu avô, preocupada com a sorte de seus filhos, confiou-os á protecção de S. Bento de Sexta Freita, prometendo comprar um sino se eles voltassem a suas casas livres dos perigos da guerra. Eles que andaram nas linhas de fogo, a sul de Angola e na Flandres, voltaram a Portugal, no fim da guerra, sãos e salvos. S. Bento ouviu esta prece e por milagre regressaram todos à sua aldeia, depois de correr a notícia da sua morte.
O primeiro a chegar foi o Domingos quando estavam a lavrar a terra de Cascomba, para semear o milho. O Manuel, meu avô, só regressa quando estavam a cortar esse mesmo milho e nessa mesma terra.
O regresso dos três (o terceiro seria o António Joaquim Lopes Baia que casou na casa da Forja na Peneda ?) foi um grande acontecimento, porque já toda a gente pensava que tinham desaparecido, pois há anos que não chegavam notícias e até a irmã já pensava que era morgada.
Assim, as festas tiveram outra alegria, mas também era a altura de cumprir a promessa e todo o dinheiro que tinham não chegava e, não houve outro remédio, os pais dos dois militares tiveram que vender um lameiro no alto da Lomba para pagar o sino.
Quando este chega para ser colocado na torre da Igreja, viu-se que era demasiado grande, e não entrava no campanário, mas o milagre tinha que ser anunciado, - era o regresso dos Heróis Nacionais, filhos da Casa da Forja, de Covêlo do Geres, e as badaladas tinham que entoar por todos os montes e vales para agradecer ao Criador por todas as alegrias que deram com a chegada destes bravos soldados, que defenderam com grandes sacrifícios a nossa Pátria
E o problema é resolvido à boa maneira portuguesa. Ontem e hoje não mudou muito, somos os melhores do mundo a improvisar. Meu tio Domingos conta que racharam um carvalho a meio e montaram o sino, pelo menos para tocar naquela ocasião e dali por diante.
Com o passar dos Invernos, a madeira foi perdendo a resistência e o sino cai e parte. Um sino silencioso pouco vale mas a comissão vendeu-o. A minha mãe conta que com esse dinheiro comeram uma boa jantarada. Nesse ano, fazia parte da Comissão o Júlio, da Casa do Tenente (Juiz de Paz), e a esposa, irmã do meu Avô, Maria, e já não havia grande amizade entre eles devido às partilhas, outra história que oportunamente eu irei contar.
Entretanto, fui à Peneda para saber a verdade e falei com o Sr. Belmiro Dias, da Casa do Ramada. E contou-me que foi ele próprio que recebeu os restos do sino e com o mesmo material fizeram aquele que está no nicho,e que o sino antigo, substituído por este , fora para a Capela de Nogueiró.
O sino da Forja estava assente em duas vigas devidamente trabalhadas.

Devido ao acidente, o meu Avô ficou com esse desgosto para sempre. Será que nós seremos capazes de, em sua memória, conservar o que lá está porque a madeira já se encontra deteriorada e pode acontecer outro acidente como da outra vez?

Também eu tenho graças recebidas deste Santo, porque três gerações sobreviveram a duas guerras, o Manuel e seu irmão Domingos e o Baía, à de França, Alberto e o Domingos e eu, Manuel, à do Ultramar.
Minha mãe fez a promessa de ir a pé desde a barragem dos Pisões a S. Bento da Porta Aberta, no Gerês,
para que DEUS nos protegesse na guerra do Ultramar.
Pertencendo eu às forças Páraquedistas que era a elite das tropas portuguesas, o certo é que o meu tempo de três anos foi passado em Tancos, sem que nada de mal me tivesse acontecido. Provavelmente , a minha mãe terá feito a mesma oração que fez sua Mãe e Avó. Três mães pediram a vida para os seus filhos e S. Bento escutou-as.
Mães de três gerações, da Casa da Forja. Avô, tios e neto sobreviveram a duas Guerras que dizimaram milhares de colegas nossos.

Esta História foi escrita no dia da vinda do Papa a Portugal, que estas linhas sejam uma Prece de agradeci mento ao Protector, a S. Bento, e à Senhora de Fátima, pelas graças recebidas, e que este sino seja um monumento em Homenagem aos Heróis e a todas as gerações da Casa da Forja, e que os descendentes o saibam conservar.
Esta é a melhor prova de que eles nos amavam. Tudo isto foi feito por AMOR. Eu também Vos Amo.

Manuel Miranda, Alemanha, Iserlohn, 12-05-2000

Na imagem n.º 2: O Sino, na Igreja de S. Bentinho de Sexta Freita, da freguesia de Covêlo do Geres
Publicado por Carvalho de Moura em 21:42
19/Abr/2008
Cópia do abaixo assinado entregue em Vila Real
Governador Civil apoia intervenção na EN 103

No passado dia 17, deslocou-se ao Governo Civil de Vila Real uma delegação de membros ligados à Comissão de Utentes da EN 103. Com a comitiva seguiu o Presidente da Câmara Municipal de Montalegre, Fernando Rodrigues, que fez a apresentação do assunto que está a mobilizar a gente do seu concelho e a dos concelhos de Vieira do Minho, Terras de Boura, Póvoa de Lanhoso e Braga, para além dos de Chaves e Boticas, ou seja, todos os que se situam no percurso da EN 103.
A Comissão de Utentes entregou ao Governador do distrito de Vila Real, António Martinho, uma cópia do abaixo-assinado recolhido nos diferentes concelhos, sensibilizando-o para a situação de isolamento em que se encontra o vale do Cávado, desde as terras do Minho da zona de Braga até às terras do Barroso. Uma via sinuosa que possui um sem número de curvas de raio muito apertado, sem faixas de lentos, uma via do século passado que, se não for intervencionada com obras de beneficiação, irá contribuir para a acelerada desertificação desta zona do interior do país. A Comissão de Utentes fez questão de chamar a atenção do governante distrital para as acessibilidades do noroeste do distrito, com votos de que se constituisse em defensor desta causa que é vital para se conseguir um desenvolvimento harmonioso do país.
O Governador civil, defendendo que a A24 é a via estruturante do distrito, concordou que a região do Barroso fica muito afastada deste eixo e que é do seu conhecimento que uma parte substancial do concelho faz mais vida com Braga-cidade do que com a própria sede do concelho. E de forma inequívoca, deixou claro que se vai interessar por uma outra via que possibilite aos residentes do vale do Cávado uma circulação mais fácil e mais digna.
Tanto o Presidente da Câmara como os membros da Comissão que se deslocaram a Vila Real sairam do Governo Civil satisfeitos com as palavras de solidariedade e de empenho que o Sr. Governador lhes transmitiu.
Está pedida uma audiência ao Sr. Primeiro Ministro a quem será entregue o original das assinaturas mas antes idêntica diligência será feita junto do Governador Civil de Braga a quem também se fará entrega de uma cópia ao mesmo tempo que será posto ao corrente da situação da EN 103, de modo particular, no termo do distrito de Braga.

Pedido de desculpas

Pede-se desculpa aos internautas pela notícia publicada no Blogue que referia que esta audiência seria em Lisboa. Tal precipitação resultou do teor da carta que foi recebida na redacção do jornal, a qual não referia a localidade da audiência e que, estando a mesma pedida ao 1.º Ministro, entendeu-se tratar-se de Lisboa e não de Vila Real.
No jornal, Notícias de Barroso, ainda se foi a tempo de fazer sair a notícia correctamente.
Cm

Publicado por Carvalho de Moura em 23:04

In Notícias de Barroso


O Povo de Barroso Nº 396 2008/ 05/17 09:25
Desporto - Destaque 2
Futsal: Juniores do CDC Montalegre na Final da Taça

Cada vez mais se prova que a aposta no futsal em Montalegre está a ser ganha e tem muito futuro. Os juniores do CDC Montalegre, depois de um brilhante campeonato distrital, onde participaram pela primeira vez e atingiram o segundo lugar final (depois de comandarem por muito tempo), conseguiram agora qualificar-se para a final da taça distrital da categoria, onde irão defrontar o Mesão Frio. Na meia-final, realizada no passado dia 20, derrotaram o Ribeira de Pena por 6-3 no Pavilhão Desportivo de Montalegre, que encheu para apoiar os jovens do concelho.
Mas o jogo mais difícil das eliminatórias foi, sem dúvida, o jogo frente ao Régua, nos quartos de final, uma vez que foi uma partida muito quezilenta com várias agressões e expulsões (foi mesmo necessária a chamada da GNR ao local), e com várias fases do jogo em que o Montalegre teve que jogar com menos elementos frente a uma equipa forte. Mesmo assim, os jovens barrosões mostraram bem a fibra de que são feitos e quase "contra tudo e contra todos", acabaram por vencer justamente por 3-1.
Já na primeira eliminatória os "barrosinhos" não tiveram grandes dificuldades e golearam em Chaves o HC Flaviense por 6-0.
Espera-se agora uma grande final, e seria um prémio merecido e encorajador para o futuro, uma conquista da taça distrital.

Opinião
Caça à multa ou zelo excessivo
Hesitei em escrever esta crónica. Mas andava com ela no pensamento porque vivo, junto ao Estádio D. Afonso Henriques, em Guimarães. Ai me debato, de quinze em quinze dias, com todos os cantos e recantos da via pública, com passeios e passadeiras, com jardins e espaços privados, cheios de automóveis, sem respeito algum pelos direitos cívicos. O futebol nesses dias, antes, durante e depois do jogo, é rei e senhor. Tapam-se os acessos às garagens, muitas vezes se dificulta a entrada ou saída das habitações e, se um cidadão adoece e precisa de ir ao hospital, o veículo em transgressão tem prioridade sobre aqueles que estão nas garagens, pelo que o doente tem de ir a pé ou esperar que o futebol acabe. Ou seja: as regras de trânsito e de estacionamento são violadas, perante chusmas de agentes da autoridade, seja em dias de semana, seja em feriados ou dias santos. Quem vive nas grandes cidades, junto aos campos de futebol, debate-se permanentemente com este drama. Sempre que há futebol em Guimarães, procuro refugiar-me na aldeia, adiantando ou atrasando a hora de partida ou de chegada para não me debater com as garagens barradas e até com dificuldade para entrar em casa.
As leis são universais. As directivas não contemplam o futebol, como excepção. Contudo os agentes da autoridade assistem a esses pandemónios, fecham os olhos a centenas de transgressões, nalguns casos até são eles que indicam um ou outro espaço livre para quem chega atrasado. Tudo numa deprimente violação legal e cívica que contrasta com a pacatez de uma aldeia ou vila do interior, onde todos se conhecem e onde o bom senso, habitualmente prevalece (ou deve prevalecer). Porque a vida social dos grandes meios exige muita mais disciplina do que nas zonas rurais ou ruralizados, onde deve reinar harmonia, tranquilidade singular e colectiva, tolerância, entreajuda, solidariedade. Sem que estas posturas violem as convenções legais.
Esta pedagogia social anda-me no espírito desde há muitos anos. Porque sou barrosão, filho de um Povo sofredor que foi tratado com dureza, ao longo de séculos, onde os seus habitantes foram educados para cumprirem sem regatearem, ética que ainda hoje nos permite aplicar o princípio de que vale mais a palavra oral do que a escrita.
Como jornalista com 54 anos de exercício permanente gosto de reflectir em voz alta as experiências do quotidiano. E se os bons exemplos me comovem a ponto de os proclamar como louváveis, também um ou outro menos recomendável me deve inspirar para que os «generais da cidade» saibam interpretar a realidade dos pequenos meios, com o espírito rural que as suas populações transportam ancestralmente.
O exemplo que ditou esta crónica: dia 30 de Março tive de ir a Montalegre levar uma encomenda à Câmara Municipal. Era Domingo e mudou a hora. Parti de Guimarães às 9,30 h. Fui recebido com um frio de rachar e uma neve que prenderam à cama os Barrosões. Cheguei às 10, 53h e estacionei o carro atrás da Câmara, juntinho a umas escadas para descarregar doze pacotes de livros que a autarquia me encomendara. Na véspera combinara com uma funcionária para, por favor, me ir abrir a porta para descarregar os livros. A correr, porque a neve caía e o frio era intenso, fui ao quiosque, que dista a uns 30 metros daquelas escadas, perto das quais parara o carro. Demorei apenas o tempo necessário para comprar o jornal e perguntar onde morava a simpática funcionária. Informado, logo arranquei para a residência dela, evitando que ela saísse de casa, com aquele mau tempo. Levava comigo dois amigos que dia 15 ficaram tão atónitos como eu, quando recebi uma carta registada da GNR de Montalegre, notificando-me para pagar 30 euros porque o «condutor acima mencionado parou e estacionou, às 09,55 h em local destinado ao transito de peões». Uma verdade e uma mentira. De facto parei com 2 rodas em cima do passeio, não em cima de passadeira, no máximo 5 minutos. E junto às escadas para descarregar os livros. Mas não às 09,55 h horas como o zeloso agente escreveu no auto. A essa hora estava eu e os meus dois amigos em Salto. E tínhamos acertado os relógios...
Confesso que não vimos naqueles instantes, nenhum agente da autoridade, (a não ser que tenha passado de carro e tenha tirado a matrícula), como não vimos ninguém mais porque foram brevíssimos momentos. Não havia qualquer movimento, de peões ou de viaturas. Se tivesse deixado um papelinho ou se saísse da sua viatura para questionar o transgressor, talvez evitasse esta crónica que não pretende ofender a Instituição, antes dizer-lhe que foi preciso ir à minha terra para, aos 70 anos, pagar a primeira multa em 42 anos de condutor. Poderia recorrer dela. Tenho duas testemunhas idóneas que ficaram a rir-se do contraste entre a bagunça da cidade e a pacatez de uma vila nortenha. Fui prestar um serviço público, com muito gosto, à minha Terra. Não era dia de bruxas. Como não vi nenhum agente, nem ele me viu, parto do princípio de que não foi perseguição. Antes será caça à multa a carros estranhos para justificar serviço. Em vez de contestar, paguei, para evitar burocracia a mais, num país onde o zé-povinho continua a ser fustigado pelo rigor das normas. Um aviso aos emigrantes ou turistas que facilitem, no pressuposto de que numa vila do interior do país as autoridades são mais tolerantes do que na cidade, sobretudo em dias de futebol. Soube que até há pouco o autuante era obrigado a deixar um aviso na viatura. Actualmente inverteram-se as coisas: se o agente deixar o aviso sujeita-se a um processo disciplinar. É por estas e por outras que o país vai de mal a pior. E é também por isso que exerço o meu direito à indignação.
Por Barroso da Fonte

Barroso em Resumo
1) Dia Mundial do Livro em Montalegre

A Biblioteca Municipal de Montalegre não deixou passar em claro mais um "Dia Mundial do Livro", comemorado no passado dia 23 de Abril, e realizou uma série de actividades, sobretudo vocacionadas para os jovens, e dentro de uma rubrica mensal intitulada "Abril, Livros mil". À Biblioteca de Montalegre, juntou-se o Município, através da Vereadora da Educação, Fátima Fernandes, que fez um périplo pelas escolas do 1.º ciclo do concelho oferecendo um livro às crianças. A visita passou por Vila da Ponte, Venda Nova, Salto, Borralha, Cabril, Ferral, Paradela, Tourém, Vilar de Perdizes e Montalegre.
O livro em causa chama-se "Lendas, Contos e Tradições do Alto Tâmega e Barroso", recreadas por alunos do Ensino Básico - 1.º ciclo.
Este livro, agora oferecido às crianças do concelho, resultou de um projecto promovido pela Associação de Municípios do Alto Tâmega (AMAT), em parceria com os seis municípios associados e, financiado pelo FEDER (Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional) através do programa Operacional da Região do Norte e que está a ser implementado com apoio das Bibliotecas Municipais através das escolas do Ensino Básico, em todo o território dos municípios do Alto Tâmega.
Este projecto, de promoção da leitura, tem por fim «alertar para a importância do livro e da leitura desde a primeira infância, informando e sensibilizando pais, avós e educadores para o desenvolvimento de acções de promoção do gosto da leitura».

2) Reunião da Associação de Pais
No passado dia 10 de Abril reuniu a Associação de Pais do Agrupamento de Escolas de Montalegre, para apresentar aos encarregados de educação presentes, um breve esclarecimento quanto às funções da própria associação, na defesa dos interesses dos alunos, junto das entidades competentes.
Foi apresentado o plano de actividades, algumas que transitaram do ano anterior, como a participação de pais na semana da leitura que decorreu de 3 a 7 de Março, no âmbito do plano nacional de leitura, onde alguns pais se disponibilizaram para ir ler uma história a cada nível de ensino.
A associação vai também participar em temas curriculares desenvolvidos pela escola e inserir outros como o tabagismo, meio ambiente, agricultura biológica e educação sexual. Destes temas estão já em pratica alguns, como a educação sexual para o 8º e 9º ano que passa por duas fases: uma primeira abordagem cabe a uma psicóloga e uma segunda a uma enfermeira.
Está também em agenda comunicar às entidades superiores, como a DREN, questões que necessitam de intervenção, como a cantina da escola. No Conselho Municipal da Educação foi sugerida a mudança no projecto do novo pólo escolar para que haja uma área onde os alunos possam entrar para os autocarros abrigados do mau tempo.
Como na Escola Dr. Bento da Cruz as únicas áreas de ensino secundário disponíveis são a de ciências e cursos tecnológicos/profissionais, a associação solicitou a abertura de um curso de línguas/ humanidades. A reunião teve lugar no dia 11 de Abril com o presidente da autarquia Fernando Rodrigues, uma directora da DREN e o Presidente do Executivo João Surreira, para se tentar viabilizar este propósito.
A colaboração com a biblioteca municipal de Montalegre vai continuar, com a participação na feira do livro, um serão dia 6 de Junho (21h00) cujo tema se vai centrar na importância que a educação no seio familiar tem na postura do aluno no meio escolar. Como convidado estará presente Alexandre Favaios, psicólogo com larga experiência em casos de difícil adaptação e enquadramento na escola. A par disto, sugestões de leitura, destinados aos encarregados de educação, para melhor lidarem com estas problemáticas.

3) Prova de BTT e Marcha de Montalegre Cancelada
No dia 19 de Abril, sábado, realizou-se mais uma prova de pedestrianis-mo e BTT no nosso concelho designada "Maratona e Marcha de Montalegre 2008", a qual reuniu à volta de 200 participantes, e que ficou marcada pela intempérie e frio que se fizeram sentir neste dia no Barroso.
A organização esteve a cargo da Associação Desportiva ADEFACEC, e contou com o apoio da Câmara Municipal de Montalegre, rádio Montalegre e das marcas Orbea e Store Bike.
As duas provas (BTT e percurso pedestre) tiveram início às 10 horas da manhã, já debaixo de alguma chuva e frio, mas que não fez estremecer a maioria dos presentes, já habituados a superar estas adversidades. No entanto, o percurso em BTT, composto por 50km, era muito duro, atravessando Padroso, Sezelhe, Ourigo e, de novo, Montalegre. Passado pouco mais de meia hora do início e já em plena serra de Padroso começou a nevar com muita intensidade, que dou um colorido muito engraçado e inesquecível para muitos participantes, mas que acabou por tornar o trajecto demasiado perigoso e praticamente intransponível, o que levou a organização a interromper a prova. A tristeza da desistência foi compensada para muitos com a beleza da natureza pintada de branco.
Apesar da parte desportiva ter sido cancelada a parte lúdica deste evento não deixou de acontecer e inclui um lanche convívio com produtos regionais, que certamente irá ajudar muitos dos atletas a voltar em breve, por exemplo, para a edição 2008 das "Carrilheiras de Barroso" com data prevista para o início de Junho.

4) Em Boticas: Comemorações do dia Mundial do Livro e 25 de Abril
No âmbito das Comemorações do Dia Mundial do Livro, que se celebrou no passado dia 23, um pouco por todo o mundo, a Biblioteca Municipal de Boticas, em parceria com o Agrupamento de Escolas de Boticas – Gomes Monteiro, promoveu mais uma actividade cívica, educativa e cultural.
Assim, e durante todo o dia, o Auditório Municipal foi palco do visionamento temático sobre o 25 de Abril, vocacionado para ensinar e sensibilizar os alunos deste grau de ensino relativamente a este importante acontecimento histórico da jovem democracia portuguesa.
Desta forma, os alunos dos 1º e 2ºs anos, durante a manhã, e os alunos do 3º e 4º anos, durante a tarde, bem como as suas professoras, tiveram a oportunidade de ver e rever imagens que fizeram e fazem parte da história recente de Portugal.
No final desta actividade pedagógica e cívica, a Biblioteca Municipal de Boticas, disponibilizou àquelas docentes uma mala Pedagógica com materiais em diversos suportes, dirigidos quer aos alunos, quer aos professores, sobre esta importante temática, no sentido de os poderem trabalhar, desenvolver e explorar em contexto de sala de aula.
Foi um dia diferente mas muito importante para todos estes alunos que através desta actividade puderam desenvolver novas apetências e conhecimentos sobre este tema histórico e simultaneamente celebraram o Dia Mundial do Livro e a passagem de mais um 25 de Abril.

Destaque
25 de Abril em Montalegre

Aproveitando as novas instalações que o pavilhão Multiusos de Montalegre dispõe, nomeadamente o auditório, recentemente inaugurado, o Município de Montalegre apostou este ano forte nas comemorações do 34º aniversário do "25 de Abril", com alguns espectáculos de Teatro e Música, além da habitual cerimónia do hastear da bandeira ao som do hino nacional na manhã do dia 25.
"Salazar - Ascensão e Queda"
As comemorações começaram na noite do dia 23, quarta-feira, com uma peça de teatro musical no bem composto Auditório Municipal de Montalegre intitulada "Salazar - Ascensão e Queda" e encenada por João Coutinho e interpretada pela Companhia de Teatro do Ribatejo. Trata-se de uma espécie de «grande viagem teatral ao Portugal do século XX, o Portugal rural de Salazar, o culto da personalidade, o ensino vigiado, a pobreza, o partido único, as lutas sociais, a Pide e a defesa do regime», animada por músicas que marcaram gerações como a do Soldadinho, Desfolhada e Grândola Vila Morena.
Cantigas de Abril pelos "Clave"
Na noite do dia 24 foi a vez do grupo barrosão Clave actuar no Auditório Municipal, praticamente cheio, interpretando as principais músicas de Abril. Uma excelente noite onde os mais velhos puderam reviver alegrias e angústias, e os mais novos conhecer as principais canções de Zeca Afonso (e de outros cantores da revolução), como o "Milho verde", "Maio maduro Maio", "Os vampiros", "A formiga no Carreiro", "Trova do vento que passa", a "Canção de embalar" (um dos momentos altos da noite e que contou com a participação especial de Mariana Pedreira na voz) e terminando em apoteose com a inevitável "Grândola, Vila Morena", acompanhada de pé e com muita emoção por quase todos os presentes.
Manhã do dia 25
Na manhã do dia 25 de Abril cumpriu-se a tradição com a cerimónia do hastear da bandeira portuguesa ao som do hino nacional tocado pela Banda Musical de Parafita. Também presentes as corporações dos Bombeiros Voluntários de Montalegre e Salto. A Direcção e Comando dos BV Montalegre aproveitaram a cerimónia para entregar as novas divisas aos elementos que progrediram na corporação além de uma homenagem pública aos bombeiros que intervieram no resgate dos cidadãos do Porto perdidos no Gerês no passado dia 3 de Fevereiro deste ano: João Miguel Pires Monteiro, Eduardo Filipe Gonçalves Costa, Mark Lage Moderno, Marco António Gonçalves Costae José Carlos de Jesus Rodrigues Moura.
Tarde do dia 25
Na tarde do dia 25 as comemorações regressaram ao Auditório Municipal de Montalegre. Primeiro com o habitual concerto da Banda de Parafita, pelas 15 horas, e depois com um espectáculo intitulado "Dançar, Cantar e Dizer Abril", muito bem interpretado pelo Grupo de Cantares da Casa do Professor de Vila Real e pelos alunos do Agrupamento de Escolas de Montalegre. A organização deste espectáculo diferente coube à Associação de Pais do Agrupamento de Escolas de Montalegre.

In http://www.opovodebarroso.blogspot.com


Finanças penhoraram matadouro por dívida de mais de 300 mil euros 2008/ 05/17 08:41
Propostas de compra podem ser entregues até dia 7 de Agosto

A repartição de Finanças de Montalegre penhorou o Matadouro Regional do Alto Tâmega e Barroso. Em causa está uma dívida de cerca de 360 mil euros, relativa a vários impostos e taxas por pagar. O processo de venda foi aberto no passado dia 5, via electrónica, e os interessados poderão apresentar propostas, em carta fechada, até ao dia 7 de Agosto. O presidente do conselho de administração do equipamento, José Justo, acredita, no entanto, que até lá, vai conseguir saldar a dívida. “Está tudo encaminhado. Não é isso que me tira o sono”, garante.

IRC, IRS (dos funcionários), taxas à Direcção-Geral de Veterinária e coimas resultantes de processos de contra-ordenação pelos atrasos nos pagamentos. No total, a dívida do Matadouro Regional do Alto Tâmega e Barroso às Finanças anda à volta dos 360 mil euros.

E foi este montante que levou o serviço do Estado a penhorar o equipamento. O processo de venda foi desencadeado no passado dia 5, via electrónica, no sítio da Internet da Direcção-Geral de Finanças.

De acordo com a informação disponibilizada, o preço base de venda é de 245 mil e 497 euros. Os interessados poderão entregar propostas, em carta fechada, até ao dia 7 do próximo mês de Agosto. Serão abertas no dia seguinte. Se não houver propostas, o serviço de Finanças terá que optar por outro processo: a negociação particular.

O presidente do concelho de administração do Matadouro, José Justo, está, no entanto, convencido que a dívida será saldada antes do fim do processo de venda em curso. Referindo que “acha” que a dívida resulta apenas de taxas devidas à Direcção Regional de Veterinária, o também presidente da Cooperativa Agrícola, justifica-a com o cancelamento de um protocolo com a instituição em causa e que terá sido posto em causa pelo Tribunal de Contas. No âmbito do protocolo, o matadouro não pagaria as referidas taxas ao Estado. No entanto, o acordo foi cancelado e, mesmo assim, o matadouro não procedeu ao respectivo pagamento. “Através da secretaria de Estado da Agricultura já foi solicitado para que o protocolo seja reactivado de acordo com a legislação. Acredito, por isso, que será o próprio Ministério da Agricultura a mandar retirar a dívida às Finanças”, revela José Justo, acrescentando que não é isso que lhe “tira o sono”.

O presidente da Cooperativa também nega o alegado estrangulamento financeiro da instituição. “O sector não vive os melhores momentos, mas o nosso matadouro assume os compromissos assumidos. O que nos devem é bem superior ao que temos a pagar”, garante. Pelas suas contas, a dívida dos clientes é de 600 mil euros. Do empréstimo contraído à Caixa de Crédito Agrícola Mútuo para a construção do Matadouro, garante que dos “511 mil contos pedidos já foram amortizados 408 mil e pagos 379 mil de juros”.

Estado vende acções

O Estado vai vender as acções que detém no Matadouro do Alto Tâmega e Barroso, através da PEC, SGPS, a empresa que agrupa as participações do Estado no sector do abate e comercialização de carne, tutelada pelos ministérios da Agricultura e Finanças. Segundo José Justo, os restantes accionistas, onde se incluem a Cooperativa Agrícola de Montalegre, a Câmara Municipal e cerca de duas dezenas de sócios em nome indivi-dual, já foram notificados da venda, no sentido de quererem exercer o direito de preferência.

Justo recusou avançar se tenciona, ou não, através da Cooperativa ficar com as acções.

Inaugurado em 1995, o Matadouro do Alto Tâmega e Barroso custou perto de 5 milhões de euros e carrega, desde então, uma crítica cada vez mais actual: é grande demais para o volume de actividade.

In Semanário Transmontano Por: Margarida Luzio


Monográfica do Perdigueiro Português 2008/ 05/02 15:02
Notícia publicada em 30-Abr-2008

Evento tem lugar, em Montalegre, este fim de semana. A organização fala de um regresso às origens onde é lembrado o saudoso Padre Domingos Barroso.

Considerado um «exemplar vivo do património português», o cão perdigueiro vai estar em debate na XXIV Monográfica do Perdigueiro Português a ter lugar este fim de semana, na vila de Montalegre. Um evento que deve reunir muitos curiosos em volta da história de um animal cujas origens remontam ao século XVI

In site CMM


Notícias de Barroso 2008/ 04/30 00:03
Cópia do abaixo assinado entregue em Vila Real
Governador Civil apoia intervenção na EN 103

No passado dia 17, deslocou-se ao Governo Civil de Vila Real uma delegação de membros ligados à Comissão de Utentes da EN 103. Com a comitiva seguiu o Presidente da Câmara Municipal de Montalegre, Fernando Rodrigues, que fez a apresentação do assunto que está a mobilizar a gente do seu concelho e a dos concelhos de Vieira do Minho, Terras de Boura, Póvoa de Lanhoso e Braga, para além dos de Chaves e Boticas, ou seja, todos os que se situam no percurso da EN 103.
A Comissão de Utentes entregou ao Governador do distrito de Vila Real, António Martinho, uma cópia do abaixo-assinado recolhido nos diferentes concelhos, sensibilizando-o para a situação de isolamento em que se encontra o vale do Cávado, desde as terras do Minho da zona de Braga até às terras do Barroso. Uma via sinuosa que possui um sem número de curvas de raio muito apertado, sem faixas de lentos, uma via do século passado que, se não for intervencionada com obras de beneficiação, irá contribuir para a acelerada desertificação desta zona do interior do país. A Comissão de Utentes fez questão de chamar a atenção do governante distrital para as acessibilidades do noroeste do distrito, com votos de que se constituisse em defensor desta causa que é vital para se conseguir um desenvolvimento harmonioso do país.
O Governador civil, defendendo que a A24 é a via estruturante do distrito, concordou que a região do Barroso fica muito afastada deste eixo e que é do seu conhecimento que uma parte substancial do concelho faz mais vida com Braga-cidade do que com a própria sede do concelho. E de forma inequívoca, deixou claro que se vai interessar por uma outra via que possibilite aos residentes do vale do Cávado uma circulação mais fácil e mais digna.
Tanto o Presidente da Câmara como os membros da Comissão que se deslocaram a Vila Real sairam do Governo Civil satisfeitos com as palavras de solidariedade e de empenho que o Sr. Governador lhes transmitiu.
Está pedida uma audiência ao Sr. Primeiro Ministro a quem será entregue o original das assinaturas mas antes idêntica diligência será feita junto do Governador Civil de Braga a quem também se fará entrega de uma cópia ao mesmo tempo que será posto ao corrente da situação da EN 103, de modo particular, no termo do distrito de Braga.

Pedido de desculpas

Pede-se desculpa aos internautas pela notícia publicada no Blogue que referia que esta audiência seria em Lisboa. Tal precipitação resultou do teor da carta que foi recebida na redacção do jornal, a qual não referia a localidade da audiência e que, estando a mesma pedida ao 1.º Ministro, entendeu-se tratar-se de Lisboa e não de Vila Real.
No jornal, Notícias de Barroso, ainda se foi a tempo de fazer sair a notícia correctamente.
Cm

Publicado por Carvalho de Moura em 23:04
13/Abr/2008
Edição n.º 308 do Notícias de Barroso
Veja ainda na última edição do "Notícias de Barroso" um caderno especialmente dedicado aos combatentes portugueses envolvidos na 1.ª Grande Guerra Mundial.
Vede ainda muitas outras notícias em 20 suculentas páginas de cariz acentuadamente barrosão.
O Notícias de Barroso é um jornal de barrosões para as gentes de Barroso.

A Feira de Nanterre

De tanto ouvir falar da Feira de Nanterre, este ano, pus-me a caminho e fui até Paris com o objectivo de ver “in loco” a manifestação cultural dos nossos emigrantes da cidade capital da França.
De avião, pois claro, e diga-se de passagem que já me vou habituando um pouquinho se bem que aquela pressão que eu sinto, o barulho dos motores e o horror às alturas não se arrumam na minha cabeça e, como é hábito, dias antes a imaginação não pára de me massacrar, o que dá para desistir, tentar dar o lugar a outro, discutir com a mulher e sei lá que mais…
Bom, em Paris, mais precisamente em Bercy foi o Hotel que o meu amigo e ilustre correspondente do “Notícias de Barroso”, José Duarte, escolheu para eu passar quatro noites e quase cinco dias. Diga-se também de passagem que eu já conheço um pouco de Paris e que, para mim, é uma das cidades mais lindas do mundo, a par do Rio de Janeiro, de S. Francisco da Califórnia, de Nova York…
O pouco tempo de que dispus ainda deu para eu passear à noite pelo Quartier Latin, de que gosto imenso, de visitar de novo a Notre Dame aonde perdi a noção do tempo, dediquei um dia ao Museu d’Orsay cujas pinturas dos impressionistas não me impressionaram por aí além, se bem que guardo na mente aquele quadro duma expressão fabulosa – S. Pedro e S. João a correr para o túmulo depois de avisados de que Jesus tinha ressuscitado - e algumas outras telas.
Aquela que foi uma antiga estação ferroviária, está hoje transformada num dos principais pontos turísticos de Paris, ali bem perto do monumental Louvre. Outro monumento que me foi sugerido que não devia perder, a Conciergerie.
Na Conciergerie, verdadeiro símbolo do pode real de França, mais tarde transformada em prisão, onde a célebre rainha Maria Antonieta acabou os seus últimos dias, tivemos um visita guiada em francês que, como é óbvio, não foi muito enriquecedora porque uma coisa é o francês escrito e outra, muito diferente em termos de entendimento, é o francês falado por franceses. Mas, sempre se apanhou alguma coisa e deu para entender toda a história que naquele lindo palácio gótico está muito bem retratada.
A Feira de Nanterre

A feira de Nanterre é uma festa em tudo igual às nossas. Salvo o dia da inauguração em que o Maire de Nanterre se expressou em francês e o coordenador da Feira, Jaime Alves, também traduziu as suas palavras para este idioma, no Espaço Chebreville somente ouvi falar português.
Uma festa igual às nossas, tal como cá animada pelos minhotos, que nestas coisas são os maiores. Por lá andaram ranchos folclóricos, o Roconorte e outros grupos…
Na Feira de Nanterre participaram 14 câmaras municipais do norte do país dentre as quais se destacava Montalegre, cujo presidente, Fernando Rodrigues, esteve presente no acto solene da inauguração onde, além do Maire anfitrião, também o embaixador de Portugal em França, António Monteiro, os presidentes de Bragança e Ponte da Barca, além doutros autarcas fizeram questão também de estar presentes.
Realçar desde já que Montalegre teve presença muito digna de que os nossos emigrantes devem ter sentido orgulho. Uma boa imagem em pano de fundo da encosta e aldeia de Travassos do Rio a que se acoplaram outros motivos da zona. O Presidente da Câmara desdobrou-se em contactos com os muitos barrosões que por lá deram uma volta e onde também não faltava muita gente que de Montalegre foi até Paris para, como eu, apreciar o que por lá se passa.
Pela parte que me toca, tive grande satisfação em ver e falar com muitos conterrâneos, alguns antigos alunos e muitos, muitos barrosões de Montalegre, de Padroso, de Solveira, Vilar de Perdizes, de Codeçoso, Gralhas, Meixide, Donões, Parafita, etc., alguns que já não via há muito tempo. Esta parte social é aquilo que mais conta porque também senti nos nossos emigrantes um gosto enorme em ver por lá gente de Montalegre.
A Câmara de Montalegre, tal como tem feito em anos anteriores, serviu uma merenda (presunto, pão e vinho), mas aquilo foi tão rápido que muitos dos presentes nem sequer deram conta do que se lá passou.
De notar que algumas entidades aproveitaram a ocasião soberana para dar nas vistas e marcar boa posição. Por exemplo, entre os bancos notou-se uma presença forte com destaque para o BPI que, como é sabido, em breve vai abrir um balcão em Montalegre.
Carvalhode Moura

Restaurante Barrosão

Num ambiente tipicamente barrosão decorreu o já tradicional jantar de sábado à noite da Feira de Nanterre (França), evento em que participou, pelo quarto ano consecutivo, o Município de Montalegre. Muitas caras conhecidas, muita saudade pelo meio e uma ementa onde não podia faltar o cozido barrosão regado com bom vinho.
O anfitrião, Domingos Freitas, proprietário de um restaurante afamado em Puteaux, arredores de Paris, não cabia em si de satisfação dada a enorme afluência de barrosões que não deixaram escapar a oportunidade de estar por perto do Presidente da Câmara de Montalegre.
Fernando Rodrigues agradeceu o carinho e apoio verificados sempre que se desloca a França aproveitando para falar do livro "A Salto", recentemente reeditado pela Câmara de Montalegre, que narra, em quadras poéticas, a odisseia pela qual muitos emigrantes passaram quando decidiram sair de Portugal.

Feira de Nanterre
Organização: ARCOP
Director executivo: Jaime Alves
Orçamento: 40.000 €uros
Apoios: Mairie de Nanterre e todas as Câmaras Municipais participantes

ARCOP - Associação Recreativa e Cultural dos Originários de Portugal
Presidente: Jaime Alves, de Monção
Sede: 20 Rue de Suresnes
N.º de sócios: 700
Nacionalidade dos sócios: Portugueses e franceses

Publicado por Carvalho de Moura em 18:39
EN 103
Audiência em Lisboa

A Comissão de Utentes da EN 103 vai deslocar-se a Lisboa para, no próximo dia 17, fazer a entrega do abaixo assinado ao Governo de José Sócrates. O Presidente da Câmara de Montalegre que, a pedido da Comissão de Utentes, fez o pedido, estará presente na reunião, bem como outros autarcas, neste momento a ser contactados, da mesma formas empenhados na defesa desta causa grande regional.

Turismo em reformas
5 regiões

O governo está em vias de decretar o novo figurino orgânico do turismo nacional. As diversas regiões de turismo actualmente existentes vão dar lugar a 5 Regiões que são a Norte, Centro, Lisboa, Alentejo e Algarve. Depois, segundo o referido decreto prestes a sair, há seis polos de desenvolvimento turístico situados no Douro, Serra da Estrela, Leiria-Fátima, Litoral Alentejano e Alqueva

Montalegre

Reuniu, dia 10 de Abril, a Associação de Pais das Escolas de Montalegre, que contou com a presença do presidente da autarquia Fernando Rodrigues, uma directora da DREN e o presidente do executivo João Surreira, onde se apresentou aos encarregados de educação presentes um breve esclarecimento quanto às funções da própria Escola na defesa dos interesses dos alunos junto das entidades competentes.
Foi apresentado o plano de actividades, algumas transitaram do ano anterior, como a participaçao de pais na semana da leitura que decorreu de 3 a 7 de Março, no âmbito do plano nacional Ler+, onde alguns pais disponiveis, leram uma historia a cada nivel de ensino.
A associação vai tambem participar em temas curriculares desenvolvidos pela escola e inserir outros como o tabagismo, meio ambiente, agricultura biológica e educação sexual. Destes temas estão já em prática alguns, como a educação sexual para o 8º e 9º anos que passa por duas fases, uma primeira abordagem cabe a uma psicóloga e depois uma enfermeira completa o tema.
Está também em agenda comunicar às entidades superiores, como a DREN, questões que necessitam de intervenção, como a cantina da escola. No conselho municipal da educação foi sugerida a mudança no projecto do novo polo escolar para que haja uma área onde os alunos possam entrar para os autocarros abrigados do mau tempo.
Como na Escola Secundária Dr. Bento da Cruz a única área diponível é ciencias e cursos tecnológicos, profissionais, a associação solicitou a abertura de um curso de línguas ou humanidades. Outras actividades que estão em agenda são a participação nas comemorações do 25 de Abil, com alunos a cantar, dançar e a declamar poemas de Abril, no auditorio do multiusos, a partir das 15h00 com a Banda Musical de Parafita.
A colaboração com a Biblioteca Municipal de Montalegre vai continuar com a participação na Feira do Livro, um serão dia 6 de Junho (21h00) cujo tema se vai centrar na importância que a educação tem no seio familiar, na postura do aluno no meio escolar. Como convidado estará presente Alexandre Favaios, psicólogo com larga experiência em casos de dificil adaptação e enquadramento na escola. A par disto, foram dadas sugestões de leitura destinadas aos encarregados de educação para melhor lidarem com estas problemáticas.
Maria José Afonso

Chouribebes

Um grupo de jovens de Montalegre juntou-se e resolveu imitar a canção guerreira que os neozelandezes entoam antes dos encontros internacionais de ragueby. São os Couribebes cuja actuação já teve honras de transmissão na SIC, para além da TV Barroso cujo site foi visto por um número significativo de pessoas.
Vestidos cada qual ao seu melhor jeito com vestes tradicionais e acompanhados de paus, bengalas e até o corno do boi, o número, também apresentado em Nanterre, refere-se às coisas boas de Montalegre, ao castelo, à chouriça, ao presunto, às serras, etc. terminando com todos prostados no chão.
Eis os seus nomes: Luís Pedreira, Paulo Dias, João André, Júlio Lopes, André Batista, Hugo Ramos, Luís Batista, e Marco Sousa.

Mel de Barroso

No Auditório da Cooperativa Agrícola dos Produtores de Batata para Semente de Montalegre, teve lugar uma reunião, promovida pela CAPOLIB, a fim de dar a conhecer as vantagens da criação duma zona controlada. Pena foi a fraca participação de apicultores porque teriam aproveitado a oacasião para se informar sobre a razão do encontro. O tema tratado: "Sanidade: Diagnóstico, profilaxia e tratamento das doenças das abelas (Zona Controlada), Legislação, DOP", levada a cabo pelo Agrupamento de Produtores do "Mel de Barroso - DOP" em parceria com o Ecomuseu de Barroso, é do interesse dos apicultores.
A ideia do encontro tinha em vista a criação de uma zona controlada sanitariamente (região indemne, livre de doenças) de produção de mel cujas vantagens e inúmeros benefícios foram explicados aos apicultores.

Chaves

Escola de Artes e Ofícios
Entregue à “Chaves Viva”

A gestão da Escola de Artes e Ofícios - integrada no projecto do Centro Cultural de Chaves - será entregue à “Chaves Viva - Associação Promotora para o Ensino e Divulgação das Artes e Ofícios da Região Flaviense”.
As actividades da referida escola - entre elas teatro, dança, música, ateliers de artes plásticas e espectáculos - deverão arrancar já no início do próximo ano lectivo, em Setembro.

Boticas
protocolo com Federação Nacional de Motociclismo

Tendo em vista a dinamização da futura pista de motocross e desportos motorizados, denominada de “Complexo Desportivo Multiusos de Boticas”, a construir junto ao Parque Empresarial do Padrão, a Câmara Municipal de Boticas assinou um protocolo de cooperação com a Federação Nacional de Motociclismo (FNM), comprometendo-se esta a realizar no referido espaço provas de motocross, supercross, quadcross, todo-o-terreno e supermoto de carácter nacional e internacional.
Desta forma, a futura pista deverá ser construída de acordo com as directrizes e normas internacionais e, para além do espaço reservado à competição, deverão serão criados os espaços de apoio logístico como uma torre de controlo, um mini hospital para primeiros socorros devidamente equipado [cuja colocação poderá ser definitiva ou apenas nos momentos dos eventos), uma torre de cronometragem, uma sala de júri, uma sala de imprensa, uma sala de convidados, restaurante de apoio, sanitários com balneários, casas de banhos de serviço, zona de lavagem para veículos de competição, espaços para recolha de resíduos prejudiciais ao ambiente e parque de estacionamento, entre outros.
Para além das modalidades já referidas, o Complexo Desportivo Multiusos de Boticas poderá receber outras modalidades de competição e lazer de várias disciplinas, tais como BTT, Trial de Veículos Todo-o-Terreno e Atletismo na área de Cross, entre outros.
Publicado por Carvalho de Moura em 18:30

In http://omontalegrense.blogspot.com/


O Povo de Barroso 2008/ 04/29 23:51
Barroso em Resumo
1) Palestra sobre "Vilas Criativas - Montalegre a Desenvolver"
Realizou-se, na manhã da passada quinta feira, na escola Dr. Bento da Cruz em Montalegre, uma palestra sobre a vila de Montalegre. Esta acção foi organizada por alguns alunos da turma do 12.ºC deste estabelecimento, dentro da disciplina de área de projecto, e insere-se num concurso a nível nacional, designado "Cidades/Vilas Criativas" e que visa, sobretudo, fazer um diagnóstico da vila de Montalegre a fim de, posteriormente, serem apresentadas junto da comunidade educativa, propostas inovadoras para a melhoria da qualidade de vida dos Barrosões (foto CMM).
Para este debate foram convidados o Presidente do Município, Fernando Rodrigues, que traçou um diagnóstico geral do concelho, o Director do Ecomuseu de Barroso, David Teixeira, que expôs as principais valências deste centro de cultura e algumas perspectivas para o futuro do Ecomuseu, o Director do Centro de Saúde de Montalegre, Eugénio Fecha, que falou acerca da saúde dos barrosões e sobre as principais preocupações que se enfrentam actualmente nesta área, antes do encerramento pelos alunos da organização. A abrir e coordenar os trabalhos esteve também o director da escola João Surreira.
Além desta palestra os alunos envolvidos neste projecto mantêm, desde Novembro de 2007, um Blog na Internet onde procuram divulgar Montalegre e identificar, junto com a comunidade virtual, os principais aspectos do nosso concelho que devem ser melhorados. Para aceder visite http://montalegre_a_desenvolver.blogs.sapo.pt/

2) Debate em torno do Mel do Barroso
Na tarde do passado dia 10 de Abril realizou-se, no Auditório da Cooperativa Agrícola dos Produtores de Batata de Semente de Montalegre, um encontro de produtores de mel do concelho onde foram debatidos alguns problemas e objectivos comuns, nomeadamente a possibilidade de criação de uma Zona de Produção Controlada Sanitariamente.
Esta iniciativa foi organizada pelo Agrupamento de Produtores do "Mel de Barroso - DOP" em parceria com o Ecomuseu de Barroso, e contou com a presença do Dr. João Paulo e a Dr.ª Magda Tavares, em representação da Capolib (Cooperativa Agrícola de Boticas) e do Agrupamento de Produtores de Mel, e da Eng.ª Teresa da Montimel de Chaves.
Apesar de ter havido alguma divulgação foram apenas perto de 20 os produtores que se deslocaram ao referido auditório.
O Dr. João Paulo começou por tomar a palavra e agradecer a presença dos apicultores, referindo algumas das mais valias do "Mel de Barroso DOP", uma marca reconhecida a nível europeu, e apresentando algumas das condições que o agrupamento já dispõe para a produção de mel com todas as mais modernas exigências actuais. Também levantou um pouco o véu sobre a "Zona Controlada".
De seguida a Dr.ª Magda complementou estas informações, realçando a Casa do Mel do Agrupamento, situada em Beça, que dispõe de uma moderna sala de extracção de mel, além da assistência técnica que o Agrupamento dispõe. Outras mais valias para os associados do agrupamento são, por exemplo, a promoção do mel e o apoio à comercialização, com um preço garantido. Antes de apresentar todas as regras e mais valias da zona controlada, a Dr.ª Magda ainda fez um apanhado da situação sanitária das abelhas da região, onde doenças como a Varroose ou Loque duplicaram no último ano. A Loque ainda mereceu um destaque em particular pela importância que já tem na região e para elucidar os apicultores para o problema que pode tornar-se e a forma de o evitar ou contornar.
A futura Zona Controlada de mel abrangerá o Concelho de Chaves, Boticas e Montalegre (se forem conseguidas mais de 60% de assinaturas dos apicultores do nosso concelho). O objectivo desta Zona Controlada Sanitariamente passa por diminuir a incidência, ou até extinguir, certas doenças. Para isso, os apicultores teriam de cumprir certas regras, sobretudo ao nível sanitário das abelhas, colmeias e outros materiais de manuseamento. Por exemplo, a realização de análises anuais (tipo o que já acontece com as espécies de animais domésticos) e acções de tratamento simultâneo para as doenças que surgissem. Uma das mais valias da Zona Controlada é a qualidade do mel e o preço garantidos, além de um apoio especial do Governo de 5 euros/ colmeia. O que não é mau comparado com os 3 euros/colmeia para os apicultores que não aderirem a zonas controladas (e isto só para mais de 25 colmeias).
Para mais informações os apicultores interessados deverão contactar o agrupamento ou irem a www.meldebarroso.com.

3) Montalegre na Feira de Nanterre
Pelo 4º ano consecutivo o Município de Montalegre esteve presente na Feira de Nanterre (arredores de Paris – França), levando à vasta comunidade Portuguesa ali residente, e aos Franceses em geral, um pouco do que melhor se faz no Barroso. Os emigrantes do Barroso a residirem nesta região francesa apareceram em força ou não tivessem direito a um jantar de confraternização oferecido pela Câmara, com a animação garantida pelos Chouribebes.
O stand de Montalegre foi, mais uma vez, elogiado por todos e pela própria organização. Claro que há quem questione as verdadeiras razões desta presença por terras gaulesas e quase toda a gente sabe quais são, mas sempre são alguns dias em que os barrosões emigrados podem matar saudades da terra que os viu nascer, e dos seus produtos, mais ou menos, tradicionais.

4) Autarquia leva crianças ao circo
O Circo Mundial, que recentemente esteve em Montalegre para três secções para o público em geral, regressou com um novo espectáculo de duas horas destinado às crianças das escolas do 1º ciclo de Montalegre, e que contou com o patrocínio do município, que assim permitiu a muitas crianças contactarem, pela primeira vez ao vivo, com um mundo que sempre povoa os seus sonhos.

5) Mais quatro Barragens na Região
O Governo lançou na passada semana o primeiro concurso público para a construção das barragens de Gouvães, Padroselos, Alto Tâmega e Daivões – todas localizadas no Alto Tâmega - incluídas no plano nacional, cujo investimento será entre 450 e 760 milhões de euros.
O concurso público para a concessão, construção e exploração das barragens vai decorrer até 30 de Junho deste ano, sendo que os resultados deverão ser anunciados em Agosto próximo.
As quatro barragens foram escolhidas com base numa lista de 25 localizações possíveis e as obras deverão começar, o mais tardar, em 2010 e poderão prologar-se até 2015.
Fernando Campos, presidente da Câmara Municipal de Boticas e presidente em exercício da AMAT (Associação de Municípios do Alto Tâmega), manifestou, em nome desta Associação de Municípios, a sua "satisfação pelo lançamento do concurso público, por parte do Governo, das barragens de Daivões, Gouvães, Alto Tâmega e Padroselos. Primeiro porque vem de encontro à posição defendida pelo concelho directivo da AMAT, que quando o Governo apresentou a primeira versão do plano nacional de barragens, depois de o analisar, deliberou manifestar a sua concordância e a sua satisfação com os investimentos e os empreendimentos que iam ser construídos dentro da sua área de jurisdição. Depois, porque o Governo atendeu à nossa sugestão de que deviam ser colocados num único lote este quatro empreendimentos que serão realizados exclusivamente na região do Alto Tâmega".
Fernando Campos referiu ainda que a AMAT está "num processo de formalização do negócio com a EDP no sentido de ser criada uma parceria entre esta empresa e os Empreendimentos Hidroeléctricos do Alto Tâmega e Barroso (EHATB) [empresa detida pelos municípios do Alto Tâmega] para que possamos concorrer em conjunto à construção destes quatro empreendimentos, cujo valor de investimento pode ultrapassar os 760 milhões de euros.
Quero lembrar ainda que conseguimos que o Governo incluísse no programa do concurso a necessidade de salvaguardar os investimentos públicos que estão feitos na área de influência destas futuras albufeiras. Isso é muito importante para nós, porque há um conjunto empreendimentos dos municípios que de alguma forma poderiam vir a ser eliminados com a construção destas barragens.
A nossa satisfação tem a ver não só com a construção das barragens propriamente dita, apesar de estarmos conscientes de que há um potencial desenvolvimento da actividade económica nessa altura, mas porque estamos convencidos que depois de construídas vai ser possível alavancar um conjunto de empreendimentos de ordem turística que vão optimizar e potenciar o desenvolvimento da nossa região, tão carenciada de investimentos desta natureza", rematou.

Sexta-feira, Abril 18, 2008

Destaque 2
Chouribebes do Barroso Atacam em França

O mais recente fenómeno de Barroso, os intitulados "Couribebes", e a sua "Haka Barrosã", foi às comunidades francesas fazer uma pequena digressão, estando incluídos na comitiva de Montalegre que se deslocou à vila de Nanterre, nos arredores de Paris, para a Feira dos produtos locais que ali se realiza todos os anos por esta época.
Relembramos que este grupo de jovens do barroso começou por fazer sucesso com o seu "vídeo caseiro", intitulado "Haka Barrosã" e que passou primeiro na TV Barroso, antes de se tornar um sucesso mundial na Internet, sobretudo no famoso site do Youtube, e chamando à atenção das televisões nacionais. Primeiro no Programa "Pasteis de Nata" da RTP2, onde foi seleccionado como vídeo da semana na Internet, depois na Praça da Alegria, do Canal 1, onde os "Chouribebes" deram uma entrevista, e também na SIC que fez uma notícia sobre este fenómeno. Até já surgiram outros grupos de jovens de outras regiões a tentar criar a sua própria "Haka" e a colocar na Internet para rivalizar com a Barrosã.
Entretanto a Câmara de Montalegre, apercebendo-se do fenómeno gerado, decidiu torná-lo em mais um cartaz de divulgação do concelho, patrocinando para breve uma nova e melhorada interpretação desta espécie de dança. A realização vai ser feita na Ponte da Misarela com recurso a um operador de câmara profissional. O guarda-fato improvisado da primeira gravação será substituído. Os novos fatos estão quase costurados.
Esta presença em França também já foi a convite e com o patrocínio do Município, e serviu para levar este mini-espectáculo às comunidades portuguesas da região de Paris, tendo os Chouribebes, com 9 elementos, actuado na Feira de Nanterre, na rádio Alfa e no jantar-convívio que a Câmara promoveu com os emigrantes. Mas os Chouribebes ainda aproveitaram para visitar alguns dos principais monumentos da capital de França, como a Torre Eiffel ou o Arco do Triunfo, onde também "deram espectáculo" (foto CMM).
A Haka Barrosã não é mais do que "um vídeo caseiro com menos de um minuto, que põe frente a frente a equipa neozelandesa de râguebi (com a sua dança tradicional designada por Haka) e nove barrosões, que não se deixam intimidar por essa dança guerreira. E porquê tanta confiança? Porque são de Montalegre e nesta terra não falta nada." (Há bruxedo, há batata, há centeio, há chegas de bois, há cabrito, há vitela, há fumeiro, há castelo, há Larouco, há presunto, há chouriça e há vinhaça).
Os Chouribebes já prometeram algumas novidades criativas para os próximos tempos.

Destaque
Entrevista: LIBEL - Uma empresa de Enorme Futuro

A Segurança Alimentar e a Higiene e Segurança no Trabalho são dois temas que cada vez mais estão em voga na sociedade Portuguesa, fruto da integração na União Europeia, e das consequentes exigências que daí advieram.
Esta sociedade tem-se organizado para fazer face às novas exigências, surgindo várias empresas a apostar neste sectores. Em Montalegre surgiu recentemente a LIBEL, uma sociedade de dois jovens barrosões licenciados, Cristóvão Liberal e João Abel.
Numa altura em que o desemprego entre os jovens, mesmo licenciados, é muito elevado, este é um óptimo exemplo de empreendedorismo e que merece todo o destaque. Fomos falar com eles para nos darem o seu exemplo.

O Povo de Barroso (PB): Bom dia. Em poucas palavras, o que é a LIBEL?
Libel - "A LIBEL apresenta-se em Montalegre como uma empresa de consultadoria e auditorias em três áreas distintas: Higiene e Segurança e Medicina no Trabalho, Higiene e Segurança Alimentar e Licenciamentos Ambientais e Industriais.
É constituída por dois jovens barrosões – João Abel e Cristóvão Calhelha. O João Abel, licenciado em Química e com formação profissional nas áreas de Higiene e Segurança no Trabalho e Licenciamentos Ambientais e Industriais, e o segundo licenciado em zootecnia e com formação profissional em Higiene e Segurança no Trabalho e Higiene e Segurança Alimentar. Ambos com CAP de formador.
Para dar a conhecer melhor os Serviços Prestados pela LIBEL, temos ao dispor dos nossos clientes os seguintes serviços de:
- Medicina no Trabalho, Higiene e Segurança no Trabalho, Avaliações de Ruído; iluminância; Gases e Poeiras, Elaboração de Planos de Emergência e de Planos de Segurança e Saúde em Obra, implementação e monitorização de planos de HACCP e licenciamentos. Coadjuvando e quando necessário, formação nas áreas supra referidas."

PB. Quais os seus principais objectivos?
Libel - "Os principais objectivos da LIBEL, passam por garantir a qualidade e prontidão dos serviços no que concerne às áreas do nosso âmbito de aplicação, para que desta forma os barrosões, encontrem no seu próprio concelho uma empresa capaz de resolver eventuais lacunas existentes nas suas empresas.
Uma das prioridades da LIBEL nesta fase inicial, passa também por garantir um maior número de clientes na sua área de jurisdição, para que esta comece por ganhar estrutura e uma fonte de receitas capaz de a tornar numa empresa equilibrada. Numa fase subsequente, conseguir empregar para os seus quadros mais jovens licenciados do concelho de Montalegre, contrariando assim a retirada de jovens da nossa terra, e ao mesmo tempo, tornando-se uma empresa forte, competitiva e equilibrada."

PB. A quem se destinam os serviços prestados?
Libel - "Os serviços prestados pela LIBEL são direccionados para todo o tipo de actividades, sejam elas entidades colectivas ou individuais, passando por restaurantes, talhos, padarias, empresas de transformação de matérias-primas, actividades de escritório, cabeleireiros e até aos empreiteiros civis. Segundo a legislação em vigor, Lei n.º 35/2004, cabe ao empresário a responsabilidade pelas condições de segurança, higiene e saúde no trabalho da sua empresa, podendo este recorrer a consultadoria no caso de na empresa não existirem meios suficientes para desenvolver estes serviços. Nas empresas do sector alimentar ainda acresce a obrigatoriedade da implementação de sistemas de HACCP."

PB. As empresas do Barroso estão receptivas e alertadas para as novas regras de mercado? Quais as principais dificuldades encontradas?
Libel - "Numa primeira abordagem, encontramos pessoas que efectivamente estão conscientes das suas obrigações e tentam cumprir à risca tudo que é exigível. Por outro lado, encontramos o oposto, que ainda hoje se sentem reticentes quanto à obrigatoriedade de determinadas exigências, e ficam na expectativa de serem eventualmente visitados pelas entidades competentes para ver o que acontece. Neste tipo de situações tentamos precaver os clientes, e dizer-lhes que o melhor será subscrever os serviços, pois quando assim não acontece, ocorre-se em contra-ordenações onde estes são notificados para requisitarem os serviços, como também lhes são aplicadas pesadas multas.
Só para lembrar, e no que respeita ao HACCP este é exigível desde 2004! A recomendação que fazemos é que, para quem não tem serviços externos tanto de HACCP como de HSST, regularize prontamente a situação. Caso contrário, aquando de uma hipotética visita da ASAE como da ACT (Autoridade para as Condições do Trabalho), ocorrem em coimas que, podem chegar a elevados montantes."

PB. Querem deixar algumas recomendações, sobretudo na área da segurança alimentar, que tanto tem sobressaltado muitos estabelecimentos/empresas:
Libel - "As recomendações que fazemos, não são mais do que aquelas que estão subscritas na legislação em particular no que respeita ao HACCP o Regulamento 852/2004. Todas as empresas do sector alimentar, devem ter um sistema de Análise de Perigos e Controlo de Pontos Críticos (HACCP) tendo na sua base uma metodologia preventiva, com o objectivo de poder evitar potenciais riscos que podem causar danos aos consumidores, através da eliminação ou redução de perigos, de forma a garantir que não estejam colocados, à disposição do consumidor, alimentos não seguros.
Na base deste regulamento, existem outras directrizes que têm a ver com as instalações, higiene e outros aspectos técnicos que devemos considerar.
No que concerne à área de HST, esta é bem mais complexa, e deixaríamos a mercê dos barrosões, caso queiram saber mais sobre o assunto a nossa inteira disponibilidade para eventuais esclarecimentos sobre estas matérias."

PB. E quais as perspectivas de futuro, a médio e longo prazo?
Libel - "Queremos pensar neste projecto de uma forma construtiva e não queremos arriscar perspectivas futuristas. Estamos a construir a LIBEL passo a passo e conscientes das dificuldades existentes. O nosso futuro passa não só pela qualidade do nosso serviço, como também da aceitação dos barrosões. Queremos agradecer, neste particular, a todos que até este momento já têm apostado nos nossos serviços. A todos eles um bem-haja.
Com calma e determinação e sem grandes ficções, queremos levar avante este nosso projecto e queremos acreditar que dentro em breve, possamos ser uma entidade empregadora e reconhecida não só na vila de Montalegre como por todo o distrito."

PB. Onde podemos encontrar a LIBEL?!
Libel – "A todos que queiram contactar-nos, podem dirigir-se as nossas instalações que ficam situadas no Centro Comercial Cabrilho, Entrada 9 – Loja 11. Ou se preferirem através dos nossos contactos. Cristóvão Liberal 964 621 159; João Abel 919 419 088, ou ainda através do nosso e-mail: libelhst@portugalmail.com."
PB. Parabéns pelo trabalho já desenvolvido e boa sorte.

Nº 395

Quarta-feira, Abril 09, 2008

Opinião
Vamos salvar as aldeias de Barroso
A desertificação de Trás-os-Montes é uma evidência e uma fatalidade. Os políticos prometem tudo para inverter este fatalismo. Mas eles próprios se desmentem uns aos outros. Os eleitos locais batem-se, junto dos poderes centrais, com argumentos sérios, genuinos e autênticos porque conhecem a realidade e sentem nas veias aquele fatalismo. Mas esbarram com os seus homólogos dos centros de decisão porque estes puxam quanto podem para o centralismo que tudo encrava e nada resolve.
Em 1972 o concelho de Montalegre tinha 33 mil habitantes. Quarenta anos depois tem menos de metade. Em 2005 estavam inscritos como eleitores,14.906 pessoas. Mas são menos os residentes do que os eleitores. Sinal de que muitos emigraram depois de recenseados. E continuam a emigrar, porque a União Europeia «matou» a agricultura, em troca de milhões de euros que chegam a Lisboa, mas vão direitinhos aos empreendimentos supérfluos; em Lisboa e arredores. A capital, Porto, Setúbal, Coimbra, Braga, e o litoral absorvem 90%, daquilo que deveria ser distribuido pelo país real. Investiram-se em dez estádios de futebol, a pretexto do Euro, caudais que os Transmontanos nem cheiraram, nem terão qualquer contrapartida de usufruir. Os investimentos que absorvem essas carruagens de milhões de euros, beneficiam sempre os mesmos. Muitos são destinados aos «reguilas» que concorrem a todos os programas e que até criam empresas fictícias, porque sabem que quanto maior for a fraude, mais certezas há de que a Justiça, tarde e mal, levará os processos até ao fim.
Tudo aquilo que prendia os Barrosões à terra acabou. A batata certificada que era a tábua de salvação, não tem escoamento, porque se importa a preços inferiores, embora de péssima qualidade. O centeio deixou de cultivar-se por razões idênticas. As terras que davam de tudo para salvar a vida de todos, estão hoje a dar mato para pasto dos incêndios. As escolas que custaram tanto a obter, fecharam, os centros de saúde, os postos dos correios, de electricidade, os cantoneiros, os guardas florestais, foram extintos. Atravessam-se hoje aldeias, sem que se vejam pessoas. Apenas os cães, os gatos e as galinhas dão sinal de vida. Toca-se o sino para reunir o povo e já só aparecem viúvas e ex-emigrantes que optaram pelo regresso. A alegria que os emigrantes traziam em Agosto, abrandou porque muitos já não se revêem nas origens e preferem realizar nas comunidades da diáspora, as festas da sua juventude.
Em 1985 publicou a Câmara de Montalegre o quinto caderno cultural, em que o seu coordenador, Jorge Fernandes Alves, fez uma recolha que Manuel António de Morais Mendonça, bacharel em leis, publicou em 1813, no Jornal de Coimbra, onde estudou. Sabe-se pouco da vida deste funcionário público. Mas a «memória monográfica sobre Barroso» desse tempo, passados dois séculos, apenas mudou as pessoas e algumas estruturas viárias, escolares e de apoio social. Quanto aos meios de subsistência, em vez de evoluírem, retrocederam. Nessa altura até os montes eram cultivados. A terra dava de comer a todos e eram mais do dobro. Hoje os automóveis substituíram os burros, os malhos deixaram de ser precisos porque já nem há moinhos, nem malhos, nem colmo para os colmadores mostrarem as suas habilidades nos telhados. Os carros de bois deixaram de «cantar», porque os tractores abundam em cada povoado. E a saborosa manteiga do leite de vaca perdeu para os iogurtes de produtos exóticos e enlatados cuja origem se desconhece.
Tenho à minha frente um mapa estatístico do Mensageiro de Bragança de 7 de Março. Revela o desemprego registado em Janeiro, nos 26 concelhos dos distritos de Bragança e de Vila Real. São 19.989 pessoas, entre as quais: 2.173 são licenciadas. Só no concelho de Montalegre há 32 licenciados sem trabalho. Chaves tinha em Janeiro, 998 homens e 744 mulheres no desemprego, sendo 187 licenciados. Há uma diferença abismal entre o litoral e o interior do país.
O concelho de Montalegre deu saltos qualitativos em estruturas que muitas cidades do interior ainda não têm. Não podemos queixar-nos dos autarcas que tivemos nos últimos anos do Estado Novo, nem daqueles que se lhe seguiram, já em democracia. No que toca a equipamentos na sede de concelho e nas aldeias, a nível de estradas, de saneamento, de luz, de caminhos públicos, Montalegre pode cantar de galo. Mas o poder central esquece-se, sistematicamente, dos velhos que não têm - salvo o louvável exemplo da Stª Casa da Misericórdia – onde passar os últimos anos de vida. Criar empregos de qualidade para fixar ao meio, os mais jovens, nomeadamente aqueles que tanto se esforçam pelo obtenção de cursos superiores é um imperativo social que compete ao pode central.
Foi criado um programa: o QREN para apoio às pequenas e médias empresas. Poderia prestar relevantes serviços se os dinheiros comunitários chegassem a Barroso, a Trás-os-Montes, às Beiras.
O primeiro ministro, mal o programa entrou em vigor, veio logo dar um espectáculo eleitoralista, assinando centenas de programas com os clientes do costume. Os portugueses da periferia ainda nem tinham ouvido falar no programa já os xico-espertos tinham os contratos na mão e o dinheiro na conta. Quando se começa a distribuir da raia para o centro urbano, aquilo que é destinado aos mais precisados e não aos mais «reguilas»? Dos mais de cem mil computadores que foram atribuidos aos jovens portugueses, quantos chegaram a Barroso, a Chaves, a Vinhais, a Vimioso?
Quando é que a igualdade de oportunidades deixa de ser uma miragem e passa a ser uma realidade, verdadeiramente, democrática?
Opinião de Barroso da Fonte

Desporto
Montalegre nas meias Finais da Taça Distrital

O Montalegre já está nas meias-finais da Taça da AFVR, competição onde procura substituir outra equipa barrosã, o Boticas, vencedor o ano passado. Para atingir as meias-finais os Barrosões eliminaram o Ribeira de Pena, na sua própria casa, por 2-1. Relembramos que o vencedor deste troféu terá direito a disputar a taça de Portugal na próxima época.
O jogo em Ribeira de Pena não foi nada fácil para o Montalegre pois a turma da casa, apesar de estar uma divisão abaixo, vendeu cara a derrota. Os da casa entraram muito fortes e marcaram mesmo primeiro por Freitas, logo nos primeiros minutos. O Montalegre demorou a reagir e ainda se pensou que o R. Pena pudesse chegar ao segundo. No entanto, e pouco a pouco, os comandados de José Manuel Viage começaram a tomar conta das rédeas do jogo. Mas foi já só na 2ª metade que se operou a reviravolta no marcador. O golo do empate surgiu aos 55´ por Chiquinho, um golaço de livre directo. O Ribeira de Pena quase não pode respirar pois sofreu logo o 1-2, seis minutos volvidos, pelo inevitável J. Pedro, em outro golaço de meia distância, mas desta feita de bola corrida. Os da casa assumiram o jogo e deram o tudo por tudo, mas sem sucesso pois o Montalegre soube segurar a vantagem que lhe permitiu passar em frente.
Entretanto já foi o sorteio das meias finais cabendo em sorte ao Montalegre receber o Alijoense, cabendo ao Vila Real receber o Vilarinho. Os jogos serão a 11 de Maio. Assim, cabe ao Montalegre ou ao Alijoense tentar evitar a quase certa dobradinha do Vila Real (já campeão distrital), que por certo vencerá facilmente o Vilarinho. Força CDC Montalegre a caminho da final.

Barroso em Resumo
1) Teatro de Rua em Gralhas
A Associação Recreativa e Cultural de Gralhas continua a mostrar-se muito dinâmica e a realizar inúmeras actividades. Uma das últimas ocorreu na tarde de sexta-feira "santa", dia 21 de Março, e consistiu na realização de um teatro de rua pelos jovens da aldeia e que procurou satirizar algumas das principais personagens desta aldeia barrosã.
As personagens principais foram o presidente da Junta, Salazar mandão, o Sr. Doutor (que apresentou o espectáculo), o padre, João Pedinchão, o presidente da antiga Associação Cultural de Gralhas, Sr. Janeiro que só quer dinheiro e o presidente da actual Associação, Barulhento que quer poleiro. O palco improvisado foi um reboque de um tractor.
A população aderiu em peso, e até apareceu a TV Barroso, nesta que foi uma tarde bem passada, com muitas gargalhadas e diversão, demonstrando o sentido de humor dos habitantes de Gralhas.
Consta-se que alguns dos "visados" não terão achado assim tanta graça, mas foi uma iniciativa interessante e que merece aplausos.
A ARSC Gralhas promete mais actividades divertidas para os próximos tempos.

2) Queima do Judas
Realizou-se na noite do passado Sábado de Páscoa, dia 22, mais uma edição da "Queima do Judas", um concurso levado a cabo pela Divisão Sócio Cultural da Câmara Municipal de Montalegre. Nele voltaram a participar instituições, associações do concelho, bairros de Montalegre e até particulares, num evento que procura desafiar a criatividade e originalidade dos concorrentes e, ao mesmo tempo, incentivar o respeito pelo ambiente, uma vez que os Judas a concurso não podem conter materiais poluentes ou que não sejam bio degradáveis como plásticos, aerossóis, etc.
Ao todo concorreram mais de uma dezena de Judas, dos quais os 10 melhores tiveram direito a um prémio de 100 euros. O concurso começa habitualmente com a concentração e exposição ao fim da tarde no largo do Município, onde os populares podem escolher os seus favoritos e o jurí decidir os vencedores. Pelas 22 horas começa o desfile que passa pela rua Direita e termina no Terreiro do Açouge, junto ao castelo, onde a queima acontece. Este é o momento alto pois torna-se um espectáculo bonito de fogo, luz e calor, talvez o mais importante para as dezenas de pessoas que acorreram ao local na verdadeira noite de Inverno (sobretudo com muito frio) que se abateu sobre a vila de Montalegre. Para o ano os Judas prometem regressar.

3) Gravação da representação de algumas passagens do Auto da Paixão
Na sexta-feira santa as aldeias de Meixide e Vilar de Perdizes, do nosso concelho, serviram de palco para a gravação de alguns excertos do Auto da Paixão, levada a cabo por dois cineastas estrangeiros, amantes da nossa região e das suas tradições.
Os actores voltaram a ser as pessoas das referidas aldeias, encarnando as personagens principais das cenas dramáticas da paixão de Cristo. Em Meixide as gravações ocorreram de manhã, enquanto que em Vilar foram às 15 horas.
Espera-se que isto seja um bom prenúncio para o regresso em breve do famoso auto da paixão de Vilar de Perdizes, e que durante muitos anos atraiu milhares de pessoas a esta mítica aldeia barrosã.

4) Mini-férias da Páscoa em Montalegre
Um grupo de cerca de 90 jovens do Porto, estudantes do ensino secundário e universitário, escolheram o nosso concelho para passar uns dias nas férias da Páscoa, nomeadamente o fim-de-semana de "Ramos". Estes dias foram preenchido com muitas actividades de desporto de aventura e lazer com: escalada, slide, rapell em Penedones , Pitoes das Junias e Ponte da Misarela.Trata-se de uma iniciativa que acontece desde há 5 anos, e o balanço tem sido muito positivo, como referiu José Miguel Antunes da empresa organizadora destes encontros N´Aventura (sediada no concelho de Montalegre).
Além de alunos este evento ainda trouxe alguns professores a acompanhar o grupo como o professor Delminto, de Geologia, que realçou a diversidade de espécies e a preservação do espaço como um dos factores que atraem só por si, o interesse das pessoas.
A próxima actividade, já está agendada e vai ter lugar no Verão, com várias outras ofertas ligadas aos desportos aquáticos, e centradas essencialmente na albufeira dos Pisoes.

5) Em Boticas: Idosos vão ter apoio para melhorarem as suas casas
A Câmara Municipal de Boticas, representada pelo seu Presidente, Fernando Campos, assinou no passado dia 14 de Março com o Ministério da Solidariedade um protocolo tendo em vista a implementação do Programa de Conforto Habitacional para Idosos (PCHI) no concelho de Boticas, que permitirá a realização de obras de remodelação e melhoramento em casas de idosos no concelho, para prevenir a sua dependência.
A assinatura deste protocolo teve lugar no Governo Civil de Vila Real e contou com a presença do Ministro do trabalho e Segurança Social, Vieira da Silva, e do Secretário de Estado da Segurança Social, Pedro Marques.
Este programa foi lançado há um ano, abrangendo os municípios dos distritos de Bragança, Beja e Guarda, estendendo-se em 2008 aos distritos de Vila Real, Portalegre e Castelo Branco.
O PCHI visa prevenir a dependência e institucionalização dos cidadãos mais idosos através da qualificação das suas habitações, e é financiado com verbas provenientes dos jogos sociais atribuídos ao Ministérios do Trabalho e Segurança Social. Através do Instituto de Segurança Social, o Estado disponibiliza 3.500 euros para os trabalhos efectuados em cada habitação.
Na mesma cerimónia, Fernando Campos, agora na qualidade de Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Boticas, assinou também o contrato de comparticipação financeira para a construção da Residência Autónoma, financiada no âmbito do Programa de Alargamento da Rede de Equipamentos Sociais (PARES).
Esta obra, cujo valor da candidatura ascende a 120.600 euros, terá a comparticipação de 88.450 euros do Programa Pares.

6) Em Cerdedo – Morto pelos próprios primos?
Ao final da tarde do passado dia 19 de Março, terça-feira, a GNR de Boticas foi chamada a Cerdedo, aldeia do concelho, para tomar conta da ocorrência da morte de um homem de 50 anos, solteiro, que alegadamente terá sido morto por dois primos após uma briga com um deles ao final da tarde de segunda-feira, tendo sido encontrado mesmo ao lado do quintal dos referidos familiares. Ainda foram accionados os meios de salvamento rápido (INEM e VMER) mas confirmou-se que o corpo do senhor já estava cadáver.
Na aldeia apregoa-se que a história destes primos sempre foi um bocado violenta e já era mais ou menos esperado o sucedido. Terá sido mesmo um dos irmãos que terá confessado no café da aldeia a façanha, o que terá levado alguns populares, ainda desconfiados, ao local do crime (uma casa um pouco desviada do centro da aldeia) e mais tarde a chamarem as autoridades.
Perante a GNR os irmãos terão contado como tudo se passou, afirmando um deles, o Salvador, que lhe terá dado com um ferro na cabeça ao primo Domingos, enquanto este se envolvia em agressões físicas com o seu irmão. Os dois irmãos alegam que o seu primo era uma constante ameaça e que por várias vezes os terá agredido e ameaçado com armas, para estes lhe garantirem comida e guarida. Desta vez não terão aguentado e a briga acabou por ser trágica. Também na aldeia alguns populares teriam razões de queixa do falecido, conhecido pelo "Penato", por pequenos furtos, sobretudo depois da morte da sua mãe.
O Tribunal de Boticas já ouviu os irmãos e aplicou prisão preventiva ao autor confesso, enquanto o seu irmão aguardará o julgamento em liberdade condicional.

7) Consultas de cessação tabágica disponíveis em todos os centros de saúde
Os 16 centros de saúde do distrito de Vila Real devem dispor, até ao final do mês que termina agora, de consultas de cessação tabágica para apoiar os fumadores que pretendem abandonar este vício.
O coordenador da Subregião de Saúde de Vila Real, José Maria Andrade, disse à agência Lusa que, actualmente, são cerca de 100 os utentes do distrito que estão a usufruir do Programa de Prevenção e Tratamento do Tabagismo, que a Administração Regional de Saúde do Norte (ARS/Norte) começou a implementar em 2006.
A consulta de cessação tabágica foi iniciada, já no decorrer de 2008, nas unidades de Chaves 1 e 2, Mesão Frio, Peso da Régua, Sabrosa, Santa Marta de Penaguião e Vila Real 1 e 2.
De acordo com o responsável, os restantes oito centros de saúde - Murça, Montalegre, Boticas, Santa Marta de Penaguião, Alijó, Ribeira de Pena, Valpaços e Vila Pouca de Aguiar - deverão dar início a esta consulta até ao final de Março.
O coordenador disse ainda que a consulta de cessação tabágica envolve 40 profissionais da Subregião de Saúde de Vila Real.
Esta consulta fica disponível no distrito, mais de dois meses depois da entrada em vigor da nova lei do tabaco, que se estima que esteja a levar mais fumadores a procurarem ajuda para abandonar o vício.
Para ter acesso a este serviço, a primeira iniciativa que o utente tem a fazer é procurar o seu médico de família.
A Organização Mundial de Saúde considera o tabagismo como a principal causa de morte evitável em todo o mundo, estimando que um terço da população mundial seja fumadora.
No continente europeu, as estatísticas indicam que morrem por ano, em média, cerca de 700 mil pessoas devido a doenças relacionadas com o tabaco.
Segundo dados recentes, quase 90 por cento dos casos de cancro do pulmão nunca existiriam se as pessoas nunca tivessem fumado.Por outro lado, as estatísticas indicam que o consumo de tabaco é responsável por 11,7 por cento das mortes em Portugal. (notícia agência lusa).

Sexta-feira, Abril 04, 2008

Destaque 2
Páscoa na Biblioteca de Montalegre
A Biblioteca Municipal de Montalegre não deixou passar em claro as celebrações da Páscoa, preparando uma série de actividades (algumas juntamente com a própria igreja da região), para miúdos (uma vez que decorreram as férias da Páscoa) mas também para graúdos.
De facto, uma das actividades mais marcantes foi mesmo feita em consonância com alguns padres do Barroso e consistiu numa magnífica exposição sobre as Indulgências do Cristianismo (foto em cima). São várias Telas que retratam a remissão de alguns pecados, que podiam ser conseguidas através do que se designava por indulgências, isto é, mediante condições bem definidas pelo Clero, já em tempos algo antigos, onde o pecado era quase trocado por "bens" para a igreja.
Ainda dentro do tema Páscoa foi importante a explanação de muitas curiosidades sobre esta época pois há sempre uma descoberta por detrás desta festa muito anterior ao cristianismo. Também uma exposição de quadros de linho sobre a Páscoa, muito chamou à atenção a todos os que se deslocaram à Biblioteca.
Uma das actividades que mais envolveu os funcionários da biblioteca e alguns jovens foi a construção do Judas da Biblioteca, que concorreu para a Queima do Judas realizada dia 22 no castelo de Montalegre (ver pág. 4).
Das outras várias actividades destinadas aos jovens do concelho em férias, destacam-se as comemorações do dia do pai (19 de Março), dia da árvore (dia 20), dia mundial da água (dia 24) e dia Mundial do Teatro (dia 27), com ateliês, exposições, actividades de leitura, de expressão plástica e artística, projecção de filmes, etc. Destaque para a exposição (que ainda se encontra patente) alusiva ao Dia Mundial do Teatro, dividida em 27 painéis e que procura contar um pouco da história e do saber desta nobre arte.

Quarta-feira, Abril 02, 2008

Destaque
Circo Mundial Passou Por Montalegre

No último fim-de-semana Montalegre recebeu a enorme caravana do Circo Mundial, que concebeu 3 espectáculos para miúdos e graúdos, dois no Sábado, tarde e noite, e um no Domingo à tarde. Considerado o segundo maior circo do país, foi a primeira vez que esteve em Montalegre a mostrar as suas especialidades, montando a tenda na zona industrial.
As principais especialidades deste circo giram à volta dos muitos animais que possui, e que o tornam quase um mini-zoo ambulante. Desde os 16 tigres amestrados, passando pelas gibóias, Leões, animais exótico, crocodilos, porcos e até um Hipopótamo amestrado o único no país. Claro que no espectáculo também não faltam os palhaços, sempre a principal alegria das crianças, os trapezistas, os equilibristas e malabaristas, e muita magia à mistura. Montalegre, por ser um espectáculo raro por estas bandas, aderiu bem, sobretudo na tarde de Domingo, apesar do preço, algo elevado, dos bilhetes (10 euros crianças e 15 adultos).
Este circo, propriedade do empresário e fundador Rui Mariani nasceu já no início dos anos 90 e tem percorrido Portugal de lés-a-lés além de outros espectáculos na vizinha Espanha. Filho de Mário Mariani e Odelinda Ferrani Mariani, que já eram artistas de circo, Rui Mariani que sempre viveu neste ambiente, começou também por ser artista, primeiro trapezista "voador" e depois domador de feras (actividade que ainda exerce hoje). Este circo tem vindo sempre a crescer. Tem cerca de 4 dezenas de artistas e 3 dezenas de assistentes como suporte (incluindo os técnicos de som, luzes, montagem, mecânicos e tratadores.) Os animais constituem uma forte fatia no património do Circo Mundial muito próxima dos 350 000 euros.
Uma das principais atracções, como já referimos é o Hipopótamo amestrado que é um grande comilão, que adora tomar banho na sua piscina privada que o Circo construiu para ele. Durante o seu número, este simpático animal come um melão inteiro num abrir e fechar de olhos, dança em cima de um tambor e abre a sua bocarra para agradecer os aplausos.
O circo é uma constante viagem sem destino, mas à procura da partilha da alegria, arte, solidariedade e fraternidade, construído um mundo de sonhos e esperanças a muitas crianças e a alguns adultos.

In http://www.opovodebarroso.blogspot.com/


Boticas - Investimento está envolto em secretismo 2008/ 04/29 17:53
Chineses poderão construir aldeamento turístico entre Sapiãos e Sapelos

A Câmara já aprovou a expropriação de 350 hectares de terreno necessários
Um aldeamento de 150 habitações, um hotel de cinco e outro de três estrelas e ainda cinco campos de golfe. O gigantesco complexo turístico poderá vir a nascer entre Sapiãos e Sapelos, em Boticas. A Câmara, que já aprovou a expropriação de 350 hectares necessários para a implementação do projecto, recusou prestar declarações sobre o investimento, que terá por trás empresários chineses.

Empresários chineses estarão interessados em construir um gigantesco complexo turístico entre as localidades de Sapelos e Sapiãos, no concelho de Boticas. No entanto, para já, o investimento está envolto em algum secretismo. A Câmara Municipal de Boticas, que, na reunião de Câmara do passado dia 19, aprovou a expropriação de 350 hectares de área baldia entre as duas aldeias, que serão necessários para a implementação do projecto, recusou prestar qualquer informação sobre o assunto, através do gabinete de imprensa. Indisponível para falar sobre o investimento mostrou-se igualmente o presidente da Junta de Freguesia de Sapiãos.

No entanto, ao que o Semanário TRANSMONTANO conseguiu apurar, na quinta-feira da semana passada, o próprio presidente da Câmara de Boticas, Fernando Campos, terá participado numa reunião de compartes das duas aldeias. No encontro, terão sido avançados alguns pormenores do projecto. Ao que foi possível apurar, o investimento de empresários de origem chinesa prevê a construção de 150 habitações turísticas, um hotel de cinco estrelas e outro de três estrelas e ainda cinco campos de golfe de 23 buracos.

Na proposta apresentada em reunião de Câmara, a expropriação é justificada com a criação dos postos de trabalho que o empreedimento poderá trazer, bem como a sua contribuição para o combate à desertificação. Relativamente à escolha da localização, é apontada a proximidade à A24, que liga a A52 (Espanha), e à A7, que faz a ligação ao aeroporto do Porto.

Por: Margarida Luzio
In Semanário Transmontano


Haka institucionalizada para promover o Barroso 2008/ 03/23 23:36
Margarida Luzio, Leonel Castro

Inspirados na dança que antecede os jogos da selecção de râguebi da Nova Zelândia, um grupo de amigos de Montalegre decidiu criar uma representação semelhante para o Barroso. Copiaram a coreografia, adaptaram a letra, gravaram tudo e puseram o vídeo no sítio da net da TV Barroso. Resultado poucos dias depois, o vídeo da Haka Barrosã já circulava de mail em mail e a letra de boca em boca. Hoje, só no YouTube, o vídeo já foi visto por mais de 50 mil pessoas. E, em breve, deverá tornar-se em spot oficial do concelho. Os jovens de vinte e poucos anos, os Chouribebes do Barroso, como se auto-intitulam, ganharam fama local. E não só. No dia 25 de Abril têm marcada a primeira estreia fora de Montalegre. Vão animar um jantar de estudantes em Miranda do Douro, com a representação ao vivo da Haka.

E o que é, afinal, a Haka Barrosã? Um vídeo caseiro com menos de um minuto, que põe frente a frente a equipa neozelandesa de râguebi e seis barrosões, que não se deixam intimidar pela dança guerreira dos adversários. E porquê tanta confiança? Porque são de Montalegre e nesta terra não falta nada. Ou quase nada. " Há bruxedo, há batata, há centeio, há chegas de bois, há cabrito, há vitela, há fumeiro, há castelo, há Larouco, há presunto, há chouriça e há vinhaça....". A letra da Haka surgiu "de repente". "Tentamos resumir o que temos. E é bastante!", explica Luís Pereira, que, por ser o autor da letra, ganhou a alcunha de Tony Carretas. Marco Sousa, ou doutor palestra, uma espécie de relações públicas do grupo, acrescenta em relação ao conteúdo "é um regresso ao mais básico, ao mais tradicional e que é o que, afinal, Montalegre pode proporcionar. Não íamos fazer aqui publicidade ao Macdonald's".

Para ensaios antes da gravação também não houve grande tempo. "Ensaiamos apenas uma hora antes. Tivemos de repetir para aí 10 ou 15 vezes o 'Sketch'", contam. Resultado como no final da dança caem, e a relva do campo de futebol onde gravaram estava molhada, ficaram todos molhados. Mas ninguém se constipou.

Em breve, em Abril, ao que tudo indica, os jovens deverão repetir a gravação. Mas, desta vez, com recurso a um operador de câmara profissional. A primeira filmagem e a montagem foi feita por pessoal da TV Barroso. O guarda-fatos improvisado da primeira gravação também será substituído. Os novos fatos de "barrosões" já estão quase costurados. Os custos da nova produção serão patrocinados pela Câmara Municipal que irá institucionalizar a "brincadeira", tornando-a numa espécie de cartaz de apresentação do concelho de Montalegre em determinados eventos culturais, como as sextas-feita treze ou a Feira do Fumeiro. "A ideia é excepcional e é de aproveitar, agora tem apenas que ser trabalhada, embora com cuidado para não se desvirtuar o original", justificou o presidente da Câmara de Montalegre, Fernando Rodrigues. Não está tudo. Falta ainda apresentar as restantes personagens da Haka. O mato-bicho, o txia-pneu, o lima-artestas, o judeu, o espalha brasas, e o maquestes, que é como quem diz o Paulo Dias, o João André, o Júlio Lopes, o Luís Batista, o Hugo Ramos e o André Batista. E, por fim, porque o vídeo vale mais que os mais de três mil caracteres do artigo a tentar explicar a Haka Barrosã, fica o endereço onde pode ser visionado http://www.tvbarroso.com/.

In Jornal de Notícias


O Povo de Barroso Nº 393 2008/ 03/20 11:50
Quarta-feira, Março 19, 2008

Opinião
Cancioneiro Barrosão alvo de plágios snobes

Em conversa recente com o investigador Barrosão José Dias Baptista, chamou ele a minha atenção para plágios, nomeadamente àquele que António Lobo Antunes foi buscar a uma quadra popular do cancioneiro, genuinamente de Barroso, para mais um dos romances que vem transformando esse autor numa vedeta da escrita light . A esse romance chamou «Eu hei-de amar uma pedra», título que publicou em 2004 e que já tem barbas, a crer na explicação que o Inspector José Dias Baptista, me deu ao garantir a pureza original desta quadra:
«Eu hei-de amar uma pedra,
Com todo o meu coração:
-a pedra nunca se queixa,
Tu queixas-te sem razão».
Zé Baptista é um Autor, nascido na Vila da Ponte (1941), foi professor do ensino Primário, licenciou-se em História e, a meio da carreira docente, transitou para a Inspecção do ensino secundário. Desde muito novo publica prosa e poesia, com preferência pela temática que se prende com a Região em que nasceu, em que vive e da qual nunca quis sair. Tem dezenas de trabalhos que muito contribuem para que a cultura popular de Barroso não desapareça na voragem das novas tecnologias e da crosta de ignorância com que gerações sucessivas se debatem, sem que delas se apercebam. A filosofia das chamadas «Novas oportunidades», o proverbial facilitismo que grassa na sociedade, tudo embrulhado no Processo de Bolonha que reduz a cinza, anos e anos de estudo rigoroso, fazem que com a cultura genuína de regiões ímpares como a nossa, se evapore nas sistemáticas crises geracionais como algumas que temos vindo a atravessar.
É no meio desta barafunda que a exigência académica tem dado lugar a profundas transformações, com nítido prejuízo para o processo endocultural que envolve a globalização.
Quase me perdi no meu raciocínio a propósito dos plágios que certos autores snobes bebem em fontes alheias e que citam como sendo suas. E são esses os que vivem convencidos de que são os melhores do mundo. A. L. Antunes gastou oito longas páginas da revista «tabu», nº 73, referente a 2 de Fevereiro, último. Aí afirma: «ganho a vida a escrever livros. Quando digo que sou o melhor na língua portuguesa estou a repetir uma evidência. Posso ferir quem? Porque?» E, como tirada final, veja-se onde chega o despudor daquele que se «assume como o melhor escritor português»: «Normalmente vêm três prémios por ano. Qualquer dia vem esse também (o Nobel) de mistura com os outros». O auto convencimento pode deslumbrar a mais pura ilusão. Mas o bom senso tem limites. E este senhor que cinco anos depois de eu próprio regressar de Angola, como militar e ter publicado «É preciso Amar as Pedras» (1970) chegou ele a Angola, também como militar. Tenha ou não lido aquele meu livro, trinta anos depois vem à praça pública com mais um dos seus romances «Hei-de amar uma pedra». As linhas de força são as mesmas. O tempo e o modo podem divergir. Mas a evidência é, aqui muito mais clara do que ser ele próprio a reclamar-se o «melhor escritor em Língua portuguesa».
José Dias Baptista, na tarde de 1 de Março em curso, encontrou-me no Sol e Chuva e disse-me: «afinal, o Lobo Antunes, plagiou, mais do que a ti, o cancioneiro genuinamente Barrosão. Leu-me a quadra e a dúvida foi esclarecida. O primeiro verso daquela quadra que desde há séculos, foi cantada e repercutida por pastores e festeiros de Barroso, foi usada nos primeiros anos do século XXI para título de mais um romance de quem sonha com o Prémio Nobel da Literatura.
Sempre os barrosões serviram de burros de carga para certos urbanos subirem na vida. Uns na política, outros nas profissões liberais, outros ainda nas artes e nas letras. O exemplo que fica serve de ilustração. Daí a importância da recolha deste tipo de cultura popular, cuja autoria já não é fácil identificar. Mas que, uma vez recolhida e registada pode servir de moderação a certo pedantismo que anda por aí a dar de comer a muita gente. Já aqui trouxe um fresco exemplo. Em 1974 eu próprio escrevi a letra do Hino do Desportivo de Chaves. Carlos Emídio Pereira escreveu a música. Bio cantou-a em gravação vulgar. Desde há uns anos a Espacial, adulterou letra e a música, Ágata emprestou-lhe a magnífica voz. E os autores, pura e simplesmente, foram ignorados e, vilipendiados, sendo fácil identificá-los. Fica este apontamento para clarificar certos processos menos claros por parte de pretensos ídolos nacionais. Era aqui que a ASAE deveria intervir, porque andam alguns a fazer figura com aquilo que é alheio.
Por Barroso da Fonte

Terça-feira, Março 18, 2008

Destaque 3
Afinal câmaras de filmar são Ilegais!

Na sequência do nosso artigo sobre as Câmaras de filmar colocadas em alguns locais de Montalegre, recebemos este comunicado do PSD Montalegre, e documentos, que explicam que afinal as câmaras são ilegais.
"As câmaras de videovigilância montadas pela Câmara Municipal nas rotundas das duas principais entradas / saídas da Vila de Montalegre, estão em situação ilegal, pelo que não podem ser utilizadas, conforme se conclui da resposta dada pelo Presidente da Câmara a um requerimento (ver ao lado) apresentado pelos Vereadores do Partido Social Democrata.
Mais uma vez, "o carro andou à frente dos bois". Já se gastou o dinheiro e não é pouco (ver ao lado), não se sabendo se algum dia haverá justificação aceitável para que sejam aprovadas.
Estrategicamente, os locais escolhidos permitem controlar todos os passos que os munícipes dão, uma vez que quase todos os que entram ou saem da Vila, têm de passar por aqueles locais. Perdemos a nossa privacidade e o direito de nos deslocarmos para onde queremos sem ter de dar satisfações a ninguém. Não estamos mais protegidos mas encontrámo-nos constantemente vigiados.
A desculpa de protecção do vandalismo contra as bandeiras no Verão é descabida, sem qualquer força de razão. Havendo pelo menos nove rotundas onde são colocadas bandeiras no Verão, porque é que só estas têm videovigilância?
Para além disso, temos o valor do investimento nas câmaras de "filmar" que é proibitivo (mais de 20 mil euros), sendo preferível perder algumas bandeiras e, mesmo assim, teríamos que as perder todas e durante muitos anos para justificar o dinheiro mal gasto neste investimento.
Mais grave ainda, é o facto do Senhor Presidente da Câmara não esclarecer quem visualizou e quem irá visualizar as imagens. Pelo que temos visto, quando há outras hipóteses de emprego, corremos o risco de ser alguém da família.
É preciso estar atento e não permitir mais uma machadada na nossa liberdade." (PSD Montalegre)

Barroso em Resumo
1) XXIV Encontro Transmontano de Clínica Geral: Montalegre - 29 a 31 Maio

No último fim-de-se-mana de Maio Montalegre irá acolher, no novo auditório do pavilhão Multiusos, o XXIV Encontro Transmontano de Clínica Geral, um evento que promete juntar na vila Barrosã perto de 500 médicos. A organização está a cargo do Centro de Saúde de Montalegre, contando com o apoio da NaturBarroso e do Município de Montalegre.
Será uma oportunidade para os clínicos da região discutirem acerca de algumas das doenças emergentes e/ou mais importantes da actualidade, além de outros problemas que afectam a classe, num vasto programa (ainda provisório), ao longo de 3 dias.
Destaques para a Hiperplasia Benigna da Próstata na manhã do dia 25, Osteoporose e Hipertensão Arterial, na tarde do mesmo dia; AVC´s e outras doenças cardiocasculares, além da Diabetes, no segundo dia, sábado 30; Na manhã do último dia destaque para a presença do famoso sexólogo, o Prof. Júlio Machado Vaz.

2) Encontro de Médicos Dentistas e Estomatologistas
No passado dia 1 de Março decorreu no auditório do pavilhão Multiusos de Montalegre um encontro de Médicos Dentistas e Estomatologistas promovido pela SPEMD (Sociedade Portuguesa de Estomatologia e Medicina Dentaria), e que contou com o patrocínio da BIAL e o apoio institucional do Município de Montalegre. Para a realização e coordenação deste encontro em Montalegre, muito contribuiu Pedro Canedo, barrosão a residir no Porto, e representante da empresa BIAL.
Estes encontros, que além do carácter científico, têm uma componente lúdica e cultural importante, realizam-se todos os anos por esta altura, como comemoração da Santa Apolónia (santa padroeira dos dentistas).
O programa incluiu um pequeno encontro/debate no auditório do Multiusos, onde também foi visualizado um vídeo do nosso concelho. Seguiu-se uma visita guiada ao Castelo de Montalegre antes do almoço no restaurante Sol e Chuva, onde foi servida uma ementa centrada nos sabores típicos do Barroso.

3) Bombeiros de Salto perdem viatura num incêndio
As queimadas ilegais continuam a causar danos avultados nas nossas paisagens, fruto também do tempo seco que atravessamos. Na semana passada foram inúmeros os incêndios na nossa região, alguns bastante perigosos para algumas populações.
Na passada sexta-feira os Bombeiros Voluntários de Salto, perderam mesmo um carro num incêndio nas redondezas de Salto. Tudo se passou ao início da tarde, quando tentavam defender uma vacaria e foram surpreendidos pelas chamas intensas do fogo que combatiam, sendo obrigados a fugir para evitar perdas humanas.

4) Homicídio Violento em Sapiãos
Numa época conturbada para o nosso país em matéria de segurança, também a nossa região, infelizmente, volta a ser notícia de mais uma morte violenta, desta vez na aldeia de Sapiãos, concelho de Boticas.
Tudo terá acontecido ao final da tarde do passado domingo, dia 9, quando um idoso, na casa dos setenta anos, terá disparado um tiro à queima-roupa sobre um vizinho de 35, com quem terá discutido previamente.
Aparentemente já existiriam algumas desavenças antigas entre as famílias dos dois, no entanto nunca se pensou que se chegasse a esta situação trágica. Tudo terá ocorrido perto das 20 horas, junto da casa do presumível agressor, José Torres. Após uma discussão com o falecido, Guilherme Monteiro, onde terão ocorrido algumas agressões físicas, o idoso terá ido a casa e disparado um tiro para o ar, em jeito de desafio. O jovem já se deslocaria para sua casa, mas quando ouviu o tiro terá voltado atrás ao se encontro, mas acabou surpreendido por um disparado de pistola, à queima-roupa, que o terá atingido no peito. Depois o idoso ter-se-á refugiado dentro da sua casa, de onde saiu, apenas algumas horas mais tarde, para se entregar às autoridades, e só após a intervenção de um seu familiar.
A vítima foi assistida no local pelos elementos da VMER (Viatura Médica de Emergência e Reanimação), onde foi tentada a reanimação, sem sucesso. O caso está agora entregue à PJ.

5) Em Boticas: Regulamento de apoio à conservação de habitações degradadas já é uma realidade
Já foi publicado em Diário da República o Projecto de "Regulamento de Apoio à Conservação de Habitações Degradadas de Pessoas Carenciadas do Município", dando sequência à deliberação tomada em reunião de Câmara no passado dia 06 de Fevereiro.
Este Regulamento, tal como o seu nome indica, tem por objectivo disciplinar as condições a que obedece o processo de concessão de apoios destinados à melhoria das condições de habitação de agregados familiares economicamente carenciados.
O presente regulamento está agora disponível para apreciação pública, carecendo posteriormente da apreciação e votação da Assembleia Municipal antes da sua entrada em vigor.

Segunda-feira, Março 17, 2008

Destaque 2

Semana da Leitura - 3 a 7 de Março
Decorreu de 3 a 7 de Março, mais uma edição da Semana da Leitura, uma acção no âmbito do Plano Nacional da Leitura dos ministérios da Educação e Cultura, e que se destina à promoção da leitura e do livro junto de todas as crianças e jovens em época escolar.
Em Montalegre foram várias as actividades desenvolvidas pelas bibliotecas escolares (Montalegre e Baixo Barroso), em conjunto com a Associação de Pais e a Biblioteca Municipal de Montalegre.
De facto, uma das mais-valias foi a de levar os próprios pais à escola, e inseri-los em actividades com os seus filhos, como leitura de contos, etc.
Das outras actividades destaque para trabalhos manuais de representação de contos de escritores famosos (ex. La Fontaine), audição e declamação de poemas de vários poetas portugueses, leituras "com sumo", hora do conto, etc.
Também na biblioteca Municipal de Montalegre foram várias as actividades que atraíram muitas crianças e jovens do concelho, numa semana importante para o seu desenvolvimento cultural e humano, e que promete voltar em 2009.

Destaque

Comemorações do Dia Internacional da Mulher
No passado Sábado, 8 de Março, e pelo terceiro ano consecutivo, as mulheres de Montalegre juntaram-se para comemorar o seu dia. Este ano, a afluência superou as expectativas da organização, já que foram mais de uma centena as barrosãs que compareceram ao jantar de confraternização/comemoração realizado no Hotel Quality Inn.
A ideia desta festa partiu de um grupo de amigas e está assegurada para os anos vindouros, pelo sucesso que conseguiu. Segundo Susana Nogueira, elemento da organização, apesar das mulheres serem sempre especiais, este dia/noite "é mais um pretexto" para relembrar essa situação, além de que em Montalegre, tem uma importância acrescida esta comemoração pois "nesta noite saem mulheres que habitualmente não o fazem."
De facto, foi surpreendente esta noite, pois conseguiu juntar mulheres de diferentes faixas etárias e sociais, no jantar comemorativo. Terminado o jantar a animação continuou ao rubro, primeiro com a presença de um grupo de jovens tocadores de concertina e depois com uma escola de música e dança, que apresentou vários ritmos dançantes, que foi envolvendo, sem excepção, todas as mulheres presentes.
Um exemplo da boa disposição foi a dona Lina que afirmou mesmo que "a noite está tão boa, que por mim só ia segunda-feira (dia 10) pra casa".

Sexta-feira, Março 14, 2008

In http://www.opovodebarroso.blogspot.com/


"QUEIMA DO JUDAS" 2008 em MONTALEGRE 2008/ 03/18 00:05
Inscrições abertas até 4.ª feira na Divisão Sócio Cultural da Câmara Municipal de Montalegre.
A Câmara Municipal de Montalegre volta a promover este sábado à noite mais um concurso do “Queima do Judas" evento que suscita muita curiosidade e que tem sido uma verdadeira atracção à vila de Montalegre.
A concentração está agendada para as 16 horas na Praça do Municipio.
As inscrições decorrem até 4.ª feira na Divisão Sócio Cultural da Câmara Municipal de Montalegre.

In site CMM


Chamas alastraram de repente e obrigaram soldados da paz a fugir 2008/ 03/16 23:50
Os bombeiros foram surpreendidos pelo fogo e obrigados a fugir não tendo tempo de salvar o carro
Os Bombeiros Voluntários de Salto, em Montalegre, foram, ao início da tarde de sexta-feira da semana passada, surpreendidos pelas chamas de um fogo que combatiam e obrigados a fugir para evitar o pior. O que já não foi possível salvar foi o carro de combate a incêndios que tinham no local. Ardeu-lhe o motor. “Estávamos a defender uma vacaria que estava a começar a arder, mas o fogo veio muito rápido e nós tivemos que fugir. Ainda tentamos salvar o carro, mas já não foi possível”, explicou segundo comandante da corporação, Jorge Oliveira. Ao que tudo indica, o incêndio, terá sido causado por uma queimada ilegal. No entanto, quando os bombeiros chegaram ao local, não encontraram ninguém. “As pessoas não têm consciência nenhuma. E desta vez os lesados fomos nós”, referiu ainda Jorge Oliveira. Ao que tudo indica, o incêndio, nas imediações de Salto, terá começado cerca da uma da tarde, numa zona de mato rasteiro. A intervenção dos bombeiros foi, sobretudo, no sentido de impedir que ardesse uma vacaria. As queimadas só podem ser realizadas se autorizadas pelas respectivas câmaras municipais, mediante audição prévia dos bombeiros, que determinarão as datas e os condicionamentos a observar na sua realização.

Por: Margarida Luzio
In http://www.semanariotransmontano.com


Tentaram violar sistema informático da Câmara a partir de um país de Leste 2008/ 03/16 23:46
No servidor da Câmara foram encontrados ficheiros com nomes estranhos
Um dos servidores da página na Internet da Câmara Municipal de Montalegre sofreu uma “tentativa de assalto”. Para já, sabe-se apenas que os “intrusos”, que pretenderiam servir-se do servidor para enviar mensagens publicitárias, por exemplo, estão localizados num país de Leste . Um inspector da brigada do crime informático da PJ já esteve na Câmara no âmbito da investigação.

A Polícia Judiciária esteve na Câmara Municipal de Montalegre, no final da semana passada, para recolher informações sobre uma tentativa de “usar” um dos servidores da página da Câmara na Internet por parte de alguém localizado algures num dos países da ex-União Soviética

A situação foi detectada em Setembro, mas a PJ só agora esteve na autarquia.

De acordo com um técnico da Câmara responsável pelo sector, a tentativa de violação do sistema terá acontecido num sábado de madrugada. “Na segunda-feira, quando cheguei e entrei no servidor encontrei ficheiros que não tinha sido eu a criar e com nomes muito estranhos que me chamaram à atenção”, explicou, José Manuel Alves, que, ao abrir os ficheiros em causa, deparou com “linhas de código com símbolos de aranhas e texto em cirílico”.

De acordo com a mesma fonte, se os intrusos tivessem conseguido operar dentro do servidor “teriam acesso a todos os dados e poderiam inclusive instalar o que lhes apetecesse ou ate se o servidor não estivesse numa DMZ (chamada zona desmilitarizada, isolada do resto da rede interna) poderiam até ter acesso a outros computadores dentro da rede”. O que só não terá acontecido porque o ataque foi bloqueado por um sistema instalado (Firewall). O objectivo dos intrusos, tendo em conta o código inserido, “seria por o servidor a trabalhar para eles, a enviar centenas ou milhares de e-mails de Spam (publicidade indesejada) por dia, que não iriam ser bloqueados pelos servidores de destino, pois provinham de um IP de uma instituição fidedigna!”. A conta seria paga pela Câmara. E, além disso, passado algum tempo, os e-mails da Câmara começariam a ser recusados sem que se soubesse porquê.

“Comunicamos o caso à PJ porque ficámos preocupados, conhecidas que são as vigarices que existem na área”, justificou o presidente da Câmara, Fernando Rodrigues. De qualquer forma, para prosseguir a investigação, a PJ irá agora contactar o provedor da Internet no país de origem de onde foi comandado o ataque. No entanto, o “pirata” poderá ficar para sempre por descobrir, se o endereço de onde operou for “mascarado”.

Por: Margarida Luzio
In http://www.semanariotransmontano.com


O Povo de Barroso Nº 392 2008/ 03/11 09:34
Quinta-feira, Março 06, 2008

Opinião
Mais dois autores de Barroso: André Veríssimo e Carlos Machado

O reino maravilhoso que o concelho de Montalegre é e que cada vez mais se afirma em todos os seus domínios, acaba de revelar-se através da obra de mais dois escritores: Carlos Machado e André Veríssimo. Do primeiro tenho andado a ler e a saborear a bela ficção de «O Homem que viveu duas vezes». Um romance de estreia que decorre em Terras de Barroso, onde o Engº Carlos Machado nasceu e regressa sempre que pode. Esta sua obra granjeou ao subdirector Geral da Ministério da administração Interna o cobiçado «Prémio Alves Redol», criado pela Câmara Municipal de Vila Franca de Xira e dado à estampa pela Editorial Presença. Dele falaremos em nova oportunidade.
Hoje falo aos Barrosões de um novo livro do Barrosão (natural de Peirezes) Mário André Veríssimo que é professor Universitário e Investigador. Vive e trabalha no Porto, frequentando os meios científicos e culturais. Muitos dos mais famosos jornalistas que nos passam pela frente, nas televisões, nas rádios e nos jornais diários foram seus alunos na Escola Superior de Jornalismo, hoje integrada da Universidade do Porto. especializou-se nas áreas da Ciência da Comunicação, em psicologia, Ciência política e Filosofia em que é Mestre e doutorando. Colabora regularmente na imprensa regional (ex. O Povo de Barroso) e diária, nomeadamente no Primeiro de Janeiro, onde assina semanalmente a rubrica «A Busca Sem Fim».
Como autor publicou já várias obras, entre as quais: A Crise do Homem –uma Ética do tempo comum, Emmanuel Levinas –uma vida entre Parêntesis (1906-1995); estratégias Criativas, (2004), A intriga Ética (2001), A Sociedade Complexa, traduziu o livro «Da Evasão de Emmanuel Levinas».
Na penúltima semana de Fevereiro foi apresentado o seu mais recente livro «A Sociedade Complexa - teorias da Comunicação» com 192 páginas, com a chancela da Edium Editores: ediumeditores@gmail.com.
Vinte e sete reflexões em torno dos complexos da sociedade, mais um prefácio constituem o cerne destas teorias da comunicação. Escrito com grande clareza, em linguagem técnica apurada e com uma percepção intelectual insuspeita, este volume aborda um tema palpitante, complexo e cada vez mais actual.
No Prefácio assinado pelo jornalista José Maria Cameira. Lê-se, a terminar: «o leitor (destas Teorias da Comunicação) perceberá que o homem é um ser sempre em busca. Essa é uma indagação filosófica, o sentimento de território, de preocupação pelo que vem depois da vida terrestre, e sobretudo pelo que está acima de nós, o Altíssimo, que nos leva a pensar que o que fazemos deve ser bem feito dentro da perfeição humana, mas nunca demasiadamente perfeito, para equivalermos ou para pensarmos Aquilo do qual nos aproximamos mas nunca chegamos a completar».
Opinião de Barroso da Fonte

Quarta-feira, Março 05, 2008

Região
1) Parque Nacional da Peneda-Gerês candidato português à eleição das Sete Maravilhas da Natureza

O Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG) é o mais recente candidato português a ser uma das Sete Maravilhas da Natureza do Mundo, revelou recentemente a Câmara de Terras de Bouro, que promoveu a candidatura.
Apesar de considerar "importante a candidatura ter sido aceite", a Câmara de Terras de Bouro quer ir mais longe e, por isso, vai criar um comité que envolverá personalidades e instituições, para promover acções de sensibilização da população, no sentido do apelo ao voto nesta candidatura.
O Parque Nacional da Peneda-Gerês, que ocupa uma área de 70290 hectares, estende-se pelos concelhos de Arcos de Valdevez, Montalegre, Ponte da Barca, Terras de Bouro e Melgaço (ver mapa). Criado em 1971, o PNPG, que é o único parque nacional português, integra 114 aldeamentos, onde residem cerca de 10 mil pessoas, que se dedicam na maioria à agricultura, pastorícia e pecuária.
Nesta altura, poucos dias depois da candidatura ter sido aceite, o PNPG é o 240º mais votado, entre os 282 candidatos aceites.
A votação decorre até 31 de Dezembro. Nessa altura serão divulgados os 21 finalistas desta eleição, que ficam mais perto de ser uma das Sete Maravilhas da Natureza.
O melhor candidato português, segundo os dados de hoje, é o Vale do Douro, onde nasce o Vinho do Porto, que ocupa o 124º lugar.
Segue-se a candidatura do arquipélago das Ilhas Selvagens, situado a cerca de 230 quilómetros da Madeira, que está no 130º lugar, enquanto a Ria de Aveiro está actualmente no 200º lugar desta lista de candidatos.
A lista completa de candidatos integra 282 locais em todo o mundo, dos quais 61 na Ásia, 57 na Europa e 55 na América do Sul. Os restantes encontram-se em África (48), na América do Norte (45) e na Oceânia (16).

2) Por toda a região: Assaltos não param
A crise social que se vem agudizando no nosso país também já está a ter reflexo na nossa região (antes considerada muito sossegada e segura) no número de assaltos. Ainda no nosso último número noticiamos o roubo de uma ourivesaria em Montalegre.
Desta vez, no nosso concelho, o alvo escolhido foi a escola primária de Cabril. Os larápios, claramente à procura de dinheiro acabaram por não levar nada, mas arrombaram portas e vandalizaram o interior da escola, deixando um rasto de destruição.
Já em Valpaços, foi roubada uma casa de habitação, através de uma janela da cozinha. Os ladrões levaram a televisão e ainda uma máquina de cortar mato.
Na madrugada semana passada em Vidago foram vários os "mini-assaltos" a estabelecimentos comerciais, sempre à procura de dinheiro nas caixas registadoras, mas acabando por causar muita destruição à passagem dos ladrões.

3) Em Chaves - Reabriu feira semanal do gado
A feira semanal do gado já está a funcionar dentro da normalidade desde o passado dia 13 de Fevereiro, uma semana de atraso relativamente ao prazo inicialmente previsto pela autarquia flaviense, provocado pela demora da autorização da DGV (Direcção-Geral de Veterinária).
Recorde-se que devido às obras para a construção do parque Multiusos, em Santa Cruz, local onde semanalmente se realizava esta feira, a Câmara Municipal teve de construir um espaço provisório, por forma a garantir a continuidade da actividade de comercialização de gado (ovino, caprino, bovino e equídeo), até as obras do novo mercado ficarem concluídas. Ambos os espaços (o mercado provisório e o novo mercado) ficam localizados junto ao Ecocentro (Estação de Transferência) da RESAT.
As obras do novo mercado contemplam a construção de um edifício (com 2.400 m2), bem como a pavimentação de toda a área envolvente (14.400 m2).
Com o presente projecto, a autarquia quer garantir as melhores condições técnicas e de higiene, de modo a assegurar modernidade e competitividade a esta actividade agro-comercial.

4) Previdência Cautelar para reabrir o bloco de partos do Hospital de Chaves
O Presidente da Câmara Municipal de Chaves entregou na passada segunda-feira, dia 25, no Tribunal Administrativo de Mirandela, uma providência cautelar tendo como objectivo a reabertura do bloco de partos do Hospital de Chaves, encerrado pelo Governo a 27 de Dezembro. "Um erro lamentável", considera João Batista. Ao lado do autarca está a Comissão de Defesa do Hospital, que, há um ano, esteve também na primeira linha da grandiosa manifestação pela manutenção da Urgência Médico-Cirúrgica da unidade hospitalar.
Desde sempre, João Batista defendeu publicamente e por todos os meios disponíveis a maternidade de Chaves, argumentando que os serviços de saúde têm de estar próximos dos cidadãos e ter qualidade.
O objectivo desta petição é suspender o encerramento do bloco de partos, de forma a que seja possível às mães que o desejarem ter os seus filhos em Chaves. João Batista salienta que existem razões "técnicas e reais" que justificam esta medida, referindo, a título de exemplo, o encerramento das estradas na região devido ao gelo e à neve, como aconteceu recentemente.
Destaque-se que nesta acção, João Baptista conta igualmente com o apoio dos restantes do Alto Tâmega: Montalegre, Valpaços, Boticas, Ribeira de Pena e Vila Pouca de Aguiar.

Segunda-feira, Março 03, 2008

Destaque 2
Nas últimas Assembleias: Presidente da Câmara, sem argumentos, ofende Deputados Municipais

No passado dia 16 de Fevereiro realizou-se a primeira Assembleia-geral de 2008 do Município de Montalegre. Devido a um desentendimento grave, originado por declarações do Presidente da Câmara, os membros dos partidos da coligação PSD/CDS/PP acabaram por abandonar a mesma. De seguida fica o comunicado do PSD Montalegre que tenta repor a verdade.
O Partido Social Democrata de Montalegre, protesta publicamente e repudia com veemência os actos de má educação e atitudes nada dignificantes para a política, os políticos e a população do próprio concelho, que o Senhor Presidente da Câmara vem assumindo nas reuniões da Assembleia Municipal.
Quando não tem argumentos políticos ou técnicos, o que vem acontecendo cada vez mais, responde aos berros com ofensas à dignidade pessoal ou com insultos, como aconteceu quando disse que os Deputados Municipais "faziam figura de urso".
No passado dia 16, mais uma vez ofendeu pessoalmente os líderes dos grupos do PPD/PSD e do CDS/PP, o que levou todos os Deputados Municipais e Presidentes de Junta de Freguesia dos dois partidos a abandonarem a sala em sinal de protesto e repúdio, por quem não respeita os representantes do Povo.
Admitiu ao Jornal de Notícias que às vezes até "ferve", como se o mesmo significasse má educação, agressividade e uma forma de esconder, fugindo ao esclarecimento como é sua obrigação, os actos políticos de que é responsável e que no caso em apreço, a confirmarem-se, poderão ser muito graves.
Isto sim é uma atitude dos fracos, que não sendo capazes de assumir com frontalidade os seus erros, ou esclarecer quem assim pensa e tem esse direito, berram, ofendem e ferem a dignidade de quem tem a "ousadia" de não concordar com eles, violando os mais elementares e básicos princípios da democracia.
A oposição não se vitimiza para condicionar o Presidente. A oposição é mesmo vítima de um processo continuado de insultos, como ainda na anterior reunião (14/12/2007), em que foi tudo corrido com a classificação de "gente que não é séria", "gente reles", "fracos", inúteis", "canalhada", "vandalismo", "cobardia" e "terrorismo".
Condicionado tratou o Senhor Presidente da Câmara de se colocar. Como diz a nossa Gente, "pôs-se a jeito". Vejamos:
Os nossos Vereadores disseram ao Senhor Presidente, em 1 de Agosto de 2005, quando da aprovação da minuta de protocolo de concessão de apoio financeiro à Cooperativa, que "quando não se está preparado e se copiam as ideias dos outros, de forma precipitada, o resultado não é o melhor".
Logo no início do ano seguinte, tiveram de o reformular devido a ilegalidades apontadas por um deputado do Partido Comunista. Será que também este queria o matadouro num seu terreno, como diz o Presidente por não ter argumentos, relativamente ao líder do grupo do PP na Assembleia Municipal?
O que foi posto em causa não foi o Matadouro, não foi a Cooperativa, não foi o Presidente desta e muito menos os Agricultores.
O que foi questionado, foi mesmo a legalidade do protocolo, pelo que o Presidente apenas teria que informar educadamente os Deputados Municipais. Não o quis fazer ao Deputado, pôs-se a jeito de o ter de fazer de outra forma.
Há algum tempo que o Presidente dá sinais de se querer libertar do protocolo, dizendo-o nas sessões de Câmara e Assembleia. Afirmou: "…a Cooperativa não recebeu porque não apresentou as declarações de não divida à Segurança Social e às Finanças." "…os lavradores é que devem esclarecer as contas na Cooperativa…" "… não gosta de ouvir dizer que os funcionários não recebem porque a Câmara não paga, porque isso não é verdade."
Alguém acredita que esta revelação é inocente? Escrito na acta de 14/12/2007 da Assembleia Municipal.
Não o fez ainda, estamos convictos, pelo medo que tem das consequências políticas. Ao seu jeito espertalhaço, espera deitar as culpas para a oposição e fazê-la pagar pelas suas asneiras.
Aconteça o que acontecer, o PSD mantém a garantia de que connosco na Câmara, os Agricultores podem estar descansados, pois terão este benefício, porque nós não copiamos. Somos o original.
Diga o Senhor Presidente da Câmara o que disser, foi por isto, por não ser capaz de assumir as suas responsabilidades, que a última Assembleia foi um dia que envergonha os Barrosões, com direito a noticia nos jornais. O diálogo para ele é isto!
(Comunicado do PSD Montalegre)

Destaque

Presidente da República Visitou a vila de Boticas
No passado Sábado, dia 23 de Fevereiro, o presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, visitou o concelho de Boticas, num dia de festa para as suas gentes e marcado pela inauguração de importantes estruturas para o desenvolvimento social do Município.
Cavaco Silva foi recebido em festa por milhares de pessoas na Praça do Município, inaugurando de seguida o novo edifício dos Paços do Concelho, uma obra que surgiu da necessidade de aumentar e melhorar a capacidade de resposta às crescentes competências que o Município tem vindo a assumir, respondendo às solicitações dos seus munícipes.
Logo depois realizou-se a Sessão Solene no Salão Nobre do novo edifício dos Paços do Concelho, altura aproveitada pelo Presidente da Câmara de Boticas, Fernando Campos, para lembrar a discriminação que o interior do país tem sido alvo, motivada por "políticas que fazem aumentar as desigualdades entre o interior e o litoral", dando como exemplo o crescente encerramento de um vasto número de serviços na região e a nova política das finanças locais que, no entender do autarca botiquense, vai penalizar em grande medida as autarquias do interior. Fernando Campos sublinhou ainda que se o país "não tiver a lucidez de rapidamente inverter as suas políticas de desenvolvimento vai pagar uma factura muito cara e muito mais cedo do que se possa imaginar".
Por seu turno, durante a sua intervenção, o Presidente da República, aproveitou para deixar uma mensagem de "esperança" e para demonstrar o seu apoio à descentralização de competências. "Apoio esta descentralização, que o governo anunciou nos últimos dias, de competências em matéria de educação para as câmaras municipais e penso que, no futuro, temos mesmo de ir mais longe", afirmou, acrescentando ainda que "há toda a vantagem em atribuir competências acrescidas ao poder local por uma questão de proximidade deste com as populações. Eu acredito muito na eficiência da resposta que o poder local pode dar se lhes forem dados meios financeiros acrescidos", sustentou.
Cavaco Silva deixou ainda uma palavra de "solidariedade" para todos os botiquenses, manifestando, ao mesmo tempo, o seu "apreço pela organização dos cidadãos e o dinamismo das Câmaras municipais para enfrentarem as dificuldades e adversidades. Estou convencido de que é necessário mobilizar as vontades locais e aproveitar toda a dinâmica do poder local para conseguir dar resposta ao desenvolvimento social que é requerido pelas populações, para conseguir combater o abandono e o insucesso escolar e fortalecer a iniciativa empresarial dos concelhos e criar empregos para fixação das populações", rematou.
A Sessão Solene realizada no Salão Nobre do novo edifício dos Paços do Concelho foi ainda o momento aproveitado para o Presidente da Câmara oferecer a "Chave de Ouro do Município de Boticas" ao Presidente da República.
Ainda dentro do referido edifício, e logo após uma breve visita às instalações, Cavaco Silva presidiu à assinatura de um protocolo entre a Câmara de Boticas e a Fundação Nadir Afonso, tendo em vista a construção de um Centro de Artes em Boticas, cujo projecto está a ser elaborado por um gabinete de arquitectura de Nova Iorque, Estado Unidos da América, tendo um custo previsto de 2,5 milhões de euros. Este espaço, onde passará a funcionar uma escola de pintura, contando ao mesmo tempo, com 80 obras do pintor flaviense em exposição permanente, pretende deixar ligado o nome do Mestre Nadir Afonso ao concelho de Boticas, com o qual mantém algumas afinidades, já que daqui era natural a sua mãe, mais propriamente da aldeia de Sapelos, freguesia de Sapiãos.
Finda a cerimónia, o Presidente da República seguiu a pé até ao Agrupamento de Escolas Gomes Monteiro, onde inaugurou o Centro escolar, um espaço construído para albergar todos os alunos do 1º, 2º e 3º ciclos, contando com aproximadamente 600 alunos concentrados no mesmo espaço.
Pouco depois, Cavaco Silva participou num almoço convívio promovido pela autarquia no Pavilhão Multiusos e aberto a toda a população, que contou com a presença de mais de 2500 pessoas.
Terminado o almoço, o Presidente da República, teve ainda oportunidade de assistir a uma chega de bois barrosos, actividade profundamente enraizada na cultura popular das gentes barrosãs, e de inaugurar o Repositório Histórico do Vinho dos Mortos, um espaço construído para preservar a história de um dos ex-libris de Boticas, o Vinhos dos Mortos, cujo nome remonta já ao tempo das invasões francesas.

Sexta-feira, Fevereiro 29, 2008

In http://www.opovodebarroso.blogspot.com/


O Povo de Barroso Nº 392 2008/ 03/06 20:51
Quinta-feira, Março 06, 2008

Opinião
Mais dois autores de Barroso: André Veríssimo e Carlos Machado

O reino maravilhoso que o concelho de Montalegre é e que cada vez mais se afirma em todos os seus domínios, acaba de revelar-se através da obra de mais dois escritores: Carlos Machado e André Veríssimo. Do primeiro tenho andado a ler e a saborear a bela ficção de «O Homem que viveu duas vezes». Um romance de estreia que decorre em Terras de Barroso, onde o Engº Carlos Machado nasceu e regressa sempre que pode. Esta sua obra granjeou ao subdirector Geral da Ministério da administração Interna o cobiçado «Prémio Alves Redol», criado pela Câmara Municipal de Vila Franca de Xira e dado à estampa pela Editorial Presença. Dele falaremos em nova oportunidade.
Hoje falo aos Barrosões de um novo livro do Barrosão (natural de Peirezes) Mário André Veríssimo que é professor Universitário e Investigador. Vive e trabalha no Porto, frequentando os meios científicos e culturais. Muitos dos mais famosos jornalistas que nos passam pela frente, nas televisões, nas rádios e nos jornais diários foram seus alunos na Escola Superior de Jornalismo, hoje integrada da Universidade do Porto. especializou-se nas áreas da Ciência da Comunicação, em psicologia, Ciência política e Filosofia em que é Mestre e doutorando. Colabora regularmente na imprensa regional (ex. O Povo de Barroso) e diária, nomeadamente no Primeiro de Janeiro, onde assina semanalmente a rubrica «A Busca Sem Fim».
Como autor publicou já várias obras, entre as quais: A Crise do Homem –uma Ética do tempo comum, Emmanuel Levinas –uma vida entre Parêntesis (1906-1995); estratégias Criativas, (2004), A intriga Ética (2001), A Sociedade Complexa, traduziu o livro «Da Evasão de Emmanuel Levinas».
Na penúltima semana de Fevereiro foi apresentado o seu mais recente livro «A Sociedade Complexa - teorias da Comunicação» com 192 páginas, com a chancela da Edium Editores: ediumeditores@gmail.com.
Vinte e sete reflexões em torno dos complexos da sociedade, mais um prefácio constituem o cerne destas teorias da comunicação. Escrito com grande clareza, em linguagem técnica apurada e com uma percepção intelectual insuspeita, este volume aborda um tema palpitante, complexo e cada vez mais actual.
No Prefácio assinado pelo jornalista José Maria Cameira. Lê-se, a terminar: «o leitor (destas Teorias da Comunicação) perceberá que o homem é um ser sempre em busca. Essa é uma indagação filosófica, o sentimento de território, de preocupação pelo que vem depois da vida terrestre, e sobretudo pelo que está acima de nós, o Altíssimo, que nos leva a pensar que o que fazemos deve ser bem feito dentro da perfeição humana, mas nunca demasiadamente perfeito, para equivalermos ou para pensarmos Aquilo do qual nos aproximamos mas nunca chegamos a completar».
Opinião de Barroso da Fonte

Quarta-feira, Março 05, 2008

Região
1) Parque Nacional da Peneda-Gerês candidato português à eleição das Sete Maravilhas da Natureza

O Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG) é o mais recente candidato português a ser uma das Sete Maravilhas da Natureza do Mundo, revelou recentemente a Câmara de Terras de Bouro, que promoveu a candidatura.
Apesar de considerar "importante a candidatura ter sido aceite", a Câmara de Terras de Bouro quer ir mais longe e, por isso, vai criar um comité que envolverá personalidades e instituições, para promover acções de sensibilização da população, no sentido do apelo ao voto nesta candidatura.
O Parque Nacional da Peneda-Gerês, que ocupa uma área de 70290 hectares, estende-se pelos concelhos de Arcos de Valdevez, Montalegre, Ponte da Barca, Terras de Bouro e Melgaço (ver mapa). Criado em 1971, o PNPG, que é o único parque nacional português, integra 114 aldeamentos, onde residem cerca de 10 mil pessoas, que se dedicam na maioria à agricultura, pastorícia e pecuária.
Nesta altura, poucos dias depois da candidatura ter sido aceite, o PNPG é o 240º mais votado, entre os 282 candidatos aceites.
A votação decorre até 31 de Dezembro. Nessa altura serão divulgados os 21 finalistas desta eleição, que ficam mais perto de ser uma das Sete Maravilhas da Natureza.
O melhor candidato português, segundo os dados de hoje, é o Vale do Douro, onde nasce o Vinho do Porto, que ocupa o 124º lugar.
Segue-se a candidatura do arquipélago das Ilhas Selvagens, situado a cerca de 230 quilómetros da Madeira, que está no 130º lugar, enquanto a Ria de Aveiro está actualmente no 200º lugar desta lista de candidatos.
A lista completa de candidatos integra 282 locais em todo o mundo, dos quais 61 na Ásia, 57 na Europa e 55 na América do Sul. Os restantes encontram-se em África (48), na América do Norte (45) e na Oceânia (16).

2) Por toda a região: Assaltos não param
A crise social que se vem agudizando no nosso país também já está a ter reflexo na nossa região (antes considerada muito sossegada e segura) no número de assaltos. Ainda no nosso último número noticiamos o roubo de uma ourivesaria em Montalegre.
Desta vez, no nosso concelho, o alvo escolhido foi a escola primária de Cabril. Os larápios, claramente à procura de dinheiro acabaram por não levar nada, mas arrombaram portas e vandalizaram o interior da escola, deixando um rasto de destruição.
Já em Valpaços, foi roubada uma casa de habitação, através de uma janela da cozinha. Os ladrões levaram a televisão e ainda uma máquina de cortar mato.
Na madrugada semana passada em Vidago foram vários os "mini-assaltos" a estabelecimentos comerciais, sempre à procura de dinheiro nas caixas registadoras, mas acabando por causar muita destruição à passagem dos ladrões.

3) Em Chaves - Reabriu feira semanal do gado
A feira semanal do gado já está a funcionar dentro da normalidade desde o passado dia 13 de Fevereiro, uma semana de atraso relativamente ao prazo inicialmente previsto pela autarquia flaviense, provocado pela demora da autorização da DGV (Direcção-Geral de Veterinária).
Recorde-se que devido às obras para a construção do parque Multiusos, em Santa Cruz, local onde semanalmente se realizava esta feira, a Câmara Municipal teve de construir um espaço provisório, por forma a garantir a continuidade da actividade de comercialização de gado (ovino, caprino, bovino e equídeo), até as obras do novo mercado ficarem concluídas. Ambos os espaços (o mercado provisório e o novo mercado) ficam localizados junto ao Ecocentro (Estação de Transferência) da RESAT.
As obras do novo mercado contemplam a construção de um edifício (com 2.400 m2), bem como a pavimentação de toda a área envolvente (14.400 m2).
Com o presente projecto, a autarquia quer garantir as melhores condições técnicas e de higiene, de modo a assegurar modernidade e competitividade a esta actividade agro-comercial.

4) Previdência Cautelar para reabrir o bloco de partos do Hospital de Chaves
O Presidente da Câmara Municipal de Chaves entregou na passada segunda-feira, dia 25, no Tribunal Administrativo de Mirandela, uma providência cautelar tendo como objectivo a reabertura do bloco de partos do Hospital de Chaves, encerrado pelo Governo a 27 de Dezembro. "Um erro lamentável", considera João Batista. Ao lado do autarca está a Comissão de Defesa do Hospital, que, há um ano, esteve também na primeira linha da grandiosa manifestação pela manutenção da Urgência Médico-Cirúrgica da unidade hospitalar.
Desde sempre, João Batista defendeu publicamente e por todos os meios disponíveis a maternidade de Chaves, argumentando que os serviços de saúde têm de estar próximos dos cidadãos e ter qualidade.
O objectivo desta petição é suspender o encerramento do bloco de partos, de forma a que seja possível às mães que o desejarem ter os seus filhos em Chaves. João Batista salienta que existem razões "técnicas e reais" que justificam esta medida, referindo, a título de exemplo, o encerramento das estradas na região devido ao gelo e à neve, como aconteceu recentemente.
Destaque-se que nesta acção, João Baptista conta igualmente com o apoio dos restantes do Alto Tâmega: Montalegre, Valpaços, Boticas, Ribeira de Pena e Vila Pouca de Aguiar.

Segunda-feira, Março 03, 2008

Destaque 2
Nas últimas Assembleias: Presidente da Câmara, sem argumentos, ofende Deputados Municipais

No passado dia 16 de Fevereiro realizou-se a primeira Assembleia-geral de 2008 do Município de Montalegre. Devido a um desentendimento grave, originado por declarações do Presidente da Câmara, os membros dos partidos da coligação PSD/CDS/PP acabaram por abandonar a mesma. De seguida fica o comunicado do PSD Montalegre que tenta repor a verdade.
O Partido Social Democrata de Montalegre, protesta publicamente e repudia com veemência os actos de má educação e atitudes nada dignificantes para a política, os políticos e a população do próprio concelho, que o Senhor Presidente da Câmara vem assumindo nas reuniões da Assembleia Municipal.
Quando não tem argumentos políticos ou técnicos, o que vem acontecendo cada vez mais, responde aos berros com ofensas à dignidade pessoal ou com insultos, como aconteceu quando disse que os Deputados Municipais "faziam figura de urso".
No passado dia 16, mais uma vez ofendeu pessoalmente os líderes dos grupos do PPD/PSD e do CDS/PP, o que levou todos os Deputados Municipais e Presidentes de Junta de Freguesia dos dois partidos a abandonarem a sala em sinal de protesto e repúdio, por quem não respeita os representantes do Povo.
Admitiu ao Jornal de Notícias que às vezes até "ferve", como se o mesmo significasse má educação, agressividade e uma forma de esconder, fugindo ao esclarecimento como é sua obrigação, os actos políticos de que é responsável e que no caso em apreço, a confirmarem-se, poderão ser muito graves.
Isto sim é uma atitude dos fracos, que não sendo capazes de assumir com frontalidade os seus erros, ou esclarecer quem assim pensa e tem esse direito, berram, ofendem e ferem a dignidade de quem tem a "ousadia" de não concordar com eles, violando os mais elementares e básicos princípios da democracia.
A oposição não se vitimiza para condicionar o Presidente. A oposição é mesmo vítima de um processo continuado de insultos, como ainda na anterior reunião (14/12/2007), em que foi tudo corrido com a classificação de "gente que não é séria", "gente reles", "fracos", inúteis", "canalhada", "vandalismo", "cobardia" e "terrorismo".
Condicionado tratou o Senhor Presidente da Câmara de se colocar. Como diz a nossa Gente, "pôs-se a jeito". Vejamos:
Os nossos Vereadores disseram ao Senhor Presidente, em 1 de Agosto de 2005, quando da aprovação da minuta de protocolo de concessão de apoio financeiro à Cooperativa, que "quando não se está preparado e se copiam as ideias dos outros, de forma precipitada, o resultado não é o melhor".
Logo no início do ano seguinte, tiveram de o reformular devido a ilegalidades apontadas por um deputado do Partido Comunista. Será que também este queria o matadouro num seu terreno, como diz o Presidente por não ter argumentos, relativamente ao líder do grupo do PP na Assembleia Municipal?
O que foi posto em causa não foi o Matadouro, não foi a Cooperativa, não foi o Presidente desta e muito menos os Agricultores.
O que foi questionado, foi mesmo a legalidade do protocolo, pelo que o Presidente apenas teria que informar educadamente os Deputados Municipais. Não o quis fazer ao Deputado, pôs-se a jeito de o ter de fazer de outra forma.
Há algum tempo que o Presidente dá sinais de se querer libertar do protocolo, dizendo-o nas sessões de Câmara e Assembleia. Afirmou: "…a Cooperativa não recebeu porque não apresentou as declarações de não divida à Segurança Social e às Finanças." "…os lavradores é que devem esclarecer as contas na Cooperativa…" "… não gosta de ouvir dizer que os funcionários não recebem porque a Câmara não paga, porque isso não é verdade."
Alguém acredita que esta revelação é inocente? Escrito na acta de 14/12/2007 da Assembleia Municipal.
Não o fez ainda, estamos convictos, pelo medo que tem das consequências políticas. Ao seu jeito espertalhaço, espera deitar as culpas para a oposição e fazê-la pagar pelas suas asneiras.
Aconteça o que acontecer, o PSD mantém a garantia de que connosco na Câmara, os Agricultores podem estar descansados, pois terão este benefício, porque nós não copiamos. Somos o original.
Diga o Senhor Presidente da Câmara o que disser, foi por isto, por não ser capaz de assumir as suas responsabilidades, que a última Assembleia foi um dia que envergonha os Barrosões, com direito a noticia nos jornais. O diálogo para ele é isto!
(Comunicado do PSD Montalegre)

Destaque

Presidente da República Visitou a vila de Boticas
No passado Sábado, dia 23 de Fevereiro, o presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, visitou o concelho de Boticas, num dia de festa para as suas gentes e marcado pela inauguração de importantes estruturas para o desenvolvimento social do Município.
Cavaco Silva foi recebido em festa por milhares de pessoas na Praça do Município, inaugurando de seguida o novo edifício dos Paços do Concelho, uma obra que surgiu da necessidade de aumentar e melhorar a capacidade de resposta às crescentes competências que o Município tem vindo a assumir, respondendo às solicitações dos seus munícipes.
Logo depois realizou-se a Sessão Solene no Salão Nobre do novo edifício dos Paços do Concelho, altura aproveitada pelo Presidente da Câmara de Boticas, Fernando Campos, para lembrar a discriminação que o interior do país tem sido alvo, motivada por "políticas que fazem aumentar as desigualdades entre o interior e o litoral", dando como exemplo o crescente encerramento de um vasto número de serviços na região e a nova política das finanças locais que, no entender do autarca botiquense, vai penalizar em grande medida as autarquias do interior. Fernando Campos sublinhou ainda que se o país "não tiver a lucidez de rapidamente inverter as suas políticas de desenvolvimento vai pagar uma factura muito cara e muito mais cedo do que se possa imaginar".
Por seu turno, durante a sua intervenção, o Presidente da República, aproveitou para deixar uma mensagem de "esperança" e para demonstrar o seu apoio à descentralização de competências. "Apoio esta descentralização, que o governo anunciou nos últimos dias, de competências em matéria de educação para as câmaras municipais e penso que, no futuro, temos mesmo de ir mais longe", afirmou, acrescentando ainda que "há toda a vantagem em atribuir competências acrescidas ao poder local por uma questão de proximidade deste com as populações. Eu acredito muito na eficiência da resposta que o poder local pode dar se lhes forem dados meios financeiros acrescidos", sustentou.
Cavaco Silva deixou ainda uma palavra de "solidariedade" para todos os botiquenses, manifestando, ao mesmo tempo, o seu "apreço pela organização dos cidadãos e o dinamismo das Câmaras municipais para enfrentarem as dificuldades e adversidades. Estou convencido de que é necessário mobilizar as vontades locais e aproveitar toda a dinâmica do poder local para conseguir dar resposta ao desenvolvimento social que é requerido pelas populações, para conseguir combater o abandono e o insucesso escolar e fortalecer a iniciativa empresarial dos concelhos e criar empregos para fixação das populações", rematou.
A Sessão Solene realizada no Salão Nobre do novo edifício dos Paços do Concelho foi ainda o momento aproveitado para o Presidente da Câmara oferecer a "Chave de Ouro do Município de Boticas" ao Presidente da República.
Ainda dentro do referido edifício, e logo após uma breve visita às instalações, Cavaco Silva presidiu à assinatura de um protocolo entre a Câmara de Boticas e a Fundação Nadir Afonso, tendo em vista a construção de um Centro de Artes em Boticas, cujo projecto está a ser elaborado por um gabinete de arquitectura de Nova Iorque, Estado Unidos da América, tendo um custo previsto de 2,5 milhões de euros. Este espaço, onde passará a funcionar uma escola de pintura, contando ao mesmo tempo, com 80 obras do pintor flaviense em exposição permanente, pretende deixar ligado o nome do Mestre Nadir Afonso ao concelho de Boticas, com o qual mantém algumas afinidades, já que daqui era natural a sua mãe, mais propriamente da aldeia de Sapelos, freguesia de Sapiãos.
Finda a cerimónia, o Presidente da República seguiu a pé até ao Agrupamento de Escolas Gomes Monteiro, onde inaugurou o Centro escolar, um espaço construído para albergar todos os alunos do 1º, 2º e 3º ciclos, contando com aproximadamente 600 alunos concentrados no mesmo espaço.
Pouco depois, Cavaco Silva participou num almoço convívio promovido pela autarquia no Pavilhão Multiusos e aberto a toda a população, que contou com a presença de mais de 2500 pessoas.
Terminado o almoço, o Presidente da República, teve ainda oportunidade de assistir a uma chega de bois barrosos, actividade profundamente enraizada na cultura popular das gentes barrosãs, e de inaugurar o Repositório Histórico do Vinho dos Mortos, um espaço construído para preservar a história de um dos ex-libris de Boticas, o Vinhos dos Mortos, cujo nome remonta já ao tempo das invasões francesas.

In http://www.opovodebarroso.blogspot.com/


Cavaco Silva está sábado em Ribeira de Pena, Boticas e Lamego 2008/ 02/23 21:48
Interior abre portas à cultura
Distrito de Vila Real
O Presidente da República vai dedicar o dia de sábado a visitar o Interior. Cavaco Silva estará em Ribeira de Pena, Boticas e Lamego onde inaugurará uma série de equipamentos. A cultura estará em evidência, com destaque para a criação do Centro de Artes Nadir Afonso.

Dora Barros

Cavaco Silva vai estar no próximo sábado em Ribeira de Pena, Boticas e Lamego, numa visita onde a cultura estará em destaque. Em Ribeira de Pana, o Presidente da República vai inaugurar as unidades de cuidados continuados e de medicina física e reabilitação da Santa Casa, que resultam de uma parceria entre a instituição e a câmara municipal. Estes dois serviços, que representam um investimento de 2,6 milhões de euros, visam suprir as lacunas existentes, uma vez que, segundo o presidente da câmara, destinam-se a toda a população da região. “Tratam-se de duas unidades direccionadas para as gentes do Alto e Baixo Tâmega e não apenas para Ribeira de Pena”, disse ao JANEIRO Agostinho Pinto.

Durante a sua deslocação, o Presidente da República vai ainda inaugurar o auditório municipal local. Depois de três anos de obras, o equipamento, que custou um 1,9 milhões de euros, constitui a par da biblioteca um pólo cultural importante para os munícipes. “Durante muitos anos os habitantes do Interior foram privados de muito eventos culturais e a construção deste auditório vem demonstrar que a cultura também tem lugar em Trás-os-Montes”, disse.

Boticas

De Ribeira de Pena, Cavaco Silva segue para Boticas. Neste concelho do Barroso o Presidente da República inaugurará as novas instalações dos Paços do Concelho. Depois de quase três anos em obras de ampliação, o edifício tem agora capacidade para acolher todos os serviços municipais.

Mas o ponto alto da passagem de Cavaco por Boticas será a assinatura de um protocolo entre a câmara e a Fundação Nadir Afonso. “Este é o nosso grande orgulho”, confidenciou Fernando Campos ao JANEIRO.
Tentando desmistificar a ideia que “os cultos de Lisboa têm em relação aos habitantes da província”, o presidente da Câmara de Boticas explicou que a construção do centro de artes pretende, de uma vez por todas, provar que o Interior e as suas gentes também gostam e interessam-se por cultura.

Fernando Campos salientou que a ideia da criação de um centro de artes em Boticas partiu de Nadir Afonso. “O hall da câmara tem uns painéis do mestre e quando ele cá veio ver o espaço para os colocar manifestou o interesse de ligar a sua fundação ao nosso concelho, uma vez que a sua mãe era natural de Boticas”, explicou, salientando que a câmara acolheu de imediato a ideia.

Assim, a Câmara de Boticas disponibilizou os terrenos onde o centro vai ser construído e é parceira também na elaboração e execução da obra.

De acordo com o autarca, o projecto está a ser elaborado por um gabinete de arquitectura de Nova Iorque e tem um custo previsto de 2,5 milhões de euros.
Às 13h30 será inaugurado o novo centro escolar, que nada mais é do que a adaptação do edifício da EB 2,3 de Boticas, que a partir de agora passa a acolher todos os graus de ensino, desde o Pré-Escolar até ao 9.º ano. As obras de transformação custaram 680 mil de euros.

Tradições Chegas de bois e vinho

Ainda em Boticas, e pelas 15h00, Cavaco Silva vai assistir a uma chega de bois e, logo depois, inaugura o Repositório Histórico do Vinho dos Mortos. Com um investimento de 150 mil euros, esta estrutura pretende preservar a história de um dos ex-líbris de Boticas, o vinho dos mortos, cujo nome deriva do facto de ser enterrado, alegadamente devido a um episódio ocorrido durante as invasões francesas.

Dora Barros in PJ, 2008-02-21


PSD abandonou Assembleia Municipal 2008/ 02/23 21:04
Deputados alegam que autarca responde a críticas à sua gestão com questões particulares

Os elementos do PSD de Montalegre abandonaram, no sábado passado, a reunião de Assembleia Municipal, em protesto contra uma resposta do presidente da Câmara a uma deputada. A social-democrata Guilhermina Costa não gostou de ouvir dizer o socialista Fernando Rodrigues que “não recebia lições de moral de ninguém” e que a deputada era “a pessoa com menos moral na sala para o fazer” e, por isso, abandonou a reunião. Solidários, os restantes membros do partido seguiram-lhe os passos. O presidente da autarquia admite que, às vezes, até “ferve”, mas garante que não foi o caso. “É uma atitude dos fracos que revela falta de argumentos e falta de democracia”, comentou.

Na origem do incidente, esteve uma questão colocada por um deputado eleito pela coligação PSD/CDS/PP sobre o valor de um polémico subsídio atribuído pela Câmara à Cooperativa Agrícola. Em resposta, Rodrigues terá respondido que as constantes críticas do deputado sobre o assunto se prendem com o facto do mesmo não ter ainda digerido o facto de o matadouro, presidido pelo mesmo dirigente da Cooperativa, não ter sido construído em terrenos seus. Guilhermina Costa não gostou da resposta. E disse que aquele “não era um comportamento digno de um presidente de Câmara”. “Em vez de responder às críticas que lhe são colocadas sobre a sua gestão, e que o deputado tem todo o direito de fazer, o presidente traz para a Assembleia questões particulares”, explicou, lembrando que este não é um “caso isolado”. “Eu não estou para ser insultada. Por isso, quando lhe pedi para concretizar porque era eu a pessoa na sala com menos moral e ele começou aos gritos a dizer que eu era mal educada, saí”, contou.

Rodrigues não percebe o motivo da ofensa. “Então dizer que não recebo lições de moral de nenhum deles ofende?”, questionou, concluindo: “A oposição tenta vitimizar-se para ver se me condiciona”.

In Semanário Transmontano Margarida Luzio


Entrudo 2008 em Pitões das Júnias 2008/ 02/23 20:56
Notícia publicada em 15-Fev-2008

Cada vez mais participado, o Entrudo de Pitões das Júnias, freguesia do concelho de Montalegre, voltou a revelar-se um sucesso. O mau tempo não foi óbice tendo sido ultrapassado pela folia que envolveu tudo e todos numa jornada que promete continuidade.

Junta de Freguesia de Pitões das Júnias e Associação “O Fiadeiro de Pitões” voltaram a dar as mãos na organização do já tradicional Entrudo da aldeia.
Apesar do fraco tempo que se fez sentir, a população saiu mascarada à rua, vestindo-se de farrapões, caretos e indo ao “baú” recuperar trajes antigos que invocaram a cultura e identidade barrosãs.
Findo o desfile (que teve a participação dos Gaiteiros de Pitões e de um grupo de concertinas) a organização reuniu a população ofertando um cozido à portuguesa. Mais de centena e meia de pessoas compareceram onde não faltou o obrigatório “Fiadeiro” (baile tradicional em Pitões) animado pelos caretos.

In site CMM


O Povo de Barroso Nº 391 2008/ 02/23 19:58
Opinião
Clube "Esquilos Vermelhos": um exemplo a seguir no Barroso

O Clube da Floresta, Esquilos Vermelhos, do Agrupamento de Escolas do Baixo Barroso, sedeado na freguesia de Venda Nova, tem-se mantido graças a lhe termos dado o apoio possível, abrindo-lhe as portas para participar nas actividades distritais de Braga.
A Venda Nova, privada de bons acessos, seria um calvário para os alunos chegarem a Vila Real para participarem em actividades e quando lá chegassem tinham que encetar o seu regresso. Sendo o Baixo Barroso uma zona rural isolada, o seu percurso mais fácil é para Braga.
É pena que não surjam mais Clubes da Floresta no Barroso, o que prova que só alguns dos que têm amor às causas nobres estão motivados para desenvolver actividades extra-curriculares e não remuneradas, por amor ao sonho de formar melhores cidadãos e mais amigos do Ambiente e da Floresta Amiga.
Nos meios rurais é preciso que se faça uma grande Pedagogia Ambiental para as pessoas passarem a encaminharem os lixos domésticos para os contentores indiferenciados e muito mais para que façam a separação dos resíduos sólidos para reciclagem.
A Coordenadora do Clube, Prof.ª Ana Cláudia Ferreira, dentro das várias actividades que vem desenvolvendo com generosidade e dinamismo, apoiada pelo Conselho Executivo do Agrupamento, pôs mãos à obra levando os alunos do Clube da Floresta a fazerem os recipientes de recolha em madeira e procederem a uma correcta recolha selectiva dentro da Escola, para que, por este meio, a mensagem chega a toda a comunidade escolar e aos pais e encarregados de educação (ver foto e caixa de texto ao lado).
Estando parte da área de intervenção do Agrupamento de Escolas do Baixo Barroso no perímetro do Parque Nacional Peneda-Gerês, mais importante se torna este trabalho de sensibilização da população escolar e de manter limpa uma área protegida, de grande potencial turístico-ambiental. Por outro lado passa-se a imagem de que o lixo, encaminhado para os ecopontos, é riqueza.
Por Jorge Lage

Quarta-feira, Fevereiro 20, 2008

Opinião/Política
Crianças e Jovens de Montalegre com menos regalias

Os jovens e as crianças de Montalegre, que já não tinham grandes oportunidades de lazer e diversão, em grupo ou individualmente, viram este ano fugir-lhes uma das poucas actividades que ainda restava.
Não houve o já tradicional cortejo carnavalesco das escolas.
Se se tratasse de uma actividade gastadora, para promoção de alguns e sem qualquer interesse colectivo, certamente que os responsáveis da Terra não deixariam fugir a oportunidade.
Assim, como é um dia de diversão para ao jovens e as crianças do concelho, é uma alegria e um orgulho para os pais verem os seus ente queridos desfilarem alegremente e, um dia de alguma expectativa e diversão para os restantes, ninguém quer saber.
No entanto não desanimem os foliões, os pais, as crianças e os jovens. No próximo ano há eleições e então, haverá cortejo à fartasana, desfile etnográfico, comer até lhe chegar com um dedo, foguetes e arraiais.
Veremos o Presidente da Câmara, então com o fato de candidato a visitar as populações e os bombeiros nos incêndios, teremos alcatrão até dizer chega, terra fresca, muita terra fresca, mais um investimento dos tais que poucos ou nenhuns problemas resolvem, mas custam muito dinheiro, não haverá aumentos das taxas, licenças e tarifas e quem sabe, se o aperto eleitoral for grande até teremos redução e benefícios sociais.
Mas até lá, ainda não terá desaparecido o último jovem de Barroso, ainda não terá deixado de haver mais desemprego, menos residentes, menos jovens e mais idosos.
Tudo isto porque um simples e singelo cortejo de carnaval não se fez. Alguns, menos atentos, poderão pensar que nem valeria a pena perder tempo com o assunto.
Mas não se trata apenas de um cortejo carnavalesco. Tal como o rio é feito de muitas gotas, não nasce do tamanho que o conhecemos, também o desfile se junta ao muito que já não há, àquilo que desejamos e não temos e ao que ainda é mais deprimente, que é a certeza que com esta Câmara só podemos ficar pior.
Montalegre tem algo que os outros concelhos gostariam de ter: as pessoas e principalmente os seus jovens.
Veja-se o que um pequeno grupo de jovens, dos poucos que ainda cá restam ou cá vêm ao fim de semana, fez: a Haka Barrosã. Praticamente sem custos, levou e deu a conhecer ao mundo o nome e os produtos de Montalegre.
Quase sem custos, fez esta juventude, com um acto tão simples, tão simpático e eficaz, mais do que a Câmara com os milhões de euros que gasta anualmente em promoção e publicidade, Aprendam.

Barroso em Resumo
1) Montanhistas perdidos no Gerês podem ter de pagar multa
Se for provada a prática de montanhismo em zona proibida, o grupo de três montanhistas do Porto que se perderam no passado dia 3 deste mês em plena serra do Gerês incorrem numa multa que pode chegar aos 2.493 euros.
Relembramos como tudo se terá passado: 3 pessoas da região do Porto (2 homens e uma mulher na casa dos 30 anos), que faziam Montanhismo há mais de uma década decidiram fazer uma aventura de 2 dias pelos cumes mais elevados da serra do Gerês, entre a aldeia barrosã de Pitões e a Portela do Homem no concelho de Terras de Bouro. Para isso vinham prevenidos com material adequado incluindo tendas, onde passaram a noite de 2 para 3. No entanto, no dia 3, quando tentavam regressar a Pitões, com as condições atmosféricas a ficarem muito difíceis, com queda de neve, granizo e nevoeiro, acabaram por se perder na Serra das "Negras", ao lado de Pitões, e tiveram de pedir auxilio através do telemóvel para os números de emergência. De imediato foram accionados todos os meios de busca possíveis, nomeadamente a presença no terreno dos Bombeiros de Montalegre, Terras de Bouro e alguns vigilantes do Parque. Com a chegada da noite as condições agravaram-se e os montanhistas foram mantendo o contacto com os bombeiros, mas não foi possível chegar ao local. Os Bombeiros de Bouro acabaram por ter que retroceder e foram os vigilantes do parque juntamente com os Bombeiros de Montalegre que conseguiram deslocar-se até aos "perdidos", já na manhã de segunda-feira, dia 4, e quando já tinha sido solicitado um helicóptero da protecção civil, que viria a resgatá-los já depois das 13 horas. Os montanhistas foram trazidos para Montalegre onde os esperavam um batalhão de jornalistas, uma vez que este acontecimento se tinha tornado notícia a nível nacional.
Descidos no campo Dr. Diogo Vaz Pereira, foram encaminhados ao Centro de Saúde de Montalegre onde foram tratados a pequenas queimaduras de frio, e fizeram uma refeição, antes do regresso a Pitões onde tinham os carros, e sem prestarem qualquer declaração.
Devido a todo o mediatismo que envolveu este resgate ainda foi lançada por alguma comunicação social a possibilidade de terem que pagar perto de 30 mil euros pelo resgate, uma informação falsa. No entanto, poderão mesmo vir a ser punidos por fazerem Montanhismo, sem autorização, numa zona interdita a essa actividade, do parque da Peneda Gerês, encontrando-se esta situação em investigação.

2) Ourivesaria Elisa Afonso Assaltada em Pleno Dia
Na tarde da passada sexta feira (dia 8) a ourivesaria Elisa Afonso, situada no CC Cabrilho, em Montalegre foi assaltada por dois indivíduos de meia idade que terão levado mais de 50 mil euros em artigos de ouro.
Tudo ocorreu por volta das 16 horas e quando a proprietária, Elisa Afonso, já se preparava para fechar mais cedo para ir a Chaves tratar de assuntos profissionais. Os dois indivíduos terão aproveitado a hora em que esta se encontrava sozinha no estabelecimento para entrar com uma mala e fazendo-se passar por supostos vendedores de prata. No meio da conversa, e apesar da ourives não se mostrar interessada em comprar a suposta prata, um deles aponta-lhe uma arma, forçando-a a entrar para dentro de uma pequena divisão contígua, enquanto ao outro roubava os artigos em exposição. De seguida foi obrigada a entregar as chaves do cofre, onde todo o ouro foi roubado. A discrição foi tal que ninguém das lojas vizinhas se terá apercebido da situação.
No fim de consumarem o roubo terão usado um gás para adormecerem a ourives, antes de saírem discretamente, demonstrando bem serem profissionais da "arte". Quando a Sra Elisa acordou accionou imediatamente o dispositivo de alarme e a GNR chegou ao local em poucos minutos, mas já não havia qualquer sinal dos "amigos do alheio". Há quem afirme ter visto dois suspeitos com uma mala pela Avenida abaixo, mas não há mais registos, como matriculas, etc.
A ourives foi interrogada, para tentar identificar os indivíduos, uma vez que actuaram sem disfarce, e levada para o hospital onde foram verificadas as provas da violência a que foi sujeita e, ao mesmo tempo, tratada.
O caso está agora entregue à judiciária para investigação. Sabe-se que três dias antes terá havido um furto com procedimentos semelhantes em Viana do Castelo, além de nos dias anteriores se verem alguns indivíduos suspeitos a vaguearem por Montalegre.

3) Família destroçada com acidentes de viação
Na manhã do passado dia 8, um despiste na estrada nacional 103 perto da localidade de S. Vicente da Chã tirou a vida a um homem, e causou ferimentos ligeiros a um jovem, seu filho. O falecido era Alcides Martins Teixeira, de 57 anos, residente nos Padrões, e que se deslocava para Montalegre para levar o filho Vítor, de 13 anos, à escola.
Ao que tudo indica o carro terá, inexplicavelmente, entrado em despiste numa recta e ido embater com violência num poste de ferro de uma placa da estrada. Alcides acabaria por falecer já no Centro de Saúde de Montalegre. O filho foi assistido no local na Ambulância de Suporte Imediato de Vida do INEM, tendo depois sido também transportado para o Centro de Saúde e depois ao hospital de Chaves, para acompanhamento psicológico.
Este acidente chocou o concelho de Montalegre, pois o pequeno Vítor tinha perdido a mãe há pouco mais de um ano, num acidente violento, na mesma estrada, que envolveu outra viatura, e causou também a morte a um jovem de Salto. Também nessa altura o Vítor ia no carro com a mãe, e sobreviveu.
Apesar das causas não serem conhecidas, comenta-se que este novo acidente que tirou a vida ao pai poderá ter acontecido por este ter sido acometido de um problema cardíaco agudo, uma vez que sofria do coração e já tinha, inclusive, sido operado duas vezes, sendo também apontada a hipótese do despiste ser causado pelo gelo na via. Alcides Teixeira, que tinha seis irmãos emigrantes em França, Luxemburgo e Suíça, e uma irmã a viver em Braga, ainda enfrentava um contencioso com a companhia de seguros por causa do acidente que vitimou a esposa. Agora o pequeno Victor tem apenas um familiar directo, um irmão de 27 anos que se encontrava emigrado, e todo o apoio é pouco.

4) Cabril vai ter Lar de Idosos
Acabou de arrancar a empreitada do futuro Lar de Idosos de Cabril, no nosso concelho, cuja gestão pertence ao Centro Social e Paroquial de Cabril. Ao longo do próximo ano, o Consórcio: Paula Cunha, Lda / Construções e Serra do Larouco, Lda irá realizar esta obra que terá de estar concluída em 12 meses. O custo total deste necessário equipamento é de 1.102.265,49 €, acrescida do IVA à taxa legal em vigor (21%).
A estrutura será constituída por três valências: Lar (para 30 utentes); Centro de Dia (30 utentes) e Apoio Domiciliário (30 utentes). A obra, que promete estar concluída no prazo de um ano, está implementada numa área de terreno de 2.920,00 m2, sendo constituída por dois pisos. No Piso 1 (Rés do Chão - 730,47 m2) ficam previstas as áreas reservadas à administração, os sectores funcionais do Lar e Centro de Dia, incluindo-se nestes as respectivas áreas para salas de actividades, zonas de estar e de refeições, zonas comuns de serviço e apoio. Por outro lado, no Piso2 (1º Andar – 813.04 m2) propõem-se os sectores funcionais do Lar, incluindo-se nestes as respectivas áreas dos quartos, zonas de estar, zonas comuns de serviço e apoio.

5) Palavra Andarilha voltou à Biblioteca Municipal de Montalegre
O projecto "Palavra Andarilha" voltou a passar pela Biblioteca Municipal de Montalegre no passado dia 7 de Fevereiro. Relembramos que este projecto, que engloba muitas Bibliotecas a nível nacional, começou em Beja há mais de oito anos atrás e tem como objectivo promover a leitura entre os mais pequenos. Isto é conseguido através da leitura e representação de contos, pelos contadores de histórias das várias bibliotecas, que vão de uma para a outra, tipo estafeta, com uma caixa cheia das principais histórias que preenchem o imaginário dos mais novos.
No dia 7 a Biblioteca de Montalegre, recebeu a "história" da Biblioteca de Famalicão, que muito encantou as crianças presentes.
Agora cabe à Biblioteca de Montalegre, na pessoa da sua Directora, Dr.ª Gorete, levar a palavra andarilha à próxima biblioteca.

6) Boticas já tem casa do FC Porto
A Direcção da recém constituída Casa do FC Porto de Boticas – a Delegação 121 dos "Dragões" - foi recentemente eleita em Assembleia-geral daquela instituição. A eleições apresentou-se apenas uma lista, que mereceu o consenso dos "portistas" de Boticas, sendo votada por unanimidade.
A Direcção tem agora por missão dinamizar a Casa do FC Porto de Boticas, cuja sede ficará localizada no edifício Eubasto, na Rua Dr. Rogério Bráulio Martins, e promete ser um local de convívio e de tertúlia dos "portistas" do concelho, que aqui terão um espaço para comemorarem as vitórias e partilharem dos feitos gloriosos do emblema azul e branco.
CORPOS GERENTES DA CASA DO F.C.P. DE BOTICAS
Mesa da Assembleia Geral: Presidente: António Pereira Penedos; Vice-Presidente: António Joaquim Barros; Primeiro Secretário: Miguel Reis; Segundo Secretário: Alexandre Santos
Direcção: Presidente: Fernando Campos; Vice-Presidente: Carlos Ferreira; Vice-Presidente: Hélio Martins; Secretário: Alfredo Cadime; Tesoureiro: José Manuel Moreno.
Conselho Fiscal: Presidente: Mário Barroso; Vice-Presidente: Toni Teixeira; Segundo Secretário: Carlos Teixeira

Terça-feira, Fevereiro 19, 2008

Destaque 2
Convívio dos Antigos Pastores

No passado dia 2 de Fevereiro, um Sábado, o restaurante de Montalegre, "O Pote Barrosão", foi o palco para o tradicional convívio dos pastores de Montalegre, uma reminiscência de uma das mais ancestrais tradições do Entrudo do Barroso, o "Domingo Gordo".
Infelizmente, e apesar do convite, não podemos estar presentes. Por isso aqui fica um artigo/reportagem de um amigo do Jornal e grande Barrosão, Vítor Afonso, que fez muitas centenas de Km até à sua Terra-natal para reviver emoções da sua juventude, incrustadas nesta engraçada tradição, e a quem, desde já agradecemos a colaboração (texto e fotos).

"Falo hoje de um convívio que aconteceu no passado dia 2 de Fevereiro, no restaurante O POTE – sob o signo – CONVIVIO DOS ANTIGOS PASTORES.
Bem haja quem teve a ideia de pôr em convívio os antigos pastores que assim recordam vivências antigas e reforçam a amizade que os une desde essas alturas em que, com palmo e meio, lá iam serra acima atrás das vacas, dos bois, cabras, ovelhas e até da burra.
Serve também para tomarem consciência da importância que tiveram nesta região, bem a par da do BOI do POVO, esse já devidamente reconhecido, com estátua e tudo.
A propósito do BOI DO POVO, todos nós já fomos questionados de onde diabo vem tal crença/adoração no bicho!!
Quem nos pergunta desconhece que nas casas de Barroso só entrava dinheiro de três produtos:
- O contrabando
- As batatas
- As vitelas
Sobre o primeiro, estamos conversados. Quanto às batatas todos têm uma ideia que se semeiam e se apanham no campo. Quanto às vitelas, desconhecem que é (ou era) preciso um boi e uma vaca para lhe darem vida. Ora as vacas, além das vitelas, davam o leite e puxavam o arado no amanho das terras. O mesmo não acontecia com um boi de cobrição que ninguém conseguia domesticar. Além disso era uma trituradora a comer e requeria uma vigilância apertada, pois dificilmente acompanhava com o resto da manada.
Por tudo isto não era possível a um particular dar-se ao luxo de manter um boi de cobrição em casa. Pensaram então em ter um boi para vários e depois para todos da aldeia (povo). Passa então a chamar-se o boi do povo, porque de facto o era e tinha como exclusiva função cobrir as vacas de todos os agricultores da aldeia. Nasciam depois as vitelas, vital fonte de rendimento.
Voltando ao convívio, correu de forma animada e não faltaram realejos nem concertinas para acompanharem as muitas histórias que ali se tornaram conhecidas, como a do Manel do Perlico. Contou ele que certo dia andava com as vacas no lameiro do colmeal e o tio Acacinho pede-lhe ajuda para cortarem umas gestas. Fala-lhe mesmo que depois do carro carregado tinha ali duas galinhas prontas a serem comidas. Com este engodo atira-se às gestas como gato a bofe e num instante o carro estava pronto. Cumprindo o prometido, o tio Acacinho puxa de uma cesta de verga e com grande cerimonial vai desembrulhando meio pão centeio e põe-lhe em cima duas cebolas. Repara na cara de espanto do rapaz e em tom carinhoso diz-lhe: Vá, come que ainda estão quentinhas.
O convívio terminou pelas 3 da madrugada e todos prometeram voltar para o próximo ano.
Viva Barroso!
Vitor Afonso"

Segunda-feira, Fevereiro 18, 2008

Destaque
Feira do fumeiro 2009: Pode reabrir-se a porta a alguns produtores?

Na manhã de quinta-feira passada, a organização da Feira do Fumeiro reuniu com os produtores no salão nobre da Câmara Municipal de Montalegre para analisar a edição deste ano e começar a alinhavar as orientações para a edição 2009.
Edição 2008, um claro retrocesso
Em nome do Município, o vice-presidente, Orlando Alves, começou por anunciar o regresso, para 2009, à data habitual da realização da Feira do Fumeiro, ou seja, o 3º fim-de-semana de Janeiro, quebrando-se o acordo deste ano com Boticas e que não terá agradado em nada aos produtores. De seguida partiu para uma análise muito crítica da edição de 2008, que não correu claramente bem. Identificou, além da mudança da data, a concorrência de outras feiras e o aperto das regras, aqueles que considera serem os principais problemas e que se vem acumulando de ano para ano: a "desilusão dos restaurantes e de algum fumeiro", lançando mesmo um repto explicito aos produtores: "salvem vocês a honra do convento". No entanto, também não deixou de "apontar o dedo" a alguns produtores que não estarão a ser totalmente sérios na produção de fumeiro. Por exemplo, não alimentando os porcos com os produtos da terra, ou tentando enganar o controlo com animais de pocilga. E, segundo Orlando Alves, "Com aldrabice não se vai a lado nenhum", pois "só se engana uma vez", dando o exemplo da Batata de Montalegre, cuja fama morreu de forma semelhante. E depois de tantos anos a consolidar-se como a principal feira do fumeiro do país, pode estar a caminhar agora para o seu fim se as mentalidades não se alterarem. O exemplo é o facto de haver apenas 2 produtores com pedidos de licenciamentos para cozinhas tradicionais.
Reabre-se a porta para alguns produtores?
A exigência de um estabelecimento de venda directa (cozinha tradicional), além da obrigatória inscrição nas finanças, que terá afastado muitos produtores da edição deste ano, pode vir a ser contornada com a adaptação das cozinhas, ou outra divisão, das casas dos produtores para a laboração do fumeiro. Esta situação está prevista numa circular do Ministério da Agricultura saída no início de 2008 e que foi disponibilizada a todos os produtores presentes na reunião. No entanto o local terá que dispor de todas as condições de higiene e salubridade, e será, obrigatoriamente, alvo de uma inspecção técnica do Ministério da Agricultura, além do veterinário Municipal. Se forem aprovados na fiscalização os produtores de fumeiro poderão vender os seus produtos (em quantidades pequenas e perfeitamente discriminadas) apenas em feiras da região realizadas em determinadas épocas do ano, como por exemplo a Feira de Fumeiro de Montalegre.
O Dr. Domingos Moura, Veterinário do município, esmiuçou as principais regras sanitárias para que as cozinhas passem na fiscalização do Ministério da Agricultura e possam ser registadas. Outra exigência adicional para este processo é o registo das explorações suínas com obtenção da marca de exploração. Este processo é um pouco demorado porque tem que passar pelo Ministério do Ambiente, além de ser exigido um controlo sanitário rigoroso dos animais, sobretudo à doença de Aujesky (cujo controlo é obrigatório por lei).
Inscrição dos animais para 2009 decorre de 1 a 31 de Março
O presidente da Associação de Produtores de Fumeiro, Boaventura Moura, tomou a palavra e começou por dizer que a associação só faz sentido para defender os produtores, e tentou "desculpar" alguns dos indirectamente visados pelo Professor Orlando, afirmando que "ninguém deve ir para o Inferno pelo primeiro pecado". No entanto afirmou que a organização iria estar atenta e punir aqueles que prevaricassem de forma repetida. Anunciou a data para inscrição e brincagem dos porcos para a edição de 2009 e que decorrerá, sem excepção, de 1 a 31 de Março próximos. Reafirmou que para essa edição todos terão de estar legalizados (com a devida marca de exploração) e com as cozinhas registadas. Por último apresentou, juntamente com o técnico da Associação, o Eng. Fernando Pereira, propostas para a realização de vários cursos, além de uma oferta de quase 100 telemóveis da TMN para os associados.

Sexta-feira, Fevereiro 15, 2008

In http://www.opovodebarroso.blogspot.com/


Próxima Feira do Fumeiro já tem data agendada - 22 a 25 Janeiro 2009 2008/ 02/23 11:24
Decisão saiu de uma reunião entre organização e produtores que serviu para dissecar o que foi feito no último certame e projectar o próximo. Entre outras notas, ficou a saber-se que até final da primeira semana de Março os produtores devem manifestar interesse em participar na próxima Feira do Fumeiro. Uma semana depois e até meados de Abril procede-se à identificação dos animais indicados.

O salão nobre da Câmara Municipal de Montalegre continua a ser ponto de encontro entre produtores e organização da Feira do Fumeiro e Presunto de Barroso, evento que se realiza em meados de Janeiro de cada ano na vila de Montalegre.
Desta feita, o justificativo foi avaliar o que foi feito de bom e menos bom no último certame e projectar, com correcções, a próxima edição já com calendário fixo: 22 a 25 Janeiro de 2009.
A coordenar a mesa esteve, uma vez mais, Orlando Alves, vice-presidente do município de Montalegre, que voltou a pisar na tecla do rigor. Aplaudiu o positivo que foi exibido mas não descurou o futuro ao apontar o caminho, irreversível, que obriga os produtores a apostarem cada vez mais na qualidade dos seus produtos.

NOVA LEGISLAÇÃO
EM VIGOR

A Associação de Produtores de Fumeiro da Terra Fria Barrosã (entidade organizadora da Feira do Fumeiro juntamente com a Câmara de Montalegre) anunciou aos presentes que há uma nova legislação que dá possibilidade, àqueles que não possuam cozinhas certificadas, de poderem pedir à Direcção Regional de Agricultura uma vistoria às instalações onde fabriquem o seu produto a fim de poderem participar no certame. Este parecer, caso obtenha luz verde, terá que ser solicitado anualmente.
Com efeito compete ao Ministério da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas (MADRP) o registo e aprovação higio-sanitária destes locais, designadamente nos termos do artigo 6.º do Regulamento (CE) 852/2004, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 29 de Abril, e na pendência de normas especificas que enquadrem estas actividades.

In site CMM


O Notícias de Barroso n.º 304 2008/ 02/16 16:09
Friães
Morte do Alcides
Alcides Martins Teixeira, de 57 anos de idade, natural e residente em Friães, da freguesia de Viade de Baixo, faleceu no passado dia 8, cerca das 9 horas da manhã. Foi na sequência dum acidente de viação que teve na EN 103, na curva situada antes do cruzamento de S. Vicente para Montalegre. Viajava na companhia do filho mais novo, Victor (Alcides tinha 2 filhos orfãos pelo falecimento da mãe), o carro despistou-se e foi embater contra um poste de sinais de trânsito situado à margem direita, no sentido Pisões-S. Vicente. Socorrido pelos Bombeiros de Montalegre e pelo INEM transportaram-no para o Centro de Saúde, mas já sem vida. O filho, Victor, saiu ileso, apenas com ligeiras escoriações.
Recorde-se que Alcides estava viúvo de Maria Alice Teixeira que tinha tido na mesma estrada – EN 103 – e a uns escassos 8 kms um acidente de viação com o seu carro em choque frontal com outra viatura conduzida por um jovem e que lhe causou a morte imediata. Isto em Novembro de 2006. Talcomo no dia 8 de Fevereiro, também viajava com a mãe o filho Victor, então com 11 anos de idade e, felizmente, não sofreu nada a não ser uns arranhões.
Segundo conta o Victor, familiarmente tratado como Vitinho, um pouco antes do acidente o Alcides deu sinais de se sentir mal. O filho ter-lhe-á procurado se estava bem. Dali a uns metros, deve ter sido acometido de um ataque cardíaco, o filho ainda desviou o volante do carro mas este foi embater num poste de sinalização, admitindo-se que mais este choque acabou por lhe retirar a vida.
Empresário em Montalegre, dono da empresa Aquecicávado, fazia trabalhos de águas e de aquecimento central, enquanto uma loja na vila, na Aven. D. Nuno Álvares Pereira, administrada pela Maria Alice vendia todo o tipo de materiais sanitários e afins
Alcides era pessoa doente, já tinha sido operado por duas vezes ao coração e sofria de diabetes. Além disso, talvez como sequência da trágica morte da mulher, Maria Alice, aparentava sinais de nervosismo e vivia a pensar no melhor futuro a dar ao seu Vitinho. Como prova disso e também para dar mais comodidade ao filho, está o facto de todos os dias o transportar para a Escola Secundária de Montalegre na sua própria carrinha. Contudo, tão grande generosidade teve o fim trágico que aqui se relata.
O Victor Teixeira, de 13 anos, aquando do acidente ficou a pensar que o pai tinha desmaiado e só veio a saber da morte através duma psicóloga e duma professora que o acompanharam até ao Hospital onde foi sujeito a tratamentos ligeiros.
No dia do funeral, estava acompanhado pelo irmão Henrique, de 27 anos, e de mais uns amigos deste e não dava sinais aparentes de qualquer traumatismo ou mesmo de sofrimento, mas o que vai lá por dentro ninguém sabe. Ele vai agora ficar aos cuidados da avó materna, ainda viva e que acompanhou o funeral do genro tal como os restantes seis irmãos.
O funeral realizou-se no passado Domingo, dia 10 de Fevereiro, de sua casa para o cemitério de Friães tendo tido a missa e exéquias na Capela de Nossa Senhora da Saúde de Friães.

Cemitério alargado

O cemitério de Friães foi alargado para o dobro do já existente. Com um muro de perpianho de pedra lisa e capeado, o cemitério de Friães ficou uma obra que dá gosto apreciar. Quando se gasta dinheiro desta forma, so se pode dizer bem. Os de Friães devem estar satisfeitos e agradecidos à sua Junta de Freguesia com o alargamento do espaço destinado aos nossos mortos que, se era necessário, agora satisfaz plenamente.

Montalegre
Dionísio condenado
Advogada de defesa recorre

Na madrugada de 17 para 18 de Abril de 1988, Dionísio Gonçalves de Moura, casado, de 47 anos de idade, emigrante em França e seu tio; Valdemar Dias de Moura, casado, residente em Montalegre, envolveram-se numa contenda, tendo o Dionísio atirado dois tiros contra o Valdemar. Um destes atingiu o referido Valdemar com o projectil a perfurar o fígado.
Em cosequência, o Dionísio foi acusado em Tribunal de crime de homicídio qualificado de forma tentada a que equivale a possibilidade de vir a ser condenado com pena de prisão efectiva de 12 a 15 anos. Após as audiências, o Tribunal condenou o Dionísio Moura por um crime de homicídio simples sob a forma tentada, cuja moldura penal pode ir de 8 a 16 anos de prisão, e que, no caso vertente, resultou numa pena de 5 anos e 6 meses de prisão para o Dionísio.
A Dr.ª Isabel Rodrigues, advogada do Dionísio Moura, à saida do Tribunal, confessou a este jornal que, “em meu entender, o Tribunal esteve bem em desqualificar o crime, pois que, se assim não fosse a pena a aplicar seria muito mais gravosa, e quanto à pena em si admito recorrer por considerar que não devia ir além dos 5 anos com vista se conseguir a sua suspensão. Na verdade, acrescentou, o Tribunal ficou a saber que o Dionísio é pessoa de bem e sem antecedentes criminais, daí a razão do recurso”.

Meixedo e Padroso
Incêndios em Fevereiro

As vertentes nor-noroeste da serra do Larouco têm sido fustigadas por numerosos fogos que concomem matoa rasteiros e um ou outro arvoredo disperso. No passado dia 25 de Janeiro, do lado de Meixedo, o fogo pegou nas Escachadas e seguiu em direcção ao Cavalo de pau, Lameiros dos Infernos e Derruida.
Mas, dias depois, nos passados dias 10 e 11, os montes do Couto Misto, nos limitres de Sabuzedo e Donões, ali cerca das torres eólicas, foram pasto das chamas. Também nestes indicados dias, os montes de Padroso, da Cabeça de Lamas, Cabeça das Maceiras, Vale de Poças, Pedra de Mocelos, Corgo e Outeiro de Geia arderam de dia e de noite. Outros focos de incêndios menores se verificaram em Padornelos e Sendim… no mês de Fevereiro que nos devia brindar com abundantes chuvadas e nevadas. É na verdade um tempo às avessas…

Perdidos na Peneda-Gerês

Dois homens e uma mulher, com idades entre os 29 e os 41 anos, residentes na zona do Porto, escolheram o Parque Nacional da Peneda-Gerês para acampar neste tempo de carnaval. Se o dia de sábado convidava à diversão, o Domingo Gordo esteve de inverno a sério com muito frio, chuvas e nevões. Os campistas viram então que seria melhor abandonar a serra, mas, a neve acumulada, com alguns bons centímetros, fez com que se perdessem nos montes. Telefonaram aos Bombeiros que de pronto acudiram dum lado os de Montalegre e do outro os de Terras de Bouro. Também vigilantes da Natureza do Parque foram a caminho das Minas dos Carris (Montalegre), a cerca de 1500 metros de altitude, o local onde deveriam estar as três pessoas, de acordo com as coordenadas que estas foram dando por telemóvel. O alerta foi dado cerca das 16 horas de Domingo. Os três - Nuno Teixeira, de 31 anos, Susana Carvalho, de 29, e Sérgio Neto, de 41 - terão entrado sábado no Parque Nacional da Peneda-Gerês. A ideia era passear na serra, onde pernoitaram numa tenda. O tempo, agradável no sábado, piorou ontem e "o nevoeiro, a chuva e a neve deixaram o trio desorientado, sem saber para onde ir". Pelas 17.30 até às 19.10 horas, um helicóptero da Protecção Civil fez a primeira tentativa de resgate , mas a falta de visibilidade, provocada pelo nevoeiro, e o vento impediram a operação. Os responsáveis do Centro de Operações de Socorro do Parque avançaram então para o salvamento por meios terrestres, também sem sucesso. Estes acabaram por ter a mesma sorte de passarem a noite na serra. Na madrugada do dia seguinte os três perdidos foram encontrados dentro duma tenda, segunda, dia 2, e cerca da uma da tarde chegava a Montalegre um helicóptero do Centro Nacional de Operações de Socorro (CNOS) que está estacionado em Santa Comba Dão para transportar os acidentados da serra do Gerês até ao Centro de Saúde de Montalegre para consultas de rotina sobre o seu estado de saúde.

Cabril
Lar de idosos

O Centro Social e Paroquial de Cabril vai ter um Lar de Idosos. O Consórcio Paula Cunha, Lda / Construções Serra do Larouco, Lda. será o adjudicatário de uma obra que terá que estar concluída em 12 meses e que está orçamentada em 1.102.265,49 €, acrescida do IVA à taxa legal em vigor (21%).
A estrutura será constituída por três valências: Lar para 30 utentes, Centro de Dia também para 30 utentes e Apoio Domiciliário para outros tantos (30).
A obra que vai ficar instalada numa área de terreno de 2.920,00 m2, é constituida por dois pisos. No Piso 1 (Rés do Chão - 730,47 m2) ficam sediada a área reservada à administração, aos sectores funcionais do Lar e Centro de Dia, incluindo-se nestes as respectivas áreas para salas de actividades, zonas de estar e de refeições, zonas comuns de serviço e apoio. No Piso2 (1º Andar – 813.04 m2) propõem-se os sectores funcionais do Lar, incluindo-se nestes as respectivas áreas dos quartos, zonas de estar, zonas comuns de serviço e apoio.

Chaves
Microcrédito

No próximo dia 20, pelas 14 horas, no auditório da ADRAT, terá lugar uma sessão de esclarecimento sobre o microcrédito.

Calvos de Randín
Caminho privilegiado

Um total de 24 alunos do novo ’obradoiro de emprego’ de Calvos de Randín iniciou a recuperação do Caminho Privilegiado do Couto Mixto.
Deste modo, sete kilómetros desde Santiago até Randín vão converter-se numa rota de sendeirismo para realizar passeios a pé, a cavalo o de bicicleta. As obras consistem na limpeza de matos, acondicionamento de muros de piedra lateraies, a colocação de poldras sobre os regatos e a sinalização ao longo do caminho.
Recorde-se que o caminho se encontra muito abandonado ao ponto de alguns tramos estarem intransitáveis. E é de louvar esta iniciativa porque o Caminho Privilegiado que unia Portugal a esta zona, faz parte da interessante história do Couto Misto que urge revitalizar através dum amplo e audacioso projecto integrado por forma a se respeitar a história e assim dignificar as populações daqueles povos.

Bridgeport (USA)
Vasco da Gama Clube

Com a finalidade de pagar menos impostos prediais à cidade e também com a intenção de dar um novo rumo à associação portuguesa de Bridgeport, a direcção decidiu alterar o nome de Clube Português Vasco da Gama para Centro Cultural e Cívico Português Vasco da Gama.
Em Janeiro de 2008, foram nomeados e aprovados 15 directores, sendo eles: Victor Frazão, presidente reeleito, Tony Costa, vice-presidente reeleito, Artur Monteiro, secretário, Anibal Barroso, tesoureiro, Elsa Cardoso, directora geral, Joe Barroso, Jaime Correia, Fernando Fernandes, Mike Jorge Fernandes, Domingos Gomes, Joe Luis Gonçalves, Tony Gonçalves, Paulo Ramada, Amandio da Silva e Fernando Sousa, assistentes.
Ficou ainda estabelecido que, a partir de agora, todos os anos haverá eleições para 5 novos directores que serão eleitos para 3 anos.
Parabéns a todos os directores por aceitarem trabalhar voluntariamente para dirigir este grande Clube Português que existe há 75 anos e desejamos a todos muito sucesso no desempenho das suas funções. (Domingos Mendes Rosa Dias)

Uma imagem do século passado sobre a qual vale a pena refletir.
Ver última página do Notícias de Barroso.

Publicado por Carvalho de Moura em 00:01 0
8/Fev/2008
O Castelo da Piconha e o Couto Misto de Rubiás

Aquela que foi a mais importante das três fortalezas medievais de Barroso, a Piconha, poderá ter muito mais a ver com o Couto Misto de Rubiás do que à primeira vista pode parecer. Aquando da independência do condado de Portugal, o castelo da Piconha, como fortaleza defensiva do concelho de Tourém, teve um importantíssimo papel “na defesa nacional contra Leão e Castela e tornou-se o principal centro militar da região do Salas, com Tourém por capital”.
Em torno do seu Castelo se realizaram inúmeras batalhas. Construido provavelmente muito antes da nacionalidade portuguesa, serviu depois de fortaleza defensiva do condado. Foi por mais de uma vez arrasado pelos castelhanos e outras tantas reconstruido pelos portugueses que lhe outorgaram e confirmaram numerosos e importantes privilégios por cartas, alvarás e forais régios.
Presentemente, do Castelo ainda restam a cisterna aberta no alto do bloco granítico, dois lanços de escada de acesso ao Castelo sobre cujo morro se erguia a altaneira torre de menagem e cujas vistas dominavam toda a parte norte do vale do Salas.
Tourém, naqueles tempos concelho, era bem mais importante que Montalegre por causa das honrarias com que os reis portugueses distinguiram os habitantes das terras da Piconha. Estes numerosos privilégios, semelhantes aos do Couto Misto, poderão ter criado naqueles povos um certo sentido de independência de que usufruiram durante séculos e justificar o facto de Tourém, uma cunha no território galego, sempre se manter fiel a Portugal. O mesmo se terá passado com o Couto Misto de Rubiás extinto contra a vontade dos seus habitantes em1864.
Outro factor que se pode descartar é também a indefinição dos limites da fronteira entre Portugal e Espanha que, associado ao abandono a que este território era votado, pode ter suscitado e reclamado o estatuto de independência por parte dos seus habitantes.
Mas há um outro pormenor que também não pode ser menosprezado. É deveras surpreendente verificar que o Couto Misto de Rubiás resistiu durante muitos séculos e impôs o seu estatuto e direito de existência sobre os dois paises (Espanha e Portugal) que, nos séculos XV e XVI, dominavam o mundo.
O Castelo da Piconha com um historial riquíssimo encontra-se completamente abandonado. Recentemente, um vizinho de Randín cercou um seu terreno com uma vedação de postes de ferro e arame farpado que vai rematar nos penedos da fortaleza, dificultando ainda mais o acesso às pessoas que a queiram visitar. Trnasformado o Caminho Privilegiado em caminho desprezado, porque impraticável, resta aos curiosos e estudiosos a tarefa de corta mato e salta paredes para o que é indispensável uma prévia preparação física adequada.
Não pode ser. O concelho de Calvos de Randín ou a Diputatión de Ourense ou a Xunta da Galiza têm o dever de preservar aquele monumento, encomendar o estudo da sua história e referenciá-lo como um importante marco da história desta parte da Gallaecia.
Legenda das imagens:

O maciço granítico onde estava implantado o castelo da Piconha
A torre de menagem estava construida sobre o bloco granítico que emerge do vale devendo atingir provavelmente uma altura de um prédio de 10 andares

Na imagem 3 são bem visíveis as escadas de acesso à torre de menagem que foi completamente arrasada pelos espanhóis.

O Castelo da Piconha dominava à vista desarmada todo o rico vale do Salas
A cisterna existente no cimo do bloco granítico em forma oval a qual deve ter a capacidade de guardar, segundo cálculos não rigorosos, cerca de 100 litros de água.

Carvalho de Moura, in "Notícias de Barroso" na última das 12 páginas do Caderno que aborda o Couto Misto de Rubiás.

Publicado por Carvalho de Moura em 22:12

Revitalização do Couto Misto de Rubiás

Como se poderá revitalizar o Couto Misto? Ou porque é que na Galiza ultimamente tanto se fala no Couto Misto e, enfim, para que este trabalho todo acerca duma realidade do passado com poucas ou mesmo nenhumas hipóteses de se recuperar?
O Couto Misto tem uma história singular e única dum passado recente que é património dos galegos e dos portugueses. E esta memória não pode ser ignorada ou desprezada, pelo contrário, uns e outros temos obrigação de conhecer e divulgar a riqueza cultural que encerra o Couto Misto. E pugnar para que seja mais conhecido e valorizado.
Como forma de revitalizar o Couto Misto, os concelhos de Calvos e Randín, a que por direito se devia juntar o de Montalegre, pensam inventariar, estudar , recuperar e interpretar este valioso património. Os estudiosos e académicos sobretudo galegos conhecem bem a realidade mista e a Xunta do Galiza está a ser sensibilizada para as obrigações que tem de investir na sua recuperação.
Não sei se não seria pertinente falar numa reclassificação do Couto Misto por parte do governo de Espanha. Ser declarado conjunto de interesse cultural e patrimonial, com um estatuto próprio tal como se de monumento nacional se trtatasse. Deste jeito, fazia-se um pouco de reparação a aquilo que representou o CM po uma parte e por outra, as iniciativas ligadas à revitalização destes abandonados povos teriam apoios mais sérios e decididos.
Carvalho de Moura

Publicado por Carvalho de Moura em 23:57

In O Notícias de Barroso


Nº 390 O Povo de Barroso 2008/ 02/10 19:57
Quarta-feira, Fevereiro 06, 2008

Desporto - Destaque
Montalegre acolhe Campeonato do Mundo de Orientação em BTT em 2010

Montalegre vai acolher o 8º Campeonato do Mundo de Orientação em BTT no Verão de 2010, aproveitando o facto da nossa região ter condições naturais espectaculares para a prática deste tipo de desportos. Este acontecimento mundial promete trazer ao Barroso muitos praticantes (à volta de mil segunda a organização) e aficionados dos desportos radicais.
Montalegre tem uma responsabilidade acrescida uma vez que é a primeira vez que Portugal organiza um Campeonato do Mundo de Orientação de Elite. A decisão foi anunciada pela IOF (International Orienteering Federation) que por sua vez seleccionou a FPO (Federação Portuguesa de Orientação) para organizar o evento.
Para esta decisão muito pesaram as boas organizações que têm sido desenvolvidas nesta modalidade nos últimos anos, onde se destaca o Portugal O’Meeting (este ano decorrerá de 2 a 5 de Fevereiro no Algarve), várias provas a contar como WRE – World Ranking Event, e que culminará com a organização de 28 de Junho a 6 de Julho deste ano, do WMOC’08 – World Masters Orienteering Championships que trará cerca de 4.000 participantes à região de Leiria.
Para a organização deste evento, a FPO escolheu a região do Alto Tâmega e Barroso, promovendo uma zona com excelente potencial para a prática de BTT conjugada com uma área natural de grande interesse paisagística e cultural propícia para a prática de Orientação, resultando assim numa zona com óptimas condições para a disputa deste evento ao mais alto nível mundial de Selecções de Elite de Orientação em BTT.
Sublinhe-se que estarão presentes dezenas de selecções de Orientação em BTT de todo o Mundo em Montalegre, com equipas até 16 atletas (8 masculinos e 8 femininos), prevendo-se um número de cerca de 400 atletas do topo mundial inscritos e cerca de 1000 considerado o todo geral. O evento será constituído pelas seguintes provas, a disputar nos diferentes dias da semana:
- Final de Sprint
- Final de Distância Média
- Qualificatória para a Final de Distância Longa
- Final de Distância Longa
- Prova de Estafetas – 3 atletas por selecção
De modo a estarem reunidas todas as condições organizativas e logísticas, a FPO e a Câmara Municipal de Montalegre estabeleceram um protocolo que garante o compromisso de ambas as entidades na organização deste Campeonato do Mundo.
A assinatura formal deste protocolo decorreu no passado dia 20 no Parque Natural do Alvão onde estiveram presentes Augusto Almeida presidente da FPO, e Fernando Rodrigues, presidente da Câmara Municipal de Montalegre, que garantiu um apoio directo de 60 mil euros.

Terça-feira, Fevereiro 05, 2008

Opinião
Lucindo de Travassos - um artista sem fronteiras

Ficou conhecido pela alcunha de «Lucindo de Travassos», mas chamou-se pelo baptismo e registo civil: Domingos Dias. Veio ao mundo na aldeia de Travassos, freguesia da Chã, em 28 de Março de 1901. Faleceu em Chaves, em 19 de Agosto de 1981, sendo sepultado no cemitério novo da urbe Flaviense, na estrada do Seara.
Foram seus pais: Manuel Fernandes (conhecido pelo Balbino) e Lucinda Dias, ambos de Travassos. O pai viria a casar com Maria Curral, de Gralhós, onde sempre viveu e faleceu. Após o serviço militar, em Lisboa, em 1922, o «Lucindo» emigrou, clandestinamente, para os Estados Unidos da América, de barco e por Cuba, de onde regressou em 1928. Fixou-se em Lisboa, trabalhando na fábrica de cerveja Sagres, durante 10 anos. Desde muito novo teve gosto pela música, começando pelo realejo, passando pela concertina e acabando no acordeão. Foi a música que o celebrizou. Já em Lisboa, ao fim do trabalho, pegava na concertina e passava os fins de semana a animar certos ambientes sociais. Quando, aí por 1938, regressou a Travassos, foi a concertina que o popularizou, de terra em terra, de festa em festa, tornando-se no mais famoso artista da região das Terras de Barroso e do Alto Tâmega.
Era um regalo ouvi-lo. Velhos e novos fixavam-no como se fosse uma espécie de super-homem, extraindo das teclas desse instrumento, melodias que ainda hoje, quase deixam saudade a quem, como o autor desta nota, assistia ao ambiente que se gerava à sua volta, às vezes de chapéu ao lado, com uma pena de pavão na orelha, brilhantes anéis nos dedos e fitas, ondulantes na concertina, com uma ponta de cigarro ao canto dos lábios. Criou tal fama como músico e como apaixonado por mulheres que deu origem à quadra popular :

O Lucindo de Travassos,
Enganou uma menina
E traz o retrato dela
Gravado na concertina.
De facto era uma boa figura de homem e de artista, sempre sorridente, sempre bem vestido, sempre cheio de anéis e de braceletes, o que permitia dar nas vistas das moçoilas mais catitas. Teve filhos de quatro mulheres oriundas da região: dois casamentos e duas outras ligações.
O primeiro casamento, (era ainda jovem) foi com Ana Custódio, sua conterrânea, da qual teve uma filha que recebeu o nome de Benta. Depois de correr mundo pela América, viveu 10 anos, em Lisboa com Teresa da Silva, natural das Lavradas, concelho de Boticas. Dessa ligação nasceram; o filho Armando e as filhas: Fernanda e Celestina. Seguiu-se uma terceira ligação, desta vez com Bárbara, de Agrelos, Boticas, nascendo mais uma filha, de nome Maria. Finalmente, em 1952, o casamento perfeito com Teresa Mendes Rosa, natural de Peirezes, do qual resultaram mais seis filhos, a saber: Domingos, Fernando, Alice, Alcides (falecido em 2000), Orlando e Carlos.
Em 1956, a convite da filha mais velha (Benta Pereira), residente em Ludlow, Massachusetts, voltou com a família para os Estados Unidos. Dois anos depois comprou uma pequena quinta em Curalha, onde viveu os últimos vinte anos, sempre que vinha a Portugal. Em 1966 levou a Família toda para Bridgeport e aí esteve até 1981, altura em que regressou definitivamente para a sua residência de Chaves. Nesse mesmo ano faleceu, com 80 anos de vida , cheia de altos e baixos, de alegrias e tristezas, mas sempre a alegrar o mundo em que se integrava.
A Mulher, D. Teresa Mendes Rosa, ainda vive em Chaves e os filhos radicaram-se nos USA, uns com melhor sorte do que outros, merecendo destaque pela positiva, o Domingos Mendes Rosa Dias, empresário de sucesso e jornalista que regularmente nos vai mantendo ao corrente do que por lá se passa. Outro irmão que de certa forma herdou as aptidões do pai é o Carlos, o mais novo, responsável de um agrupamento artístico de grande nível profissional.
Quem viveu na região do Alto Tâmega nas décadas de cinquenta/sessenta guarda, por certo, as mais gratas recordações desta figura que não teria mais que a instrução primária, mas que merece figurar entre os mais conhecidos, por bons motivos. Nas terras de Barroso, os domingos e os dias festivos, casamentos, inspecções militares, eram os únicos intervalos de quem vivia exclusivamente da agricultura. A rapaziada de cada aldeia, de longe a longe, contratava o Tocador de Travassos para animar a malta. Não se falava noutra coisa. E as gentes das redondezas, vinham dançar, bailaricar, divertir-se porque eram espectáculos como não se via em lado algum. Não havia rádios, nem televisões, nem sequer cinema. Aqui e ali havia quem tocasse realejo, ou numa concertina de duas carreiras, como eram conhecidas. Mas o Lucindo fazia-se acompanhar, além do moderno acordeão, do bombo, da pandeireta e de ferrinhos. A sua figura de artista de renome impunha admiração e respeito e as Terras de Barroso, orgulhavam-se de tê-lo como um dos mais ilustres do seu tempo. Fica aqui uma invocação ao parente, ao Amigo, mas sobretudo, ao mais conhecido acordeonista que as Gentes de Barroso conheceram. A sua vida dava uma bonita e merecida biografia. Dele e da família continuaremos a dar notícias em próximo apontamento.
Opinião de Barroso da Fonte

Segunda-feira, Fevereiro 04, 2008

Barroso em Resumo
1) X Feira Gastronómica do Porco
A décima edição da Feira Gastronómica do Porco de Boticas, que se realizou no fim-de-semana 25, 26 e 27 de Janeiro, voltou a registar um considerável sucesso, cumprindo-se as expectativas da organização, a cargo da Câmara Municipal de Boticas, a começar pelo número de visitantes, que terá rondado os 35 mil já esperados. Durante os dias de sábado e domingo foram milhares as pessoas que não quiseram perder a oportunidade de visitarem a Feira Gastronómica do Porco, degustarem os pratos típicos da região nas Tasquinhas da Feira, comprarem o afamado fumeiro do Barroso e de assistirem às actuações dos ranchos folclóricos e às chegas de bois, um dos grandes atractivos da agenda cultural do evento. Dada a grande afluência de publico, o Pavilhão Multiusos, dotado de todas as condições para a realização deste género de eventos, parecia pequeno, com as pessoas a movimentarem-se com grande dificuldade, o que traduz bem a dimensão que o certame já atingiu.
As "tasquinhas" voltaram a ser protagonistas principais neste certame e foram uma das grandes responsáveis pelo sucesso da Feira Gastronómica do Porco. Desde a abertura até ao encerramento da Feira não tiveram mãos a medir, vendo-se obrigadas a trabalhos redobrados para poderem responder às imensas filas de espera que se formavam perto da hora das refeições. Mas, também os restaurantes do concelho registaram uma afluência bastante superior ao que é habitual, demonstrando que a Feira Gastronómica não se confina exclusivamente ao espaço físico do Pavilhão Multiusos, sendo responsável por verdadeiras romarias a esta região do Barroso e contribuindo significativamente para o pulsar da economia do concelho.
Mas, também os produtores de fumeiro presentes no recinto tiveram razões para sorrir, chegando à tarde de domingo com os seus produtos praticamente todos vendidos, tal foi a procura e o volume de vendas registados desde o momento em que a Feira abriu as suas portas.
Por todas estas razões, no final do certame, Fernando Campos, presidente da Câmara Municipal de Boticas, encontrava-se visivelmente satisfeito, sublinhando que "este modelo de feira, onde a vertente gastronómica é destacada, foi claramente uma aposta ganha da autarquia". O autarca continuou garantindo que, "a qualidade do certame é reconhecida por todos, como o prova o largo número de visitantes que tivemos este ano", razão pela qual, afiança, "continuará a ser uma aposta desta autarquia".

2) Aniversário da Banda Musical de Parafita
No passado Sábado, dia 26, a Associação Cultural de Parafita, conhecida sobretudo pela sua Banda, comemorou mais um aniversário, e voltou a reunir os seus associados, familiares e amigos no já tradicional convívio.
No entanto, o ano 2008 será um ano muito especial para esta instituição secular do Barroso, e uma das mais importantes em termos culturais, porque ficará marcado pela inauguração da moderna Casa da Música, actualmente já em fase a acabamento. A data prevista para a inauguração deste empreendimento, denominado "Casa da Cultura de Montalegre", será o próximo dia 31 de Maio, dia que coincide com os 740 anos do foral desta aldeia barrosã.
Foi por isso com muita emoção, que os presentes, sobretudo os locais, se deslocaram ao local das obras. Do programa deste evento fez ainda parte o já tradicional concerto/desfile, pela Banda, através das ruas de Parafita, além do convívio gastronómico final.
A próxima festa já tem data marcada para o próximo dia 31 de Maio.

3) Comemorações do São Sebastião
No passado dia 20 de Janeiro, o S. Sebastião voltou a ser comemorado um pouco por todo o Barroso. Em Montalegre, na Venda-Nova e Salto, e em Boticas, nas Alturas de Barroso e Couto de Dornelas. O facto de ser domingo e ter estado bom tempo ajudou ao enorme sucesso das celebrações deste ano do Santo protector das colheitas e dos animais.
Além do culto religioso, o que mais atrai os milhares de visitantes ao barroso, são os vários repastos que são oferecidos, quase todos eles à base das iguarias do porco. Na Venda Nova é oferecido pão e carne de porco cozida, em Salto pão e vinho benzidos, nas Alturas é famosa a feijoada à barrosã, e em Couto de Dornelas carne de porco, arroz e pão milho.
De facto, o S. Sebastião do Couto é o mais famoso e que atrai mais pessoas, talvez por ser conhecido pela maior mesa do país. No entanto, este ano teve uma atracção especial pois pode ser a última vez que se realiza, tudo por causa de um diferendo entre o pároco local, Fernando Guerra, e a população em torno da posse da Casa do Santo, um local que serve de apoio à realização da festa.
O pároco registou a habitação em nome da igreja, alegando que a mesma é utilizada há mais de 20 anos (Usucapião) pela Comissão Fabriqueira. A população alega que a casa lhe pertence e em seu favor parecem existir actas e deliberações da Junta e da Assembleia de Freguesia onde consta que a casa só foi construída já na década de 90.
Uma vez que não houve entendimento a população tenta impugnar o registo do edifício através do tribunal, tendo-se realizado já uma sessão ontem. Se o tribunal der razão ao padre a população admite acabar com a festa uma vez que é naquela casa que são guardados todos os objectos necessários para realização da festa. Fica-se agora a aguardar que tudo se resolva pelo melhor para que esta tradição não se perca.

4) Carnaval volta às ruas do Barroso
No próximo fim-de-semana e na terça-feira de Carnaval várias serão as aldeias do nosso concelho com desfiles e festejos alusivos à época mais burlesca do ano. E são as povoações da raia, talvez contagiadas pelo famoso Entroido galego, que vão ganhando tradição nesta celebração. De facto, Tourém, Pitões das Júnias e Vilar de Perdizes, já há alguns anos que tem marcado pontos no Carnaval barrosão, ainda quase puro e sem ameaças do samba e de outras descaracterizações trazida do Brasil, nosso país irmão. Aqui são os animais, os caretos, os trajes tradicionais e as lides agrícolas que são sublimadas.
Primeiro domingo em Tourém, onde os assustadores "felipeiros" desfilam com as croças e roupas velhas, no meio dos carros do gado, através das ruas da aldeia. Animação não faltará aos convivas, além do tradicional lanche final.
Na terça-feira, dia de Carnaval, será a vez de Pitões e Vilar de Perdizes fazerem os seus desfiles. Em Pitões os burros, os chocalhos e as gaitas de foles são dominantes e a animação é constante ou não fosse esta a terra dos gaiteiros. Em Vilar, os burros também marcarão presença, misturados com outros veículos agrícolas mais modernos, num cortejo onde a crítica social atinge o seu auge, sobretudo nas habituais quadras satíricas, antes da queima do Entrudo, já com a tarde a terminar.
Três boas oportunidades para dar umas valentes gargalhadas, ou como os técnicos agora dizem, sessões de risoterapia. Só se espera que o S. Pedro também se ria nesta quadra.

5) "Julieta e Romeu" na Biblioteca
Na passada terça-feira, a companhia de Teatro Panda-pá encenou uma peça de teatro no auditório da Biblioteca Municipal de Montalegre intitulada "Julieta e Romeu". Esta acção decorreu no âmbito do Programa Itinerâncias Culturais em parceria com a DGLB (Direcção-Geral do Livro e das Bibliotecas).
O público-alvo desta actividade foi os alunos (e alguns professores) do Ensino Secundário do Agrupamento de Escolas de Montalegre, que assim ocuparam muito bem uma tarde livre.
A peça foi muito interessante, cativando e emocionando os alunos presentes, apesar de ser toda encenada por uma única pessoa.

6) Em Outeiro - EDP melhora rede local
O lugar e freguesia de Outeiro, do Concelho de Montalegre, passou a dispor de melhor qualidade de energia eléctrica, graças à colocação em serviço de um novo posto de transformação e respectivas redes de média e baixa tensão.
Esta obra desenvolvida em parceria com o Município de Montalegre, veio permitir a ligação das infra-estruturas eléctricas da estação de bombagem e depósitos de água, construídos pelas Águas de Trás-os-Montes, naquele lugar e reforçar a rede distribuição de baixa tensão existente, disponibilizando uma potência de 100kVA, que veio beneficiar directamente todos os clientes de Outeiro, em cujas instalações foram eliminadas as quedas de tensão, que começavam a ser significativas em resultado dos aumentos de consumos e, sobretudo, devido à distância ao posto de transformação que servia, simultaneamente, as localidades de Outeiro e Parada.
Além da eliminação das quedas de tensão, em Outeiro, estas obras perspectivam a obtenção de benefícios em termos de perdas, redução do número de interrupções de fornecimento de energia e diminuição dos tempos de reposição do serviço nas duas aldeias.
O posto de transformação fica situado junto à Estrada Municipal, à entrada da aldeia, e o transformador que o equipa, foi seleccionado de forma a garantir potência disponível para satisfazer futuros aumentos de consumos dos clientes existentes e os pedidos de novas ligações.

Destaque 2
Adelino Bernardo assume novamente a liderança da Comissão Politica do PSD de Montalegre

A Secção do Partido Social Democrata de Montalegre, elegeu no passado dia 26 de Janeiro a nova equipa dirigente, que vai liderar o partido nos próximos dois anos.
Após um período de gestão corrente por demissão dos anteriores órgãos dirigentes e depois de várias marcações de actos eleitorais sem listas concorrentes, Adelino Bernardo decidiu aceitar o desafio e o pedido de inúmeros militantes, simpatizantes e dirigentes, que entendem que a sua experiência e prestígio são ferramentas essenciais para o período eleitoral que se aproxima, soube este jornal de fonte bem informada.
Embora ninguém ligado à nova estrutura quisesse confirmar, mas também ninguém desmentisse, uma das nossas fontes de informação garantiu ao Povo de Barroso, que em Boticas (à mesma hora que decorria a eleição), o Presidente do Partido laranja, Dr. Luís Filipe Meneses, deu um voto de confiança a esta equipa, disponibilizando-se para estar presente na tomada de posse, se os lideres locais entenderem oportuno.
Adelino Bernardo não quis fazer declarações formais antes da primeira reunião da Comissão Politica, mas foi dizendo que o seu lugar estará sempre à disposição dos militantes. Se num período que não ponha em causa objectivos eleitorais nacionais ou locais, aparecer alternativa melhor, imediatamente marcará eleições. Disse ainda, que o facto de ser Presidente da Comissão Politica, não significa que tenha que protagonizar a próxima candidatura à Câmara, mas tão somente encontrar aquele que melhor possa atingir tal objectivo.
Sobre a nova equipa, referiu que apenas um terço transita do elenco anterior, num processo de renovação importante para o futuro próximo, com jovens de grande futuro profissional e politico, com provas dadas em ambos os campos.
Agradece a todos os que cessaram funções e garantiu estar em marcha uma estrutura de trabalho em que os mesmos serão protagonistas, tendo-lhes pedido para aceitarem esta missão, tendo como objectivo único, devolverem aos Barrosões a alegria de viverem em Montalegre.
Finalmente é de referir que apesar de não haver lista concorrente, votaram cerca de setenta por cento dos militantes em condições de figurarem nos cadernos eleitorais da secção.
Em baixo fica a lista completa com os membros eleitos:

LISTA A
MESA DO PLENÁRIO
Guilhermina Maria Rodrigues Costa
Augusto Alvares Pereira de Medeiros
Susana Paula Pereira Gonçalves
COMISSÃO POLÍTICA
Adelino Augusto dos Santos Bernardo
Alexandre Dionísio da Silva Antunes
Domingos Aguiar de Vasconcelos
Fernando Alves Rodrigues
Fernando Calado Calvão
José Duarte Crespo Gonçalves
Luís Filipe Lopes Afonso Carril
Manuel Francisco Ramos
Márcio Abreu Carvalho Azevedo
Maria Isabel Chaves Carneiro
Maria de Lurdes Martins Ramada
Rui Mário Miranda Alves

Destaque
Luís Filipe Menezes presente na X Feira Gastronómica do Porco de Boticas

O líder do PSD, Luís Filipe Menezes, visitou a X Feira Gastronómica do Porco no decorrer do dia de sábado, segundo dia do certame. À chegada a Boticas, Luís Filipe Menezes deparou-se com uma grandiosa recepção, sendo esperado por milhares de pessoas e pelos três grupos de cantares populares do concelho, para sua surpresa e satisfação.
Logo de seguida, o líder do PSD visitou a Feira, acompanhado pelo presidente da Câmara de Boticas, Fernando Campos, cumprimentou expositores e visitantes e elogiou a qualidade dos produtos presentes no certame, enfatizando o facto de que "nesta região do país, tantas vezes esquecida pelo Governo, há grandes potencialidades que as populações têm sabido explorar, oferecendo a todos os visitantes o que de melhor se produz na sua terra". Para além disso, Menezes lembrou a forma acolhedora como foi recebido, agradecendo a todos o carinho manifestado e desejando os maiores sucessos para o certame, que tanto tem contribuído para o desenvolver da economia local, apontando a X Feira Gastronómica como um exemplo a seguir.
O líder do PSD teve ainda oportunidade de "provar" a gastronomia tradicional do concelho, almoçando nas Tasquinhas da Feira e de assistir a uma Chega de Bois, verdadeira manifestação da cultura popular das nossas gentes.

In http://www.opovodebarroso.blogspot.com/


"Julieta e Romeu" na Biblioteca Municipal 2008/ 01/31 12:48
Notícia publicada em 28-Jan-2008

Peça, interpretada pela Companhia Panda-Pá, chegou a Montalegre no âmbito do Programa Itinerâncias Culturais em parceria com a DGLB (Direcção-Geral do Livro e das Bibliotecas).

O Auditório da Biblioteca Municipal de Montalegre acolheu a peça "Julieta e Romeu", iniciativa cultural que surgiu no âmbito do Programa Itinerâncias Culturais em parceria com a DGLB. Tendo como público-alvo, os alunos do Ensino Secundário do Agrupamento Vertical de Escolas de Montalegre, a peça, que contou com a presença da vereadora da educação, Fátima Fernandes, «resultou em cheio», garante a responsável pela Biblioteca Municipal de Montalegre. Segundo Gorete Afonso «foi unânime ouvir de todos quantos participaram, “Soube bem, queremos mais”». Em reforço, rematou: «um particular destaque à equipa coordenadora da Biblioteca Escolar, que graças às boas relações de trabalho, garantiu o público. Um registo particular aos professores e alunos que participaram na acção, usando da sua tarde livre. É caso para dizer: a educação constrói-se dentro e fora da escola, com e sem horários».

In site CMM


Aniversário da Banda de Parafita 2008/ 01/31 12:46
Notícia publicada em 28-Jan-2008

Tradicional convívio voltou a reunir amigos e familiares da Associação Cultural de Parafita. Se tudo correr dentro do previsto, no próximo 31 de Maio, é inaugurada a Casa da Cultura de Montalegre, sediada em Parafita.


Decorreu da melhor forma o tradicional convívio da Associação Cultural de Parafita que ano após ano reúne familiares e amigos de uma colectividade com mais de 100 anos de vida.
Este ano o encontro mostrou as futuras instalações da Associação. Um espaço moderno que vai ser denominado Casa da Cultura de Montalegre. A inauguração está prevista para o próximo dia 31 de Maio, data que marca igualmente os 740 anos do foral da aldeia.

In site CMM


O Povo de Barroso Nº 389 2008/ 01/22 01:28
Sexta-feira, Janeiro 18, 2008

Opinião/Política

Câmara continua a asneirar na promoção e publicidade

Derrete-se dinheiro à velocidade da luz
Tínhamos preparado um artigo para ensinar ao Senhor Presidente da Câmara como e onde colocar a publicidade e promoção da próxima feira do presunto e fumeiro, mas as asneiras desta Câmara, o despesismo e o esbanjar de dinheiros públicos são tão rápidos, que a publicação quinzenal deste Jornal não consegue acompanhar.
Foi aqui publicado um artigo que chamava a atenção para a forma como a Câmara gasta mal os dinheiros dos munícipes, a propósito do "cozido com batatas" aos fins-de-semana durante os meses de Dezembro a Fevereiro.
Pois bem, logo pensámos que estaria eminente mais uma asneira da grossa, como é já habitual, visto que se aproximava a Feira do Fumeiro. Em condições normais, nem tal coisa nos passaria pela cabeça mas, conhecendo o novo-riquismo com que se gasta sem olhar aos números da despesa e às necessidades da população, entendemos por bem ensinar algo ao Senhor Presidente e aos seus colaboradores.
Não deu tempo. A publicidade do cozido aos fins-de-semana, está a ser retirada para dar lugar à da feira, o que veio demonstrar que foi mais um erro crasso desta Câmara.
Por muito má que tivesse sido a decisão e foi, nada justificaria que uma publicidade que promovia um evento que duraria três meses, esteja a ser retirada antes do primeiro mês terminar. Era isto que se temia.
A falta de emprego é tal, que não tarda muito e não se vê um jovem nas nossas aldeias, a não ser os que se sentam à mesa do poder.
Não há dinheiro para promover a fixação da população, com incentivos à criação de postos de trabalho nem apoio à manutenção dos existentes, mas há para a compra de carros de marcas de luxo, para satisfazer vontades de quem governa e não de quem é governado.
É preciso aumentar as tarifas de água, saneamento e recolha de lixo, porque se gasta mal, esbanja-se muito e se tem pouco sentido do que é essencial ou supérfluo.
Já não se pode morrer em Montalegre, porque a Câmara encontrou no cemitério e nos funerais, mais um filão para manter o despesismo, criando novas taxas e aumentando desmesuradamente as existentes.
Quem ganhou com mais estes milhares de euros derretidos em publicidade, que se verifica ser desnecessária, ao sabor de ideias de mentes pouco esclarecidas na matéria, porque não é assim que se programa a promoção do concelho, não foram certamente os restaurantes ou os produtores de batata e fumeiro de Montalegre.
Faça-se um exame de consciência e responsabilizem-se aqueles que tendo a obrigação de gerir os recursos do Município, apenas sabem aumentar taxas e tarifas, gastar naquilo que é desnecessário ou não prioritário e se esquecem dos jovens e dos idosos, apenas tendo olhos para os familiares e alguns amigos.
PSD Montalegre

Destaque 2
XVII Edição da Feira do Fumeiro e do Presunto de Barroso
Terminou no passado domingo a XVII Feira do Fumeiro e do Presunto de Barroso, a 3ª realizada no pavilhão Multiusos de Montalegre. Tal como se esperava, e por uma série de contingências sobre as quais nos debruçaremos mais adiante, a edição deste ano ficou um pouco aquém das expectativas (sobretudo no último dia, onde o S. Pedro também não ajudou) no que diz respeito a visitantes e volume de negócios, não se confirmando os 40 mil visitantes, e o milhão de euros de negócios, dentro do recinto onde os esperavam 62 produtores e mais de 50 toneladas de produtos.
Como já referimos na peça ao lado, a feira foi inaugurada ao fim da tarde de quinta-feira, dia 10, pela Ministra da Cultura, Isabel Pires de Lima, que antes da cerimónia ainda aproveitou para descerrar uma lápide (das 13 que perpetuam os diários de Torga e a sua passagem por vários pontos do concelho) na praça do Município, e inaugurar oficialmente o Auditório Municipal. Depois dos discursos seguiu-se a tradicional visita aos produtores antes do lanche de produtos tradicionais para os convidados.
Ao longo dos 4 dias do evento, além da venda, sobretudo de fumeiro, mas também de pão, mel e batatas, houve muita animação nas tasquinhas e dentro do recinto da feira, com os grupos do concelho, o teatro Filandorra, cantares ao desafio, concertinas, fados, e até o bem conhecido humorista Canto e Castro (que chega até nós todos os dias nas vozes do contra-informação da RTP). Também não faltou a chega de bois na tarde gelada de Domingo.
Além de membros do Governo, outros políticos passaram por Montalegre, como Paulo Portas, líder do CDS-PP, um habitué deste certame, e que aproveitou a presença na feira para lançar um desafio ao Presidente da ASAE, António Nunes, para ir à Assembleia da República, explicar-se acerca das extremas exigências para os pequenos produtores de fumeiro e outros produtos tradicionais (e que tem ajudado a agonizar alguns eventos como o de Montalegre), além de algumas infelizes declarações como aquela de que "metade dos restaurantes em Portugal terão de fechar", o que pode gerar o caos na nossa economia já tão fragilizada, segundo o líder do CDS. Paulo Portas salientou que era favorável a políticas de higiene e saúde pública mas exigiu saber "o que é regulamento e aplicação da lei e o que é abuso e espectacularidade", pois acha que "é necessário separar o trigo do joio", concluiu.
De facto, algum excesso de zelo da ASAE, e também das finanças, lançou o medo e insegurança nos produtores de fumeiro e foi a principal razão de este ano apenas se apresentarem 62, quando já foram quase 200. Ninguém nega que é bom haver fiscalização e a parte da segurança alimentar nunca poderá ser descurada, mas as exigências da organização já eram mais ou menos elevadas nessa matéria. Prova disso mesmo foi a rejeição de menos de 1% dos produtos que entraram na feira deste ano, indicação dada pela equipa de inspecção liderada pelo veterinário municipal Domingos Moura. A apresentação e higiene dentro do recinto também tem melhorado muito, os produtores têm a preocupação de usar luvas e batas, proteger o fumeiro das "mãos alheias", e também já todos têm a situação mais ou menos regularizada perante as finanças e o ministério da agricultura. Mas todas estas exigências são demasiadas para os mais pequenos produtores (e mais idosos), aqueles que de facto têm a sabedoria e fazem o fumeiro genuíno/tradicional, aquele que deu a fama à região e à feira. Esta pequena e exigida "industrialização", também tem vantagens, é um facto: oferece mais rendimentos às pessoas que investem neste sector e pode criar mais empregos, mas a médio/longo prazo, vai ter efeitos nefastos para a feira do fumeiro, e este ano já foi um bocado a prova disso. Se não houver apoios no QREN para este sector, sobretudo para a formação, para o investimentos em cozinhas e aparelhos que ajudem a satisfazer as exigências da ASAE, o quadro pode ser negro.
Entretanto, na segunda semana de Janeiro saiu um decreto-lei que pode ser parte da solução para o problema, e pode permitir o regresso de alguns produtores, pois permite a venda de certos produtos tradicionais, em certames do género (de apenas 2 a 3 dias) e em determinadas épocas do ano, como é o caso. Compete à organização da Feira aproveitar este furo (e outros que surjam) e dar um novo fôlego em 2009 ao maior evento da nossa região.

Destaque
Inauguração do Auditório Municipal de Montalegre

No passado dia 7 de Janeiro, segunda-feira, abriu finalmente ao público o mega Auditório Municipal de Montalegre, com uma capacidade total de 320 lugares. Trata-se de mais uma valência do complexo Multiusos de Montalegre e que vem colmatar uma clara falha a este nível no concelho. O custo oficial da obra ronda os 2 milhões de euros, ou seja, uma parte do bolo dos quase 10 milhões para a totalidade do complexo Multiusos, ao qual falta apenas a realização do campo de chegas.
Na abertura, e bem (uma vez que este auditório é um pouco de todos os barrosões), foi dada prioridade às associações e grupos musicais do concelho, a saber: Fanfarra dos Bombeiros Voluntários de Montalegre; Gaiteiros de Pitões das Júnias; Rapazões da Venda Nova; Grupo de Acordeões de Paredes do Rio; Quinteto de Sopros da Banda Musical de Parafita e Grupo Coral de Montalegre. Foi um excelente concerto e muito aplaudido pelos barrosões que esgotaram o auditório.
Na noite do dia 8 foi apresentada a peça de Teatro "Terra Firme", de Miguel Torga, pela magnifica companhia de teatro Filandorra - Teatro do Nordeste, a mais antiga companhia de teatro de Trás-os-Montes em actividade. Esta peça, escrita pelo saudoso escritor transmontano em 1941, conta a história do dia-a-dia de uma qualquer aldeia de Trás-os-Montes nas décadas de 30/40, da importância da terra na economia, e no drama que a ausência do filho único pode trazer a uma família. É a 4ª adaptação que a Filandorra fez, e serviu de comemoração dos 100 anos do nascimento (12/08/2007) de Torga. Foi muito apreciada pelo público barrosão, que acorreu em força, sobretudo as gerações mais antigas que se reviram mais na peça. Ficou ainda o desafia lançado pelo director da companhia de teatro para que Montalegre crie condições e aposte na formação de um grupo de teatro amador, que utilize o auditório, disponibilizando-se a Filandorra para cooperar e dar formação.
Na quarta-feira, dia 9, foi "servido" ao público barrosão um espectáculo musical com o consagrado artista Fernando Tordo, que fez uma retrospectiva pelo seu repertório de mais de 30 anos, inaugurado com a música "Tourada", escrita pelo saudoso Ary dos Santos, e que o ajudou a vencer o festival da canção nos anos 70.
Na chuvosa tarde de quinta-feira, dia 10, decorreu a inauguração oficial do auditório, que contou com a presença da Ministra da Cultura, Isabel Pires de Lima, também presente em Montalegre para a abertura oficial da XVII Feira do Fumeiro e do Presunto do Barroso.
Montalegre conta agora com uma excelente sala de espectáculos (e outras realizações) e que merece ser dinamizada, como o foi na primeira semana, pela Câmara e privados do concelho, pois agora já não há desculpas para não se investir na cultura.

Quinta-feira, Janeiro 17, 2008

In


Ministra prometeu estar “atenta” aos pedidos 2008/ 01/22 01:24
Autarca reclamou apoios para remendo que desfeia Castelo

Depois do Auditório Municipal, a ministra inaugurou a XVII Feira do Fumeiro
O Auditório Municipal de Montalegre que a ministra da cultura inaugurou na abertura da Feira do Fumeiro precisa de mais investimento ao nível do palco para poder receber espectáculos que tenham maiores exigências técnicas. O presidente da Câmara de Montalegre, Fernando Rodrigues, aproveitou, por isso, a presença da ministra para pedir apoio à transformação do espaço, no sentido de o palco vir a estar “ao nível de um teatro municipal”. Mas os pedidos do autarca não se ficaram por aqui. Rodrigues aproveitou para pedir à ministra apoio financeiro para a construção do Arquivo Municipal e ainda para obras no Castelo da vila. “O Castelo de Montalegre é uma estrutura bem consolidada, está em bom estado interior, mas a requalificação de que foi alvo não foi concluída”, disse o presidente da Câmara, lembrando que o talude que suporta a muralha da fortaleza, que esteve em risco de derrocada, é um “enxerto que lhe fica muito mal”. “De uma situação de emergência, a solução passou a permanente”, frisou Rodrigues. Além disso, o autarca reclamou também uma intervenção ao nível da praça de armas e a musealização das torres. “O monumento Castelo de Montalegre merece esta intervenção”, acrescentou ainda Rodrigues, lembrando que a Câmara está disposta a financiar parte da obra. Isabel Pires de Lima respondeu a cada um dos pedidos. E para quase todos remeteu para verbas do próximo Quadro de Referência Estratégica Nacional (QREN). Haverá certamente no próximo QREN instrumentos para a qualificação do palco” do Auditório, disse a ministra. Quanto ao Arquivo Municipal, referiu que ainda não será este ano que a obra será contemplada, no entanto, prometeu “estar atenta” ao pedido. Resposta que deu também em relação à intervenção no Castelo. “Trás-os-Montes tem estado das atenções políticas do Ministério da Cultura. Digo isto sem hesitações. É nesta região onde está a ser feito o maior esforço financeiro”, referiu a governante, referindo-se aos museus do Côa e do Douro. “Estamos a dinamizar culturalmente e, indirectamente, a contribuir para a não desertificação”, concluiu Pires de Lima.

Feira com menos gente que edições anteriores

Este ano, a Feira do Fumeiro de Barroso registou uma quebra no número de visitantes. E, apesar de o presidente da Câmara garantir que o volume de vendas foi substancialmente o mesmo, a verdade é que, no final do certame, muitos expositores tinham ainda muito produto nas bancas. Embora satisfeito com o resultado do evento, o presidente da Associação de Produtores de Fumeiro do Barroso, Boaventura Moura, acredita que a data, muito próximo do Natal e passagem de ano, (festividades onde se gasta muito dinheiro, possa ter tido influência na redução do número de visitantes. A data “natural” da Feira é a terceira semana de Janeiro. A alteração surgiu na sequência do acordo em termos de datas entre os vários concelhos da região, no sentido de não haver sobreposição de eventos. Para Boaventura Santos, haverá também um exagerado número de feiras de fumeiro. A próxima é já este fim-de-semana em Chaves, segue-se Boticas, Vinhais e São João da Corveira, em Valpaços.

Por: Margarida Luzio

In Semanário Transmontano


Abaixo assinado da EN 103 não será entregue 2008/ 01/21 06:35
O abaixo assinado a reclamar a melhoria da EN 103 não vai ser entregue ao Sr. 1.º Ministro. Em cima da hora se tomou esta resolução porque os resultados que pretendiamos obter não eram atingidos. Tudo porque a vinda a Braga do Primeiro Ministro espanhol, Rodriguez Zapatero, obrigou os responsáveis a tomar medidas de segurança muito apertadas que nos impediram de praticar a estratégia por nós concebida. Assim, ficou adiada para outra data a entrega do abaixo assinado. No entanto, uma comissão constituida apenas por 3 pessoas (não autorizaram mais!) irá ser recebida pelo Eng.º Mário Lino, ministro das Obras Públicas, que, mais uma vez, será sensibilizado para a situação em que se encontra a estrada e informado que oportunamente o abaixo assinado será entregue ao Sr. Primeiro Ministro em Lisboa numa audiência que nos será concedida em data a anunciar.
Nestes três últimos dias, as informações chegaram até nós em catadupa, umas a contradizer as outras, até chegarmos ao ponto de marcar reuniões que foram logo desmarcadas.
E, depois disto, a mim só me resta pedir desculpas pelo apelo feito ontem neste blogue e que poderá levar alguém a ver-se defraudado com o que vai acontecer amanhã, dia 18, em Braga.
Ninguém pode desanimar. Dias virão em que estaremos mais optimistas.
Com o apoio de todos, vamos conseguir valorizar a nossa região!

Montalegre, 17 de Janeiro/08 - 21.53 horas.
Publicado por Carvalho de Moura em 22:18

In http://omontalegrense.blogspot.com/


Montalegre recebe Campeonato do Mundo de Orientação em BTT 2008/ 01/18 19:09
No Verão de 2010

Depois do Campeonato do Mundo de Parapente em 2003, Montalegre volta a ser palco de uma prova mundial. Acontece em 2010. É a primeira vez que Portugal organiza um Campeonato do Mundo de Orientação de Elite. Assinatura do protocolo entre a Câmara Municipal de Montalegre e a FPO (Federação Portuguesa de Orientação) tem lugar este Domingo, pelas 13 horas, no Parque Natural do Alvão (Vila Real).

Montalegre recebe, no Verão de 2010, o 8.º Campeonato do Mundo de Orientação em BTT. A decisão foi anunciada pela IOF (International Orienteering Federation) que por sua vez seleccionou a FPO (Federação Portuguesa de Orientação) para organizar o evento.
O facto é mais saliente tendo em conta que Portugal nunca organizou um Campeonato do Mundo de Orientação em BTT de Elite. Todavia, a decisão vem na sequência das boas organizações que têm sido desenvolvidas nesta modalidade nos últimos anos, onde se destaca o Portugal O’Meeting (este ano decorrerá de 2 a 5 de Fevereiro no Algarve), várias provas a contar como WRE – World Ranking Event, e que culminará com a organização de 28 de Junho a 6 de Julho deste ano, do WMOC’08 – World Masters Orienteering Championships, evento que deve convocar cerca de 4.000 participantes à região de Leiria.

400 ATLETAS
INSCRITOS

A FPO, a fim de organizar um evento de tamanha envergadura, escolheu a região do Alto Tâmega e Barroso, promovendo uma zona «com excelente potencial para a prática de BTT conjugada com uma área natural de grande interesse paisagística e cultural propícia para a prática de Orientação, resultando assim numa zona com óptimas condições para a disputa deste evento ao mais alto nível mundial de Selecções de Elite de Orientação em BTT».
De modo a estarem reunidas todas as condições organizativas e logísticas, a FPO e a Câmara Municipal de Montalegre estabeleceram um protocolo que garante o compromisso de ambas as entidades na organização deste Campeonato do Mundo.
Sublinhe-se que estarão presentes dezenas de selecções de Orientação em BTT de todo o Mundo em Montalegre, com equipas até 16 atletas (8 masculinos e 8 femininos), prevendo-se um número de cerca de 400 atletas do topo mundial inscritos.
O evento será constituído pelas seguintes provas, a disputar nos diferentes dias da semana:
- Final de Sprint
- Final de Distância Média
- Qualificatória para a Final de Distância Longa
- Final de Distância Longa
- Prova de Estafetas – 3 atletas por selecção

ASSINATURA
DO PROTOCOLO

A assinatura formal deste protocolo irá decorrer este domingo, pelas 13 horas, no Parque Natural do Alvão (Vila Real). O acto protocolar será celebrado pelo presidente da Câmara Municipal de Montalegre, Fernando Rodrigues e pelo presidente da FPO, Augusto Almeida, à qual se seguirá uma breve conferência de imprensa.

In site CMM


X Feira Gastronómica do Porco 2008/ 01/17 18:33
PROGRAMA

Sexta-Feira – Dia 25 de Janeiro

12.00h > Abertura da Feira
12.30h > Almoço nas Tasquinhas
16.30h > Animação
18.00h > Ronda das Tasquinhas
20.00h > Animação
24.00h > Encerramento
Sábado – Dia 26 de Janeiro

10.00h > Abertura da Feira
10.30h > Recepção aos Confrades da Confraria Gastronómica da Carne Barrosã
12.00h > Almoço nas Tasquinhas
15.00h > Animação:
- Chega de bois
- Rancho Folclórico
18.00h > Ronda das Tasquinhas Apadrinhada pelas Confrarias da Gastronomia Portuguesa
21.00h > Rancho Folclórico
24.00h > Encerramento
Domingo – Dia 27 de Janeiro

10.00h > Abertura
12.00h > Almoço nas Tasquinhas
15.00h > Animação: - Chega de bois - Rancho Folclórico
17.30h > Cerimónia de Entrega de Diplomas de Participação
18.00h > Ronda das Tasquinhas
20.00h > Rancho Folclórico
22.00h > Encerramento da Feira

Município de Boticas
Praça do Município
5460-304 Boticas
Telefone: 276 41 02 00
Fax: 276 41 02 01


Romaria na Feira do Fumeiro 2008/ 01/15 18:38
Notícia publicada em 14-Jan-2008

Neve cativou milhares de pessoas a visitar a XVII Feira do Fumeiro. Ruas da vila cheias de carros. Hotelaria esgotou. Público delirou com o espectáculo que envolveu o certame.

A XVII Feira do Fumeiro e Presunto de Barroso, evento que aconteceu na vila de Montalegre, de 10 a 13 de Janeiro, apresenta balanço positivo. Produtores e organização satisfeitos com quatro dias de autêntica romaria à capital do Barroso. A neve foi atractivo suplementar que seduziu adultos e crianças que não escondiam o cenário idílico encontrado em Montalegre.
Não obstante, Fernando Rodrigues, Presidente da Câmara Municipal, reconheceu que houve uma ligeira quebra no número de visitas mas afirmou que a presente edição «tem uma soma de negócio semelhante aos anos anteriores». Para além disto, o autarca disse que uma ideia ficou clara: «os produtores mais organizados são os que têm mais negócio. A Feira do Fumeiro é para quem quer uma actividade rentável. Isto já não é uma brincadeira...não é uma aposta para quem quer vender um ou dois presuntos. Quem passa facturas, quem certificou o produto, quem apresenta mais arrojo, estes é que ganharam dinheiro e vão continuar a ganhar».

In site CMM


Paulo Portas visitou Feira do Fumeiro 2008/ 01/15 18:33
Notícia publicada em 14-Jan-2008

Líder do líder do CDS/PP disse em Montalegre que vai pedir agendamento potestativo para levar o presidente da ASAE ao Parlamento a fim de explicar as politicas de higiene e saúde que estão a ser implementadas em Portugal.

Com muitos jornalistas presentes, a visita de Paulo Portas à Feira do Fumeiro de Montalegre foi aproveitada pelo líder do CDS/PP para dizer, entre outras notas, que vai usar o direito de agendamento potestativo para «obrigar o presidente da ASAE a ir ao Parlamento explicar as políticas de higiene e saúde que estão a ser implementadas no país». Portas anunciou a intenção do seu partido de chamar à Assembleia da República, «sem ele poder dizer que não», o presidente da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), António Nunes.
Paulo Portas quer que a ASAE responda a quatro questões «relacionadas com o que é regulamento e aplicação da lei e o que é abuso e espectacularidade». O CDS-PP quer ainda questionar António Nunes sobre as declarações sobre o «encerramento de metade dos restaurantes portugueses» e se «estão ou não a destruir-se algumas economias familiares por excesso de zelo». A reforçar, Portas declarou que «não gostaria que em Portugal, que é um país livre e com largas tradições, houvesse uma espécie de polícia do gosto. É necessário separar o trigo do joio, o que está bem feito do que está mal feito».
Finda a visita, o líder do CDS/PP, acompanhado pela comitiva nacional e apoiantes da concelhia, deslocou-se a uma unidade hoteleira da vila de Montalegre a fim de degustar as extraordinárias iguarias do Barroso.

In site CMM


Fumeiro e presuntos do Barroso vão estar de novo em exposição 2008/ 01/11 00:12
Arranca hoje a feira do fumeiro
direitos reservados

Menos expositores, mas mais qualidade. É com esta promessa da organização que, hoje à tarde, arranca a XVII Feira do Fumeiro e do Presunto do Barroso, em Montalegre. Mas, além desta nova era do certame, imposta pelo receio das crescentes investidas da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), a edição deste ano vai também ficar associada à cultura.

Antes da inauguração da mostra, a ministra da Cultura, Isabel Pires de Lima, vai descerrar uma placa alusiva à comemoração do centenário do escritor transmontano Miguel Torga, comemorado no ano que findou e, logo a seguir, irá inaugurar oficialmente o Auditório Municipal, um espaço integrado no mesmo edifício onde tem lugar a feira.

A redução do número de expositores, cerca de 30, teve, sobretudo, a ver com o facto de os fabricantes de menor dimensão não estarem preparados para produzir de acordo com as regras de higiene e salubridade há muito obrigatórias, nomeadamente em termos de equipamentos.

Os que ficaram, perto de 60 produtores, todos eles fabricaram o fumeiro nas chamadas cozinhas tradicionais licenciadas existentes no concelho.

Mas as desistências foram também consequência directa da investida das Finanças na edição do ano passado, que esteve no local para detectar vendas não tributadas.

"Quem mata um ou dois porcos não lhe compensa estar a colectar-se e pagar doze meses a um contabilista!", admite o presidente da Associação de Produtores de Fumeiro da Terra Fria do Barroso, Boaventura dos Santos.

Ao presidente da Câmara, Fernando Rodrigues, não preocupa o número de produtores, mas sim a produção. "Se tivermos 50 grandes produtores, já se consegue criar muito emprego", defende o autarca.

Só falta a neve

Regras à parte, quem, até domingo, for a Montalegre pode ter uma certeza não vão faltar chouriças, de carne e abóbora, alheiras, presuntos, salpicões, e demais derivados do porco. Mas não só: encontrará ainda animação permanente no recinto da feira com grupos locais.

O que, ao contrário de alguns anos, parece que vai faltar é a neve, um atractivo suplementar. "Devíamos ter guardado alguma da que já caiu!", brinca o presidente da Câmara Municipal de Montalegre.

In Jornal de Noticias


Ministra da Cultura abre Feira do Fumeiro 2008/ 01/09 23:19
Notícia publicada em 07-Jan-2008

Presença de Isabel Pires de Lima vai ser aproveitada para descerrar duas das 13 lápides que perpetuam passagem de Miguel Torga pelo concelho de Montalegre e inaugurar Auditório Municipal.

A XVII Feira do Fumeiro e Presunto de Barroso, evento que decorre na vila de Montalegre de 10 a 13 deste mês, é inaugurada esta 5.ª feira, pelas 17 horas, pela Ministra da Cultura, Isabel Pires de Lima.
Falamos do maior certame da região, já com expressão nacional. Presentes, cerca de 100 produtores que vão expor e vender os produtos do porco caseiro no Pavilhão Multiusos de Montalegre.
Trata-se de um evento de grande impacto na economia local não só pelo que se vende na feira, mas pelo negócio que proporciona à hotelaria. A Feira do Fumeiro é um cartaz gastronómico que traz a Montalegre mais de 40 mil visitantes no fim de semana e que garante outros tantos durante os três meses de Inverno em que se serve cozido à barrosã.

REFERÊNCIA A MIGUEL TORGA
E INAUGURAÇÃO DO AUDITÓRIO

Para além da abertura da Feira do Fumeiro, a Ministra da Cultura inaugura o auditório municipal que fica anexo ao pavilhão onde decorre o certame.
Antes, porém, pelas 16 horas, na Praça do Município, vão ser descerradas duas das 13 lápides que perpetuam a passagem de Torga por vários pontos do concelho.
Sublinhe-se que o auditório municipal está integrado na grande obra denominada “Parque de Exposições e Feiras de Montalegre” que custou cerca de nove milhões de euros. Este empreendimento compreende o pavilhão multiusos, onde decorre a Feira do Fumeiro, um pavilhão desportivo, o arranjo do Campo da Feira, do mercado de gado, quatro tascas e a Porta do PNPG, para além da beneficiação da Rua dos Bombeiros.
Fernando Rodrigues, Presidente da Câmara Municipal de Montalegre, refere que «temos aqui um espaço cívico, desportivo, cultural e de animação económica ao serviço de Montalegre. É no conjunto da porta do PNPG que se inclui o auditório, com dois pisos e com 320 lugares e com um grande palco (para um teatro municipal). Sem se deter, explica: «este sector – “Porta do PNPG” custou cerca de dois milhões de euros. Aí temos o auditório que se destina a acções ligadas à natureza e ao ambiente e a ser partilhado pela população e mais cinco salas polivalentes para empresas de guias da natureza e as instalações do parque propriamente ditas com dois gabinetes, uma sala de exposição e um atelier de sensibilização ambiental». A reforçar, declara: «O auditório, com um salão polivalente no segundo piso do átrio, as salas dos guias turísticos e o multiusos estão agora disponíveis, não só para a cultura, mas também para a actividade económica e à disposição da hotelaria local para iniciativas turísticas, colóquios, seminários, congressos, etc. O equipamento localiza-se no centro da vila, é servido de estacionamento suficiente e vai ficar pronto quando tiver o campo de chegas concluído que também faz parte integrante deste projecto que renovou uma área degradada de quatro hectares e que é hoje, sem qualquer dúvida, um equipamento de referência na região».

XVII FEIRA DO FUMEIRO (Projecção):

- cerca de 100 expositores
- mais de 50 toneladas de produto
- perto de 1 milhão de euros de negócio dentro da Feira do Fumeiro
- mais de 40 mil visitantes

In site CMM


Auditório Municipal abre ao público dia 7 2008/ 01/03 20:46
Notícia publicada em 28-Dez-2007

É mais uma valência concluída do Parque de Exposições e Feiras de Montalegre. Um fantástico espaço para conhecer em primeira mão nas fotos anexas a esta noticia. A obra é inaugurada oficialmente na abertura da 17.ª Feira do Fumeiro (10 Janeiro).

Dia 7 de Janeiro abre ao público o aguardado Auditório Municipal de Montalegre, obra inserida no gigante Parque de Exposições e Feiras de Montalegre. Um projecto grandioso que vem colmatar uma necessidade do concelho e que vai servir para responder às várias solicitações culturais.
A abertura do Auditório Municipal à população (Multiusos) oferece um programa de variedades com os grupos locais (Gaiteiros de Pitões das Júnias, Rapazões da Venda Nova, Grupo de Acordeões de Paredes do Rio, Quinteto de sopros da Banda de Parafita e Grupo Coral de Montalegre).
No dia seguinte há teatro com “Terra Firme” de Miguel Torga, pela Filandorra. No dia 9 actua o consagrado artista Fernando Tordo.

In site CMM


Feira do Fumeiro apresentada no Porto 2008/ 01/03 20:44
Notícia publicada em 03-Jan-2008

Comunicação Social presente em força. Orlando Alves, Vice-Presidente do Municipio de Montalegre, falou da «nova realidade» da Feira do Fumeiro. Menos produtores mas com o mesmo volume de produto apresentado. Esta 6.ª feira é a vez de Braga receber nova apresentação pública de um cartaz que promete vender cerca de 60 toneladas de produto.

Repleto de jornalistas, o salão da Casa de Trás-os-Montes e Altodurienses do Porto acolheu a apresentação pública da 17.ª Feira do Fumeiro e Presunto de Barroso, cartaz turístico que acontece na vila de Montalegre de 10 a 13 de Janeiro.
Em representação da Câmara Municipal de Montalegre compareceu, uma vez mais, o vice-presidente que referiu no seu discurso (ver, na íntegra, em anexo) que o “S. João da chouriça” vai decorrer «no melhor ambiente e onde a qualidade dos produtos, associada à boa gastronomia e afabilidade dos barrosões, são o toque e o mote para que a festa aconteça». Orlando Alves reforçou que a Feira do Fumeiro é uma «festa feita de estúrdia e convívio de animação, de comes e bebes até se lhe chegar com o dedo, lareira comunitária em contínuo crepitar, caldo no pote sempre pronto a servir, sabores e odores com cheiro a infância e a saudade, ruralidade quanto baste e feita sobretudo de povo, muito povo».

«VAMOS GASTAR 60 MIL EUROS»

Neste “mundo de pecados” como presunto, chouriça de carne, de abóbora, farinheiras, sangueiras, salpicão, rojões, alheira, pás, pés e orelheiras, pernis, barrigas, peitos e queixadas, vão ser gastos, por parte da autarquia de Montalegre, «60 mil euros de um evento que vende cerca de 60 toneladas de fumeiro».
Na presente edição «comparativamente ao ano anterior assiste-se a um decréscimo de participantes», justificação que aparece desta forma: «saíram aqueles que, vencidos pelo peso dos muitos anos de trabalho, se remeteram ao merecido sossego; Abandonaram-nos os resistentes à mudança, aqueles para quem a existência de regras são estorvo ou empecilho; Ficaram os crentes. Aqueles que abraçam a actividade e nela vêem o seu futuro ou ganha-pão».

62 PRODUTORES PRESENTES

Para Orlando Alves a queda da participação dos produtores não é preocupação porque «saem reforçados o aprumo ou mestria no fazer, bem como a qualidade do produto». Um número, adianta o autarca, que assegura «as quantidades a que a feira nos habituou. E paulatinamente vão avançando para o licenciamento da “Cozinha Tradicional” que lhes permite a comercialização num raio de 40km».

CASA ARRUMADA

«É caso para dizer que, pouco a pouco, a casa começa a arrumar-se e esta actividade, iniciada num misto de medo e teimosia, está para durar e ser cartaz da região de Barroso e de todo o mundo rural que urge defender e preservar», esclareceu Orlando Alves.
A concluir, deixou o repto: «Venha de lá esse povo, fiel à tradição, bom garfo e apreciador das coisa boas, e sem o qual a festa se não faz».

In site CMM


Explosão em café de Salto já terá suspeitos 2007/ 12/31 15:33
PJ ouviu várias pessoas dos concelhos de Montalegre e Boticas

A Polícia Judiciária de Vila Real já terá suspeitos da autoria do lançamento de um engenho explosivo num café da localidade de Pomar da Rainha, em Salto, no passado dia 24 do mês passado.

Ao que o Semanário TRANSMONTANO conseguiu apurar, no âmbito do inquérito de investigação em curso, na semana passada, a PJ terá estado em Montalegre e em Boticas, onde terá interrogado várias pessoas. No concelho de Montalegre, uma delas é proprietária de um posto de abastecimento de combustível nas imediações do estabelecimento onde foi colocado o engenho, que deixou ferida a proprietária e causou ainda avultados prejuízos. O indivíduo em causa terá mau relacionamento com o dono do café por questões ligadas a terrenos baldios. No concelho de Boticas, foi ouvido nas instalações da GNR local um casal residente na aldeia de Alturas do Barroso, que frequentava o estabelecimento.

Na altura do incidente, apenas a proprietária do café se encontrava no seu interior. Segundo relatou, então, falava com a filha ao telefone quando, de rompante, um homem terá entrado e largado o engenho. Na sequência da explosão, Maria ficou ferida num pé, numa perna e ainda num pulso, e o estabelecimento ficou bastante danificado.

Ao que tudo indica, o engenho usado foi feito à base de dinamite utilizada em pedreiras.

Margarida Luzio - In Semanário Transmontano


O Povo de Barroso Nº 388 - Especial Natal 2007/ 12/31 15:27
Sexta-feira, Dezembro 28, 2007

Barroso em Resumo
1) Associação de Gralhas promove Rastreio gratuito

No passado dia 2 de Dezembro realizou-se em Gralhas, concelho de Montalegre, um rastreio gratuito à visão, colesterol, diabetes e tensão arterial.
Esta iniciativa, promovida pela Associação Recreativa, Desportiva e Sócio-Cultural de Gralhas (ARDSCG), em colaboração com a Multiópticas e a Farmácia Caldas, decorreu durante toda a manhã, na sede da ARDSCG, no Largo da Igreja.
A população local aderiu massivamente a mais uma iniciativa da ARDSCG, superando as mais altas expectativas. Quase duas centenas de pessoas deslocaram-se durante essa manhã de Domingo para fazer o rastreio.
Dr. Pedro Machado, da Multiopticas, foi o responsável pelos exames à visão, Dr. Pedro Correia, da Farmácia Caldas, fez os exames ao Colesterol e Diabetes. Os exames à tensão arterial, bem como a explicação dos valores registados nos rastreios estiveram sob a responsabilidade de três técnicas de saúde: Carina Teixeira e Elodie Carvalho, enfermeiras, e Sandrina Barros, técnica de radiologia.
No geral, os valores obtidos encontram-se dentro dos parâmetros esperados, tendo em conta que grande parte da população já se encontra sensibilizada para estes problemas. Nos casos de excepções detectadas, as pessoas foram aconselhas a consultar o médico de família para fazerem análises complementares.
Para a ARDSCG, que tem vindo a desenvolver diversas actividades na área recreativa, desportiva e social, perante a adesão registada e o feedback positivo, esta será uma iniciativa a repetir.

2) Paulo Portas em Montalegre
Na manhã do passado dia 1 de Dezembro, Sábado, o líder do CDS-PP Paulo Portas fez uma visita rápida a Montalegre, onde teve uma pequena reunião de trabalho com as bases do partido no nosso concelho no Hotel Quality INN, seguindo-se uma pequena deslocação até à fronteira ao empreendimento Sandibombas, uma vez que o partido luta há muito por uma alteração à lei das fronteiras que permita uma igualdade de preços dos dois lados, num raio de alguns Km, o que poderia ser uma mais valia para o nosso concelho e outros da raia.
A comitiva da direcção do partido, que além de Paulo Portas era composta pelo Secretário-Geral, João Almeida e do Secretário-Geral Adjunto, Henrique Campos Cunha, seguiu ao final da manhã para Chaves, onde almoçou antes de outras reuniões com as bases num fim-de-semana dedicado ao nosso distrito.
Em Montalegre Paulo Portas expressou ainda o desejo de regressar, já em Janeiro, à Feira do Fumeiro e do presunto de Barroso.

3) Feira do Fumeiro - 10 a 13 Janeiro 2008
Voltamos a relembrar que a Feira do Fumeiro 2008 já tem data marcada, antecipando uma semana em relação a anos anteriores para o segundo "fim-de-semana" de Janeiro, entre os dias 10 e 13.
Trata-se do maior evento turístico/comercial do concelho e que voltará a arrastar milhares de visitantes/compradores a Montalegre, à procura do melhor fumeiro do país e de toda a animação que envolve este certame.

4) Barrosão Mário Montalvão Machado Condecorado pelo Presidente da República
O Presidente da República, Cavaco Silva, condecorou no passado dia 14 de Dezembro Mário Montalvão Machado com a Grã-Cruz da Ordem da Liberdade, numa breve cerimónia realizada na Câmara do Porto, que considerou ser uma "homenagem justa" a um defensor da liberdade.
"É uma homenagem justa a um homem que sempre defendeu os valores da democracia e da liberdade", afirmou Cavaco Silva, em declarações aos jornalistas no final da cerimónia, a que assistiu o ex-líder do PSD, Marques Mendes.
O papel de Mário Montalvão Machado na criação do PSD foi referido por Cavaco Silva, recordando que o advogado portuense "foi amigo de Sá Carneiro e com ele criou um partido político".
Minutos antes, na breve intervenção que proferiu na cerimónia, o Presidente da República tinha recordado que teve "o privilégio de beneficiar do apoio e dos conselhos de Montalvão Machado".
Montalvão Machado, entre outros cargos, foi presidente do Grupo Parlamentar do PSD numa altura em que Cavaco Silva era o líder dos social-democratas.
"Foi uma das personalidades que me ajudou no meu percurso político", frisou, assegurando não ter tido "a mínima dúvida" na atribuição desta distinção.
"A vida de Montalvão Machado está repleta de serviços à democracia e à liberdade", afirmou,
Numa curta intervenção, Mário Montalvão Machado, afirmou estar "profundamente orgulhoso" pela distinção. "O meu nome de família fica ligado para sempre à causa da liberdade", salientou.
Para quem não sabe Mário Montalvão Machado, de 86 anos, nasceu em Montalegre, formou-se em Direito e instalou-se no Porto, onde se afirmou como advogado. No PSD, partido que ajudou a fundar, exerceu vários cargos, entre os quais o de presidente da Comissão Política Distrital do Porto.

5) Natal do Idoso do Concelho de Boticas
O dia 8 de Dezembro, dia dedicado a Nossa Senhora da Conceição, foi mais uma vez a data escolhida pela Câmara Municipal de Boticas para a realização do já tradicional Natal do Idoso, uma iniciativa que contou, como habitualmente, com a colaboração da Santa Casa da Misericórdia, do Agrupamento de Escuteiros de Boticas e do Núcleo de Boticas da Cruz Vermelha Portuguesa.
O dia foi de festa e de convívio, proporcionando aos milhares de idosos que marcaram presença no Pavilhão Multiusos um momento de confraternização num espírito que tão bem se coaduna com a época que vivemos – a quadra natalícia.
Não fugindo aos moldes dos anos anteriores, o Natal do Idoso arrancou com uma Eucaristia comemorativa, celebrada pelo Monsenhor Silvério Guimarães e vivida em profunda devoção e respeito pelos idosos e por todos os que se deslocaram ao Pavilhão Multiusos.
Logo de seguida foi servido o almoço, do agrado de todos, numa ementa a lembrar a época natalícia e onde não faltou o arroz de polvo nem o tradicional Bolo Rei, tão próprios desta época. O almoço foi ainda aproveitado pelo Presidente da Câmara para fazer pessoalmente a entrega de lembranças aos idosos e para, um a um, cumprimentar e desejar as Boas Festas a todos quantos acederam ao convite da Autarquia e marcaram presença nesta festa convívio.
A iniciativa agradou, uma vez mais, a todos os idosos, que foram unânimes em sublinhar que esta festa se deverá repetir e manter por muitos e longos anos.
A elevada afluência e o ambiente que se instalou no Pavilhão Multiusos deixou também satisfeito o Presidente da Câmara, Fernando Campos, até porque, como o próprio refere, "é bom que quando se organiza um evento desta dimensão ele tenha um bom acolhimento, pois é sinal de que se está a trabalhar no sentido certo. Esta é uma das formas de demonstrarmos aos nossos idosos o nosso carinho e o nosso afecto e de lhes agradecermos o muito que fizeram pela nossa terra e pelo nosso concelho. É bom que saibam que nos preocupamos com o seu bem-estar e a sua felicidade, em especial numa época do ano em que este género de iniciativas faz mais sentido".
A parte de tarde foi animada com as actuações do Rancho Folclórico do Centro Cultural e Recreativo de Beça, do Grupo de Cantares da Associação Cultural, Recreativa e Desportiva da Serra do Leiranco - Sapiãos, e do Grupo de Danças e Cantares Regionais de Boticas, ao som dos quais os idosos deram alas à sua alegria, juntando-se num animado e muito concorrido baile que só não se prolongou porque a hora avançava e se impunha o regresso a casa.

Quinta-feira, Dezembro 27, 2007

Destaque 2
XX Natal dos Cantadores ao Desafio

No passado dia 15 de Dezembro, um sábado, a aldeia de Mourilhe, no nosso concelho, acolheu mais uma vez o Encontro de Natal dos Cantadores ao Desafio, que este ano completou a vigésima edição, e voltou a juntar cantadores do Minho e Trás-os-Montes, além dos muitos apreciadores da canção "à desgarrada".
O programa começou a meio da tarde com a recepção aos cantadores no Hotel Senhora dos Remédios de Mourilhe, do famoso padre Fontes. Ao final da tarde celebrou-se a tradicional missa com cantares ao desafio, que atrai sempre muitos curiosos. Pelas 20 horas foi servido o jantar com uma ementa típica de Natal, onde não faltaram o bacalhau e as rabanadas. A festa prolongou-se noite adentro com desgarradas alternadas e muita animação entre as várias centenas de convivas presentes.
No natal de 2008 está prometida a XXI primeira edição deste evento que procura preservar esta tradição e a música tradicional no geral.

Destaque
O Natal das Escolas

No passado dia 14, do corrente mês, uma sexta-feira, realizou-se na escola Dr. Bento da Cruz, em Montalegre, a tradicional festa de Natal do Agrupamento de Escolas de Montalegre.
O programa foi muito vasto e começou logo pela manhã com várias actividades mas onde a dança, o teatro e a música foram predominantes. Já durante a tarde, os alunos do clube de música deram um concerto de natal na igreja do Castelo de Montalegre, onde acorreram muitos dos jovens estudantes.
Além da festa propriamente dita é de salientar as actividades realizadas pelos alunos da referida escola relacionadas com a época natalícia, como o concurso de árvores ecológicas, que teve o condão de incentivar os alunos a serem responsáveis pelo Ambiente, que muitas vezes é esquecido nesta época. Relacionada com o projecto "Nós e a leitura na Escola", realizou-se também outra actividade intitulada de "Amigos também no Natal", onde se promoveu a leitura, a união, e a cultura dos alunos.
Foi desta forma que o Agrupamento festejou o Natal, despedindo-se do 1º período do ano lectivo com alegria, criatividade, união, leitura e espírito natalício.
Também os alunos da Escola EB1 de Montalegre tiveram uma grandiosa festa de Natal com várias actividades como música, dança, ginástica, etc. e que envolveram professores e alunos. Alguns alunos desta escola e outros do ensino pré-escolar tiveram ainda uma visita muito especial ao lar da Santa Casa da Misericórdia Montalegre, onde as duas gerações tão distantes puderam conviver por alguns felizes momentos.

Segunda-feira, Dezembro 24, 2007

Natal

O Jornal "O Povo de Barroso" Deseja a todos os seus Estimados Assinantes, Anunciantes, Colaboradores e Amigos, bem como a todos os Barrosões Espalhados pelo Mundo Inteiro, um Santo e Feliz Natal e um 2008 pleno de Saúde e Prosperidade


Câmara relança cozido e batata de barroso 2007/ 12/17 11:11
Restaurantes vão servi-los até Fevereiro

Todos os restaurantes do Barroso vão servir o tradicional cozido
A Câmara Municipal de Montalegre quer relançar a fama da batata de barroso e, por isso, associou-a à excelência de outra iguaria da terra: o cozido, onde entra “o que de melhor o porco tem”. Até Fevereiro, o cozido à barrosã vai ser um dos pratos de destaque dos restaurantes do concelho que aderiram à iniciativa.

Esclareçam-se as diferenças. Não é acompanhado com arroz e nem leva galinha. Ao contrário do cozido à portuguesa, o cozido à barrosã leva carne de vitela. E não tem segredos de preparação. “A diferença está na qualidade dos produtos”, afiança quem o confecciona. Até finais de Fevereiro, o cozido à barrosã vai ser o prato principal das ementas dos restaurantes de Montalegre aos fins-de-semana. A iniciativa faz parte de uma campanha de promoção da Câmara Municipal de Montalegre para relançar aquele que é considerado o prato por excelência da região. “Leva o melhor que o porco dá, é uma espécie de manjar dos Deuses”, garante David Teixeira, do Ecomuseu do Barroso, lembrando que este prato está asso-ciado à dureza dos trabalhos agrícolas e ao frio da região, que exigiam refeições fortes. Anabela Dias, proprietária do restaurante Piano Bar o Castelo, um dos muitos que aderiu à iniciativa, acentua que a “diferença” entre este e outros cozidos está no facto de serem todos caseiros os produtos que entram neste prato: chouriça, de carne e de abóbora, peito, cabeça e pé de porco e vitela barrosã. Mas o acompanhamento também tem o seu peso. Além da couve, faz toda a diferença a batata. Produzida em altitude e em terrenos sem rega, a batata de Montalegre é conhecida por ser uma das melhores para consumo. Aliás, nos restaurantes onde o cozido vai ser servido, haverá indicações sobre produtores de batata no concelho onde os forasteiros a poderão comprar. O preço por quilo ronda os 30 cêntimos.

Para o presidente da Câmara Municipal de Montalegre, Fernando Rodrigues, esta é mais uma aposta para atrair turistas ao concelho e, ao mesmo tempo, promover o escoamento dos produtos locais e, assim, desenvolver a economia concelhia. “A aposta na gastronomia é uma aposta ganha porque os produtos são de qualidade”, conclui Rodrigues.

Margarida Luzio - In Semanário Transmontano


Boticas - Exposição ibérica de selos mostra raridades 2007/ 12/05 20:29
Mostra conta com 58 coleccionadores de Portugal e Espanha

Mais de cinquenta coleccionadores de selos portugueses e espanhóis têm, desde domingo passado, as suas colecções expostas no salão dos Bombeiros de Boticas. A Iberex é uma das maiores exposições filatélicas ibéricas e pode ser vista até sábado. Os primeiros selos editados em Portugal no longínquo ano 1853 no reinado de D. Maria II ou ainda cartas antes do lançamento dos timbres são apenas duas entre muitas curiosidades que poderão ser apreciadas.

Antes da existência dos selos, criados em Inglaterra em 1850, o serviço de correio era um serviço particular prestado por ordem religiosas e pela nobreza, por terem cavalos para se fazerem transportar. A necessidade de inventar o selo terá nascido depois de um estalajadeiro inglês ter rechaçado uma carta e, assim, o respectivo pagamento ao almocreve que a transportou. Terá sido nessa altura que se chegou à conclusão que o serviço deveria ser pago por quem enviava a correspondência e não por quem a recebia. Surgiram, então, os primeiros selos. Em Portugal, surgiram três anos depois, em 1853, no reinado de D. Maria II. Um selo dessa altura, de cem mil reis, agora avaliado em 770 mil euros, é, aliás, uma das relíquias da Exposição Filatélica Luso-Espanhola (Iberex), que se encontra patente no salão dos Bombeiros de Boticas desde o passado domingo. Mas há mais. Na mostra, que conta com as colecções de 58 coleccionadores portugueses e espanhóis, pode ainda ser vista, por exemplo, uma carta que, no ano de 1755, o rei D. José I enviou de Lisboa para Vila Viçosa e com a indicação “logo logo”, o equivalente à designação “urgente”.

O único expositor transmontano é de Chaves, cidade que, em 1983, acolheu a Iberex. No entanto, o comissário da exposição e presidente da União de Colectividades Filatélicas do Norte de Portugal (Unifor), Paulo Sá Machado, acredita que em Trás-os-Montes existe património filatélico importante. “Muitas vezes acontece que as pessoas não sabem do seu valor”, defende Paulo Sá Machado, lembrando que a realização da Iberex em Boticas poderá ser o “pontapé de saída” para a criação de um núcleo filatélico em Trás-os-Montes.

No final da exposição, o presidente da Unifor estima que tenham passado pelo local cerca de 15 mil pessoas. A realização da Iberex em Boticas ficará também marcada pela edição de um selo com uma reprodução de um dos ex-libris da vila, a estátua do Guerreiro Calaico, bem como com a compilação da história postal do concelho.

In Semanario Transmontano Por: Margarida Luzio


O Povo de Barroso Nº 387 2007/ 12/05 20:23
Domingo, Dezembro 02, 2007

Barroso em Resumo
1) Festa do porco bísaro
No próximo dia 9 de Dezembro de 2007, a aldeia de Paredes do Rio no nosso concelho volta a realizar a Tradicional matança do Porco Bísaro, numa organização da Associação Social e Cultural de Paredes do Rio, apoiada pelo Ecomuseu do Barroso, PNPG, rádio Montalegre, Vinhos Veiga e Caixa de Crédito Agrícola.
Do programa constam, entre outros, o matabicho às 9h00, seguindo-se a matança, antes do almoço convívio às 13h00. Despois do almoço haverá uma visita guiada à aldeia e aos canastros recuperados. A animação deste dia está a cargo da Escola de música de Paredes do Rio.

2) IV Festival Celtirock
Realizou-se entre 16 e 18 do mês que termina, a IV edição do festival de música Celtirock. Desta vez (e pela primeira vez) coube à famosa aldeia de Vilar de Perdizes acolher o evento, antes realizado em Montalegre por alturas das festas da vila. A organização coube, mais uma vez, à Associação Invensons, que contou com o apoio do Instituto Português da Juventude, Delegação Regional da Cultura do Norte, Freguesia de Vilar de Perdizes e Associação de Defesa do Património de Vilar de Perdizes.
E a escolha da organização mostrou-se acertada pois a IV edição do festival decorreu sob o signo do sucesso, pese embora a época do ano (muito frio) e a falta de apoio do município de Montalegre (ver).
Os três dias do evento ofereceram uma variada escolha musical e cultural às centenas de pessoas que acorreram a Vilar de Perdizes. A música teve o seu cunho folclórico-popular, folk e Celta, com a presença dos portugueses Ginga e Gaiteiros de Pitões, os alemães Paddy B & Tom Hamilton e os galegos Anxoblastrio. A restante componente lúdica do cartaz incluiu animações de rua, jogos populares e visitas guiadas ao património construído da aldeia (forno do povo, lagar, entre outros), e ao património arqueológico da zona envolvente: Penedo de Ramezeiros, Penedo de Caparinho, Altar da Panascrita, Olas de S. Marinha. Também não faltou a exposição e venda de artesanato, licores, chás e ervas medicinais, muito típicos desta aldeia, além da imperdível queimada.
A próxima edição deste festival está garantida, em princípio, para o último fim-de-semana de Julho, e novamente em Vilar de Perdizes.

3) Em Vilar de Perdizes: Pinturas murais da capela da Senhora das Neves em recuperação
Iniciaram-se no início do mês que termina as obras de conservação e restauro das pinturas murais da capela da Senhora das Neves, em Vilar de Perdizes, e que tinham sido descobertas no início de 2005. Os trabalhos estão a ser efectuados por uma especialista da área, cuja proposta foi apreciada e recomendada pelos técnicos do IGESPAR (antigo IPPAR).
Segundo essa especialista, os painéis são de um rigoroso pormenor, com imagens muito bem concebidas, datadas sobretudo dos séculos XVI e XVII, e raras ao nível do nosso país (sobretudo séc. XVI).
A conclusão das obras está agendada para o início de Dezembro, data a partir da qual serão mais um motivo de atracção e visita, desta aldeia já bem conhecida a nível nacional sobretudo pelo congresso de medicina popular.

4) Festival de Gastronomia e Produtos de Montanha
Tendo como principal objectivo promover e lançar o debate público sobre a dieta de montanha, bem como divulgar e dar a conhecer os produtos e a excelência da gastronomia das zonas de montanha no nosso país, a Associação Nacional de Gastronomia e Produtos de Montanha, contando com a colaboração da Câmara de Boticas, organizou, nos dias 23, 24 e 25 de Novembro, o Festival de Gastronomia e Produtos de Montanha, um evento que se realizou este ano pela primeira vez e teve como palco o Pavilhão Multiusos de Boticas.
Paralelamente à realização do Festival Gastronómico, onde foram servidos alguns dos pratos tradicionais e iguarias das zonas de montanha, com especial destaque para os da nossa região, tiveram lugar outras iniciativas de divulgação / promoção destes produtos, nomeadamente um Fórum subordinado ao tema "Dieta de Montanha", onde se procuraram discutir os "prós e os contras" desta dieta, num debate que contou com a presença de vários especialistas nacionais nas áreas da alimentação e gastronomia.
Este evento procurou dar um precioso contributo para o desenvolvimento dos produtos destas regiões de montanha, de qualidade comprovadamente reconhecida, potenciando a sua produção tradicional, preservando as suas características genuínas e mantendo a sua autenticidade. De resto, a preservação do mais genuíno da gastronomia tradicional desta região do país tem sido a preocupação e o empenho de várias instituições locais, que têm procurado apoiar os mais variados projectos relacionados com a gastronomia tradicional, com especial destaque para a Rede de Tabernas do Alto Tâmega, onde o concelho de Boticas está integrado, tendo já quatro estabelecimentos devidamente licenciados e em funcionamento.

5) Natal do idoso
O próximo dia 8 de Dezembro (Sábado) vai ser de festa para os idosos do concelho de Boticas, já que a Câmara Municipal de Boticas, em parceria com a Santa Casa da Misericórdia, organiza nesta data mais um Natal do idoso.
No total, são esperados neste convívio mais de um milhar (com mais de 60 anos) proveniente de todas as freguesias do concelho.
O programa terá início às 10 horas da manhã, com a concentração dos idosos no Pavilhão Multiusos de Boticas, local da realização do Natal do Idoso 2007. Pelas 11 horas tem início a celebração da eucaristia. A seguir à eucaristia será servido o almoço a todos os idosos e acompanhantes que se deslocarem ao recinto. A parte da tarde será ocupada com actividades recreativas, onde se destacam as danças e cantares regionais, a cargo das associações culturais do Concelho.

Destaque 2
Reunião Preparativa da XVII Edição da Feira do Fumeiro

No passado dia 22, quinta-feira, realizou-se no salão nobre da Câmara Municipal de Montalegre a organização preparatória da XVII edição da Feira do Fumeiro de Montalegre, que se realizará nos próximos dias 10 a 13 de Janeiro de 2008.
Nesta reunião a organização e os produtores ultimaram os pormenores que as novas exigências da união europeia obrigam. Devido ao apertar das exigências o número de produtores presentes na XVII edição reduziu-se bastante para perto de 70. No entanto o produto à venda será semelhante ao das edições anteriores. A relação do fumeiro a apresentar na feira de 2008 deverá ser dada até ao dia 7 de Dezembro junto da Associação de Produtores de Fumeiro.
Entretanto, a Associação dos Produtores do Fumeiro da Terra Fria Barrosã acaba de lançar o seu último boletim, o número 5, para distribuição junto dos associados.
Esta edição é muito interessantes e completa (10 páginas) pois é constituída por um manual de boas práticas de produção de fumeiro (por ex. manuseamento de carcaças, preparação das misturas, salga, fumagem, armazenamento, higiene pessoal, etc.), além de uma introdução ao estudo do sistema HACCP, o mais moderno sistema de garantia da segurança alimentar.

Destaque
PSD de Montalegre participa da Câmara

O Partido Social Democrata de Montalegre, através dos seus Vereadores eleitos e em exercício de funções na Câmara Municipal de Montalegre, comunicaram a este órgão de gestão autárquica, que iriam apresentar a diversos organismos documentos e informações que entendem com matéria para investigação e com os quais não querem ser solidários nem coniventes.
Ao que este Jornal apurou, os referidos documentos seguem, entre outros, para a Procuradoria Geral da República, Policia Judiciária e Direcção Geral de Finanças.
Tudo indica que o PSD tem em sua posse documentos e informações, que os seus dirigentes pensam poderem ser pouco claros ou conterem matéria que origine uma forte investigação ao município.
Contactadas algumas das figuras mais representativas do partido, encontramos uma "blindagem" total, apenas referenciando …" o processo deve seguir os seus trâmites, com serenidade, sem exaltações e especulações. Queremos ganhar as eleições com o voto do Povo e não na secretaria. Se algumas das nossas preocupações forem reais, apenas estamos a cumprir a nossa obrigação e a representar o papel que o voto popular nos deu. Não fazemos nada às escondidas nem com cartas anónimas, porque isso é para outros. Esperamos que todos compreendam que por agora não possamos divulgar o conteúdo da participação."

In http://www.opovodebarroso.blogspot.com/


Feira do Fumeiro com menos produtores por causa de exigências mais apertadas 2007/ 12/05 20:08
Desistências vão além dos 30 expositores

A XVII Feira do Fumeiro de Montalegre, que se realiza de 10 a 17 de Janeiro do próximo ano, vai ter menos produtores a participar no certame. As desistências prendem-se com as regras cada vez mais apertadas no que diz respeito às condições de fabrico e à tributação fiscal das vendas, que até agora não existia.

Ao contrário dos últimos anos, no próximo ano, o número de expositores na Feira do Fumeiro de Montalegre vai descer significativamente. Pelas contas do presidente da Associação de Produtores de Fumeiro da Terra Fria Barrosã, o decréscimo é de mais de trinta produtores. As desistências têm sobretudo a ver com o facto de as autoridades sanitárias estarem a exigir que as regras de higiene e salubridade no fabrico do fumeiro que já existiam sejam efectivamente cumpridas. Além de cozinhas devidamente adaptadas, este ano, todos os porcos terão que ser abatidos no matadouro. Até agora, a maioria dos animais eram mortos de forma tradicional em casa.

Mas as exigência higieno-sanitárias não são o único factor da desistência. Em causa está também o facto de as transacções feitas no certame estarem na mira das Finanças. “O que acontece é que muitas pessoas, sobretudo aquelas que levavam para a feira um ou dois porcos, entenderem que não compensa colectarem-se nas Finanças e terem de pagar a um contabilista 12 meses para vender dois porcos na feira”, justifica o presidente da Associação de produtores, Boaventura dos Santos.

Na última feira, fiscais das Finanças estiveram lá e abordaram vários produtores. Embora, a acção tenha sido entendida como de sensibilização, percebeu-se que na próxima feira já haveria consequências para quem não tiver a actividade devidamente legalizada em termos fiscais.

A pensar nos pequenos produtores, o presidente da Câmara de Montalegre, Fernando Rodrigues, já várias vezes reclamou do Ministério da Agricultura uma espécie de regime de excepção para o fabrico de fumeiro artesanal. No entanto, de acordo com o autarca, para já, ainda nenhuma legislação para o efeito saiu cá para fora. Apesar de reconhecer esta necessidade, Rodrigues lamenta que, mesmo sem regime de excepção, não haja “30 ou 40 produtor que produzam a sério. “O produto tem nome, tem mercado, só falta quem produza mais”, conclui Rodrigues.

In Semanario Transmontano Por: Margarida Luzio


Notícias de Barroso 2007/ 12/04 22:39
2/Dez/2007
Pe Fontes no Canadá

O Pe Fontes esteve de visita ao Canadá, a convite da comunidade barrosã e transmontana da cidade de Toronto. José Luís Pinto, de Parafita, o homem conhecido entre nós pelas suas frequentes intervenções nos torneios de Golf que se realizam não só no Canadá mas também na Europa, foi um dos principais autores da ideia de levar até ao Canadá o Pe Fontes, pessoa que muito admira.
Em Belleville, em Toronto onde se juntou muita gente e finalmente em Leamington que é a cidade dos de Vilar de Perdizes, o Pe Fontes contactou os emigrantes que ficaram felizes com a sua visita.
No Domingo, dia 18, celebrou missa na Igreja do Santo Cristo-Rei de Misissauga para uma assembleia de mais de meio milhar de pessoas a quem indicou os caminhos da doutrina de Deus e da salvação dos homens.
Segundo Joe Pinto, foi uma semana de arromba. Numa das reuniões, juntou mais de 250 pessoas que gostaram imenso da ceia donde todos sairam “de boca aberta”, isto é, agradavelmente surpreendidos por tudo o que ali puderam observar.
Um dos pontos das jornadas era, como não podia deixar de ser, a célebre Queimada a que o Pe Fontes empresta a sua particular magia.
Joe Pinto, em nome de todos quis deixar através deste jornal um público agradecimento à Câmara Municipal de Montalegre por ter custeado as passagens aéreas do Pe Fontes.
Por sua vez, o Pe Fontes, depois de saber das repercussões da sua passagem pelo Canadá, enviou a seguinte carta que transcrevemos na íntegra:

“Jose Luis
venho agradecer tudo o que fizeste por mim, pela nossa gente e nossas terras nestas semanas. Incansável. Um treino para Barroso ser campeão aí...
Cheguei bem.
Diz por aí que fico muito grato a todos com quem convivemos, falamos, rimos, comemos, passeamos, trabalhamos e rezamos.
A sementeira foi bem feita, regada, adubada o fruto virá. Peço desculpa das falhas humanas e outras limitaçoes que me impedem de ir mais longe e melhor e mais activo.
O Zé Duarte fez boa presença e acção nisto tudo. Diz-lhe : Muito grato”.
António Fontes
Texto Carvalho de Moura, fotos enviadas do Canadá por J. Pinto
In: Notícias de Barroso, o jornal das terras de Barroso.

Publicado por Carvalho de Moura em 23:14

João Rodrigues Cabrilho

O herói Barrosão

No próximo dia 9 de Dezembro, as Jornadas Culturais do “Notícias de Barroso” vão incidir sobre o grande herói de Quinhentos que descobriu a Costa da Califórnia, João Rodrigues Cabrilho.
A evocação pretende levar mais conhecimentos a todos os barrosões sobre a vida deste extraordinário Herói que, além de notável combatente e marinheiro, se distinguiu como insigne navegador e até como notável jornalista. Ele, pela forma como descreveu a sua arriscada e grande viagem aos reis de Espanha, poderá e deverá ser considerado o primeiro jornalista do Novo Mundo. É pois também justo relevar esta sua faceta de homem da comunicação que, naqueles tempos, se exercia duma forma muito mais difícil que nos dias de hoje.
Por outra lado, João Rodrigues Cabrilho é dentre todos o herói mais ignorado daquela época áurea dos descobrimentos. Tanto em Portugal como em Espanha, João Rodrigues Cabrilho raramente é mencionado como figura de grande relevo. Em Espanha ainda se compreende porque está científicamente provado que ele era português e em Portugal porque outras figuras notáveis (felizmente são muitos os heróis portugueses de Quinhentos) ocupam o seu lugar. Portanto, há aqui uma obrigação acrescida dos portugueses em geral e dos barrosões em particular de lembrar a memória de João Rodrigues. Valha-nos o facto da comunidade de S. Diego da Califórnia, Estados Unidos da América, todos os anos, em finais de Setembro, comemorar a chegada de Cabrilho à baía desta linda cidade com um programa de âmbito nacional e de grandiosa espectacularidade. Portugal, Espanha, México, para além dos Estados Unidos fazem-se representar nessas comemorações americanas.
A pessoa por nós escolhida para falar sobre o herói das terras de Barroso é o Dr. João Soares Tavares, um investigador com obra de mérito e consagrada. Apesar de beirão, ele vem, mais uma vez, demonstrar com novos dados que João Rodrigues Cabrilho é de Lapela, de Cabril. Aliás, como será do conhecimento geral, hoje por hoje, e ao contrário de há duas ou três décadas atrás, ninguém contesta a naturalidade barrosã de João Rodrigues.
Contamos que na sessão compareçam os montalegrenses e os barrosões em geral para tomarem mais conhecimento da nossa história barrosã. É que lembrar os feitos dos nossos heróis e apontá-los como exemplo aos mais jovens é tarefa obrigatória de todos porque só deste modo se conseguirá uma sociedade mais justa e com mais autoestima.
Carvalho de Moura
In Notícias de Barroso, de 27 de Dezembro de 2007.

Publicado por Carvalho de Moura em 23:02


Feira do Fumeiro com menos produtores por causa de exigências mais apertadas 2007/ 12/04 13:13
Desistências vão além dos 30 expositores

A XVII Feira do Fumeiro de Montalegre, que se realiza de 10 a 17 de Janeiro do próximo ano, vai ter menos produtores a participar no certame. As desistências prendem-se com as regras cada vez mais apertadas no que diz respeito às condições de fabrico e à tributação fiscal das vendas, que até agora não existia.

Ao contrário dos últimos anos, no próximo ano, o número de expositores na Feira do Fumeiro de Montalegre vai descer significativamente. Pelas contas do presidente da Associação de Produtores de Fumeiro da Terra Fria Barrosã, o decréscimo é de mais de trinta produtores. As desistências têm sobretudo a ver com o facto de as autoridades sanitárias estarem a exigir que as regras de higiene e salubridade no fabrico do fumeiro que já existiam sejam efectivamente cumpridas. Além de cozinhas devidamente adaptadas, este ano, todos os porcos terão que ser abatidos no matadouro. Até agora, a maioria dos animais eram mortos de forma tradicional em casa.

Mas as exigência higieno-sanitárias não são o único factor da desistência. Em causa está também o facto de as transacções feitas no certame estarem na mira das Finanças. “O que acontece é que muitas pessoas, sobretudo aquelas que levavam para a feira um ou dois porcos, entenderem que não compensa colectarem-se nas Finanças e terem de pagar a um contabilista 12 meses para vender dois porcos na feira”, justifica o presidente da Associação de produtores, Boaventura dos Santos.

Na última feira, fiscais das Finanças estiveram lá e abordaram vários produtores. Embora, a acção tenha sido entendida como de sensibilização, percebeu-se que na próxima feira já haveria consequências para quem não tiver a actividade devidamente legalizada em termos fiscais.

A pensar nos pequenos produtores, o presidente da Câmara de Montalegre, Fernando Rodrigues, já várias vezes reclamou do Ministério da Agricultura uma espécie de regime de excepção para o fabrico de fumeiro artesanal. No entanto, de acordo com o autarca, para já, ainda nenhuma legislação para o efeito saiu cá para fora. Apesar de reconhecer esta necessidade, Rodrigues lamenta que, mesmo sem regime de excepção, não haja “30 ou 40 produtor que produzam a sério. “O produto tem nome, tem mercado, só falta quem produza mais”, conclui Rodrigues.

Margarida Luzio - In Semanário Transmontano


«Pecados» gastronómicos promovem a região 2007/ 11/22 22:55
Pecados do Alto Tâmega»
Alto Tâmega

Vitela, cabrito, fumeiro, presunto, folar, castanha ou o pastel de Chaves são alguns dos «Pecados do Alto Tâmega», um projecto que visa a dinamização da agricultura, turismo e a fixação da população nos seis municípios desta região.

A Associação dos Municípios do Alto Tâmega (AMAT), que junta os concelhos de Boticas, Chaves, Montalegre, Ribeira de Pena, Valpaços e Vila Pouca de Aguiar, está a desenvolver o projecto “Pecados do Alto Tâmega”, que contou com um investimento de 210 mil euros, co-financiado pelo programa O.N. Eixo 1, Medida 1.4.

O presidente da AMAT e da câmara de Vila Pouca de Aguiar (PSD), Domingos Dias, disse à Agência Lusa que o projecto é um convite ao “pecado” e, ao mesmo tempo, um apoio ao o desenvolvimento dos sectores agrícola, pecuário e turístico desta região. “Ligamos o pecado à gastronomia, àquilo que tão bem nos sabe, e são precisamente os produtos ligados à gastronomia que maioritariamente estão na base deste projecto”, explicou. Em cada concelho foram escolhidos os produtos mais “tradicionais” e “emblemáticos” e foram realizadas feiras ou mercados com o objectivo de os promover.
A vitela do Barroso, o fumeiro de Montalegre e Boticas, o presunto ou o pastel de Chaves, o folar de Valpaços, o cabrito e a castanha de Vila Pouca de Aguiar, ou o linho de Ribeira de Pena são alguns dos designados “Pecados do Alto Tâmega”.

Hoje, em Chaves, a AMAT vai realizar uma sessão de divulgação dos resultados deste projecto e, de acordo com Domingos Dias, o balanço “é muito positivo”. “Ao promovermos os produtos, estamos também a estimular os produtores a produzirem mais, com mais qualidade, e a criar condições para que surjam mais oportunidades de negócio”, salientou.

O grande objectivo é, segundo o autarca, criar “condições que levem à fixação da população” na região do Alto Tâmega, que conta actualmente com cerca de 104 mil habitantes dispersos por 158 freguesias e três mil quilómetros quadrados.

In http://www.diariodetrasosmontes.com/


Noticias de Barroso 2007/ 11/21 20:20
Domingos Castro apanha 19 anos de cadeia

Antigo de Sarraquinhos
Domingos Gonçalves de Castro, divorciado, de 66 anos de idade, foi condenado pelo duplo homicídio por ele praticado em 3 de Agosto de 2006, no Vale da Ulha, Antigo de Sarraquinhos.

Recorde-se que o Domingos, usando de uma pistola sem estar licenciada, atirou contra o irmão José Joaquim da Silva Castro, de 61 anos e depois contra a cunhada, mulher daquele, Adélia Dias Castro, de 56. Ambos morreram de seguida. Conquanto tenha sido condenado a 16 anos por cada uma das vítimas, em cúmulo jurídico e por ser primário, isto é, por não ter antecedentes criminais, a pena efectiva aplicada foi de 19 anos. O Domingos foi ainda condenado a pagar uma indemnização ao filho do infeliz casal, Norberto Dias de Castro, no valor de 133.140 euros e mais uma multa por posse ilegal de arma.
A Dra Isabel Rodrigues, advogada do Norberto, em declarações prestadas a este jornal, mostrou-se satisfeita com a setença e declarou que " em face dos condicionalismos apresentados pela defesa, o Tribunal não podia ir muito mais longe". O advogado do arguido fez constar que poderá recorrer da sentença.

Solveira
Morte súbita na Cooperativa

Domingos Alves da Sila, conhecido por “Merujas”, de Solveira, faleceu de morte súbita à porta da Cooperativa Agrícola de Montalegre no passado dia 7. Segundo testemunhos de vizinhos, o Domingos tinha seguido de manhã na “Carreira” para tratar do “subsídio” neste referido dia indicado para os agricultores das freguesias de Solveira e Santo André. À entrada da porta da Cooperativa deu em sentir-se mal e caiu. Levado de pronto para o Centro de Saúde de Montalegre ali chegou já sem vida.
O Domingos, de 66 anos de idade, tinha sido presidente da Junta de Freguesia no mandato de 1986/89 e era casado com Maria de Lurdes Pires Ferreira de quem tinha três filhos, um dos quais ainda solteiro e a residir em Solveira.

Venda Nova
“O homem que viveu duas vezes” de Carlos Machado

Carlos Alberto Bernardo Machado acaba de conquistar o prestigiado prémio literário "Alves Redol". Curioso é o facto do autor ter publicado um livro pela primeira vez, o qual é editado pela Presença e foi colocado à venda no passado dia 6 de Novembro.
Esta obra de ficção, com uma história de amor como pano de fundo de toda a trama, é um romance de época e de lugar – passa-se no concelho de Montalegre – que, para além do descritivo de modos de vida peculiares e de uma certa ideologia reinante, é fundamentalmente uma reflexão sobre a procura de identidade dos personagens, da identificação dos sentimentos e do sentido das palavras.
Carlos Machado nasceu, em 1954, em Venda Nova, Montalegre, tendo vivido sempre em Lisboa. Frequentou o Liceu de Camões, onde teve como professores, entre outros, Vergílio Ferreira e Mário Dionísio, licenciou-se, em 1977, em Engenharia Electrotécnica, pelo Instituto Superior Técnico e desenvolveu a sua actividade profissional no sector das Telecomunicações (colaborador da PT, Vodafone, TMN). Exerce, actualmente, funções de Subdirector Geral no Ministério da Administração Interna.

Covelães
Forno do povo

A Junta de Freguesia de Covelães acabou de reconstruir o Forno do Povo de Covelães, obra inserida na recuperação do património desta freguesia. A obra fica a dever-ser à Junta de Freguesia que custeou as custas da referida recuperação.

S. Martinho

No dia 10, a Associação Social e Cultural de Paredes do Rio festejou o S. Martinho que contou com cerca de uma centena de pessoas em reinação até altas horas da noite. Para tal muito contribuiram a Escola de Música com os seus jovens acordeonistas e também os fadistas de ocasião.

Viade de Baixo
Novo pároco

O P.e António Joaquim Pinto Dias, natural de Peirezes, é o novo pároco de Viade de Baixo, Fervidelas e Paradela do Rio. Para tal, deixou de exercer nas paróquias de Beça, Codeçoso e Alturas de Barroso, mantendo o serviço da Capelania militar no Regimento de Infantaria de Chaves.
O P.e Helder Norberto Pires de Magalhães, natural de Pisões, foi nomeado pároco de Águas Frias, Bobadela de monforte, Oucidres, de Chaves e Tinhela, de Valpaços. Por sua parte, o também jovem padre de Beça, Pedro Rei, foi recentemente nomeado pároco coadjutor em Alijó e Sanfins do Douro.

Publicado por Carvalho de Moura em 01:06

Os fogos de inverno - Na serra do Coto Ferrolho e no Sapateiro

No passado dia 9, pelas 2 horas da noite, um incêndio começou a alastrar nos montes de Codeçoso. E às oito da manhã, o fogo tinha uma frente de mais de 5 kms estendendo-se por toda a serra do Coto Ferrolho pela vertente de Gralhós.
Os Bombeiros Voluntários de Montalegre acorreram logo ao incêndio mas, vendo a extensão do mesmo, pediram reforços. Durante o dia foi uma “festa” de Bombeiros vindos de muitas localidades do país, a maior parte, porém, um tanto estranhamente da Grande Lisboa. Assim, muitos carros de combate aos incêncdios e ambulâncias passaram por Fírvidas, transformando-se a terra do Quim Pinto numa verdadeira feira de viaturas anti-fogos. Puderam ali ver-se Bombeirosa de Chaves, Vila Real, Peso da Régua, Mesão Frio, e de Camarate, Bucelas, Alhandra, Alverca, Paçod’Arcos, Algueirão-Mem Martins e Cascais. Sete destas corporações vieram da Grande Lisboa para acudir a um incêndio que não se mostrou nunca ameaçador para as aldeias e muito menos para pessoas. As manchas florestais de Codeçoso, na serra do Coto Ferrolho e de Meixedo, na serra do Monte Gordo corriam sérios riscos de serem pastos das chamas.
Dois Helis, principalmente durante a manhã, das 8Hoo às 13H00, fizeram um bom trabalho com descargas de água que colhiam na barragem da Quinta da Veiga e também na dos Pisões ali bem perto do local dos fogos. A eles se ficou a dever o fogo não ter seguido para as bandas do S. Mateus.
O incêndo começou um pouco acima do depósito da água de Codeçoso, alastrou monte acima até à mancha florestal. Os bombeiros e os de Codeçoso tentaram e conseguiram desviar o seu curso para oeste, galgando a serra. Em Gralhós arderam completamente os montes de Terreiro Grande, Picotos, Pedra, Barroco, Pala do Lobo ou Costa.
No dia seguinte, as fumaradas por lá se mantinham e a apertada vigilância de vários piquetes de Bombeiros em volta das referidas serras. Tal, porém, não evitou que a mancha florestal de Codeçoso fosse atingida pelo fogo que, de tarde, reapareceu com frente a caminho da Coruja e do Vale das Corças. A serra de Meixedo, desta vez, conseguiu escapar mercê da posição dos Bombeiros e de máquinas usadas para cortar os fogos.
Como foi referido, na tarde, do dia 10, as chamas irromperam de novo e limparam toda a serra de Codeçoso, desde o Reboredo até ao cimo.
No Domingo, os Bombeiros continuaram com as tarefas de afastar os perigos de reacendimento dos fogos e dos trabalhos de rescaldo resultavam névoas de fumo que se espalhavam pela veiga e pelo planalto.

Fogo no Sapateiro

Mas no dia 11, os Bombeiros tiveram novas e preocupantes tarefas. No carvalhal do Sapateiro, lá no cimo de Travassos do Rio, um incêndio deflagrou pela manhã, o que levou a corporação de Montalegre a pedir mais reforços. Desta vez aguardavam-se os Bombeiros de Santa Comba Dão e outras corporações. O incêndio mantinha duas frentes activas e, pelas 18.30 horas, as chamas eram bem visíveis dos miradouros de Montalegre.
O carvalhal do Sapateiro está integrado na área protegida do Parque Nacional Peneda Gerês e é uma das manchas de carvalhos maiores e mais importantes do referido Parque. Não só os Bombeiros como uma unidade da ICN ajudava no combate às chamas.

Coordenação ou descoordenação de meios

Causou alguma surpresa entre os barrosões ver circular pelo concelho Bombeiros e equipamentos (autotanques, carros de combate a incêndios, ambulâncias, etc.) de cerca de uma dezena de Corporações sediadas na Grande Lisboa. Afinal, no norte não haveria nesse dia 9 disponibilidade de algumas unidades de Bombeiros para se deslocarem até Montalegre? Quanto tempo e quanto custa um autotanque que se desloca de Cascais até Montalegre? Perguntas que a maioria das pessoas mais atentas fazia em conversas de ocasião.
Mas, a falta de coordenação também se viu nas ordens recebidas pelos Bombeiros que na noite de 9 para 10 se deslocaram para Chaves para terem o seu merecido descanso quando podiam ter ficado mais bem perto do local dos incêndios, Montalegre ou Boticas. Em vez de 60 ou 70 Kms podiam só ter percorrido apenas 10 ou 20 Kms.
Que coordenação existe nas Corporações de Bombeiros de Portugal? Ou será que um incêndio justifica toda esta desorientação?
Carvalho de Moura
In "Notícias de Barroso, de 13.11.07
Publicado por Carvalho de Moura em 00:55

In http://omontalegrense.blogspot.com/


O Povo de Barroso Nº 386 2007/ 11/18 11:05
Sábado, Novembro 17, 2007

Desporto
1) Futebol: O Outro "Castelo" de Montalegre
A belíssima tarde do dia de S. Martinho foi de festa para o CDC Montalegre que recebeu e bateu o Valpaços por 2-1, regressando assim às vitórias no principal campeonato distrital depois do famoso jogo com o Régua. Este jogo marcou também o regresso aos golos de Castelo, reforço para esta temporada, e que se tem apresentado "em grande", com o pecúlio de 7 golos em outros tantos jogos.
Mas o jogo não foi fácil para a turma liderada por José Manuel Viage pois o Valpaços deu uma excelente réplica e merecia mesmo a divisão de pontos. A primeira parte foi quase toda da equipa visitante que conseguiu uma dinâmica de jogo que surpreendeu os barrosões. O golo acabaria por surgir com naturalidade aos 33 min. por intermédio de Ramon. No entanto este golo acabou por "acordar" o Montalegre que reagiu muito bem e acabou, com alguma sorte à mistura, por igualar a contenda 4 min. depois por Castelo, num lance em que o guarda-redes valpacence não ficou isento de culpas. Na segunda parte o Montalegre entrou a dominar e acabou por se adiantar no marcador aos 59´, por Leonel, num golaço de bola parada. Poucos minutos depois o Valpaços acabou por ficar reduzido a 10 por expulsão de Cruzeiro, o que "facilitou" a tarefa do Montalegre que geriu muito bem a partida até final, apesar da turma forasteira nunca ter baixado os braços.
O Boticas voltou a perder e à oitava jornada ainda não sabe o que é ganhar. Desta vez, no entanto, esteve quase a causar surpresa em casa do líder Vila Real, baqueando apenas já para lá dos "8 minutos" de descontos, o que causou muita revolta nas hostes botiquenses.


2) Vitória no regresso ao local do "crime"
Passada uma semana após o polémico jogo do abandono, o Montalegre regressou a Fontelas para defrontar novamente o Régua, desta vez a contar para a Taça de Honra da AFVR, a nova competição da Associação de Futebol distrital.
Temiam-se problemas, sobretudo com os adeptos da casa, mas o jogo acabou por decorrer com muito fair-play, uma boa arbitragem, e a vitória desta vez iria sorrir ao Montalegre, mas só após 120 minutos e 10 grandes penalidades.
A partida foi sempre muito disputada e equilibrada, mas com poucas oportunidades de parte a parte. Sem golos ao fim de 120 minutos, cabia aos guarda-redes a oportunidade de brilharem.
Acabou por ser Pimenta do Montalegre o homem-do-jogo, ao defender duas grandes penalidades (contra uma do guarda-redes do Régua). A turma Barrosã apurou-se assim para os quartos de final desta competição.

3) Futebol: AD Colmeia em Grande Forma
O regresso da AD Colmeia aos distritais de futebol está a ser marcado pelo sucesso. A equipa do Barracão conseguiu mais uma vitória no último fim-de-semana (1-0 em Fontelas), e já está nos lugares de subida, com 5 vitórias em 6 jogos.
O GD Salto perdeu esta jornada (6ª) em casa do S. Estêvão por 4-1, e continua confortavelmente a meio da tabela.
Na próxima jornada aguardam-se dois grandes jogos para as equipas barrosãs: o Salto recebe o Ribeira de Pena e o Colmeia joga novamente fora em casa do Barqueiros, actual 3º classificado.

4) Futsal: GD Salto vacila em Montenegro
O passado fim-de-semana foi de contrastes para as equipas de futsal do GD Salto (Masculina e Feminina). Enquanto as meninas do Salto (4ª jornada) se estrearam a vencer, em casa frente à AD Vale de Aguiar por 5-3, a turma masculina (6ª jornada) foi surpreendida em casa do último, o GD Montenegro por 4-3. No entanto os Saltenses continuam em primeiro lugar na zona Norte, ainda mercê da excelente goleada de 7-0 imposta ao Valpaços na jornada anterior. Na próxima jornada os rapazes recebem o HC Flaviense no pavilhão de Montalegre, enquanto as meninas se deslocam a Ribeira de Pena.

5) Futsal:Juniores do CDC Montalegre vencem e convencem
A equipa de futsal júnior do CDC Montalegre continua em grande no campeonato distrital da especialidade, augurando-se um bom futuro para futsal sénior do concelho. No último fim-de-semana a turma barrosã recebeu e bateu no pavilhão desportivo local a turma do Drible por 4-1, e destacou-se ainda mais no primeiro lugar com 10 pontos em 4 jogos (apenas um empate em Vila Pouca de Aguiar), mais 4 já que os segundos classificados (Vila Pouca, Mesão frio, HC Flaviense)

6) Golfe: Carolina Afonso não pára
O Clube de Golfe de Montalegre está orgulhoso pelo feito que acaba de conseguir a sua sócia e madrinha, Carolina Afonso, (classificou-se para no próximo ano 2008 disputar o European Tour de Golfe). No final das várias provas classificativas e selectivas qualificou-se em 4º lugar com 10 abaixo do par do campo. As duas provas classificativas foram disputadas em Itália, quatro mais quatro dias com o intervalo de dois dias de descanso. Será a primeira portuguesa a disputar o maior Tour Europeu de Golfe. Este tour é só para profissionais da modalidade.
A Carolina é filha de António Afonso, também ele sócio do nosso Clube, natural de Covelães, Montalegre e de mãe francesa, Françoise Afonso. Tendo dupla nacionalidade e como gosta muito da terra de seu pai e de Portugal, gostaria de jogar com a bandeira portuguesa facto que ainda não está decidido, espera-se algum apoio e interesse da Federação Portuguesa de Golfe. Caso não reúna os apoios necessários jogará com a bandeira francesa.
A Carolina foi campeã de Portugal em amadores no ano de 2006.

Barroso em Resumo
1) Miguel Torga inspira publicação de mais dois livros

No passado sábado pelas 21 horas o Salão Nobre da Câmara Municipal de Montalegre encheu para a apresentação pública de dois livros de homenagem ao maior vulto transmontano das artes letras, o escritor Miguel Torga, no ano em que se comemoram 100 anos do seu nascimento.
O primeiro livro, intitulado "Roteiro Torguiano por Terras de Barroso", trata-se de uma recolha das várias passagens dos Diários de Torga referentes à região do Barroso, coordenada pelo ilustre escritor/jornalista Barroso da Fonte, e que teve o apoio conjunto dos dois municípios de Montalegre e Boticas.
O segundo livro é adaptado de uma tese de mestrado da Dr.ª Maria da Assunção Anes Morais, e intitula-se "Entre quem é! - Tradições de Trás-os-Montes e Alto Douro no diário de Miguel Torga". Este livro é, no fundo, um recolher da sabedoria etnográfica transmontana de Torga, e que está bem patente nos seus diários. A apresentação coube ao Padre Fontes, numa mesa presidida pelo próprio presidente do município, Fernando Rodrigues.
Barroso da Fonte foi o primeiro a tomar a palavra. Conhecedor da obra e da pessoa de Torga, com quem privou alguns anos em Chaves, e mais tarde trocou correspondência, afirmou que o escritor era um "homem extraordinário, um transmontano de 5 estrelas", e que merecia o Nobel entregue a Saramago. Falou da paixão de Torga pelo Barroso em particular: por ser um "bom garfo" e gostar de ser bem recebido, além de ter 3 padres muito amigos, como o padre Joaquim de Sarraquinhos. Depois a paixão por este "santuário de que as pessoas se enamoram" e Torga não fugiu à regra. Enalteceu a ideia do Roteiro Torguiano e a aceitação plena por parte dos municípios de Barroso.
Seguiu-se o Padre Fontes a quem coube apresentar o livro "Entre quem é!". Começou por enaltecer o título, que prova o profundo conhecimento que Torga tinha sobre Trás-os-Montes, onde as pessoas nunca fecham a porta. Realçou o trabalho de estudo etnográfico feito pela autora, que "aprofunda as tradições que Torga aflora nos seus diários". Aproveitou ainda para ler algumas das passagens sobre Montalegre, como a da famosa feira do prémio de 1954.
A Dr.ª Maria da Assunção tomou a palavra agradecendo aos presentes e em particular ao padre Fontes, por ter aceite apresentar a sua obra, mas, sobretudo, por "tê-la ajudado a aprender a gostar da nossa região". Falou de Torga, o "homem universal" que se preocupou com o mundo em geral, mas também o transmontano genuíno que defendeu a sua terra em particular, o "Reino Maravilhoso", mesmo que para isso fosse preciso pôr o "dedo na ferida". Lamentou, como professora do ensino secundário, que Miguel Torga esteja a ser preterido nos currículos escolares por outros escritores menores, e, por isso, lançou um repto às novas gerações transmontanas para que leiam Torga, e se interessem pelas suas raízes e tradições.
Seguiu-se Fernando Rodrigues que começou por referir que Montalegre não podia deixar de se associar à homenagem de "alguém que enlevou tanto a nossa escrita", e que pôs o Barroso "nas páginas de ouro da Literatura". Disse ainda que Torga, sendo um grande erudito, não foi tão reconhecido como merecia por ser Transmontano e "falar dos pobres e das suas tradições, e não das intrigas de Lisboa". Terminou, com a garantia da criação do Roteiro Torgueano até ao final do ano, assinalando todas as passagens pelo nosso concelho com uma placa alusiva.
A sessão cultural terminou com a audição em um poema em cd declamado pelo próprio Torga.


2) Barrosão Conquista Prémio "Alves Redol 2006"
O escritor barrosão Carlos Machado conquistou o prémio literário "Alves Redol 2006" na categoria romance, no valor de 5 mil euros. A este prémio, que é organizado pela Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, e que teve o escritor Urbano Tavares Rodrigues como presidente do Júri, concorreram 214 trabalhos originais, saindo vencedor o romance deste barrosão, intitulado "O Homem que viveu duas vezes".
O curioso é que foi o primeiro livro de Carlos Machado e ainda nem tinha sido publicado (na altura concorreu com o título "os homens voam acima dos pássaros". Essa lacuna foi agora preenchida com a edição pela presença e o lançamento no passado dia 6 de Novembro.
Carlos Machado nasceu, em 1954, em Venda Nova, Montalegre, tendo vivido sempre em Lisboa. Frequentou o Liceu de Camões, onde teve como professores, entre outros, Vergílio Ferreira e Mário Dionísio; licenciou-se, em 1977, em Engenharia Electrotécnica, pelo Instituto Superior Técnico e desenvolveu a sua actividade profissional no sector das Telecomunicações. Exerce, actualmente, funções de Subdirector Geral no Ministério da Administração Interna.
Nesta obra "viajamos até ao final dos anos 40, a uma aldeia perdida nas serranias, entre Montalegre e o Gerês, para aí encontrarmos Alcina e João Hermínio, a professora primária da terra e um jovem que sonha fazer fortuna no Brasil. Une-os uma paixão intensa e platónica. Passam vinte e cinco longos anos. João Hermínio realizou o seu sonho tropical, Alcina permaneceu presa à nostalgia do primeiro amor. E é então que o autor nos surpreende, num magistral volte-face, com o mais improvável desenlace narrativo e amoroso. Um livro fascinante" (NR: adaptado da editorial presença).

3) A Escola Vai mal
Tal como tínhamos referido no nosso último número, aqui fica a divulgação e análise dos resultados dos exames nacionais. Procedemos com ponderação, utilizando critérios próprios, partindo da realidade objectiva dos resultados já divulgados, da lógica e do senso comum, não tendo por base as opiniões, as declarações demagógicas e mediáticas do Ministério da Educação que, como se sabe, não se cansa de se promover, na sua obsessão de mostrar à Europa a "realidade estatística" por forma a poder colocar o país numa posição mais cómoda no ranking da qualidade do ensino a nível mundial.
Apesar do cada vez maior facilitismo na elaboração das provas e até na sua correcção, o sucesso, mesmo o estatístico, ficou aquém das expectativas.
A nível do ensino básico, até ao 9º ano, as escolas do concelho situam-se bastante mal no ranking das 1285 escolas (Minas da Borralha 608º; Baixo Barroso 826º e a Escola Secundária de Montalegre 1056º.
No secundário a nível nacional houve uma média de 10,6, na disciplina de Matemática, de 11,3 a Português, de 9,1 a Biologia e de 7,4 a Física e Química, disciplinas que ilustram o cada vez maior insucesso educativo, pois a média desceu na maior parte das escolas.
A nível local, basta focar atentamente a posição das escolas públicas do concelho no ranking das escolas para se ter a percepção do significado de interioridade. A Secundária do Baixo Barroso não é considerada neste ranking por não ter número de provas suficiente (29 no total) e a Secundária de Montalegre ocupa o 526º posto no ranking de entre as 537 escolas públicas do país, tendo em conta todas as disciplinas, no total das 113 provas realizadas e com uma média de 7,52 (ver O Público de 2 de Novembro).
Tudo isto apesar das constantes visitas ministeriais, que se tornaram um hábito, e que fazem crer que o presunto e o vinho, embora este não se produza na região, são aqui muito apreciados.
Centrando o estudo na escola da Vila, ter-se-á que admitir o "vergonhoso" lugar que a mesma ocupa, verificando que, como dizem os de Ribeira de Pena: "a nossa escola agora é famosa", ficámos quase em último lugar. Claro que o que interessava nestes exames não era entrar na universidade, mas, como refere o mesmo diário O Público, na página 24 do suplemento do dia 2 de Novembro: "Muitos esperavam um emprego da Câmara e só precisavam de 4,3 ou 2 valores no exame".
A média das classificações das provas de exame (23 provas) de Português é de 10,2 (menos 1, 1 valores que a média nacional), ocupando o 439º posto no ranking, média que, apesar de ser das últimas no país (537 escolas) se afigura razoável tendo em conta que "as provas de Português são mais previsíveis". Segue-se a disciplina de Biologia/Geologia (36 provas) com a média de 8,4 (menos 0,7 valores que a média nacional), e o 377º posto no ranking, a Física e Química (25 provas) com a média de 6,3 (menos 1,1 que a média nacional) e o 370º posto no ranking, e Matemática (31 provas) com a média de 5,7 (menos 4,9 que a média nacional) o 508º posto no ranking.
Há uma clara disparidade entre as classificações dos melhores e dos piores alunos (2,62 a 3,83 em média). Mas o mais importante e que revela bem a inflação interna existente é o desvio entre a classificação que os professores atribuíram durante o ano e a prova de exame, tendo os alunos descido as classificações de exame, em média, entre os 2,18 valores, em Português, 4,93 valores, em Biologia/Geologia, 6,73 valores em Matemática e 6,85 valores, em Física e Química.
Casos aberrantes são os de alunos que obtiveram menos 9 ou 10 valores nas provas de exame em relação às classificações internas (ex. de 11 e 12 valores para 1 e 2, no exame). Refira-se que o insucesso é ainda maior se considerarmos que muitos alunos nem sequer foram admitidos a exame. Por aqui se vê o cuidado que tem sido evidenciado na avaliação e sobretudo na formação dos jovens para os desafios que irão enfrentar no mercado de trabalho, um trabalho que se quer de qualidade, numa sociedade devidamente esclarecida, justa, culta e não apenas destinada aos números da estatística.

4) Morreu "à espera" dos Subsídios
No passado dia 7, quarta-feira, pelas 8h30m da manhã, uma morte súbita vitimou um agricultor do barroso, mesmo à porta da Cooperativa Agrícola de Montalegre, enquanto esperava pela abertura da mesma para a realização de candidatura aos subsídios agrícolas.
Domingos Alves da Silva, de 66 anos, era natural da aldeia de Solveira, do nosso concelho, e deslocou-se bem cedo a Montalegre, com vários outros conterrâneos, para fazer a candidatura às medidas agro-ambientais (cujo prazo expirava o dia 9).
Segundo testemunhas, de repente ter-se-á sentido mal, caindo no chão e perdendo os sentidos. Os Bombeiros de Montalegre acolheram de imediato ao local, onde se suspeitou de uma paragem cardio-respiratória, confirmada no Centro de saúde de Montalegre, para onde foi transportado de emergência. Os técnicos de serviço ainda fizeram várias tentativas para reanimar o Sr. Domingos, mas foram em vão, vindo a falecer. Esta morte deixou muito consternada a população de Solveira, pois muitos tinham estavam no local, também à espera das candidaturas, e presenciaram o final de um vizinho e amigo.

Destaque 3
IV Festival Celtirock

Arrancou já ontem, na mítica aldeia de Vilar de Perdizes, do nosso concelho, a quarta edição do Festival Celtirock. A organização cabe , mais uma vez, à Associação Invensons, contando com o apoio do Instituto Português da Juventude, Delegação Regional da Cultura do Norte, Freguesia de Vilar de Perdizes e Associação de Defesa do Património de Vilar de Perdizes.
A organização decidiu mudar o local de realização (as 3 edições anteriores realizaram-se em Montalegre) "numa viragem que acrescentará mais-valias ao mesmo, nomeadamente, através de uma participação mais activa da população local na planificação e desenvolvimento das diversas actividades. Esta aldeia, conhecida pela realização do Congresso de Medicina Popular, demonstra uma grande abertura relativamente a novas propostas culturais, reconhecendo a sua importância no desenvolvimento sócio-económico local».
O programa é muito variado com vário concertos «que vão desde a música tradicional dos portugueses Banda Futrica e Gaiteiros de Pitões até à pureza celta irlandesa dos alemães Paddy B & Tom Hamilton, às actuais tendências folk-jazzísticas dos portugueses Ginga e ao minimalismo dos galegos Anxoblastrio». Do cartaz consta ainda «exposição e venda de artesanato, licores, chás e ervas medicinais. Os mais resistentes poderão ainda, ao fim da noite de sábado, provar a deliciosa queimada esconjurada pelo Padre Fontes».
Nas tardes de Sábado e Domingo «haverá animações de rua, jogos populares e visitas guiadas ao património construído da aldeia (forno do povo, lagar, entre outros), e ao património arqueológico situado na zona envolvente: Penedo de Ramezeiros, Penedo de Caparinho, Altar da Panascrita, Olas de S. Marinha, etc». A entrada é livre.

Destaque 2

Novembro em Grande em Boticas
A Câmara Municipal de Boticas apresentou esta segunda-feira, dia 12 de Novembro, em Conferência de Imprensa realizada na Taberna do Ti João, em Carvalhelhos, três eventos que, pela sua dimensão e pelos atractivos que reúnem, prometem levar até ao concelho, neste mês de Novembro, milhares de pessoas. São eles a Feira Nacional do Mel/Fórum Nacional de Apicultura, o Festival de Gastronomia e Produtos de Montanha e a Iberex 2007 – Xv Exposição Filatélica Luso-espanhola.
FEIRA NACIONAL DO MEL - 16 a 18 de Novembro
O universo apícola português encontra-se este ano em Boticas, para a 6ª edição da Feira Nacional do Mel, a decorrer no Pavilhão Multiusos já este fim-de-semana, um evento que conta com a organização da Federação Nacional dos Apicultores de Portugal (FNAP) e da Cooperativa Agrícola de Boticas (Capolib), com o apoio da Câmara de Boticas e o alto patrocínio dos Empreendimentos Hidroeléctricos do Alto Tâmega e Barroso (EHATB EIM, SA).
Ponto de encontro do sector apícola português, a Feira Nacional do Mel é também a ocasião ideal para estabelecer contactos comerciais privilegiados, através da acção directa entre comprador e produtor.
Durante três dias, produtores e consumidores terão a oportunidade de apreciar o mel de todo o país, em exposição na maior mostra nacional de produtos apícolas realizada em Portugal, e comparar o paladar e o aroma dos diferentes tipos de mel com Denominação de Origem Protegida (DOP), entre os quais o conhecido e muito procurado Mel de Barroso.
No decorrer da Feira irão também realizar-se os já tradicionais concursos de Mel, Rótulos, Fotografia e Bolos e Doces de Mel.
Desde 2002 que a Federação Nacional dos Apicultores de Portugal é também a entidade máxima responsável pela organização do Fórum Nacional de Apicultura, sempre em colaboração com uma organização associada, que é a anfitriã do certame. São Teotónio - Odemira, Bragança e Lousã, foram algumas das localidades escolhidas para albergar este espaço privilegiado de discussão, entre os apicultores, os técnicos, e demais intervenientes do sector, nacionais e internacionais.
Este ano o Fórum Nacional de Apicultura realiza-se em Boticas, coincidindo com a Feira Nacional do Mel, no dia 17 de Novembro, este ano em 8ª edição. Neste certame serão analisados e discutidos os mais diversos tópicos de investigação e desenvolvimento da actividade apícola, sendo o principal objectivo a promoção do debate científico e a troca de ideias entre especialistas e produtores.
O destaque do VIII Fórum será a sanidade apícola, com um painel dedicado a esta temática. De Espanha, e de toda a Europa, têm-nos chegado ecos de novas doenças das abelhas, que como sempre, ameaçam e tornam ainda mais complicada a tarefa dos apicultores. Assim, o Fórum contará com a presença de quatro especialistas em sanidade, bem como de diversos técnicos e pessoas relacionadas com o mundo apícola.
FESTIVAL DE GASTRONOMIA & PRODUTOS DE MONTANHA
Tendo como principal objectivo promover e lançar o debate público sobre a dieta montanhesa, bem como divulgar e dar a conhecer os produtos e a excelência da gastronomia das zonas de montanha no nosso país, a Associação Nacional de Gastronomia e Produtos de Montanha, contando com a colaboração da Câmara Municipal de Boticas, vai levar a cabo, nos próximos dias 23, 24 e 25 de Novembro, o Festival de Gastronomia e Produtos de Montanha, um evento que se realizará este ano pela primeira vez e terá como palco o Pavilhão Multiusos de Boticas.Paralelamente à realização do Festival Gastronómico, onde serão servidos alguns dos pratos tradicionais e iguarias das zonas de montanha, com especial destaque para os da nossa região, terão lugar outras iniciativas de divulgação / promoção destes produtos, nomeadamente um Fórum subordinado ao tema "Dieta Montanhesa", onde se procurarão discutir os "prós e os contras" desta dieta, num debate que deverá contar com a presença de várias figuras públicas nacionais e especialistas na área da alimentação e gastronomia, casos de Fátima Campos Ferreira, Francisco José Viegas e Virgílio Gomes, entre outros.
Este evento promete ser um precioso contributo para o desenvolvimento dos produtos destas regiões de montanha, de qualidade comprovadamente reconhecida, potenciando a sua produção tradicional, preservando as suas características genuínas e mantendo a sua autenticidade. De resto, a preservação do mais genuíno da gastronomia tradicional desta região do país tem sido a merecer a preocupação e o empenho de várias instituições locais, que têm procurado apoiar os mais variados projectos relacionados com a gastronomia tradicional, com especial destaque para a Rede de Tabernas do Alto Tâmega, onde o concelho de Boticas está integrado, tendo já quatro estabelecimentos devidamente licenciados e em funcionamento.
A gastronomia será, de facto, o grande cartão de visita deste certame, muito embora também marquem presença, nos stands de exposição os produtos tradicionais das zonas de montanha, tais como o vinho, o azeite, os queijos, etc.
Além das saborosas delícias que os visitantes podem encontrar e desfrutar neste Festival, haverá também animação musical ao vivo, que se encarregará de dar ao Pavilhão Multiusos o ambiente pretendido num certame desta natureza, permitindo que os pratos típicos desta região e os produtos tradicionais possam ser apreciados e degustados num verdadeiro ambiente de festa.
Apesar desta ser a primeira edição do Festival de Gastronomia e Produtos de Montanha e do certame romper com os modelos habitualmente utilizados neste género de eventos, impondo um estilo completamente distinto e inovador de dar a conhecer a gastronomia, a organização tem expectativas elevadas quanto ao seu sucesso, apontando para que perto de 15 mil pessoas possam acorrer ao Pavilhão Multiusos durante os três dias em que se realiza o Festival.
IBEREX 2007 - XV EXPOSIÇÃO FILATÉLICA LUSO-ESPANHOLA
A XV Exposição Filatélica Luso-Espanhola, mais conhecida por IBEREX, vai ter lugar em Boticas, no Salão Nobre dos Bombeiros Voluntários, de 24 de Novembro a 2 de Dezembro próximos.
A primeira edição da IBEREX realizou-se no ano de 1979, no Porto, e esta é a segunda ocasião em que se realizará em Trás-os-Montes, depois de ter já estado em Chaves, no ano de 1983. Entretanto, esta manifestação filatélica Ibérica já teve edições na Póvoa de Varzim, Braga, Guimarães, Santo Tirso, Vigo, Corunha, Pontevedra, Orense e Tuy.
É uma das maiores realizações filatélicas que regularmente se realizam alternada-mente em Portugal e Espanha e que atrai muitos filatelistas e outros visitantes, pela possibilidade de poderem apreciar as melhores colecções, que de certeza vão estar presentes em Boticas.
A realização das primeiras edições desta Exposição/Mostra Filatélica que reúne filatelistas portugueses e espanhóis deveram-se ao empenho do filatelista de Vigo, Manuel Lago Martinez, prontamente secundado pelo então Presidente da Federação Galega de Sociedades Filatélicas, José Freijanez Dominguez e há longos anos pelo actual Presidente, Valentin Suarez Alonso, tendo vindo a afirmar-se positivamente no panorama da filatelia dos dois Países Ibéricos e também dos Países de Língua Oficial Portuguesa e da Guiné Equatorial. Hoje, a IBEREX goza de um prestígio que há muito passou os limites da Península Ibérica, atraindo visitantes de outros países da Europa e da América do Sul.
Para além da competição, estas manifestações filatélicas, tal como as INTERPOR, REGIONAIS NORTENHAS e REGIONIAS GALEGAS, que são levadas a cabo com o patrocínio comum da UFINOR - União de Colectividades Filatélicas do Norte de Portugal e da FEGASOFI - Federação Galega de Sociedades Filatélicas, são hinos a uma verdadeira e sã amizade entre os filatelistas Galaico-Durienses.
Estas Exposições estão abertas a todos os filatelistas que integrem as estruturas das duas entidades e são fruto do Protocolo existente entre a FEGASOFI e a UFINOR, celebrado em 1985 em Barcelos, posteriormente ratificado em Santo Tirso e agora totalmente reformulado, cuja assinatura se vai realizar durante a presente IBEREX.

Sexta-feira, Novembro 16, 2007

Destaque
Incêndios não param num mês de Novembro terrível

O mês de Novembro tem sido terrível para a região do Barroso, com vários incêndios todos os dias. De quem é a responsabilidade?
É verdade que o tempo não tem sido favorável e que há algum descuido nas queimadas, mas a maior tem que ser assacada aos governantes, quer locais, quer nacionais, que tanto propagandearam que este ano tinha sido exemplar nesta área.
Pergunta-se também onde está a prometida central de biomassa sr. Presidente da CMM?

O mês de Novembro tem sido terrível para a nossa região, pois todos os dias têm deflagrado vários incêndios, que têm consumido extensas áreas de mato e floresta, e dado um colorido cinzento/negro ao horizonte do Barroso. As condições climatéricas não têm ajudado (ainda não caiu uma gota de água neste mês, e apenas choveu duas vezes desde Setembro), é um facto, mas a falta de prevenção (onde está a limpeza das matas e corta-fogos?) e vigilância, e o desleixo na realização de algumas queimadas, são as principais causas para este Novembro negro. Toda esta situação também é uma "chapada de luva queimada/a queimar" aos governantes "da propaganda", quer locais, quer nacionais, que, à custa de um Verão muito chuvoso, vieram logo gabar-se e vangloriar-se que este ano tinha sido o ano com menos incêndios de "há não sei" quanto tempo. E isto quando ainda faltavam alguns meses para terminar o ano. Em Vila Real, e no nosso concelho em particular, este ano já vai figurar como um dos piores, quer em número de fogos, quer em destruição.
Por exemplo, só no primeiro fim-de-semana de Novembro, ocorreram 45 incêndios no distrito que consumiram perto de mil hectares. Mas este número já foi completamente superado daí para cá.
No nosso concelho já muitos lugares/freguesias foram devastados por incêndios consideráveis: Pincães, Covelães, Cela, Negrões, Frades, etc. Em Codeçoso de Meixedo terá ocorrido um dos maiores (foto capa) e que, infelizmente, trouxe até nós as três televisões. Terá começado no termo de S. Mateus na madrugada (por volta da 1 hora – seria queimada???) do dia nove, sexta-feira, e lavrou perto de 12 horas. Teve ainda mais dois reacendimentos, um dos quais, no dia 10, bastante violento. Ao todo terá consumido à volta de 500 hectares, alguns dos quais constituídos por uma das maiores e mais antigas (+/- 50 anos) florestas de pinheiro bravo da região. Combateram este incêndio perto de 80 homens, apoiados por mais de uma dezena de viaturas e dois helicópteros.
Felizmente que, neste e noutros incêndios, as duas corporações de bombeiros do concelho tiveram o apoio de várias outras corporações: algumas vizinhas (do distrito), mas a maioria constituída por um grupo que veio da região de Lisboa e Vale do Tejo (Oeira, Alverca, Cascais, Linda-a-Pastora, Sintra, etc.). A lamentar também a queda de um helicóptero e a morte do piloto, quando combatia um incêndio em Melgaço.
Perante todos estes incêndios, o Ministério da Administração Interna já emitiu um comunicado (ver ao lado), que tenta "incriminar" sobretudo os agricultores, e sacode um pouco as responsabilidades. Mas nós aqui já estamos habituados a pedir a deuses e santos aquilo que os homens "do poder" não fazem. Por isso se reza para que o S. Pedro seja amigo e traga depressa a chuva.

Quinta-feira, Novembro 15, 2007

In http://www.opovodebarroso.blogspot.com/


Vila Real, 3 - Boticas, 2 2007/ 11/18 00:02
Futebol: Vila Real vence no último minuto em jogo com arbitragem polémica

À primeira vista, tudo apontava para uma vitória calma do invicto Vila Real frente ao antepenúltimo classificado, o Boticas. Mas o treinador do clube alvinegro já tinha avisado que “as camisolas não ganham jogos” e a sua ante-visão foi certeira.
O Vila Real sofreu um golo logo aos 2’ da partida, com PH a inaugurar o marcador, a favor dos barrosões, surpreendendo tudo e todos. O golo veio espicaçar a turma vilarealense, que se lançou ao ataque, mas a pontaria estava pouco afinada e foram muitas as oportu-nidades desperdiçadas até que Gabriel, aos 32’, empatou a partida.
Agora sim, tudo parecia enca-minhado para o Vila Real retomar as rédeas do encontro e vencer, como lhe competia. No entanto, a realidade foi outra. O clube barro-são voltou a surpreender, e Hernani, no último minuto da primeira parte, fez o 1-2.
Na segunda metade, a bola continuou a pertencer ao Vila Real, mas o Boticas foi criando também algumas situações perigosas. Mas o experiente Zé Monteiro con-seguiu partir a defesa do Boticas e empatou a partida.
O Vila Real não estava disposto a perder pontos, mas o grau de eficácia estava comprometido, e o tempo estava a esgotar-se. O golo da vitória acabou por surgir aos 98 minutos, sim porque o árbitro José Ramalho deu oito minutos de compensação. Este tempo tão alargado e o tento sofrido ao cair do pano acabou, no entanto, por gerar confusão. No total, foram distribuídos 10 cartões. Apesar disso, Calina, técnico do Boticas, não perdeu tempo em críticas à arbitragem e preferiu valorizar a qualidade do adversário, dizendo apenas que o golo que deu a vitória ao Vila real foi já “depois dos oito minutos de compensação”. “Mas o jogo só termina quando o árbitro apita”, referiu.
Já Luís Pimentel admirou a “grande eficácia” do Boticas, enquanto que a equipa que dirige foi “pouco concretizadora”. O treinador lembrou ainda que o jogo teve “muitas paragens”, algumas delas muito longas, o que “prejudicou” o espectáculo.

Ficha do jogo
SC Vila Real: Viera, Leirós, Zé Monteiro, Miguel, Peixoto, Ernesto, Fraguito, Castanha, Gabriel, Nuno Meia e Luís Carlos. Substituições: Cannigia (62’), Pedro Alves (71’) e Palhares (81’). Treinador: Luís Pimentel
Boticas: Varandas, Paulo, Ambrósio, Abreu, Bessa, Adérito Alves, PH, Hernani, Oli, Alfredo e Gomes. Substituições: Sterhan e Coelho. Treinador: Calina.

Data de Publicação: 15/11/2007
Sónia Domingues - In Semanário Transmontano


Sessão cultural consagra Miguel Torga 2007/ 11/12 17:40
Notícia publicada em 11-Nov-2007

Apresentados dois livros cuja abordagem girou em torno do escritor transmontano Miguel Torga. Tudo isto no ano em que se comemora o primeiro centenário do seu nascimento.

Foi um serão cultural profundamente enraízado nas extraordinárias vivências que Miguel Torga deixou no Barroso. Perante um salão nobre da Câmara Municipal de Montalegre bem preenchido, a plateia teve ensejo de assistir à apresentação de dois livros sobre Torga. O primeiro intitulado "Entre quem é! - Tradições de Trás-os-Montes e Alto Douro no diário de Miguel Torga", da autoria de Maria da Assunção Morais e o segundo, editada pelos Municípios de Montalegre e Boticas, que fala do roteiro torguiano.
Aliás, Fernando Rodrigues, Presidente do Município de Montalegre, declarou que, muito brevemente, todas as passagens de Torga pelo concelho vão ser sinalizadas com placas alusivas ao mestre da escrita e que os livros irão ser entregues «em primeiro lugar aos alunos do ensino secundário para que os professores não se esqueçam de falar deste magnífico escritor».
Relativamente à outra obra, a autora, natural de Chaves, não escondeu o fascínio que nutre pelo Barroso a ponto de apelar aos presentes para não deixarem morrer as características singulares do que é ser barrosão.
Presentes na mesa estiveram, para além do Presidente da Câmara de Montalegre e da autora, duas figuras ilustres do concelho: Barroso da Fonte (coordenador do projecto do livro "Roteiro Torguiano por Terras de Barroso) e o Padre Fontes que apresentou a obra de Maria da Assunção Morais.

In site CMM


Uma grande campeã no Barroso - Golfe 2007/ 11/12 17:33
O jovem Clube de Golfe de Montalegre já pode orgulhar-se de ter nas suas fileiras uma grande campeã. A sua associada (e madrinha) Carolina Afonso acaba de se qualificar para a disputa do European Tour de Golfe, em 2008, um feito nunca conseguido por qualquer golfista portuguesa.
Carolina Afonso, tal como Filipe Lima, actual melhor golfista português, tem duplaDe referir que Carolina Afonso nacionalidade, é luso-francesa, e é filha de António Afonso, também sócio do clube montalegrense, e de mãe francesa. Disputou as provas classificativas em Itália, em duas jornadas de quatro dias cada, com intervalo de dois dias para descanso.
foi campeã de Portugal em amadores, no ano de 2006, pelo que o êxito agora alcançado não aparece por acaso. Agora, gostaria de jogar o European Tour com a bandeira portuguesa, mas para isso precisa do apoio da Federação Portuguesa de Golfe, caso contrário jogará como francesa, o que seria de lamentar.
O golfe português teria muito a ganhar com esta sua representante nos grandes torneios europeus, não só a nível interno mas também a nível internacional, já que o golfe é uma modalidade muito publicitada pelas televisões de todo o Mundo. Esperemos que os dirigentes federativos não percam esta oportunidade.

Data de Publicação: 08/11/2007
In Semanário Transmontano


O Povo de Barroso Nº 385 2007/ 11/05 12:19
Sexta-feira, Novembro 02, 2007

Desporto
1) Chega dos "Santos"

Na tarde do passado dia 25 de Outubro, dia da tradicional feira dos Santos de Montalegre, realizou-se mais uma chega de bois no campo de chegas do Senhor da Piedade, em mais uma organização da Associação Cultural "O Boi do Povo".
Frente a frente o boi Barroso do Morais de Montalegre e o boi Barroso do Pedro da Aldeia Nova. Foi uma chega muito disputada, apesar de ter durado menos de dez minutos, onde se opuseram a experiência do Boi de Montalegre à irreverência do boi da Aldeia Nova, um novato nestas lides. E ao contrário do que a maioria dos espectadores presentes vaticinavam o boi do Pedro fez uma excelente chega e acabou mesmo por vencer.
Os dois animais entraram decididos a acabar depressa a contenda com o jogar de cornos típico dos Barrosos, em detrimento do jogo de corpo característico de outras raças mais pesadas. Ao domínio inicial do boi de Montalegre o boi da Aldeia Nova respondeu com um jogar de galha de mestria, que fez o primeiro recuar num primeiro momento. Estávamos a meio da chega e os bois olhavam-se já com medo das galhadas do adversário, sobretudo o do Morais. Foi aqui que a luta se começou a decidir e que os presentes começaram a acreditar na vitória do boi do Pedro, que não demorou muito a acontecer depois que as cabeças se voltaram a colar. Com mais duas alfinetadas certeiras o boi da Aldeia Nova acabou por correr com o favorito e vencer, tornando-se o campeão dos Santos. Um boi a ter em conta em próximos embates entre Barrosos e que conta, além de uma excelente e afiada galha, com uns característicos "sapatos".

2) Futebol: Dupla Vitória Barrosã

A 5ª jornada da primeira divisão da AFVR, disputada no passado domingo, correu bem às duas equipas barrosãs presentes na prova, que conquistaram uma dupla vitória depois da dupla derrota na jornada anterior.
A turma do Barracão, o Colmeia, cilindrou o Terras de Montenegro em casa, vencendo por 5-1, e regressou aos lugares cimeiros. Na jornada anterior (4ª) a AD Colmeia tinha sofrido a primeira derrota da época, em casa do candidato à subida Ribeira de Pena, e com o qual compartilha agora o 2º lugar, apenas atrás do Fiolhoso que continua 100% vitorioso ao fim de 5 jornadas.
O GD Salto recebeu o S. Tomé Castelo, vencendo por 2-1, regressando também às vitórias (tinha perdido 3-0 em Gache na jornada anterior) e subindo ao 6º lugar.
Na próxima jornada, que se realiza no próximo fim-de-semana, as equipas barrosãs têm duas deslocações difíceis: O Salto a S. Estêvão e o Colmeia a Fontelas.

3) Futsal
A equipa masculina de Futsal do GD Salto assumiu este fim-de-semana a liderança do campeonato distrital (Zona Norte) ao vencer em casa do Vilarandelo, o anterior líder, por 4-1, confirmando assim o bom arranque de temporada e a candidatura à subida aos nacionais de futsal. Com 9 pontos em 4 jogos, os Saltenses perderam apenas na primeira jornada com a ASS S. Pedro.
As meninas do Salto não entraram muito bem no seu campeonato perdendo em casa com as candidatas do Hóquei Clube Flaviense.
Finalmente mais uma boa notícia para o futsal de Montalegre. O CDC Montalegre decidiu avançar com a criação de uma equipa de futsal júnior, que pode ser a alavanca para a criação de uma equipa de futsal sénior, uma ideia há muito defendida por nós. E os rapazes do CDC Montalegre começaram em grande o seu campeonato com duas vitórias nas duas primeiras jornadas: primeiro em casa do Ribeira de Pena por 2-1 e no último fim-de-semana no pavilhão desportivo de Montalegre, o Mesão Frio por 4-2.

Barroso em Resumo
1) Em Boticas - Feira Nacional do Mel: 16 a 18 de Novembro

O universo apícola português encontra-se este ano em Boticas, para a 6ª edição da Feira Nacional do Mel, a decorrer no pavilhão Multiusos entre 16 a 18 de Novembro.
Ponto de encontro do sector apícola português, a Feira é também o momento privilegiado para a realização da 8ª edição do Forúm Nacional de Apicultura, cujo destaque será a sanidade apícola, com um painel dedicado a esta temática, que constará com a presença de quatro especialistas na matéria.
Durante três dias, produtores e consumidores terão a oportunidade de apreciar o mel de todo o país, em exposição na maior mostra nacional de produtos apícolas realizada em Portugal.
A Feira Nacional do Mel é também a ocasião ideal para estabelecer contactos comerciais privilegiados, através da acção directa entre comprados e produtor.
No decorrer da Feira irão também realizar-se os já tradicionais concursos de Mel, Rótulos, Fotografia, Bolos e Doces de Mel.
Para mais informações, consulta de Programa, Regulamento e Inscrição na Feira, bem como nos referidos concursos, visite o site da Federação Nacional de Apicultura, em www.fnap.pt.

2) Sapiãos: Pimentos estavam mesmo envenenados
Concluiu-se na semana passada o inquérito ao caso dos pimentos supostamente envenenados encontrados na aldeia de Sapiãos no concelho de Boticas. E os resultados da investigação e consequente análise foram mesmo positivos, ou seja, o líquido encontrado dentro de vários pimentos de duas hortas era mesmo veneno. A confirmação deste resultado veio do Instituto de Medicia Legal do Porto, para onde foram enviados os legumes suspeitos. O produto encontrado foi um insecticida frequentemente usado na agricultura. No entanto, o processo de investigação levado a cabo pela GNR de Boticas, com queixa contra desconhecidos, foi arquivado pelo Ministério Público do Tribunal de Boticas por falta de provas.
Relembramos que os pimentos foram encontrados em duas hortas desta pacata aldeia barrosã, com um cheiro intenso ao famoso "remédio dos escaravelhos", sinais de picadas de agulhas e um liquido branco no seu interior, o que semeou o pânico entre os proprietários dos referidos legumes e um pouco por toda a população de Sapiãos. No entanto, não foi apontado nenhum suspeito, nem se conseguiu reunir prova suficiente para acusar ninguém.

3) Dia Internacional da Biblioteca Escolar
A Biblioteca Municipal de Montalegre não deixou passar em claro a comemoração de mais um dia Internacional da Biblioteca Escolar, celebrado no passado dia 22 de Outubro. Assim, desenvolveu uma série de "protocolos2 com as diferentes escolas do concelho, num intercâmbio cultural que trouxe à Biblioteca de Montalegre mais de uma centena de alunos, que participaram em várias actividades (ver foto), relacionadas com o mote deste ano: "Ler, Saber, Fazer".
Este tema foi o escolhido pela Associação Internacional das Bibliotecas Escolares - IASL (International Association School Library) para valorizar e enaltecer o trabalho que as Bibliotecas Escolares têm realizado em todo o Mundo, dando o merecido destaque à relação entre a leitura e a aplicação de conhecimentos.
Refira-se que as Bibliotecas Escolares promovem as competências nas áreas da Leitura, da Literacia e da Informação e ajudam a criar nos seus utilizadores uma necessidade permanente de aprender, ao longo de toda a sua vida.
O Dia Internacional da Biblioteca Escolar é celebrado todos os anos na 4ª segunda-feira de Outubro. O primeiro foi celebrado a 18 de Outubro de 1999.

4) Em Salto: recomeçaram obras do quartel dos bombeiros
As obras no tão aguardado quartel dos bombeiros da vila de Salto, Montalegre, recomeçaram este mês depois de quase um ano paradas devido à falência da antiga empresa responsável pela construção. O novo prazo de conclusão deste empreendimento, sonhado há 20 anos, e que deveria ter ficado concluído em Dezembro de 2006, termina no mês de Fevereiro de 2008.
A falência do antigo construtor foi decretada em Janeiro de 2007 e até Agosto do presente ano seguiram-se os trâmites legais para que a conclusão da obra pudesse ser, "de novo", posta a concurso público. A obra foi novamente adjudicada, mas desta vez a uma empresa de Salto, que já tinha concorrido ao concurso inicial.
Inicialmente estava previsto um custo de 750 mil euros, mas com todas as circunstâncias ocorridas, o preço inflacionou um pouco, sendo agora esperado um custo total que ronda 1 milhão de euros, a ser pago pelo Governo, Câmara Municipal de Montalegre, e pela própria Corporação, actualmente com 56 bombeiros. As novas instalações vão ter um parque para sete viaturas, camaratas separadas para homens e mulheres, cozinha, instalações para o quarteleiro e uma área para a administração.

5) Bomba destrói café em Pomar da Rainha
Na noite da passada quarta feira, em Pomar da Rainha, Salto, um café ficou parcialmente destruído após a explosão de uma bomba de fabrico artesanal, alegadamente atirada por um indivíduo encapuçado, que se terá posto em fuga.
Passaria pouco tempo depois das 21 horas, e no café (Retiro Saltense) estaria apenas a proprietária, Maria Pereira de 58 anos, que sofreu vários ferimentos. A bomba, constituída por várias velas de dinamite, destruiu quase por completo o recheio do café, além de ter aberto um buraco no chão. Aquela hora, o marido de Maria Pereira, Fernando Pires, teria ido para casa ouvir o relato dos jogos da liga dos campeões. A violência da explosão foi tal que se ouviu na vila de Salto a 5 km da referida aldeia.
Os bombeiros de Salto acorreram ao local e Maria foi transportada para o Centro de Saúde de Montalegre onde foi assistida a ferimentos numa perna, num braço e num pé.
A GNR esteve no local a investigar os factos e o espaço foi fechado.

6) FEF da Câmara de Montalegre reforçado
Talvez para amenizar o facto de o nosso concelho não ser contemplado no PIDDAC 2008 (Programa de Investimentos e Despesas de Desenvolvimento da Administração Central) com um único tostão (ver pág. anterior), ou talvez para "atirar areia para os olhos dos barrosões", o Governo decidiu reforçar em 483 mil euros o FEF 2008 (Fundo de Equilibrio Financeiro) da Câmara Municipal de Montalegre. Assim, e ao abrigo da nova lei das Finanças Locais, o nosso Município vai receber em 2008, 10.143,000 euros em vez dos 9.659,000 recebidos em 2007.
Todos esperamos que, estes mais de 10 milhões de euros (2 milhões de contos na moeda antiga), sejam realmente investidos na melhoria das condições de vida dos barrosões, e não em obras de fachada.

Quarta-feira, Outubro 31, 2007

In http://www.opovodebarroso.blogspot.com/


Homem entrou em café e largou engenho explosivo 2007/ 11/02 14:10

Dona do estabelecimento ficou ferida num pé, num braço e numa perna

Na noite do dia 24, a pequena localidade de Pomar da Rainha, em Salto, foi surpreendida por um incidente sem precedentes nas redondezas. Um homem entrou de rompante no café à entrada da aldeia, largou um engenho explosivo e fugiu. Os estilhaços da violenta explosão causaram ferimentos à dona do estabelecimento, a única pessoa que àquela hora se encontrava na sala, e avultados prejuízos no interior do estabelecimento. O caso está a ser investigado pela PJ.

O incidente terá ocorrido cerca das 21h00. Maria Pereira estava sozinha no café, a falar ao telefone com uma filha que está em Braga. O marido, Fernando Pires, encontrava-se no segundo andar do edifício, onde habitam, a ouvir o relato do jogo do Porto. “Eu nem posso falar disto que até fico doente!”, dizia, ao início da tarde desse dia, fora do café, enquanto aguardava pela esposa que ia levar novamente ao hospital. “Está a sangrar outra vez!”, justificava, ainda visivelmente transtornado com o sucedido e recusando avançar mais pormenores. “Perguntem por mim aí na aldeia!”, pedia apenas. “Eu e o meu marido não nos metemos com ninguém. Ele sai de manhã e entra à noite!”, repetia, por sua vez, Maria Pereira, aproximando-se do carro. Maria ficou ferida num pé, num pulso e ainda numa perna. Com o susto, ter-se-á atirado de uma janela para o jardim.
Os primeiros a chegar ao local foram os Bombeiros de Salto. Julgaram que a explosão tinha sido provocada pelo rebentamento de uma botija de gás. E, por isso, levaram para o local dois carros de combate a incêndios e um ambulância. “Só quando chegámos lá é que percebemos que tinha sido outra coisa”, contou um bombeiro da corporação, revelando que havia ainda fumo, muitos vidros e que estava tudo “revirado”. “Não era uma cenário muito agradável”, precisou.
Ao que tudo indica, o engenho explosivo usado pelo indivíduo, que terá entrado de cara destapada, eram velas de dinamite vulgarmente utilizadas em pedreiras. O local onde o engenho caiu terá ficado, aliás, um buraco de dimensão considerável.

Data de Publicação: 02/11/2007
Margarida Luzio - In Semanário Transmontano


Padre Carvalho homenageado 2007/ 11/02 12:51
Notícia publicada em 02-Nov-2007

Auditório da Biblioteca Municipal de Montalegre repleto de individualidades. Testemunhos lembraram trajectória de um pároco que marcou uma geração.

Inserido nas Jornadas Culturais do Barroso, promovidas pelo jornal "Noticias de Barroso", que contam com o contributo da Câmara Municipal de Montalegre, foi homenageado o Padre João Carvalho, falecido em 1993. A acção decorreu nas instalações da Biblioteca Municipal perante um auditório à pinha que não quis perder esta oportunidade para lembrar os feitos de um pároco saudosamente invocado.
Coube ao barrosão Carneiro Chaves falar do trajecto do homenageado socorrendo-se de um trabalho assinado pelo jornalista Afonso Praça (consultar em anexo), entretanto falecido. Depois de exibir o conjunto de textos, ilustrados com várias fotos do concelho e não só, Carneiro Chaves referiu: «O padre João Carvalho viveu no meio do povo e teve a mesma condição. O seu lema dos três pés (PPP, pão, presunto e pinga) constitui, antes de mais a visão intuitiva da importância da mesa na união das pessoas; a mesa representa o momento da festa, a distribuição do produto da caça, a continuação da prosperidade da família e do clã».

«ERA UMA ESPÉCIE DE AMOR À PRIMEIRA VISTA»

Em representação do Município de Montalegre esteve o vereador da cultura, Orlando Alves, que lembrou o facto de o ter convidado para integrar o primeiro juri da Feira do Fumeiro bem como a primeira realização de um Campeonato de Chegas de Bois, de raça barrosã, do qual era um entusiasta convicto.
O autarca terminou a sessão afirmando que o Padre Carvalho «era uma espécie de amor à primeira vista. Um sentimento que não está ao alcance de qualquer mortal».

In site CMM


O Povo de Barroso Nº 385 2007/ 11/01 22:26
Destaque 2
CDC Montalegre Abandona Jogo aos 63 minutos

O caos está instalado no principal campeonato distrital de futebol, a liga de Honra, depois do jogo Régua/Montalegre ter sido suspenso aos 63 minutos após abandono do terreno de jogo da equipa Barrosã, alegadamente devido a graves problemas (incluindo agressões verbais e físicas) com o árbitro do encontro, Pedro Mesquita de Vila Real.
O Montalegre estava a fazer um bom campeonato, ocupando o 3º lugar isolado à sexta jornada, antes da deslocação ao Régua, um dos principais candidatos à subida (juntamente com o Vila Real), no passado fim-de-semana. O jogo prometia e foi bem disputado enquanto durou. O primeiro caso do jogo coincidiu com a primeira oportunidade para a equipa da casa, quando aos 13´ o árbitro assinalou um livre indirecto a favor do Régua, na área do Montalegre por um suposto atraso ao guarda-redes Pimenta. No entanto a turma da casa não aproveitou a dádiva, desperdiçando um remate a 5 metros da baliza. O Montalegre reagiu bem e durante a restante primeira parte o jogo foi de toada e resposta com oportunidades nas duas balizas. O Régua acabou por chegar com sorte ao 1-0 num auto-golo de Zé Campos aos 35´. Antes do intervalo, Castelo ainda teve o empate nos pés, mas a bola bateu estrondosamente na barra do Régua. A segunda parte abriu com o Montalegre a carregar em busca do merecido empate, até que aos 57´ o árbitro marca grande penalidade a favor do Régua, por um suposto derrube de Pimenta a Leandro, num lance muito duvidoso e que lançou o caos no encontro. Os jogadores e responsáveis do Montalegre (excepto o director Paulo Viage, que já tinha sido expulso na primeira parte), ameaçaram abandonar ao que o árbitro respondeu com expulsões e, segundo jogadores e técnicos do Montalegre, agressões verbais e físicas. Ao todo somaram-se as expulsões de Zé Campos, PTT, Nelson e do treinador adjunto Nuno Rodrigues, que acusa o árbitro de o ter agredido numa perna. Perante tudo isto a equipa barrosã anadonou mesmo o terreno de jogo, decorria o minuto 63. Os dirigentes e vários jogadores queixam-se que Pedro Mesquita os intimidou e agrediu verbalmente desde o primeiro minuto, numa situação nunca vista. Depois disto o Montalegre decretou blackout. Resta saber agora o que o conselho de disciplina da AFVR irá fazer neste caso.

Destaque
Montalegre leva "zero" no PIDDAC

O Governo já definiu o Plano de Investimento e Despesas de Desenvolvimento da Administração Central (PIDDAC) 2008, para o distrito de Vila Real, plano esse onde normalmente são contemplados os maiores investimentos estatais. E para quem passa a vida a dizer que quer defender e apoiar o interior, o corte de 18 milhões de euros a que o nosso distrito foi sujeito é elucidativo das reais intenções do Governo de José Sócrates. E que o digam os barrosões, que viram Montalegre, e também Boticas, levar "zero" no PIDDAC 2008.

Posição do PSD Montalegre
O Partido Social Democrata, comunica a toda a população do Concelho de Montalegre, que o governo socialista do Eng.º Sócrates, prejudica a nossa Terra não nos atribuindo qualquer quantia para o próximo ano.
Como se já não bastasse o Concelho estar parado há 2 anos, com a governação socialista do Prof. Fernando, vem agora o governo ajudar a atrasar cada vez mais Montalegre.
Mas, tão ou mais grave do que o governo tomar esta atitude é o facto de o Presidente da Câmara desculpar esta vergonha como se em Montalegre já estivesse tudo feito.
Querer branquear esta atitude do seu governo com a promessa de ratificação da estrada nacional 103, é brincar com o Povo e a Terra que deveria defender contra tudo e contra todos e não ser subserviente aos interesses socialistas do seu governo.
Mesmo sendo verdade é pouco. Porem, quem é que não se lembra de há 7 anos atrás, o Prof. Fernando ter garantido o mesmo, dizendo ate que se a obra não fosse feita não se candidataria à Câmara?
Qual será então o motivo porque se está a desenvolver um abaixo-assinado para esse fim, se já há garantias de execução da obra?
Quando se pensava que o Prof. Carvalho de Moura estava a dar mais uma ajudinha ao Prof. Fernando, afinal apenas estará no reino da ilusão e da fantasia, onde já nem a promoção pessoal será um facto, porque o Presidente da Câmara estragou tudo.
O Centro de Saúde de Montalegre com as novas competências que irá ter, merecia obras de manutenção e modernização que seriam bem vindas do governo neste PIDAC.
As Extensões do Centro de Saúde e as populações por elas servidas, agradeceriam melhor conforto e condições de trabalho para os profissionais de saúde, porque em alguns casos são dignas de países de 3º mundo. Mas o governo e o Presidente da Câmara acham que está tudo bem.
No Tribunal, há vários anos que quem necessita de um quarto de banho, tem que contar com a boa vontade dos donos dos cafés ali à volta e o sistema de gravação das audiencias é obsoleto, prejudicando muito trabalho. No entanto, para o governo socialista e para a Câmara socialista está tudo feito.
E a biblioteca? Apesar dos investimentos recentemente feitos, é a melhor do país? Para o Presidente da Câmara que não tem ambições e está desgastado e deslumbrado com a sua conversão ao capitalismo e à megalomania, provavelmente é.
E tantas outras coisas que Montalegre não tem ou estão mal para a população e que poderiam ser feitas com dinheiro do Estado através do PIDAC. O lar de Cabril, os Centros de Dia, o Apoio Domiciliário… enfim, para o Presidente da Câmara está tudo bem. O Povo é que sofre.
Sr. Presidente da Câmara é uma vergonha nacional. Com esta atitude só lhe resta uma saída: DEMITA-SE, pois já não é capaz de resolver os problemas dos Barrosões.

In http://www.opovodebarroso.blogspot.com/


Barrosão Carlos Machado conquista prestigiado prémio "Alves Redol 2006" 2007/ 11/01 18:47
Notícia publicada em 30-Out-2007

O autor, natural da Venda Nova, concelho de Montalegre, alcança este consagrado prémio literário à primeira publicação. O livro "O homem que viveu duas vezes" é colocado à venda no dia 6 de Novembro.

Natural da freguesia da Venda Nova, concelho de Montalegre, Carlos Alberto Bernardo Machado, acaba de conquistar o prestigiado prémio literário "Alves Redol". Curioso é o facto do autor ter publicado pela primeira vez. O livro, editado pela Presença, será colocado à venda no dia 6 de Novembro.
Esta obra de ficção, com uma história de amor como pano de fundo de toda a trama, é um romance de época e de lugar – passa-se no concelho de Montalegre – que, para além do descritivo de modos de vida peculiares e de uma certa ideologia reinante, é fundamentalmente uma reflexão sobre a procura de identidade dos personagens, da identificação dos sentimentos e do sentido das palavras.
Nomes que se cruzam, fisionomias que se parecem, palavras com significados diversos, corpos que se trocam, são os ingredientes para a busca da identidade que conforta cada ser humano, em cada instante.
Carlos Machado nasceu, em 1954, em Venda Nova, Montalegre, tendo vivido sempre em Lisboa. Frequentou o Liceu de Camões, onde teve como professores, entre outros, Vergílio Ferreira e Mário Dionísio; licenciou-se, em 1977, em Engenharia Electrotécnica, pelo Instituto Superior Técnico e desenvolveu a sua actividade profissional no sector das Telecomunicações (colaborador da PT, Vodafone, TMN). Exerce, actualmente, funções de Subdirector Geral no Ministério da Administração Interna.

In site CMM


Obras no quartel dos Bombeiros de Salto recomeçaram 2007/ 10/25 11:19
Trabalhos estiveram suspensos quase um ano por falência do empreiteiro

Os Bombeiros de Salto já podem respirar de alívio. Recomeçaram as obras do quartel que irá substituir as duas garagens de um prédio sem quaisquer condições onde, há anos a fio, se encontra instalada a corporação do Baixo Barroso. Os trabalhos tinham sido suspensos há quase um ano, depois do empreiteiro ter abandonado a obra por alegadas dificuldades financeiras. A situação obrigou a direcção dos Bombeiros a encetar uma série de procedimentos para uma nova adjudicação. “Foram precisos oito meses para ultrapassar a situação e seguir todos os passos estipulados pela Lei”, explicou o presidente da corporação, João Soares, prevendo agora que o quartel fique concluí-do em Fevereiro. “Já chega de atrasos!”, referiu. O desabafo é compreensível.
O abandono da obra por parte do empreiteiro foi apenas o último dos percalços que têm acompanhado a já longa história da construção do futuro quartel dos Bombeiros de Salto. Depois de várias promessas de financiamento que se foram arrastando no tempo, o comandante, Orlando Alves, chegou a ameaçar montar uma tenda no meio da estrada e levar para lá os seus homens. Com a ameaça, conseguiu um contrato-programa que formalizava o apoio. O problema foi, contudo, conseguir assinar o documento. A cerimónia para o efeito foi cancelada duas vezes. Numa das ocasiões, a corporação teve de recolher os convites que já havia despachado pelo correio. Na outra, em Dezembro de 2004, como a vinda do secretário de Estado foi cancelada às 22h00 dia anterior e já não houve tempo de avisar os convidados, mesmo sem assinatura, houve banquete.
“Mas agora vai!”, acredita João Soares.
O valor total da obra é de 750 mil euros. 400 foram assumidos pelo Governo e o restante dividido, em partes iguais, pela própria corporação e pela Câmara Municipal de Montalegre, que doou ainda o terreno e pagou o projecto.

Data de Publicação: 25/10/2007
Margarida Luzio - In Semanário Transmontano


Alunos esperam mais de uma hora para almoçar 2007/ 10/25 10:53
Queixas dos pais dos estudantes já seguiram para a Direcção Regional de Educação

Bichas “intermináveis” para a cantina e para o bar e autocarros “apinhados”. A Associação de Pais do Agrupamento de Escolas de Montalegre está preocupada com algumas si-tuações relacionados com a alimentação dos filhos e a forma como são transportados para a escola. As queixas já chegaram à direcção do Agrupamento, à Câmara e à Direcção Regional de Educação.

Na Escola Bento da Cruz, as bichas para a cantina são de tal modo grandes que “é vulgar, estarem alunos à mesa e a campainha a tocar para as aulas”. E “É habi-tual e diário os alunos estarem uma hora e mais à espera da refeição”. No bar a situação é semelhante. “No intervalo da manhã, há filas de 15 metros. Os mais pequenos, claro está, nunca lá chegam”. As queixas fazem parte de um documento a que o Semanário TRANSMONTANO teve acesso e que surgiu após uma reunião de encarregados de educação. Mas estas não são as únicas preocupações dos pais.
A forma como os alunos são transportados para a escola também mereceu muitos reparos. Os encarregados de educação queixam-se, sobretudo, dos transportes que simultaneamente fazem as carreiras públicas e o transporte de alunos. “As agressões por parte dos mais velhos e corpulentos são frequentes, tendo sempre estes últimos o privilégio de circular sentados, enquanto os mais novos têm que obrigatoriamente lhes ceder o lugar”, pode ler-se no documento, onde se diz ainda que “nestes autocarros ‘vem tudo ao molho’”. Além disso, os pais dos alunos também criticam o facto de ter sido “aproveitado” para sala de estudo o palco do multiusos, através de uma divisória articulada em fole. “Claro está que com esta divisória móvel, singela e num material de lona, um eventual estudo ou leitura são impossíveis”, observam.
O documento já foi enviado para a direcção do Agrupamento, a Câmara Municipal e a Direcção Regional de Educação.
Apesar de várias tentativas, o Semanário TRANSMONTANO não conseguiu ouvir o responsável pelo Agrupamento, João Surreira, sobre as queixas da Associa-ção de Pais. Por sua vez, o presidente da Câmara, responsável pelo transporte escolar, confirmou que o documento já chegou à autarquia e que o mesmo já seguiu para a vereadora responsável pela área. De qualquer forma, esclareceu que o transporte especial para alunos só é obrigatório quando não existem transportes públicos. Relativamente à sobrelotação dos autocarros garantiu que esse facto se devia a uma má utilização de dois circuitos existentes por parte dos estudantes. “No conjunto, em transportes e em passes a Câmara gasta por ano 850 mil euros”, lembrou Fernando Rodrigues, admitindo que “sem alunos” é difícil manter circuitos de transportes públicos. “Reconheço que não é rentável se não houver alunos”, afirmou.

Data de Publicação: 25/10/2007
Margarida Luzio - In Semanário Transmontano


FEF da Câmara de Montalegre reforçado 2007/ 10/24 20:55
Notícia publicada em 23-Out-2007

O Governo, para 2008, vai reforçar em 483 mil euros o FEF (Fundo de Equilibrio Financeiro) da Câmara Municipal de Montalegre. Uma notícia que foi muito bem recebida pelo executivo municipal que a classificou de «óptima» tendo em conta a actual realidade das Finanças Públicas

O Município de Montalegre vai receber, em 2008, mais 483 mil euros do FEF (Fundo de Equilíbrio Financeiro). Assim, a autarquia passa de 9.659,000 para 10.143,000 euros.
No entender do edil «a nova lei das Finanças Locais que mereceu grande contestação da Associação Nacional de Municípios e também de alguns partidos prova que afinal não é tão má como a faziam crer».
Fernando Rodrigues sublinha que a nova lei das Finanças Locais coloca travão ao endividamento: «para além dos novos critérios de distribuição do FEF, a nova lei define limites muito rigorosos ao endividamento. Recordo que com base nesta lei, já foram penalizadas 22 Câmaras Municipais e há mais 36 que não cumpriram em 2006».
Apesar do elevado leque de investimentos, com especial incidência no impulso urbanístico, o autarca faz questão de vincar que a Câmara Municipal de Montalegre «apesar dos grandes investimentos que levou e leva a cabo, não está na “lista negra” das mais devedoras do país».
O líder da Câmara Municipal de Montalegre refere que este aumento das receitas do FEF, para 2008, é muito importante para o futuro do concelho: «num momento de reconhecidas dificuldades das finanças públicas, recebermos um aumento de 483 mil euros, não é bom…é óptimo!».
Lembre-se que Fernando Rodrigues foi dos poucos autarcas que defendeu a nova lei das Finanças Locais justificando a sua posição por trazer «disciplina e credibilidade ao poder local».

In site CMM


Biblioteca de Montalegre comemora Dia Internacional da Biblioteca Escolar 2007/ 10/24 20:51
Notícia publicada em 24-Out-2007

Várias alunos, de diferentes escolas do concelho, visitaram as instalações da Biblioteca de Montalegre num intercâmbio cultural promovido à luz de várias actividades.

De forma a sublinhar e enaltecer o trabalho que as Bibliotecas Escolares têm realizado em todo o Mundo, a Associação Internacional das Bibliotecas Escolares - IASL (International Association School Library) - escolheu para este ano o tema «Ler, Saber, Fazer», enfatizando a relação entre a leitura e a aplicação de conhecimentos.
Foi neste contexto que ficou o enquadramento das iniciativas levadas a cabo pela Biblioteca Municipal de Montalegre com um conjunto de actividades (ver fotos anexas) que envolveu várias crianças do concelho.
Refira-se que as Bibliotecas Escolares promovem as competências nas áreas da Leitura, da Literacia e da Informação e ajudam a criar nos seus utilizadores uma necessidade permanente de aprender, ao longo de toda a sua vida. Por isso, elas são muito importantes e fazem a diferença.
O Dia Internacional da Biblioteca Escolar é celebrado todos os anos na 4ª segunda-feira de Outubro.
O primeiro foi celebrado a 18 de Outubro de 1999.

In site CMM


O Povo de Barroso Nº 384 2007/ 10/24 17:48
Terça-feira, Outubro 23, 2007

Opinião
Um Olhar Sobre o XXI Congresso de Medicina Popular de Vilar de Perdizes

Teve lugar, entre 30 de Agosto e 2 de Setembro, o XXI Congresso de Medicina Popular de Vilar de Perdizes. Desta vez participei com o tema: "A Magia da Castanha/Castanheiro". Assim, entendo dar a conhecer aos leitores do Povo de Barroso as minhas impressões, numa perspectiva de futuro e na esperança que se unam mais esforços em torno deste mítico Congresso.
Parece-me que o Congresso já não tem nomes tão mediáticos e a própria imprensa falada lhe tem dado menos atenção. As próprias instituições que têm beneficiado com o Congresso parecem conservar algum distanciamento (impressão minha?). Estou a referir-me ao Município de Montalegre e à Comissão Regional de Turismo do Alto Tâmega. Só panfletos ou sacos não chegam. Não será preciso mais participação e empenhamento? É preciso haver rostos que apoiem, observem, ajudem e dêem sugestões para melhorar. Um acontecimento numa aldeia ou vila deve merecer a mesma atenção e empenhamento que numa cidade.
Não tinha ficado mal no Programa que o Governo Civil abrisse ou encerrasse o Congresso e o Presidente do Município fizesse o oposto. Será que as pessoas se envergonham? Mas de quê? Da nossa cultura popular? Do saber popular? São a matriz cultural da nossa identidade.
Esta "bandeira" de Vilar de Perdizes, na vizinha Galiza era erguida bem alto e já estaria num estádio diferente, isto é, com mais envolvimento.
Dizem à socapa, "romeiros" assíduos destes Congressos, que o Município de Montalegre lhe quer "deitar a mão e levá-lo para a cidade". Da minha parte entendo que Vilar de Perdizes é o lugar mítico e mágico, onde estão as raízes deste saber e retirá-lo do seu ambiente natural é como retirar os lobos da Serra e metê-los numa jaula.
O que eu poderei concordar é que a abertura solene do Congresso se possa fazer na sede do Município (dada a proximidade) e o encerramento em Vilar. O que me parece necessário é que terá de haver mais instituições e pessoas em torno do Congresso. É o acontecimento mais mediático de Montalegre, do Alto Tâmega e de Trás-os-Montes.
Merecedor de louvor é a forma discreta como o Padre Lourenço Fontes gere toda a actividade do Congresso. A sua postura simples e discreta faz meio sucesso do evento. Também o Secretariado diminuto é muito eficaz.
O XXII Congresso que acontecerá no próximo ano, deveria começar a ser preparado, logo após a avaliação deste. Ainda me atreveria a dar mais algumas sugestões, por exemplo, que o Congresso de Medicina Popular passe a ter duas vertentes, podendo haver num dia comunicações mais de saber popular e num 3.º dia de saber mais erudito. Penso que neste caso deveriam participar sempre, um bom nutricionista e um bom Botânico (nacional ou estrangeiro – Prof. Jorge Paiva, por exemplo).
Todos os que pretendessem apresentar comunicações deviam ter de enviar um resumo da comunicação, escrita ou oral e acordar o tempo que deviam ter para a apresentar. Em todas as comunicações devia ser previsto o debate, porque esse é dos momentos mais interessantes e importantes. Há conversas ou anedotas interessantes em torno de uma mesa que poderão não o ser num evento destes. Estas são mais próprias para a animação nos intervalos do Congresso.
Contudo, num sábado à noite, com muitas ofertas interessantes na televisão, ver o Salão da Casa do Povo de Vilar de Perdizes a rebentar pelas costuras, com tanto participante é um sucesso que não está ao alcance de qualquer cidade.
Os stands ofereciam artigos, em geral, muito adequados ao tema. Fiquei mais seduzido pelo pão das padarias de Vilar de Perdizes e que me parece estar a par do feito em Argeriz (Valpaços) e em Chaves perto das Caldas.
Sempre me furtei a comprar licores de Vilar de Perdizes, mas a Isabel Pita (276 536 458/968 700 932) cativou-me, insistiu para que eu provasse, que não era preciso comprar. Gostei do que provei (parte cama e rompe o colchão) e das broinhas de castanha (iguais às da receita do meu livro). No final ao fazer os trocos ainda prescindiu de receber um euro, dizendo: não faz mal, prefiro que fique meu cliente. É bom encontrarmos gente assim franca e sincera que não pensa só no lucro. Fico à espera que produza o licor de castanhas.
A minha presença no Congresso foi muito limitada no tempo, pelo que apenas reflecte o que consegui captar e que me aguçou o apetite de no próximo ano estar por mais tempo. Ao Padre Fontes e a todos os que com ele colaboraram os meus parabéns!
Opinião de Jorge Lage

Segunda-feira, Outubro 22, 2007

Opinião
O Ensino em Montalegre: - do passado ao futuro

Não é este o título do livro que pretendo apresentar aos Barrosões e Transmontanos, em geral. Mas perante a confusão que vem crescendo no ensino nos primórdios do século XXI, será bom reflectir o futuro em relação ao passado. E talvez seja oportuno introduzir aqui e agora o provérbio que encerra uma enorme sabedoria popular: «não há fome que não traga fartura».
A Câmara de Montalegre, louvavelmente, acaba de patrocinar a edição de cerca de 200 páginas, meia centena das quais de anexos que dão consistência aos considerandos. O livro chama-se «O Ensino em Montalegre: do liberalismo à República» e traz a assinatura do investigador barrosão: Rogério Borralheiro.
Diga-se que este documento se reveste de uma importância enorme, na viragem do século e do milénio, quando se implementa a Carta Educativa (2006), se adere ao Processo de Bolonha e, num ápice, se galga a crosta do mais cruel analfabetismo, para se atingir um crédito de formação média e superior que gera um tipo de desemprego preocupante, numa região onde a indústria não existe, onde o funcionalismo é exíguo e onde os apoios comunitários desaparecem, em proveito dos citadinos do litoral.
Há meses atrás leu-se na monografia de Parafita, do Padre Manuel Alves que esta pequena aldeia da margem norte da barragem de Pisões tinha mais de meia centena de licenciados. Vila da Ponte, Salto, Solveira, Vilar de Perdizes, etc, para além da sede de concelho, são aglomerados populacionais com significativo número de licenciados, mestres e doutores. Também recentemente aqui escrevemos que dúzia e meia de barrosões, quase todos com formação superior, à falta de emprego, criaram «A Cavado do Povo», uma cooperativa que deveria ter (e, pelos vistos, ainda não teve) um aceno de simpatia e de apoio por parte de uma chusma de organismos, públicos e privados que existem por esse país fora, exactamente para incentivarem à criação de emprego.
Finalmente, numa altura em que se comemora, mais um aniversário do encerramento do utilíssimo Colégio de Montalegre, numa mais que justa homenagem à Drª Margarida Canedo, este testemunho científico de Rogério Borralheiro permite conhecer o drama que as Terras de Barroso viveram para atravessarem a longa noite do analfabetismo.
Fernando Rodrigues, Presidente da Câmara, exalta a oportunidade desta obra logo no primeiro parágrafo da sua nota introdutória: «Numa altura em que tanto se fala da educação e das reformas em curso promovidas pelo Ministério, com pais, alunos e professores a esgrimirem argumentos com os responsáveis do sector, às vezes em acesas discussões e contestações, não podia deixar de vir mais a propósito a publicação deste trabalho do Dr. Rogério Borralheiro». Ora, como escreve o mesmo autarca «a educação é essencial ao desenvolvimento dos povos, ao progresso da humidade, porque promove o desenvolvimento económico e o bem-estar social, além de contribuir para a paz no mundo».
Rogério Borralheiro que já revelou a sua propensão para a pesquisa, em obras de capital importância regional, mostra-nos como nasceu o ensino das primeiras letras na região Barrosã, reunindo informações seguras sobre o que se passou nesta Região, entre o Liberalismo e a República. Na nota introdutória diz-se que a população do concelho de Montalegre diminuiu 60% nos últimos 40 anos e cerca de 17% na última década, passando dos cerca de 32 mil para os 12.762 em 2006. E lê-se na mesma nota prévia: Entre 1988 e 2006 foram extintas ou encerradas 59 escolas do Ensino Primário, por falta de alunos, o que parece ser o fechar de um ciclo iniciado no já distante ano de 1835.
Este livro mostra como foi e como evoluiu o ensino, a sua importância nas comunidades locais, como eram, onde se situavam, com que meios viviam e que género de pessoas ensinava e aprendia nas escolas que nos fins da ditadura praticamente existiam em cada uma das 132 aldeias. Em 1820 havia somente 3 escolas: Montalegre, Tourém e Vilar de Perdizes. Em 1867 já tinham aumentado para dez: Cabril, Salto,Vila da Ponte,Viade de Baixo, Sezelhe, Montalegre, S.Vicente da Chã, Cervos, Serraquinhos e Vilar de Perdizes. Perdeu-se a de Tourém que reabriu em 1867, juntamente com a de Stº André. Nos meados do séc. XVIII havia duas aulas de Latim (uma em Montalegre e outra em Ruivães), leccionadas, respectivamente por Bento Jerónimo Magalhães Fontoura e por Francisco Fernandes Madureira. O autor deste estudo esclarece que, em 1864, havia 2.774 escolas no território português, subindo esse número para 5.339, em 1889, enquanto que, no concelho de Montalegre, aumentou de 10 para 17, em 1899.Mais esclarecedor ainda: os censos de 1890 e 1911 demonstram que «o distrito de Vila Real era o 3º do país mais alfabetizado, logo atrás do Porto e de Lisboa, ultrapassando a média geral de 20,8% encontrada para o território português. Em 1911 a percentagem das pessoas que sabiam ler no concelho de Montalegre era de 17%, correspondendo a 3.775 de um total de 21.820 habitantes. Um livro que deve ler-se, até para mostrar aos maldizentes que Montalegre, nem por viver longe do poder central, nos séculos que nos antecederam, foi «terra de ninguém».
Opinião de Barroso da Fonte

Desporto
1) Futebol: Montalegre perde pela primeira vez
O Montalegre averbou a primeira derrota da época na divisão maior do campeonato distrital de Vila Real, caindo para o 3º lugar na geral. Foi na tarde de ontem no campo do Abambres, ao perder por 4-3, num jogo muito emotivo e com alternância no marcador. O Montalegre entrou muito bem no jogo, com um excelente golo de livre directo por Chiquinho logo aos 3 minutos. O Abambres reagiu e empatou logo aos 11´ por Saavedra. O jogo estava numa toada de parada e resposta e o Montalegre adiantou-se novamente no marcador, ainda antes do minuto 20, por João Pedro, após assistência de PTT. Mas o Abambres restabeleceu a igualdade aos 32´ por Rómulo, numa falha da defensiva barrosã, e adiantou-se pela primeira vez no marcador aos 35 minutos numa jogada muito duvidosa na marcação de um canto, e que causou muitos protestos no banco barrosão, pois a bola não terá chegado a transpor completamente a linha de golo. O jogo chegou ao intervalo com 3-2 para a equipa da casa. No segundo tempo o Montalegre carregou em busca do empate, que acabaria por conseguir apenas aos 81´ por João Pedro de grande penalidade a castigar falta sobre o avançado Bruno. Quando parecia que a vitória estava ao seu alcance, o Montalegre viu Júlio do Abambres marcar o 4-3, já perto do min. 90, e consumar a primeira derrota da turma comandada por José Viage, que acabaria ainda por ser expulso do banco devido a protestos.
No passado dia 7 de Outubro o Montalegre deslocou-se a Parada do Pinhão para acertar as contas do calendário, relativas à primeira jornada, uma vez que a partida tinha sido adiada. Em casa do último classificado os Barrosões não precisaram de uma grande exibição para garantirem os 3 pontos, vencendo tranquilamente por 3-1. Os golos foram marcados por João Pedro (28´ de g.p.); Bruno (56´ a passe de Castelo) e Vasques (62´ após canto de Alexandre). O parada de Pinhão lutou muito e conseguiu o merecido tento de honra aos 68´ por Zé Luís.
No final do mês passado e a contar para a 4ª jornada do campeonato o Montalegre venceu o Atei por 1-0 golo de Castelo aos 64´.
O Boticas continua com dificuldades no campeonato ao empatar em casa ontem com o Alijoense e cair para a 14ª posição.
NR. Entretanto na 6ª jornada o Montalegre regressou às vitórias, em casa, frente ao Sabroso por 1-0 golo de Castelo aos 16´.

2) Futebol: Colmeia Imparável
No fim-de-semana passado realizou-se também a 3ª jornada da 1ª divi-são distrital da AFVR. As equipas barrosãs presentes fizeram o pleno de vitórias: o GD Salto recebeu e bateu o Cumieira por 2-1 e a AD Colmeia recebeu e bateu o S. Estevão por 1-0. Com mais esta vitória, e mercê também da goleada imposta fora na 2ª jornada, a turma do Barracão, continua em primeiro lugar só com vitórias nos 3 jogos disputados. O GD Salto também está na metade superior da tabela, com 6 pontos em 3 jogos, contando apenas com uma derrota em casa do Lobrigos à 2ª jornada.
Na próxima jornada, que se realiza no próximo domingo, as duas equipas barrosãs têm duas deslocações difíceis: O Colmeia a Ribeira de Pena e o Salto a Gache.
NR: Nos jogos disputados este fim-de-semana as equipas barrosãs acabaram por averbar duas derrotas: O Colmeia em Ribeira de Pena por 1-3 e o Salto em Gache por 0-3.

3) Marinhas-Montalegre em bicicleta
Nos passados dias 5 e 6 de Outubro realizou-se o primeiro passeio/corrida de bicicletas Marinhas (Esposende) – Montalegre, ou seja, foram 150km a pedalar da foz à nascente do rio Cávado.
Foi uma iniciativa que teve uma organização foi conjunta. Do lado minhoto, a Fraternidade de Nuno Álvares - Associação dos Antigos Filiados no Corpo Nacional de Escutas (Núcleo 35, Marinhas, Braga) organizadora desta expedição de bicicleta sob o lema: "O Cávado – "Da Foz à Nascente, à Descoberta do Cabrito". Em Montalegre foi o grupo, "Amigos de Montalegre" que se envolveram num projecto que juntou mais de meia centena de atletas.
O percurso, com um trajecto algo difícil, procurou assim dar a descobrir as maravilhosas paisagens que o rio Cavado rompe entre o Gerês e a Cabreira, além da descoberta da enorme riqueza gastronómica como é o cabrito do Barroso. No primeiro dia o percurso passou por Adaúfe (43km), com abastecimento, Arcas (60km). Depois do almoço, a comitiva pedalou por Ruivães (81km), com abastecimento, terminando na Venda Nova (104km). No dia seguinte, o pelotão saiu da Venda Nova (depois do pequeno-almoço) e foi em direcção aos Pisões (120km), com abastecimento, terminando a caminhada em Montalegre. Ao todo perto de 160km. Na vila, os ciclistas passearam-se pelas principais ruas e emblemas turísticos.
Esta realização promete voltar no próximo ano, com mais força e novos segredos por descobrir.

Sexta-feira, Outubro 19, 2007

Barroso em Resumo
1) Acidente violento rouba a vida a Barrosão
Na passada sexta-feira a vila de Montalegre acordou em estado de choque devido à morte de mais um barrosão num acidente de viação, Jorge Gomes, natural de Montalegre, de 43 anos, filho do bem conhecido empresário José Maria Gomes e de Maria Pedreira.
O violento acidente terá ocorrido na madrugada de sexta-feira (por volta das 1h30m) quando o Jorge se deslocava na estrada de Baltar, na vizinha Espanha, em direcção a Montalegre, perto do cruzamento da Boullosa. O BMW 325 que conduzia terá entrado em despiste, um pouco antes do referido cruzamento, e embatido várias vezes nos morros da berma, causando-lhe a morte. O alerta do acidente foi dado pelo Sr. Carlos Seara, proprietário da Seara Gráfica, que passou ali algum tempo depois e se deparou com o sucedido. Foi socorrido de imediato mas já estaria morto no local, devido aos vários ferimentos muito graves que sofreu. Foi transportado para o Centro de saúde de Montalegre e mais tarde para o Hospital de Chaves, onde foi autopsiado.
O último adeus realizou-se na tarde de sábado em Montalegre, onde muitos familiares e amigos não deixaram de marcar presença. O Sr. Jorge deixa viúva e dois filhos menores.

2) 1º Percurso ao Couto Mixto
Realizou-se no passado dia 7 de Outubro, um domingo, o 1º percurso ao Couto Misto. Uma organização conjunta do Hotel Quality Inn de Montalegre e que contou com o apoio institucional dos Juízes Honorários das Autarquias a que pertencem as respectivas populações galegas envolvidas: Santiago, Meaus e Rubiás, além do denominado "Grupo de Amigos do Couto Misto". Esta iniciativa à descoberta da história comum da população raiana juntou perto de 200 pessoas, a maioria oriundas da cidade do Porto (clientes do Hotel Quality INN), além de alguns jornalistas e vários barrosões convidados.
A partida para a Galiza ocorreu bem cedo nos autocarros fretados para o efeito. À chegada foram recebidos por um grupo de Gaiteiros galegos. O ponto alto deste evento decorreu na igreja de S. Tiago de Rubiás, pelas 9 horas (10 horas na Galiza), com a realização de uma conferência a cargo do Juiz Júlio Sérgio Alvarez, seguindo-se a abertura solene da Arca do Couto Misto. Arca onde foi colocado um pergaminho pelo presidente do Hotel, que assinalou esta primeira visita.
Recordamos que esta Arca carregada de história, era onde se guardava todos os documentos oficiais deste Couto, provido de leis próprias, e que só abria numa cerimónia especial e com a concordância de 3 chaves, à guarda de 3 nobres representantes das 3 povoações do Couto Misto. Além disso era exigida a presença de pelo menos 15 outras pessoas. Durante as invasões francesas a arca foi violada, pois os seguidores de Napoleão achavam que eram lá guardados os maiores tesouros do Couto. Mais tarde viria a ser restaurada.
Dentro do programa desta realização também fez parte um almoço convívio antes do regresso a Portugal já no final da tarde de Domingo. As pessoas ficaram muito satisfeitas e a organização promete realizar outros eventos semelhantes.

3) Novas Regras da Caça para 2008/2009
Realizaram-se no passado dia 30 de Setembro, no auditório da Cooperativa Agrícola de Montalegre, as II Jornadas Cinegéticas do Barroso, onde foram abordados vários temas relacionados com a gestão da zona de Caça Municipal de Montalegre e regras a implementar na época venatória já a decorrer e na do próximo ano (2008/2009).
Perante uma plateia de perto de 50 caçadores, as jornadas abriram com a apresentação por Paulo Célio Alves e Luísa Machado de vários estudos que a Faculdade do Porto tem vindo a desenvolver no concelho, nomeadamente sobre a população de coelho bravo, lebre ibérica, perdiz vermelha e corço. Estudos esses iniciados em Março de 2006 e que continuarão nos anos vindouros com vista à conservação das espécies referidas. Os cientistas pediram a colaboração dos caçadores, sobretudo com o preenchimento dos cadernos de caça (em 2006 apenas 6 caçadores entregaram), pois consideraram que só assim se pode fazer alguma coisa para melhorar a caça.
Seguiu-se uma apresentação pelo Eng. Luís Fonseca da Associação do Perdigueiro Português, que levou mesmo um cão para o palanque, e que serviu sobretudo para ajudar a identificar e valorizar os verdadeiros cães desta raça. Recordou o Padre Domingos Barroso e tudo o que fez por esta raça, considerada património nacional, e cujo solar original é a nossa região.
De seguida coube ao Eng. Rui Cruz, da CMM, fazer um apanhado do que está a ser feito na zona de caça municipal e apresentar as regras para as épocas venatórias 2006/07 e 2007/08, parte que causou alguns celeuma entre os caçadores, sobretudo devido à redução do número de cães por caçador prevista para 2007/08 e cujo este ano servirá de período experimental. A época geral de caça abriu no passado dia 5 de Outubro e decorrerá todas as quintas feira, domingos e feriados até 31 de Dezembro (excepto dia de Natal). As regras deste ano estão regulamentadas pelas portarias 727/2006 e 751/2006 e incluem os seguintes limites de caça por espécie/dia: 2 coelhos, 2 perdizes, 1 lebre, 1 raposa, 10 pombos e 3 galinholas. A lei também limite o número de cães por grupo de caçadores (max. 5) de coelho em 10 e de 2 por caçador em espécies menores como a perdiz. Como esta lei não tem sido cumprida, e alguns grupos chegam a levar quase 50 animais para a caça, o Conselho de caça municipal de Montalegre prevê limitar o número de cães por caçador já para a época venatória 2008/09. Assim, um caçador individualmente apenas poderá caçar com 3 cães, 2 caçadores – 6 cães, 3 caçadores até 9, 4 ou 5 caçadores – 10 cães. Foi este ponto que desagradou a muitos caçadores presentes. No entanto o eng. Cruz lembrou que este ano será feita a experiência e que nos meados de 2008 estes números poderão ser revistos. Muitos caçadores também lamentaram a falta de campos de treino. Em princípio deverão ser construídos 7 já em 2008, a saber: Montalegre, Donões, Chã, Paradela, Reigoso, S. André e Sarraquinhos, e entrarão em funcionamento todos ao mesmo tempo. Já para esta época venatória foram criadas 5 zonas de refúgio de caça menor, além da já existente circundante à barragem dos "Pisões", sendo a de Montalegre – Meixedo – Codeçoso, em princípio utilizada também como zona de investigação da perdiz e do coelho.
Quanto à caça ao javali, uma praga no nosso concelho, decorrerá até dia 17 de Fevereiro. Até 31 de Dezembro aos sábados e em Janeiro e Fevereiro de 2008, às quintas-feiras e sábados.
As jornadas terminaram à tarde com uma demonstração, na Quinta da Veiga, com cães de parar da Associação do Perdigueiro Português.

4) Candidaturas a medidas agro-ambientais até 31 de Outubro
No passado dia 1 de Outubro ocorreu uma reunião de agricultores no auditório da Cooperativa Agrícola de Montalegre onde foram apresentadas e debatidas algumas das novas medidas inscritas no novo Quadro Comunitário de Apoio, denominado QREN 2007-2013. Em causa estão sobretudo as medidas agro-ambientais, um dos maiores benefícios que os agricultores da nossa região receberam, e que viram ser cancelados em 2006. No entanto, no QREN estas medidas existem mas são mais exigentes, uma vez que obrigam à conversão das explorações para os Modos de Produção Biológica ou Protecção Integrada. Ou seja, fazer uma agricultura o mais natural possível, sem recorrer ao uso de químicos na Biológica e recorrendo apenas de uma forma controlada e menor, na Integrada. Isto poderá favorecer a nossa região pois temos características boas para fazer estes dois tipos de agricultura, uma vez que temos produtos, já por si, quase biológicos, e ainda não houve um uso massivo de adubos e pesticidas nos nossos terrenos.
No entanto, estes dois modos de produção são algo exigentes e tem de ser certificados por uma entidade independente, o que pode causar algumas dificuldades aos nossos agricultores. De qualquer modo, as candidaturas já estão abertas e terminam já no final do mês, com extensão de apenas 30 dias para entregar alguns documentos em falta. Estas exigências feitas à pressa serão sem dúvida uma forma de o Governo poupar algum dinheiro.
A zona do nosso concelho que está dentro do Parque Nacional Peneda-Gerês tem apoios especiais por se encontrar dentro da denominada rede Natura, e por isso não está tão confinada às regras referidas em cima. Tem medidas que apoiam os baldios, a manutenção de socalcos, prados permanentes, etc.
A medida de apoio às raças autóctones também se manterá mas, no caso da Barrosã, sofrerá um corte acentuado para 90 euros/animal/ano por já não ser considerada em perigo de extinção.
Esta reunião foi moderada pelo Eng. Justo que incentivou os agricultores a aproveitarem estas medidas e a converterem as suas explorações, estando já previstas outras sessões já com a presença de entidades certificadoras, com vista a ainda avançarem algumas candidaturas dentro do prazo estipulado.

5) Cultivo de Cannabis não pára
Muitas têm sido as apreensões de cannabis na nossa região. A última aconteceu no passado dia 1 de Outubro na aldeia de Gralhas do nosso concelho, quando o Núcleo de Investigação Criminal GNR de Vila Real deteve um homem paraplégico com perto de 60 anos, suspeito do cultivo e venda da referida droga. O indivíduo estaria na posse de cerca de 3 quilos de plantas já secas e cortadas. Para além disso, terá sido ainda apreendido um revólver de calibre 38 milímetros em situação ilegal, bem como diversas munições. Todo o material foi encontrado dentro da sua residência. O homem teria já cadastro e foi presente a tribunal no dia 2, tendo-lhe sido decretado o termo de identidade e residência.

6) Concerto de Música Coral
Na passada 6.ª feira, a partir das 20h30, a Igreja do Castelo de Montalegre acolheu um concerto de música coral que reuniu o Grupo Coral de Montalegre e o Grupo Coral Santa Marina (Xinzo de Limia, Espanha).
Do reportório constaram várias músicas bem conhecidas como "La Montanara", "Tia Anica", "Linda Tricana", "Marcha de Montalegre" por parte do Grupo Coral de Montalegre. Os nossos vizinhos galegos trouxeram na bagagem e na voz "El Abanico", "Una Rosa Há Brotado", "Immortal Bach", "Eres tu", o fado "Coimbra", etc.

7) Gabinete de Apoio ao Emigrante
Montalegre vai ter um Gabinete de Apoio ao Emigrante. O acordo de cooperação entre a Câmara Municipal de Montalegre e a Direcção-Geral dos Assuntos Consulares e Comunidades Portuguesas é assinado hoje (15/10) pelas 15 horas, com a presença em Montalegre do Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, António Braga.
Este gabinete irá ter um técnico e funcionará provisoriamente no edifico da Câmara de Montalegre. Nele os nossos emigrantes poderão tratar de vários assuntos, sobretudo burocráticos, bem como pedir ajuda em todas as situações que necessitem.

8) Mais uma rotunda com patrono
No passado dia 7 de Outubro, um Domingo, a rotunda do Bairro do Castro em Montalegre (que divide o trânsito para a fronteira ou para Chaves) foi rebaptizada como rotunda Baden Powell, o fundador do movimento de escuteiros a nível mundial. Não foi de admirar por isso a presença de quase todos os membros (e os seus familiares) do Agrupamento de Escuteiros 1115 de Montalegre. No local foi erguida uma lápide com um busto em nome de Baden Powell, numa cerimónia presidida pelo Presidente do Município.
Esta iniciativa foi enquadrada nas comemorações do 10.º aniversário do Agrupamento de Escuteiros 1115 de Montalegre e, por acrescento, nos 100 anos de existência da actividade escutista.
Finda a inauguração teve lugar o Missal de Promessas na Igreja Nova de Montalegre e um almoço convívio.

Quinta-feira, Outubro 18, 2007

In http://www.opovodebarroso.blogspot.com/


O Povo de Barroso Nº 384 2007/ 10/18 15:02
Quinta-feira, Outubro 18, 2007
Destaque 2

Convívio do Colégio
Realizou-se no passado dia 6 de Outubro, um sábado, mais um encontro dos antigos alunos, professores e funcionários do Externato Liceal de Montalegre, mais conhecido por colégio de Montalegre.
Ao todo foram à volta de uma centena de pessoas que reviveram momentos do passado de uma escola criada no início dos anos 50 e que se prolongou até meados dos anos 70, e que muito contribuiu para o ensino em Montalegre.
O evento começou com a concentração no Restaurante Terra-Fria pelas 11 horas da manhã. Pelas 11h30m decorreu um dos pontos altos do dia com a homenagem aos fundadores do colégio o Dr. Américo Canedo, já falecido, e a sua mulher, a Dra. Margarida Canedo, presente na cerimónia e que descerrou uma lápide evocativa do acontecimento (imagem de Maria José Afonso).
De seguida houve um cortejo até à Igreja do Castelo onde foi celebrada uma missa pelo ex-aluno, Padre Martins, em nome de todos aqueles que já partiram e que foram "visitados" no final da missa no cemitério contíguo, onde foi depositada uma coroa de flores em sua memória.
O convívio encerrou com um mega almoço-convívio, onde foram atribuídas insígnias e houve muita animação com a presença dos Clave e dos Gaiteiros de Pitões.
Este momentos de saudade e revivalismo prometem voltar em 2008 com mais um encontro.

Quarta-feira, Outubro 17, 2007

Destaque

Inauguração Oficial do Novo Pavilhão da Escola Bento da Cruz
Na tarde do passado dia 1 de Outubro foi inaugurado oficialmente o novo edifício da escola Bento da Cruz, em Montalegre. Na inauguração esteve presente o Secretário de Estado da educação Valter Lemos, em substituição da Ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, que teve um impedimento de última hora que não lhe permitiu estar presente.
Valter Lemos foi primeiro recebido nos paços do Concelho, numa cerimónia presidida pelo Presidente do Município Fernando Rodrigues, que se regozijou por mais uma presença de um membro do governo em Montalegre. Aproveitou ainda para mostrar ao Secretário de Estado os projectos para os novos centros escolares do 1º ciclo de Montalegre e Salto, que se encontram à espera da aprovação "financeira" do Ministério da Educação para avançarem. Lançou ainda um repto para a criação de um centro de "Novas Oportunidades" no nosso concelho, que sirva como incentivo para a "ida à escola".
De seguida Valter Lemos tomou a palavra para enaltecer o trabalho do governo e, em particular do Ministério da Educação, nomeadamente do projecto "Novas Oportunidades". Referiu que com ele Portugal vai conseguir que 80% dos alunos consigam terminar o secundário com êxito tal e qual nos outros países da União Europeia. Em relação às reivindicações, que considerou justas, disse que o seu Ministério está atento mas não pode fazer tudo num dia.
Depois a comitiva e os presentes seguiram para a Escola Bento da Cruz para a inauguração propriamente dita do novo pavilhão. Aí ocorreu um episódio caricato uma vez que a placa evocativa que foi descerrada tinha o nome da Ministra de Educação. Um pouco incomodado, Valter Lemos assumiu que não tinha "mudado de sexo". Incomodado ficou também com mais reivindicações por parte do presidente do Concelho Executivo da referida escola, Prof. Surreira, que lembrou que algumas promessas tinham ficado por cumprir como a de um retroprojector com quadro interactivo, além de obras de remodelação e conservação nos edifícios mais antigos. O Secretário de Estado reconheceu que o trabalho não estava completo, mas recordou que havia muitas escolas a acorrer. No entanto prometeu que em 2008, todas as 127 mil salas de aulas iriam ter um quadro interactivo.
A inauguração continuou com uma visita guiada ao novo edifício e terminou com um lanche de produtos locais.

In http://www.opovodebarroso.blogspot.com/


Distrito de Vila Real descontente com PIDDAC... 2007/ 10/18 13:06
Na maioria, são negativas as reacções ao Plano de Investimento e Despesas de Desenvolvimento da Administração Central (PIDDAC) apresentado pelo Governo para o próximo ano. Boticas e Montalegre não têm quaisquer verbas inscritas no documento e Vila Pouca, apenas 580 euros. “Não dá para um almoço”, reagiu o presidente da autarquia aguiarense. O deputado social-democrata eleito à Assembleia da República por Vila Real, Ricardo Martins, classifica documento como o “pior” dos últimos dez anos e o PCP considera-o “vergonhoso”.

Pelo segundo ano consecutivo, o município de Boticas não é contemplado com qualquer verba inscrita no Plano de Investimento e Despesas de Desenvolvimento da Administração Central (PIDDAC), uma situação que deixou o autarca social democrata Fernando Campos “estupefacto”, até porque estava à espera que houvesse alguma “compensação” pelo facto de já no ano anterior não ter recebido qualquer financiamento. Por isso, Fernando Campos, a falta de verbas no PIDDAC entende o “esquecimento” como uma verdadeira “perseguição política” e garante que vai enviar ao presidente da Assembleia da República e ao Presidente da República uma missiva, demonstrando a sua “indignação”.

Montalegre satisfeito sem nada

Por seu lado, o socialista Fernando Rodrigues, autarca de Montalegre, não se mostrou preocupado pelo facto do seu município não ter recebido qualquer verba referente ao PIDDAC de 2008, isto porque, explicou, tem o “compromisso do Governo” para a reabilitação da Estrada Nacional 103. “Não pode haver verbas inscritas em PIDDAC porque o projecto ainda não está feito”, justifica. A verba prevista para Chaves, mais de 1,4 milhões de euros destina-se sobretudo para pagar obras já executadas ou em execução, como a Biblioteca Municipal, o programa Polis, ou o Arquivo Municipal. “Se me perguntam se gostaria de ter obras emblemáticas inscritas, como o Tribunal, é claro que gostaria”, comenta o presidente da Câmara, João Batista, satisfeito, pelo menos, com o facto de o “Governo assumir no documento compromissos que tinha com a autarquia”.
Já o concelho de Vila Pouca de Aguiar foi apenas contemplado com a quantia de 580 euros para redes culturais. O presidente da Câmara, Domingos Dias, considerou o valor “vergonhoso”. “Nem sequer dá para um almoço”, quanto mais para “fazer um investimento em condições”, ironizou. Segundo o autarca, o PIDDAC de 2008 é a prova de que o Governo “esqueceu o interior” e “abandonou as populações de Trás-os-Montes”. A opinião é partilhada por Mário Costa, da Direcção Regional de Vila Real do PCP, que apelida o PIDDAC de “vergonhoso”, lembrando que houve uma decréscimo de 25 por cento em relação às verbas atribuídas ao distrito no ano passado.
Quem também mostrou o seu descontentamento em relação ao PIDDAC 2008 para o distrito de Vila Real foi o deputado social-democrata eleito pelo círculo de Vila Real, à Assembleia da República, Ricardo Martins, para quem este PIDDAC é o “pior dos últimos dez anos”. O parlamentar não consegue compreender como é que em distritos com maiores condições financeiras, como Coimbra, Braga ou Porto, as verbas inscritas em PIDDAC só desceram entre dez e dezasseis por cento e, em Vila Real, que não tem “tecido empresarial” e onde o investimento do Estado é o “motor económico da região”, as verbas inscritas neste documento desceram mais de vinte por cento.
No total, o PIDDAC prevê um investimento 51,9 milhões de euros para o distrito de Vila Real, uma diminuição significativa em relação ao ano anterior, em que as verbas destinadas neste documento eram de cerca de 70 milhões de euros.

Margarida Luzio - In Semanário Transmontano


Vereador do PSD perdeu mandato 2007/ 10/14 20:34
António Cascais não entregou a tempo declaração de rendimento

O vereador eleito pelo PSD à Câmara Municipal de Montalegre António Cascais perdeu o mandato por ter entregue “fora de prazo” no Tribunal Constitucional a declaração de rendimentos, uma obrigação imposta a titulares de cargos públicos. “Saio com a sensação do dever não cumprido”, disse, em declarações ao Semanário TRANSMONTANO, o autarca, lamentando que a vida profissional não lhe tenha permitido uma participação mais activa nas reuniões do executivo camarário.

Na próxima segunda-feira, o vereador do PSD António Cascais (sem pelouro atribuído) já não deverá participar na reunião de Câmara do executivo montalegrense. Um dos mais destacados militantes do PSD local perdeu o mandato por ter entregue “fora de prazo” a declaração de rendimentos a que, tal como qualquer titular de cargo público, está obrigado. Deverá ser substituído Rui Mário Miranda Alves, um jovem engenheiro agrónomo de Ferral.
Na hora da saída, António Cascais, lamenta esta “nódoa negra” no curriculum político, que garante ter sido motivada por uma “distracção”. “Saio com a sensação de dever não cumprido!”, afirma ainda, lamentando que o facto da sua ocupação profissional lhe absorver “100 por cento” da sua vida, não lhe ter permitido ter uma participação mais activa em termos de reuniões camarárias.
Aliás, segundo garante, por falta de disponibilidade colocou a hipótese de ser substituído logo a seguir à tomada de posse. A sua permanência acabou, no entanto, por se ir mantendo, tendo em conta a sua “experiência” autárquica, explicou, por sua vez, o vereador Adelino Bernardo, presidente em gestão da concelhia laranja.
Também por falta de tempo, mesmo em termos de partido, António Cascais deverá remeter-se à condição de “simples militante”. “Não tendo tempo não devo assumir funções de responsabilidade”, concluiu.

O que diz a Lei
Segundo a Lei 25/95, de 2 de Abril, os titulares de cargos políticos são obrigados a apresentar no Tribunal Constitucional (TC) a declaração dos seus rendimentos, bem como do seu património e cargos sociais, no prazo de 60 dias contados a partir da data do início do exercício das respectivas funções. A referida declaração deverá ser actualizada todos os anos. De acordo com a mesma Lei, a declaração de rendimentos entregue no TC deve conter: “A indicação total dos rendimentos brutos constantes da última declaração [de IRS], a descrição dos elementos do seu activo patrimonial, existentes no País ou no estrangeiro [património imobiliário, quotas ou acções em empresas, barcos, aviões, carros, contas bancárias a prazo, aplicações financeiras)] a descrição do passivo.”

PSD continua à deriva
Os órgãos concelhios do PSD de Montalegre estão há dois anos em gestão corrente. Depois dos resultados eleitorais das últimas autárquicas, que deram a maior vitória de sempre ao PS (mais 1.246 votos), a equipa liderada por Adelino Bernardo, que encabeçou a coligação PSD/PP, demitiu-se da Concelhia Política. Desde então, já foram marcadas eleições duas vezes, sem que, no entanto, tenha, aparecido qualquer lista. Adelino Bernardo, que continua a assegurar a gestão corrente da estrutura, está, contudo, convencido que, uma “equipa com gente nova” irá surgir em breve. “Está na altura”, diz, referindo-se ao facto de faltarem apenas dois anos para as próximas autárquicas. Mesmo assim, entende que o “PSD está unido. Uma pessoa não é o partido”, diz em clara referência a Carvalho de Moura, ex-presidente de Câmara e histórico social-democrata, que nas últimas eleições não o apoiou na corrida à Câmara e tem sido uma voz crítica dentro do partido.

Data de Publicação: 11/10/2007
Margarida Luzio - In Semanário Transmontano


Emigrantes vão ter gabinete de apoio 2007/ 10/14 20:30
Protocolo para criação do serviço vai ser assinado na segunda-feira

Na próxima segunda-feira, a Câmara Municipal de Montalegre vai assinar um protocolo de colaboração com a Direcção-Geral dos Assuntos Consulares e Comunidades Portuguesas para a criação de uma estrutura de apoio aos emigrantes que já tenham regressado, que estejam em vias de regresso ou mesmo para os que ainda se encontram nos países de acolhimento. Além de receber informação, neste gabinete os emigrantes poderão ser ajudados a superar as burocracias ligadas as mais diversas áreas que se prendem com o regresso ao país de origem, como, por exemplo, questões ligadas à reforma.
A cerimónia de assinatura do protocolo vai ter lugar pelas 15h00, nos Paços do Concelho e será presidida pelo secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, António Braga.

Data de Publicação: 11/10/2007
Margarida Luzio - In Semanário Transmontano


Residência e minimercado assaltados 2007/ 10/08 22:36
Alto Tâmega

Seis mil e quinhentos euros é o valor estimado do roubo de que foi alvo o proprietário de uma casa na aldeia de São Vicente da Chã, Montalegre. Para se entrar na habitação, os ladrões terão arrombado a porta. Levaram vários electrodomésticos e jóias. Em Valdanta, no concelho de Chaves, também foi roubado um minimercado. Os assaltantes conseguiram roubar 200 euros em dinheiro e vários volumes de tabaco.

Data de Publicação: 03/10/2007
Artigo de: Redacção
Semanário Transmontano


Colégio de Montalegre - convívio 2007 2007/ 10/06 20:38
Notícia publicada em 06-Out-2007

Mais de uma centena de ex-alunos, ex-professores e ex-funcionários reuniram memórias em torno de uma casa que foi mais que uma escola. O Colégio de Montalegre, criado no arranque da década de 50, fechou portas em meados da década de 70. Hoje, quem por lá passou, está envolvido num manto de saudade.

Realizou-se mais um convívio de ex-alunos, ex-professores e ex-funcionários do Externato Liceal de Montalegre. Oportunidade para eternizar um espaço que foi "escola de vida" para muitos. Um local que, volvidos mais de 30 anos, ainda é lembrado com nostalgia narrada nas muitas histórias que se ouviram à boca cheia. Figuras queridas, os seus fundadores: o "Doutor Américo", já falecido, e a sua mulher, a "Doutora Margarida", presente na cerimónia. A fundadora descerrou uma lápide que testemunha mais um convívio que promete não ser esquecido.
De seguida, a comitiva foi para a Igreja do Castelo onde foi celebrada uma missa pelo ex-aluno, Padre Martins ao que se seguiu romagem ao cemitério com deposição de uma cora de flores que lembrou todos aqueles que já partiram.
O convívio encerrou, por entre muita animação, com um mega almoço-convívio numa conhecida unidade hoteleira da vila de Montalegre.

In site CMM


Nova ala da Escola Bento da Cruz inaugurada 2007/ 10/03 21:55
Conselho executivo quer mais obras nos pavilhões existentes

A par de muitos elogios à política do Governo em matéria de educação, na passada segunda- feira, o secretário da pasta, Valter Lemos, que inaugurou um novo pavilhão de aulas da Escola EB 2,3 de Montalegre, ouviu também muitas reivindicações. O presidente do conselho executivo pediu mais equipamento para a nova ala e obras nos pavilhões já existentes. O presidente da Câmara, reivindicou financiamento para os dois centros escolares projectados para o concelho. O secretário de Estado disse que o “dinheiro não nasce das árvores”.

O jovem aluno do 5º ano ficou baralhado. “Sou do 5º A ...B, não, do C”, acertou, finalmente, o estudante, a que coube a difícil tarefa de entregar um presente ao secretário de Estado da Educação, Valter Lemos. O presidente da Junta de São Vicente da Chã, Manuel Pereira Duarte, ficou espantado. “Até apetece voltar à escola!”, dizia, satisfeito com o que via. Na passada segunda-feira, a Escola E B 2,3 de Montalegre inaugurou um novo pavilhão de aulas. A placa evocativa do acto ficou associada à ministra da Educação, mas, na verdade, foi o secretário de Estado quem presidiu à cerimónia. Valter Lemos brincou com a situação. “Não mudei de sexo”, atirou, depois de descerrar a placa com o nome da ministra, que cancelou a visita à última hora.
No discurso que proferiu, o presidente do conselho executivo do estabelecimento, João Surreira, mostrou-se insatisfeito. Queixou- -se da falta de um retroprojector multimédia no auditório onde decorreu a cerimónia, de a sala de tecnologias da informação e comunicação estar “sem computadores”, da inexistência de um único quadro interactivo na escola e ainda de terem ficado por fazer obras que chegaram a estar previstas noutros equipamentos já existentes do complexo escolar, nomeadamente na cozinha ou no pavilhão gimnodesportivo. “Porque o dinheiro não nasce das árvores e o país não vive em tempo de abundância”, o secretário de Estado pediu alguma calma e lembrou o “esforço que está a ser feito em termos de equipamentos”. “Até ao final do ano, teremos um quadro interactivo por cada cinco salas de aulas e até ao final do próximo ano, teremos 127 mil, um por cada sala”, prometeu o governante, que não se cansou de salientar o aumento do número de alunos e a melhoria dos resultados escolares verificados no último ano.
Antes, na recepção feita ao governante nos Paços do Concelho, a par dos elogios que teceu à política do Governo em termos de educação, o presidente da Câmara aproveitou também para fazer algumas reivindicações. Além de um Centro de Novas Oportunidades, pediu financiamento para os dois centros escolares que irão agrupar todos os alunos do concelho do primeiro ciclo e pré-escolar. O de Montalegre (com seis salas de pré-escolar e 12 salas do 1º ciclo) está orçado em mais de 1,8 milhões de euros. O de Salto (com cinco salas do pré-escolar e 5 para o primeiro ciclo) em mais 1,6 milhões de euros.

Data de Publicação: 03/10/2007
Margarida Luzio - In Semanário Transmontano


Paraplégico detido por suspeita de cultivo e venda de cannabis 2007/ 10/03 21:51
Na aldeia de Gralhas

O Núcleo de Investigação Criminal Drogas da GNR de Vila Real deteve, na passada segunda-feira, numa aldeia de Gralhas, em Montalegre, um paraplégico por suspeita de cultivo e venda de cannabis, uma planta alucinógena de cultivo proibido e de onde se extrai o haxixe, por exemplo.
Além de cerca de 3 quilos de erva já seca, a GNR confiscou também ao indivíduo, de 60 anos, um revolver de calibre 38 e várias munições. Ao que foi possível apurar, a busca domiciliária surgiu na sequência de uma investigação que durava já há algum tempo. Aliás, o local onde o suspeito cultivaria o cannabis já teria sido alvo de vigilância policial. No entanto, o flagrante delito nunca terá acontecido. Porém, os militares terão usado um método que lhes permitirá provar que o produto já seco foi retirado daquele local.
O sexagenário já terá cadastro. Há mais de uma década terá estado envolvido no assalto a um banco, tendo sido atingido por um tiro disparado por um agente da Polícia Judiciária. Foi, aliás, desde essa altura que ficou em cadeira de rodas.
Na aldeia de Gralhas, o suspeito viverá com uma companheira e uma filha. É cronista regular de um jornal local onde assina uma crónica intitulada “O homem na montanha”.

Data de Publicação: 03/10/2007
Margarida Luzio - In Semanário Transmontano


O Povo de Barroso Nº 383 2007/ 10/03 21:44
Desporto
1) Derbi Barrosão termina empatado

GD Boticas 1 / CDC Montalegre 1 (23/09/2007)

No último Domingo realizou-se a segunda jornada da Liga de Honra da Associação de Futebol de Vila Real (AFVR), e teve como "prato principal" o derbi barrosão entre o GD Boticas e o CDC Montalegre, realizado no relvado sintético do Municipal de Boticas, e que terminou com um empate a uma bola.
Não foi um jogo muito bem jogado e ficou marcado pelo calor outonal que se fez sentir e pela exibição do árbitro, muito contestada pelos locais. O Boticas entrou praticamente a ganhar, pois marcou logo aos 2 minutos de grande penalidade após mão na área de Leonel. Abreu chamado à conversão não perdoou. O Montalegre reagiu de imediato e tomou conta da partida mas jogando lentamente e não conseguindo grandes oportunidades de golo. O Boticas por seu turno apostou no contra-ataque. Aos 21´ deu-se o primeiro caso do jogo. Pica, ex-jogador do Montalegre marcou aquele que seria o 2º golo do Boticas, numa excelente jogada de ataque, mas o árbitro anulou a jogada após indicação do fiscal de linha, pois a bola teria saído antes do remate vitorioso. Até ao intervalo o Montalegre continuou a dominar e depois de desperdiçar uma primeira boa oportunidade, empatou aos 36´ pelo goleador Castelo (4 golos em 2 jogos) após assistência de Jorge Fidalgo. Na segunda parte o jogo tornou-se mais monótono e mal jogado. Perto dos 60´ Hernâni do Boticas é expulso após levar o segundo amarelo, aparentemente por palavras, numa jogada em que o árbitro estava de costas para o referido jogador. No entanto o Boticas reorganizou-se bem na sua defesa e aguentou a fraca pressão dos comandados de José M. Viage, que voltaram a falhar na concretização das poucas jogadas perigosas que tiveram ao seu dispor.
No passado dia 16 de Setembro o Montalegre estreou-se, à segunda jornada, no campeonato maior da AFVR com uma vitória em casa frente ao Pegarinhos por 3-1. Relembramos que o Montalegre tinha visto o seu jogo da primeira jornada sido adiado devido ao diferendo entre o Fiolhoso e o Parada de Pinhão, tendo esta última ocupado o lugar da primeira na Divisão de Honra da AFVR. No jogo com o Pegarinhos o Montalegre entrou também praticamente a perder, devido a uma desatenção defensiva, sofrendo o golo logo aos dois minutos num contra-ataque concluído por Rui Pegarinhos. Os Barrosões acusaram um pouco o golo e só a partir do 1º quarto de hora assentaram o seu jogo, criando várias oportunidades de golo, inclusive levando duas bolas aos postes do Pegarinhos, até ao intervalo, mas não conseguindo marcar. A abrir a segunda parte o Pegarinhos fica reduzido a 10 após Rui Pereira ver o 2º amarelo. Zé M. Viagem arrisca tudo, tirando Miguel e lançando castelo no jogo, cartada que se revelou decisiva no resultado final. Em menos de 5 minutos o avançado ex-Vidago consegue o empate num remate de belo efeito. O Montalegre continua a carregar sobre a defensiva dos visitantes e o 2º golo surge quase naturalmente, novamente por Castelo, ao 78´, desta vez após um bom trabalho de Bruno na esquerda. O mesmo Castelo faria o Hat-Trick aos 86´, consolidando a vitória dos Barrosões.

2) Equipas Barrosãs entram a vencer
No último fim-de-semana disputou-se também a 1ª jornada da 1ª divisão distrital, que conta este ano com apenas 14 equipas (ver tabela), mas duas das quais do Barroso, o GD Salto e a Associação Desportiva da Colmeia que regressou depois de alguns anos sem futebol. E a primeira jornada não poderia começar melhor para estas duas equipas, que conquistaram duas excelentes vitórias em casa.
A ADC Colmeia recebeu e bateu em casa, no campo Primeiro de Maio, o Gache, recém-despromovido por 1/0. O GD Salto cilindrou autenticamente o Abaças, no campo Padre Manuel José Jorge em Salto, por 6/1, ocupando assim o 1º lugar na tabela (classif. adaptada de www.afvr.pt). Na próxima jornada o Colmeia desloca-se ao reduto do S. Tomé Castelo enquanto o Salto vai a Lobrigos.

3) Futsal: GD Salto abre campeonato em casa
Arranca já amanhã o campeonato distrital de futsal de Vila Real, este ano renovado, com muitas mais equipas e com duas séries: Norte e Sul, o que prova que este é um desporto que tem cada vez mais expressão e adeptos no nosso distrito. Por isso este ano há uma aposta clara de alguns municípios e empresas privadas no "futebol" que dá mais garantias a clubes do interior e de zonas com um clima agreste e frio como o nosso. É mais competitivo para clubes pequenos (veja-se a UTAD de Vila Real na 1ª divisão) e também mais apetecível para os adeptos. Por um lado porque é um espectáculo emocionante, com muitos golos e por outro, os jogos são disputados em recintos cobertos, ao abrigo das intempéries invernais.
Assim, talvez a vila de Montalegre também devesse apostar num clube forte de futsal, uma vez que agora já dispõe de um pavilhão que oferece todas as condições para este desporto. Também já está provado que há excelentes jovens valores no concelho e que os espectadores estão mais ou menos garantidos, como o provou o recente campeonato de futsal de Verão.
Para já o único clube do Barroso é o GD Salto que, muito bem, manteve as duas equipas de Futsal do ano passado: Masculina e Feminina. O campeonato feminino apenas arrancará a 20 de Outubro, com a meninas do GD Salto a receberem a forte equipa do Hóquei Clube Flaviense. A turma masculina joga já amanhã, pelas 18 horas, em casa frente à ASS S. Pedro. Os jogos em casa serão novamente no Pavilhão Desportivo de Montalegre, aos Sábados ao fim da tarde e espera-se que os barrosões apoiem em massa as duas equipas. Na segunda jornada, dia 13 de Outubro, o "rapazes" do GD Salto deslocam-se a Chaves, a casa da recém criada equipa Chaves Futsal Clube, que é apontada por muitos como a mais forte da zona norte. Também a turma barrosã tem grandes aspirações para esta época.

4) Jogos da TV Barroso
No dia 24 do pas-sado mês de Agosto realizou-se no castelo de Montalegre a primeira edição do Jogos da TVBarroso.
Trata-se de uma iniciativa da TVBarroso, inédita na região, e onde o principal objectivo é o incentivo das crianças à prática do desporto, e onde, ao mesmo tempo, possam descobrir o prazer do convívio com outras crianças, em brincadeiras ao ar livre, remando, assim, um pouco contra a tendência acentuada das brincadeiras de hoje serem cada vez mais "sentadas" em frente a um ecrã a jogar consolas, jogos de computador, ver TV, Internet, etc.
Estes jogos destinam-se a crianças com idades compreendidas entre os 9 e os 15 anos.
"Gostaríamos que a participação este ano tivesse sido maior" com referiu João Xavier ao Povo de Barroso. "Esta ideia já surgiu tardiamente e o tempo de divulgação foi muito curto, apesar de tudo foi uma tarde muito divertida, não faltou a boa disposição e muita gargalha à mistura. Procuramos também com esta iniciativa recuperar alguns jogos tradicionais."
O vencedor individual destes jogos foi o Tiago. Para ele vão os nossos parabéns.
Entretanto os Jogos do próximo ano estão já a ser pensados, o local será no Parque de Lazer junto ao Rio Cavado. Algumas das provas da edição deste ano irão manter-se, mas com certeza será aproveitada a proximidade do rio para a realização de algumas provas dentro de água.
A data dos próximos jogos ainda não está confirmada, mas será nos primeiros dias de Agosto.

Barroso em Resumo
1) "Os Dias da Criação"

Pelo segundo ano consecutivo, a Casa da Eira Longa e o movimento artístico Incomunidade, contando com o apoio da Câmara Municipal de Boticas, organizaram "Os Dias da Criação", uma iniciativa que juntou na aldeia de Vilar perto de uma centena e meia de artistas das mais variadas áreas, que vão desde o Audiovisual à Escrita, passando pela Performance, Música, Pintura, Fotografia, Pensamento, Gravura, Teatro, Grafismos, Artesanato, Escultura e Contacontos.
A edição desde ano do evento teve uma matriz transmontano-leonesa (contando com artistas de Trás-os-Montes e de Leon – Espanha), muito embora tivesse também recebido artistas de outros pontos de Portugal e de países como a Venezuela e Cuba.
Durante os dois dias em que se realizou o evento (sábado e domingo, 22 e 23 de Setembro) as actividades concentraram-se na Casa da Eira Longa e apenas por uma ocasião (no sábado à noite) se deslocou para fora da aldeia, altura em que se realizou um espectáculo no Auditório municipal, que juntou música, performance e teatro.

2) Em Curros: raio atinge casa e provoca incêndio
Na tarde do passado dia 16, abateu-se uma violenta trovoada sobre a aldeia de Curros, no concelho de Boticas, e um raio acabou por atingir a cozinha de uma casa provocando um grave incêndio e um "susto de morte" à moradora desta habitação.
Tudo aconteceu por volta das 16h00, e nem mesmo a existência de pára-raios evitou esta tragédia. Conceição Ferreira, emigrante em França, onde tem o marido, voltou para a terra natal para cuidar de um irmão que sofre de uma doença grave, e não teve nenhuma mazela física, além do enorme susto, mas viu a sua casa ser quase completamente destruída pelas chamas. Felizmente todos os vizinhos acorreram a ajudar e conseguiu apagar o incêndio e salvar o irmão, que não se consegue deslocar. Quando os bombeiros foram ao local o incêndio já estava extinto.
Conceição, que não tinha seguro, viu assim muitos anos de trabalho no estrangeiro destruídos pela força rude da natureza.

3) Ministra da Educação visita Montalegre
Na próxima segunda feira, dia 1 de Outubro, a Ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues desloca-se ao nosso concelho, numa visita enquadrada num ciclo de visitas do quadro "Novas Oportunidades" promovido pelo actual governo. A Ministra será recebida oficialmente nos Paços do Concelho pelas 15h30. Depois da cerimónia da praxe, presidida pelo Presidente do Município, Fernando Rodrigues, e dos discursos, seguir-se-á uma visita com inauguração do novo edifício da Escola Secundária Dr. Bento da Cruz, destinado aos alunos do segundo ciclo, para ali transferidos no início deste ano lectivo.
As novas instalações possuem além de várias salas de aulas, uma moderna Biblioteca, dois laboratórios (um para as Ciências naturais e outro para a Fisico-Quimica) com todas as novas exigências científicas e informáticas. A jornada encerra com a tradicional prova gastronómica de produtos locais.
Recordamos que esta ministra se tem tornado famosa pela grande contestação que tem sofrido por parte de professores e alunos com algumas reformas do ensino (nomeadamente o Estatuto da Carreira Docente), mas sobretudo, por alguns casos polémicos, onde foi acusada de ser autoritária e pouco democrática, como foi o caso do "saneamento" do professor Charrua, por alegadamente ter proferido, em privado, algumas frases pouco abonatórias contra o actual governo, e o seu Primeiro-ministro José Sócrates. Este caso desencadeou uma enorme contestação ao nível de todo o país, e mesmo dentro do partido Socialista, mas o Presidente da Câmara de Montalegre foi um dos que sempre a defendeu, tomando mesmo uma posição pública.

4) Recolha de Sangue
Na próxima quarta feira, dia 3 de Outubro, a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Montalegre promove, nas suas instalações, mais uma jornada de recolha de sangue. Todos os interessados em participarem nesta missão de "salvar vidas" deverão deslocar-se às instalações dos BV Montalegre entre as 9 e as 16 horas. Participe, vai ver que não dói nada.

5) Feira do Fumeiro 2008 já tem data marcada
O maior evento turístico/gastronómico do nosso concelho, que em 2008 completará a sua 17ª edição, já tem data marcada: 10 a 13 Janeiro 2008, e realizar-se-á já pelo 3º ano consecutivo no parque de exposições e feiras do Pavilhão Multiusos de Montalegre. Assim, confirmaram-se as indicações da concretização de um acordo de princípio dos vários municípios da região para uma melhor distribuição das várias feiras gastronómicas, nomeadamente a de Montalegre e Boticas. Assim, também será de esperar que a Feira gastronómica do Porco de Boticas se realize no 4º fim-de-semana de Janeiro, enquanto a Feira de Vinhais, a mais antiga feira do porco, continuará na 2ª semana de Fevereiro. Um calendário a manter no anos vindouros.
Em Montalegre aguarda-se a habitual romaria de peregrinos do bom gosto gastronómico.

Destaque 2
Dia 7 de Outubro serão revelados os segredos do Couto Misto
Na sequência do que já escrevemos no nosso último número, sobre a criação do grupo dos Amigos do Couto Misto, e da envolvência de várias entidades (públicas e privadas) dos dois lados da fronteira, (das quais se destaca do lado português o Hotel Quality INN), para a divulgação desta parte esquecida da história comum dos povos da raia, realizar-se-á já no próximo dia 7 de Outubro o 1º percurso ao Couto Misto. A organização está a cargo da referida unidade hoteleira de Montalegre e conta com o apoio institucional dos Juízes Honorários das Autarquias (Baltar e Randin) a que pertencem as respectivas populações galegas envolvidas: Santiago, Meaus e Rubiás.
Ao todo serão mais de 100 pessoas oriundas da cidade do Porto (clientes do Hotel Quality INN), além das várias entidades envolvidas, que terão a oportunidade de redescobrirem uma parte da riqueza histórica e cultural desta "República Esquecida".
O evento terá o seu ponto alto na igreja de S. Tiago de Rubiás, quando pelas 9 horas (10 horas na Galiza), ocorrer uma conferência a cargo do Juiz Júlio Sérgio Alvarez, seguindo-se a abertura solene da Arca do Couto Misto. Esta Arca carregada de história, era onde se guardava todos os documentos oficiais deste Couto, provido de leis próprias, e que só abria numa cerimónia especial e com a concordância de 3 chaves, à guarda de 3 nobres representantes das 3 povoações do Couto Misto (em cima foto dos actuais portadores das chaves). Além disso era exigida a presença de pelo menos 15 outras pessoas. Durante as invasões francesas a arca foi violada, pois os seguidores de Napoleão achavam que eram lá guardados os maiores tesouros do Couto. Mais tarde viria a ser restaurada (foto 1ª Página).
Pequena resenha histórica: Embora se desconheça a origem, sabe-se que o Couto Misto esteve ligado desde a Idade Média ao Castelo da Piconha, posteriormente vinculado à poderosa Casa Portuguesa de Bragança. Constituía-se numa pequena área fronteiriça de cerca de 27 km² com organização própria, que não estava ligada nem à Coroa de Portugal e nem à da Espanha. Entre os direitos e privilégios deste pequeno território encontravam-se o de asilo para os foragidos da justiça portuguesa ou espanhola, o de não formar soldados nem para um reino nem para o outro, o de isenção de impostos, o de liberdade de comércio (como o sal), a liberdade de cultivo do tabaco, etc.
Até à assinatura e entrada em vigor do Tratado de Lisboa (1864), em 1868, (que definiu as fronteiras actuais entre Portugal e Espanha), cada habitante do Couto elegia livremente a nacionalidade espanhola ou portuguesa. A partir do Tratado, os seus domínios passaram para a soberania da Espanha, integrados nos Concelhos de Calvos de Randín e Baltar. Em contrapartida, passavam para a soberania de Portugal os chamados "povos promíscuos", até então divididos pela linha da raia: Soutelinho da Raia, Tourém e Lama D´Arcos.

Sábado, Setembro 29, 2007

Destaque
Pista de Montalegre vive de Incertezas para 2008
A pista de Montalegre recebeu no passado fim-de-semana mais uma etapa dos nacionais de Ralicross. Nesta altura já começa a ficar definido o calendário da modalidade para 2008, nomeadamente do europeu. Portugal já tem data marcada, mas ainda não tem local definido. Pela regra da rotatividade será, em princípio, disputado em Lousada. Por outro lado, devido à pouca a afluência de pilotos e de público em muitas provas nacionais, a FPAK (Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting) está a repensar a fórmula das provas para o próximo ano, podendo diminuir o número de corridas a disputar. Assim, são muitas as incertezas para a pista de Montalegre em 2008, local onde têm sido "investidos" alguns milhões de euros pelo nosso município.


A pista de Montalegre recebeu no passado fim-de-semana a oitava etapa dos nacionais (Campeonato e Taça) de Ralicross, a terceira realizada no circuito barrosão. Apesar do bom tempo que se fez sentir foi muito pouca a afluência que de pilotos (pouco mais de duas dezenas), quer de público, o que deve levar a organização a repensar as provas para o próximo ano.
No entanto algumas corridas ainda foram bem interessantes e na classe rainha (Divisão I) vencida pelo actual campeão, João Tabaio (Ford Focus), o campeonato ficou relançado, pois o líder Eduardo Veiga (Saab 9.0) dispões agora apenas um ponto de vantagem sobre João Tabaio quando faltam disputar duas provas (Lousada e Baltar). A final foi dominada por completo pelo piloto do Algarve que venceu sem dificuldades (foto). Em segundo lugar ficou António Teixeira (Mitsubishi Lancer Evo.VI) que aproveitou bem os erros de Ruben Tabaio (Ford Escort WRC) que arrancou em segundo mas perdeu várias posições, e em terceiro Eduardo Veiga, muito lento no arranque.
A divisão II não pontuou devido à falta de pilotos.
A divisão III do campeonato foi, como de costume, a mais animada com muita disputa entre os vários pilotos, e várias ultrapassagens e alguns toques. A vitória acabou por sorrir a Mário Barbosa (Citroen Saxo) que curvou muito bem na primeira curva da primeira volta, controlando depois a corrida. Em segundo lugar ficou Joaquim Pacheco (Saxo) e em terceiro Hélder Ribeiro (Saxo). O actual líder do campeonato, António Sousa (Saxo), ficou para trás na confusão da primeira curva, não conseguindo melhor que um quinto lugar.
Na taça Nacional disputou-se apenas a final da Divisão 1, e o piloto barrosão Valdemar Alves, ao volante do seu Peugeot 205 conquistou mais um brilhante segundo lugar. O vencedor, um tanto ou quanto inesperado, foi o estreante João Sousa (BMW). Júlio Bastos, também em BMW M3, ficou em 3º lugar. António Dias (BMW M3), líder desta classificação, terminou apenas em 4º lugar, mas o suficiente para garantir o triunfo final quando ainda faltam disputar duas provas. O nacional de Rallycross regressa em Lousada, nos dias 13 e 14 de Outubro.
O fim-de-semana de corridas em Montalegre também ficou marcado pela sentida homenagem, antes das finais, a Ernesto Gonçalves, antigo responsável máximo pela área do Off-Road na FPAK, e considerado o "padrinho" da Pista Automóvel de Montalegre, que faleceu após doença prolongada. O funeral realizou-se no Porto na tarde da passada segunda feira.
Em 2008 Portugal voltará a receber uma prova a contar para o Europeu de Ralicross. No entanto ainda não está definido o local, estando a ser travada uma "corrida" intensa entre Montalegre e Lousada. Se Lousada vier a ser o local escolhido, segundo a lei da rotatividade, será um rude golpe na pista de Montalegre, uma vez que as provas nacionais têm muito pouca expressão no nosso concelho.

In http://www.opovodebarroso.blogspot.com/


Depois de aldeia ter estado 18 horas sem luz 2007/ 09/30 05:39
Presidente vai apresentar protesto contra a EDP na Assembleia Municipal de hoje

O presidente da Junta de Freguesia de Tourém, Paulo Barroso, vai apresentar um voto de protesto contra a EDP na Assembleia Municipal que se realiza hoje. Na origem do descontentamento está uma falha eléctrica que afectou a aldeia durante 18 horas, na semana passada.
“Para os restaurantes e outros comércios a situação foi complicada”, revelou, ao Semanário TRANSMONTANO, o autarca, lembrando que houve muitas pessoas que tiveram de deitar fora produtos que descongelaram e se estragaram. “Não nos podemos esquecer que aqui as pessoas estão longe da sede do concelho e têm que se abastecer. Por isso, é normal terem os congeladores cheios”, frisou Paulo Barroso.
De acordo com o autarca, além do apagão de 18 horas, no dia anterior, já tinham estado sem luz durante 5 horas. “Nos dias de hoje isto não se admite”, referiu o autarca, revelando que as falhas eléctricas na aldeia são frequentes e que terão a ver com problemas na sub-estação de Morgade. “Só não percebo se a origem está identificada, por que razão o problema não é resolvido”, conclui.

Data de Publicação: 27/09/2007
Margarida Luzio - In Semanário Transmontano


O Povo de Barroso N. 382 2007/ 09/15 19:34
Desporto
CDC Montalegre eliminado da Taça de Honra

O CDC Montalegre perdeu no primeiro encontro oficial da época desportiva 2007/2008, na deslocação a Murça, onde foi disputar a primeira eliminatória da Taça de Honra da AFVR. Trata-se de uma nova competição distrital, um pouco à imagem da recém-criada Taça da Liga, em que apenas competem as equipas da divisão de Honra da Associação de Futebol de Vila Real.
O jogo disputou-se na tarde do passado dia 2 de Setembro, um dia de muito calor na terra quente transmontana, e o jogo acabou por se ressentir disso: Foi uma partida muito disputada mas não muito bem jogada, típica de jogo de pré-época. O equilíbrio foi a nota dominante desde o minuto inicial e as oportunidades foram escassas. Perto do intervalo o Montalegre viu João Campos ser expulso, mas o equilíbrio continuou na segunda parte e a melhor oportunidade viria a ser desperdiçada pelos barrosões já perto do final do tempo regulamentar. O prolongamento começou praticamente com o golo do Murça por Bino. Ainda assim, os comandados de José M. Viage (que se estreou como treinador em jogos oficiais) conseguiram empatar antes dos 120´ por Miguel a passe de Vasques. Na lotaria das grandes penalidades o Murça teve mais sorte e venceu por 4-2.
...e vê primeiro jogo do campeonato ser adiado
Devido à desistência do futebol sénior do Vila Pouca FC, um dos clubes históricos do distrito, a Associação de Futebol de Vila Real (AFVR) decidiu "repescar" o GD Fiolhoso, que havia descido na época transacta. Ditou o sorteio da Divisão de Honra que o Montalegre fosse jogar a Fiolhoso. No entanto a ADC Parada do Pinhão, clube a militar na 1ª divisão distrital, também tinha intenções de substituir o Vila Pouca (por ser o melhor classificado das equipas que não subiram na 1ª divisão) e interpôs um recurso ao Conselho de Justiça da AFVR, ficando os jogos dos dois clubes (Fiolhoso e Parada de Pinhão) suspensos até que seja proferida a decisão.
A 1ª divisão do distrital da AFVR arranca já no próximo fim-de-semana e este ano com a presença de duas equipas barrosãs: o GD Salto e o Colmeia, que regressa após paragem de 2 anos, e que ia/vai jogar precisamente a ADC Parada de Pinhão. O Salto joga fora com o UFC Barqueiros.

Barroso em Resumo
1) "Cinema Barroso": Dia-a-dia de Cambeses do Rio recreado em Filme
A aldeia de Cambeses do Rio, do nosso concelho, foi recreada em filme por dois sociólogos e cineastas franceses Jean Claude Sol e Nicole Jacquot, que durante duas décadas ali se deslocaram para filmar o dia-a-dia das gentes desta pacata aldeia Barrosã, reunindo 3 documentários: "Dias Simples": 1987-1990. 52’; "O Pão": 1988.20’; "A Matança": 1987.52’. Estes documentários, intitulados Cinema Barroso (1987-2007), foram apresentados ao ar livre à população nos passados dias 24 e 25 de Agosto, em duas noites diferentes e que causaram muita emoção aos seus habitantes que ali se viram retratados, num agradável regresso ao passado.
Os dois cineastas franceses escolheram a nossa região depois de escutarem um documentário na rádio francesa sobre as suas tradições em torno do comunitarismo. Quando visitaram pela primeira vez o Barroso apaixonaram-se pela nossa região, acabando por escolher Cambeses do Rio para fazerem o seu trabalho que consistiu em filmar o dia-a-dia da aldeia, com todos os seus duros trabalhos agrícolas (iniciaram as filmagens em 1987), o forno comunitário, as suas festas (São Mamede), as "chegas de bois", o artesanato, a matança, etc.
A projecção dos filmes foi organizada pelo Ecomuseu do Barroso, em colaboração com a Junta de Freguesia local, e foi realizada no largo do poço. Foi ainda apresentado outro documentário, este propriedade do Ecomuseu, intitulado "O Boi do Povo", e que retrata uma das tradições mais antigas e originais do nosso concelho, mas que, infelizmente, está quase extinta.

2) Pimentos de Sapiãos são notícia a nível nacional
A aldeia de Sapiãos no concelho de Boticas tem sido notícia a nível nacional desde que, no passado dia 28 de Agosto, surgiram num terreno uns pimentos supostamente envenenados, aos quais terá sido injectado o insecticida semelhante ao usado no combate ao escaravelho da batata. Na passada semana apareceram mais pimentos com o mesmo cheiro agora no terreno de outro habitante, o que tem deixado a população desta aldeia barrosã em estado de choque.
Tudo começou, como já referimos, no dia 28 de Agosto, quando Maria Calado, e a sua cunhada, se deslocaram a um terreno nas redondezas da aldeia onde iriam colher uns legumes para oferecer a um familiar emigrante. Mal lá chegaram pressentiram logo o cheiro forte a produtos químicos, aparentemente igual ao do "remédio" dos escaravelhos. Desconfiadas abriram alguns pimentos e ficaram surpreendidas com o liquido que encontraram no interior e que julgaram ser veneno. Avelino Alves, proprietário do terreno nem queria acreditar pois em 60 anos de existência nunca tinha visto tal coisa, além de não desconfiar de ninguém por não conhecer inimigos.
O Núcleo de Investigação Criminal da GNR de Chaves foi chamado ao local para investigar o caso, recolhendo vários indícios, além dos pimentos em causa.
No entanto, na semana seguinte, apareceram mais pimentos do mesmo género, no terreno de outro habitante da aldeia, deixando a todos consternados e com receio da colheita dos legumes. Teme-se que haja algum incidente grave, e ninguém consegue perceber muito bem o que se está a passar.
O Núcleo de Investigação Criminal da GNR regressou à aldeia tomando conta da nova ocorrência, recolhendo os pimentos e questionando algumas pessoas. O processo em fase de inquérito deverá ter novidades nos próximos dias

3) Acidente na Nacional 103 mata mais um Barrosão
No passado dia 15 de Agosto, depois de concluirmos a nossa última edição, chegou-nos a notícia de mais um acidente trágico na estrada Nacional 103, e que vitimou mais um Barrosão. António Rodrigues Branco, natural de Cambeses do Rio e emigrante na Inglaterra. No carro seguiam também a sua esposa, natural de Travassos do Rio, e a filha do casal de 19 anos, que sofreram ferimentos mais ou menos graves, mas que se encontram livres de perigo.
A família regressava à aldeia depois de ter ido visitar o filho do casal, recentemente casado para Vila Verde, Braga. O acidente terá ocorrido no regresso, na noite de 14 de Agosto, junto à localidade das Cerdeirinhas, quando o Mercedes onde se deslocavam, conduzido por António Branco, se terá despistado acabando por embater violentamente num camião que seguia em sentido contrário.
É mais um acidente trágico que engrossa a lista das pessoas que perderam a vida nesta estrada que tem sido desprezada e que urge melhorar a bem da segurança das pessoas que a utilizam e do desenvolvimento dos Municípios envolventes, sobretudo Montalegre. Para ajudar a contrariar o esquecimento a que tem sido votada pelos sucessivos governos do nosso país, está a decorrer um abaixo-assinado, que pretende reunir 10 mil assinaturas para entregar ao primeiro-ministro José Sócrates. Quem quiser pode subscrever em http://www.petitiononline.com/en103/

4) Rogério Borralheiro publica livro sobre a história do ensino em Montalegre
O Escritor e Historiador barrosão Rogério Borralheiro, nosso ilustre colaborador, acaba de publicar mais um livro, intitulado "O ensino em Montalegre: do Liberalismo à República". Trata-se de uma edição com a chancela do Município de Montalegre, e que terá a sua apresentação pública em breve, em data a designar.
Ao site da CMM, o autor referiu que estamos perante «um trabalho de investigação cujo fim é dar a conhecer, em primeiro lugar aos barrosões, o movimento de expansão que teve o ensino no concelho de Montalegre». Assim, «é um trabalho que fala de uma investigação com cerca de 100 anos. Vai da época do Liberalismo (1820) à República (1910)."
Oportunamente voltaremos a falar sobre este livro.

5) Couto Misto: Riqueza por explorar?
O Couto misto de Rubiás, constituído pelas aldeias de Santiago, Rubiás e Meaus, era um local onde Portugueses e Galegos viviam comunitariamente numa espécie de principado, como dizia o padre João Costa, (tema já abordado em anteriores edições d´O Povo de Barroso). Foi extinto em 1864.
O interesse histórico-cultural e a conservação patrimonial fizeram com que, desde há algum tempo, nascesse na Galiza a designada Associação dos Amigos do Couto Misto.
Por iniciativa do Hotel Quality Inn de Montalegre, empresa que se tem destacado no desenvolvimento da oferta de turismo de qualidade no Barroso, surgirá brevemente o chamado grupo (lusogalaico) dos "Amigos do Couto Misto". Para que isso seja possível têm sido feitas várias reuniões, uma das últimas na Câmara de Baltar. Aqui se decidiu efectuar uma parceria entre este "concelho" vizinho e a referida unidade hoteleira de Montalegre visando a exploração turística de percursos históricos e, em termos sociológicos, os usos e costumes do referido Couto Misto.
Tudo isto tem passado ao lado da Autarquia de Montalegre. Será que mais tarde esta virá a colher os louros?
De acordo com Abílio Carneiro, gerente do Quality Inn, ainda durante o mês de Setembro terá lugar no Hotel uma iniciativa com jantar comemorativo, que contará com a presença de várias personalidades galegas ligadas á política e á cultura.
São sempre de enaltecer as iniciativas dos privados, de gente sem grandes laços afectivos a Barroso, e que, por inércia dos políticos locais, são obrigados a por mãos á obra.


6) Convívio do Colégio
Realiza-se no Sábado, 6 de Outubro, o convívio de ex-alunos, professores e funcionários do Colégio de Montalegre, com o seguinte programa:
11H00 - Concentração no Terra Fria
11H30 - Visita ao Colégio e descerramento de lápide
12H00 - Missa na Igreja do Castelo pelo ex-aluno, Padre Martins
12H30 - Romagem ao Cemitério e deposição de coroa de flores
13H00 - Almoço no Terra Fria II; Atribuição de insígnias aos professores, funcionários e alunos; Convívio e animação musical
17H00 - Lanche

INSCRIÇÕES:
Albino Fidalgo
Rua Bento da Cruz, nº 507
5470-244 MONTALEGRE
Telemóvel: 91 4142035
E-mail: colegio.montalegre@gmail.com
Site: www.colegiomontalegre.web.pt
PREÇO: 25 Euros
O pagamento pode ser feito por cheque ou directamente para a conta Nº 0501 017855100

Quarta-feira, Setembro 12, 2007

Destaque 2
Penedones: Parque de Campismo Gera Polémica

Muitos utentes do Parque de Campismo de Penedones têm manifestado publicamente o seu descontentamento relativamente às condições oferecidas por esta infra-estrutura municipal. As queixas não são de agora, mas este Verão ter-se-ão agudizado.
Queixam-se os campistas, e em primeiro lugar, da falta de sinalética da rede viária: quem tiver como destino o referido parque, se viajar de noite, como frequentemente acontece, dificilmente o encontra.
As reclamações contra a falta de serviços e estruturas de apoio também são frequentes. A ausência de local higio-sanitário próprio para descargas químicas, a falta de bocas-de-incêndio, um parque para crianças e um minimercado são também notórias.
A vigilância e segurança de pessoas e bens também deixam a desejar, sendo imprescindível a presença de um guarda-nocturno.
O Povo de Barroso, perante isto, foi ouvir o Sr. Abílio Carneiro, gerente do Quality Inn de Montalegre, empresa detentora do contracto de exploração do Parque, que nos confirmou quase tudo:
Assim, afirmou ter sido várias vezes solicitado de noite para dar instruções a utentes que procuravam Penedones, e muitas vezes alguns particulares ou a própria GNR terão também servido de guias. Disse também ter disponibilizado meios financeiros para a adaptação de um quiosque da OLÀ a um pequeno Bar.
O parque de Campismo de Penedones há mais de quinze anos que se arrasta penosamente nos Orçamentos Municipais, tendo sido objecto de múltiplas empreitadas e consumido verbas avultadas. Compete à Câmara de Montalegre, ao seu Presidente e vereadores Socialistas, demonstrar que o construíram com materiais de qualidade e que o dotaram com serviços atractivos para os campistas. Só assim poderemos considerar por bem empregue o dinheiro investido e que é de todos os munícipes.

Terça-feira, Setembro 11, 2007

Destaque

21ª Edição do Congresso de Medicina Popular

Realizou-se en-tre 30 de Agosto e 2 de Setembro, na aldeia fronteiriça de Vilar de Perdizes, do nosso concelho, a 21ª edição do Congresso de Medicina Popular. Mais uma vez esta pacata aldeia Barrosã foi "invadida" por visitantes de todo o país, à procura de algumas respostas que não encontram na medicina tradicional. No entanto, esta edição acentuou ainda mais a tendência dos últimos anos de sobrevalorização da componente esotérica em vez da componente da medicina popular, o que acaba por conotar, ainda mais, Vilar de Perdizes como "terra das bruxas". Ainda assim, "as bruxas", os "bruxos", os "exorcistas", os videntes, etc. vêm todos de fora, sobretudo do Minho, e são consequência da procura que existe por eles, fruto da mediatização que têm e que emprestam ao Congresso. Até aqui são já as leis do mercado a funcionar e não tanto as ideias da organização, onde o padre fontes é peça fulcral, e que procura, sobretudo, valorizar a cultura popular dos chás, da fé e homeopatia ("endireitas").
Pensamos que alguém devia ser capaz de fazer regressar o Congresso "ao passado", mantendo o mediatismo que atingiu, mas apostando sobretudo na componente científica das ervas aromáticas e medicinais, um autêntico filão de ouro por explorar no nosso concelho, e que podia empregar alguns jovens. O padre Fontes tem feito um trabalho muito meritório, mas além de doente, está um pouco cansado (como ele já admitiu) para uma organização desta envergadura.
O congresso propriamente dito foi composto de várias conferências que se realizaram ao fim da tarde e à noite no auditório da Junta de Freguesia, parceira da organização. Na quinta-feira dia 30, pelas 21 horas abriram com Telma Teixeira que falou sobre as "Doenças curadas pela Natureza" e Simara que apresentou a sua Terapia de Cristais. Sexta-feira houve um debate sobre exorcismo e apresentação do livro do mestre Alves; "A nutrição e a saúde" por Laura; "A carne e a saúde, dicas" Ilda Costa Pereira; "Energie et amour, Alan Leconte" e "Os demónios todos juntos" pelo Sô Zé, o bruxo. No sábado, o conhecido barrosão, orou sobre "Dieta e Medicina Popular", seguiram-se Agripino Franqueira que falou sobre "As Plantas Medicinais da Serra Dos Paços, José Ribeiro sobre "Novos exorcismos". No Domingo houve debate sobre temas à escolha.
Nas várias "tendas" da feira havia remédio para quase tudo. Predominavam os espíritas/bruxos como já referimos, mas não faltavam as ervas medicinais e os licores, massagens, medicina oriental, livros, artesanato e até fruta.
Durante os vários dias do certame houve animação com os acordeões de paredes do Rio, o Grupo Coral de Montalegre, uma fanfarra de escuteiros vinda de Guimarães e, como de costume, o ponte alto, na noite de Sábado com a realização do Esconjuro/Queimada pelo inevitável padre Fontes.
No ano que vem o congresso comemorará os 25 anos sobre a primeira edição.

In http://www.opovodebarroso.blogspot.com/


barroso e as suas gentes 2007/ 09/14 21:30
apesar de nao ter nascido na regiao de barroso,todos os anos usufruo de alguns dias de ferias nesta regiao, mais propriamente no lugar de ladrugaes.aprecio a maneira de ser dos naturais de barroso,cada um a sua maneira, mas com uma evoluçao muito grande, nao esquecendo tradiçoes,mas evoluindo no social,olhando em cada pessoa um amigo/a - força juventude nao deixem desaparecer do mapa as aldeias que vossos antepassados criaram,implementaram,esquecendo quase sempre a fome como maneira de se alimentarem.voltem sempre as vossas aldeias, tragam sempre vossos rebentos nascidos pela europa,mostrei-lhes as maravilhas da natureza,que por vos pertencer, tambem lhes pertence a eles. um forasteiro


Congresso de Medicina Popular arrancou ontem e termina domingo 2007/ 08/30 12:42
Padre Fontes diz que é no factor “surpresa” que reside o encanto da iniciativa

Começou ontem e termina domingo mais uma edição do Congresso de Medicina Popular que tornou famosa a aldeia de Vilar de Perdizes, em Montalegre. Apesar do figurino do evento ser idêntico ao que vem sendo seguido nos anos anteriores, fazer prognósticos sobre o sucesso ou insucesso da edição de cada ano não é tarefa fácil. Quase sobrenatural, pode dizer-se. O programa é provisório até ao fim. Isto porque, até ao último momento, se aceitam inscrições de oradores.
António Fontes, o mentor da iniciativa, diz que é neste factor “surpresa” que reside o “encanto” do Congresso. “Ninguém é convidado e todos são convidados”, refere, classificando o aparente improviso de “liberdade”. “Cada um entra e sai quando quer, compra e vende o quer. É livre de falar verdade ou de mentir”, defende Fontes.
Ainda que provisório, no programa já divulgado, hoje à noite, o tema mais sugestivo será apresentado pelo autodenominado Sô Zé, que conferenciará sobre o tema “Os demónios todos juntos”.
Paralelamente às conferências, que decorrem no salão da Junta de Freguesia, no recreio da escola primária, contígua ao edifício, vão estar instaladas barraquinhas onde curandeiros, videntes e astrólogos prometem cura para todos os males.
Promovidas pelo Ecomuseu do Barroso, haverá também visitas guiadas a vários pontos de interesse do concelho, entre os quais o recém inaugurado museu de Pitões das Júnias.

Data de Publicação: 30/08/2007
Margarida Luzio - In Semanário Transmontano


GNR apreendeu pimentos em Sapiãos por suspeita de envenenamento 2007/ 08/30 12:40
Dona do terreno foi alertada pelo cheiro forte. Amostra vai ser analisada

A aldeia de Sapiãos, em Boticas, foi, ao início da semana, abalada por uma suspeita de que não há memória na localidade: a possibilidade de os pimentos de um morador terem sido envenenados. Apesar do cheiro e das “picadelas” existentes nos pimentos o indiciarem, a confirmação só chegará depois das análises que serão efectuadas no serviço de toxicologia do Instituto de Medicina Legal do Porto. Tidos como “boas pessoas”, na aldeia não são conhecidos inimigos aos proprietários da horta onde se encontravam as pimenteiras.

A GNR de Boticas entregou, na passada quarta-feira, ao Tribunal local um conjunto de pimentos por suspeita de envenenamento, que, no entanto, só será confirmada após as análises que deverão ser efectuadas no serviço de toxicologia do Instituto de Medicina Legal, no Porto, para onde amostras do produto deverão seguir. A confirmar-se a desconfiança poder-se-á estar perante uma eventual tentativa de homicídio.
Sem memória de uma situação semelhante, na aldeia onde os pimentos foram recolhidos, em Sapiãos, reina a surpresa e a especulação sobre a “desgraça” que poderia ter acontecido se os pimentos fossem ingeridos pelos donos, a quem ninguém conhece inimigos. “Isto nem é bom pensar no que podia ter acontecido!”, ouvia-se, ontem, por toda a aldeia.
À proprietária da horta onde os pimentos se encontravam restam poucos dúvidas de que era efectivamente veneno o líquido que se encontrava no interior do pimentos. “Não sei dizer a marca, mas tenho quase a certeza que era veneno dos escaravelhos [utilizado para eliminar este tipo de insectos que atacam as batatas]. Então uma pessoa não conhece esse cheiro?”, questiona. A primeira a detectar o forte odor terá sido a cunhada de Maria, que se encontrava com ela no terreno, nas imediações do povo. “Eu peguei num pimento e como vi que já estava meio podre, atirei com ele para o chão. Foi quando a minha cunhada me disse logo: ‘de onde vem este cheiro a veneno dos escaravelhos?’”, recordou Maria. Mal se aperceberam que o cheiro vinha do pimento, de onde escorria um “líquido esbranquiçado”, foram logo verificar se os restantes estavam na mesma. “Encontrámos uns oito todos com o mesmo líquido”, precisou a dona da horta, revelando que nalguns deles era ainda visível a “picadela” por onde, supostamente, o veneno terá sido introduzido.
O marido de Maria, Avelino Alves, não encontra explicação para o sucedido. “Eu não faço mal a ninguém! Pergunte por mim a qualquer pessoa da aldeia!”, dizia, ainda incrédulo, e referindo que agora até tem receio de comer os restantes legumes que tem plantados no mesmo lugar. Por o terreno de Avelino ser contíguo a um do presidente da Junta, seu cunhado, há também quem especule sobre a possibilidade de o veneno se destinar ao autarca. “Sabe como é, Deus que é Deus não agrada a todos! E os presidentes de Junta também não”, ouvia-se também em Sapiãos. Para já, tudo não passa, no entanto, de pura especulação.
Além da GNR de Boticas esteve no local a Brigada de Investigação Criminal da GNR de Chaves.

Data de Publicação: 30/08/2007
Margarida Luzio - In Semanário Transmontano


Cambezes do Rio vai reviver passado fixado por câmara de sociólogos franceses 2007/ 08/26 16:08
Documentários vão ser exibidos hoje e amanhã ao ar livre

Hoje e amanhã, a aldeia de Cambezes do Rio vai recuar no tempo. A 1987. A vida quotidiana dos que habitavam foi fixada pela câmara de dois sociólogos franceses que vêm acompanhando o dia-a-dia da população local há duas décadas. No total, filmaram mais de 100 horas de vídeo sobre o quotidiano da aldeia, o ciclo dos trabalhos agrícolas, o fabrico dos alimentos, as festividades, as “chegas de bois” e outros costumes. Esse material deu agora origem a três documentários (“Dias simples”: 1987-1990. “O Pão”: 1988., “A Matança”: 1987) que hoje e manhã, às 21h00, vão mostrar à comunidade (residente, emigrante, visitante), numa projecção ao ar livre organizada pelo Ecomuseu de Barroso. Jean Claude Sol e Nicole Jacquot descobriram Cambezes do Rio através de uma reportagem de uma rádio francesa que descrevia a organização comunitária que subsistia nesta localidade. A par dos documentários dos sociólogos franceses, o Ecomuseu do Barroso vai apresentar a projecção o “O Boi do Povo” (2007), realizado pelo antropólogo José João Sardinha.

Data de Publicação: 23/08/2007
Margarida Luzio - In Semanário Transmontano


Emigrante de Cambezes morreu em acidente nas Cerdeirinhas 2007/ 08/26 16:06
Consternada população da aldeia cancelou de imediato a festa anual

A aldeia de Cambezes, em Montalegre, acordou de luto na quarta-feira da semana passada. Na noite anterior, um emigrante que regressava à aldeia de uma ida à terra onde, há cerca de oito dias, o filho tinha casado, Vila Verde, Braga, morreu pelo caminho, na sequência de um violento acidente de carro. A mulher, natural da aldeia de Travassos do Rio, que também seguia na viatura, sofreu ferimentos num braço, ao qual ontem já tinha sido operada e fez ainda fractura de coluna, que, no entanto, não precisará de intervenção cirúrgica. “Vai ter de andar com um colete durante algum tempo”, precisou uma cunhada. A filha do casal, de 19 anos, partiu apenas dois dedos dos pés e já se encontra em casa.
Consternada com a tragédia que atingiu a família, a população de Cambezes cancelou de imediato a festa da aldeia que se realizavam no fim-de-semana.
Ao que no Semanário TRANSMONTANO conseguiu apurar, o acidente terá acontecido cerca das 22 horas, na Estrada Nacional 103 (que liga Braga a Montalegre), junto à localidade das Cerdeirinhas. O Mercedes conduzido por António Rodrigues Branco, ter-se-á despistado, acabando por embater num camião. A família não consegue explicar as causas do acidente. “Ele não bebia, conduzia bem. Sinceramente não sei o que se terá passado”, referiu, a cunhada da vítima.
António era emigrante em Inglaterra há vários anos. Chegara a Cambezes há alguns dias para gozar as férias e preparar o casamento do filho mais velho, que se tinha casado há cerca de oito dias. Na aldeia, a notícia foi recebida com extremo pesar. “Coitadinho!”, dizia uma idosa. “Hoje por ele, amanhã por nós!”, afirmava outra vizinha, referindo-se ao facto da festa ter sido cancelada. “Mal se soube ligaram logo para todos a avisar que já não havia nada”, frisou ainda a idosa, acrescentando que a maioria das pessoas da aldeia são da família da vítima.

Data de Publicação: 23/08/2007
Margarida Luzio - In Semanário Transmontano


Inaugurada escadaria de acesso à cascata de Pitões das Júnias 2007/ 08/26 16:04
A cascata de Pitões das Júnias, um dos ex-libris da aldeia, tem agora acesso facilitado. A escadaria construída, toda em madeira, resultou de um projecto candida-to a fundos comunitários. No entanto, devido aos elevados cus-tos, tendo em conta que se trata de madeira tratada, com garantia de 30 e 50 anos, o valor dos trabalhos disparou.

A cascata de Pitões das Júnias, um dos ex-libris da aldeia, tem agora acesso facilitado. A escadaria construída, toda em madeira, resultou de um projecto candida-to a fundos comunitários. No entanto, devido aos elevados cus-tos, tendo em conta que se trata de madeira tratada, com garantia de 30 e 50 anos, o valor dos trabalhos disparou. “Foi a Câmara que arcou com a maioria do investimento”, explicou, ao Semanário TRANSMONTANO, o presidente da Junta, António Ferreirinho. A inauguração do acesso teve lugar no passado dia 15, com a presença do presidente da Câmara de Montalegre, Fernando Rodrigues, que percorreu todo o percurso, que termina num miradouro para a cascata. “Com esta inauguração, reforçamos a vertente turística de Pitões das Júnias”, disse, na altura, o autarca. Antes, o trajecto até à cascata era muito íngreme “Havia muitas pessoas que se magoavam e outras que acabavam por não conseguir chegar até lá, explicou o presidente da Junta.

Margarida Luzio - In Semanário Transmontano


O Povo de Barroso Nº 381 2007/ 08/26 16:01
Desporto

1) CDC Montalegre derrotado na apresentação
O Montalegre fez o seu jogo de apresentação aos associados no passado dia 5 de Agosto, dia que coincidiu com a festa do "Senhor da Piedade". O adversário escolhido foi o vizinho GD Chaves que na época passada desceu da liga de Honra, militando esta época na II Divisão (que na realidade corresponde à 3ª divisão nacional).
Num jogo que se esperava difícil devido à maior qualidade e mais tempo de preparação do GD Chaves, o Montalegre acabou por perder naturalmente por 0-3.
Contudo, e apesar de só terem uma semana de treinos, os Barrosões ainda deram uma boa réplica aos flavienses, sobretudo na primeira meia hora de jogo, acabando por sofrer dois golos, quase seguidos, já no fim da primeira parte. O primeiro na sequência de um canto, marcado por Bamba aos 40´, e o segundo aos 45´ por Pinheiro na sequência de uma jogada de insistência.
Na segunda parte, e fruto das muitas substituições dos dois lados, o jogo caiu de nível, com o Chaves a gerir a vantagem e a acabar por marcar o 3-0 aos 72´ num excelente golo de bola parada marcado por Tiago. Até aos 90´ o resultado não mais se alterou e o jogo serviu sobretudo para o bastante público presente no Dr. Diogo Vaz Pereira pode conhecer alguns dos novos reforços do Montalegre como Alexandre, Pimenta, Leonel ou Castelo.
Ficou provado que o jovem treinador Barrosão José Manuel Viage tem matéria-prima suficiente para fazer uma boa época, pelo menos ao nível da que passou (4º lugar).
O sorteio dos campeonatos distritais realiza-se já no próximo dia 24 na sede a Associação de Futebol de Vila Real.

2) 3º Open de Golf de Montalegre
O ainda jovem Clube de Golfe de Montalegre realizou no passado sábado, dia 11 de Agosto, mais um torneio de Golfe para associados e convidados.
Foi a terceira edição do Open de Golfe de Montalegre e permitiu uma jornada de convívio entre os associados de Montalegre e os que residem fora do Concelho. Houve ainda jogadores convidados de Braga, Chaves, Vidago, Porto e Canadá.
O torneio decorreu, como já aconteceu em edições anteriores, no campo de Golfe de Montealegre em Ourense, e o jantar convívio teve lugar no Hotel Quality em Montalegre, onde foram entregues os troféus de vencedor (Manuel Lage Valdegas); Melhor Drive (Nuno Gusmão); Melhor Pitch (Ester Alves) e Melhor Convidado (Mário Alves).
O clube de Golfe de Montalegre preparara já a edição de 2008, que se espera ainda mais concorrida e que será realizada em Ourense, ou Vidago.

Torneio de Futsal 2007
Café Barroso e Meninas da Trindade Campeões

Terminou no passado Sábado a edição 2007 do torneio de futsal de Montalegre, com a realização da final masculina entre o Café Barroso e o CDC Montalegre. O Café Barroso (foto) acabou por vencer por 4-2 e fazer a festa de campeão. Nas meia finais o Café Barroso goleou a "surpresa" Riboli por 7-0 e o CDC Montalegre venceu o Auto Pires por 3-1. No jogo de atribuição do 3º e 4º lugares o Auto Pires venceu o Riboli por 5-1.
No mini-campeonato feminino já há muito que se tinha encontrado as vencedoras: as Meninas da Trindade, vencedoras de todos os jogos em que participaram. Em segundo lugar ficou a equipa Colmeia Pink e em terceiro a Truticultura.

Sábado, Agosto 18, 2007

Barroso em Resumo

1) Apresentação do Livro "João Moura - De Barroso ao Porto"

No passado Domingo o auditório da Biblioteca Municipal de Montalegre foi pequeno para a apresentação pública do livro "João Moura - De Barroso ao Porto". Trata-se de um livro de Vítor da Rocha, editado pela Arte Escrita Editora, e que não é mais que a biografia de João Moura, um barrosão ilustre natural da freguesia de Pitões das Júnias, do nosso concelho.
João Moura é um empresário de sucesso e foi, durante dois mandatos consecutivos, eleito Presidente da Junta de Rio Tinto, uma freguesia da região metropolitana do porto e que possui mais habitantes de que qualquer cidade Transmontana (perto de 100 mil habitantes). No entanto, este imigrante do Barroso nunca perdeu o amor e a ligação à sua terra natal (Pitões) e, sempre que pode, regressa para matar saudades, além de se empenhar constantemente no desenvolvimento do Barroso.
Na apresentação pública estiveram presentes: o próprio João Moura, o autor do livro, Vítor Rocha, e o Presidente e vice-presidente da Câmara de Montalegre, além de dezenas de familiares, amigos e admiradores do "homenageado". Fernando Rodrigues enalteceu o exemplo deste Barrosão, que encarna os milhares de emigrantes de sucesso do nosso concelho, e que dá força para os que cá ficam acreditarem que também são capazes de se realizarem na vida com sucesso.

2) Assistência Veterinária com Novas Regras
No passado dia 30 de Julho, pelas 9h30m, reuniu em Assembleia-geral a Cooperativa Agrícola dos Produtores de Batata de Montalegre para discussão, entre outros assuntos, das novas regras a implementar no Serviço de Assistência Veterinária, que a referida cooperativa presta aos seus associados.
Assim, ficou definido um horário de expediente e um horário fora de expediente, onde a Cooperativa terá igualmente um Médico Veterinário de prevenção. Dentro do horário de expediente o preço a cobrar pela consulta são 25 Euros; fora desse horário são 30 euros. Os medicamentos são sempre taxados à parte. O parto terá um preço diferente pela dificuldade própria da consulta, que será de 50 euros, excepto nos casos em que a cria morra, passando, nesse caso, para 25 euros.
O Presidente da Cooperativa, Eng. Justo, achou por bem frisar a necessidade dos agricultores exigirem sempre recibo, e que este serviço era apenas destinado a sócios que realizam as candidaturas de ajudas aos rendimentos na Cooperativa. Além de ser exclusivo para animais das espécies Bovina, Suína, Ovina e Caprina.
Dentro da ordem de trabalhos foram também realizadas as eleições dos corpos sociais para o triénio 2007/2009, sendo a única lista candidata eleita pelos sócios presentes (menos de meia centena). Há apenas uma alteração a registar em relação ao anterior triénio, que foi a saída de Manuel António Pereira, presidente durante muitos anos da Assembleia-geral, mas que se retirou por motivos particulares. Assim o novo presidente da Assembleia-geral é o Eng. António Carlos R. Moura, enquanto o Eng. Justo continua como presidente da Direcção e Abel Rodrigues Afonso no Concelho Fiscal.
A assembleia terminou com a apresentação, discussão e votação do relatório e contas do exercício do ano 2006.

3) Associação de Paredes do Rio adquire nova viatura
No passado fim-de-semana, a aldeia de Paredes do Rio, do nosso concelho, viveu mais uma festa de comunitarismo e revivalismo com a realização de mais uma Segada e Malhada Tradicionais. Ao todo foram mais de 100 pessoas, e mais de 30 gadanhos, para o campo no sábado fazer a segada à mão. Enquanto no domingo se realizou a malhada a malho. Esta jornada teve muita animação com o Grupo de Acordeões de Paredes do Rio e o rancho "Cantares e dançares de Boticas". No Domingo houve almoço convívio que contou com a presença do Presidente da Câmara Fernando Rodrigues que aproveitou para fazer algumas inaugurações de obras na aldeia.
Também neste dia foi apresentada a nova carrinha da Associação Sócio-cultural de Paredes do Rio, que vai permitir reforçar e melhorar a assistência social, além de outras vertentes, da referida associação.

4) Feira do prémio de Montalegre
Realizou-se no passado dia 9 de Agosto a tradicional "Feira do Prémio" de Montalegre. Mais uma vez, e à semelhança de outros concursos no nosso concelho, a maioria dos animais presentes eram dos concelhos vizinhos do Minho. Assim, foi com naturalidade que ganharam a maior parte dos prémios a concurso. Os criadores de Montalegre, definitivamente, deixaram de acreditar na mais valia desta raça, e nem a existência de prémios exclusivos para os residentes no concelho, ou a realização do concurso de chegas de Barrosos (cuja final se realizou neste dia), fazem alterar esse panorama. No entanto, os muitos espectadores, sobretudo emigrantes, presentes no mercado do Gado da Feira de Montalegre, ainda puderam apreciar excelentes exemplares desta raça.

5) Corridas de Carrinhos de Rolamentos
Realizou-se no passado Sábado, a primeira Corrida de Carrinhos de Rolamentos de Montalegre, com a descida da Rua da Corujeira.
Foram várias mangas, antes da corrida final, que atraíram dezenas de curiosos, muitos para matar saudades dos seus tempos de infância. Na final, os concorrentes de Fafe, quase profissionais, ocuparam os primeiros lugares com naturalidade. Destaque para Binex Portugal, o melhor Barrosão, e para o carro da TV Barroso que venceu o prémio de mais original (Banheira com chuveiro e tudo).

Sexta-feira, Agosto 17, 2007

Destaque 3

Chegas de Bois: Dois contra um!

Na passada quinta feira, dia 9, realizou-se no campo de Chegas do Senhor da Piedade, a esperada final do Campeonato de Chegas de Bois da raça "Barrosã". Como o dia coincidia com os festejos do "Dia do Emigrante" na vila Barrosã, foi com naturalidade que muita gente acorreu a ver esta final. Relembramos que neste torneio, que se iniciou no passado dia 9 de Junho, participaram 16 exemplares da raça Barrosã.
Como entrada, a organização (As. "O Boi do Povo"), "serviu" a chega correspondente ao 3º e 4º lugares, uma novidade este ano. Frente a frente o boi do Lucas de Linharelhos (Salto) e o Boi da Sociedade de Montalegre, em nome de Germano Batista. O boi de Salto, claramente mais pequeno, acabou por quase não "dar a cabeça" e desistir ao fim de escassos minutos, o que desagradou aos presentes.
No entanto a final (foto em cima) acabou por compensar, pois assistiu-se a uma boa chega. Frente-a-frente dois rivais já velhos conhecidos: o boi do Acácio Lopes de Montalegre e o boi do Fernando Moura do Barracão. Foram doze minutos de uma típica chega de Barrosos com muito jogo de galha e muita incerteza quanto ao vencedor até final, uma vez que a uma investida de um boi respondia o outro boi com destreza. A vitória acabou por sorrir ao boi do Acácio Lopes que assim arrecadou a prémio de vencedor da edição deste ano, uma edição que chegou a estar ameaçada mas que, para bem de todos e da raça barrosã, se realizou e que se espera se volte a realizar ainda com mais expressão no próximo ano.

Ao final da tarde do dia da Festa do Senhor da Piedade (5 de Agosto), no recinto de chegas do santuário, foi "oferecida", aos milhares de presentes, uma chega de bois bastante diferente das habituais: 2 contra 1.
De facto, no programa da referida festa constavam 3 chegas: As duas primeiras "normais", e que foram fracas, pese embora o excelente desempenho do Boi Rúbio do Germano da Portela na segunda chega (foto pag. 3), e a terceira uma chega a 3, onde dois bois pequenos lutaram contra um bastante maior, numa espécie de guerra entre dois Davides e um Golias.
Foi um espectáculo inolvidável e que levou ao rubro o público presente, quer pela galhardia com que os dois pequenos touros lutavam, quer pela intensidade e duração da chega que ultrapassou os 20 min, e que levou o proprietários dos animais a separá-los para os salvaguardar para uma próxima oportunidade. Adeptos não irão faltar com certeza, a ver pela excelente amostra.

Destaque 2
"Pijama às Letras" na Biblioteca de Montalegre

Enquadrada numa série de iniciativas, direccionadas sobretudo para os jovens, de animação cultural das férias, a Biblioteca de Montalegre levou a cabo uma realização diferente na noite do passado dia 8 de Agosto, denominada "Pijama às Letras com histórias de fazer ó-ó".
Trata-se de uma iniciativa que não é inédita mas que pela primeira vez aconteceu em Montalegre e com sucesso, a ver pela reacção das crianças e jovens que participaram. Esta realização consiste, fundamentalmente, em levar as crianças e jovens a dormir na Biblioteca juntos com os livros das suas histórias preferidas.
Os escolhidos, nesta primeira edição, foram os escuteiros mais jovens de Montalegre (Agrupamento 1115). A concentração ocorreu pelas 21h30 na Biblioteca de Montalegre onde cada "lobito" se deslocou munido de um saco cama. Pelas 22h00, numa rubrica intitulada "Meu livro/história preferidos" foi lido o "Conto Redondo". Seguiu-se a realização de um "Mural das Histórias" pelas 23h00. Os mais resistentes acabaram por cair no sono já depois da meia-noite, com a chegada do João-pestana e o Xico Escuro, em mais uma história "Era uma Vezzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz".
Um noite de muita magia e enternecimento para as crianças envolvidas nesta salutar realização.

Quinta-feira, Agosto 16, 2007

Destaque

Festas Concelhias 2007
Ao longo de quase um mês realizaram-se em Montalegre as tradicionais festas concelhias em Homenagem ao Senhor da Piedade, e que culminam sempre com a procissão que vai da igreja Matriz à igreja do Santuário do Senhor da Piedade, este ano realizada no passado dia 5.
Futsal, Corridas de Cavalos e Chegas de Bois
Desde o ano passado que o Município incluiu no programa o torneio de Futsal que se realiza desde 21 de Julho, no pavilhão desportivo de Montalegre (ver pág. 7). Também já vem sendo tradição as corridas de Cavalos que se realizam no Campo Dr. Diogo Vaz Pereira: Este ano ocorreram no passado dia 4 de Agosto e tiveram uma boa adesão, apesar da maioria dos cavaleiros ser oriunda do Minho, onde este desporto tem mais expressão.
Também as Chegas de Bois nunca faltam a qualquer festa que se preze no Barroso. Além do Campeonato de Chegas de Barrosos que terminou com a vitória do Boi de Montalegre do Acácio Lopes (ver pag. 6), também no dia maior da festa se realizaram 3 chegas, uma das quais levou ao rubro os milhares de espectadores presentes no santuário, uma chega a 3.
Quim Barreiros, Emanuel e Diapasão
A parte lúdica da festa é sempre a que atrai mais pessoas, sobretudo os milhares de emigrantes de férias nesta altura no nosso concelho. E a música é sempre ao gosto destes. Começou na noite do dia 4 com um arraial na Praça do Município com o grupo Roconorte, antes da tradicional e sempre espectacular sessão de fogo de artifício. No Domingo 5, dia mais religioso, deu-se primazia às Bandas, com a "local" (Parafita) e a banda de Lousada, a proporcionarem dois espectáculos, um durante a tarde e outro à noite, antes da actuação da Orquestra Império e mais fogo de artifício.
Na terça-feira, dia 7, na festa da Rádio Montalegre, houve a actuação conjunta do humorista Fernando Rocha e do Cantor Quim Barreiros, mas esta já não foi para todos, pois decorreu no Pavilhão Multiusos e só os "habituais" convidados, com direito a entrada gratuita, ou os mais aficionados e endinheirados (bilhete 10 euros), puderam assistir ao espectáculo. No "Dia do Emigrante", 9 de Agosto, houve arraial na praça do município com o Grupo Diapasão e os locais Clave. Isto antes daquele que seria, talvez, o concerto mais esperado, o cantor Emanuel na noite do dia 11 (em cima).
Culto Religioso e Pagão
Como já referimos, o ponto fundamental das festas concelhias é o culto ao Senhor da Piedade que este ano se realizou no Domingo, 5 de Agosto. A procissão que atravessa algumas ruas antes de se deslocar para o Santuário, começou bem cedo e com muitos andores e peregrinos. A acompanhar não faltou muita fé e oração dos muitos fiéis que não deixam de cumprir mais uma promessa ou simples devoção. Chegados ao recinto do santuário com o mesmo nome realizou-se a tradicional missa, antes das merendas servidas à sombra das árvores, não estivesse um dia de muito calor. Durante a tarde não faltou animação e negócio na "feirinha" local.
Ainda incluído no cartaz das festas deste ano está um outro tipo de culto, mais pagão, o Congresso de Medicina Popular de Vilar de Perdizes, que se realiza este ano entre 30 de Agosto e 2 de Setembro, e atrairá certamente milhares de curiosos do mundo das ervas e sobrenatural, àquela aldeia barrosã. Contamos trazer a reportagem do evento no nosso próximo número. Até lá goze os últimos resquícios de férias e festas populares.

In http://www.opovodebarroso.blogspot.com/


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