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| Name: | Ismael Vaz Varela |
| E-mail address: | isvazvarela@hotmail.com |
| Name: | VICTOR |
| E-mail address: | INSTALAZA1@HOTMAIL.COM |
| Comments: | me alegra saber que seguis ahí |
| Name: | fran |
| Comments: | moi bo o seu prexecto |
| Name: | silvinha |
| Homepage URL: | http://www.agal-gz.org |
| Comments: | Tesouro Lexical Galego apresentado publicamente na Universidade de Santiago
Segunda-feira, 17 janeiro 2005 Isaac Alonso Estraviz: «Estou feliz porque, finalmente, vejo cumprido o sonho de toda umha vida» PGL.- A versom electrónica do Dicionário da Língua de Isaac Alonso Estraviz foi apresentada publicamente na Faculdade de Filologia da Universidade de Santiago de Compostela. No acto, ao qual concorreu numeroso público, contou-se com a participaçom de Miguel R. Penas (Secretário de Organizaçom da AGAL), Vítor Manuel Lourenço Peres (coordenador da ediçom electrónica do dicionário) e do próprio autor da obra, o professor Isaac Alonso Estraviz (Secretário da AGAL). A obra de referência da lexicografia galega desde os anos oitenta fora inicialmente publicada, em três volumes, pola editorial Alhena de Madrid; era o dicionário com mais entradas para o idioma galego. O Portal Galego da Língua oferece agora à sua audiência a possibilidade de conhecer mais em profundidade biografia do autor e características da obra. Um «que longe foi casar...» Último terço do século XIX. Um moço de Santa Cristina de Folgoso (no Concelho de Sobrado dos Monges) e de apelido Estraviz foi trabalhar à comarca do rio Lima. Quando andava por um lugar chamado Escorna Bois fitou uns olhos que mais nunca poderia esquecer... porque afogou neles. Eram os da sua futura esposa. O novo casal tivo filhos, e netos, e bisnetos. Um deles é pessoa muito conhecida: chama-se Isaac Alonso Estraviz, o lexicógrafo. Da infáncia em Vila Seca e do ingresso no Mosteiro de Osseira Nascido em Vila Seca e com antecedentes paternos de Lodoselo, Isaac Alonso Estraviz (Vila Seca, 1935) criou-se entre agricultores. Como ele mesmo nos diz, sua mãe «nunca foi escolarizada; estivo praticamente de "criada" do resto dos irmãos. Meu pai começou a ir à escola, mas quando sabia mamente lêr e escrever tivo que ajudar na agricultura. Creio que só era capar de assinar». Como tantas outras, a família Alonso Estraviz combinava o cuidado do gado e agricultura de subsistência e fazia-se-lhe difícil atender em condições dignas os seis filhos que lográrom sobreviver: «Tínhamos vacas, um boi... Também tínhamos um burro, umha besta (égua), porcos e umhas quantas ovelhas. Eu desde pequeninho -talvez com cinco ou seis anos- já me dedicava a ir com a fazenda ao monte». À dificuldade da subsistência numha economia agrícola tradicional, unirom-se a guerra e miséria. Eram os «anos da fame», os terríveis momentos de «ter que ir diariamente buscar o racionamento a Trasmiras. Houvo um momento em que chegamos a comer pam de cevada. Lembro que às vezes apareciam nele as arganas da espiga. Aquilo sabia mal. Por vezes até provocava o vómito». Visto este contexto, já podemos imaginar como foi a escolarizaçom do actual Secretário da Associaçom Galega da Língua. Na sua aldeia nom havia escola e o ensino fazia-se «numha casinha em frente das escadas do cemitério e da igreja». Nessa casa alfabetizárom-se Isaac, os irmãos e os vizinhos do seu tempo. Entre as alternativas daqueles anos difíceis estavam a emigraçom para o Brasil e a Argentina ou o trabalho nas minas que exploravam empresas germanas. Outro destino comum era enveredar polos caminhos das instituições eclesiásticas e este foi o que o destino lhe deparou ao nosso protagonista. Com doze anos, o rapaz entrou dentro dos muros do Mosteiro de Osseira e ali estivo entre 1947 e 1960. O discurso de Otero Pedrayo, umha fonte de entusiasmo Em 1953 celebrava-se o aniversário de Sam Bernardo e com tal ensejo naquela altura convidaram Otero Pedrayo a pronunciar umha palestra no Mosteiro de Osseira. Todo o galeguismo sinala esse acto como de grande valor simbólico. O padre Santos –nome monástico de Isaac A. Estraviz- estava ali; foi testemunha directa dum acto de valentia, porque naquela altura as conferências e os discursos em galego estavam proibidos: «Otero Pedrayo foi convidado porque era católico e porque todo o mundo lhe tinha um enorme respeito. Esse dia estivo sob a tutela do governador civil. Primeiro estivérom andando polo mosteiro, ensinárom-lhe todo. O governador procurava demorar todo o possível para nom deixar tempo para o acto público da conferência. Esta começou com mais de meia hora de retrasso». Começou tarde, mas começou... porque o conferencista era perseverante: «Otero Pedrayo falou de pé, levantado; começou a sua conferência com verbo fluído, elegante, e ali estivemos todos com a boca aberta admirando as imagens simbólicas do discurso do orador. Umha retórica excepcional que nos deixou assombrados. Nunca mais se me esqueceu». A promessa Com dezoito anos cumpridos, Estraviz prometeu dedicar-se toda a vida ao seu idioma, que lhe proibiam falar. E após esta descoberta do galeguismo, o Padre Santos tomou contacto com Jesus Ferro Couselo (que na altura era director do Museu de Ourense) e por meio dele com outras pessoas de Ourense e depois com os impulsores de Galáxia. «Ferro animou-me muito a seguir por este caminho. Pujo-me em contacto com Galáxia e a gente de Galáxia tivo a gentileza de me mandar todos os livros que levavam editado desde a fundaçom da editora». Esse acervo bibliográfico incrementou-se notavelmente quando Isaac A. Estraviz ganhou um certame literário convocado em Buenos Aires. O novo escritor premiado conseguiu autorizaçom do superior para investir o dinheiro em livros. Estes chegárom de Buenos Aires, distribuídos por Follas Novas, a empresa de Neira Vilas e Anísia Miranda. Só depois viriam as visitas a Santiago e os encontros com Ramón Piñeiro e com Carlos Casares; com Fernández del Riego, os irmãos Illa Couto, José Luís Franco Grande..., com todos os que trabalhavam em Galaxia ou no seu entorno (Manuel Vidán, José Morente, Manuel Espiña Gamallo...). O Dicionário (1978-1986) O projecto de Dicionário nasceu como fruto da colaboraçom entre o professor Estraviz e o editor Ramón Akal, que lhe propujo fazer um dicionário galego-espanhol. O autor respondeu que só aceitava pôr-se à obra se se tratava de um dicionário galego em galego. Cristina, a esposa de Akal, estava de acordo e convenceu este para que aceitasse as condiçons, «ainda que depois se negou a cumprir com os compromissos adquiridos o que o levou a intentar o projecto com otra editora». Antes de se iniciarem os trabalhos filológicos, as primeiras pessoas consultadas polo lexicógrafo Estraviz foram José Martinho Montero Santalha e José Luís Rodríguez. Após umha reuniom com eles em Compostela, duas ideias ficavam já clarificadas: a obra seria um Dicionário da Língua e deveria estar redigido na norma da pré-autonomia, metendo entre parênteses a forma histórico-etimológica (o uso do código tradicional tornava-se inviável). Do interesse de Galaxia ao golpe-de-Estado Bieito Ledo, em representaçom de Galaxia, manifestou interesse polo projecto e entrou em negociaçons com o autor. A participaçom desta editora supunha a melhora das condições e nom foi difícil chegar a um acordo para publicá-lo em fascículos. Mas eram momentos de mudanças no panorama político galego e o golpe-de-Estado da língua ia propiciar o cámbio do modelo escrito. Isso implicava que, se o dicionário nom fosse adaptado, nom poderia ver a luz naquela editora. Para manter umha mínima dignidade fazia-se necessário a negociaçom ainda com umha nova empresa. Em 1983 saíu o primeiro volume, sob a chancela editora de Ediciones Nos. Distribuiu-se rapidamente e subscreveu-se muita gente, mas antes de se publicar o segundo a empresa faliu. «Foi a conseqüência dumha grande crise económica. O fotocompositor Montero tinha problemas económicos, pois algumas empresas nom lhe pagaram os trabalhos encomendados. Nos metera-se a imprimir todo tipo de livros e em breve terminou falindo.» Nestas circunstáncias, o autor do dicionario viu-se na obriga de fundar umha editora para poder ver editado o dicionário. Como resultado da colaboraçom do proprietário da fotocompositora e do diagramador, nasceu Alhena (editora composta polo autor, umha licenciada em Românicas de Málaga no desemprego e o sogro toledano do fotocompositor. «Pensáramos noutro nome, mas já estava registado. Depois pensamos em Alhena -a gente lê-o à galega, mas nom corresponde a nengum nome galego- e nom tivemos nengum problema». Resposta comercial magnífica Ainda nom gozando de grande promoçom, à semana de ter saído o dicionário vendêrom-se vários milhões de pesetas. Mas nada entrou nas contas de empresários e autor, porque existia umha hipoteca sobre o fotocompositor: «mesmo a própria vivenda -enfatiza Estraviz-. Nom podíamos cair na desesperaçom, mas salvar o projecto era essencial. Mesmo estivem a ponto de hipotecar o meu piso de Sam Fernando de Henares para tirar para a frente». Iniciada a sua elaboraçom em 1978, a obra devia estar completamente editada em 1984. Mas essa era a teoria. Na prática o primeiro volume saiu em 1983, depois vinhérom os problemas e perdeu-se um tempo precioso. O novo volume editado por Sotelo Blanco A versom publicada por Sotelo Blanco só modifica levemente o conteúdo da de Alhena. Na editora queriam um dicionário reduzido para usar nos institutos, mas o autor pensou em que o alunado nom tivesse que comprar vários modelos -primeiro os mais reduzidos e depois os mais completos-, porque para satisfazerem as suas necessidades teriam que ir adquirindo consecutivamente dous ou três dicionários. Ao final saiu um volume com 87235 entradas, estando o habitual entre as sessenta e cinco e setenta mil. Segundo o próprio autor, no segundo dicionário cuida-se muito mais o léxico; introduze-se vocabulário que se considera imprescindível e suprimem-se algumhas das gralhas do anterior. E agora o e-Estraviz, o tesouro lexical galego na rede Perguntado polas diferenças a respeito das edições anteriores, responde-nos um Estraviz exultante: «Este está na grafia que eu sempre defendim para o galego. Tentei de a levar a cabo na primeira e segunda ediçõe, mas foi impossível. Este é o único dicionário do galego que mantém a ortografia comum a todas as línguas románicas. Nele nom se deformam ou estragam as palavras como se vem fazendo em todo léxico galego: um corte por aqui, um mendinho por ali...». Nesta nova versom suprimiram-se entradas ou definições consideradas castelhanas e inecessárias para o galego. Introduziram-se novos verbetes relacionados com as ciências e as novas tecnologias; o número de vocábulos aumentou consideravelmente. Agora som mais de 91.000 entradas e o autor anuncia que em breve verá-se incrementado por 30.000 mais. Conta, aliás, com jogos (trivial, falsos amigos, analogias...). Pode-se estar todo o dia brincando com as palavras sem se aborrecer, como já o temos experimentado. É um dicionáraio de léxico com um fundo grande de didáctica. A equipa técnica Ao convite lançado por Vítor Manuel Lourenço Peres –que levou a coordenaçom dos trabalhos e a informática- responderam as seguintes pessoas: Sabela Agrelo Castro, Jesus Miguel Conde Llinars, Mário Herrero Valeiro, Raquel Miragaia, André Outeiro, José Manuel Outeiro, José Henrique Peres Rodrigues, Manuela Ribeira Cascudo, Valentim R. Fagim, Miguel R. Penas, José Maria Rodrigues, José Luís Valinha e Fernando Vázquez Corredoira. Todos os trabalhos foram revisados polo autor, que introduziu as novas entradas. Na parte informática, além de Vítor Manuel Lourenço Peres, também trabalhou Miguel R. Penas, a quem se lhe deve a formosa portada do Dicionário e-Estraviz. A respeito das horas trabalhadas, o autor afirma que «nom se podem contar, pois foram muitas, muitas. Falando em tempo de começo e final do processo, foi um ano e quatro meses». Mas percebe-se perfeitamente que nom considera ter perdido o tempo, antes ao contrário: está plenamente satisfeito do resultado: «Estou feliz porque, finalmente, vejo cumprido o sonho de toda umha vida. Porque todo o mundo que trabalhou nele assumiu o dicionário como próprio. E porque assim está a ser considerado por um grande número de pessoas que entram dentro dos seus conteúdos.» |
| Name: | silvia ribas |
| E-mail address: | silvinharibas@galizalivre.org |
| Comments: | esouro Lexical Galego apresentado publicamente na Universidade de Santiago
Segunda-feira, 17 janeiro 2005 Isaac Alonso Estraviz: «Estou feliz porque, finalmente, vejo cumprido o sonho de toda umha vida» PGL.- A versom electrónica do Dicionário da Língua de Isaac Alonso Estraviz foi apresentada publicamente na Faculdade de Filologia da Universidade de Santiago de Compostela. No acto, ao qual concorreu numeroso público, contou-se com a participaçom de Miguel R. Penas (Secretário de Organizaçom da AGAL), Vítor Manuel Lourenço Peres (coordenador da ediçom electrónica do dicionário) e do próprio autor da obra, o professor Isaac Alonso Estraviz (Secretário da AGAL). A obra de referência da lexicografia galega desde os anos oitenta fora inicialmente publicada, em três volumes, pola editorial Alhena de Madrid; era o dicionário com mais entradas para o idioma galego. O Portal Galego da Língua oferece agora à sua audiência a possibilidade de conhecer mais em profundidade biografia do autor e características da obra. Um «que longe foi casar...» Último terço do século XIX. Um moço de Santa Cristina de Folgoso (no Concelho de Sobrado dos Monges) e de apelido Estraviz foi trabalhar à comarca do rio Lima. Quando andava por um lugar chamado Escorna Bois fitou uns olhos que mais nunca poderia esquecer... porque afogou neles. Eram os da sua futura esposa. O novo casal tivo filhos, e netos, e bisnetos. Um deles é pessoa muito conhecida: chama-se Isaac Alonso Estraviz, o lexicógrafo. Da infáncia em Vila Seca e do ingresso no Mosteiro de Osseira Nascido em Vila Seca e com antecedentes paternos de Lodoselo, Isaac Alonso Estraviz (Vila Seca, 1935) criou-se entre agricultores. Como ele mesmo nos diz, sua mãe «nunca foi escolarizada; estivo praticamente de "criada" do resto dos irmãos. Meu pai começou a ir à escola, mas quando sabia mamente lêr e escrever tivo que ajudar na agricultura. Creio que só era capar de assinar». Como tantas outras, a família Alonso Estraviz combinava o cuidado do gado e agricultura de subsistência e fazia-se-lhe difícil atender em condições dignas os seis filhos que lográrom sobreviver: «Tínhamos vacas, um boi... Também tínhamos um burro, umha besta (égua), porcos e umhas quantas ovelhas. Eu desde pequeninho -talvez com cinco ou seis anos- já me dedicava a ir com a fazenda ao monte». À dificuldade da subsistência numha economia agrícola tradicional, unirom-se a guerra e miséria. Eram os «anos da fame», os terríveis momentos de «ter que ir diariamente buscar o racionamento a Trasmiras. Houvo um momento em que chegamos a comer pam de cevada. Lembro que às vezes apareciam nele as arganas da espiga. Aquilo sabia mal. Por vezes até provocava o vómito». Visto este contexto, já podemos imaginar como foi a escolarizaçom do actual Secretário da Associaçom Galega da Língua. Na sua aldeia nom havia escola e o ensino fazia-se «numha casinha em frente das escadas do cemitério e da igreja». Nessa casa alfabetizárom-se Isaac, os irmãos e os vizinhos do seu tempo. Entre as alternativas daqueles anos difíceis estavam a emigraçom para o Brasil e a Argentina ou o trabalho nas minas que exploravam empresas germanas. Outro destino comum era enveredar polos caminhos das instituições eclesiásticas e este foi o que o destino lhe deparou ao nosso protagonista. Com doze anos, o rapaz entrou dentro dos muros do Mosteiro de Osseira e ali estivo entre 1947 e 1960. O discurso de Otero Pedrayo, umha fonte de entusiasmo Em 1953 celebrava-se o aniversário de Sam Bernardo e com tal ensejo naquela altura convidaram Otero Pedrayo a pronunciar umha palestra no Mosteiro de Osseira. Todo o galeguismo sinala esse acto como de grande valor simbólico. O padre Santos –nome monástico de Isaac A. Estraviz- estava ali; foi testemunha directa dum acto de valentia, porque naquela altura as conferências e os discursos em galego estavam proibidos: «Otero Pedrayo foi convidado porque era católico e porque todo o mundo lhe tinha um enorme respeito. Esse dia estivo sob a tutela do governador civil. Primeiro estivérom andando polo mosteiro, ensinárom-lhe todo. O governador procurava demorar todo o possível para nom deixar tempo para o acto público da conferência. Esta começou com mais de meia hora de retrasso». Começou tarde, mas começou... porque o conferencista era perseverante: «Otero Pedrayo falou de pé, levantado; começou a sua conferência com verbo fluído, elegante, e ali estivemos todos com a boca aberta admirando as imagens simbólicas do discurso do orador. Umha retórica excepcional que nos deixou assombrados. Nunca mais se me esqueceu». A promessa Com dezoito anos cumpridos, Estraviz prometeu dedicar-se toda a vida ao seu idioma, que lhe proibiam falar. E após esta descoberta do galeguismo, o Padre Santos tomou contacto com Jesus Ferro Couselo (que na altura era director do Museu de Ourense) e por meio dele com outras pessoas de Ourense e depois com os impulsores de Galáxia. «Ferro animou-me muito a seguir por este caminho. Pujo-me em contacto com Galáxia e a gente de Galáxia tivo a gentileza de me mandar todos os livros que levavam editado desde a fundaçom da editora». Esse acervo bibliográfico incrementou-se notavelmente quando Isaac A. Estraviz ganhou um certame literário convocado em Buenos Aires. O novo escritor premiado conseguiu autorizaçom do superior para investir o dinheiro em livros. Estes chegárom de Buenos Aires, distribuídos por Follas Novas, a empresa de Neira Vilas e Anísia Miranda. Só depois viriam as visitas a Santiago e os encontros com Ramón Piñeiro e com Carlos Casares; com Fernández del Riego, os irmãos Illa Couto, José Luís Franco Grande..., com todos os que trabalhavam em Galaxia ou no seu entorno (Manuel Vidán, José Morente, Manuel Espiña Gamallo...). O Dicionário (1978-1986) O projecto de Dicionário nasceu como fruto da colaboraçom entre o professor Estraviz e o editor Ramón Akal, que lhe propujo fazer um dicionário galego-espanhol. O autor respondeu que só aceitava pôr-se à obra se se tratava de um dicionário galego em galego. Cristina, a esposa de Akal, estava de acordo e convenceu este para que aceitasse as condiçons, «ainda que depois se negou a cumprir com os compromissos adquiridos o que o levou a intentar o projecto com otra editora». Antes de se iniciarem os trabalhos filológicos, as primeiras pessoas consultadas polo lexicógrafo Estraviz foram José Martinho Montero Santalha e José Luís Rodríguez. Após umha reuniom com eles em Compostela, duas ideias ficavam já clarificadas: a obra seria um Dicionário da Língua e deveria estar redigido na norma da pré-autonomia, metendo entre parênteses a forma histórico-etimológica (o uso do código tradicional tornava-se inviável). Do interesse de Galaxia ao golpe-de-Estado Bieito Ledo, em representaçom de Galaxia, manifestou interesse polo projecto e entrou em negociaçons com o autor. A participaçom desta editora supunha a melhora das condições e nom foi difícil chegar a um acordo para publicá-lo em fascículos. Mas eram momentos de mudanças no panorama político galego e o golpe-de-Estado da língua ia propiciar o cámbio do modelo escrito. Isso implicava que, se o dicionário nom fosse adaptado, nom poderia ver a luz naquela editora. Para manter umha mínima dignidade fazia-se necessário a negociaçom ainda com umha nova empresa. Em 1983 saíu o primeiro volume, sob a chancela editora de Ediciones Nos. Distribuiu-se rapidamente e subscreveu-se muita gente, mas antes de se publicar o segundo a empresa faliu. «Foi a conseqüência dumha grande crise económica. O fotocompositor Montero tinha problemas económicos, pois algumas empresas nom lhe pagaram os trabalhos encomendados. Nos metera-se a imprimir todo tipo de livros e em breve terminou falindo.» Nestas circunstáncias, o autor do dicionario viu-se na obriga de fundar umha editora para poder ver editado o dicionário. Como resultado da colaboraçom do proprietário da fotocompositora e do diagramador, nasceu Alhena (editora composta polo autor, umha licenciada em Românicas de Málaga no desemprego e o sogro toledano do fotocompositor. «Pensáramos noutro nome, mas já estava registado. Depois pensamos em Alhena -a gente lê-o à galega, mas nom corresponde a nengum nome galego- e nom tivemos nengum problema». Resposta comercial magnífica Ainda nom gozando de grande promoçom, à semana de ter saído o dicionário vendêrom-se vários milhões de pesetas. Mas nada entrou nas contas de empresários e autor, porque existia umha hipoteca sobre o fotocompositor: «mesmo a própria vivenda -enfatiza Estraviz-. Nom podíamos cair na desesperaçom, mas salvar o projecto era essencial. Mesmo estivem a ponto de hipotecar o meu piso de Sam Fernando de Henares para tirar para a frente». Iniciada a sua elaboraçom em 1978, a obra devia estar completamente editada em 1984. Mas essa era a teoria. Na prática o primeiro volume saiu em 1983, depois vinhérom os problemas e perdeu-se um tempo precioso. O novo volume editado por Sotelo Blanco A versom publicada por Sotelo Blanco só modifica levemente o conteúdo da de Alhena. Na editora queriam um dicionário reduzido para usar nos institutos, mas o autor pensou em que o alunado nom tivesse que comprar vários modelos -primeiro os mais reduzidos e depois os mais completos-, porque para satisfazerem as suas necessidades teriam que ir adquirindo consecutivamente dous ou três dicionários. Ao final saiu um volume com 87235 entradas, estando o habitual entre as sessenta e cinco e setenta mil. Segundo o próprio autor, no segundo dicionário cuida-se muito mais o léxico; introduze-se vocabulário que se considera imprescindível e suprimem-se algumhas das gralhas do anterior. E agora o e-Estraviz, o tesouro lexical galego na rede Perguntado polas diferenças a respeito das edições anteriores, responde-nos um Estraviz exultante: «Este está na grafia que eu sempre defendim para o galego. Tentei de a levar a cabo na primeira e segunda ediçõe, mas foi impossível. Este é o único dicionário do galego que mantém a ortografia comum a todas as línguas románicas. Nele nom se deformam ou estragam as palavras como se vem fazendo em todo léxico galego: um corte por aqui, um mendinho por ali...». Nesta nova versom suprimiram-se entradas ou definições consideradas castelhanas e inecessárias para o galego. Introduziram-se novos verbetes relacionados com as ciências e as novas tecnologias; o número de vocábulos aumentou consideravelmente. Agora som mais de 91.000 entradas e o autor anuncia que em breve verá-se incrementado por 30.000 mais. Conta, aliás, com jogos (trivial, falsos amigos, analogias...). Pode-se estar todo o dia brincando com as palavras sem se aborrecer, como já o temos experimentado. É um dicionáraio de léxico com um fundo grande de didáctica. A equipa técnica Ao convite lançado por Vítor Manuel Lourenço Peres –que levou a coordenaçom dos trabalhos e a informática- responderam as seguintes pessoas: Sabela Agrelo Castro, Jesus Miguel Conde Llinars, Mário Herrero Valeiro, Raquel Miragaia, André Outeiro, José Manuel Outeiro, José Henrique Peres Rodrigues, Manuela Ribeira Cascudo, Valentim R. Fagim, Miguel R. Penas, José Maria Rodrigues, José Luís Valinha e Fernando Vázquez Corredoira. Todos os trabalhos foram revisados polo autor, que introduziu as novas entradas. Na parte informática, além de Vítor Manuel Lourenço Peres, também trabalhou Miguel R. Penas, a quem se lhe deve a formosa portada do Dicionário e-Estraviz. A respeito das horas trabalhadas, o autor afirma que «nom se podem contar, pois foram muitas, muitas. Falando em tempo de começo e final do processo, foi um ano e quatro meses». Mas percebe-se perfeitamente que nom considera ter perdido o tempo, antes ao contrário: está plenamente satisfeito do resultado: «Estou feliz porque, finalmente, vejo cumprido o sonho de toda umha vida. Porque todo o mundo que trabalhou nele assumiu o dicionário como próprio. E porque assim está a ser considerado por um grande número de pessoas que entram dentro dos seus conteúdos.» |
| Name: | anne |
| Comments: | esta moi interesante "AVolta do Agro". E a páxina podese mellorar pero ta ben |
| Name: | josito |
| E-mail address: | jositomuimenta@hotmail.es |
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| Comments: | Galiza é uma paixão.
Eu e o Grupo de Percussão Tocándar adorariamos conhecer-vos. Viva a tradição dos nossos povos! |
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| Comments: | Ola! Convídovos a visitar unha web sobre Pobra do Caramiñal, un pobo da ría de Arousa que de seguro coñecedes. Un saúdo!
http://viana.iespana.es |
| Name: | Roberto |
| E-mail address: | roberto@roberto.ro |
| Homepage URL: | http://www.linkseroticos.hpg.com.br |
| Comments: |
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| Name: | Xulio COUXIL Vázquez |
| E-mail address: | jcougil@pie.xtec.es |
| Comments: | ¡Noraboa! por esa páxina tan marabillosa que tendes
confeccionada. Sodes do mellorciño que teño atopado na "Rede". Son director do programa de radio en lingua galega "Saudade" que emitimos no 98.2 da FM, en Radio Nou Barris de BArcelona (os martes dende as 7,30 da tarde ata as 11 da noite e dende as 7 ata as 9 da noite os sábados. Se poiderades enviarnos algunha grabación para emitila e ao mesmo tempo faciltádenos un teléfono para ter unha entrevista en directo den da radio. O meu teléfono particular é 936378182 e o da radio é 934273693. Estariamos moi contentos de poder contar convosco no noso programiña do vindeiro martes 25 de abril. Dádenos un teléfono para que poidamos chamarvos. Unha aperta garimosa dende estas terras mediterraneas. |
| Name: | Maio |
| E-mail address: | adelakoku@hotmail.com |
| Homepage URL: | http://usuarios.tripod.es/KORDO/index.htm |
| Comments: | As miñas felicitacións, a páxina é moi boa. Uxio saes moi
guapo nas fotos jejeje. |
| Name: | Nuno Miguel e Luísa Sousela |
| E-mail address: | NunoMFC@sapo.pt / Luisa_Sousela@yahoo.com |
| Homepage URL: | http://www.arcum.pt |
| Comments: | Eu não vi a vossa actuação...mas já me disseram que vocês
são um espectaculo à parte...espero que o FUMP tenha corrido do vosso agrado...um abraço e um beijo do Nuno e Luisa ATÉ "LUGO" |
| Name: | Santina. (Madrina de Jose) |
| E-mail address: | santina_pacio@gmx.net |
| Comments: | Un gran saludo desde Luxemburgo,sois fenomenales
Y en especial a mi queridisimo ahijado Jose un besazo y el abrazo mas grande del mundo. santina |
| Name: | Santina. (Madrina de Jose) |
| E-mail address: | santina_pacio@gmx.net |
| Name: | montse crecente |
| Comments: | non puiden visitar a vosa paxina pero imaxino que será tan
boa como todo o que facedes. Felicidades e un bico en especial a Josito e Montse. |
| Name: | Roi |
| E-mail address: | grixoa@latinmail.com |
| Comments: | Gustariame felicitar a todo o mundo q dalgunha maneira
participou na creación desta páxina porq sinceiramente gustoume bastante. Como persoa q esta metida neste mundo podo dicir pareceume, polo de agora, a mellor páxina referente a grupos tradicionais. O meu ánimo e apoio. Seguide asi Roi |
| Name: | Cristina |
| E-mail address: | cramarel@hotmail.com |
| Comments: | Ola! Saúdos a todos dende Barcelona, son unha das pesadas
que vai os cursiños de Semana Santa. Seguide adiante coa a páxina, e adiante co grupo, que os de Lugo somos tan bons como os que máis, e recollede pola Terra Cha!. Un bico para María, Marta e Juan, e demáis, que non lembro os nomes |
| Name: | Alberto |
| E-mail address: | alberto_vquez@wanadoo.com |
| Comments: | Pra os que estamos lonxe da terra, que amamos e sentimos a
Galicia e a súa música tradicional, e unha ledicia poder ollar páxinas tan boas e con tanto sentimento como a vosa, feita por xente nova que furando nas lembranzas dos vellos e dos arquivos, atopan moitas das raices da súa tradición. Ánimo e seguide por ese camiño que nos desperta da longa noite de pedra. Un saúdo e felicidades po la páxina. |
| Name: | Guillermo del Rio |
| E-mail address: | guillermo@cti.csic.es |
| Comments: | Noraboa rapazes. Moitas gracias pola vosa tarefa e adiante. |
| Name: | josé luis santidrián |
| E-mail address: | jsr00016@teleline.es |
| Comments: | Durante el curso nos hemos encontrado muy a gusto, creo que
lo estais haciendo muy bien y por eso os animamos a que continueis con esa labor tan importante. Nos veremos el curso que viene. Si el resto del grupo de gaiteros quiere realizar la comida ponte en contacto conmigo a traves del teléfono de la academia, puedes dejar mensaje. Ikusi arte lagun. |
| Name: | XURXO |
| Comments: | NON HAI MELLOR FORMA DE REVIVIR A TRADICIÓN QUE DISFRUTANDO
DELA NÓS E OS QUE ESTÁN Ó ARREDOR. SEGUIDE TRABALLANDO PORQUE ESE É O XEITO DE PODER VIVI-LA MAÑÁ. SAÚDOS, UN GHAITEIRO |
| Name: | Sofía Vazquez |
| Comments: | Ola xente, levamos case unha hora pelexándonos co "interné"
iste para entrar na vosa páxina pero mereceu a pena. Non me estraña que ata os xaponeses vos visiten. Un bico para todos , xa me tarda vervos en directo outra vez. ¡¡¡¡¡¡HEI CARBALLEIRA!!!!!! (toma aturuxo) |
| Name: | Sonia Gomez Rocha |
| E-mail address: | gomrochsonia@hotmail.com |
| Comments: | Gracias polo voso traballo e seguide asi pra que a nosa
cultura no se perda e sobre todo pra que nos os galegos non perdamos a nosa identidade. Gracias de parte de unha galega fora da sua terra...(de verdade o voso traballo chega ata o noso corazon!!) |
| Name: | Tampiñas |
| E-mail address: | Cerqueiranmf@hotmail.com |
| Homepage URL: | http://www.arcum.pt |
| Comments: | já me ía esquecendo............
viva aos FILHOS de PRIMOS |
| Name: | Nuno Cerqueira ( Tampinhas ) |
| E-mail address: | Cerqueiranmf@hotmail.com |
| Homepage URL: | http://www.arcum.pt |
| Comments: | Provavelmente devo ser uma das pessoas ( fora de espanha
)que melhor conheço o trabalho feito por este grupo...e só posso dizer uma coisa .........FANTÀSTICO parabens pelo vosso trabalho Nuno ( TAMPINHAS ) |
| Name: | Anna Maria Lopez Lopez |
| E-mail address: | anna@anit.es |
| Homepage URL: | http://www.anit.es/reflexion |
| Comments: | Gracias por enriquecer el patrimonio digital gallego.
Gracias por enriquecer o patrimonio dixital galego. Y gracias tambien por recuperar las tradiciones culturales gallegas. E gracias tamen por recuperar as tradicions culturais galegas. Las nuevas generaciones deben inspirarse en el pasado para alcanzar el futuro. As novas xeracions deben inspirarse no pasado para alcanzaren o futuro. Enhorabuena por vuestro trabajo y un cordial saludo desde la ciudad amurallada Noraboa polo voso traballo e un cordial saudo dende a cidade amurallada Anna Maria Lopez [ReflexiON-line] Website : http://www.anit.es/reflexion [Corelclub.org] http://www.corelclub.org [Fashionmas escuela de moda] http://www.fashionmas.com [Lvcvs-Chatgvsti] http://lucuschat.cjb.net |
| Name: | Senén e Marga |
| Comments: | Sodes uns tipos moi guays pero os mellores son os que
firman esto |
| Name: | Senén e Marga |
| Name: | José Luis Santidrián |
| E-mail address: | jsr00016@teleline.es |
| Comments: | Las tradiciones son parte de nuestra identidad, pasan de
padres a hijos y en realidad es lo único que perdura en el tiempo. Ánimo, lo estais haciendo muy bien. Recuerdos de Amaia, disfruta mucho en las clases de baile. |
| Name: | MIGUEL ANGEL MARTÍNEZ |
| E-mail address: | trascastro@mundivia.es |
| Comments: | No se como va esto. Espero que el mensaje salga en el libro.
Veo que la foto mía sigue en su sitio. Has cambiado alguna pero la página sigue estando igual de bien. Nada más. Dejo el mensaje para que sepas que estuve de visita por la página de tu grupo. |
| Name: | Joe Crecente |
| E-mail address: | joes.mail.box@excite.com |
| Comments: | Ola! I'm located in Melbourne, Florida near the Space
Center. Visited Ciber Lugo last month when I was in Galicia. Where are you located? Hasta luego! Joe |
| Name: | Joe Crecente |
| E-mail address: | joes.mail.box@excite.com |
| Comments: | Ola! I'm located in Melbourne, Florida near the Space
Center. Visited Ciber Lugo last month when I was in Glaicia. Where are you located? Hasta luego! Joe |
| Name: | Carlos y Esther |
| E-mail address: | chiper@ctv.es |
| Homepage URL: | http://CYBER CHIPER |
| Comments: | HOLA
DESPOIS DE VER A VOSA PAGINA, QUE É MOI ENXEBRE, ANIMO A SEGUIR LOITANDO PO-LO GRUPO SAÚDOS CHIPER CASTRO RIBERAS DE LEA P.D.ESTADES INVITADOS Ó CYBER!!!!!! BICOS EN ESPECIAL A JOSE E MONTSE (ABADIN) |
| Name: | David Valuja Framiñán |
| E-mail address: | valuja@eudoramail.com |
| Comments: | Que moi ben. Son coleguilla de David (un dos do grupo) pois
el traballa cerca do meu traballo. El nun pafeto que mola un cacho, Al-Andalus, i eu no ciberlugo. Esto de ser folklorico e do mellor. Viva a musica galega. |
| Name: | Ramón Martínez Fouces |
| Comments: | Ainda que soy d'O Bierzo,meus paes son galegos y estoy
casado con una muller de Chano (Val de Fornela).Aprendiz de gaitero e amante das tradicios galegas y bercianas, me ha gustado moito ver a voxa páxina y en especial o traballo de Uxia sobre As Danzas de Fornela. Un saudo e ánimo. |
| Name: | hector |
| E-mail address: | e.diez@recol.es |
| Comments: | necesito informacion da música tradicional galega (cando comezou esta nova importancia q agora está collendo, principais instrumentos empregados,instumentos exclusïvamente galegos....agradeceríavos moito q me mandasedes infomación por internet ou por xose pacio
(abadín) , |